cica apito
Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

O enredo voltou ao local do resultado que sacramentou seu campeonato. Pisando na Cidade do Samba para o sorteio da ordem dos desfiles, Mestre Ciça também participou da inauguração do apito, símbolo da comissão de frente da escola neste último carnaval. Além disso, ao CARNAVALESCO, o mestre falou sobre os frutos do enredo, a repercussão e o futuro com a Vermelho e Branco de Niterói.

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Ciça relembrou o último ano, desde a apresentação do enredo na quadra até a consagração na Sapucaí e o resultado na Quarta-feira de Cinzas. Ainda impactado com tudo, o mestre não encontra palavras para descrever o que viveu ao longo do ciclo de 2026, incluindo a emoção do título, e destacou que não houve quem questionasse esse campeonato da agremiação.

“Um ano atrás, a gente estava fazendo sorteio aqui, não tinha o enredo ainda, que veio logo depois do sorteio, e é uma honra. Passa um filme na nossa cabeça de tudo que a gente viveu no carnaval e no samba. Valeu a pena tudo aquilo que eu fiz, ser homenageado, e que homenagem linda, e não só eu, mas a própria Viradouro também, com os profissionais: Priscila, Tarcísio, Alex, a harmonia. Isso é muito legal e muito gratificante estar vivendo esse momento. Até brinquei: vamos virar essa chave aí, gente, vamos virar. Mas é impossível virar a chave agora. Sei que, quando começarem os sambas-enredo, vai dar uma virada de chave, mas eu estou gostando”.

Em relação ao pré e ao pós-carnaval, o mestre falou sobre os momentos mais marcantes para ele, destacando especialmente o período após o campeonato, sem desmerecer nada do pré-carnaval, mas ressaltando vivências em Uruguaiana e no Maracanã.

“No pós-carnaval, tive cada momento sensacional. É até difícil enumerar um ou dois sem cometer injustiça comigo mesmo, porque é surreal isso aqui. No jogo do Vasco contra o Fluminense foi surreal aquilo. A torcida me carregava dentro de uma van, todo mundo em pé, me aplaudindo, dando parabéns. Foi espetacular. Também no carnaval de Uruguaiana, eu passeando na pista e o povo se levantando, batendo palmas. Na quadra da Viradouro, no dia depois da apuração, quando eu cheguei, foi um momento marcante. Vivi vários momentos que eu vou guardar para sempre na minha mente”, comentou.

Ao falar sobre a emoção de trazer novamente a “Furacão Vermelho e Branco” em cima de uma alegoria, tal qual em 2007, Ciça elogiou a ideia, que partiu de Tarcísio Zanon, e, apesar de não querer realizar novamente, o mestre compreendeu que seria o melhor para a agremiação como um todo.

“O Tarcísio teve uma sacada muito grande, e eu vou elogiar o Tarcísio, que fez um carnaval sensacional. Ele falou: ‘Ciça, vamos botar a bateria no carro’. Eu não queria, porque já tinha dado uma entrevista dizendo que nunca mais gostaria de fazer isso. Mas entendi a minha escola, entendi ele, e foi muito bacana e sensacional. Reviver aquele momento de 2007, que foi muito bonito também, mas este ano teve um significado diferente. A gente era enredo, ajudou também na progressão do enredo, entre outras coisas”, refletiu.

De contrato renovado, com mais um ano à frente da bateria da escola do Barreto, Ciça já declarou que não sai mais da Viradouro. Sobre o futuro, quando se aposentar do cargo de mestre de bateria, o sambista foi perguntado, encerrando a entrevista, sobre a possibilidade de exercer alguma outra função na escola.

“Estamos conversando, mas eu vou me aposentar na Viradouro, é fato. Continuar na escola, em outra função, com o reconhecimento deles por mim, também acho que tenho que ter esse reconhecimento e agradecer a eles de coração por esse momento. E o nosso patrão já falou, como estamos conversando sobre esses detalhes, que vai ser legal”.