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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Quando foi conversar com Paulo Barros para convidá-lo de volta à Portela, Junior Escafura levou consigo uma camisa da escola e entregou nas mãos do carnavalesco. Paulo olhou para a camisa, disse que não estava acreditando, vestiu e chorou como uma criança. “É um cara que já ganhou muito no carnaval, não precisa provar nada pra ninguém. E ali, recebendo a camisa, chorou de verdade, de emoção, de estar voltando pra sua casa”, lembrou o presidente.

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A cena resume a virada de página do mandato de Escafura à frente da Portela: uma gestão que começou em junho de 2025, no meio da temporada, sob um 10º lugar no Carnaval 2026, e que tenta agora reunir a escola em torno da homenagem a um de seus maiores baluartes, mestre Monarco. Filho de Luiz Carlos Escafura, o Bolão, que presidiu a Portela entre 1995 e 1997, Júnior parece retomar, à sua maneira, o que o pai conseguiu décadas atrás: reaproximar a escola de si mesma. “Meu sonho é unir a escola. Ainda não consegui, mas estou no processo”, resumiu o presidente.

No “Entrevistão”, Escafura não se eximiu de falar dos problemas da Portela. Ele comentou a relação com a vice-presidente Nilce Fran, o fim do antigo júri da disputa de samba, a perda do intérprete Gilsinho, a chegada de Bruno Ribas, a contratação da dupla Sérgio Lobato e Patrícia Salgado para a comissão de frente e as mudanças em curso na escola diante da expectativa para o carnaval que vai homenagear um dos maiores portelenses da história.

Você assumiu a presidência da Portela depois de uma eleição acirrada e teve como primeiro carnaval um 10º lugar. Fazendo o balanço hoje, o que você considera resolvido e o que ainda está sendo encaminhado para o próximo ano?

Junior Escafura: “Foi um ano muito desafiador, até porque a forma como a eleição da Portela funciona é uma coisa que a gente pretende mudar futuramente. A eleição foi no final de maio, o que significa assumir no meio do ano. Enquanto outras escolas já estão com o enredo definido, a gente ainda precisa montar toda uma estrutura de trabalho, e foi isso que tivemos que fazer às pressas, em junho, para poder começar. O que posso dizer é que avançamos em muita coisa, principalmente na organização financeira. Conseguimos parcelar dívidas antigas, reorganizar questões que tinham ficado para trás. Ainda temos muitos desafios pela frente, a caminhada é longa, mas acho que demos o primeiro passo. Já conversei isso com o conselho deliberativo da escola: a ideia é fazer uma mudança no estatuto para que a eleição aconteça logo depois do carnaval, e o próximo presidente já assuma pensando no ano seguinte, com tempo para organizar a escola: desmontar barracão, definir enredo, contratar profissionais, fazer o que é preciso ser feito para que a escola não fique atrasada em relação às outras”.

Seu pai, Luiz Carlos Escafura, o Bolão, presidiu a escola entre 1995 e 1997 e faleceu em 2010, 15 anos antes de você assumir. O que você diria hoje para o seu pai sobre a experiência de estar sentado na cadeira que ele ocupou?

Junior Escafura: “Eu vivi todo o período em que meu pai foi presidente. Tinha 14 anos e andava com ele diariamente na Portela. Ele é um dos ‘culpados’ por eu estar sentado nessa cadeira hoje. Curiosamente, muito jovem, algumas pessoas já apontavam isso pra mim. Uma pessoa muito importante da escola, a tia Dodô, queria muito que ela estivesse aqui hoje pra ver isso. Guardo até hoje, com muito carinho, um troféu que ela me deu com uma placa escrita ‘futuro presidente da Portela’. Posso dizer que me preparei muito para esse cargo. Não caí de paraquedas aqui, conquistei, de fato, esse lugar. Fui componente, diretor de harmonia, compositor, diretor de ala, presidente da ala de compositores, diretor de carnaval, diretor de eventos, presidente de ala comercial, vice-presidente até chegar à presidência. Fiz uma trajetória inteira dentro da Portela. Eu diria ao meu pai que estou tentando fazer um pouco do que ele fez. Minha principal inspiração nele é a união da escola. No primeiro ano dele, em 1995, fizemos um carnaval antológico, o “Gosto que me enrosco”, apontado por muitos como o campeão, mesmo sem ter sido. Ficou marcado na história porque a Portela se uniu de novo: pessoas afastadas, como Noca da Portela, João Nogueira e Paulinho da Viola, voltaram pra escola. Não é coincidência que, depois da briga que fundou a dissidência da escola (a Tradição), a Portela tenha ficado décadas sem ganhar o carnaval; só voltou a vencer em 2017, e ainda empatada. São essas brigas internas que causam tudo isso. Por isso sempre falei: no dia em que eu for presidente da Portela, meu sonho é unir a escola. Ainda não consegui, mas estou no processo. Meu sonho é unir a escola. Ainda não consegui, mas estou no processo”.

A Portela é uma escola democrática, o que gera, como é comum em instituições democráticas, opiniões contrárias. Como administrar isso enquanto presidente?

Junior Escafura: “Não tenho problema nenhum com crítica, desde que não falte respeito, e desde que as pessoas não se escondam atrás de perfis falsos para atacar, às vezes até a vida pessoal de alguém. Ideias construtivas, críticas construtivas, não tem problema nenhum. A porta da minha sala, seja no barracão ou na quadra, está sempre aberta para qualquer pessoa. Esse ano estamos homenageando o mestre Monarco, e ele dizia uma frase que eu repito muito: ‘Nada é maior que a instituição’. Aprendi isso aqui dentro. Ninguém pode se colocar acima do pavilhão da Portela. Se a Portela não parar com essas brigas internas, vai acabar como outras escolas que têm problemas políticos enraizados; a escola vai caindo de grupo, lamentavelmente, por vaidade. Não estou aqui pra agradar A, B ou C, estou aqui pra fazer o melhor pela escola. É isso que luto todo dia, atrás de patrocínio, sabendo o quanto está caro fazer carnaval, porque a Portela é uma potência, e precisa funcionar como potência administrativa e financeira. É esse o legado que quero deixar”.

Disputa de samba na Portela é sempre quente. Como funciona sua cabeça durante todo o processo?

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Junior Escafura: “A ala de compositores da Portela é talvez a mais renomada do carnaval, gente de nome e expressão que funciona muito no mercado musical. Quando eles colocam samba na disputa, cada um tem seu fã-clube, e todos são muito competentes. Só que só pode ganhar um. Muitos criticavam o antigo modelo, em que 30, 40 pessoas votavam, e eu sempre fui contra isso. A primeira coisa que fiz como presidente foi mudar o método de julgamento e assumir a responsabilidade de escolher o samba. Aquele júri era muito ruim, as pessoas ficavam expostas, e os próprios compositores reclamavam. Quando assumi a escola, a primeira coisa que os compositores falaram foi: ‘Esse júri tem que acabar’. Eu já não gostava mesmo, e acabei com ele. Nada contra as pessoas, mas existia aquela história de ‘fulano só vota no samba de ciclano’. Para acabar com isso, ninguém mais fica exposto: o presidente escolhe o samba, como já acontece em outras escolas. Claro que escuto o diretor de bateria, o diretor de harmonia, o carnavalesco, a direção de carnaval… os segmentos. Mas a primeira coisa que a gente pensa é o que é melhor pra Portela: o samba mais adequado ao enredo, à proposta do carnavalesco, o que fica melhor para a bateria, para o cantor, o que a escola canta melhor… São vários fatores. Para 2027 a safra da Portela está maravilhosa, talvez a melhor dos últimos cinco anos”.

Quando Paulo Barros foi contratado para o Carnaval 2016, ninguém pensou que daria certo e ele foi campeão em 2017. Ele até fez uma tatuagem da águia. Como você vê a relação dele com a Portela?

Junior Escafura: “Acho que é uma relação de amor verdadeiro. O Paulo se encaixou muito bem na Portela. Fez só dois carnavais, está indo para o terceiro agora, mas parece que trabalha aqui há muitos anos, de tanta identificação. Veio e respeitou a história da Portela, o jeito da escola fazer carnaval. Trouxe a modernidade que a Portela precisava, mantendo a raiz e o fundamento que a escola gosta. Conseguiu dois bons resultados: um terceiro lugar que poderia ter sido campeonato e o título de 2017, quando a Portela não ganhava havia anos. Ele tem um respeito muito grande da torcida e volta agora muito mais maduro, experiente, com muita vontade de fazer um grande carnaval. O clima no barracão está maravilhoso. Estamos apostando muito que ele vai fazer de novo um grande carnaval para a Portela”.

Como surgiu a conversa para trazê-lo de volta à Portela e como foi o papo com ele?

Junior Escafura: “O Paulo sempre foi um sonho do portelense. Logo quando assumi, a gente criou um canal, ‘Fala Presidente’, e de dez pedidos, nove eram para trazer o Paulo de volta. Só que assumimos em junho, e já havia um carnavalesco que tinha sido renovado pela administração anterior. Respeitamos os profissionais que já estavam aqui. Depois do carnaval, entendendo que a Portela precisava mudar, o primeiro nome foi ele, aliás, não tinha segundo nome, era ele ou ele. Liguei e, na hora, ele topou conversar. Resolvemos rápido, porque a Portela queria ele e ele queria a Portela. Foi um momento de muita emoção. Teve um fato que me marcou muito. Quando fomos conversar, fui até meu carro, peguei uma camisa da Portela e dei na mão dele. Ele olhou pra camisa e falou: ‘Eu não tô acreditando’. Começou a chorar, vestiu a camisa, beijou. Chorava como uma criança, e isso me marcou muito. É um cara que já ganhou muito no carnaval, já tem seu nome gravado na história, não precisa provar nada pra ninguém. E ali, recebendo a camisa, chorou de verdade, de emoção, de estar voltando para sua casa”.

Os portelenses identificam que fazer de Monarco enredo é uma missão árdua, porque não pode ter vacilos. Como construir esse carnaval e controlar a expectativa do torcedor?

Junior Escafura: A expectativa do portelense sempre é alta, e por isso, quando o resultado não vem, a decepção é grande. Quando falamos do Monarco, a primeira coisa é uma responsabilidade enorme. Ele era um gentleman, dificilmente você via alguém que não gostasse de estar perto dele. O último samba-enredo que ele compôs para a Portela, infelizmente, ele não ganhou, mas foi comigo, em 2007; ele não gostava de participar de disputa, eu insisti pra ele vir. Ele sempre foi muito elegante, terno de linho branco com azul, chapéu Panamá. As pessoas olhavam e viam a Portela nele. Houve toda uma pesquisa com a família, dona Olinda, Mauro Diniz, Marquinho, os filhos, sempre muito solícitos, participando ativamente. Tenho certeza de que, onde ele estiver, vai estar desfilando com a gente”.

Você não teve receio de mudar o comando da bateria quando assumiu a presidência. Qual é sua análise do trabalho do mestre Vitinho?

Junior Escafura: “O Vitinho é um menino da casa, é cria da Portela desde sempre, e a gente entendia que era o momento de renovação. A Portela sempre precisa respeitar suas raízes e também olhar para frente. Estamos fazendo esse trabalho de dar oportunidade para os crias da escola; hoje temos vários deles no carro de som, nos casais de Mestre-sala e Porta-bandeira, entre ritmistas, passistas e direção de carnaval. Ele merecia essa oportunidade. Fez um trabalho grandioso, é muito dedicado, se deixar, trabalha 24 horas por dia, sempre criando. Apesar de a nota não ter sido a máxima, ele sabe o que aconteceu e está empenhado em fazer o melhor para 2027. O Vitinho é muito antenado com questões de mudança, e a gente não pode ter medo de arriscar. Se estivesse tudo bem, beleza, mas não está. O resultado não veio do jeito que o portelense quer, então a gente precisa mudar até achar o que precisa, que é colocar a escola brigando de igual para igual com todas, sempre em busca do título. O Vitinho tem muitas ideias e às vezes é bem empolgado, principalmente nas redes sociais. Então conversamos com ele esse ano: para ele ir mais devagar, ficar mais tranquilo, cabeça no lugar, porque é muito perfeccionista, busca a perfeição. É impressionante a capacidade de organização dele: se eu perguntar agora, ele já tem todas as medidas da bateria, o lugar de cada um, tudo desenhado”.

Como é ter ao lado uma vice como a Nilce Fran, que se posiciona o tempo inteiro e é respeitada pelos portelenses?

Junior Escafura: “A Nilce nasceu dentro da Portela. O pai dela, Vanderlei Francisco, criou a Ala dos Impossíveis, a primeira ala coreografada do carnaval. Ela foi rainha de bateria da escola quando meu pai era presidente, é passista de mão cheia e formou meninas que hoje são rainhas e musas. A Nilce sempre foi minha amiga, minha parceira, muito leal. Acho que não teria pessoa melhor para ser vice-presidente e caminhar comigo nisso. Ela é, acima de tudo, sambista. A Portela hoje é dirigida por sambistas, eu e ela entendemos a dor do sambista, passamos por várias coisas no carnaval. Ela é uma mulher admirável! Ela sabe o quanto eu a amo, quanto somos parceiros e amigos, mesmo discordando bastante às vezes, mas sempre dentro do respeito. Brigamos um dia, no outro também, mas tudo em prol da Portela. A Nilce cuida muito de questões como musas, shows, coisas que ela domina muito bem. No que eu preciso dela, ela está sempre disposta a ajudar, e vai aprendendo outras funções do carnaval também. Isso é importante, porque, no futuro, quem sabe, a Nilce Fran será presidente da Portela, a primeira mulher no cargo. Acho que ela vai chegar lá e precisa ir se preparando para isso, como eu me preparei. Acho que vai ser muito bom a Portela ter uma mulher no comando um dia”.

A Portela fez a melhor festa de protótipos para 2026. Vão repetir para 2027?

Junior Escafura: “Não vamos fazer festa de protótipo esse ano. A Portela está trabalhando um pouco diferente do ano passado, mais quietinho; o Paulo também prefere um formato mais interno, mostrando as fantasias só para os segmentos. Já estamos numa fase de finalização de protótipos e início de reprodução, então não vamos fazer essa formalidade de festa. A do ano passado foi incrível, era o momento certo para aquilo, mas esse ano entendemos que não é o caso; vamos apresentar os protótipos só para as pessoas dos segmentos da escola, sem alarde, trabalhando. Já está sendo feito de forma escalonada, à medida que cada fantasia fica pronta”.

A plástica da Portela é sempre o calcanhar de Aquiles ou acha possível ser diferente para 2027?

Junior Escafura: “A partir das reclamações da comunidade sobre o peso da fantasia, buscamos fantasias bonitas, com qualidade, mas mais acessíveis, para o componente conseguir brincar o carnaval sem carregar um peso que atrapalha a evolução e a harmonia da escola. Melhoramos também a estrutura do barracão, com obras, máquinas novas de costura e renovação de 90% dos funcionários do barracão. Na verdade, enredo e fantasia a Portela vem gabaritando nos últimos três anos. O problema da Portela em plástica está mais concentrado em alegoria”.

Para a comissão de frente, a Portela trouxe a dupla Sérgio Lobato e Patrícia Salgado. O que motivou essa escolha específica e o que muda nesse segmento para 2027?

Junior Escafura: “Primeiro porque são bons profissionais, já mostraram isso, e já trabalharam com o Paulo Barros em outra escola. Segundo, todo mundo conhece o olhar do Paulo para a comissão de frente: foi a primeira coisa que ele fez aqui na Portela, já pronta em desenho e estrutura de alegoria. Conversei com ele sobre isso logo de início, e ele mesmo disse: ‘Júnior, é a primeira coisa que eu faço’. Hoje a comissão de frente já tem figurino em reprodução, alegoria detalhada e elenco definido. Saímos na frente: tudo o que vai ficar pronto primeiro na Portela esse ano é da comissão de frente. É a primeira coisa que entra na Avenida”.

Como foi o momento que soube do falecimento do Gilsinho, a vinda do Zé Paulo e, agora, a volta do Bruno Ribas?

Junior Escafura: “Para você ter ideia do que eu e minha diretoria passamos: assumo a escola em junho e, em setembro, perdemos o maior intérprete que a Portela já teve. Em dois meses, uma mudança enorme. Tivemos que resolver sem tempo para nada, com final de samba, gravação, tudo em cima da hora. Contamos muito com a colaboração do Zé Paulo, que conseguiu a liberação junto à Maricá, sabendo que ficaria só por um ano. Fez o melhor que pôde, sou eternamente grato a ele. Não era fácil estar ali naquele momento, sabendo que ninguém ia substituir o Gilsinho; tem coisas que são insubstituíveis, e a gente nem procurou um substituto para o Gilsinho, porque não tem como. O Bruno já tinha trabalhado na Portela, aliás, foi aqui que fez sua primeira escola do Grupo Especial. Trazê-lo de volta era um pedido de muita gente, um nome quase consensual entre os portelenses. A Portela gosta que o intérprete tenha raiz aqui, e o Bruno tem. Passamos por essa transformação toda, e o Bruno está feliz. Também modificamos o carro de som, com uns 50% de mudança em relação ao carnaval anterior. Quando o Bruno chegou, ele já fez algumas alterações de intérprete (de apoio) e de cordas. Estamos trabalhando muito, todo mundo motivado para um grande trabalho”.

Para encerrar, seu pai foi presidente antes de você, e agora você está esperando um filho. O que você quer que ele veja de diferente na Portela quando crescer?

Junior Escafura: “Quero que meu filho cresça sabendo da história que o pai deixou na Portela, do legado que o avô dele deixou. Não vou forçá-lo a ser sambista ou gostar de carnaval, isso vai ser escolha dele, mas, como o pai e a mãe são ligados ao carnaval, ele vai acabar frequentando, e vou puxar para o lado portelense. A Mocidade tem sido uma escola muito parceira da Rafaela nesse momento, então também tem quem torça para ele ser independente, ele vai ter sempre carinho pela Mocidade, sabendo que a mãe foi tratada com muito carinho lá. Vou deixar ele decidir, mas ele vai levar a blusa azul, para não ter muito erro (Risos). Quero que ele tenha orgulho do pai, que conheça a história que construímos na Portela. Se estiver no sangue dele seguir o mesmo caminho, gostar de compor, de harmonia, e um dia quiser até ser presidente, vai ser escolha dele. Vou tentar primeiro que ele siga o caminho dos estudos, que é o mais importante, e depois ele escolher o que quiser”.