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Nos braços do povo, Grande Rio realiza último ensaio de rua poderoso na busca pelo bicampeonato

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Por Luan Costa e Rhyan de Meira

Caxias ferveu no último ensaio de rua da Acadêmicos do Grande Rio na preparação para o próximo carnaval, não tinha como ser diferente, a escola, atual campeã, está mais feliz do que nunca, seus torcedores, empolgados com a possibilidade da conquista de mais um título compareceram em peso neste que foi o último ensaio na Brigadeiro Lima e Silva antes do desfile oficial. No próximo domingo o ensaio será na Sapucaí. A junção de calor, alegria e comemoração do aniversário de Zeca Pagodinho, grande homenageado no desfile deste ano, resultou em uma noite de muita festa. A presença da rainha de bateria Paolla Oliveira também contribuiu para que a festa fosse ainda maior.

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Mestre Fafá e Paolla. Foto: Luan Costa/Site CARNAVALESCO

A tricolor de Caxias mostrou que está preparada para brigar pelo bicampeonato, algo que o Grupo Especial não vê desde 2008, quando a Beija-Flor de Nilópolis se sagrou campeã. Se depender da garra dos componentes e do comprometimento dos segmentos, o sonho pode sim ser real. No ensaio deste sábado, que durou pouco mais de uma hora, a agremiação deu vários motivos de que está pronta para encantar a avenida novamente, o samba, extremamente popular, está da boca do povo, a bateria de mestre Fafá e o carro de som comandado por Evandro Malandro se completam. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Daniel Werneck e Taciana Couto não estiveram presentes no ensaio desta noite.

Sobre o ensaio, Thiago Monteiro, diretor de carnaval da escola, frisou que foi o momento de festejar com a comunidade e retribuir todo o carinho que eles têm dado. Desde dezembro realizando ensaios de rua, o de hoje foi o último e Thiago ressaltou que na próxima terça terá o ensaio geral de quadra.

“Nosso último ensaio de rua é tradicionalmente a festa com o povo de Caxias. A gente tem ensaiado na rua desde a primeira semana de dezembro, a gente já ensaiou exaustivamente aqui e hoje aquele envio. É aquele do nosso último encontro na nossa na nossa rua. Terça-feira ainda temos um na quadra que será o ensaio geral, mas na rua foi o último, tradicionalmente é uma festa, é a gente no braço do povo e estou muito feliz com o nosso resultado, embora hoje realmente foi um ensaio cheio, muito caudaloso. É uma festa, hoje é muito mais uma festa, um encontro com o nosso povo, com a nossa galera”.

Comissão de frente

Os consagrados coreógrafos Hélio e Beth Bejani seguem por mais um ano à frente da comissão de frente da Grande Rio, nos dois últimos carnavais a aclamação foi unânime, portanto, a expectativa é enorme para saber o que eles planejam para o próximo carnaval. No ensaio a sensação foi de estar imerso no enredo da escola, mesmo sem fantasias ou elementos cênicos, os componentes da comissão encantaram o público com uma dança alegre, bem coreografada e com passos bem marcados na letra do samba, o destaque fica para a menina que performa durante o refrão do meio, ela exala muito carisma e ainda interage com o público durante as apresentações.

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Evolução

Como disse o diretor Thiago Monteiro, o ensaio deste sábado foi uma grande festa, porém, todo o cuidado para que a escola evoluísse da melhor maneira também foram tomados, durante todo o período foi possível ver as alas distribuídas de forma correta, sem atropelos ou espaçamentos desnecessários, os componentes tinham liberdade para brincar, e assim faziam, mas todos estavam comprometidos em entregar o melhor resultado. O único senão fica para o grande assédio em torno da rainha de bateria Paolla Oliveira, todos queriam ver a musa, o que causou um pouco de dificuldade para que a escola pudesse prosseguir o cortejo de forma mais tranquila.

Thiago Monteiro conta que o ensaio é o momento de corrigir pequenos problemas que possam aparecer, perguntado se tem algo para corrigir, ele disse que sempre tem pontos a serem observados e que o ensaio serve justamente para isso.

“Sempre, a gente na concentração conserta coisas, teremos o ensaio técnico no campo de jogo, conto muito com esse ensaio, tenho certeza que lá vamos acertar mais coisas, a gente fica atento até o último minuto para que tudo saia da melhor forma nesse desfile”, conta o diretor.

Harmonia

Um dos grandes destaques do ensaio foi o canto dos componentes de Caxias, fruto de muitos ensaios, fica claro que eles têm total domínio do que estão cantando, todas as partes do samba foram cantadas com extrema empolgação e entrosamento. O casamento entre o mestre Fafá e Evandro Malandro é algo que deve ser estudado, ano após ano eles demonstram ainda mais sincronia e união, o resultado é um show de ritmo que faz bem ouvir e apreciar.

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Mesmo recebendo muitos elogios e sendo aclamado pelo público, o mestre Fafá diz que sempre tem alguns detalhes para serem corrigidos. Ele aproveitou para fazer uma balanço desse pré-carnaval da Grande Rio e acredita ter sido positivo.

“As pessoas dizem que está bom, mas eu sou muito chato e perfeccionista. Pra mim nunca está bom, sempre tem um detalhe a mais e algo a mais que possa ser ajeitado. O balanço é positivo. A gente vem trabalhando com muita humildade e pé no chão, sabendo o que a gente precisa fazer pra conquistar o bicampeonato. A gente sabe que é difícil, que tem muita escola boa. A gente sabe que carnaval se decide dentro da pista. Esperamos fazer um grande desfile”, contou Fafá.

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Seguindo a mesma linha de Fafá, o intérprete Evandro Malandro se diz muito feliz com o trabalho desempenhado pela escola, para ele, a sensação é de que tudo está dando certo, ele quer levar o trabalho realizado nos ensaios para a avenida, afinal, a responsabilidade da Grande Rio aumentou após o título no carnaval passado.

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“Eu estou muito feliz com o trabalho e desempenho. O balanço que eu faço é que deu tudo certo e está dando tudo certo. A gente quer levar esse pensamento e essa ideia pra avenida. Pra acertar (no desfile) não, é pra manter o equilíbrio e o trabalho que a gente vem mantendo durante os ensaios. A responsabilidade aumenta, mas a Grande Rio está acostumada. Foram tantos carnavais que mereceram ser campeões e, depois desse, a gente vem praticamente nos mesmos moldes de excelência”, pontuou Evandro.

Samba-Enredo

De autoria Igor Leal, Arlindinho, Diogo Nogueira, Myngal, Mingauzinho e Gustavo Clarão, o
quitandinha de erê, como ficou popularmente conhecido, já estava na boca do povo antes mesmo de ser escolhido oficialmente pela escola como o samba-enredo oficial na homenagem a Zeca Pagodinho. Com uma melodia leve e uma letra fácil, é possível rapidamente viajar pelo subúrbio carioca nessa grande procura pelo Zeca, como propõe os carnavalescos. Várias são as partes cantadas com mais empolgação pelos componentes, mas destaca-se o refrão do meio e o final do samba, “Zeca! Levante o copo para o povo brasileiro, te encontrei nesse terreiro, Xerém é o seu quintal!”.

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Outros destaques

Figura carimbada da escola, David Brazil marcou presença no ensaio de sua escola do coração, assim como ele, outras personalidades da mídia também estiveram presentes, como a influencer Pequena Lo e o músico Xamã, esse último muito festejado pelo público. Porém, todos os holofotes estavam voltados para a rainha Paolla Oliveira, ela, com seu habitual carisma, respondeu todo o carinho do público com muito samba no pé.

Expectativa para ensaio técnico

No próximo domingo, dia 12 de fevereiro, a Grande Rio será responsável por finalizar a maratona de ensaios técnicos realizados no Sambódromo, pela primeira vez, a escola participará do teste de luz e som, para Thiago Monteiro, é um ensaio diferente e que enche a escola de orgulho. “É a primeira vez na história da Grande Rio que a gente testa som e luz do sambódromo, pra gente é motivo de alegria e orgulho, a escola, apesar de já ter sido vice-campeã algumas vezes, nunca teve a honra de testar a luz e som do Sambódromo, é um ensaio diferente, seremos a última a pisar, é um motivo de orgulho muito grande”, disse o diretor.

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Foto: Rhyan de Meira/Site CARNAVALESCO

Perguntado sobre o que podemos esperar para o ensaio técnico, Thiago contou que a escola está preparando surpresas e atrações para entreter e brindar o público, mas que o grande foco da agremiação é treinar para corrigir os erros, ele inclusive disse que se tiver que errar, que seja no próximo ensaio.

“Ensaio técnico é uma das etapas importantíssimas para que seja feito um grande desfile. Agora a gente também tem que brindar aquele público com atrações e a Grande Rio, como no passado, não vai fazer diferente. A gente vai com o nosso melhor lógico, estamos vendo coisas pra em entreter o público também, mas acima de tudo, acima de qualquer coisa, nosso maior foco é treinar a escola, é ensaiar a escola, é corrigir o que tiver que corrigir, se tiver que errar que seja dia 12, problema nenhum. Então a gente quer realmente usar aquele momento, aqueles minutos que nós teremos na pista desfilando, mas acima de tudo também treinando”, finalizou Thiago.

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Foto: Rhyan de Meira/Site CARNAVALESCO

A Grande Rio será a segunda a desfilar no domingo de carnaval, dia 19 de fevereiro, quando levará para a Marquês de Sapucaí uma homenagem ao cantor Zeca Pagodinho, através do enredo “Ô Zeca, O Pagode, Onde É Que É? Andei Descalço, Carroça E Trem, Procurando Por Xerém, Pra Te Ver, Pra Te Abraçar, Pra Beber E Batucar”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

Em Cima da Hora 2023: galeria de fotos do ensaio técnico

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Liesa define horário de início dos desfiles do Grupo Especial em 2023

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De acordo com o regulamento do Carnaval 2023 ficou definido pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) que os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, domingo e segunda, 19 e 20 de fevereiro, vão começar às 22h. O tempo de duração do desfile de cada escola de samba será de, no mínimo, 60 (sessenta) minutos e, no máximo, 70 (setenta) minutos.

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Foto: Fernando Maia/Divulgação Riotur

Domingo vão passar pela Sapucaí: Império Serrano, Grande Rio, Mocidade, Unidos da Tijuca, Salgueiro e Mangueira. Desfilam na segunda: Tuiuti, Portela, Vila Isabel, Imperatriz, Beija-Flor e Viradouro.

As escolas de samba, cuja posição na ordem de desfiles correspondam à numeração par, deverão se concentrar a partir da lateral do setor 01 da Avenida dos desfiles no sentido do edifício “Balança Mas Não Cai”. As sscolas de samba, cuja posição na ordem de desfiles correspondam à numeração ímpar, deverão se concentrar a partir do prédio do Juizado de Menores, no sentido dos prédios da Cedae e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A primeira escola de samba a desfilar em cada um dos dias de desfiles poderá se concentrar a partir da Área de Armação (Área anterior ao portão de início de desfile).

Pelo regulamento de 2023, “qualquer escola de samba do Grupo Especial que não entregar sua prestação de contas, com a devida aprovação, até o mês de Agosto de 2022 ficará desclassificada do Grupo Especial da Liesa e, em consequência, será rebaixada para o Grupo de Acesso – Série Ouro da Liga RJ e ali permanecerá até que conquiste o título de campeã, e demonstre já ter concluído o processo de regularização de todas as pendências junto à Liesa e aos órgãos públicos”.

‘Não me vejo em outro lugar’, diz Viviane Araujo sobre sua paixão pelo Salgueiro

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Uma das certezas do Carnaval 2023 é que Viviane Araujo vai estar no Anhembi e na Sapucaí. Rainha de bateria na Mancha Verde há 17 anos, no Salgueiro há 15 e, agora, mãe do Joaquim de apenas 5 meses, a atriz revela que sua felicidade e sua realização pessoal estão acima de qualquer expectativa sobre seu padrão físico e vai levar para Avenida a alegria de poder estar de volta. Neste pré-carnaval intenso, Viviane recebeu o site CARNAVALESCO no barracão do Salgueiro para conversar sobre assuntos como sua trajetória no samba, sonhos e a Furiosa.

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Fotos: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Gosta de ser chamada de rainha das rainhas?

Viviane Araujo: “Eu não me considero, as pessoas que me chamam. É uma brincadeira que começou com o Quinho na quadra e nos ensaios. Eu acho que é pelo fato de toda minha trajetória no carnaval, de toda história que eu venho construindo ao longo desses anos todos, são 15 ou 16 anos que eu estou com o Salgueiro. Acredito que seja pela minha história de amor e dedicação com o Salgueiro”.

O que representa estar à frente da bateria do Salgueiro?

Viviane Araujo: “É uma responsabilidade. É um peso muito grande. Apesar de rainha não ser quesito, nós temos um peso e um valor importante, somos muito cobradas. Mas é maravilhoso”.

O Salgueiro é o amor da sua vida no carnaval?

Viviane Araujo: “Com certeza! Eu falo que não me vejo em outro lugar a não ser no Salgueiro. Realmente minha paixão no samba e no carnaval é o Salgueiro, no Rio. Em São Paulo, tem a Mancha”.

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O que você acha das escolas darem oportunidade para as meninas de comunidades entrarem no posto de rainha de bateria?

Viviane Araujo: “Eu acho que tem espaço para todo mundo. O carnaval é para todo mundo. É bacana você dar oportunidade para a menina que é cria, que é da comunidade. Mas eu acho legal dar oportunidade para uma menina que não é cria da comunidade, mas é sambista. Eu acho que tem espaço para todo mundo, o samba é para todo mundo e todo mundo samba como quiser sambar. Ninguém tem que ficar apontando dedo e julgar, o importante é ser feliz. Se você está feliz, você consegue transmitir isso. Sem julgamentos, pelo amor de Deus”.

Tão rápido você deu a luz e já está preparada para o Carnaval 2023. Qual é o segredo?

Viviane Araujo: “Meu filho vai fazer 5 meses. Eu confesso que foi difícil. Eu não estou com o meu corpo de antes, óbvio. Não estou na minha melhor forma, fisicamente falando. Eu estou muito feliz e muito realizada, e isso é maior do que tudo. Eu espero que as pessoas percebam mais isso em mim, a minha felicidade, ter realizado meu sonho, ter tido um filho, ter desfilado grávida e voltar a desfilar. Eu prefiro o público perceber isso, o quanto eu estou feliz e realizada, do que ficar olhando, simplesmente, meu corpo ou se eu estou sambando assim ou assado”.

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O que sente quando pisa na Sapucaí e é ovacionada pelo público, seja salgueirense ou não?

Viviane Araujo: “Eu me sinto muito orgulhosa! Sabe quando você pensa que deu certo tudo que fez, o caminho que seguiu? Eu me vejo assim, tendo reconhecimento da minha trajetória. De ter esse carinho e o respeito das pessoas, eu me sinto muito orgulhosa”.

Volta a desfilar na Mancha Verde esse ano? O que representa para você estar lá?

Viviane Araujo: “Já são 17 anos, é uma família também. A gente tem um carinho. Eu não sou tão presente na Mancha como eu sou no Salgueiro, como eu gostaria de estar. Principalmente nesse momento, vai ser a primeira vez [em 04 de fevereiro] que eu vou deixar o Joaquim aqui e vou viajar. É bem difícil, mas eles entendem. Eu tenho uma relação de amizade com o presidente e com todo mundo da Mancha”.

O que você pode falar da sua fantasia no Salgueiro para 2023?

Viviane Araujo: “Minha fantasia é bem bacana e diferente do que eu já coloquei. É bem comportada, mas é linda”.

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No enredo de 2023 o carnavalesco fala que cada pessoa tem sua visão de Inferno e Paraíso. Qual é para a Viviane Araujo a visão de um paraíso e de um inferno?

Viviane Araujo: “O Salgueiro quer mostrar um paraíso que é livre, que deixa a pessoa ser feliz do jeito que ela quer. Vamos parar de julgar as pessoas. É o que eu desejo também. É mais amor e menos ódio”.

O dia da Vila Vintém vai chegar? Torcida da Unidos de Padre Miguel só pensa no título da Série Ouro no Carnaval 2023

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“A escola é onde aprendemos a amar o samba, todos os anos ela deveria ser campeã”, Assim, diz Evelyn Glória, torcedora apaixonada pela escola Unidos de Padre Miguel, ao ser questionada sobre o motivo de estar no último sábado acompanhando o ensaio da escola na Marquês de Sapucaí. Ela pulava e exalava a energia vibrante de estar ali, ansiosa, para ver sua escola desfilar no ensaio técnico. Ao ser questionada de onde viria esse amor pela escola, Evelyn abre um sorriso e diz: “Vêm daqui ó” apontando para o seu peito e completa fazendo uma referência ao samba-enredo: “Respeita o povo da Vila Vintém”.

Neste ano, disputando com foco na vaga para o Grupo Especial, a UPM (Unidos de Padre Miguel), traz em seu samba-enredo o tema “Baião de Mouros”. A escola pretende levar a influência da cultura Árabe na região do nordeste brasileiro, que está presente, por exemplo, nos símbolos como os leques, guarda-sóis, maquiagens, tapetes, azulejos e janelas da região.

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Evelyn Glória, torcedora da UPM

De acordo com seus torcedores, nos últimos anos a escola sempre ‘batia na trave’, ou seja, quase alcançando o tão sonhado momento de vencer o Grupo de Acesso. Porém, em 2022, a escola não ficou em 5º lugar. Em 2020 a escola acabou ficando em 2º lugar, mas não atingiu o tão sonhado ‘gol’.

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Jeferson Dias, torcedor da UPM

“Na nossa escola aprendemos o samba e lá, é samba raiz, nunca vai parar. Padre Miguel é a capital pois temos a Mocidade”, explica Jeferson Dias, torcedor da UPM que estava pertinho da avenida para ver sua escola passar.

A Unidos de Padre Miguel participou do ensaio técnico e trouxe a maior parte do público que estava presente na Sapucaí para assistir seu ensaio. Eram vários ônibus que estavam posicionados para esperar até o fim do desfile, que terminou por volta de 1h30 da manhã. Uma faixa posicionada na arquibancada do setor 3 tinha os dizeres “Nação Unida de Padre Miguel” lotada com os torcedores da Vermelha e Branca.

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Beatriz Lopes acompanhada com a mãe e sua avó

“A escola tem muita união. A comunidade tem muita uniã. A gente ama a Unidos”, comenta Beatriz Lopes, que estava acompanhada com a sua mãe e sua avó. Vestidas de vermelho e branco e com os bonés UPM, elas explicam que o segredo da escola ter tanto público é a união da comunidade e que a escola abraça a comunidade em sua volta. Sua avó, Tânia Lopes, explica que a escola realmente leva a sério o termo ‘unidos’ em seu nome.

A torcida tem um consenso sobre o motivo de não conseguir subir para o Grupo Especial: os jurados. Os torcedores não conseguem identificar nenhum erro dentro da escola e quando citam algo, se referem aos “juízes do carnaval” como injustos. “Eu acho que tem que acabar com a injustiça porque a escola vem lindíssima, batendo no placar há anos e precisa muito ser vencedora”, afirma Maria Eduarda, passista apaixonada pela escola.

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Maria Eduarda, integrante da UPM

Para o público, o carnaval de 2017 foi o melhor desfile da escola. Naquele ano, o tema do enredo da UPM foi “Ossain, o poder da cura”. “O ano de 2017 era o ano pra ela ganhar, tinha tudo pra ela ganhar e esse ano vai ganhar. Estou confiante do meu trabalho, do trabalho da escola e está incrível demais”, explica Maria Eduarda.

A escola vai desfilar no sábado de carnaval, dia 18 de fevereiro, e o seu desfile é um dos mais esperados no Grupo de Acesso e com muitas expectativas por parte dos fãs da Boi Vermelho. “Os julgadores precisam ver que somos uma escola que é pra subir. É uma escola que veio para ganhar carnaval”, garante Alexandre Campos.

Com desfile na Praça Tiradentes, Bloco Desliga da Justiça abre o fim de semana de folia na cidade

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Chapolin, Homem Aranha, Cinderela, Jasmine, Chapeuzinho Vermelho. Heróis de videogame, cinema, HQ e mangás, entre tantas outras personalidades do universo geek, tomaram conta do Centro do Rio na manhã deste sábado. Pela primeira vez na Praça Tiradentes, no Centro, o Bloco Desliga da Justiça abriu a segunda semana de pré-carnaval na cidade em grande estilo, com um desfile colorido, numa atmosfera democrática, cheia de figuras conhecidas deste e de outros carnavais. Num retorno triunfal após a pandemia, o clima era de felicidade genuína e o desfile do bloco, que tinha como tema “Descobri que te amo demais”, chegou para celebrar a vida e os seus 14 anos de história.

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Foto: Foto Fernando Maia/Riotur

“É muito bom estar de volta, na rua, com quem a gente ama. O carnaval deste ano traz de volta a liberdade da gente ser quem é, sem medo”, celebrou Felipe Seperuelo, diretor do Desliga.

Organizado pela Riotur, o Carnaval de Rua do Rio retoma suas atividades após dois anos de pandemia. Quem for curtir a folia vai encontrar o maior esquema operacional já produzido até hoje para a grande festa. O público estimado de foliões nas ruas da cidade para este ano é de cinco milhões de pessoas. Haverá oito postos médicos fixos, dois a mais que em 2020 e 220 ambulâncias à disposição do público, tudo isso para desafogar o sistema de saúde da cidade. O folião vai contar ainda com 34 mil estações sanitárias, entre banheiros químicos e mictórios, posicionados por onde passarão os blocos, sendo 10% exclusivos para pessoas com deficiência (PCDs). E para ajudar na limpeza da cidade, a Comlurb vai disponibilizar a maior estrutura já utilizada pela companhia durante o carnaval, com 2550 garis, carros-pipa, equipamentos de higienização de urina, varredeiras de grande, pequeno e médio porte e mil contentores de 240 litros.

Por toda a cidade, mais de 30 blocos de variados tamanhos e perfis já estão nas ruas desde o início da manhã. Além do Desliga da Justiça, desfilam neste sábado, os blocos CarnaEco (Barra da Tijuca); Cordão do Prata Preta (Gamboa); Imprensa Que Eu Gamo (Laranjeiras); e Spanta Neném (Lagoa), entre muitos outros.

Um casal fantasiado de Chiquinha e Quico, personagens do seriado mexicano “Chaves” chamava a atenção no Desliga da Justiça. Percussionistas do bloco, Camila Castro e Rodrigo Porto se conheceram no carnaval de 2016. Baiana, Camila destaca o que considera de melhor do carnaval carioca:

“É uma festa para todos”.

Mesmo com chuva e pista molhada, Tom Maior faz grande trabalho no seu segundo ensaio técnico

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Na noite desta sexta-feira, a Tom Maior realizou o seu segundo ensaio técnico visando o carnaval de 2023. O destaque principal vai para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que superou a chuva e a pista molhada e, também, para a comissão de frente, que mostrou um grande repertório de encenações e dança. A ala promete muito para o desfile oficial. Ainda não se sabe plasticamente o que tem por trás do elemento alegórico e dos adereços de mãos que os integrantes usaram, mas aparentemente deve ser o ponto-chave do desfile da escola, visto que sai do óbvio do que as comissões de frentes de São Paulo fazem. Destaque também para o canto dos componentes, bateria e ala musical. Foi um ensaio bastante proveitoso da comunidade do Sumaré. Só não foi grandioso porque a chuva e o vento atrapalharam certas situações.

Comissão de frente

Primeiramente teve um grande elemento alegórico em forma de escadas. Nada foi revelado ainda, mas foi usado para o treino. Sobre a dança, a ala contava com dois grupos atuando. No primeiro, todos formados por homens, que faziam uma dança inteiramente afro. No meio, havia uma mulher com vestimenta inteira preta, que aparenta ser a personagem principal, pois em determinado momento o grupo masculino citado, fazia uma espécie de louvação a ela no verso “Iya… Se hoje me coloco aos teus pés é porque também sou geledés… Em teus braços reconheço teu amor” Após, eles subiam e pegavam um grande adereço de mão, em forma de ‘espátulas’.

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Em outra parte, em cima do tripé, havia um grupo somente feminino executando danças específicas, que recebia a personagem principal. É uma comissão de frente com cenas diferentes e complexas, porém com grande riqueza. Sai do óbvio do que vemos hoje. Vale destacar que devido à pista molhada, um integrante escorregou e caiu em frente ao setor A. Felizmente o componente prontamente se levantou e continuou com a dança. Não houve lesões.

Harmonia

Desde o ensaio anterior o canto da escola era destaque, pois foi de extrema força. A expectativa era para ver se a comunidade do Sumaré conseguiria manter tal feito. E conseguiu. Desde a primeira até a última ala notou-se uma grande felicidade no rosto dos componentes ao entoarem o hino. Impressionante como a vermelho e amarelo abraçou o enredo e está colhendo bons frutos com isso. Vale destacar que o segundo e terceiro setores foram os de mais destaques no ensaio. As partes do samba mais cantadas foram os refrões e a segunda parte. Destaque principal para o os últimos versos, onde a comunidade realmente explodiu o hino.

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“O canto já virou slogan da escola. São ensaios específicos e locais. Agora a gente vai para a quadra dois dias lá no Peruche. A hora que o cara vestir a fantasia, é a magia para o show acontecer. Pode esperar uma Tom Maior brigando pelo título. Pode chover canivetes. Esse ano tem acontecido muita coisa, mas tem dado mais ânimo e vigor para gente, pode ter certeza”, disse Bruno Freitas, diretor de harmonia.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Analisando o casal Ruhanan Pontes e Ana Paula em diversos momentos da pista, notou-se que mostraram a gigante sincronia existente mais uma vez. Devido à chuva e a pista totalmente molhada, a dupla teve a estratégia de evoluir somente mostrando a coreografia do samba durante a pista. A evolução com certa intensidade foi deixada de lado. Interessante é que praticamente eles não se desgrudaram. Pegavam nas mãos um dos outros com muita força. Muitos sorrisos de ambos, que nitidamente estão se sentindo extremamente à vontade com o pavilhão da Tom Maior.

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Entretanto, não dá para dizer que foi perfeito porque em frente ao setor A, a porta-bandeira foi atrapalhada pelo vento e o movimento do pavilhão acabou tendo um problema. “Eu acho que os pontos observados no primeiro ensaio não deram para corrigir devido à chuva, só fizemos isso no específico. A chuva em si dá muita insegurança, porque ela escorrega, vem com o vento e acaba deixando o pavilhão mais pesado. A frequência de giro fica menor, mas quando colocamos tudo na mesma sincronia, dá para trabalhar, assim como a gente fez hoje”, disse a porta-bandeira.

“Com a chuva e o vento a gente diminui a velocidade, mas apesar do vento e da chuva, esse foi muito melhor do que o outro”, completou o mestre-sala.

Evolução

A Tom Maior evoluiu de forma satisfatória. O recuo de bateria foi perfeitamente executado. No momento em que a bateria entrou, rapidamente uma ala de malandros preencheu o espaço, sem deixar um rastro sequer. Tudo feito muito rápido e prático. Dentro das alas também a evolução fluiu. Os componentes se movimentavam bastante e tinha uma coreografia específica em uma parte do samba, que fica localizado nos últimos versos. Neste momento, os componentes levantavam os braços e depois faziam um movimento de se curvar. Logo após, voltava para o refrão principal todos cantando e pulando. Vale destacar uma situação que ocorreu pouco antes do recuo de bateria entre espaço de comissão de frente, casal e primeira ala. Abriu um grande espaço. A comissão de frente com seu tripé avançou demais e o staff da Tom Maior não se atentou para isso. Não houve equilíbrio. Devido a isso, ficou a impressão de que o elogiado casal, ficou em um espaço totalmente solo.

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Porém, questionado pelo CARNAVALESCO, o diretor de harmonia Bruno Freitas disse que tal situação não configura para uma eventual penalização. “Não se julga espaçamento do primeiro casal. A gente vai olhar realmente. Estávamos com um drone filmando, acho que teve uma oscilação, foi comunicado no rádio, mas ali a gente não se importa desesperadamente para corrigir, mas não vamos deixar passar do limite”, disse.

O outro diretor, Gerson, também falou sobre. “É um espaço técnico. Esse tamanho pode oscilar, mas a gente percebeu que abriu um pouquinho, seguramos para fechar e já conversamos para diminuir esse espaço”, completou.

Samba-Enredo

Como dito anteriormente, é uma obra que caiu nas graças da comunidade, sendo cantada por Gilsinho, um dos mais renomados intérpretes do carnaval brasileiro. O cantor está conduzindo muito bem a comunidade e toda a sua ala musical. Está se mostrando muito adaptado à comunidade vermelha e amarela. Vale destacar que é uma obra de grande valor no carnaval paulistano e altamente apreciada. Segundo os leitores do CARNAVALESCO, é o melhor samba-enredo do ano, junto com a trilha do Império de Casa Verde. Apesar de a letra ser curta, as entonações de certas partes dão um belo contraste, como o refrão principal e a segunda parte do samba, pós refrão do meio.

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“Hoje eu gostei mais do que no primeiro ensaio. Apesar da chuva e ter menos gente, acho que a escola cantou com mais empenho e vontade. Eu vim pra cá com febre, estou quebrado, gripado demais, mas deu para fazer o trabalho contando com a minha ala musical que são meus irmãos. Deu tudo certo, mas para mim foi 100%. Um ensaio muito bom. A nossa bateria Tom 30 como sempre dando show. Parece que a chuva cai e a galera pula mais. A gente está super feliz com o que aconteceu hoje e vamos para o nosso desfile com força total”, declarou.

Outros destaques

A bateria ‘Tom 30’, regida pelo mestre Carlão, executou um ensaio seguro. Destaque para as fortes cuícas e as caixas. Esse último instrumento que guia a bateria. Dá o ‘balanço’ e a cadência que a batucada da comunidade do Sumaré tem como característica. A batida forte e a cadência citada, dá uma ambiguidade e coloca a ‘Tom 30’ como uma das baterias mais técnicas existentes.

“Por coincidência, no ensaio de bateria, choveu. O que eu falo para os ritmistas e todo mundo, é que tem que ensaiar sempre. Nas chuvas, noites bonitas, porque sempre acontece isso. Eu estou muito contente com o resultado da bateria. É o esperado e vamos para o desfile e, se Deus quiser, vamos executar tudo com excelência e fazer um grande desfile. Nosso diretor de marcação não parou um minuto hoje, porque na chuva ela cai e ele veio buscando para deixar como ela iniciou o desfile”, disse o mestre Carlão.

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Interessante observar a ala das passistas, que foram vestidas em um vermelho brilhoso, cantando bastante e fazendo coreografia, o que é raro de ver. Como no primeiro ensaio, a Tom Maior levou para o Anhembi um grande elemento alegórico na figura de Oxalá com o nome da escola. Realmente, uma espécie de abre-alas. Houve homenagens e discurso do presidente Carlão para as vítimas do acidente ocorrido no barracão nesta última quinta-feira.

Colaboraram Fábio Martins, Lucas Sampaio e Will Ferreira

Em ensaio prejudicado pela chuva, Estrela do Terceiro Milênio fortalece comissão de frente e carro de som

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O terceiro e último ensaio técnico da Estrela do Terceiro Milênio no Anhembi visando o carnaval 2023 já seria mais agitado por natureza. A derradeira apresentação da Coruja antes da tão aguardada estreia no Grupo Especial teve um clima irregular – no céu e na passarela. Com chuva e garoa alternando com tempo seco, a agremiação da Zona Sul teve episódios que, até então, não tinham acontecido em apresentações da comunidade do Grajaú, que defenderá o enredo “Me Dê a Sua Tristeza Que Eu Transformo em Alegria”.

Comissão de frente

A derradeira apresentação da escola teve um início idêntico aos dois primeiros: um tripé coberto e uma comissão de frente com uma coreografia bastante curta, quase que basicamente executando danças de acordo com o verso do samba executado – as exceções se davam à frente das cabines de jurados (agora identificadas), em que alguns atos novos aconteciam.

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Os destaques, portanto, seguem os mesmos. Com componentes bastante expressivos, chamando quem estava no corredor para interagir junto com eles, os componentes merecem ainda mais exaltação por conta das condições climáticas: alternando tempo seco com períodos de garoa e chuva mais intensa, não foram notados erros de execução em momento algum do bailado.

Samba-Enredo

Já conhecido do grande público e, sobretudo, dos componentes da escola, a canção teve condução bastante convincente do carro de som da Estrela do Terceiro Milênio, novamente capitaneado luxuosamente por Grazzi Brasil. Mais uma vez com destaque para o momento em que, no verso “sou o riso da criança”, ritmistas se abaixam e começam a tocar os respectivos instrumentos em volume menor tal qual os vocais do carro de som, não houve parcela de culpa dos integrantes de tal segmento em qualquer ocorrência relacionada a outro quesito.

Milenio et GrazziBrasil

No dia do desfile oficial, Grazzi teria a companhia de Bruno Ribas – que, mais uma vez, não participou do ensaio técnico por estar na Unidos de Padre Miguel. Ao elogiar o companheiro de microfone, ela também aproveitou para falar sobre representatividade: “Amo o Ribas. Ele não pôde estar hoje. Eu acho que uma mulher pode estar onde ela quiser, até mesmo em um carro de som. Mas ainda é um processo até conseguir de fato esse lugar. Eu sou uma pessoa que não tenho dificuldade nenhuma de dividir, até porque são todos meus amigos”, destacou.

Também é importante destacar a ótima condução do samba-enredo pela Pegada da Coruja. Comandados por Mestre Vitor, não faltaram bossas, convenções e atitudes do segmento para manter o ânimo dos ritmistas em alta. Foram registrados quatro apagões dos batuqueiros ao longo do ensaio técnico em duas partes do samba.

Milenio et Componente

Carlos Pires, o Carlão, diretor de carnaval da instituição, também mostrou-se bastante satisfeito com o desempenho da escola como um todo: “Gostei do nosso ensaio! O povo veio, fiquei bem contente. Temos algumas coisas pequenas para ajeitar, mas a escola cantou bem, dançou bem. Os quesitos que estavam em julgamento também foram bem. Estamos prontos para chegar no sábado e mostrar a força do Grajaú. Estamos bem contentes. A gente veio numa crescente, a escola aprendeu a disputar no Grupo Especial. Está pronta, hoje veio a escola que eu espero. Hoje foi o Grajaú e a Estrela do Terceiro Milênio. Hoje foi o nosso ensaio para brigar pelo campeonato, com respeito a todas. Hoje foi o que eu esperava da escola”, prometeu.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O tempo bastante irregular, evidentemente, prejudicou o casal da Estrela do Terceiro Milênio em aspectos técnicos. Daniel de Vitro e Edilaine Campos, entretanto, não deixaram de surpreender, alegrar e emocionar. As condições climáticas, por sinal, foram citadas por ele ao analisar o último ensaio técnico da agremiação do Grajaú. “É horrível lidar com esse vento todo. Se você não tomar cuidado com ele, ele vai te derrubar. Do meio da pista para cá o vento está muito forte. O segredo é girar no sentido anti-horário”, comentou Edilaine. “É difícil lidar com o quão escorregadia fica a pista por conta da água. Os nossos movimentos de perna podem levar à queda, tem que ir na pontinha do pé. Um passo que se fazia grande fica mais complicado. É ensaio: no dia do desfile, pode chover. Temos que estar preparados para essa adversidade”, resignou-se Daniel.

Milenio et PrimeiroCasal1

Fantasiados de Dona Hermínia e Paulo Gustavo, em homenagem ao humorista vítima de coronavírus em 2021, ambos chamaram atenção desde o primeiro momento em que foram vistos. Na Dispersão, por sinal, diversos foliões pediram fotos com o Casal.

Até o momento do “estrelato”, entretanto, foram momentos bastante desafiadores. Girando menos que nos dois primeiros ensaios por conta das condições climáticas, Daniel e Edilaine ainda tiveram que vencer as famosas rajadas de vento do Anhembi, que se fizeram presentes nos primeiro e segundo locais de julgamento. Sem girar muito, certamente se poupando para o dia do desfile oficial, eles buscaram um ensaio seguro e sem riscos. Daniel, entretanto, hesitou ao desfraldar o pavilhão na segunda cabine de jurados – o que não se repetiu nas duas seguintes.

Também vale destacar o cuidado de Edilaine, que optou por vir com um calçado sem salto – muito provavelmente por conta das dificuldades que o clima e a passarela úmida trouxeram.

Ambos, por sinal, aprovaram a exibição. “A visão da Dona Ermínia foi de que hoje foi perfeito. Fechamos o último ensaio com chave de ouro. Foi incrível. Preciso mudar o vocabulário, falei isso de novo”, brincou Edilaine. “O ensaio, para a gente, mesmo com a chuva, foi perfeito. Conseguimos cumprir todos os critérios de balizamento. Saímos tranquilos e leves, parece que hoje conseguimos cumprir bem a missão para chegar no dia zeradinho”, pontuou Daniel, que se autodeclarou mais autocrítico que a dupla.

Os dois também aproveitaram para exaltar a comunidade da escola. “A minha comunidade é o ponto forte, sempre. Sem eles eu não existiria. Sem eles você não estaria fazendo essa pergunta e nem teria ensaio técnico. Hoje, mais uma vez, eles foram além do além”, inspirou-se Edilaine. “Mesmo diante de tanta chuva, chegar na Concentração e ter a sua comunidade gritando por você, ver essa felicidade, tomando chuva… é sempre por eles e para eles. Essa comunidade é maravilhosa”, concordou Daniel.

O mestre-sala, por sinal, aproveitou para relembrar o ator que foi homenageado por ele na fantasia do ensaio técnico de hoje: “Levamos ao pé da letra que o enredo da nossa escola nesse ano nada mais é que um tributo ao riso. E, como Paulo Gustavo, de quem eu sou fã incondicional, dizia, rir é um ato de resistência. Precisamos rir, o riso lava a nossa alma”, finalizou.

Harmonia

A escola, que nos outros ensaios técnicos viu a comunidade cantar bem o samba, notou o reflexo da chuva também no canto dos componentes. O primeiro setor teve execução do samba bastante irregular até mesmo entre componentes da própria ala, por exemplo. A ala das baianas, logo no começou da instituição, chamou atenção pela condução da canção na passarela.

O começo de apresentação explosivo da bateria também ajudou no canto da escola, já que os componentes respondiam aos apagões, convenções e bossas propostas.

Mestre Vitor Velloso, comandante da Pegada da Coruja, evitou citar o termo “apagão”: “Hoje foi o mapa real do que vai acontecer no dia. Não tivemos apagões, é como falei na outra entrevista, o apagão maior serve para ver o canto da escola, como está, mas hoje não foi feito. Fizemos os apagões normais que serão feitos realmente no dia, curtinhos. Viemos bem, acertamos o que tinha para acertar. Resolver? Resolvemos. Temos mais quatro ensaios. Vamos pegar firme para chegar no dia 18 alinhadinho”, pontuou.

Milenio et Torcida

O ritmista-mor aproveitou, também, para elogiar a evolução dos batuqueiros: “Bossas, andamento, desenho… enfim. Limpamos algumas coisinhas, tiramos desenho daqui, dali, modificou uma coisa ali, aqui. Hoje foi legal, perfeito. Agora é esperar o dia. Podem esperar uma batucada muito valente, que é uma característica nossa. Várias paradinhas, não economizamos. A gente faz. E é uma bateria alegre, vamos que vamos”, ratificou.

Não foi apenas o canto, entretanto, que prejudicou o ensaio no quesito. O staff da escola pedia para que, além de cantar mais o samba, a ala logo depois do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira prestasse mais atenção ao alinhamento de cada componente.

No geral, uma apresentação entre regular e boa do quesito – mas com pontos de melhoria. A escola ficou cerca de noventa segundos parada para que os ritmistas recuassem, e o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, também precisa do evoluir, tiveram certa morosidade ao preencher o espaço.

Ao citar o canto da Coruja, Grazzi Brasil, intérprete da escola, destacou os componentes: “A energia a gente vê que está maravilhosa. O nosso processo no carro de som estamos nos entrosando, se dedicando. Espero que dê tudo certo no dia do desfile. Estou ansiosa, mas acho que foi bonito. Está demais essa cantoria. Tem um chão que pelo amor de Deus. É acreditar nesse projeto, ter garra e muita vontade de estar no Especial. Você olha no olho e é aquela energia. Eu cheguei ano passado e era a mesma coisa. Eu só posso agradecer essa comunidade maravilhosa. Realmente é mágico”, elogiou.

Evolução

A Estrela do Terceiro Milênio teve, ao longo do ensaio técnico, andamento inconstante. A agremiação pareceu ter um começo mais moroso – fruto das condições climáticas que prejudicavam segmentos que dependem da dança, como comissão de frente, casal de mestre-sala e porta bandeira e uma ala coreografada. Tanto que o segundo carro alegórico passou pelo final do Setor D com cerca de 46 minutos. Depois de tal minutagem, por alguns minutos, a agremiação apertou o passo. Cerca de seis minutos depois, entretanto, o staff pediu para que os componentes voltassem a “ir na boa”, como dito por uma Harmonia. No fim, o ensaio técnico foi encerrado em 63 minutos – dois antes do tempo máximo permitido pelo regulamento.

Milenio et MestreVitorVelloso

Outro ponto que chamou atenção ocorreu quando a ala das baianas e o espaço destinado ao carro abre-alas passava pelo Setor C. Um espaço bastante considerável se abriu, e o staff da escola demorou alguns minutos para preenchê-lo. Foi possível ver cobrança entre integrantes da Estrela do Terceiro Milênio naquele momento.

A entrada do recuo da bateria, por sinal, também teve pontos de melhoria – embora não tenha sido a pior execução nos ensaios técnicos do Anhembi.

Carlão concordou: “Corrigimos tudo que achávamos que poderia ser melhorado nos dois primeiros ensaios. E, hoje, encontramos alguns pequenos detalhezinhos para acertar”, relembrou.

Outros destaques

– Durante o ensaio técnico da Tom Maior, escola que se apresentou antes da Estrela do Terceiro Milênio no Anhembi, componentes de pelo menos três alas da agremiação ensaiavam coreografias e cantavam na parte coberta do primeiro anel da Arquibancada Monumental.

– Ainda sobre a chuva, Carlão preferiu acreditar na força da comunidade do Grajaú: “A chuva, para nós, não influi em nada. Tem que cantar e dançar do mesmo jeito. A gente vem do Grajaú pesado para cantar e dançar muito na chuva e na tempestade. Estamos querendo vir para cima. Não tem chuva que atrapalhe”, destacou.

– Boa parte dos apagões da bateria foram feitos nos primeiros 40 minutos do ensaio técnico.

Milenio et Baianas

– Pouco antes do abre-alas haviam cerca de cinco componentes fantasiados com temáticas de palhaço executando coreografias arriscadas para as condições climáticas do local. Nenhum erro foi observado.

– A ala 09, bastante extensa, tem um tripé no meio dos componentes. O espaço destinado a ela é similar ao de alguns carros de outras coirmãs.

– Ao contrário dos outros ensaios técnicos, a corte de bateria teve roupa única: um collant azul. A exceção era Carla Diaz, com fantasia predominantemente branca.

Colaboraram Fábio Martins, Gustavo Lima e Lucas Sampaio

Harmonia e evolução se destacam sob chuva no último ensaio técnico da Colorado do Brás

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A Colorado do Brás abriu a sexta-feira de ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi, em preparação para os desfiles do Carnaval 2023. Com destaque para o excelente desempenho do samba e dos quesitos técnicos, a chuva constante que caiu ao longo do treinamento comprometeu o andamento de outros quesitos no último ensaio da escola nessa temporada. A Vermelho e Branco será a sexta escola a se apresentar no dia 19 de fevereiro, pelo Grupo de Acesso, com o enredo “A Ópera de um Pierrot”.

Comissão de Frente

Não seria justo analisar com rigor o quesito devido às condições da Avenida. A pista parecia ensaboada de tão escorregadia, e como a Colorado vem com uma dança no estilo de ballet, passos simples se transformaram em movimentos perigosos demais. Muitos dançarinos escorregaram ou caíram ao longo de toda a apresentação, e os próprios coordenadores do quesito passaram a pedir a redução no ritmo dos atores. A coreografia já é conhecida dos outros dois ensaios, e sua beleza e qualidade já estão constatadas. Sábia decisão da direção para evitar lesões desnecessárias às vésperas do desfile oficial.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Outro quesito extremamente comprometido pela péssima condição climática e da pista. Como pedir para a Jéssica Veríssimo mostrar toda sua capacidade de dominar o pavilhão em meio a um duelo cruel contra o piso altamente escorregadio? E os giros ao longo de um movimento em arco feito pelo Brunno Mathias? Novamente, é um casal o qual no segundo ensaio mostrou habilidade e competência, e não pode fazer o mesmo nesta sexta-feira.

ColoradoDoBras et PrimeiroCasal

Harmonia

Se a chuva atrapalhou o bailar de quem performa, o mesmo não pode ser dito do canto da comunidade da Colorado. Foi o melhor desempenho entre os ensaios realizados pela escola neste temporada, o que pode ser ao menos um motivo de certa tranquilidade no dia do desfile oficial. Não houve perda de desempenho no canto ao longo de toda a passagem pela Avenida, e a escola do Canindé encerra sua participação nessa temporada de ensaios técnicos deixando uma boa impressão do quesito.

ColoradoDoBras et Comunidade

Evolução

Outro quesito que parecia em dia de Senna, a evolução da Colorado foi fluída do início ao fim, terminando o ensaio com seguros 58 minutos. Entrada segura da “Ritmo Responsa” no recuo, e sem perder muito tempo no processo. Expectativa alta para os 40 pontos em mais um quesito técnico.

ColoradoDoBras et AlaCoreografada

Samba-Enredo

O leve e melodioso samba da Colorado do Brás, mais uma vez, teve um bom desempenho no ensaio. Dentro da proposta do enredo, a obra foi novamente bem conduzida pelo time liderado pelo intérprete Léo do Cavaco, e encorajou a bateria a apostar em belas bossas e apagões pontuais, sempre bem respondidos pela comunidade da Vermelho e Branco.

ColoradoDoBras et Baiana

Outros destaques

A valentia dos ritmistas da bateria “Ritmo Responsa” foi um dos grandes destaques do ensaio. Não é fácil manter um alto nível de forma constante com condições tão desfavoráveis, mas é preciso ter consciência de que é um cenário que pode sim ocorrer no dia do desfile oficial. Que os valentes guerreiros liderados pelo mestre Allan Meira sirvam de exemplo para toda a comunidade da Vermelho e Branco.

ColoradoDoBras et ritmista

Se treino foi feito para testar várias situações diferentes, a Colorado não pode dizer que não está pronta para a apresentação do próximo dia 19. Dois dos três ensaios gerais foram realizados em condições adversas, há muito material para a direção da escola estudar antes de pisar na Avenida para a disputa do Grupo de Acesso. É preciso pensar seriamente em como lidar com a coreografia da comissão de frente caso o clima não ajude novamente.

Vale lembrar que a pista certamente terá recebido a nova pintura escolhida desde a metade de 2022 após testes com a presença de todas as escolas de samba. Uma tinta com características antiderrapantes que pode ajudar muito não só a Colorado do Brás, mas todas as escolas que competirão no maior espetáculo da Terra em 2023.

Bateria Furiosa da Barra dita o ritmo do terceiro ensaio do Camisa Verde e Branco

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Na chuvosa noite de sexta-feira, apenas o Camisa Verde e Branco foi abençoado com o tempo, sem grande chuva, entretanto o vento foi muito forte e atrapalhou o casal no Setor B. A agremiação da Barra Funda teve uma evolução bem compacta, e o grande destaque ficou mesmo para a Bateria Furiosa da Barra, que tirou onda nas bossas. Foi o terceiro e último ensaio técnico do Camisa, que retornará ao Anhembi para o desfile no dia 19 de fevereiro, é a terceira escola a desfilar e cantará ‘Invisíveis’.

Comissão de Frente

Comissão com camisa verde, touca branca que é habitualmente usada na esgrima, menos o principal personagem, uma criança, que sempre isolado do grupo. Este tentava participar, estava sempre procurando algo, entrosas com o restante, mas acabava excluído. Em um ato fechavam uma roda em cima dele, e depois todos apontavam o dedo para o mesmo, ele recolhido, ajoelhado. Na primeira cabine, apontaram dedo para os jurados. Outro momento, os componentes levantavam o destaque da comissão, e levavam com as mãos para frente. São alguns atos, que esse ator principal vai tentando se encaixar dentro do grupo, mas nunca consegue, e fica com caras, bocas, correndo ao redor da maioria. Um invisível procurando seu espaço?

CamisaVerde et Comissao

Pois vale ressaltar que a agremiação da Barra Funda teve mais uma troca em um quesito. Desta vez na comissão, saiu o coreógrafo Jonathan Paulino e entrou a Gabriela Goulart. Particularmente não senti grandes mudanças na coreografia, até por ser reta final já e a comissão ter tido dois ensaios técnicos no formato, sem contar os específicos, o trabalho será ajustar na questão do andamento, uma ou outra adaptação, e aguardamos o que virá no dia do desfile.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Jessika Barbosa e Alex Malbec ensaiou vestidos de faxineira e gari. Intensos nos giros, o vento era forte, a pista ainda molhada. Mas o casal foi ousado e buscou o ensaio com intensidade e passou bem no primeiro jurado. No setor B, o pavilhão deu mais trabalho, e em alguns momentos Jessika Barbosa teve problemas com o pavilhão, que em alguns momentos enrolou. Reduziram um pouco o ritmo e ajustando contra a adversidade. Vale destacar que na dança, os giros estavam bem conectados, o problema maior foi quando paravam e o vento batia forte. Vieram sem proteção de alegoria e apenas comissão e guardiões na frente, um verdadeiro corredor de ventos.

CamisaVerde et PrimeiroCasal

Mas o sorriso no rosto e seguiram apresentação, experientes, passaram bem nas últimas cabines, ou seja, ajustaram sem perder a intensidade. Um detalhe, o apresentador do casal veio vestido de Carteiro. E outra questão para contextualizar do vento, os outros casais da comunidade, que não contam para os jurados, mas ressalto que também sofreram com o clima, estava difícil para todos, vale a menção.

Harmonia

Ao longo dos três ensaios deu para sentir um Camisa melhorando em sua harmonia, componentes mais soltos, desfilando com tranquilidade e cantando o samba. Porém no primeiro setor foi menos intenso, destaco as baianas com a bandeira do Brasil que estavam bem empolgadas e seguidas pela ala das crianças, muito animadas. Tivemos algumas alas do segundo e terceiro setor que destacamos como Guerreiros do Trevo, que tinha passos marcados e cantou, logo à frente do último casal. Ala Guardiões do Trevo estava bem animada e solta na pista, foi uma a destacar. Ala Pérola do trevo estava bem caracterizada, com ‘perucas de carnaval’, bem interessante. Outro momento que o Camisa já trouxe no ensaio, foi que no primeiro carro teremos representantes do movimento LGBTQI+, e junto estará a velha guarda. Mas durante toda a escola dá para sentir que muitos ‘invisíveis’ da constituição aparecerão, como o MST está na última alegoria.

CamisaVerde et Comunidade

Evolução

A escola passou sem problemas, cerca de 58 minutos, vieram bem compactos, e evoluindo tranquilamente dentro da pista que já estava seca no centro. Ajudando a escola a ficar mais leve e progredindo na avenida. Nesta questão, o Camisa melhorou muito dentro dos seus ensaios, uma escola mais leve e compacta do primeiro para o terceiro ensaio, ajustes importantes foram feitos na composição das alas que ajudam neste aspecto.

CamisaVerde et Bailarina

Samba-Enredo

A estreia do Igor Vianna como intérprete principal do Camisa Verde e Branco. Já que no primeiro ensaio estava com Clóvis Pê, que acabou saindo. No segundo ensaio, ele estava no Rio de Janeiro, e desta vez o carro de som estava completo com toda a equipe. Sua potência da voz é nítida e faz o samba crescer no Anhembi. Claro que ainda precisam de alguns ajustes no desenvolvimento da melodia e samba, Igor entrou recentemente, conta com Armando Polêmico, Denny Gomes e toda equipe de som para afinar tudo até o dia do desfile. A comunidade tem sentido o samba fluir, e é importante pelo lado da ala musical que trabalha nesta questão.

CamisaVerde et InterpreteIgorViannaAlaMusical

Outros destaques

Bateria “Furiosa da Barra” cheia de bossas, sustentando o samba, sendo o grande destaque. Melhorou o ritmo dos outros ensaios. Teve um momento que levantou o público já no penúltimo retorno, que apenas um instrumento seguia marcando, baixo, e a bateria apagada. Mas foi retornando o ritmo, instrumento por instrumento, claro que a galera foi à loucura. Deu para sentir que neste quesito a escola ficou bem leve e cresceu nos ensaios, afinação, andamento, todos fluíram melhor em conjunto com o samba.

CamisaVerde et MestreBateria

A corte de bateria do Camisa sempre chama atenção, a rainha Sophia Ferro no look todo trabalhado no jeans, nas costas grafitado um trecho da música do Racionais MC: “Onde estiver, seja lá como for. Tenha fé, porque até no lixão nasce flor”, Hariadne Diaz também chamou atenção com sua roupa trabalhada no verde, preto e a pintura no rosto que remeteu a de tribos africanas. Mas destaque mesmo ficou com a bailarina Talita Guastelli, que por vezes ‘sambava’ com as pontas dos pés, haja equilíbrio.

Como relatado, o Camisa Verde e Branco terá diversos manifestos, trará muitos ‘invisíveis da constituição’, e no ensaio muitos momentos desses foram vistos dentro dos espaços de alegorias, alas, resta aguardar como virá com fantasias e tudo pronto. Mas nos ensaios deu para sentir um gostinho de tudo que estão trabalhando.