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Foto: Divulgação/Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira realiza, no sábado, às 10h, uma aula aberta de dança afro intitulada “Oyá em Movimento”, na quadra da escola. A atividade será conduzida pelo professor Fábio Batista e convida o público a vivenciar a dança afro como expressão artística, cultural e de conexão com o corpo, em uma experiência inspirada no universo do enredo da Verde e Rosa para o Carnaval de 2027. A oficina é aberta ao público e propõe uma imersão nos movimentos e na ancestralidade das danças de matriz africana, valorizando a cultura afro-brasileira por meio da prática corporal. Para participar, a organização orienta que os inscritos utilizem roupas leves e com elasticidade, proporcionando mais conforto durante a atividade.

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“O projeto ‘Oyá em Movimento’ amplia o diálogo do enredo para além da avenida, permitindo que o público vivencie, por meio da dança, a força, a espiritualidade e a ancestralidade que inspiram o Carnaval 2027 da Mangueira. É uma oportunidade de celebrar nossa cultura e fortalecer os laços entre a escola e a comunidade”, ressalta Fábio Batista, instrutor da oficina e diretor da Cia Clanm.

Os interessados em participar da oficina podem realizar as inscrições previamente por meio do formulário on line disponível na bio do Instagram oficial da Mangueira. Também haverá possibilidade de inscrição presencial, na quadra da escola, até 15 minutos antes do início da aula, mediante disponibilidade de vagas.

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A iniciativa integra as ações culturais e de preparação da Estação Primeira de Mangueira para o Carnaval de 2027, aproximando a comunidade e o público em geral do universo do enredo “Oyá por Nós” por meio de experiências que unem arte, tradição, conhecimento e participação coletiva.

“A dança é uma das formas mais potentes de preservar e transmitir a nossa ancestralidade. Com essa aula aberta, queremos proporcionar uma experiência de conexão com a cultura afro-brasileira, valorizando os saberes que inspiram o nosso enredo e convidando a comunidade a vivenciar esse movimento de forma coletiva, acolhedora e transformadora”, destaca Sidnei França, carnavalesco da escola.

Ele ainda reforça que, além da dimensão estética presente nas alegorias e fantasias, o enredo “Oyá por Nós” também se expressa por meio da corporeidade. A proposta amplia a compreensão do Carnaval como uma manifestação que atravessa os corpos, valorizando a dança, o movimento e a ancestralidade como elementos fundamentais da narrativa construída pela Escola.

“Quando pensamos o enredo, é comum que ele seja associado apenas à plasticidade das alegorias e das fantasias. Mas também se manifesta nos corpos, no movimento e na forma como cada pessoa expressa essa narrativa. Essa perspectiva dialoga diretamente com o pensamento afro-brasileiro e com a tradição do candomblé, em que o corpo é um espaço de manifestação e de ancestralidade. É uma dimensão mais sutil, mas absolutamente fundamental para compreender a força e a profundidade de ‘Oyá por Nós’”, finaliza o carnavalesco Sidnei França.