
No último domingo, o cenário nos arredores da comunidade da Leopoldina não era apenas de samba, mas de renovação social. João Drumond, presidente do recém-inaugurado Instituto Imperatriz, comandou a abertura da sede da entidade com um discurso focado na quebra de estigmas e na prestação de serviços básicos. Para Drumond, o evento simboliza a consolidação de um projeto de seis anos que visa reintegrar a escola ao cotidiano de seus moradores.
‘Fim da ‘escola afastada’
Durante a conversa com o CARNAVALESCO, João Drumond não hesitou em tocar em uma ferida histórica da agremiação: a percepção de que a Imperatriz seria uma escola técnica, mas distante de seu povo. O presidente vê na inauguração do Instituto a ferramenta ideal para mudar esse estigma.
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“A importância principal [do Instituto] é para uma escola como a Imperatriz, que era tida como uma escola afastada da comunidade. Hoje a Imperatriz dá um passo histórico diante da sua comunidade. Vamos ajudar muita gente aqui, eu não tenho dúvida, e mudar a vida de muita gente da comunidade através dessa instituição”, afirmou com otimismo.
Sonho construído a várias mãos
Questionado sobre a origem da iniciativa, Drumond revelou que o Instituto é o resultado de um amadurecimento coletivo e de parcerias estratégicas. Ele destacou que o projeto saiu do campo das ideias para a prática graças à persistência e ao apoio parlamentar.
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“É um sonho. Um sonho que foi ganhando corpo, as pessoas foram acreditando, foram ajudando e hoje, com a ajuda do Luizinho, através de uma emenda parlamentar, a gente está tirando isso do papel”, explicou João.
Ações práticas: de pilates a reforço escolar
O presidente do Instituto também falou sobre a diversidade de serviços que a comunidade passará a usufruir. Ele detalhou que o projeto não se limitará apenas ao campo cultural, mas atuará fortemente na saúde e na educação básica.
Segundo João, a grade de atividades inclui: Saúde: fisioterapia, pilates, zumba e funcional; Educação: aulas de inglês e reforço escolar para crianças e jovens; Cultura: aulas de balé e oficinas de instrumentos musicais, como cavaquinho e violão.
Para ele, a missão é clara: “O importante é a gente atender as pessoas. Dar oportunidade, através da cultura e da saúde, para as pessoas”.
Serviço à comunidade
Ao encerrar, João Drumond reforçou o convite para que as famílias da Leopoldina e do Complexo do Alemão busquem o Instituto. Para quem deseja matricular filhos ou usufruir dos serviços de saúde, a orientação do presidente é direta: basta buscar os canais digitais da escola. “É só entrar em contato nas nossas redes sociais, nos telefones disponíveis do Instituto, para que possa receber as informações das inscrições”, finalizou.
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