A Unidos do Viradouro faz neste domingo a final do concurso de samba-enredo que irá embalar o desfile da escola em 2023. Através do enredo “Rosa Maria Egipcíaca”, do carnavalesco Tarcisio Zanon, a escola de Niterói vai mostrar a vida e a obra de Rosa Courana, ou Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz, considerada a primeira mulher negra a escrever um livro no país. O site CARNAVALESCO conversou com representantes das três parcerias finalistas no concurso, para saber o que representa chegar até a final e também para que cada um possa destacar o que mais gosta em seu samba.

Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação

Parceria de Claudio Mattos: “É a realização de um sonho, todo mundo é Viradouro, todo mundo é apaixonado pela escola, a gente fica lisonjeado e sonhamos com o título, aguardamos a nossa apresentação com muita ansiedade, hoje é dia de botar em prática, tenho certeza que vai dar tudo certo”.

Parte preferida: “Eu sou suspeito em falar porque gosto do samba por um todo, mas a parte que vence a heresia é o momento mais emocionante pra mim, uma mulher negra, uma santidade ter que lutar e vencer a hipocrisia dos brancos mostra um momento de superação que eu me arrepio só em falar”.

Parceria de Renan Gêmeo: “A Viradouro pra gente é uma grande escola, não só uma escola de samba, mas uma escola de vida, a gente se aproximou da escola através de projetos sociais desde sempre, então colocar samba na Viradouro já é motivo de orgulho e chegar onde a chegou já é motivo de orgulho e enche a gente alegria e esperança, estamos muito confiantes com a nossa obra”.

Parte favorita: “Quando a gente passa a coroa da Viradouro para a Rosa Maria, acho que é o momento mais bonito do enredo e resume tudo que a gente quer passar, o momento de sofrimento a coroação dela, acho a parte mais impactante do samba e que mexe com o público”.

Parceria de PC Portugal: “Pra mim é muito importante e muito significativo, a Viradouro é minha escola de coração, é onde eu comecei e onde frequento desde novo, então sinceramente, num enredo tão bonito, falando da Rosa Maria é no mínimo indescritível e inenarrável, quando mexe com a emoção não tem jeito, e aqui é a escola da emoção”.

Parte favorita: “Esse samba é tão forte e aguerrido, porque falar de Rosa Maria você tem que ter todos os pré-requisitos necessários da história dela, e o que mais me pega nesse samba é força dele, é o que realmente expressa a Rosa Maria, essa força por toda a saga que ela viveu, como a gente fala no samba “a filha da saga que vence demanda”, então a gente traz um samba forte, muito aguerrido, dois refrões para a comunidade cantar a plenos, pra gente fechar o carnaval trazendo essa divindade coroada”.

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