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Série ‘Barracões’: Império da Tijuca une duas estéticas para falar da energia vital do Axé guiado por Carybé

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Após ficar injustamente em nono lugar da Série Ouro no Carnaval 2022, o Império da Tijuca aposta em uma dupla de carnavalescos com estilos diferentes, porém complementares, para compor o enredo deste ano: Junior Pernambucano e Ricardo Hessez. O primeiro império do samba vem com o enredo “Cores do Axé”, uma proposta que se inspira na documentação artística do pintor argentino Carybé sobre o Axé enquanto energia criadora, os orixás, os terreiros, a baianidade e as festividades.

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Fotos: Matheus Vinícius/Site CARNAVALESCO

“Inicialmente, o Junior chegou com uma proposta de enredo afro para a escola, que era a pegada dos enredos que ele fazia no Império da Tijuca que inclusive levou a escola para o Grupo Especial em 2013. Com o pensamento de um enredo afro, ele trouxe a temática do Axé. A partir da visão do Junior, a gente começou a fazer pesquisas. Assim, chegamos a referências do Carybé”, disse Ricardo Hessez.

Para unir as estéticas díspares dos integrantes da dupla, as obras de Carybé foram essenciais. O artista plástico argentino, mas de alma baiana, viveu no século XX, se encantou com a cultura afro-brasileira e foi uma figura importante porque pôs em tela e em escultura muitos elementos que faziam parte da tradição oral dos terreiros. A construção de um conceito de baianidade passou pelas suas mãos tanto quanto por outras renomadas personalidades, por exemplo, o cantor e compositor Dorival Caymmi, o fotógrafo Pierre Verger e o escritor Jorge Amado. Por isso ele foi escolhido para ser reverenciado pela escola.

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Carnavalesco Ricardo Hessez

O Império da Tijuca vai contar a trajetória da energia Axé desde a criação do mundo até o cotidiano pela ótica deste homenageado por meio de três carros alegóricos e um tripé, desfilando com cerca de 2500 componentes. A comunidade do Morro da Formiga está engajada com o enredo por conta da identificação com a narrativa elaborada e da qualidade do samba, segundo Hessez. O carnavalesco adiantou a descrição de uma das alegorias que representa a união da estética mais limpa e objetiva dele com a forma mais barroca de seu parceiro Junior Pernambucano.

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“Tem um momento interessante no meio do desfile, no segundo carro da escola, que é justamente a visão de dois artistas diferentes. É uma homenagem aos assentamentos da escola, porque o assentamento é a fonte de Axé do terreiro. Nós temos um para Oxum e outro para Ogum. Assim, a gente exercita as duas características. Oxum ficou a cargo do Junior, que é mais barroco, e Ogum ficou mais à minha responsabilidade, que é parte de ferragem aparente, é um assentamento mais enferrujado. “Vai ser um desfile que vai mesclar essas duas imagens, esses dois modos de fazer Carnaval, acho que de uma forma, principalmente, muito colorida. Vai ser um desfile extremamente colorido”, afirmou Ricardo.

Um ponto de encontro chamado Carybé

Nome conhecido pelos foliões da Formiga, Junior Pernambucano está envolvido com escola de samba desde muito jovem, já que seu pai fundou uma agremiação na sua cidade natal Goiana, em Pernambuco. Veio fazer Carnaval no estado do Rio de Janeiro, em 2000, em Três Rios. Em 2013, ele ingressou nos desfiles da Marquês de Sapucaí estreando como campeão do Grupo de Acesso A pela verde e branco da Tijuca. Ele também foi responsável pelo enredo “Batuk”, de 2014, no Grupo Especial que encantou o público, mas não garantiu a permanência da escola na elite do Carnaval carioca. A experiência de Junior com essa comunidade é uma das coisas tranquiliza Ricardo Hessez em sua estreia na Sapucaí.

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“Ter o Junior do meu lado é uma coisa muito positiva para mim, porque é uma pessoa que já tem uma experiência gigantesca principalmente com o Império da Tijuca. Então eu não cheguei na escola leigo, o Junior já me deixou a par do que a gente conseguiria fazer aqui. Apesar de estar nervoso, eu sei que vai ser [um desfile] muito legal e muito bonito”, comentou Hessez.

No Carnaval desde 2017, Ricardo Hessez já participou de desfiles como assistente, por exemplo, do carnavalesco Jorge Silveira durante quatro anos. Ele sabe que estrear na Sapucaí a responsabilidade é muito grande. No seu currículo, ele tem passagem por Viradouro, São Clemente, Botafogo Samba Clube e pela paulistana Dragões da Real.

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“Eu trabalhei anos com Jorge Silveira, então ele é inegavelmente uma das minhas referências para fazer Carnaval, que é um Carnaval mais limpo [esteticamente]. Alex de Souza e Leandro Vieira são referências que eu levo. Eu sou o tipo de carnavalesco que gosta de ver o ferro, que gosta das formas limpas”, contou Ricardo.

O trabalho em equipe vai ser uma marca dessa dupla na Avenida. “A gente tenta unir o útil ao agradável. Eu faço a alegoria e o projeto e Junior compõe com o que é dele. Eu acho que o que controla essa situação toda é, justamente, o Carybé. Então temos três artistas trabalhando na escola de forma involuntária”, revelou Ricardo sobre a dinâmica desenvolvida pelos dois para colocar esse desfile da Passarela do Samba.

Conheça o desfile do Império da Tijuca

O Império da Tijuca será a sétima escola de samba de sábado a desfilar pela Série Ouro, ou seja, a penúltima escola do grupo. A agremiação virá com três carros alegóricos, um tripé e cerca de 3000 componentes para narrar a beleza do Axé como energia vital que transita por tudo, desde os orixás até uma concha de feijoada.

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Setor 1: “Vamos falar do axé como força criadora, que movimenta, que passa de um para o outro, da energia. No começo, a gente brinca que o artista pinta de Axé essa tela em branco. O Carybé é esse artista. Só que mesclamos o Carybé com a história do enredo. Por exemplo, no começo, os orixás só vestiam branco, então vamos levar em consideração a tela em branco também. A partir dessa tela em branco a natureza surge, as cores surgem, os elementos surgem, e tudo isso foi documentado pelo Carybé. Nesse 1º setor, falaremos de mitologia. A mitologia através do Axé: o Axé criando a natureza, da natureza nascendo os orixás e dos orixás nascendo os preceitos do terreiro”.

Setor 2: “Os preceitos vão para o 2º setor da escola. Nos preceitos do terreiro, mostramos os personagens que compõem o terreiro, os instrumentos que compõem cada orixá e esses movimentos religiosos do terreiro, a música através dos ataques dos ogãs, as oferendas relacionadas aos orixás. Tudo isso emana Axé. Até chegar no assentamento do terreiro, que é uma homenagem a Oxum e Ogum para a escola”.

Setor 3: “A gente passa o Axé de dentro do terreiro para as ruas e para as ladeiras. A partir daqui a gente documenta festas da Bahia. Falamos da Lavagem do Bonfim, do 2 de Fevereiro, festa para Iemanjá, da festa para Xangô, que é São João. Esse é o 3º setor”.

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Setor 4: “No 4º setor falamos do Axé enquanto troca. Depois dessa festa, tem o contato físico da dança, da capoeira, da dança dentro do Carnaval, do Axé que a gente sente dentro de uma escola de samba. A gente fala desse Axé compartilhado dentro da concha de feijão, que é um dos quadros do Carybé. Tradicionalmente, o Império da Tijuca tem uma festa em homenagem a Ogum, que é uma feijoada importante para a escola, e o Ogum é sincretizado com São Jorge. Através dessa concha de feijão distribuída pela baiana, cada conchinha de feijão contém um pouquinho de Axé e os preceitos da escola. E a gente fala também do pavilhão do Império da Tijuca. O pavilhão é a fonte do axé de cada escola de samba. Quando a porta-bandeira gira, ela está emanando e espalhando Axé. E tudo isso foi documentado por Carybé”.

Imperatriz Leopoldinense se torna Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio de Janeiro

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A Imperatriz Leopoldinense se tornou patrimônio cultural e imaterial do Rio de Janeiro. Com a finalidade de preservar a cultura do samba, da música e da história, bem como na divulgação da quadra da agremiação, que fica no bairro de Ramos, Zona Norte do Rio, para ensaios e visitação turística, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publicou a medida no Diário Oficial do Estado através da Lei Nº 9.933, de 15 de dezembro de 2022, de autoria do deputado Valdecy da Saúde.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“A Imperatriz tem um legado para a cultura brasileira através de enredos nacionalistas que exaltam a cultura do nosso povo e da nossa história. Somos reconhecidos por uma grande discografia, com sambas antológicos. Estamos muito gratos com este presente e reconhecimento da Alerj com a nossa que escola, que pertece a todo o povo do Rio de Janeiro”, comemora esse grande feito da sua gestão a presidente da agremiação Cátia Drumond.

Fundada em 6 de março de 1959, a Imperatriz Leopoldinense ganhou notoriedade no Carnaval após a chegada de Luiz Pachedo Drumond à presidência, em 1974. Como marca de sua gestão, Luizinho trouxe nomes consagrados da folia, como Arlindo Rodrigues e Dominguinhos do Estácio, conquistando os títulos de 1980 e 1981. Nos anos 90, contratou Rosa Magalhães, numa parceria que rendeu outros cinco campeonatos. Como legado, sua filha, Cátia Drumond, seguiu os passos do pai ao contratar um grande artista para o projeto artístico leopoldinense, o carnavalesco Leandro Vieira.

Ao todo, a Imperatriz Leopoldinense é detentora de oito títulos do grupo principal: 1980, 1981, 1989, 1994, 1995, 1999, 2000 e 2001. Sendo que em 1980, 1989 e 2001 foi campeã obtendo nota máxima em todos os quesitos. Desfilou pela primeira vez em 1960, com um enredo em homenagem à Academia Brasileira de Letras. Em 1972, ganhou destaque após fazer parte da novela “Bandeira 2”, da Rede Globo. Naquele ano, apresentou o enredo “Martim Cererê”, conquistando o 4.º lugar. O samba-enredo foi o primeiro a ser incluído em uma trilha sonora de telenovela. Em 2012, outro samba da escola – “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!” – do carnaval de 1989, seria o primeiro samba-enredo utilizado como tema de abertura de uma telenovela. Nesse caso, na novela “Lado a lado”, também da Globo.

Acidente deixa três feridos no barracão da Tom Maior

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Um acidente envolvendo um guindaste ocorreu nesta quinta-feira, por volta das 15h20, no barracão da Tom Maior, localizado na Fábrica do Samba do bairro Bom Retiro. De acordo com o Corpo de Bombeiros, três pessoas ficaram feridas após serem prensadas pelo veículo pesado durante a movimentação de uma carga dentro do local destinado à escola do Sumaré. O helicóptero Águia-17 foi acionado para auxiliar o transporte das vítimas, que foram levadas ao Hospital das Clínicas. Os profissionais, oriundos de Parintins-AM, não correm risco de vida.

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Foto: Reprodução de TV

Procurada pelo site CARNAVALESCO, a Liga SP emitiu a seguinte nota: ”Na tarde desta quinta-feira (02/02/2023), prestadores de serviço da Escola de Samba Tom Maior sofreram um acidente de trabalho quando se encontravam no galpão de uso exclusivo desta agremiação, onde a mesma produz suas alegorias.

Toda a assistência necessária foi prestada pelo Corpo de Bombeiros e os prestadores de serviço foram prontamente socorridos e encaminhados ao hospital.

A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo ressalta que os galpões de uso de suas associadas, localizados na Fábrica do Samba, são munidos de equipamentos de proteção e os prestadores de serviços e artistas devidamente orientados a executar suas atividades em segurança. Ademais, a Escola de Samba Tom Maior está prestando toda a assistência aos trabalhadores e seus familiares”.

De oito a dez: Mudança na atribuição das notas promete impactar o resultado do Carnaval 2023 em São Paulo

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Uma novidade que promete impactar o resultado do Carnaval 2023 em São Paulo veio a público após a realização do curso de preparação dos jurados para os desfiles deste ano. De acordo com a nova regra, cada julgador poderá atribuir notas de oito a dez fracionadas em décimos, totalizando 21 notas possíveis de serem atribuídas ao desempenho de cada escola de acordo com os critérios previstos no regulamento.

Até o ano passado, as notas eram atribuídas de nove a dez com fracionamento também em décimos, o que na prática tornava uma nota “9.0” equivalente a uma nota zero, com cada décimo perdido equivalendo a 10% do total da pontuação dada pelo julgador. Para que o peso de uma dedução refletisse melhor a realidade, os descontos aplicados pelos jurados dependiam de um acúmulo de erros cometidos pelas escolas. Mas o leque de notas possíveis baixo, somado ao alto nível das disputas dos últimos anos, acabou causando o fenômeno popularmente conhecido como “chuva de dez”, com todas as agremiações recebendo a nota máxima de todos os jurados em alguns quesitos.

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Foto: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

As expectativas dos apaixonados por carnaval para os desfiles de 2023 são as melhores possíveis. Com a Fábrica do Samba localizada no Bom Retiro totalmente inaugurada, a promessa é de um nível de disputa jamais visto, afinal pela primeira vez todas as escolas de samba estão com uma estrutura de igual nível para produzir seus projetos.

O aumento do número de pontuações possíveis faz parte de uma das medidas que a Liga SP aposta para não apenas combater o excesso de notas máximas, mas também garantir que o julgamento de um concurso cada vez mais disputado reflita com maior justiça os esforços de todas as escolas de samba.

A equipe do site CARNAVALESCO conversou na última semana com lideranças de algumas escolas de samba a respeito de suas opiniões sobre esta mudança no critério de julgamento e no que pode impactar na preparação dos trabalhos em andamento.

‘Uma escola não irá se preparar para errar pouco’

O presidente do Águia de Ouro e da Liga SP, Sidnei Carriuolo, vê como positiva a mudança. De acordo com Sidnei, o leque maior de notas possíveis dará aos jurados mais tranquilidade ao atribuírem suas notas para as escolas, enquanto para as mesmas não afetará o projeto em andamento.

“Na preparação da escola, não influencia nada. Influencia é no jurado. Quando você tem uma nota de nove a dez, você tem dez possibilidades de penalidades. Agora, se você tiver 21 oportunidades, ele não precisa se preocupar muito. Era complicado, porque o jurado pensa duas vezes, se penalizar com um décimo, são dez porcento de uma nota, é doído. Agora, se for um décimo de oito a dez, já não é tanto, dói menos, essa é a verdade. Se você errar, será penalizado do mesmo jeito. Não muda muito a história, só que as penalidades são um pouco mais tranquilas, é mais nesse sentido, afinal uma escola não irá se preparar para errar pouco, né? Para nós não muda nada. Muda para o jurado, que ele fica um pouco mais confortável para julgar com mais tranquilidade”, declarou o presidente.

Uma mudança drástica

O vice-presidente e diretor de carnaval dos Acadêmicos do Tucuruvi, Rodrigo Delduque, acredita que a novidade vem para melhorar o Carnaval de São Paulo.

“Eu acho válido para o carnaval. Faz parte da Liga e está junto com a gestão. É válido o que vem para melhorar o carnaval e acrescentar a cultura. Para nós que venha com antecedência para poder somar para melhor. Nós estamos aí para cumprir”, disse Delduque.

Já para diretor de carnaval do Império de Casa Verde, Tiguês, a mudança anunciada às vésperas do carnaval exigirá uma atenção ainda maior, principalmente em determinados quesitos que possuem uma possibilidade maior de ocorrerem erros ao longo do desfile.

“Algumas coisas mudaram, e essa mudança é um pouco drástica. Por exemplo, quesito evolução, quesito fantasia, você precisava acumular três, quatro erros para dar um décimo de desconto, agora um erro é um décimo, é preciso ficar esperto. Foi uma mudança brusca, meio em cima da hora, o treinamento dos jurados foi agora em janeiro, então a gente tem que ficar muito esperto nesses quesitos que mudaram o peso agora”, avaliou o diretor.

Comunidade canta forte e alto no ensaio de rua da Vila Isabel

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Por Raphael Lacerda e Rhyan de Meira

Em uma noite animada no Boulevard 28 de setembro, a Vila Isabel realizou mais um ensaio técnico de rua. Com destaque para a harmonia e do canto da comunidade, a escola realizou um belo espetáculo na preparação para a Marquês de Sapucaí. Por volta das 22h, a agremiação deu início ao ensaio de rua, que durou cerca de uma hora. Ao fim do evento, uma roda de samba foi realizada na quadra.

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Fotos de Raphael Lacerda e Rhyan de Meira/Site CARNAVALESCO

Devido aos ensaios que estão ocorrendo durante a madrugada na Marquês de Sapucaí, a comissão de frente e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira não puderam comparecer. Por isso, quem abriu o ensaio na avenida foi o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Bárbara Dionísio e Jackson Senhorinho.

“Foi um dos melhores ensaios. Cada quarta-feira nós estamos colocando ‘tijolinho por tijolinho’ pra subir. Fizemos uma pesquisa (departamento de harmonia) em todas as alas. São 85 harmonias, destas, 98% queriam esse samba. Sempre acreditei nesse ‘Evoé Evoé’. É um samba que vai mostrar sua força no dia 11 (ensaio na Sapucaí). A comunidade ficou apaixonada por esse samba. O departamento de som está fazendo acontecer, a bateria está fazendo acontecer e a comunidade está fazendo acontecer. Estamos chegando na perfeição da harmonia. A comunidade está sendo muito mais valorizada hoje e estão retribuindo com canto e evolução”, afirmou Marcelinho Emoção, diretor de harmonia.

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Harmonia

A comunidade, mais uma vez, chegou junto com a escola. O “evoé” foi ecoado em cada trecho da pista, o que ressalta a força do chão da Vila. O intérprete Tinga iniciou o samba cumprimentando o público presente os componentes. Todos cantaram forte e alto, com destaque para a ala 1 do primeiro setor – que cantou o samba durante todo ensaio – e também para a ala 16, que realizou movimentos coreografados e não parou de cantar.

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Evolução

Apesar das calçadas e alguns trechos da avenida estarem com grande quantidade de público, a Vila Isabel conseguiu realizar um ensaio com ótima evolução e sem deixar abrir qualquer buraco. A direção de harmonia conduziu bem o desfile e os componentes demonstraram entrosamento, o que garantiu uma boa evolução até o fim do ensaio, já na quadra da escola de samba. Novamente, o destaque para a ala 16, que realizou movimentos coreografados com bastante sincronismo.

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Samba-Enredo

O “evoé” foi abraçado pela comunidade desde a disputa e no ensaio não poderia ser diferente. Com muita força e paixão, o público que acompanhava o ensaio cantou ao longo de todo Boulevard. Moradores que acompanhavam nas varandas dos apartamentos também cantavam e aplaudiam a escola de samba. Tinga interagiu durante todo o ensaio com a comunidade. Mesmo chegando ao ponto final do ensaio, os componentes seguiam cantando o samba-enredo da Vila Isabel.

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Outros destaques

A bateria da Vila, a “Swingueira de Noel”, compareceu em peso no ensaio e deu um verdadeiro show. De acordo com o mestre de bateria, Macaco Branco, quase 200 ritmistas estavam presentes. Uma hora antes do ensaio, parte do grupo já aquecia na quadra da escola de samba. O entrosamento entre os ritmistas e a equipe de som foi positivo. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre falou sobre o balanço do ensaio e garantiu que tudo está pronto para o grande dia.

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“O ensaio foi maravilhoso. A comunidade está muito feliz e cantando muito. A bateria também está muito feliz, porque o samba é muito alegre e animado. É uma pegada boa, de festa. A bateria está com bossas bem encaixadas no samba, todas dentro da métrica e da melodia. Se o desfile fosse amanhã, graças a Deus a bateria da Vila Isabel estaria pronta para defender esse título e ajudar a nossa comunidade”, destacou.

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Destaque especial do ensaio para aaAla 6, que curiosamente improvisou com guarda-chuvas um tipo de adereço que será usado na Passarela do Samba. Segundo um dos componentes, eles trarão um adereço de mão na Marquês de Sapucaí que, quando os componentes girarem, ele irá se abrir. Ao parar de girar, ele se fecha novamente.

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A musa da comunidade, Kauanny da Glória, esbanjou simpatia e samba no pé por toda Vila Isabel. Em seu primeiro ano como musa, ela demonstrou que está pronta para defender a Vila na Sapucaí.

Wander Pires demonstra amor pela Vila Maria e sonha com título da escola.

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Wander Pires é um dos intérpretes mais experientes e renomados de todo o carnaval. O cantor é a voz da Unidos de Vila Maria desde o carnaval de 2018. Portanto, em 2023, será o quinto desfile e o sexto ano de Wander pela escola. O intérprete é um sucesso na agremiação. Tem um carinho enorme e é recíproco. Sempre é muito bem recebido, tira muitas fotos na quadra e atende a todos. A comunidade sempre vai no embalo de seus bordões dentro dos sambas. Vale lembrar que Pires atua no carnaval paulistano desde 2011, onde começou no Vai-Vai. Por lá, ele também cantou em cinco carnavais, mas foram em duas passagens diferentes. Também participou do carro de som do Tatuapé por dois anos. Porém, seguidamente, somente na Vila Maria ele se encontrou em São Paulo e, vendo a carreira do cantor, apenas na Mocidade Independente de Padre Miguel ele teve tanta longevidade. Wander Pires conversou com o CARNAVALESCO e detalhou a sua passagem na ‘Vila Mais Famosa’.

Um sonho antigo
Segundo Wander Pires, o namoro com a verde, azul e branco era antigo e também ele já poderia fazer parte da escola nos anos anteriores. “Eu estava para vir para a Vila desde 2016. Sempre escutei falar da história da Vila Maria e dos projetos sociais. Isso me deixava sempre curioso. Peguei um carinho pela escola mesmo sem conhecê-la. Só através das redes sociais. Quando ocorreu um problema em 2017, eu peguei e falei para o meu padrinho Dudu Nobre que eu queria vir para a Vila Maria. Ele já estava desde 2016 e, quando eu cheguei aqui, foi aquele amor à primeira vista com os componentes, presidente, diretoria, bateria, mestre Moleza”, contou.

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Foto: Gustavo Lima/Site CARNAVALESCO

Carinho pela agremiação
O intérprete aproveitou para falar do carinho que tem com a diretoria da ‘Vila Mais Famosa’ e da relação com o presidente Adilson José e seus diretores. “Eu costumo chamar o senhor Adilson José de ‘paitrão’, porque ele me acolheu muito e me abraçou. A escola também abraçou muito a minha família, meus filhos, minha esposa e quando você recebe carinho e amor, não tem como você não retribuir. Não tem como não se apaixonar. A minha relação com meu presidente é maravilhosa. De grande respeito e de grande admiração. Ele conversa comigo, me dá conselhos. É de pai para filho. A diretoria te pega no colo. Faz de tudo para te agradar. A recíproca é verdadeira e eu procuro agradar não só cantando, mas também corresponder à altura. A minha relação com a Vila Maria é até quando Deus quiser, até quando Deus deixar”, disse.

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Foto: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Trabalho no carro de som
O cantor enalteceu sua ala musical. Ao decorrer de sua passagem, Wander Pires levou alguns apoios do Rio de Janeiro para reforçar o carro de som. Principalmente vozes femininas. “Quando eu cheguei, percebi que tinha um espaço. Muita gente achou que eu ia mudar. O presidente falou que gostaria de manter o pessoal da ala musical e eu falei que tudo bem e vamos fazer um projeto para ensaiar no nosso estúdio aqui na quadra. Eu comecei a ensaiar os meninos e percebi que precisava de suas vozes femininas. Fui lapidando, eles foram me ouvindo e fomos nos alinhando. No primeiro ano não fomos tão vistos. Já no segundo ano, o presidente, mestre Moleza, diretor de carnaval, me deu mais abertura e eu comecei a colocar um por um para cantar e eles ouvirem. Acho que conquistei os meninos e tem um carinho por mim. Então eu trouxe duas meninas, a Débora e a Viviane, que trabalham na Mocidade do Rio. Logo após, deu certo o trabalho e eu trouxe a Milena, que é a minha assessora de imprensa. Graças a Deus em 2019 deu aquele impacto e é uma relação de muito respeito e admiração”, declarou.

O carnaval de 2023
Wander Pires falou de suas expectativas para o desfile de 2023. A Vila Maria irá contar a sua própria história e de seu bairro. O cantor terá a missão de passar isso para a avenida. O intérprete, assim como toda a escola, sonha e espera um título no próximo carnaval. “Eu já tenho alguns anos que eu sonho junto com os nossos componentes e segmentos e digo que ano passado e retrasado achei que viria o título, mas não aconteceu. Acho que agora, alguma coisa me diz. Sonhei de tudo. Está mais do que na hora. Os erros que tivemos nos anos anteriores já foram consertados. Agora, eu acho que a escola está cada vez mais experiente. Como eu digo, em cada setor, o nosso presidente está cada vez mais atento às coisas que nos fizeram não chegar ao título. Ele é uma pessoa inteligente e tem os pés no chão. Eu sonho muito, temos um samba lindo e a nossa bateria nem se fala. Nossa direção de carnaval agora com nosso Queijo, que é uma pessoa experiente e que entende muito de carnaval. Nossa direção de harmonia com o Cesinha. Eu estou rezando sempre e tenho fé que nós vamos conquistar esse título do carnaval 2023. Tenho certeza que o nosso carnavalesco Cristiano Bara vem acertando, mas dessa vez ele vai acertar muito mais”, completou.

Em grande festa, Império Serrano ensaia na rua e casal é o destaque

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Em uma noite especial nas ruas de Madureira o Império Serrano recebeu a Beija-Flor de Nilópolis para o encontro das bandeiras. Um evento que resgata a tradição e a união das agremiações. A noite começou com os componentes das duas escolas tomando a Estrada do Portela, em frete a quadra do Império, com muita descontração, sorrisos e samba no pé. A recepção da escola ficou por conta do casal de mestre-sala e porta-bandeira do Império Serrano, Marlon Flôres e Danielle Nascimento, que recebeu Claudinho e Selminha Sorriso. Cada casal levando seu pavilhão se cumprimentou e bailou pela rua do bairro. Por volta de 22h40, o ‘Reizinho’ tomou as ruas mostrando toda força da comunidade, com destaque para o chão da escola, o casal de mestre-sala e porta-bandeira e a bateria do mestre Vitinho.

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Foto: Cristiano Martins/Site CARNAVALESCO

‘’O ensaio de rua hoje teve um tempero especial que foi a presença da coirmã Beija-Flor e isso com certeza incentivou o publico a cantar evoluir muito mais, para mostrar que a gente está brigado de igual para igual com todas as escolas do Grupo Especial. O Império Serrano voltou e provou que é grande e esse ensaio confirma isso’’, ressaltou Arinaldo Oliveira, que faz parte da comissão de harmonia da escola.

Ele complementou dizendo sobre os acertos que ainda podem serem feitos na escola e a importância do encontro das bandeiras. “Sempre tem coisas para melhorar e corrigir, porque o carnaval está batendo na porta e são nos detalhes que se ganha e perde, então nós temos que corrigir esses pequenos detalhes. Em relação ao encontro de bandeiras é fantástico, volta a tradição das escolas é muito bonito fazer esse tipo de evento. É muito proveitoso tanto para o componente da escola visitante, quanto para que recebe poder fazer essa grande confraternização do carnaval, que foi o que aconteceu aqui hoje. Espero que em breve, tenhamos outros e que seja tão proveitoso, divertido e tão bonito quanto foi hoje”.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal Marlon Flôres e Danielle Nascimento mostrou a sintonia de sempre, após a bela recepção ao casal da Beija-Flor, os dois saíram com passos firmes, olhares fixos e uma coreografia bem ensaiada. Com muitos giros, mão firme na bandeira e o samba na ponta da língua, Danielle comentou a importância do encontro.

“É muito importante ensaiar na rua, para o preparo físico e sentir o publico que é um termômetro para mostrar o que a gente vem preparando para do desfile na Sapucaí. O mais importante é o contato com a comunidade é muito bom o ensaio de rua’”.

Já para Marlon, é importante esses ensaios, pois a escola tem uma grande missão este ano, abrir e permanecer no Grupo Especial. “É fundamental esses ensaios, porque a gente consegue similar o nosso grande dia do desfile e a gente vem em uma pegada boa desde o ensaio técnico. O Império tem um bom samba e uma missão muito difícil que é abrir o carnaval, mas a escola está muito focada, aproveito a oportunidade para agradecer nosso presidente, Sandro Avelar que vem investindo muito no casal e em toda escola, para que se Deus quiser vamos se manter e quem sabe buscar um desfile das campeãs e porque não almejar o título”.

O casal destacou ainda sobre o que pode ser acertado e a felicidade desse encontro de bandeiras. “Sempre tem algo para melhorar, cada ensaio a gente vem consertando, aparando as arestas, fazendo aqueles pequenos ajustes que falta”, disse o mestre-sala.

“É uma melhoria contínua até o carnaval, a gente fica vendo sempre o que pode melhorar e acrescentar, porque a gente quer estar cada dia mais preparado e melhor para o grande dia”, completou Danielle.

Harmonia e Evolução

A escola mostrou sua força, mais uma vez, cantando forte e alto cada verso do samba em homenagem a um dos seus ícones, Arlindo Cruz. Apesar da saída das alas ser um pouco tumultuada por causa do espaço, não atrapalhou no decorrer do desfile. Mesmo sendo um ensaio de rua foi levado a sério por cada componente, não deixando espaços durante a evolução da escola. E a alegria de ter uma coirmã junto, foi a combustível a mais que a escola precisava para levantar a Estrada do Portela. O intérprete Ito Melodia abordou o encontro.

“O maior símbolo que é o samba se une a esse monstro sagrado que é a Beija-Flor e hoje retornando ao Grupo Especial este outro monstro sagrado que é o Império Serrano. Relembrando aqui seus baluartes e seus artistas maravilhosos. A escola vem com um enredo lindo e a escola está ansiosa e fervorosa para pisar naquela avenida. Temos que segurar um pouco a emoção, estamos vivendo um momento de euforia, excitação, energia uma positividade, encantamento e o choro. O que eu digo pra escola hoje é segurar a emoção, mesmo sabendo que vai ser muito difícil, porque cantar Arlindo Cruz por si só, já é emocionante”.

Bateria

Destaque maior da noite foi a ‘Sinfônica do Samba’, comandada pelo mestre Vitinho, que deu um show de paradinhas e paradonas, fizeram um recuo de rua perfeita, todos os ritmistas cantando o samba e com algumas coreografias. No final mestre Vitinho retornou para quadra com sua bateria chamando o povo para sambar junto com eles, as ruas de Madureira viraram uma grande avenida do samba.

“Todo ensaio para mim é bacana seja na quadra, seja na rua. É um trabalho a gente sempre pode mais e procurar sempre melhorar e evoluir, carnaval já está batendo na porta, então tudo que faço com a bateria do Império em qualquer lugar que seja, é muito importante para acertar detalhes do desfile. Nosso andamento e arranjos estão firmes, mas a gente sempre pode melhorar um pouco mais, vivendo, aprendendo e trabalhando para chegar sempre a excelência”.

Outros destaques

Foi a grande presença do público que cantou em voz alta os sambas de ambas as escolas, deixando o clima muito alegre e receptivo para quem foi da Baixada com a Beija-Flor. Quem também deu show foi a rainha da escola de Nilópolis, Lorena Raissa e a princesa da Verde e Branca de Madureira, Wenny Isa, mostrando muita desenvoltura e samba no pé.

Beija-Flor impressiona com canto forte no ‘Encontro de Bandeiras’, em Madureira

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A Estrada do Portela ganhou as cores azul e branca nilopolitanas na noite de terça-feira. O “Encontro de Bandeiras” organizado pelo Império Serrano trouxe a Beija-Flor para ensaiar em Madureira e contagiar o público presente. A “Soberana” abriu a noite com sambas-enredo marcantes de sua história, como o “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”, de 1989, e com os mais recentes – 2019, 2020 e 2022.

O que chamou muita atenção é que mesmo longe de seu habitat natural, na Baixada Fluminense, a Beija-Flor deixou a sua marca de canto forte que contagia os foliões que estão assistindo. O carisma do casal, Claudinho e Selminha Sorriso, também é um ponto altíssimo do ensaio, assim como a bateria dos mestres Rodney e Plínio.

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Foto de Cristiano Martins/Site CARNAVALESCO

“A gente faz valer a ideia do presidente Almir [Reis] de fazer o ‘Encontro do Samba’. Tivemos lá em Nilópolis e agora ensaiamos na Estrada do Portela, onde ensaia a Portela e o Império. Que recepção que o Império fez para gente! Nós só desejamos um belo Carnaval para o Império. Viemos com uma escola quase que completa, tivemos bastante felicidade em trazer todos os segmentos. E ver todo mundo cantando na rua. É legal jogar fora. O primeiro ensaio fora de casa foi muito legal. Daqui a pouco, a gente está chegando na Marquês de Sapucaí e vimos que o time está firme. [Eu gostei] daquele início, daquele calor do povo. Carnaval é Madureira! E gostei de ver que o samba está correspondendo. Lá em Nilópolis, a gente berra o samba e quem vai assistir berra junto com a gente. A gente saiu de Nilópolis e Madureira cantou com o povo preto da Baixada. Até o desfile, a gente vai chegar bem próximo do 100% e, na Sapucaí, a magia da Avenida, vai fazer chegar no 100%. Sabemos que estamos no caminho certo”, disse Dudu Azevedo.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Claudinho e Selminha Sorriso mostraram seus 30 anos de cumplicidade na Estrada do Portela. Levaram uma coreografia com poucos detalhes da oficial para o desfile e preferiram performar um bailado clássico muito bonito com uma leveza boa de se observar. Um destaque é o carisma com a comunidade imperiana. O casal deu o privilégio a algumas pessoas que o acompanhavam de beijar a bandeira, saudou a ala da velha-guarda, que vinha logo atrás no desfile, e se exibiu para as câmeras que filmavam. Vale lembrar que a porta-bandeira começou sua carreira no Império Serrano e fez essa volta a este território.

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“O ‘Encontro de Bandeiras’ mostra que o samba não tem fronteiras, principalmente, o nosso carnaval carioca que passa para o mundo inteiro. O maior espetáculo da Terra. Entre o samba não tem rivalidade. A gente veio visitar a coirmã, que foi na nossa escola, como a Portela e o Império foram na nossa escola. E hoje viemos aqui para Madureira fazer essa troca de quilombos com o Império. É a primeira vez que a gente faz esse ensaio técnico em Madureira. Para a gente, serve de teste, serve para o condicionamento físico. Vamos aproveitando os ensaios que tem dos ‘Encontros do Quilombos’ das co-irmãs para poder manter nosso condicionamento físico. Foi maravilhoso! Só em estar com a tua escola ensaiando, quanto mais ensaia menos você erra. O ensaio serve para testar várias coisas, corrigir algumas e acertar outras. Eu gosto de estar perto do público porque o público faz o Carnaval, é o público que manda na Sapucaí. No dia do desfile, eu amo a tensão de fazer a disputa, de fazer o melhor pela sua escola, mas estar nos braços do povo conforme o ensaio técnico e na rua vendo o povo te aclamar, levantando a bandeira e povo cantando vibrando junto com você não tem preço”, afirmou Claudinho.

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“Particularmente, eu estou muito lisonjeada e muito agradecida pelo universo porque a minha história começou aqui no Império Serrano em 1989. Foi o ano que a Beija-Flor fez o maior desfile de todos os tempos – ‘Ratos e urubus, larguem minha fantasia’ – e aqui no Império foi ‘Jorge Amado, Axé Brasil’. Foi um mix de sentimentos de poder relembrar e reviver aquela menina começando seu sonho de ser porta-bandeira com mais de 30 anos de carreira. A importância desse ‘Encontro de Quilombos’ é essa integração das comunidades, dos sonhos e das culturas. O samba é uma única bandeira. Essa história começou com a Beija-Flor com o presidente Almir Reis e espero que todas se sintam nessa missão de integração ao longo do ano e por muitos anos. Dizem que antigamente era assim, as escolas se visitavam, confraternizavam. Unidas somos mais fortes, a gente alegra o povão, troca figurinhas, um canta o samba do outro e mostramos para o Universo que não existem rivalidades, somos todas co-irmãs que disputam o título nos 700 metros do Sambódromo. O ano inteiro somos família. Eu sou uma pessoa que ama ensaiar. Como eu me cobro muito, quanto mais ensaio melhor. Sempre acho que não está bom até entrar na Avenida e falar ‘Agora sim, agora está bom’. Para mim, o método repetição é o caminho para acertar mais, se aprimorar e ter mais confiança no que você faz, seja na dança, no canto ou no ritmo. Eu gostei mais do carinho do povo. Como eles estavam felizes vendo a Beija-Flor. Ver as pessoas felizes, ver o povo nilopolitano da Baixada vindo às terras de Madureira dá um pouco de alento, de amor fazendo essa integração. Eu revi senhoras que eram jovens quando eu saí daqui, senhoras que eram passistas e hoje estão na ala das baianas e na velha-guarda, se passaram 30 anos. Sempre tem o que melhorar. A gente escondeu, nós não mostramos aqui a nossa coreografia oficial. Pontuamos em alguns momentos, mas não mostramos. Demos um pouquinho do nosso amor, do nosso bailado para o povão que veio aqui assistir a Beija-Flor de Nilópolis”, se emocionou Selminha.

Harmonia

A comunidade nilopolitana não parou de cantar em nenhum momento enquanto se exibiam em Madureira. Tão impecáveis que a bateria parou de tocar durante uma volta do samba e o povo azul e branco cantou em uníssono integralmente. O carro veio sem Neguinho da Beija-Flor, mas não faltou conexão com a bateria e foi um canto claro com poucos ou nenhum caco.

Evolução

A escola fez sua passagem na quadra do Império Serrano até o Shopping Madureira no tempo de 1 hora. O ensaio permitiu que alas coreografadas evoluíssem bem e que os componentes se mantivessem animados. Não houve correria, a escola veio coesa. As baianas deram um show: confortáveis, com canto forte e giro bonito.

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Samba-Enredo

Apesar de parecer difícil à primeira vista, o samba da Beija-Flor de 2023 foi decorado e caiu nas graças do público presente. O carro de som cantou o samba com clareza a todo tempo. O refrão do meio (“Eh! vim cobrar igualdade…”) e o trecho “Deixa Nilópolis cantar!” são as partes mais fortes do canto da comunidade.

Outros destaques

Desde o esquenta, os mestres Rodney e Plínio mostraram a versatilidade e a potência da bateria “Soberana”. O samba deste ano tem bossas interessantes e que animam os desfilantes. Outro fator positivo é o carisma da rainha de bateria Lorena Raíssa. A jovem está no seu primeiro carnaval neste posto, entende a responsabilidade e o peso de sua função e esbanja talento.

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Enquanto o anfitrião Império Serrano é a agremiação que vai abrir os desfiles do Grupo Especial no domingo, a visitante Beija-Flor será a penúltima a desfilar, na segunda-feira, 20 de fevereiro. A escola levará 3500 componentes, segundo o diretor Dudu Azevedo.

Série Barracões: Mocidade aposta em brasilidade ao falar da obra dos discípulos de Mestre Vitalino

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Nos últimos dois anos a Mocidade apostou em enredos que tinham uma ligação maior com sua própria história, o desfile da Elza também apresentava a relação que a cantora tinha com o samba e especialmente com a escola. Já em 2022, sobre Oxóssi, o padroeiro da escola independente, trazia muito da relação do toque da “Não Existe Mais Quente” com a religião, homenageando grandes mestres que passaram pela agremiação, entre eles o grande mestre André. Agora a agremiação vai ter a estreia de Marcus Ferreira a frente da produção criativa do desfile da Verde e Branca. Campeão do Grupo Especial de 2020, desta vez em trabalho solo no Grupo Especial, o carnavalesco quer no desfile de 2023 retomar a relação que a Mocidade já teve em diversos carnavais com temas de brasilidade e regionalidade. “Terra de meu Céu,Estrelas de meu Chão” pretende contar a história e valorizar o legado da obra daqueles considerados por Marcus Ferreira como primeiros discípulos de mestre Vitalino, que começaram a colocar a arte figurativa como grande expoente das artes plásticas brasileiras pelo mundo afora.

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Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

Seis vezes campeã do carnaval carioca, o último em 2017, a Mocidade pretende, com este desfile, esquecer os erros cometidos no carnaval passado que tiraram a escola das campeãs. Principal contratação para 2023, o carnavalesco Marcus Ferreira foi parte fundamental na escolha e desenvolvimento do enredo. O artista conta como se deu o entendimento entre o profissional e a diretoria da Verde e Branca no processo de escolha do tema.

“Eu gosto desses temas regionais, de brasilidade, que a gente redescobre um pouco da história do nosso povo, de maneira muito inédita. Acho que o carnaval tem que ter esse dom de revelar novos personagens e novas histórias para o grande público. Eu indo para a Mocidade, a gente tinha algumas ideias, a escola tinha ideias, e a gente foi costurando qual seria esse novo momento com a minha chegada, entendendo um pouco de ambas as partes, aquilo que poderia envolver o conceito que marca a identidade da escola, uma das mais fortes do carnaval, e um pouco do que eu apresentei nos meus trabalhos. A gente chegou em um consenso que esse ano a Mocidade gostaria de dar um respiro nessa fato de falar de si, já que a escola veio de dois anos que fez Elza e Oxóssi, dois grandes enredos que tinham um pouco de identidade da escola. Eu sempre enxerguei a Mocidade como uma das escolas que gosta desses temas que envolvem muito a brasilidade. Grandes artistas que passaram por aqui exploraram essa temática, o Arlindo, Fernando Pinto, Renato Lage, como é algo que eu já gostava e me deu um título na minha estreia no Especial na Viradouro em 2020, com ‘as ganhadeiras’, eu sempre tenho temas que eu guardo, quando eu descubro e eu tive o prazer de estar duas vezes no Alto do Moura, antes de vir a Mocidade, por ser fã mesmo do panteão destes mestres que fazem o legado deixado por Vitalino”, revela o carnavalesco.

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O contato com o Alto do Moura e com o legado do mestre Vitalino e seus discípulos por Marcus é anterior à sua chegada à Mocidade. O profissional revela que teve o prazer de conhecer e se impressionar com a obra e com a relação do povo daquela região com as artes plásticas.

“É um vilarejo tão pequeno que expõe de maneira tão linda e potente as artes plásticas da cultura popular brasileira. Na primeira vez que eu estive lá eu conheci o filho de mestre Vitalino. Era ele quem cuidava da Casa Museu, a última casa que Vitalino residiu no Alto do Moura, e ali é o ponto de cume do vilarejo, tem um pouco do acervo deixado por Vitalino, as ferramentas dele. Quando eu cheguei lá, o filho dele estava sentado em um canto, no chão, e ele me deu uma aula do que é arte figurativa. Eu passei a entender que esses artistas têm diferentes personalidades. A ideia inicial que a gente tem é a de Mestre Vitalino, que são aqueles bonequinhos de barro com aqueles olhinhos imitando óculos, mas eu me encantei pela valorização que esses artistas têm pelo chão.Todos ganharam a vida, seu sustento através das suas obras, daquilo tudo que passaram a criar a partir desse legado deixado pelo mestre. Por aí eu pude entender um pouco do que é a arte figurativa e depois passei por alguns ateliês, entendendo essa rede de discípulos que Vitalino deixou, e que hoje são a terceira geração, os filhos da primeira geração dos mestres que conviveram com Vitalino”, esclarece Marcus Ferreira.

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Após a definição do enredo entre carnavalesco e diretoria da agremiação, Marcus e uma comitiva de profissionais da Mocidade voltaram ao Alto do Moura para conhecer um pouco mais do trabalho e desenvolver melhor o enfoque que seria dado no desfile.

“Eu entendi que deveria revelar essa história, revelar o legado deixado por esses discípulos de maneira tão diferente, tão múltipla, trouxe à Mocidade, eles toparam, acharam que tinha um pouco do viés de brasilidade que a Mocidade já mostrou em alguns carnavais. Fomos para o Alto do Moura com a Mocidade e fomos conhecer. Eu passei a conhecer mais artistas, mais desses discípulos que são reconhecidos agora mundialmente, nacionalmente, para quem conhece de artes. A cada visita que a gente teve, foi uma emoção diferente”.

Com temática relacionada às artes visuais, enredo promete render belas imagens 

Após ida ao Alto do Moura, a escola divulgou o enredo no final de julho e definiu a linha que iria seguir para contar essa importante história. Marcus pesquisou mais a fundo a vida daqueles que considera como discípulos do mestre Vitalino, apostando, então, em contar mais da obra e do legado que esses artistas deixaram. O carnavalesco pretende dar ênfase também nesta conexão entre as artes plásticas e a temática do regionalismo cultural e as atividades cotidianas, do homem do campo, do trabalho, da seca, além das relações familiares.

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“Acho que em termos de conceito é um enredo que permite a criatividade. A gente não passa pela obra do Vitalino. A gente começa com o que eu encaro como se fosse os seus primeiros discípulos, que são os filhos. Eu tenho um livro que tem fotos dos filhos aprendendo o ofício, de como preparar o massapê, que é o barro que eles utilizam, das ferramentas mais simples, até esse momento de criação mesmo. E aí é um legado que foi deixado para outros grandes mestres, Manuel Eudócio, Manoel Galdino, Zé, Caboclo, e o único vivo até hoje que é o Luíz Antônio. Esses são os primeiros discípulos que eu encaro. A gente inicia o desfile com esse mundo criado por Vitalino e deixado pela família, a principal obra que é a ‘Rota da Roça’, que é a obra dos trabalhadores, uma referência imediata a essa questão dos retirantes do Nordeste e que é muito veiculado ao meio natural, a seca, da vegetação que resiste, da falta de água, do ambiente do Nordeste. Primeiramente foi o que Vitalino deixou para seus filhos e que hoje os netos já reproduzem essa obra. Neste momento, a gente encontrou com os netos de Vitalino que cuidam da Casa Museu. E eles disseram que a ‘Rota da Roça’ era esse expoente deixado para a família. A gente não conta a história de Vitalino, é o legado desses discípulos que são o desfile da Mocidade”, esclarece Marcus.

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Falar de artes plásticas é falar de imagem. E mais ainda falando sobre a arte figurativa. O carnaval além da linguagem do samba, tem a linguagem desenvolvida pelos carnavalescos que é justamente a linguagem visual. Então, é de se esperar um enredo que traga um grande desenvolvimento ilustrativo.

“É um enredo imagético, o samba da Mocidade é uma obra de imagem. Essas imagens permeiam o pensamento de quem conhece o Alto do Moura, desde o preparativo para fazer as peças de cada artista. A gente foi no São João, ali tem um aura criativa que permeia hoje 700 famílias. Essas imagens são um facilitador para a plástica da escola. É um enredo que trata de coisas muito simples. O chão é algo que está no quintal dessas pessoas. Do chão eles fazem as coisas mais lindas que são expostas no mundo. Por isso, a criatividade vai estar bem aflorada no desfile. Pelo uso de materiais, pelo uso de texturas diferentes. É um enredo que me permite isso”, entende o carnavalesco.

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Artista buscou a utilização e valorização de novos materiais 

A relação do homem com as coisas regionais, com a simplicidade do cotidiano, de falar sobre coisas palpáveis às pessoas comuns estará aflorada no desfile, o que não vai mascarar a complexidade com que a Mocidade pretende desenvolver na produção do desfile. O carnavalesco Marcus Ferreira percebe que a criatividade será, inclusive, um dos pontos altos deste desfile, além da procura por trazer novos tipos de elementos que não tem despertado tanta atenção dos artistas do universo da folia.

“Acho que a criatividade é um grande trunfo. Optei pela criatividade para poder fazer um carnaval grandioso. Acho que às vezes a gente fica muito preso a utilizar materiais que já existem no mercado, ou que já estão impregnados no dia a dia de todas as escolas. Fica bonito, claro. Mas acho que essa questão da criatividade, da utilização de alguns materiais diferentes, de repensar como propor um estética grandiosa, bonita esteticamente, mas diferente. Eu sou fã do artista plástico Vik Muniz, acompanho ele nas redes sociais, tenho fotos de tudo que ele já fez. É um cara que faz coisas maravilhosas com materiais que o ser humano descarta. Eu já fiz algumas coisas no Acesso, com um pouco mais de criatividade e que deram certo. Acho que o ponto alto do meu trabalho é esse”, define Marcus.

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Mas o carnavalesco também entende que a Mocidade terá outros grandes trunfos alheios a plástica e estética da agremiação, como a força da comunidade e o trabalho desenvolvido no samba-enredo.

“Falando da Mocidade como um todo, acho que a emoção será um grande trunfo. É um enredo e um samba que as pessoas passaram a achar tão bonito, tão latente, tocante, e isso você vai aprendendo ouvindo. Acho que os ensaios na Rua Guilherme da Silveira tem provado isso. É uma escola de uma torcida quente que faz de tudo para contribuir com a escola, a gente tem hoje um outro conceito de Mocidade para este carnaval”.

Símbolo maior da Mocidade, a estrela, tem grande função dentro do desfile

O próprio título do enredo traz o símbolo maior da Mocidade,”Terra de meu Céu,Estrelas de meu Chão”. “Estrelas” que podem sugerir ser os próprios profissionais que representam o legado de mestre Vitalino daquela região que são hoje aclamados por críticos de arte do mundo todo. Ou até mesmo aqueles que estão sendo retratados dentro da arte figurativa, gente simples, gente que mora naquela localidade, que são os protagonistas dentro da ótica de observação dos artistas do Alto do Moura. Marcus Ferreira revela mais sobre o que pretende ao retratar o ícone da Mocidade no desfile.

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“A estrela vem dentro do enredo esse ano. Ela vem no abre-alas, vem pontuando alguns setores do desfile também, setores da religiosidade, até pelo título ‘estrelas de meu chão’, que é um título que surgiu na fala de uma das mestras, de uma das expoentes que é a Terezinha Gonzaga, que me deu essa frase, mostrando o quanto o solo dessa terra é tão sagrada para eles. Eles que viraram as estrelas desse universo fantástico das artes brasileiras. As estrelas estão em todos os momentos”, finaliza o carnavalesco.

Conheça o desfile da Mocidade 2023

A Mocidade Independente de Padre Miguel vai levar para a Sapucaí no próximo carnaval 5 alegorias divididas em 7 chassis, 3 tripés, com 2700 componentes e 25 alas . O carnavalesco Marcus Ferreira contou mais sobre como está dividido o carnaval da Verde e Branca da Zona Oeste em 2023.

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“Os setores são pontuados pelos grandes mestres, naqueles que acho que são os mais próximos desse legado deixado por Vitalino”.

Primeiro Setor
“O início é a família , o ciclo da vida que é inspirado na ‘Rota da Roça'”.

Segundo Setor
“É inspirado nas temáticas de trabalhos rurais, o agreste pernambucano, aquilo que todos os habitantes do vilarejo enxergavam do Alto do Moura, os trabalhos manuais nos engenhos e nas fazendas que circundam o Alto do Moura, que é inspirado na obra de Zé Caboclo que é um dos primeiros discípulos de Vitalino”.

Terceiro Setor
“É inspirado em Manoel Galdino, que é um surrealista da obra das artes figurativas. Ele tem essa questão de retratar no barro as coisas mais imaginárias do Alto do Moura, as lendas locais, os personagens andarilhos do vilarejo. A obra dele é muito peculiar”.

Quarto Setor
“É a fé, a religiosidade, inspirado em Terezinha Gonzaga, é uma mestra que faz coisas divinas que envolvem santidade, anjinhos, expressões divinas, incensários, ela retrata a arte figurativa, digamos assim, de forma barroca. Vamos dizer que ela seja a barroca das artes figurativas”.

Quinto Setor
“No final trazemos as festividades que cercam a obra de Manuel Eudócio, que eu sou muito fã, já era, é o artista do colorido, das festividades, dos folguedos populares que fazem a alegria durante o ano nesse vilarejo. A gente termina o carnaval com festividade, com a alegria de Manuel Eudócio que conviveu diretamente com mestre Vitalino”.

Camarote Arpoador escolhe Paolla Oliveira como musa oficial 2023

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Agora é oficial, o Camarote Arpoador definiu o nome da nova musa para o carnaval 2023. A atriz Paolla Oliveira, nome marcante no sambódromo carioca, foi a celebridade escolhida para ocupar o posto de musa do Camarote este ano. Conhecida nacionalmente por seu talento e beleza, Paolla Oliveira também encanta pela sua desenvoltura e envolvimento com o mundo do carnaval. A atriz que desfilará à frente da bateria da Grande Rio pela quinta vez, sendo a terceira consecutiva, agora acumulará mais um título no maior espetáculo do mundo, a de musa oficial do Camarote Arpoador 2023, cargo ocupado anteriormente por Bianca Andrade, a Boca Rosa.

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Foto: Divulgação/Agência Labi

A nova anfitriã oficial do Camarote Arpoador mencionou sua escolha pelo maior espaço privado da Sapucaí como local preferido para assistir aos desfiles nos anos anteriores. Paolla também ressaltou a grandeza estrutural e a comodidade que faz do Arpoador o melhor camarote da Avenida, “Mais uma vez o escolhido esse ano foi o Camarote Arpoador. Estive o ano passado e foi maravilhoso. Gosto de curtir com meus amigos e família e para isso quero ter estrutura e conforto. Fora atrações para todos os gostos, fica todo mundo feliz. É um evento que eu mesma gosto de organizar e recebe-los da melhor maneira”, declarou a atriz que também se mostrou honrada e empolgada com o convite recebido este ano, “Ser recebida com tanta grandiosidade nesse Camarote tão incrível é uma honra. A novidade pra mim è optar por ter mais tempo esse ano para curtir o camarote e tudo que ele oferece sem me preocupar com outros compromissos. Vai ser novo e maravilhoso viver esse momento com eles”.

De acordo com um dos diretores do camarote, Roberto Santos, os critérios de escolha da musa para este ano foram que, “A Paolla frequenta o camarote desde 2020, sempre muito participativa. Ela escolheu o arpoador como camarote preferido para assistir aos desfiles com a família, ela já fica aqui todo ano, então uma das maiores estrelas do carnaval não poderia deixar de ocupar este cargo”, afirmou o executivo do camarote.

Para conhecer de perto a nova musa Paolla Oliveira e poder aproveitar as mais de 15 atrações que se apresentarão no Camarote Arpoador 2023, os interessados já podem adquirir seus ingressos nas plataformas de venda do Itaú shop e nas redes sociais do Camarote Arpoador (@camarotearpoador) e nas plataformas da Total Acesso (@totalacesso)