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Chegou, chegou! Nenê apresenta bom conjunto em seu segundo ensaio e destaque principal vai para Agnaldo Amaral

Agremiação da Zona Leste fez um ensaio com quesitos todos alinhados e com leveza dos componentes

A Nenê de Vila Matilde foi a última escola a entrar no Sambódromo do Anhembi, na noite de sexta-feira, para o seu segundo ensaio técnico. A agremiação azul e branco mostrou uma leveza, destaque para a ala musical comandada por Agnaldo Amaral, fluiu muito bem com o samba, conjunto da escola tem pontos positivos. A Nenê de Vila Matilde que será a primeira escola a desfilar no dia 19 de fevereiro com o enredo “Faraó-Bahia”.

Comissão de Frente

A comissão de frente vestida com camisas coloridas, fitas do Bonfim como se fosse uma saia, era muito interessante o jogo, e outro detalhe visual, o rosto com detalhes pintados de branco. Um dançarino era o principal e conduzia todos os outros durante os atos. Por uma hora faziam um círculo e ele girava, com uma dança que se assemelhava ao Olodum. Outro ato era quando centralizava ao principal componente, em linha reta ao centro da pista e as duas primeiras ajoelharam, faziam uma escada com as mãos, cada uma levantando em puro entrosamento no seu tempo, ‘efeito dominó’.

A dança era bem intensa nos passos dos componentes, principalmente do principal, que ia perto do público, dançando rápido, com movimentos africanos, condizente com o que está por vir em seu enredo. Um detalhe, os primeiros passos na avenida foram tranquilos, quando explodiu ‘Brilhou azul do céu’, a escola começou a coreografia na pista. Dava para ver a comissão, quase que total, cantando o samba, não alto, mas marcando o samba com a voz, era perceptível pela leitura labial.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Cley Ferreira e Thayla apresentou muito durante o Setor B e durante o recuo da bateria. Com muito destaque no giro do Mestre sala e conectando o toque da mão com a porta bandeira, entrosamento impecável que resume muito do que apresentaram na avenida. Troca de olhares, uma dança muito envolvente e sincronizada nos passos, mãos, o mestre-sala Cley tem um olhar penetrante e uma movimentação ágil que se conecta com a porta-bandeira Thayla. Passaram muito bem pelos primeiros setores do Anhembi, o pavilhão apresentado por alguns momentos durante o Setor B, nem o vento que batia por vezes, incomodou o trabalho.

Harmonia

O samba fluindo levemente, carro de som e bateria sustentando, a harmonia funcionou bem, e não podia ser diferente. A comunidade interagiu com o samba, brincou, desfilou mostrando leveza, totalmente adaptada ao tema que está proposto na avenida. Muitas alas com pinturas corporais brancas dentro do enredo, seja no rosto ou braço, foi algo bem notável. Acessórios também foram usados, muitas alas com bastões, em geral que compunham a apresentação dos componentes, das alas. Senti um pouco da falta de canto da Ala Realce no começo da escola perto do recuo da bateria, diretoria até pedia mais o canto, mas não era uma ala tão grande. No mais, a escola veio tranquila, seguindo bem o samba e com pontos a elogiar dentro da harmonia.

Evolução

Quando abriu o portão, o presidente discursava, o samba subiu com quase cinco minutos pelo nosso cronômetro, e a escola entrou com cerca de cinco minutos e quinze segundos. Mas nada que atrapalhe dentro do ensaio, faz parte do processo. A escola evoluiu bem, compacta, mas sem ficar presa no alinhamento, tanto que percebemos componentes de harmonia e direção leves, parece que a escola ligou o piloto automático ao entrar na pista, desfilando sem erros. Terminou sua apresentação com 56 minutos e 37 segundos, pela nossa contagem. Uniu a técnica necessária para a evolução, e também a leveza dos componentes soltos, dançando, brincando dentro do ensaio, importante, por isso com um bom desempenho de modo geral.

Samba-Enredo

O destaque da crônica ficou para o time de som, então o samba realmente fluiu com maestria nas vozes de Agnaldo Amaral e a ala musical. Que veio acompanhada da ala dos compositores, bem grande na agremiação da Zona Leste. Enfim, na pista, a apresentação fluiu dentro do time de canto, e também no entrosamento com a bateria. A voz do Agnaldo Amaral no samba, funcionou com êxito, bem afinados e entrosados na passagem. Deu até um gostinho de quero mais nesta apresentação, devido a leveza que foi tirada na apresentação. Com destaque para o refrão “Chegou, chegou, na ‘batida do tambor’. É samba de verdade “no pelô”. Faraó-Bahia, água de cheiro e dendê. Tem que respeitar, lá vem Nenê”.

Outros destaques

A bateria de ‘Bamba’, comandada pelo jovem Matheus Machado, é um ponto a ser destacado. Cito um momento especial, as bossas perto do penúltimo setor, alavancaram a escola na reta final do ensaio, o que é um ponto positivo. De fato, o treino fluía bem, obrigado, mas as bossas deram um gás a mais no fim da apresentação e destacou o trabalho apresentado.

As passistas e malandros mostraram muito samba, destaques com uma roupa azul, mas cheia de detalhes. O visual em geral da escola estava cheio de símbolos remetendo ao Brasil com Egito, era muito interessante ver toda essa conexão que deve vir no dia. Três destaques logo após a primeira ala chamaram atenção com dança afro, samba no pé e visual bem marcante. Assim como uma destaque de chão à frente da ala Princesa dos Palmares, com uma pintura corporal com o Olodum nos seios, chamou muita atenção com a pintura e claro, com o samba.

É preciso falar sobre a rainha Gabriela Ribeiro e sua conexão com a comunidade, samba muito, mas além disso, é simpática, apresenta a bateria, a escola, vai para o setor B, ou na sua torcida, faz gesto e mostra como se fosse ‘olha minha bateria’, é de se destacar toda sua presença. Os brincos com a marca associada ao Olodum despertaram atenção, aliás, o símbolo foi bem recorrente em diversos setores, inclusive no olho da Água da Nenê.

A velha guarda veio no último carro junto com crianças, e mostra mais um fator curioso que deve vir no dia do desfile. Por fim, uma bandeira de mastro do Seu Nenê foi tremula no fim do ensaio da Nenê de Vila Matilde, hoje, o fundador da escola com certeza tem pontos a comemorar, onde quer que esteja.

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