A estratégia do samba-enredo encomendado deu muito certo e conquistou os componentes do Paraíso do Tuiuti. Para o Carnaval 2020, a escola apostou novamente no modelo e contou com um time renomado de compositores para produzir a sua obra: Moacyr Luz, Cláudio Russo, Aníbal, Pier, Júlio Alves e Tricolor. Ao site CARNAVALESCO, eles falaram que o grande diferencial foi a ótima sinopse feita pelo carnavalesco João Vítor Araujo, que esse ano substitui Jack Vasconcelos.

Moacyr Luz revelou que os compositores receberam bastante liberdade da diretoria para realizar o trabalho.

“A tendência para o futuro do samba encomendado é que o carnavalesco se aproxime do compositor. Isso ainda não aconteceu muito. Fizemos mais com a sinopse, mas sempre mostrando para o presidente, aliás, nunca houve interferência”, disse o músico.

Cláudio Russo elogiou o trabalho do carnavalesco e ressaltou a importância de uma boa sinopse para o trabalho dos compositores.

“A gente foi pela sinopse. O texto (feito pelo jornalista João Gustavo Melo) é muito bom. Acho que não há nenhum grande distúrbio. Depois foi aprovado pela direção da escola que mostrou para o carnavalesco. As vezes uma sinopse que o compositor não se identificou muito pode ser que vá para o outro lado. Mas nesse samba graças a Deus não foi o caso”.

Moacyr Luz também comentou a decisão de algumas escolas de optarem pelo caminho da encomenda de samba.

“Eu acho que talvez aconteça um equilíbrio maior. A disputa estava ficando desleal em forma financeira. Aquele que conseguia botar o bloco na rua com mais dinheiro acabava ganhando em relação às vezes ao melhor samba que a parceria tinha menos recurso. Uma hora chega o bom senso, as vezes quando você quer mudar, exagera um pouco na mudança, depois baixa um pouco a bola”.

Sobre o samba, Cláudio Russo contou a parte que mais gostou da obra.

“A gente fez com muito cuidado, muito capricho, temos uma história muito bonita na Tuiuti. E o enredo é muito bom. Um Rio de janeiro que precisa muito dessa ajuda divina. E nós gostamos do samba todo e em especial o refrão final ‘No morro do Tuiuti, No alto do terreirão’. Vai ser um refrão que vai marcar”.

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