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Vai-Vai abrirá o sábado de carnaval com enredo de oposição ao sistema com crítica importante e homenagem ao hip-hop

Vertentes do movimento do hip hop e opiniões da sociedade paulistana irão dar o tom do desfile da Saracura

O Vai-Vai irá fazer algo histórico no próximo dia 10 de fevereiro. Utilizando da ótica questionadora do hip hop, a escola alvinegra além de homenagear o movimento, vai colocar em prática um desfile questionador ao extremo. Terá réplica da estátua do Borba-Gato todo pichado e queimado, um MASP vandalizado e um Teatro Municipal jogado às traças. Nem tudo terá será crítico. Além do “Manifesto Paulistano”, como cita o título do enredo, o desfile conta com a presença de vários cantores do rap nacional, dentre eles o Mano Brown, um dos principais artistas da música brasileira. Uma grande homenagem à música, grafite e esporte também estarão presentes no Anhembi.

Isso quem conta é o carnavalesco Sidnei França. A reportagem do site CARNAVALESCO visitou o barracão da agremiação da Bela Vista e conversou com o artista e conheceu todo o projeto que visa o desfile de 2024. Voltando ao Grupo Especial, o Vai-Vai, maior campeão do carnaval paulistano, será a primeira agremiação a desfilar no sábado de carnaval. O título do enredo é: “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o hip hop: Um Manifesto Paulistano”, assinado por Sidnei França.

Elo entre samba e hip hop

O carnavalesco deu uma longa explicação: O hip-hop tem ligações com o samba devido ao fato de ambos serem marginalizados pela elite. Também exaltou o Vai-Vai por ser uma escola de rua. Realmente é um tema que casa bastante com a história da agremiação. “O enredo traz uma homenagem para o hip hop. A cultura hip hop é uma cultura para além de um modismo ou de uma tendência. Celebrou agora em 2023, os 50 anos no mundo e 40 no Brasil. Então são datas bonitas, datas redondas. O hip hop é um movimento que merece todo o nosso respeito, até porque o seu fundamento e a sua base é na rua, periferia e por muito tempo foi estigmatizado como rótulo de marginalidade. O samba nasceu e ainda é por muitos locais e muitas vezes marginalizado. Tem uma incompreensão muito grande a respeito do que é uma escola de samba. Durante muito tempo foi taxado como local de pessoas desocupadas, vagabundo, prostituta, drogado. Enfim, então esse estigma sempre também acompanhou o hip-hop. Então eu acho que daí cria uma sinergia e uma identidade muito forte com o Vai-Vai, que é uma escola que firmou a sua identidade na rua. É uma escola que apesar de não ter uma essência na periferia, a Bela Vista é região central, mas é o centro que abrigou um quilombo. O quilombo Saracura é o centro que por muito tempo abrigou uma parcela grande da população preta e pobre também, porque o imigrante rico foi para regiões mais abastadas e o pobre foi para a região da Bela Vista”, explicou.

Como surgiu o tema

Finalmente saiu do papel a vontade que o Vai-Vai tinha há muito tempo, que era ter um enredo deste tipo, visto que vários artistas do meio são ligados com a escola, como o carnavalesco cita. Além disso, o profissional diz que o conceituado rapper Rappin Hood foi de suma importância para a criação do enredo. “Se falava por muitos anos que o Vai-Vai podia fazer um carnaval sobre o rap, porque tem muitos rappers que são Vai-Vai – o próprio Mano Brown, Ice Blue, Rappin Hood, Dexter e uma série de rappers sempre frequentaram a escola e sempre rondou a ideia de fazer um enredo sobre o rap. E aí acabou o carnaval de 2023 e o presidente Clarício me chamou no WhatsApp, eu estava em Uruguaiana, fazendo o carnaval lá. Sempre acontece 20 dias depois daqui e eu todo ano eu vou para lá. O Clarício me chamou e disse: ‘Poxa, você deve ter mil ideias de enredo aí, mas ouve uma pessoa que eu vou te passar o contato que ela tem uma ideia muito bacana e de repente você gosta. Se você achar que não tem nada a ver, a gente dribla e foge’. Essa pessoa era o Rappin Hood, que é um rapper muito conceituado, além de ter uma história gigantesca no rap brasileiro, ele apresentou o “Manos e Minas” na TV Cultura, então ele tem um engajamento da cultura hip hop muito forte. Ele tem muita propriedade para falar sobre isso e ele me passou muitas informações”, contou.

Pesquisando e aprendendo

O aprendizado de Sidnei só aumentava. De acordo com o artista, quanto mais estudava, descobria coisas diferentes. Inclusive na forma de fazer carnaval e quais materiais iria usar na questão da plástica que o Vai-Vai apresentará na avenida. “Eu parei para pesquisar e vi que o rap faz parte da cultura hip hop. E aí eu descobri que ele é formado por quatro elementos – DJ e Mc’s que trabalham a musicalidade que forma o rap, grafiteiros e dançarinos de breaking dance. E aí eu descobri um universo riquíssimo. Então imaginar que a escola de samba desfila com três módulos de avaliação, que são o visual, música e dança. Então o visual é o grafite para o hip hop, a dança é o breaking e a música é o rap. Eu achei que tinha muita familiaridade entre as duas culturas. Fiz uma pesquisa maior ainda e comecei a imaginar como seria um desfile sobre hip hop e logo de cara constatei que seria muito diferente do que o carnaval está acostumado e isso me desafiou. E aí eu pensei: ‘Nossa, fazer um carnaval sobre hip hop deve ser meio difícil, porque você tem que abandonar arabescos, plumas, espelhos em excesso, contornos de aljofre, de galão, enfim, que é o que o carnaval se alimenta basicamente. É uma decoração mais rococó e mais rebuscada, né? Que é um padrão mais acadêmico”, disse.

Mudança de estilo e convencimento a diretoria

A cultura hip hop é além de uma dança. Há quem diga que a musicalidade seja apenas uma parte do ramo. Com isso, o estreante diz que precisou mudar os seus pensamentos em relação a como pensa o carnaval e convenceu a diretoria da agremiação a tocar na ferida de muitas pessoas, sobretudo da elite. “Eu pensei que seria covardia da minha parte desvalorizar essa cultura só para eu estar na zona de conforto de fazer um carnaval dentro daquilo que eu sempre fiz. Eu me senti provocado por mim mesmo. Eu pensava: ‘Poxa, mas será que vai ficar bonito? mas ao mesmo tempo eu também pensava que estava sendo covarde de falar isso. Você tem que enfrentar e fazer ficar bonito uma cultura que as pessoas não conhecem o carnaval também. É desbravar e desafiar. Buscar novas visões das coisas, novos ângulos e perspectivas. Olha quanta coisa foi passando na minha cabeça. E aí quando eu comecei a formatar esse enredo e desfile, eu sentei com a diretoria e falei: ‘Nós vamos ter que ser muito corajosos, porque o enredo leva uma verdade, entre muitas aspas, porque ninguém é dono da verdade absoluta, mas ele traz uma mensagem que para o hip hop é muito verdadeira, que é lutar contra o sistema. Nós temos que entender que não estamos só escolhendo o rap, breaking e o grafite. Nós estamos escolhendo uma visão de mundo que questiona a sociedade e a elite. Nós vamos ter que ter muita e coragem para levar esse discurso no peito. A escola tem que ser crítica, tem que ser dura e ácida com o governo, com a grande mídia aqui, que mercantiliza a notícia e faz tudo por um like, que é tudo que o hip hop renega. Ele não é político, mas tem uma presença muito politizada, porque tem a consciência plena de que a cultura tem o dever: Colocar o cidadão em posicionamento perante a sociedade”, declarou.

Questionamento forte e gratidão à escola

A política está ligada com o hip hop, principalmente tocar na ferida. É algo que tem um pensamento bastante ligado à esquerda. O carnavalesco diz que essa crítica é o que mais encantou ele, além de ser grato ao Vai-Vai por ter aceitado a proposta dele. “O que eu mais gosto é a capacidade que esse enredo tem de falar com diversas pessoas. Esse enredo fala muito comigo enquanto um cidadão que não aprova privilégios. Eu não apoio esse pensamento aristocrático de que quem nasceu rico, vai se perpetuar assim. A falta de mobilidade social, a falta de oportunidade é o que mais pega nesse carnaval. E nesse enredo do Vai-Vai é falar também do quanto eu desejo e o quanto eu anseio uma outra São Paulo, que olha pra rua e fala: ‘Não sou dono de nada, mas ao mesmo tempo eu tenho que cuidar de tudo’. E isso não existe. A elite quer dominar tudo, mas não cuida de nada, porque senão a gente não teria Cracolândia, por exemplo. Essa acidez é o que eu mais curto nesse enredo. Eu sempre digo aqui para a diretoria do Vai-Vai que sempre vou ser muito grato por eles terem entendido a minha proposta”, comentou.

Importância dos artistas no desfile

Como citado anteriormente, o Vai-Vai irá levar para o Anhembi inúmeros artistas da arte rap e hip hop. O principal deles são os Racionais, liderado por Mano Brown, que faz participação especial na faixa do álbum de sambas-enredo da Liga-SP em 2024. De acordo com Sidnei, é um prazer ter essas pessoas do lado e a sociedade deve aprender bastante. “Eu recebo isso como um presente, porque eles não têm obrigação de entender o carnaval de São Paulo. A escola de samba hoje obedece a um critério de julgamento e um regulamento que rege os desfiles, mas o hip hop não entende nada disso. Eles não entendem o que faz você ser penalizado, que faz você estourar tempo. E se um carro alegórico não entrar na avenida o que acontece? Eles não têm essas dimensões. Eles chegam com frescor de quem não conhece, mas respeita, tem curiosidade e quer se envolver. Principalmente nessa homenagem a eles. Tem sido muito valioso para mim até para expandir a mente e entender que o samba não é a única maneira de representar a cultura popular. A gente tem que ter essa humildade de entender que hoje no ano de 2024, se baixar um decreto e abolir as escolas de samba, só nós vamos chorar. A cidade de São Paulo não vai chorar pelas escolas de samba. Se você for aos bancos na Avenida Paulista, se você vai no autódromo de Interlagos, vão sentir pena, mas daqui um mês nem vão lembrar. A gente sim vai lamentar. Os rappers sabem muito bem o que é resistência. A gente tem muito que aprender com essa gente que vive resistindo e sabe que é taxado de preto, maloqueiro, subversivo e anarquista, mas que eles sabem que a mensagem deles é essencial. Por exemplo, para Capão Redondo, Jardim São Luiz, Jardim Ângela para estarem no mapa de São Paulo, quem colocou foi Racionais Mc’s”, afirmou.

Estética realista

Perguntado sobre as fantasias, Sidnei explica que não vai fugir da estética colorida, apesar do enredo apelativo. Cita também o realismo que as vestimentas irão mostrar para o público. “Quando eu fui pensar nas fantasias, claro que tem que respeitar a identidade do discurso do tema e do setor que elas vêm. Cada fantasia está no setor e cada setor tem uma identidade e responde a um período do hip hop, seja por época ou por movimento artístico político. Mas no geral são roupas com poucos brilhos. Ninguém vai encontrar galões, espelhos e plumas. São fantasias que têm duas vertentes. Algumas eu nem chamaria de fantasia de tão realistas que são. Tem muito figurino nesse desfile e as fantasias elas apelam porque a gente chama de hiper-realismo, que é você retratar a realidade nua e crua. Acho que vai dar uma estética muito diferente, mas eu aposto que vai ser muito bacana. Eu tenho uma esperança muito positiva da apresentação desse desfile, até porque falar da rua e falar de criminalidade. falar de violência, de abandono, de opressão, não quer dizer que vai ser um desfile monocromático. A escola vai ser colorida, mas colocando o dedo na ferida”, contou.

Trunfos no Anhembi

De acordo com o artista, a alvinegra da Bela Vista irá levar dois trunfos para a passarela. Um deles é a questão de o tema ser ligado totalmente ao Vai-Vai. Segundo o carnavalesco, dentro de outra agremiação não seria a mesma coisa. Outra coisa é a estética, que Sidnei diz que irá ser diferente das outras escolas do Especial. “Pode ser dois, porque eu vejo grandes trunfos: Primeiro é a identidade do tema com a escola. Ela está muito segura do que está falando, cantando e do que vai representar. Acho que o primeiro trunfo é que se esse enredo fosse feito em alguma outra escola que tivesse menos preocupação com o viés popular, soaria muito fake e ia ser muito artificial. Então primeiro é isso, eu acho que o Vai-Vai tem é o famoso lugar de fala. Está muito na moda falar isso, eu fico fugindo dessas palavras, hoje em dia todo mundo fala em ancestralidade e em lugar de fala, mas eu acho que no fim é isso. Apesar do termo meio surrado, ter lugar de fala para falar da rua, periferia, povo pobre e do preto oprimido, eu acho que não vai mais se construir em cima desses valores que a sociedade rejeita ou ignora. Acho que poucas escolas conseguem desfilar em São Paulo com enredo que tem. Em segundo, é o que a gente acabou de falar. Eu acho que o Vai-Vai se diferencia totalmente nesse carnaval das outras 13 do Grupo Especial na questão da plástica. Eu acho que muita gente que não entendeu esse enredo vai falar que está pobre, ou seja, mais uma vez reforçando esse pensamento euro centrado. São os dois grandes trunfos do Vai-Vai – É o enredo que fala com a sua identidade e também uma estética que se diferencia das outras para o bem e para o mal”, avaliou.

Conheça o desfile

Sidnei França explica todo os setores e contexto de alas e significado de alegorias. O carnavalesco fez questão de ser o mais detalhista possível.

Questionando São Paulo

“Toda a entrada do desfile é diferente. Abre-alas, todo aquele começo, baiana e o primeiro casal está ali também. A escola propõe uma volta em 100 anos atrás. Então o desfile de fato começa em 1922, quando vai questionar a Semana de Arte Moderna. A ideia é essa e quando eu falo questionar a Semana de Arte Moderna, é no contexto de que nós não invalidamos, não é isso, jamais, muito pelo contrário. É um momento histórico do Brasil onde refundaram valores artísticos e aflorou a identidade de um país que se assumiu tropicalista, miscigenado e sincretizado também. Então se você entender como era São Paulo em 1922, tinha muita roda de samba e grupos carnavalescos. Já existia o grupo Barra Funda, que é o embrião do Cordão Barra Funda, que depois virou o Camisa Verde e Branco, rodas de capoeiras, na Zona Leste já tinha a Tiririca que participava seu Nenê de Vila Matilde. A gente percebe que São Paulo já tinha uma efervescência preta, só que isso não entrou na Semana de Arte Moderna. A elite sempre preferiu se clausurar nos teatros, nos museus, nos grandes salões para celebrar a sua superioridade e não olhou para. Então nós não começamos falando de hip hop de fato. A gente começa debatendo uma São Paulo aristocrática, que na sua maioria das vezes não olha para rua com respeito, valorização e igualdade”.

Homenagem ao hip hop

“A gente vai para o segundo setor e aí sim a gente começa a homenagear o hip hop de fato. Então começa a falar sobre os 40 anos no Brasil dessa cultura. E aí a gente faz um passeio. Esse segundo setor é dividido em dois: A primeira metade, que é onde vem a bateria, vem bem perto do abre-alas. Depois a segunda ala depois do abre-alas. Então essa primeira metade do segundo setor homenageia o breaking. Então, por exemplo, a bateria vem vestida de Nelson Triunfo. Ele é uma espécie de um patrono de uma figura líder do movimento que primeiro era o funk e depois virou breaking no Brasil e que foi absorvido pelo hip hop. Então a primeira metade desse segundo setor é o breaking e a dança. E na outra metade nós vamos mostrar o rap. E aí é onde vem o segundo carro do desfile. O segundo carro é a união dos Mcs e dos DJs. Nesta segunda alegoria é onde nós vamos homenagear toda a vanguarda e velha-guarda do hip hop através dos grandes álbuns. Nós vamos falar do picho, que é uma modalidade que é considerada subversiva e até mesmo criminosa, porque muitas vezes o pichador ele não pede a autorização ou licença para pichar um muro, um prédio, uma fachada, uma empena de um prédio. Só que tem muita arte dentro da pichação, tem muitos códigos de cultura e de costura também. Nós vamos homenagear o picho e depois a gente vai homenagear o grafite, que hoje é uma modalidade de arte que no mundo inteiro é reconhecida. Eu também vou homenagear no desfile um projeto que eu conheci na zona leste de São Paulo, em São Mateus, chamado de Favela Galeria. Dentro da estrutura dessa favela, eles têm a intenção em algum tempo em alguns anos de ser a primeira favela na América Latina 100% grafitada. Telhado, parede, rua, escadão e viela tudo grafitado. A intenção deles é que drone e helicóptero passe e veja um distrito inteiro grafitado. E a gente vai tornar o sonho deles realidade no carnaval, porque o terceiro carro é uma favela 100% grafitada. Nós vamos grafitar uma homenagem pra Favela Galeria”

Inteligência no movimento

“O que que eu chamo de conhecimento hip hop que vai estar nesse último setor, por exemplo, as crianças vão abrir esse setor vestida de skatistas. O skate se aproximou do hip hop e passou a ser entendido como conhecimento hip hop, é esporte antes não se falava de esporte no hip hop com essa aproximação dos skatistas com os rappers com os b-boys e com os grafiteiros que é todo mundo da rua, né? Ocupa a rua então o skate acabou sendo abraçado e foi entendido como cultura de conhecimento. Outro exemplo, é agora que nós também vamos ter nesse último setor do desfile, é o breaking; Ele alcança a Academia Brasileira de Letras. Então já tem um movimento para o Mano Brown ser um Imortal da Academia Brasileira de Letras. Outra coisa que vai estar nesse último setor são as batalhas de rima que acontecem nas estações de metrô, nas praças e bibliotecas de São Paulo. Nós já temos as rodas e as pessoas ficam duelando. É o que eles chamam de poesia urbana”

‘Fogo na estrutura’

“Último carro é o próprio movimento manifesto paulistano. Então nesse último carro nós pretendemos ressignificar São Paulo a partir da ética hip hop. Então nesse último carro nós vamos trocar o lema do brasão de São Paulo ao invés do “Non Ducor Duco”. Vamos colocar algo que nos represente mais, então vamos tirar isso porque é em latim e nós não falamos latim. É um discurso, “Não sou conduzido. Eu conduzo”. É, ele é dominador, ele é aristocrata e substituindo. “Não somos invisíveis, existimos”, representa mais a verdade do Povo de São Paulo. Uma outra proposta que está nesse manifesto paulistano é queimar o Borba Gato. A ideia é a escola desconstruir, pichar e queimar o Borba Gato, que foi o que tentaram fazer agora em 2018. Outra ideia que a gente vai fazer é uma nova ocupação do MASP, porque o MASP representa a artística plantada na Avenida Paulista e que é o símbolo do capitalismo brasileiro. Nós vamos fazer macumba, nós vamos fazer despacho e o próprio MASP, ele vem com alguns dizeres, vai vir pichado com manifesto de reivindicação de direitos proletariado para o povo pobre preto. Nesse mesmo carro, por exemplo, nós vamos ter também várias placas de trânsito, de rodovias, de praças e de ruas rebatizadas. Então, por exemplo, nós vamos trocar a Fernão Dias por Madrinha Eunice e Raposo Tavares por Geraldo filme.

Ficha técnica
Quatro alegorias
Um tripé
2.600 componentes

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