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Se cobrando ao máximo, Império de Casa Verde ensaia frisando a primeira colocação

Tigre bateu na trave dois anos consecutivos, e agora quer a tão sonhada quarta estrela

O Império de Casa Verde vem se preparando cada vez mais para o Carnaval 2024. O ensaio do último domingo, foi marcado pelo astral que a comunidade impôs no samba-enredo do início ao fim. A escola, que homenageará Fafá de Belém, canta forte o hino embalado pelo intérprete Tinga. Houve uma rigorosa mudança no cronograma dos treinos da agremiação. Há muitos anos os ensaios eram realizados aos sábados em sua quadra, seja a antiga ou nova, algo que os componentes estavam totalmente adaptados. Entretanto, para o diretor de carnaval, Tiguês, essa alteração foi benéfica na dinâmica. “Para a gente foi muito positivo, porque sabíamos que tinha muita gente que começava tarde. Ensaio do Império era o Corujão, a gente sabia que era madrugada, então a galera acabava, de repente um casamento, tinha alguma coisa, trabalhou o dia inteiro, estava cansado e não vinha. E agora é domingo e começando cedo assim, acabando até 21h está bem tranquilo, a gente gostou bastante da experiência”, disse.

Perguntado sobre o ponto alto da escola no momento, o diretor, que é muito influente em absolutamente tudo dentro da agremiação, declarou que o samba novamente está sendo potencializado pela comunidade, mas que as cobranças de ajustes estão sendo feitas. “Acho que o ponto alto até agora é o samba, que virou mais uma vez. Os compositores foram muito felizes tanto na escrita quanto na melodia. É um grande enredo, é um grande projeto e agora a gente está acertando detalhes. Mesmo assim de cobrar canto, de componente, questão às vezes de uma coreografia ou outra, de tirar ou inserir coreografia, mas nada que seja preocupante. Então por enquanto só ponto positivo esperando as coisas chegarem”, completou.

Dança com permissão para criatividade

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rodrigo Antonio e Jessica Gioz, vai entrar na avenida no sábado de carnaval defendendo os 40 pontos conquistados em 2023. A dupla falou da preparação. Na fala da dançarina, já tem a opinião dela sobre as mudanças que se passam no quesito. “Esse processo está sendo muito bacana porque o tema que a escola escolheu é muito divertido, é muito amplo e a gente consegue colocar toda essa diversidade na nossa dança, na nossa coreografia, na nossa criatividade. A gente está gostando, participamos dessa mudança desde o início, com votação, com muita conversa. E para a gente vai ser bacana, porque entrou alguns tópicos diferentes, como ritmo, como dança, como criatividade. E a gente está bem confortável com isso, porque era uma coisa que a gente já vinha brigando pelo quesito e agora que foi concretizado, vamos ver o que vai dar”, declarou a porta-bandeira.

“Eu sou de candomblé, eu sou de Umbanda, minha mãe veio de Umbanda desde criança, então é um aprendizado, né? Porque quando eu falei, Murió, é o renascer das águas, é Oxum trazendo a vida novamente. Então a gente renasce para uma nova situação, uma nova postura de dança, é totalmente diferente do que foi o ano passado, que falou de tambor africano, Oxum vem com aquela leveza, com a calma. A gente vem trabalhando uma outra situação, mesmo os explosivos como a gente vê, que todo mundo fala, nossa, eles são muito, mas a gente está vindo com uma diversidade totalmente diferente, né? Que é parar as águas, mesmo as águas sendo fortes e calmas, a gente vem trazendo uma calmaria e uma explosão. Então vai ser super diferente, a gente trabalhando e que Oxum, que as caboclas sempre abençoem a gente, vamos para cima, vai ser uma surpresa diferente esse ano”, completou o mestre-sala.

‘Sem balanço’ do Tigre

O intérprete Tinga está cada vez mais empolgado junto à nação imperiana. No ensaio ele não parava de agitar os componentes. Ele está fazendo um trabalho que é além de um intérprete: Colocando todas as alas para vibrar intensamente. “A comunidade está chegando bonita, cantando forte, está muito feliz com o nosso samba e com nosso enredo, que é essa homenagem à Fafá de Belém. Se Deus quiser vamos fazer um grande desfile mais uma vez e levar a força da nossa comunidade. Vai ser mais um desfile lindo como no ano passado”, declarou.

De acordo com o cantor, o samba para 2024 será igual ao do último carnaval, que foi uma sensação de São Paulo. Um samba lindo. A rapaziada faz encomenda, mas sempre tem a preocupação de fazer o melhor. Esse ano eu estava lá com eles na composição e tinha a preocupação, porque o samba do ano passado era muito bom. Esse ano tinha que pelo menos chegar perto do nível, mas eu acho que ficou igual. Ficou alegre, melodia bonita, letra forte e se Deus quiser vai ficar bonito na avenida”, afirmou.

‘É Casa Verde, vem ouvir a batucada’

A bateria ‘Barcelona do Samba’, junto com o samba-enredo foi uma das sensações do último carnaval. Com bossas juntas de coreografias, levantou as arquibancadas do Anhembi. O responsável por isso, mestre Zoinho, comentou de possíveis mudanças visando 2024. “A gente pegou um samba que, querendo ou não, ele marcou a história, né? É um dos sambas que vai entrar para a galeria dos que marcaram a história no Samba de São Paulo, no Carnaval de São Paulo. É um samba muito cantado, a gente consegue perceber isso em todo lugar que a gente vai se apresentar. A galera se amarrou muito nesse samba de 2023. A gente não ganhou o campeonato, mas é um samba que marcou. Isso aí foi importante e não tem como negar. Agora, esse ano é uma outra história, né, cara? A gente vem com um samba popular também, um samba que vem falando de uma artista, que é a Fafá de Belém, muito popular, muito querida. Mas é um outro samba, é uma outra história, é um outro apelo. Mas a gente está fazendo um bom trabalho. E o trabalho, aos pouquinhos, a gente está conseguindo colocar no mesmo patamar do ano passado”, declarou.

O músico diz ter estudado Fafá de Belém para ter noção do que implantar na avenida. “A gente estudou bastante. Tudo o que ela faz, a musicalidade dela e os ritmos também. Então a gente está preparando algumas surpresas aí e vocês podem aguardar que é a bateria do Império com certeza. A bateria é aquela surpresa bonita, a galera fica esperando. É uma galera que espera a bateria do Império fazer alguma coisa ousada. E esse ano não vai ser diferente. A gente está se preparando aí e a galera pode esperar que vai ter coisa boa, vai ter novidade. Vamos levantar a galera lá no Anhembi”, contou.

Por fim, o mestre falou que tem ótima relação com o intérprete Tinga, e que isso vem antes do trabalho no Império de Casa Verde. “É um time entrosado já. Eu estou entrosado com o Tinga há anos. Não é de agora, porque a gente trabalha junto já faz um bom tempo. Só que agora estamos juntos dentro do Império. E assim, o entrosamento veio desde o primeiro dia do Tinga até hoje, a gente se entrosou legal. Falamos a mesma língua, entendeu? Eu sei como é que ele gosta de cantar, eu sei como é que a bateria tem que agir com o canto. Então, pra gente ficou muito mais fácil”, finalizou.

Outros destaques

Ao todo, foi um ensaio bem produtivo da escola. Notou-se que as lideranças estão ensaiando bastante a entrada na introdução do samba-enredo. Os componentes dançam de um lado para o outro da quadra no refrão do “emoriô” e depois entram após os acordes corretos do cavaco. Esse movimento foi repetido duas vezes com sucesso e, após, o treino começou para valer.

Também chamou atenção o intérprete Tinga, indicando como o componente deve se comportar no ensaio. O tempo todo ficava dizendo “balança o corpo de um lado para o outro”. O cantor está sendo bem atuante e importante nessa questão da evolução e canto da escola.

No final do ensaio, o diretor de carnaval, Tiguês elogiou o desempenho, mas cobrou ainda mais preparo, pois sentiu que o ritmo caiu durante o ensaio, e que isso não pode acontecer na avenida. Também frisou que todos devem melhorar a cada semana que passa com o objetivo de conquistar o título. O discurso é que não vai aceitar bater na trave novamente, visto que nos dois últimos anos, a agremiação ocupou a terceira colocação.

Vale destacar a ala ‘Tiger Show’, que estava animada a todo instante e com traje típico da região norte, como cocares nas cabeças simbolizando os indígenas.

Mais fotos do ensaio

Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO
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