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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta, no início deste mês, o projeto de lei que cria o Programa Recicla Rio, iniciativa voltada à coleta e à destinação adequada de resíduos gerados durante o Carnaval, com foco especial no reaproveitamento de materiais e fantasias abandonados após os desfiles em áreas como o Sambódromo da Marquês de Sapucaí e a Estrada Intendente Magalhães.

De autoria do vereador Salvino Oliveira (PSD), o texto estabelece que o programa poderá ser executado em parceria com empreendedores do artesanato, cooperativas de catadores, grupos de economia solidária e produtores culturais, ampliando o alcance de iniciativas já existentes na cidade voltadas à gestão de resíduos carnavalescos.

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A proposta vai expandir experiências já realizadas no Carnaval carioca. O grupo Sustenta Carnaval, por exemplo, recolheu 23 toneladas de materiais em 2023, 24 toneladas em 2024 e 23 toneladas em 2025, evitando que tecidos, adereços e estruturas de baixa biodegradabilidade fossem destinados a aterros sanitários. Neste ano, 2026, a Comlurb divulgou que recolheu 1.447 toneladas de resíduos em todos os pontos de folia, desde o pré-carnaval.

Na prática, esses materiais passam a servir de matéria-prima para uso em novos blocos, escolas das Séries Ouro, Prata, Bronze, Avaliação, peças de artesanato e outros produtos reaproveitados, o que reduz o impacto ambiental e cria novas oportunidades de geração de renda.

O projeto também prevê campanhas de conscientização sobre descarte correto durante o Carnaval, parcerias com instituições de ensino e organizações da sociedade civil, além de estímulo, na iniciativa privada, à logística reversa (processo de recolher produtos, materiais ou resíduos depois do uso e devolvê-los ao ciclo produtivo ou a uma destinação ambientalmente correta)

Segundo Salvino Oliveira, a proposta busca consolidar uma política pública permanente de economia circular em torno da maior festa popular da cidade. “O Carnaval produz cultura, inclusão, movimenta a economia, é um evento muito importante por vários motivos, mas também gera resíduos em grande escala. O objetivo é transformar esse passivo em oportunidade ambiental, social e econômica”, afirma o parlamentar.

O projeto de lei nº103-A/2025 seguiu para sanção do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.