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Rosas de Ouro leva enredo de cura para a avenida e crítica social rouba cena

Abre-alas, esteticamente perfeito e o último carro, onde a crítica social em cima do atual governo foi pesada, foram destaques do desfile

Sexta escola a desfilar neste sábado, o Rosas de Ouro impactou com sua comissão de frente e suas alegorias. O abre-alas, esteticamente perfeito e o último carro, onde a crítica social em cima do atual governo foi pesada, foram destaques do desfile. Devido a isso, se ouviu alguns gritos de ‘fora Bolsonaro’ das arquibancadas. Porém, o enredo da escola fala de cura e, a Roseira, contou os diversos tipos disso. A harmonia da escola e a ‘Bateria com Identidade’, fazendo várias bossas durante toda a avenida, se destacaram. * VEJA FOTOS DO DESFILE

Comissão de frente

A comissão de frente simboliza um ritual dos xamãs para evocar deuses, com o intuito de buscar a paz. Dentro do ato, vimos um elemento alegórico com que tinha árvores, onde em determinados momentos, os integrantes subiam, enquanto outros evoluíam pela pista e demonstravam as feições de um ritual xamã. Os componentes da ala queriam transparecer que estavam com uma energia diferente, realmente se conectando com outro mundo. Vale destacar as fantasias e maquiagens. As encenações também foram muito reais. Dá para dizer que a comissão de frente da Roseira, foi uma apresentação à parte.

Harmonia

O samba da Rosas de Ouro, foi um dos primeiros a ser escolhidos. Foram poucos meses após o término do carnaval de 2020. Sendo assim, muitas pessoas ouviram bastante e, além disso, o hino tem uma ótima melodia e letra. Devido a isso, todas as apresentações em que a Rosas de Ouro passou, o hino foi entoado com força. No desfile não foi diferente. Logo na arrancada, ouvia-se um som muito forte da arquibancada dentro do canto do samba e, sobre a comunidade, se repetiu o que foi visto em todos os ensaios. Tudo muito bem executado. O intérprete Royce do Cavaco teve um desempenho satisfatório e conseguiu conduzir a comunidade. Os apagões da bateria, também serviram para perceber o sucesso da harmonia da escola

Mestre-sala e porta-bandeira

O casal Everson Sena e Isabel Casagrande, desempenharam sua dança de maneira correta. Os giros e o samba da porta-bandeira e o samba no pé simultâneo do mestre-sala, foram totalmente sincronizados. Além disso, dentro da coreografia do samba, eles paravam e apontavam um para o outro no mesmo instante. Um a frente do outro, totalmente alinhados. Movimento difícil de executar, porém foi feito com sucesso. Destaque também para a linda fantasia da dupla, nas cores branco, rosa e dourado. Combinando com o pavilhão. Com certeza, uma das melhores vestimentas de casal de mestre-sala e porta-bandeira deste carnaval.

Enredo

O intuito do Rosas de Ouro é mostrar os diversos tipos de curo, seja através de qualquer tipo de fé, como o catolicismo, religiões afro, xamanismo, indígenas, ciências e tudo que envolve a cura. Dentro disso, a proposta foi entregar um desfile que não tivesse luxo e, sim, uma leitura tranquila. Para isso, a escola levou tripés, para que o tempo todo o público pudesse ter informações. O primeiro setor levou a cura através da ancestralidade, com alas simbolizando vários tipos de rituais. O segundo setor, mostrou a cura através da magia, feitiçaria e mitologia, mostrando elementos da natureza, como rituais de fogo e água. O terceiro setor levou a fé para a avenida. Alas de benzimento, falsos rituais e rituais bíblicos, foram destaques. Fechando os setores, a ciência se mostrou presente. Destaque total para a última alegoria. Colocaram personagens da escola, esculturas com o vidro de vacina com a mensagem de ‘vacinas salvam vidas’ e, uma encenação com uma crítica direta ao presidente da república.

Evolução

O andamento das alas e alegorias da escola, foi irregular. Algumas vezes a escola acelerava e outras, parava. Não havia um equilíbrio e não sabia o que fazer. Porém dentro das alas, as coisas saíram de maneira correta. As fileiras ficaram bem posicionadas e não houve invasões de alas e, o recuo de bateria, também foi executado de maneira satisfatória. A coreografia padronizada da escola é detalhada, mas o destaque vai para o refrão do meio, onde há giros dentro da palavra Aruanda e o sinal de amém logo após.

Samba-enredo

Como analisado antes, o samba do Rosas de Ouro, pegou logo após a pandemia, por ser escolhido cedo e ter feito sucesso. A arquibancada cantou, a comunidade repetiu o ótimo desempenho dos ensaios e o intérprete Royce do Cavaco teve uma atuação satisfatória. As partes mais cantadas foram o refrão principal, o refrão do meio e a última estrofe. Destaque principal para o verso: ‘entenda que o samba

Fantasias

A escola optou por fazer fantasias mais simples. A partir do segundo setor, não houve tanto luxo nas alas. Como dito anteriormente, aparentemente, houve uma opção de fazer algo de mais facilidade de leitura. Vale destacar a primeira ala das baianas, que estavam vestidas todas de brancos e, passaram pela avenida, jogando pipocas. Porém, mesmo sem o luxo, houve muito colorido e um material bem acabado. O destaque das fantasias, vai para as alas 3 (Rituais africanos – magia, cores e poder) e 6 (O “Encantador de elfos”).

Alegorias

Nomeado como “A bênção meu velho”, a primeira alegoria simboliza Obaluaê, que é o orixá da saúde. Na cor prateado e preto, o abre-alas, levou uma gigante escultura de Obaluaê segurando o pavilhão da escola, além de vários elementos afros dentro dessa alegoria. Vale destacar o tamanho. Um carro que ocupo grande parte da pista.

A segunda alegoria da escola tinha um grande palácio com a escultura de um deus egípcio e estava nomeado como “Evoco os Ancestrais”. Detalhes em dourado brilhoso foi o destaque na pista. A terceira alegoria, mostrou uma concepção totalmente diferente. Cores inteiramente em dourado, representou os diferentes tipos de ver o catolicismo. Isso foi mostrado com um impactante Jesus negro no centro do carro alegórico.

A última alegoria, fazia referência à saúde e às vacinas. No topo, havia esculturas escrito “vacinas salvam vidas”. No centro, uma encenação impactante. Talvez a maior do carnaval em questão do momento político em que vivemos. Um homem, representando o presidente da república e outra pessoa, segurando uma seringa na forma de arma, encenavam. Essa segunda pessoa apontava a seringa para ele e o próprio, virava um jacaré. Nas arquibancadas, algumas pessoas chegaram a gritar “fora Bolsonaro”.

Outros destaques

A ‘Bateria com Identidade’, regida por mestre Rafa, passou fazendo várias bossas. Destaque para o apagão dentro do primeiro refrão. E também, a bossa da última estrofe. As caixas e os surdos de terceira se destacaram. No recuo, a batucada saiu e entrou duas vezes. Fizeram aquela ‘graça’. A batucada também executou o “onipaje”, toque de Obaluaê no candomblé.

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