
Morro da Casa Verde revelou, na última terça-feira, por meio de suas redes sociais, o enredo que defenderá no Grupo de Acesso 1 do Carnaval de São Paulo em 2027. Com o título “Reconto Minha Fé: O Conto de um Ponto Catimbozeiro”, a escola promete transformar o Sambódromo do Anhembi em um grande reino da Jurema Sagrada, exaltando a história do Catimbó e a trajetória de Seu Zé do Catimbó, figura central da narrativa. O desenvolvimento do enredo ficará a cargo do carnavalesco Ulisses Bará, que assina o projeto artístico da escola, em parceria com os enredistas Gabriela Bertti e Matheus Godoy.
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No anúncio, a agremiação convidou a comunidade para uma imersão no universo da encantaria brasileira. “A fumaça do cachimbo vai subir e o Anhembi vai virar o reino sagrado da Jurema”, destacou a escola, antecipando o clima místico que pretende levar para a avenida.
Segundo a proposta, o desfile apresentará uma jornada que tem início na pajelança indígena e percorre a formação do Catimbó, manifestação religiosa genuinamente brasileira, consolidada a partir da resistência cultural do povo nordestino. O enredo pretende evidenciar as raízes indígenas, africanas e populares que moldaram essa tradição espiritual ao longo dos séculos.
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Em tom de celebração, a escola também anunciou que “os portais da encantaria” serão abertos para contar a emocionante caminhada de Seu Zé do Catimbó, personagem que simboliza a força, a sabedoria e a conexão com a Jurema Sagrada. A expectativa é de um desfile marcado por elementos ritualísticos, símbolos da religião, maracás, pontos cantados e a atmosfera dos terreiros.
O texto de divulgação reforça ainda a identidade do projeto com a frase: “Em uma mistura de mistério e malandragem, o ponto vai ser riscado no terreiro do Morro”, indicando que a apresentação deverá unir espiritualidade, cultura popular e forte impacto visual.









