
Desde 2024 intérprete do Paraíso do Tuiuti, Roosevelt Martins Gomes da Cunha, popularmente conhecido como Pixulé, tem história no Carnaval não apenas no Rio de Janeiro: entre 2018 e 2023, ele marcou época no Barroca Zona Sul, em São Paulo. Depois de alguns anos se dedicando unicamente ao Rio de Janeiro, ele volta à maior cidade da América Latina para cantar na Mocidade Unida da Mooca a partir de 2027. Para saber mais detalhes sobre o retorno de Pixulé ao Carnaval de São Paulo, o CARNAVALESCO conversou com o intérprete no aniversário da Mocidade Unida da Mooca – que marcou, também, a apresentação oficial do samba-enredo da agremiação para o desfile de 2027.
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Tentativas anteriores
De acordo com o próprio Pixulé, a Mocidade Unida da Mooca, por meio do presidente da agremiação, Rafael Falanga, já busca a contratação do intérprete há algumas temporadas: “Esse namoro da Mooca comigo foi muito engraçado. Já vinha de muitos anos! Desde 2023 que o Falanga entrou em contato comigo, o presidente sempre falando que me queria aqui na MUM – até que não deu mais. A gente furou a bolha”, comemorou.
O intérprete não deixou de destacar o acordo que tem com a escola do bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro: “Ele conseguiu me trazer pra São Paulo, porque eu tenho uma exclusividade com o Paraíso do Tuiuti. Eu não posso cantar em lugar nenhum devido à exclusividade que eu tenho com o Tuiuti, mas o Falanga, malandro como ele só, entrou em contato com o meu presidente, Renato Thor. Foi um papo de presidente com presidente. E o Renato Thor abriu essa brechinha e deixou o Pixulé vir cantar no Carnaval de São Paulo – justamente na Mocidade Unida da Mooca”, explicou.
Carreira em ascensão
Mesmo sendo reconhecido de longe pela potência vocal e pela qualidade técnica que possui ao cantar, Pixulé tornou-se um dos grandes nomes contemporâneos recentemente. Intérprete oficial desde 1994, quando cantou na Leão de Nova Iguaçu, no antigo Grupo A (hoje Série Ouro) do Rio de Janeiro, os primeiros grandes holofotes vieram apenas vinte anos depois, com o marcante “Batuk”, do Império da Tijuca. Os doze anos seguintes foram de reconhecimento e elogios.
Em 2026, entretanto, um fato marcou o cantor. Após receber boa parte das premiações para intérpretes da imprensa segmentada (como o Estrela do Carnaval, organizado e concedido pelo CARNAVALESCO) por conta da atuação em “Lonã Ifá Lukumi”, o intérprete não venceu apenas aquele que é entregue, justamente, por uma mídia que não é especializada.
Nada, entretanto, abala a confiança e o respeito do intérprete por toda a mídia segmentada: “É muito justo e pertinente falar que esse é o melhor momento da minha carreira. Hoje eu estou vivendo um momento mágico, maravilhoso. A gente tem que manter isso. Hoje, o Pixulé, desculpe até a minha prepotência, virou queridinho do Brasil inteiro – tudo porque eu não ganhei um Estandarte de Ouro. Conclusão: o Pixulé virou uma unanimidade no Brasil inteiro, isso é maravilhoso. Nem dinheiro paga isso”, afirmou.
Para estrear em 2027
Ao falar sobre o samba-enredo pelo qual estreará na Mocidade Unida da Mooca, o intérprete destacou a nostalgia que a canção traz: “Eu não conheço bem a raiz do samba e do Carnaval de São Paulo, mas esse samba toca na essência, de quando o samba começou aqui em São Paulo. Toca nos nomes essenciais da raiz do samba de do Carnaval de São Paulo. Tocou na ferida de muita gente para trazer o Carnaval de outrora de volta. A MUM acertou no enredo e acertou no samba. Tudo deu liga: o samba, o enredo e o Pixulé”, finalizou.










