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Componentes da Tucuruvi manifestam a influência de ‘Ifá’ em desfile no carnaval de 2024

Escola da Cantareira apresentou no Anhembi o culto africano ao Orixá Orunmilá sob a ótica de seu amigo Exu

Um convite para conhecer “Ifá” ocorreu no Sambódromo do Anhembi em 2024 no desfile dos Acadêmicos do Tucuruvi. A proposta da escola foi mostrar a visão desse culto existente no candomblé da história da humanidade desde o momento da criação do mundo, usando do Orixá Exu para falar sobre como seu amigo Orunmilá e a crença a qual seus devotos se dedicam se espalhou pelo mundo saindo da primeira cidade da humanidade, Ile-Ifé, na atual Nigéria, até chegar no “Ilê-Brasil”, a morada de Ifá no país. O desfile foi marcado pelo sentimento de paz e confraternização ao qual a comunidade da Zona Norte se propôs desde o início do projeto, tendo como objetivo principal espalhar a mensagem de Ifá para o público e mostrar que Exu, Orunmilá e todos os orixás são figuras do bem.

O Site CARNAVALESCO conversou com representantes de diferentes segmentos do Zaca para saber suas impressões a respeito do desempenho da escola da Cantareira na Avenida.

Dione Leite, carnavalesco, sobre o desfile da escola

“É a energia do Sol que nos aquece, a energia de Olodumarê que nos permite ter Ifá. É Ifá que nos dá destino, e desde o primeiro dia ele tinha destinado ao Tucuruvi, a cada um de nós, que nós iríamos viver momentos de harmonia, momentos de felicidade. O que a gente viveu hoje, dentro dessa pista, não tem preço. Eu me emociono porque a gente viveu esse processo junto ao Pai Maurício, junto ao Babá Godá da Nigéria, principalmente ao Rodrigo, nosso gestor. Nós vivemos um processo muito grande de crescimento, e chegar hoje nisso e viver isso é uma energia surreal. O que a gente viveu dentro da Avenida, independe de resultado, é energia, e isso é Olodumarê que estava ali, com essa energia do Sol nos aquecendo, e a Tucuruvi realmente encerrou o carnaval de São Paulo, isso podem ter certeza. Eu acho que a energia da nossa comunidade foi um destaque, a comunidade que está tomada pelo Ifá. É esse trabalho inculcado pelo Rodrigo, é essa energia do Sol que nos aqueceu que foi transformada em Ifá, uma energia é muito pura. Só quero dizer o que nós vimos, que a sensação de Avenida foi surreal. O IFA estava presente conosco nesse desfile.”

Hudson Luiz, intérprete, sobre o desempenho do samba

“É muito louco falar isso, mas quando a gente está dentro acaba não sentindo esse clima. Foi a primeira vez que eu consegui de fato sentir esse clima de alegria. O componente não estava cansado por ser a última escola, ele estava feliz em estar na Avenida cantando o samba da Tucuruvi. A gente conseguiu assimilar isso e eu achei que foi um desfile maravilhoso. A energia que vinha da arquibancada era uma energia fabulosa e a gente, quando sente isso, sabe que o recado está sendo dado. Eu acho que o samba funcionou muito bem. Vi muita gente cantando samba não só na arquibancada como a escola toda cantou. Então eu acho que foi o samba certo, com o momento certo, no enredo certo. Essa eu acho que é a minha ótica, dali de dentro, que para mim eu acho maravilhoso e a gente sonha em voltar nas campeãs, principalmente sendo a campeã do carnaval.”

Luan Caliel, mestre-sala, sobre o desempenho do casal

“Eu acho que tudo que nós fizemos nos dois ensaios técnicos, hoje foi para fechar com chave de ouro. Eu e a Bia viemos muito bem, acho que cravamos em todos os jurados e que não tinha como ser melhor. É um Sol, uma roupa quente e mesmo assim nós conseguimos mostrar o trabalho que ensaiamos o ano inteiro. Eu gosto muito da nossa coreografia. Esse ano nós colocamos alguns passos afros, e nós temos uma abertura com uma diagonal bem grande que acho que cumpre o que o quesito pedia, e gosto muito dessa parte. Nós terminamos o giro horário, abrimos a lateral, voltamos com dois giros e depois emenda com o anti-horário. Eu acho que esse é o ponto forte da nossa coreografia.”

Beatriz Teixeira, porta-bandeira, sobre o desempenho do casal

“Eu estou tão emocionada que não consegui nem falar. Foi um trabalho muito duro, muito duro, e a gente fez o melhor. Saiu do jeito que a gente queria, a gente saiu brincando, mas é responsabilidade, a gente vinha com isso na cabeça mesmo a gente descendo tranquilo, brincando. Mas eu quero muito, torço muito, trabalhei muito para vir nossos 40, se Deus quiser, e estar com o título que é o principal, que é realizar o sonho. Eu falei que essa é a minha meta desse ano, tirar a minha nota 40 e fazer essa escola ser campeã.”

Renan Banov, coreógrafo, sobre o desempenho da comissão de frente

“Muita emoção. Acho que o objetivo que é trazer essa mensagem de Ifá foi atendido. O jogo, os mandamentos, fazer o Odu e mostrar a importância da ancestralidade e o respeito à religião matriz africana. Destaco o jogo do Odu, a queda dos Odus que é o Fumegi, que representa o Odu da criação, que é a abertura dos caminhos através do Babalaô.”

Mestre Serginho, da “Bateria do Zaca”, sobre o desempenho da bateria

“Ensaiamos pra caramba o ano inteiro. Era um projeto bem complexo, que envolvia escola e a bateria. Acredito que foi bem bacana. A gente foi evoluindo em questão aos ensaios técnicos de bateria. Depois do primeiro deu uma melhorada, no segundo já chegou num patamar bacana, e hoje aí a gente tem um povão. É diferente, já é o jogo valendo, então tem jogador, muda toda a temperatura. Muda também que a rapaziada quer fazer acontecer. Mas foi do cacete, mano. Da hora, eu curti. A gente tinha uma paradinha que era dividida em três partes. A primeira parte, que a gente dividia com a escola, com o serrado, que era a mensagem do ‘respeitem a minha ancestralidade’. Aí depois tinha a parte de pergunta, resposta e repique, e a gente finalizava com o toque dos atabaques e agogôs, e aí depois tinha mais um pedacinho ainda. A gente tinha duas bossas. Uma bossa que fazia um trecho, que era o andamento e a afinação, e a outra que a gente fez, que era essa daí que tinha todos esses elementos que não era só bateria, era uma bossa que pegava toda a escola. Acho que o pessoal curtiu, acho que rolou.”

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