O Paraíso do Tuiuti veio com o enredo “Batizado Ka ríba ti ye – Que nossos caminhos se abram”, mostrando na avenida os ensinamentos dos orixás e daqueles que povoaram o mundo, trazendo em suas almas a diáspora africana. A escola associou cada Orixá a uma dessas personalidades históricas, em que cada um seria o Orixá de cabeça dessas pessoas.

O primeiro setor da escola de São Cristóvão fez referência a grandes lideranças negras na política. No segundo setor, o Tuiuti homenageou artistas pretos de diferentes áreas, do Brasil e do mundo. A terceira alegoria do Paraíso se chamava “Wakanda – O reino do Pantera Negra”, em alusão ao premiadíssimo filme da Marvel, dirigido por Ryan Coogler.

Nas laterais da alegoria, componentes da escola vestidos como T’Challa, rei de Wakanda, ficavam pendurados em pêndulos que balançavam de um lado para o outro, criando um belíssimo efeito visual. A impressão que se tinha foi de que esses homens, que representavam o protagonista do filme Pantera Negra, voavam pela passarela do samba.

Eduardo Ferreira, 24 anos, aderecista da escola, falou sobre a preparação do grupo para executar a performance no carro. “Tivemos um mês de ensaios pra gente se acostumar com o movimento e se tornar uma coisa mais tranquila”. Ele conclui: “Poder estar aqui representando esse filme (Pantera Negra) é maravilhoso”.

“Tem muito a ver com a nossa história, do povo negro”, confessa Thiago Ramos, 32 anos, fisioterapeuta. Ele detalha o processo para chegar ao resultado apresentado na avenida: “A gente fez um teste, passou e desde então estamos ensaiando. E ninguém aqui é artista circense”.

Os quatro destaques do carro simbolizaram a sabedoria de Oxaguiã, o guerreiro da paz e da vida. O filme Pantera Negra foi escrito, dirigido e encenado por afrodescendentes, se tornando um verdadeiro sucesso de bilheteria pelo mundo todo, eternizando o herói e seu reino Wakanda.

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