tarcisio viradouro
Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Tarcísio Zanon levantou mais uma taça do carnaval carioca pela Viradouro, sendo “Pra cima, Ciça!” o seu terceiro enredo campeão pela escola de Niterói. O artista conversou, durante a noite do sorteio, com o CARNAVALESCO sobre essa emoção e os caminhos para ele e a escola em 2027, afirmando estar com quatro enredos na mesa para decidir.

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Emocionado ao pisar na Cidade do Samba para o sorteio da ordem dos desfiles, quando a Viradouro foi definida como a segunda escola de terça-feira, Tarcísio comentou sobre a instalação do apito-apoteose da comissão de frente na praça e como esse símbolo do desfile estar ali é, para ele, emocionante, por ser o espaço de trabalho, quintal e casa de todos os profissionais do samba, e agora ter mais uma vez um símbolo de homenagem a um sambista.

“Chegar aqui e poder ver um pouco do nosso desfile, que é tão emocionante e histórico para a gente, com a importância que esse desfile teve nessa virada de chave na valorização do sambista, daquele que trabalha pela festa. Estamos muito felizes de poder reviver um pouquinho desse momento aqui na Cidade do Samba”, comentou.

O carnavalesco falou sobre a repercussão do desfile, analisando o ciclo de 2026 como um ano de muitas vitórias para além do campeonato, ressaltando a importância de avaliar o desfile como um todo de maneira técnica também, já em busca de identificar o que melhorar para 2027 e realizar um trabalho ainda melhor para a festa.

“Sempre avaliamos com muito carinho o ano. Não é porque foi campeã que a gente acha que foi perfeito; temos um olhar muito criterioso para o carnaval e para o cuidado que temos com a comunidade e com os nossos quesitos, o que é a nossa responsabilidade”

Ao se aprofundar nos caminhos que a agremiação de Niterói possui para o próximo carnaval, Zanon descreveu que existem quatro possibilidades de enredo na mesa da escola, à espera de que o martelo seja batido, visando a busca pelo bicampeonato.

“Posso garantir que o enredo que vingar, que for a decisão da direção e da presidência, vai estar junto comigo. Vai ser um enredo para a gente lutar e trabalhar muito para conquistar o bicampeonato”, afirmou.

Por fim, o artista declarou que, entre seus dois últimos campeonatos, “Dangbé”, de 2024, e a homenagem ao mestre Ciça, o do Caveira é o que mais aquece seu coração, pela alegria e oportunidade de retratar a vida do sambista na Sapucaí.

“O Ciça é nosso. É muito gostoso ver o brilho no olho dele, o quanto ele está feliz com tudo que está acontecendo com ele, e não tem preço isso. A gente se sente representado”, encerrou.