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Conjunto forte de quesitos! Samba, comissão de frente e evolução são destaques no ensaio da Unidos da Tijuca

Emocionado, mestre Casagrande fez um discurso na abertura, no qual falou sobre o andamento dos trabalhos dos quesitos e do barracão tijucano

A Unidos da Tijuca abriu o terceiro dia de ensaios técnicos do Grupo Especial, na noite de domingo, com empolgante desempenho na avenida. Os componentes da agremiação tijucana evoluíram de forma muito correta na pista. Além disso, a comissão de frente, coreografada por Sérgio Lobato, arrancou aplausos do público. Com o enredo “Waranã – A Reexistência Vermelha”, a escola fez um ensaio bom, compacto e que durou pouco mais de 1 hora de duração. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Fotos: Allan Dufes/Site CARNAVALESCO

Em seu esquenta, que durou cerca de oito minutos, além do samba-exaltação, a escola relembrou aquele que é considerado o maior samba de sua história, “O dono da terra”, de 1999. Ainda antes do início do ensaio, o mestre Casagrande fez um emocionado discurso, no qual falou sobre o andamento dos trabalhos dos quesitos e do barracão tijucano.

O início do ensaio foi avassalador. Quando Wic Tavares entoou o samba da escola para o carnaval de 2022, o público começou a cantar com todo vigor. A intérprete que estava com um lindíssimo vestido amarelo com borboletas mostrou a voz potente que tem e o entrosamento que possui com o pai. A comunidade abraçou toda obra e era possível ouvir, mesmo longe do carro de som, as vozes dos componentes cantando o samba.

“A comunidade está brincando carnaval, se divertindo e cantando muito esse samba maravilhoso que a nossa escola tem. Eu venho ensaindo aqui há meses, mas hoje é diferente, é um ensaio geral e acredito que para os componentes tenha sido maravilhoso. Foram dois anos sem carnaval, os componentes estão eufóricos e brincaram muito. Ainda temos quase um mês, tem muita coisa para ser acertada, e hoje foi um bom dia para vermos o que está errado e o que está certo”, comentou Fernando Costa, diretor de carnaval.

Harmonia e Samba-enredo

O canto da comunidade tijucana, de maneira geral, teve bom desempenho na avenida Marquês de Sapucaí. Com forte início de ensaio, as primeiras alas da escola entoavam o samba a plenos pulmões, com destaque para a primeira ala, logo após o primeiro casal. Desde 2016 que a agremiação não cantava assim em um ensaio técnico. Entretanto, as últimas alas, após a passagem da bateria e do carro de som, ainda podem evoluir mais nesse quesito, tendo canto aquém do apresentado pelo início da escola.

O samba da Unidos da Tijuca, composto por Anderson Benson, Eduardo Medrado e Kleber Rodrigues, teve ótimo desempenho na pista e impulsionou a apresentação da escola. O trecho “Erê, essa mata é sua/Erê, vem provar doce mel”, do refrão principal, foi o mais cantado pelos componentes e pelo público presente no Sambódromo. A ala cinco, “Curumim”, não parou um minuto sequer de cantar e também fazer uma coreografia com balões azul e amarelo. Além disso, o desempenho do carro de som, comandado por Wantuir e a estreante Wic, foi de alto nível e maestria para conduzir a obra.

“Na minha humilde opinião, eu acho que vai ser o samba do carnaval, até pelo fato de que vamos ter um carnaval completamente diferente, bem mais regional. Um carnaval com bem mais brasileiros na Marquês de Sapucaí. Eu acho que nosso samba vai balançar tudo isso aí. Tenho certeza absoluta disso, até porque nas apresentações nas quadras das coirmãs, a aceitação é maravilhosa”, garantiu Wantuir.

“Foi 10. Hoje é dia 27, né? Você já percebeu que as datas batem? A gente se apresentou na Cidade do Samba em 27 de fevereiro. Dia de Cosme e Damião é dia 27. Domingo é dia de erê. Não tinha melhor dia para a gente vir mostrar a força do nosso samba. E outra coisa: não subestimem as crianças, afinal, eles são porta-voz dos orixás. Se estamos aqui, no dia de domingo que é o dia de erê, não é à toa. É só aguardar o erê botando todo mundo para pular”, completou Wic.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Phelipe Lemos e Denadir, em seu primeiro carnaval juntos, veio ao ensaio técnico com figurino na cor do pavilhão. Ela, de azul-pavão e ele, de azul e amarelo e um belo cocar na cabeça, também nas cores da escola. O desempenho do casal foi bastante satisfatório na avenida, digno de aplausos. Com muita garra, ambos demonstraram entrosamento e cantaram bastante o samba, durante a apresentação. A coreografia foi muito bem montada, com passos leves. O casal estava “flutuando na avenida” e claro mostrando o sincronismo perfeito. A dupla une talento e carisma.

“Uma sensação poder voltar nesse solo sagrado. Foi um ensaio emocionante para gente. A energia do povo, o samba da Tijuca mexeu com o público. É continuar trabalhando para fazer o máximo no dia 23 de abril. Vamos mostrar uma dança alegre, solta, o tradicional, o feijão com arroz bem temperado”, disse o mestre-sala.

“É uma emoção muito grande dança com o Phelipe. A gente é amigo de muitos anos. Foi bem fácil dançar junto. Um conhece a dança do outro. Foi um ensaio muito bom, proveitoso, de para mostrar um pouco do que vamos fazer no dia do desfile. Nossa fantasia está perfeita. A pista está boa, como o Phelipe falou ainda tem um desnível e com certeza até o desfile vão acertar”, completou a porta-bandeira.

Evolução

Outro destaque da amarelo e azul do Borel, que passou sem sustos. Muito animados, os componentes evoluíram pela pista de maneira leve e correta, com a escola bem compactada, ao longo do ensaio. Em alguns trechos do samba, várias alas da escola faziam algumas referências a letra do samba, como no trecho “De pele vermelha, os frutos de uma nação”, no qual os componentes passavam a mão nas próprias peles.

A ala das passistas da escola, com as mulheres de amarelo e os homens de amarelo e azul, também foi destaque. Seus componentes esbanjaram simpatia e samba no pé durante toda a avenida. A tradicional ala das baianas da escola merece um destaque, as belas senhoras cantavam o samba e estavam vestidas de um alaká estampado e, em cada uma tinha uma cor e estampa floral diferente da outra. Praticamente todas as alas vieram com acessórios de cabeça e balões nas cores da agremiação, mostrando entusiasmo, canto e dança para que a escola fizesse bonito na avenida.

Bateria

Com cocar na cabeça, foi assim que os ritmistas da “Pura Cadência” foram para o ensaio técnico. Apresentando coreografias e paradinhas, eles mostraram que não estão para brincadeira. Porém, vale citar que o samba parece pedir um andamento “mais para frente”, embora, essa decisão seja exclusiva do mestre e da direção tijucana. A rainha de bateria, Lexa, brilhou à frente dos ritmistas e esbanjou simpatia. Ela que no esquenta estava com um esplendor com penas em azul, tirou e ficou usando só o collant também em azul com acessórios brilhantes e uma tiara na cabeça.

“A escola está pronta, né? A Tijuca é muito grande, é uma escola gigante e com uma comunidade muito intensa, que vive o dia a dia da escola. A Tijuca chegou! E quando a Tijuca chega… e olha que ainda mexeram com ela, que é o pior, mas eu não vou me prolongar nisso, porque quando mexem com a minha comunidade a gente desce mesmo e vai pra cima. Esse ano nós vamos vir com 262 ritmistas. São três bossas funcionais: a bossa do meio, que é indígena; a do refrão que eu acho que é a bossa do carnaval, pelo menos dizem que é a bossa do carnaval, e tem a bossa de segurança na cabeça do samba. Eu trabalho dentro do regulamento. Eu me desprendo de qualquer vaidade minha para servir a escola”, explicou mestre Casagrande.

Comissão de Frente

Comandada pelo coreógrafo Sérgio Lobato, a comissão de frente tijucana veio com bailarinos vestidos como indígenas e com um cocar nas cores azul e amarelo. A comissão de frente foi um destaque a parte, com a dança que remete a traços indígenas, o time de dançarinos mostrou muito sincronismo ao fazer a coreografia. Em certo momento da apresentação, um dos bailarinos era arremessado para o alto na parte em que o samba diz “e nasce o Kahu’ê o Curumim”. Os integrantes não pararam de cantar o samba, mesmo fazendo diversas coreografias.

Outros destaques

Ainda no setor 1 e um pouco antes de começar o esquenta, a rainha de bateria, a cantor Lexa, distribuiu camisas da escola para o público presente. Além das camisas, os intérpretes tijucanos, Wantuir e sua filha Wic Tavares, entregaram doces no setor 1 e também no 5.

Outro destaque da agremiação do Borel foi o segundo casal, Matheus André e Lohane Lemos. Muito animados, ambos fizeram uma boa apresentação, em uma bonita roupa laranja estampada da porta-bandeira e branca do mestre-sala.

Com o enredo “Waranã, a reexistência vermelha”,desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, a Unidos da Tijuca será a quarta escola a desfilar na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A julgar pelo seu desempenho no ensaio técnico, a agremiação tijucana tem tudo para fazer uma bela apresentação no dia oficial do desfile.

Participaram da cobertura: Ingrid Marins, Gabriel Gomes, José Luiz Moreira, Isabelly Luz, Karina de Figueiredo, Lucas Santos, Luan Costa, Allan Duffes, Philipe Rabelo e Walter Farias

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