A bateria Ritmo Feroz do excêntrico Mestre Pablo fez uma ótima apresentação. A boa afinação de surdos serviu de base para o ritmo. O swing proporcionado pelos surdos de terceira embalaram a bateria da Unidos do Porto da Pedra, inclusive utilizando duas macetas nas paradinhas. O acompanhamento das peças leves auxiliou a preencher a musicalidade. A ala de chocalhos desfilou com uma só fila na cabeça da bateria e os demais ritmistas perfilados dentro cozinha.

O naipe de tamborins executou o desenho rítmico de forma segura, com coesão e produzindo uma sonoridade notável. A convenção rítmica dos agogôs também merece menção positiva, se baseando nas nuances da obra. As bossas foram executadas com precisão, mesmo possuindo grau extremo de dificuldade. Tudo com uma concepção musical marcada pela complexidade e pautada pela ousadia rítmica.

A paradinha de maior destaque sonoro foi a do refrão do meio, onde era possível ouvir um solo envolvente de ritmistas que tocaram timbal. O timbal, inclusive, tem participação fundamental na musicalidade da bateria, assim como em bossas. As apresentações da bateria da Porto da Pedra nos módulos de jurados ocorreram sem problemas evidenciados da pista de desfile.

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