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Passistas da Em Cima da Hora mostraram a importância da leitura na luta pela liberdade

As passistas da Em Cima da Hora trouxeram para avenida neste sábado, no segundo desfile do Grupo de Acesso, a historia de Esperança Garcia. Uma mulher negra escravizada que virou voz da resistência e lutou contra a escravidão. A azul e branco, em sua ala nove, mostrou o poder da leitura e da escrita. As passistas, representando Esperança, exibem em sua fantasia ‘horrores e abusos’ a luta de uma mulher que encontrou na leitura e escrita seu poder de luta e resistência.

A fantasia das passistas não é pesada nem complicada. Elas usaram um body dourado escuro, com um cinto na altura da barriga. Meia-rastão marrom, ombreiras com detalhes dourados e um chapéu dourado e laranja compõe a fantasia. Para as passistas, a fantasia deixa elas livres para poder desfilar na avenida.

“É muito leve, a gente tem os braços livres para poder sambar. Muitas fantasias não permitem isso. [….] O passista é a alma do samba, e o samba da Em Cima da Hora fala sobre uma mulher preta. A maioria dos passistas são pessoas pretas”, disse a passista, da Em cima da Hora, Renata Cristina. Ela estava ansiosa para representar a escola no desfile do grupo de Acesso. Renata, assim como Esperança, é advogada e mulher negra.

As passistas tiveram a responsabilidade de levar para avenida a importância da leitura e escrita, extremamente relevante na luta de Esperança pela liberdade.

“A fantasia enaltece a leitura e escrita. […] É liberdade. […] O aprendizado é algo que a gente pode levar pra sempre na nossa vida. Ninguém tira de você o que você aprendeu lendo, ninguém tira a escrita de alguém. O aprendizado é uma riqueza pra vida toda”, explicou Maria Angelica, mulher negra e empresária, desfila há cinco anos na avenida.

Para as passistas da azul e branca, representar esse símbolo de resistência é uma causa maior. “É um fruto de muito esforço dos nossos coordenadores. […] A leitura e escrita representa o futuro da nossa nação e precisamos incentiva-la”, diz Dandara Barbosa, mulher negra e dona de casa, é passista por mais de dois anos.

A Em Cima da Hora foi a quarta escola a desfilar, no Grupo de Acesso, neste segundo dia desfile. A escola trouxe a vida de Esperança Garcia, primeira advogada negra do Brasil.

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