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CARNAVALESCO acompanha mais uma eliminatória da Beija-Flor e analisa sambas concorrentes para o Carnaval 2024

Após mais um corte, oito obras seguem na disputa para ser o hino oficial da Deusa da Passarela

A Beija-Flor de Nilópolis abriu as portas de sua quadra, na noite da última quinta-feira, para mais uma eliminatória da disputa para escolher o hino oficial para o Carnaval do ano que vem. Dando sequência a série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou mais uma fase da competição. Ao todo, nove obras se apresentaram e o samba da parceria Alencar de Oliveira acabou sendo cortado. Por conta do feriado da Independência do Brasil, celebrado no dia 07 de setembro, a próxima etapa do concurso de samba-enredo da azul e branca só ocorrerá daqui a duas semanas, em 14 de setembro.

Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação

Em 2024, a Beija-Flor terá como enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo. Na ocasião, a Deusa da Passarela será a segunda agremiação a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial. Esta será a primeira vez que a azul e branca desfilará nesta posição.

Parceria de Moisés Silva: O samba composto por Moisés Silva, Eliezer Setton, Kadinho da Ilha, Almir Sereno, Marcelo 100 e Léo Berê, com as participações especiais de Tio Zé e Manoel Junior, foi o segundo a se apresentar. Com bexigas coloridas e bandeiras diversas, os poucos torcedores da obra presentes na quadra demonstraram animação, no entanto deixaram a desejar no canto. Foi possível observar algumas pessoas sem nem mexer a boca. Tal fator pode ser um reflexo do baixo rendimento do samba, que mesmo com a boa performance do intérprete Leonardo Bessa apresentou queda durante as duas últimas passadas, chegando a arrastar um pouco no final. Como ponto positivo, vale mencionar o refrão principal, além dos versos “Eh! A Beija-flor Soberana/Eh! O Azul e Branco da Paz”, que se destacaram na apresentação.

Parceria de Léo do Piso: A obra assinada por Léo do Piso, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Julio Assis, Manolo e Wilson Tatá foi a terceira a se apresentar. A parceria promoveu um verdadeiro espetáculo na quadra. Houve uso de efeitos especiais, como fogos de artifício e chuva de papel picado, e a torcida volumosa veio ornamentada em clima de festa junina, com direito a bandeirinhas, estandartes e até mesmo pessoas trajando roupas típicas. Os torcedores cantaram o samba a plenos pulmões e o intérprete Tinga, responsável pelo microfone principal, deu um show. Ao longo da apresentação, foi possível observar alguns segmentos da escola cantando a obra, dentre eles ritmistas e diretores de harmonia. Vale citar como destaques os versos “E eu nilopolitano/Cruzei o oceano a honrar a matriz” e “Quem nasceu pra vencer não escolhe a missão/Tem na veia a coragem e axé no coração” como dois dos trechos entoados com mais força.

Parceria de Júnior PQD: O quarto samba da noite foi o composto por Júnior PQD, Rodrigo Tinta, Márcio França, Nando Souza, Robinho Donozo e JC Saraiva, com as participações especiais de Thiago Sodório, André Araújo e Cleissinho Teixeira. Com bandeirões e bexigas nas cores da escola, a torcida pulou e cantou ao longo de toda a apresentação, com direito a coreografias. Houve ainda uso de papel picado e fogos de artifício no meio da galera. O cantor Ronaldo Junior, membro do carro de som da Beija-Flor, foi o responsável por conduzir a obra na quadra e demonstrou grande desenvoltura. Os momentos de canto mais forte foram observados nos refrões, especialmente no refrão principal, com os versos “Nilópolis em festa hoje é Carnaval/Bate no peito é Beija-Flor na Avenida/Você vai viajar, então vai delirar/Na Maceió de Rás Gonguila”.

Parceria de Serginho Sumaré: O samba feito por Serginho Sumaré, Xande Ribeiro, Neilson Oliveira, André do Cavaco, Filipe Zizou e Ali Gringojabr, com as participações especiais de Cláudio Vagareza, Léo Freire e Luciano Gomes, foi o quinto a se apresentar. Contando com o reforço luxuoso do também Intérprete Nino do Milênio, o intérprete Evandro Malandro defendeu a obra com maestria, sendo crucial para o ótimo desempenho da obra. O ponto de destaque foi o refrão do meio, com os versos “Morcego sai da frente… Clareia/ Vulcão, dama da noite… Rodeia/ Alma da encruzilhada… A vaguear/Morena que faz o pião girar”, trecho que mais contagiava a quadra. Os torcedores da parceria vieram ornamentados com bandeiras nas cores azul e branca, mantendo forte vibração e canto durante a apresentação. Além da torcida, houve recepção positiva ao samba também por parte de alguns segmentos, entre eles diretores de harmonia e baianas.

Parceria de Nurynho Almawi: O sexto samba a se apresentar foi o de autoria de Nurynho Almawi, João Fernandes, Marcio Oliveira, Professora Tania, Gylnei Bueno e Professora Marli Jane. Os intérpretes Wantuir e Dowglas Diniz dividiram condução da obra que, apesar dos esforços dos dois cantores, teve apenas um desempenho morno. O refrão principal, com os versos “Sou comunidade, não dá pra negar!/A nossa história me faz acreditar/No amor soberano, com garra e paixão/Qualquer dia é dia de ser campeão!”, se destacou como o trecho de canto mais forte. Ornamentada com bandeiras e balões nas cores da agremiação, a torcida, apesar de reduzida, se mostrou animada. No entanto, isso não foi suficiente para contagiar o restante da quadra que reagiu de forma fria à apresentação da parceria.

Parceria de Sidney de Pilares: A sétima obra a se apresentar no palco da Beija-Flor foi a composta por Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Orlando Ambrosio, Lico Monteiro, Cláudio Gladiador e Ailson Picanço, com a participações especiais de Myngauzinho, Gigi da Estiva e Richard Valença. Encabeçado pelo intérprete Zé Paulo Sierra, o time de cantores, que conta também com nomes como o intérprete Thiago Acacio, fez o samba crescer e ter um alto desempenho. A obra, apesar de melodiosa, não arrastou e nem perdeu força em nenhum momento da apresentação. O ponto alto ficou com o refrão do meio, com os versos “Vira a proa da canoa/Terra boa me chamou/Para ouvir as suas loas e dançar o seu Xangô/No balanço da canoa/Defumada de axé/Salve as ervas da Jurema e o tombo da maré”. Com bandeiras, bexigas e até efeito de fumaça nas cores da agremiação, a torcida foi uma atração a parte. Fizeram coreografia, pularam e cantaram o tempo inteiro. Os segmentos também reagiram de maneira positiva à apresentação, sendo possível observar baianas e diretores de harmonia entoando a obra.

Parceria de Kirraizinho: O samba de autoria de Kirraizinho, Lucas Gringo, Wilsinho Paz, Venir Vieira, Marquinhos Beija-Flor e Dr. Rogério, com as participações especiais de Chacal do Sax, Ramon Quintanilha e Naldinho, foi o oitavo a se apresentar. A obra foi conduzida pelo intérprete Emerson Dias, que contou com alguns reforços de peso como Igor Vianna e Charles Silva. Em grande número, a torcida veio com bandeirões da escola, além de bexigas, bastões de fitas e sombrinhas de frevo. Havia uma banda, com direito a instrumentos de sopro, no meio da galera, assim com uma representação de bumba meu boi. O canto forte foi uma constante ao longo de toda a apresentação, tendo o seu ápice no refrão principal, em especial no verso “Aqui é Beija-Flor doa quem doer”. Nele, foi possível observar diversas pessoas berrando e batendo no peito.

Parceria de Júnior Trindade: O último samba a se apresentar foi o assinado por Junior Trindade, Rômulo Presidente, Gilberto Oliveira , Samir Trindade, Robinho e Thiago Portela, com as participações especiais de Andrezinho Ceciliano e Ribeirinho. O intérprete Wander Pires é quem comandou o microfone principal, com apoios especiais dos também intérpretes Marquinhos Art’Samba e Tiganá. O samba repleto de variações melódicas teve um bom desempenho na quadra, sem apresentar queda de rendimento acentuada. Entre os destaques, o refrão principal com os versos “’Já nasceu um novo rei’/A Beija-Flor vem coroar, obá obá/E me fiz velho João/Pra lembrar que a maior, é Ela” e o trecho “Não é delírio algum/A minha escola campeã de novo”, ambos entoados a plenos pulmões. Sobre a torcida, eles vieram com bexigas coloridas e bandeirões nas cores da escola, pularam e cantaram a obra o tempo inteiro. Assim como em outras parcerias, houve uso de chuva de papel picado.

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