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Arranco volta para a Sapucaí em ensaio técnico com falhas em evolução e destaque positivo para samba e comissão de frente

Marcando seu retorno à Marquês de Sapucaí, o Arranco do Engenho de Dentro ensaiou na noite deste sábado, segundo dia de ensaios técnicos da Liga-RJ, e deixou uma boa expectativa para o desfile oficial. A escola apresentou um bom contingente de componentes, porém, o canto irregular pode comprometer no desfile oficial, assim como a evolução, os destaques positivos foram o samba e a comissão de frente. Durante o esquenta da escola, a presidente Tatiana Santos agradeceu aos componentes e comemorou o retorno da escola após 10 anos longe da Sapucaí, ela também disse que o Arranco voltou para ficar e prezou a união. O treino oficial da agremiação teve duração de cerca de 56 minutos. Para o próximo carnaval a escola levará para a avenida o enredo “Zé Espinguela – Chão do meu terreiro”. O desfile será assinado por Antônio Gonzaga e irá passear pela fundação da escola, que completa 50 anos, e o nascimento dos desfiles das escolas de samba. A azul e branca terá a missão de abrir o primeiro dia de desfiles da Série Ouro. * VEJA AQUI A GALERIA DE FOTOS DO ENSAIO

Comissão de Frente

A comissão de frente coreografada Fábio Batista foi um dos pontos altos do treino da escola do Engenho de Dentro, completamente inserida no enredo, a comissão fez referência a Portela, a Estácio e a Mangueira, com componentes vestidos com as cores das escolas citadas como se estivessem em um terreiro. A dança marcante foi acompanhada atentamente por todos os presentes, durante um momento do samba em que a Mangueira é citada, surgia uma bandeira da escola, o que levantou o público.

Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Yuri Souzah e Gislaine Lira formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, ele chegou esse ano para fazer par com ela, que já estava na escola. Apesar de ser o primeiro ano juntos, a dança do casal mostrou bastante sincronia e harmonia, vestidos nas cores da escola, eles apresentaram um bailado firme e com giros bem executados. Vale destacar o momento final da coreografia deles, quando Gislaine fez uma bandeirada, foi um ponto muito bem executado e que arrancou aplausos do público presente.

“O ensaio foi para nós sentirmos como, mais ou menos, vai ser o desfile. É a minha primeira vez como 1° porta-bandeira na Série Ouro. Foi para treinar e ver se há necessidade de se preparar um pouco mais. Foi importantíssimo para ver o quanto a gente pode produzir mais e melhorar. Hoje, foi uma prévia de todo esse cuidado. Em alguns detalhes, a gente vai precisar se preocupar. Daqui até o carnaval, é mais ensaio, mais dedicação. [No ensaio técnico] eu me senti nervosa e eu acredito que no dia seja desse jeito. É uma prévia dessa frio na barriga que está por vir. Foi bom sentir a energia vinda do público. É um palco, um palco diferente, um palco enorme, você precisa ter um preparo físico muito grande. [Esse ensaio] Foi para sentir o clima, a energia do que vai vir no dia 17, que será o nosso desfile. Foi muito importante e necessário e foi lindo ver meu Arranco cantar. Com garra, a escola mostrou a que veio”, disse a porta-bandeira.

“Hoje é um pré-carnaval, no qual a gente faz esse esquenta, mostra nossa coreografia. A gente tem que ver o que é bom e o que não é. O que dá para tirar e o que pode encaixar. Hoje é um dia para a gente se corrigir. E, graças a Deus, com acertos e com erros tivemos êxito. Agora, aguardamos o desfile. Não temos muito o que melhorar, não. Fizemos uma boa passada. Só uns poucos detalhes que precisamos massificar [o treinamento]. Perante isso, estamos bem. [Fazer o ensaio técnico] é uma experiência maravilhosa porque a gente se sente já no desfile. É uma energia maravilhosa! É quase a mesma coisa que o desfile. Só que no desfile tem mais público, a energia aflora mais, a gente fica mais tenso. Mas é maravilhoso””, completou o mestre-sala.

Samba-Enredo

Com passagens por várias escolas, o intérprete Diego Nicolau fará sua estreia no Arranco nesse carnaval, ele fará dupla com Pamela Falcão, a presença dela trouxe uma harmonia bem interessante para o canto, no geral o desempenho do carro de som inclusive foi fundamental para impulsionar o bom samba da escola, de autoria dos compositores Junior Fionda, Niltinho Tristeza, Antônio Carlos, Rafael Pereira, Marcelinho Santos, Alex Magno, Rogério Santa Cruz, Gigi da Estiva, Tem-Tem Jr, João Afonso, Vinicius Sarciá, Valtinho Botafogo e Diego Nicolau.

Ainda que o canto da escola possa melhorar para o desfile oficial, vale destacar que o refrão principal foi a parte mais cantada pelos componentes. O entrosamento do carro de som com a bateria dos mestres Cabide e Marley também contribuiu para que o samba se destacasse durante o ensaio.

Harmonia

A escola enfrentou alguns problemas em harmonia, o principal deles foi a falta de canto por parte do componentes, a maioria só cantava quando chegava o refrão principal, vale destacar que escola estava bastante animada, com componentes levando adereços de mãos e causando bons efeitos, porém, ficou evidenciado que muitos não tinham conhecimento do samba da escola, o que gerou um canto irregular.

“O carro de som veio pesado e forte, até onde pude ver a escola veio bem, com chão forte e aguerrido, acho que conseguimos fazer um bom ensaio. A gente já vem trabalhando há um bom tempo nos ensaios, tanto de quadra como na rua, a gente casou bem já tínhamos feito um ensaio no setor 11, só viemos corroborar esse entrosamento”, afirmou Pamela Falcão.

“Foi um ensaio grandioso, cheio de alegria é que o carnaval precisa. A gente não consegue ver muito, mas o que podemos observar que o andamento foi maravilhoso o samba andou bem, na parte do canto a gente observou que a escola estava cantando forte. a gente vem rendendo bem, a equipe está unida”, disse Diego Nicolau.

Evolução

A escola levou para o ensaio técnico um bom número de componentes, porém, a evolução se mostrou arrastada em alguns momentos e a maioria das alas tiveram dificuldades para se manter alinhadas, não foi observado grandes espaços entre as alas, nem mesmo com a entrada bateria no segundo recuo, porém, as alas estavam espaçadas, em alguns momentos o quadrados não se formavam e os diretores precisavam ajustar ao longo do ensaio.

O diretor de carnaval, Adriano Amaral, elogiou o desempenho da escola durante o ensaio e se mostrou surpreso com o números de componentes presentes, ele ainda pontuou o que precisará ser corrigido para o desfile oficial.

“Pela perspectiva dos ensaios anteriores que tivemos, hoje a nossa comunidade compareceu em peso, nem a gente esperava tanta gente, tamanha animação, acho que depois de 10 anos o Arranco quis pisar forte na avenida e foi um ensaio muito bom pra gente, muito acima do esperado. Temos alguns pontos a melhorar, tivemos um errinho na cabeça da escola que a gente vai corrigir e também o andamento da escola, por conta dos carros alegóricos que virão pesados”.

Outros Destaques

A rainha de bateria não esteve presente e a madrinha Ana Morais brilhou à frente da bateria dos mestres Cabide e Marley. A escola levou para a avenida uma ala plus size e arrancou aplausos do público.

“É gratificante. O ensaio foi produtivo para caramba. Eu acho que hoje tem muita gente nova no carnaval, e eu e Cabide como um dos mestres mais novos, a cobrança é muito grande em cima da gente. É um peso do caramba, porque a gente sabe como é o staff do carnaval, como são os bastidores, e é uma cobrança direta em cima de nós por sermos novos. O que a gente mostrou é que independente de idade o trabalho está aí, comentou mestre Marley.

“Eu não tenho muito o que falar. Somente agradecer a todos presentes aqui hoje, agradecer a escola, os ritmistas… Eu não tenho palavras para descrever. O trabalho árduo, a gente que volta da Intendente tem dificuldade de montar uma bateria, ter mais de cem (ritmistas) em um ensaio. É complicado, mas a galera que veio abraçou a causa, foram aos ensaios e a gente conseguiu mostrar o trabalho hoje. Foi bem produtivo”, garantiu mestre Cabide.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins e Matheus Vínicius

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