InícioGrupo EspecialPanorama das baterias que desfilam nesta sexta-feira no Grupo Especial do Rio

Panorama das baterias que desfilam nesta sexta-feira no Grupo Especial do Rio

A proposta do panorama pré desfile é informar o que se aguarda das baterias do Grupo Especial no geral, além de pontuar o que se espera de uma a uma individualmente. Muitas das vezes, além da produção sonora, uma bateria busca passar algum aspecto cultural envolvido ao enredo da escola de forma musical, agregando inestimável valor ao ritmo. A intenção desse conteúdo, portanto, visa garantir ao leitor uma quantidade de informações mínimas, no intuito de guiar os sambistas e apreciadores de ritmo, proporcionando uma absorção musical mais fluída de cada bateria.

No dia do desfile oficial após a passagem de cada escola será publicado um texto, analisando a bateria pela pista e pontuando as passagens pelos módulos de julgadores. Numa análise que, além de exaltar fatores positivos e mencionar peculiaridades de cada ritmo, também fará ponderações de caráter técnico, levando em conta as apresentações das baterias para os jurados. No final de cada dia de desfile será gravado um vídeo contendo um apanhado geral sobre os ritmos, resumindo as passagens de cada bateria como quesito.

Imperatriz Leopoldinense

A bateria Swing da Leopoldina (SL) de Mestre Lolo trará para a Sapucaí um ritmo de qualidade, com concepção criativa complexa e uma educação musical exemplar. Uma bateria da Imperatriz Leopoldinense com sonoridade acima da média é aguardada, assim como uma fluência rítmica entre os diversos naipes. As paradinhas possuem refino na concepção musical, além de elevado grau de complexidade na execução. Destaques para a bossa do refrão do meio (com direito a retomada fazendo alusão à bateria da Mocidade Independente) e para a musicalidade da paradinha na segunda do samba.

Mangueira

A bateria da Mangueira de Mestre Wesley unirá o tradicional ritmo mangueirense à uma paradinha complexa, dividida em breques que potencializará sua sonoridade. Vale destacar o papel dos atabaques nos breques, imprimindo boa musicalidade e auxiliando na retomada do ritmo. O surdo mor será responsável por produzir seu balanço peculiar, junto com a batida de caixas rufadas, que também é uma característica da bateria da Mangueira. Tudo acompanhado por um complemento de peças leves sólidas, incluindo uma ala de tamborins com toque atrelado à identidade musical da Mangueira.

Salgueiro

A bateria Furiosa dos Mestres Guilherme e Gustavo levará para a Avenida um ritmo com a tonalidade grave, característica própria da afinação de surdos da escola. Marcadores vibrantes serão responsáveis por ditar o andamento que irá atrelar o trabalho da cozinha a um acompanhamento consistente das peças leves da bateria do Salgueiro. As paradinhas da bateria salgueirense mesclarão complexidade sonora à interação audiovisual. A bossa de maior impacto nesse sentido será a do refrão principal do samba, onde ritmistas unirão ritmo a movimentos sincronizados pela pista.

São Clemente

A Fiel Bateria sob o comando de Mestre Caliquinho buscará dar leveza com seu ritmo ao samba clementiano. A tradicional subida de quatro dos surdos da escola se fará presente na cozinha da bateria da São Clemente. Assim como um acompanhamento de peças leves que acrescentem musicalmente ao ritmo produzido e auxiliem na execução das paradinhas. As bossas da bateria da São Clemente unem boa sonoridade à arranjos musicais pautados pela melodia. O destaque musical deverá ficar com a paradinha da cabeça do samba, que inicia ainda no último verso do refrão principal.

Unidos do Viradouro

A bateria Furacão Vermelho e Branco de Mestre Ciça exibirá um ritmo voltado para a interação popular. Com um naipe de caixas de guerra carregando o instrumento no braço como identidade, a bateria da Unidos do Viradouro produzirá sua sonoridade característica. Tudo alinhado com um acompanhamento de peças leves acima da média. As paradinhas da bateria seguem a linha da ousadia rítmica, fazendo com que as notas alongadas do melodioso samba da escola ecoem em coro. O destaque audiovisual ficará a cargo da bossa com solos de múltiplos instrumentos, inclusive com a adição sonora de pratos.

Beija-Flor de Nilópolis

A bateria Soberana dos Mestres Rodney e Plínio se apresentará dando ênfase a fluidez rítmica entre os naipes. Com sua afinação característica de surdos, o molho da parte de trás do ritmo será acentuado pelo toque identitário das frigideiras nilopolitanas. Tudo acompanhado por um complemento de peças leves sincronizadas. Os breques e paradinhas da bateria da Beija-Flor se aproveitarão das nuances do samba da escola, consolidando seus arranjos musicais através da melodia da obra. O destaque ficará por conta da musicalidade presente na bossa do refrão do meio.

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