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Foto: Luiz Gustavo/CARNAVALESCO

A Grande Rio deu a largada na sua disputa de sambas-enredo para o Carnaval 2027 com a fase de quartas de final, realizada na última terça-feira. Doze sambas se apresentaram na quadra da tricolor de Duque de Caxias, com destaque para quatro parcerias. As obras de Derê, Ailson Picanço, Xande de Pilares e Anitta chamaram a atenção na primeira noite com os desempenhos mais destacados. Outras obras, como a da parceria de Denilson Sodré, também tiveram bom rendimento, numa noite que mostrou uma safra de qualidade. A seguir, o CARNAVALESCO analisa todas parcerias.

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Parceria de Denilson Sodré: Charles Silva comandou o samba de Denilson Sodré, Lucas Macedo, Richard Valença, Machado, JJ Santos e Fadico. A noite já foi aberta com uma apresentação que exibiu um samba de bastante qualidade. O refrão principal “Ekomee femo Kabecile Xangô, reluzi costa do ouro, sou chama que acende o pavio, imponho sou Grande Rio, sangue de crioulo” possui enorme potência no canto e rendeu muito bem. A primeira parte narra a partida e o retorno do povo ganês à sua terra, com versos muito poéticos como “Me lembro sem ao menos ter vivido, que o sonho fez sentido, onde enfim me reconheço, Sankofa, o destino, a minha volta, nesse mar que foi revolta, reencontro e recomeço” e uma melodia que embala bem tais trechos. O refrão central “Bate no costeiro, é calunga, chama Justiceiro, faz macumba, concha dessa areia de não se entregar, povo do dendê chegar, vai trovejar” é outro ponto de qualidade da obra, embora tenha passado com moderado impacto na quadra. Na sequência, outro bis, “Kaô, kaô meu pai, teu filho que bambeia, mas não cai”. A segunda parte é mais descritiva em relação à fidelidade da sinopse, com poucos arroubos poéticos, mas cumpre bem o papel e possui bons momentos, como nos últimos versos “Evoco Zambi, Deus Nyami, Olorum e Oxalá, pro machado da justiça toco o alujá, tempos novos, tantos povos, com a mesma identidade, por reparação humana, africana liberdade”, que também possui uma interessante melodia. Foi uma apresentação bem competente, iniciando os trabalhos na Grande Rio.

Parceria de Ailson Picanço: Dodô Ananias defendeu o samba de Ailson Picanço, Marcelo Moraes, Marco Suárez, Xande Pieroni, Ricardo Construção e Hugo da Grande Rio. O refrão principal “Awa Dupe Ô oba dobe, Awa dupe ó Kabecile, sou Grande Rio e venci a travessia, filho da rebeldia de sangue male” é outro refrão que aposta num canto iorubá, e este flui muito bem numa melodia mais leve, que passou com bastante força e empolgação. Na sequência, a primeira parte chega com uma melodia arrojada, que chama a atenção por suas variações e uma letra bem aguerrida, azeitada com o enredo: “Abre o terreiro que o povo já vai voltar, abre a porta do terreiro, o povo já vai chegar, ventania levou, virou, ventania levou, quem é de guerra não se curva pra Sinhô”. A alta qualidade melódica continua nos versos “Palma de mão de macumba, pé no chão é liberdade, no sorriso dos Akan conheci dignidade, matriarca de mawu, na colheita tem mironga, salve o povo do Vodun, Dagomba”. Um primor melódico e uma primeira parte que chama a atenção. Mas a qualidade persiste. O refrão central “Ô risca brasa no Oxê, aê Kaô, Tabon ressoa seu agbe, relampiou, ele bradou, ele bradou N’aldeia, o que são pedras pra quem vem da pedreira?” possui uma melodia muito bem sacada e deliciosa de ouvir. A segunda parte é correta e impressiona menos, tanto melodicamente quanto na linguagem utilizada, porém segue competente. Um bom trecho abrange os versos finais “Caxias virada no dendê, faz da rua seu Ilê, que a justiça seja feita na Costa do Ouro, vou buscar uma estrela pra bordar nessa bandeira”. Uma apresentação de destaque na noite, com muita categoria.

Parceria de Mariano Araújo: Rafael Tinguinha liderou a parceria de Mariano Araújo, Moisés Santiago, Chacal do Sax, Márcio André e Rodrigo Feiju. A composição emenda dois refrãos de forma consecutiva. O final “Viva a vida, viva a memória, liberdade para sempre, é tempo de glória, África, clama por reparação, rufam os tambores do povo Tabon” é mais contemplativo e com um discurso de afirmação. O de cabeça “Xangô, kabecilê kaô, Obanixirê Kaô, com a força do Oxê pra guerrear, sou Grande Rio na Gana de libertar” é mais envolvente em melodia e joga pra cima. Ambos se completaram bem e deram um início potente ao samba. A primeira parte possui pouco destaque em letra, com a narrativa servindo à sinopse, mas sem tanta criatividade. Os versos “me leva maré, maré me leva, Sankofa me leva na travessia, me leva maré, maré me leva, pra Costa do Ouro Nyame nos guia” possuem maior destaque pela repetição dos primeiros versos, que se fixam mais na cabeça do ouvinte. O refrão central “Toca o agbê Malinwo ê Á, trago na voz a magia do canto ioruba, meu povo preto e da ginga, é de arerê, sinto o cheiro no ar do dendê” possui uma boa letra para impulsionar o canto do componente, mas a melodia acaba sendo um pouco mais burocrática. O refrão passou de forma morna. A segunda parte fez o samba crescer em sua passagem, com versos como “vibra o Alujá pro rei de Oyó, firma no couro o alabê, já preparei seu amalá, vai pegar fogo no ajerê”. A melodia continuou sem muitos destaques, mas o desempenho da obra foi mais valente entre a segunda parte e os dois refrãos em sequência. Num todo, uma passagem irregular.

Parceria de Anitta: Wantuir e Igor Vianna foram as vozes principais do samba de Anitta, Igor Leal, Arlindinho, Fred Camacho, Diego Nicolau e Fabian Juarez. O refrão principal “Você já sabe quem chegou, pelo toque do tambor, incorporei pra resgatar, sangue de preto, realeza africana, a Grande Rio na alma tem Gana” é empolgante e tem letra aguerrida, o que ajudou a levantar a quadra, talvez o refrão principal que passou com mais potência na noite. A primeira parte possui variações melódicas envolventes, vide os versos “Xangô na escolha do povo que volta, da revolta do bravo Malê, deixa o xére roncar, traz o oxê”. O refrão central também é bem interessante em termos de melodia, com os versos “Tempo gira sábio tempo Sankofa ê, ye ko fie Sankofa ê. É tempo gira sábio tempo Sankofa ê, ye no fie Sankofa êêê”, marcando várias vezes o pássaro símbolo do passado. A segunda parte, por sua vez, apresenta uma melodia que não se conecta com perfeição entre alguns versos, dando a impressão de quebras e deixando o trecho muito menos fluido, recuperando-se no refrão, onde a obra rende naturalmente. A narrativa também sofre uma queda de qualidade, com trechos que soam genéricos e pouco criativos, como “cultura vibrante, país singular, são tantas misturas de negra matiz, juntam os irmãos, as crenças fazem união”. Um samba que, exceto na segunda parte, onde ocorre uma discrepância em relação ao resto da obra, passou com força e mostrou suas credenciais.

Parceria de Deré: Juan Briggs e Leozinho Nunes defenderam o samba de Derê, Robson Moratelli, Licinho Junior, Rafael Ribeiro, Igor Federal e Gustavo Clarão. Um samba extremamente poético em sua criação. A primeira parte capricha na dolência dos versos, com destaques como “ainda me lembro do navio agourento, a dor do meu primeiro atravessamento, venci o drama, eu sou a trama atemporal”. O refrão central “Meu olhar marejou, mareja, no encontro que Nyame abençoou, o clarão da velha lua cheia, na pedreira do meu pai Xangô” é de uma linguagem nostálgica, emocional e, através da beleza dos versos, alcança força com a melodia mais dolente, obtendo ótimo desempenho. A segunda parte segue uma estrutura melódica sem tantas variações, mas muito bem amarrada, permeando versos de ótima qualidade e apelo emocional, como “Liberdade ao som do agbe, liberdade nos palmos deste chão, meus filhos irão erguer o tempo de reparação, meus filhos irão erguer um país com a Gana da força africana e chamar de nação”. O refrão principal “Oh estrela, estrela de toda negrura, na bandeira, a Grande Rio traz de Gana a bravura” é simples em sua construção, tem um canto fácil e, ao mesmo tempo, um forte significado, com um resumo certeiro do enredo. Um excelente rendimento da obra, que contou com uma ótima interpretação dos cantores, deixando uma impressão espetacular.

Parceria de Henrique Bililico: Tem Tem Jr. comandou a composição de Henrique Bililico, Xande de Pilares, Marcelinho Santos, Ricco Espuma, Charlie Menezes e Gilson Bernini. O refrão principal “Obanixé! Kaô Kabecile Orixá, vi meu destino nas asas de Sankofa, eta povo macumbeiro, firma ponto no tambor, voa alto Grande Rio, na justiça de Xangô” possui uma letra que se conecta bem com o componente e potencializa o canto, com uma melodia correta, e teve bom desempenho. A primeira parte possui um componente forte de libertação em seus versos, o que dá bastante garra ao samba, como nos versos “o brado cativeiro nunca mais, aos senhores do engenho acabou a tirania, vou buscar minha raiz que não tem fim, na Costa do Ouro e aqui dentro de mim”. O refrão central “cruzei o mar da esperança na minha fé, fui ao passado no sopro do meu axé, fiz um xirê no terreiro pra renascer, sangue africano no toque do agbê” se conecta com essa linha, com mais suavidade melódica, e passou de maneira muito agradável. A segunda parte tem uma subida melódica bem explorada por Tem Tem Jr. e seus apoios, mantendo a firmeza da obra, como nos versos “o chão Akan emana virtude, nação Ashanti glória e poder, pertencimento ga em plenitude, na paz que o Fanti ensina a defender”. O samba é bastante linear, sem uma parte que se sobressaia absurdamente em relação aos demais trechos da obra, mantendo um padrão de qualidade em letra e melodia. No todo, foi uma apresentação redonda e muito segura, com um rendimento firme da obra durante as três passadas.

Parceria de Samir Trindade: Tiganá liderou a apresentação da parceria de Samir Trindade, Junior Trindade, Laura Romero, Luciano Gomes, Walkir e Marcelo Batista. A primeira parte começa pesada melodicamente com os versos “Ekome Feemô, Ekome Feemô, eu nasci antes de mim, e no mar depois do fim, foram muitos, não estive só, é chegado retorno, brilha Costa do Ouro”. O refrão central “Meu chão de Acra, Kumasi e Ashiaman, dos Ashanti, dos Fanti e Akan, por quem não voltou eu chorei, em Dagomba ecoa o tambor, e retira do peito essa dor ôôô, eis um negro em trono de rei” é um destaque narrativo do samba, com melodia que realça uma melancolia e destaca a beleza do trecho. A segunda parte inicia com um bis nos versos “Dabi m’ beru agbê êêê Kim be w ajo e”, dando um ar de samba de roda ao trecho e envolvendo a audição, mas o restante do trecho passa de maneira mais protocolar, cumprindo a narrativa. O bis antes do refrão principal “Brasil africano luz dos ancestrais, Caxias quilombo de joelhos jamais” ajuda a maximizar a força dos versos e potencializa o refrão “Kawo Kabiyesi Kabecilê, Kawo Kabiyesi Kabecilê, Grande Rio em louvação, é a fúria de um trovão, Gana de vencer”, poderoso em sua linguística e que funcionou bem na passagem. Uma apresentação de boa qualidade, sobretudo pelos refrãos, que sustentaram mais o samba, se tornando os pontos de destaque da obra.

Parceria de Denis Moraes: O samba de Denis Moraes, Diego Soares Monteiro, Paulinho Letra, Gilsinho da Vila, Djalma Wilson e Vitor Marques foi cantado por Bico Doce. O refrão principal “Deixa incorporar meu tambor, Malinwo, a baixada africana chegou (a nova embaixada de Gana chegou), história que emana da baqueta, Grande Rio mostra sua pele preta” possui boa melodia e letra de canto vigoroso, tendo bom funcionamento. A primeira parte possui uma melodia que cansa um pouco nos primeiros versos, mas cresce a partir do trecho “O povo Akan me acenou, o meu olhar cintilou, mareja, mareja, num mar de ouro aportei, reluz o meu caminhar, em cada estampa reconheço meu lugar”. O gostoso refrão central “Aê babá, ajaca mabê Kao, ensinei que a justiça vem do reino de Xangô, Yalodê, Yalodê, abre a roda no Agbe, vai buscar quem mora longe pelo som do Xequerê” é gingado, contagia o canto e se mostrou o ponto alto da obra, que melodicamente segue bem na segunda parte, vide o trecho “Tabons na linha de frente, inquices, voduns, orixás, mulheres, crianças e ancestrais, reflete na Costa do Ouro a chama dos seus ideais imortais”. Os fortes versos finais “Quando o futuro chegar o mundo há de assumir, o maior crime da humanidade, quando Caxias passar o mundo há de assistir, reparação na voz da comunidade” fecham muito bem a obra. Outra boa apresentação na noite, muito bem conduzida por Bico Doce.

Parceria de Katranca: Ciganerey interpretou o samba de Katranca, Celso Tropical, Gilmar Olímpio, Partidinho, Marcos Zamenhof e Jorge Zulu. Uma apresentação agradável, com ótimo desempenho de Ciganerey, apesar de alguns senões na obra. O refrão principal “Voa alto Grande Rio desfilando seu axé, sob as asas do destino mostra seu samba no pé, Akofena vai à frente, Akwaaba faz vencer, vem de Gana a coragem pra memória florescer” é bem sacado e teve uma audição competente na quadra. A primeira parte é convencional em letra e melodia e não tem grande destaque, exceto no trecho “o vento que venta aqui ventou acolá, sou veio de um Grande Rio que deságua nesse mar”, onde a melodia é mais valente, apesar da letra um pouco repetitiva. O refrão central “Ecoa o tambor pro mundo inteiro escutar, a Grande Rio chegou tem que respeitar” é extremamente simples em sua construção e não obteve destaque. A segunda parte tem um bom momento criativo nos versos “Sou a ave que voa pra frente, olhando pra trás, sem esquecer o passado colhendo luz e paz, o tempo transforma tudo mas a história não se desfaz, Sankofa ensina: não esquecer jamais”, o trecho de maior qualidade narrativa da obra, que, mesmo com essas lacunas, teve um desempenho correto.

Parceria de Dionizio: Thiago Acácio e Nego defenderam o samba de Dionizio, Paulo César Feital, Leon Azevedo, Kaká, Rafael Ferreira e Gomba. O refrão principal “Vem da Baixada a voz da liberdade, vem da Baixada a voz da liberdade, Gana é meu chão, Caxias meu terreiro, a Grande Rio incorpora o rei guerreiro” se encaixa bem na obra, mas não possui um destaque absoluto, passando mais despercebido em alguns momentos. A primeira parte possui uma interpretação mais livre da sinopse, o que é louvável, mas com uma melodia irregular que não sustenta tanto a obra. Os versos “A minha mãe embalava-me com calma, e Sankofa tatuava o futuro em minha alma, ainda criança, sem rumo, sem brio, nos braços da dor, cresci no Brasil” espelham bem essa construção. O refrão central “voltei, me emocionei, quando os Ashantis estenderam suas mãos, irmãos, rainhas e reis, chorando me ajoelhei, e o chão da minha terra beijei” aposta no lirismo e na narrativa de total devoção à terra, com ótimo resultado, sendo o destaque do samba. A segunda parte também apresenta questões melódicas que travam um pouco o desempenho da obra, que não passa com tanta desenvoltura, mas tem bons versos como “Adinkra traçou no meu peito uma nova partida, e a dor brasileira de dentro banida, restando somente a saudade de lá”. Um samba que possui uma narrativa mais pessoal da sinopse, com inspiração em alguns trechos, mas com uma melodia que não potencializou o mesmo, gerando uma apresentação mediana.

Parceria de Ian Araujo: O samba dos compositores Ian Araújo, Vinicius Bola e Greide Moreno fez uma apresentação que não se destacou na noite. O refrão principal “Ekome Feemó, Ekome Feemó, numa só voz, comunidade, a estrela negra é inspiração, pra Grande Rio lutar por liberdade” cumpre o papel de ser um trecho de maior força e puxar o canto do componente, apesar de não possuir grande destaque melódico. A primeira parte não possui uma melodia muito envolvente e acabou passando de forma arrastada. Os versos “Do teu colo me arrancaram, meu nome a maré levou, mas a Bahia me acolheu, sem apagar quem eu sou” são bonitos e bem construídos, um ponto alto da obra. O refrão central “Toca o agbê, sacode o mar, à Costa do Ouro vamos regressar, ninguém vai só nessa travessia, meu pai Xangô é quem nos guia” apresenta a mesma questão de uma melodia sem tanta inspiração, embora esta sustente melhor o respectivo trecho. A melodia quase não varia sua estrutura o samba inteiro, o que, sem uma poética tão inspirada, fez a obra passar de forma apagada. Na segunda parte, o destaque narrativo foi o trecho “Meu sonho não tem fronteira, atravessa gerações, sonhei ver livre a África inteira, sem senhor nem servidão”.

Parceria de Levi Dutra: Big Boca liderou a passagem da obra de Levi Dutra, Nandão Letrão, Gilbertinho, Marcel Ávila, Serginho Guará e Isaac Lima. Uma passagem bem arrastada, com dificuldade na sustentação do samba. O refrão principal “Eu e a Grande Rio, um só coração, pela paz, liberdade, igualdade, união, filho da África, retomo o caminho, Sankofa me leva, Gana é o destino” foi o trecho mais redondo da obra na noite. A primeira parte até começa interessante, com uma melodia agradável nos versos “De volta pra casa cumpri minha sina, cruzei oceano para te abraçar”, mas, em seguida, a melodia se mostra burocrática, com versos extensos, dando uma sensação de cansaço à obra. A letra tem uma construção correta, apesar de longa. O refrão central “Eu sou abençoado, sou tronco, sou forte, um negro raiz, cumpro legados dos meus antepassados, na luta por um povo feliz” possui uma melodia mais fluida e passou com correção. A segunda parte novamente apresentou uma melodia com problemas, principalmente de conexão entre alguns versos, sem uma linearidade. A letra da obra soou genérica em certos momentos, mas com alguns pontos positivos, como nos versos “vamos cantar pra Xangô, na palma da mão vem saudar, bate no peito quem tem fé, na gira vamos invocar”. Os intérpretes se esforçaram, mas não conseguiram elevar a passagem do samba.