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Vigário Geral abre o desfile da Série A com problemas estéticos e com comissão de frente empolgando

Por Victor Amancio. Fotos de Allan Duffes e Nelson Malfacini

Depois de 21 anos, a Vigário Geral voltou a desfilar na Sapucaí. Chegando da Intendente e abrindo o primeiro dia de desfiles, depois de uma chuva forte, a escola apresentou problemas estéticos com carros e fantasias com problemas de acabamento.

Destaque do desfile foi a comissão de frente que durante as suas apresentações levantou o público, sendo o ponto alto. O samba, de fácil aprendizado, cresceu na voz do interprete Tem-Tem Jr, que segurou e chamou o componente para dentro do desfile. A Vigário desfilou com o enredo “O conto do Vigário”.

Comissão de Frente

Do coreógrafo Handerson Big a comissão fez boas apresentações, salvo no primeiro módulo onde o chapéu de um dos integrantes caiu durante a execução. A comissão trazia ovelhas e um pastor que durante a apresentação se tornava um juiz, fazendo referência, aparentemente, ao juiz Sérgio Moro. No início da comissão esse líder coordena as ovelhas vestidas com a blusa do Brasil que levantavam placas com frases ditas por políticos do país e uma parcela da população como: “Meu partido é o Brasil”, “Não a ideologia de gênero”, “Fim da velha política” e etc, as ovelhas no ponto alto da apresentação se rebelam contra o juiz e encerram a coreografia com ele preso. Bem executada e dançada foi um dos destaques da escola.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Jefferson Gomes e Paulinha Penteado veio com a fantasia representando o Cruzeiro do Sul. Por conta da pista molhada o casal pareceu inseguro e com falta de sincronia. Fazendo uma coreografia bonita, dançando afro em um trecho da apresentação e usando referências do samba, como no trecho “Pra santo que nem olha para favela”, fazendo um gesto tapando os olhos.

Harmonia

Abrindo o carnaval da Série A e enfrentando a Sapucaí depois da chuva a escola cantou bem apenas com alguns componentes passando sem cantar. O intérprete Tem-Tem Jr segurou bem a responsabilidade de levar a escola e fez uma apresentação positiva, sem deixar o samba cair. Bateria e carro de som sincronizados, sem erros perceptíveis.

Enredo

O enredo foi bem desenvolvido, com fantasias de fácil leitura e entendimento. Os carros e o tripé faziam referências diretas ao enredo, um ponto positivo para escola. Contudo, um ponto pode prejudicar a escola, as alas 21 e 22 ao invés de estar uma seguida da outra como sugeria o roteiro de desfile foram separadas pela presença da musa Akua Apraku, que inicialmente viria após essas duas alas.

Evolução

Evoluindo bem, sem correria ou lentidão a escola desempenhou bem o papel do quesito, salvo alguns componentes que não evoluíam e apenas andavam durante o desfile, atrapalhando a escola e o quesito. No final do desfile isso aconteceu com mais frequência, em especial com a ala 13, que passou quase por completa sem evoluir.

Samba

O samba deu conta do enredo da escola, tem letra fácil e funcionou para o desfile. O refrão funcionou sendo o trecho mais cantado pela escola e foi possível ver o público acompanhando nesse trecho.

Fantasias

Fantasias com materiais funcionais que deram um efeito visual positivo para escola e melhoraram a parte visual que veio desfalcada por conta da crise financeira que atinge as escolas. Palha, acetato foram materiais usados no desfile e deram um efeito bonito. Por mais que os materiais foram um acerto, a escola teve problema com fantasias caindo e desmontando ao decorrer do desfile como as alas 2, 6, 11 e 14.

Alegorias

O maior problema da escola que passou com os carros mal acabados. O abre-alas tinha ferro exposto na asa da arara central do carro e fios expostos. De fácil leitura o primeiro era acoplado e trazia na parte da frente o paraíso e a parte de trás a chegada do colonizador. O segundo carro tinha uma escultura relativamente grande, mas o braço parecia estar solto e dava para perceber os ferros que o seguravam.

O tripé que vinha no final do desfile, com muitos problemas estéticos, agradou o público por conta da crítica direta ao presidente Jair Bolsonaro, um palhaço com faixa presidencial e fazendo o símbolo de arma com uma das mãos. De forma geral os carros apresentaram a proposta do enredo e cumpriram a missão do enredo.

Outros Destaques

A rainha Eligi Oliveira levantou o público em uma das bossas quando a bateria abria para sua entrada, ela sambou bem e desempenhou de forma majestosa seu papel.

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