Henrique Billucka não resistiu à súbita perda de seu grande amigo, Cláudio Cardoso (falecido há menos de dois meses), nos deixando na manhã desta quarta-feira. Visivelmente debilitado durante o velório do seu grande irmão de ritmo, Henrique convivia com a diabetes, o que ajudou a agravar seu quadro clínico.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Henricão foi responsável por formar um número significativo de ritmistas ao longo dos anos. Dono de uma personalidade brincalhona, o assunto era bem sério quando a prioridade era passar lição musical. Inúmeros são os que se sentiram verdadeiros órfãos musicais com essa triste notícia. Além das valiosas instruções sobre ritmo, Henrique era conhecido pelo coração imenso, por ser um indivíduo acolhedor e carinhoso com qualquer um que chegasse com humildade buscando conselhos musicais.

Notabilizou-se pela parceria com Mestre Claudinho dirigindo em dupla as baterias do Arranco do Engenho de Dentro e Acadêmicos da Abolição. Também foi professor na escolinha Tamborim Sensação, sem contar os cargos na direção de bateria de algumas escolas, tais como, Unidos da Tijuca, Paraíso do Tuiuti, Mangueira e Acadêmicos do Cubango.

O legado musical deixado por mestre Henrique Billucka é simplesmente eterno. Seus alunos, por onde estiverem, vão difundir os conceitos de ritmo absorvidos por alguém que doou grande parte de sua vida a estreitar relações dentro do mundo do samba, propagando seus conhecimentos por aí. Onde estiver tocando um discípulo musical, seu legado estará devidamente representado, bem como se as lições musicais seguirem passando adiante se difundirá.

Que nosso Henricão siga o apito do Claudinho pelo reino dos céus para fazerem um gurufim daqueles pelo paraíso! A saudade entre os irmãos de ritmo foi tão grande, que não foi possível permanecerem separados. Que Henrique Billucka tenha uma passagem de luz e esse reencontro divino seja regado a muita musicalidade. Deixamos registrados nossos sentimentos a toda a família, amigos e conhecidos.