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Pressão da comunidade! ‘Chão da Portela’ é destaque em ensaio técnico vibrante da Águia de Oswaldo Cruz e Madureira

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A Portela deu início ao seu ensaio técnico na Marquês de Sapucaí às 22h30 de domingo, mostrando toda a potência de sua comunidade aguerrida. O destaque do treino ficou por conta chão e do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre. No ano do seu centenário, a Majestade do Samba levará para a avenida o enredo: “O azul que vem do infinito”. A escola será a segunda a desfilar na segunda noite do Grupo Especial. * VEJA AQUI GALERIA DE FOTOS DO ENSAIO

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“O balanço é extremamente positivo. Como eu já disse no começo, nós iríamos trabalhar para apresentar nossa gente, nosso canto, alegria, nossa garra, a bateria. E nós conseguimos cumprir com o objetivo no ensaio de hoje. Tivemos um bom entrosamento entre carro de som e bateria, tivemos chão e uma boa evolução também. Assim, eu vejo que saímos do ensaio de hoje entendendo que estamos na briga para disputar mais um carnaval. Somos uma escola que está muito ligada com a sua gente, hoje em dia mais de 80% dos componentes são da nossa comunidade. Aqui, vale destacar que não necessariamente pessoas que moram em Oswaldo Cruz e Madureira, porque temos muitos portelenses que são de outros lugares”, comentou Fábio Pavão, o presidente da Majestade do Samba.

Harmonia

Os componentes da Portela cantaram o samba-enredo com força e emoção, desde o início do ensaio. As alas ‘Memórias de um sargento de milícias’ e ‘Brasil glorioso’ foram duas das que mais entoaram o samba. A intensidade do canto da azul e branco de Madureira chamou atenção, mostrando na pista a garra e o chão que a sua comunidade possui. Inclusive, as alas coreografadas também reforçaram o canto, não deixando o volume diminuir em momento algum.

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“Eu gostei muito! Até onde pude ver, a escola cantou bastante. Vi as pessoas muito felizes e sorridentes, o que é o mais importante. A escola passou bem e muito vibrante. Acho que os ajustes agora são apenas o que faremos na quadra, para entregarmos o máximo no desfile. O entrosamento com a bateria é total. Nós não funcionamos um sem o outro. Temos que estar sempre numa boa sintonia”, afirmou o intérprete Gilsinho.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre, fez uma brilhante apresentação na avenida. Eles levaram cerca de 2’12” para concluirem a coreografia em frente aos módulos de julgamento. Lucinha vestia uma roupa toda azul, enquanto Marlon utilizava calça azul, camisa branca, com um paletó azul por cima. Os dois esbanjaram graça e elegância durante todo o bailado, encantando o público presente no sambódromo. No trecho final do samba, durante verso “pra chorar de emoção”, Marlon beija a mão de Lucinha em um bonito gesto de carinho. Em seguida, na parte do refrão que diz: “o céu de Madureira é mais bonito”, Lucinha realiza o seu movimento característico ao tremular o tradicional pavilhão da Portela.

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“Estamos extremamente felizes, porque estamos tendo a honra de defender esse pavilhão que já ganhou 22 vezes e se Deus quiser agora em 2023 terá 23 títulos. Lucinha está prestes a completar 40 anos de avenida e isso não é para qualquer pessoa. Eu estou indo para o meu 20º ano de mestre sala, portanto, é um ano muito comemorativo, com muita alegria e o ensaio de hoje serviu para mostrar muito amor e alegria pela nossa escola e nosso povo. O ensaio técnico aqui é importante para controlarmos o coração. Fora isso, é bom para ver a força da comunidade. A Portela não tem patrono, não tem um super patrocinador, mas tem gente e tem amor. Nossa gente defende o pavilhão com muita garra e ensaios como o de hoje é importantíssimo para mostrar toda a garra do portelense”, disse o mestre-sala.

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“Impressionante que mesmo depois de tanto tempo, a gente ainda se emocione tanto. Chegamos em 2018 com a expectativa de ficarmos dois anos, até que a Portela se encontrasse e buscar uma nova porta-bandeira… mas a nossa comunidade e muitas outras pessoas começaram a demonstrar um carinho muito grande e esse encontro com a Portela é mágico. Hoje é um ensaio de muita alegria, porque não é todo dia que uma escola faz centenário. A escola está se esforçando muito para se manter bem e são muitos problemas que vão sendo resolvidos no dia a dia. Também por isso, o ensaio de hoje se mostra muito positivo e ademais, conseguimos mostrar na nossa dança todo o amor que temos pelo pavilhão. Todo mundo sabe que nós não somos Portela de berço, mas hoje é a nossa escola e somos muito apaixonados. Temos que melhorar o controle da nossa ansiedade. É um ano muito especial, então acaba que ficamos muito ansiosos para fazer o nosso trabalho e isso pode nos atrapalhar. Essa ansiedade também pode ser boa para gente. Nossa ideia é trazer a tradição da dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Até por isso, trouxemos a Amanda e o Caio no começo do desfile. Eles são o casal da Filhos da Águia e entendemos que seja importante trazer para a próxima geração que a Portela é o olho no olho, o sorriso em sintonia, é a mão dada e a gente prioriza uma dança tradicional”, completou a porta-bandeira.

Samba-Enredo

O forte canto da comunidade portelense atesta a funcionalidade do samba-enredo na avenida. As partes “Cavaco e viola…” e “Abre a roda, malandro” foram as mais cantadas durante o ensaio técnico. Vale destacar o excelente trabalho executado pelos integrantes do carro de som, que é mais uma vez muito bem comandado pela voz marcante de Gilsinho. A obra foi composta por Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Edmar Jr, Bira e Marcelao.

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Evolução

A evolução da Portela foi correta, sem falhas que pudessem comprometer a fluência ao longo do ensaio técnico. Mérito do trabalho desempenhado pela direção da agremiação. Algumas alas faziam uma coreografia espontânea, baseada na letra do samba. Foi muito bonito ver a emoção e a alegria estampada no rosto dos componentes, que exibiram bastante samba no pé. Tanto a entrada, quanto a saída da bateria do recuo ocorreu sem nenhuma correria ou buraco.

Comissão de Frente

A comissão de frente da Águia era composta por 15 bailarinos, sendo 10 homens e 5 mulheres. A coreografia realizada pelo grupo trazia, a todo momento, referências presentes na letra do samba. O figurino utilizado era predominantemente branco, com detalhes em azul. Os integrantes se mostraram sincronizados, sem deixarem de cantar o samba. Em certo momento da apresentação, uma das mulheres exibe o pavilhão da Portela no costado da sua roupa. Porém, esse belo efeito nao funcionou durante a apresentação no segundo módulo, pois a roupa dela acabou não abrindo.

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Outros Destaques

Tia Surica desfilou em cima do tripé que carregava a águia, o símbolo máximo do escola. O elemento alegórico trazia nas laterais as fotos de grandes baluartes do samba como: Manacéa, Osmar do cavaco, Waldir 59, Tia Doca, Zé Ketti, Chico Santana, Antônio Rufino, Tia Doca… A escola passou extremamente alegre e carnavalizada, com praticamente todas as alas portando algum adereço de mão como bandeiras, balões, fitas, flores, violas de brinquedo e bastões

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Os passistas da Portela deram um verdadeiro show de samba no pé. A ala veio com as mulheres todas vestidas de branco, e o homens de azul e branco. As baianas estavam deslumbrantes, de traje dourado e azul, carregando flores brancas nas mãos. Sheron Menezes e Luiza Brunet tambem abrilhantaram o ensaio da Majestade do Samba. No setor final, a escola trouxe uma faixa escrito “Vencemos mesmo marginalizados”.

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A Tabajara do Samba de mestre Nilo Sérgio foi mais um ponto alto da apresentação portelense. Duas bossas foram executadas com êxito ao longo da passarela. Pudemos ouvir claramente todos os instrumentos da bateria, que veio utilizando bonés azuis com muito glitter. Exceto o naipe de chocalhos, que desfilou com cartolas nas cores azul e prata. A rainha de bateria, Bianca Monteiro, desfilou ao lado da apresentadora de tevê Adriane Galisteu, que a convite da escola está de volta. Bianca usou uma grandiosa fantasia azul, repleta de penas de faisão. Enquanto Adriana vestia um look preto com varias pedrarias na cor prata.

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“Hoje nós viemos ensaiar do jeito que vamos desfilar. Testamos o andamento, vimos se as bossas estavam certinhas e acredito que o ensaio de hoje foi muito bom”, disse o mestre de bateria Nilo. Temos que manter a alegria para o desfile. Hoje passamos com muita animação, mas eu peço para o dia do desfile mais concentração. Para hoje, foi tudo bem entrar um pouco no clima de festa, mas é preciso ter concentração. Por exemplo, no nosso esquenta teve gente passando por total desconcentração e isso no dia que é para valer, simplesmente não pode. Temos que melhorar a concentração. Nossas bossas não são novidades. Estamos trazendo os 100 anos da escola, resolvemos trazer referências de desfiles passados da Portela. Assim, buscamos trazer esse século de existência para dentro da apresentação”, contou mestre Nilo Sérgio.

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A Portela esquentou com o samba “Foi um rio que passou em minha vida”, de Paulinho da Viola. A escola prestou uma homenagem a jornalista Glória Maria, que faleceu nessa semana. Em seguida, o carro de som puxou um “parabéns” para o presidente Fábio Pavão, que estava fazendo aniversário. O hino da escola foi cantado momentos antes do treino, que durou 1h13.

Colaboraram Allan Duffes, Isabelly Luz, Lucas Santos, Luisa Alves e Walter Farias

Freddy Ferreira analisa a bateria da Portela no ensaio técnico

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A bateria “Tabajara do Samba” da Portela fez um ensaio técnico muito bom, sob o comando de mestre Nilo Sérgio. Uma musicalidade que uniu o autêntico ritmo portelense e arranjos musicais pautados pela pressão, além de refinada elaboração. Com direito a uma exibição privilegiada do naipe de caixas e das destacadas terceiras da Majestade.

A cozinha da bateria da Portela apresentou um timbre relativamente grave, totalmente inserido nas tradições da Majestade do Samba. Marcadores de primeira e segunda foram seguros e precisos ao longo de todo o cortejo. O naipe de caixas de guerra, com sua genuína batida rufada, foi responsável por amparar musicalmente os demais naipes, além de dar base sonora para toda a “Tabajara”. Repiques coesos também contribuíram com o preenchimento da sonoridade de modo preciso. Os surdos de terceira portelenses se destacaram, adicionando um molho envolvente à parte de trás do ritmo.

Na cabeça da bateria, um trabalho de solidez sonora foi notado. A ala de tamborins tocou de modo firme, executando a convenção rítmica baseada na melodia do samba de modo seguro e preciso. Um naipe de chocalhos de valor técnico inegável ajudou a preencher a musicalidade com eficiência. Agogôs com bom volume, pontuaram o samba-enredo da Portela se aproveitando das variações melódicas para consolidar seu toque. Uma ala de cuícas acima da média ajudou na musicalidade da parte da frente do ritmo, inclusive participando das duas bossas da “Tabajara do Samba”.

A elaborada paradinha do refrão do meio é iniciada no último verso da primeira do samba. Após um corte seco, surdos e demais naipes dão tapas que auxiliam na pressão, para que o arranjo musical do refrão siga a linha de permitir ao ritmo portelense um balanço envolvente. Com frases musicais bem construídas, a sonoridade chega a encantar pelo swing dos surdos, complementado por repiques e caixas com toques precisos e integrados.

O detalhamento musical da referida bossa ganhou até certo ar de refino com uma contribuição luxuosa das peças leves. Tamborins deram tapas ritmados que auxiliaram no balanço, chocalhos deram molho e cuícas aproveitaram para concluir com uma “subidinha”. Tudo isso com agogôs tocando como pede a melodia no trecho “Deixa a Portela passar”, sendo finalizado com um ousado toque das terceiras que foram responsáveis pela retomada da “Tabajara” já na segunda do samba-enredo. Uma construção musical baseada profundamente nas nuances melódicas da obra e mostrando uma integração musical de raro valor.

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Já a paradinha do final da segunda também se mostrou uma construção musical perfeitamente alinhada com o samba da Majestade. Mais uma vez juntando pressão ao balanço, se aproveitando das marcações, caixas, repiques, chocalhos e novamente cuícas ajudando a preencher a musicalidade da bossa. O telecoteco curto do tamborim no início do refrão, antes da subida dos repiques para retomar o ritmo, deu valor sonoro ao arranjo da bateria da Portela.

Mestre Nilo Sérgio tem motivo para ficar confiante em um grande desfile da bateria da Portela, após um ensaio técnico seguro e consistente de todos os naipes da “Tabajara do Samba”. Um ritmo que esbanjou tradicionalismo, mas sempre dando ao samba o que ele pediu. As duas conversas rítmicas bem elaboradas em bossas permitiram além de pressão, uma fluência plena entre as mais diversas peças portelenses.

Freddy Ferreira analisa a bateria do Salgueiro no ensaio técnico

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A bateria “Furiosa” do Acadêmicos do Salgueiro fez um excelente ensaio técnico, sob o comando dos mestres Guilherme e Gustavo. Um ritmo salgueirense marcado pela pressão das marcações mais pesadas, aliadas a um preenchimento sonoro notável dos demais naipes. Vale ressaltar as paradinhas musicalmente bem elaboradas e com nível de dificuldade elevado, com todos os arranjos musicais pautados pelas nuances melódicas do samba-enredo da escola do morro do Salgueiro.

A cozinha da bateria “Furiosa” contou com uma afinação de surdos com timbre genuinamente grave, plenamente inserida nas tradições musicais da escola da rua Silva Telles. Caixas com um toque intercalado com os tradicionais taróis salgueirenses deram molho a parte de trás do ritmo. Assim como repiques adicionaram inegável valor à sonoridade, além de solistas do repique mor contribuindo tanto em ritmo, como em bossas. Tudo isso com um trabalho simplesmente precioso e acima da média dos surdos de terceira, dando aquele aspecto particularmente furioso ao ritmo do Salgueiro.

Na parte da frente do ritmo, um trabalho sólido e eficiente nas peças leves pôde ser notado. Uma ala de chocalhos tecnicamente elevada contribuiu bastante na musicalidade, dando leveza à cabeça da bateria do Salgueiro. O naipe de cuícas adicionou valor sonoro ao ritmo. A ala de tamborins executou um desenho rítmico simples, de modo funcional, se aproveitando da obra da Academia do Samba para consolidar seu toque através das variações melódicas.

Um breque na segunda do samba permitiu a plena fluência entre os naipes, sem contar a pressão dos surdos de primeira e segunda que param de tocar por um instante, voltando em seguida após uma nuance rítmica dos surdos de terceira, provocando um swing envolvente antes da retomada.

Já um breque na primeira do samba-enredo salgueirense foi notado, provocando impacto sonoro ao ritmo da escola branca e encarnada do bairro da Tijuca. Se aproveitou do próprio desenho rítmico dos tamborins para incluir outros naipes no arranjo, como caixas e repiques. Tudo isso com o luxuoso auxílio das pesadas marcações da Academia.

Uma elaborada bossa na segunda do samba mais uma vez se aproveitou da pressão provocada pela afinação com timbre grave, tradicional característica da bateria do Salgueiro. Nessa paradinha ficou evidenciado o belo trabalho musical dos surdos de terceira da “Furiosa”. Todas as frases rítmicas das terceiras estavam encaixadas e conectadas de forma integral com o que a musicalidade pede, com uma conclusão simplesmente fabulosa no início do refrão de baixo, quando efetua desenho rítmico semelhante ao que os tamborins fazem no fim do estribilho, a cada passada. Um acerto que resultou numa construção musical moderna e com sonoridade sofisticada.

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A paradinha de maior complexidade e alto grau de dificuldade é a do refrão principal. Um diálogo musical extremamente conectado ao que solicita a melodia do samba. Primeiramente com os surdos de primeira e segunda parando de tocar, no que já é uma levada clássica de longa data da bateria do Salgueiro, deixando o ritmo da cozinha imperar (caixas, repiques e terceiras exercendo papel de centrador marcando). Após isso, os ritmistas do repique mor chamam o ritmo para um balanço único, repetido pelas demais peças. A bossa ainda é finalizada depois da pressão provocada pelos surdos, junto de toques ritmados de diversos naipes. Uma construção que esbanjou musicalidade diferenciada e nítido bom gosto.

Um ensaio técnico que exibiu uma bateria do Salgueiro devidamente pronta para o desfile oficial. Com um leque de bossas amplo e bem executado, o destaque vai para a complexidade musical envolvendo as convenções, que estão pautadas pela melodia do samba salgueirense. Mestres Guilherme e Gustavo, bem como todos os ritmistas e diretores certamente ficaram satisfeitos com uma apresentação que mostra uma bateria do Salgueiro trilhando um caminho sólido em busca da nota máxima do júri.

Portela: galeria de fotos do ensaio técnico

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Salgueiro: galeria de fotos do ensaio técnico

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Freddy Ferreira analisa as baterias do Salgueiro e Portela no ensaio técnico

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OPINIÃO DO CARNAVALESCO: ensaios do Salgueiro e da Portela

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Unanimidade na comunidade, samba do Tuiuti para o Carnaval 2023 conquista os sambistas

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O samba-enredo da Paraíso do Tuiuti de 2023 é uma unanimidade na comunidade. As palavras da cultura paraense já estão na boca do povo do Tuiuti e dos amantes do carnaval. Os segmentos estão confiantes, já que o resultado do canto com os componentes e o público no ensaio técnico foi satisfatório. Isso é resultado do trabalho da equipe de carnaval, dos ensaios de rua e da parceria vencedora da disputa.

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Todo grande samba começa por um grande enredo. O trabalho dos enredistas da Paraíso do Tuiuti vem sendo elogiado pelos segmentos. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, os compositores Claudio Russo e Moacyr Luz, e o mestre Marcão falaram da importância desse trabalho.

“Esse é o quinto ano que eu estou na Tuiuti. Todos os enredos ajudaram muito”, elogiou Moa. “É impossível fazer um grande samba, se não tivermos um grande enredo”, complementou Claudio. “Fica mais fácil para os compositores fazerem um bom samba-enredo”, finalizou Marcão.

A disputa foi importante para o acolhimento do samba. A equipe de carnaval e o presidente Renato Thor se desdobraram para ouvir todos os concorrentes, e escolher o melhor para a escola. “A gente procura levar a melhor obra para o dia do desfile, um belíssimo samba. São muitos detalhes. O presidente nos bota para escutar muito samba no carro. Não é só a gente que vai estar cantando, os componentes e todo o público estarão conosco”, disse o diretor de carnaval André Gonçalves.

O estado do Pará já está na cabeça do desfilante da Paraíso do Tuiuti. O samba-enredo da parceria de Cláudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Pier Ubertini e W Correia trouxe expressões típicas que caíram no gosto da comunidade.

“Sempre tento trazer palavras novas. Porque cultura nunca é demais. A gente trouxe a flor do mururé, o mogangueiro, trouxemos muitas coisas do carimbó, a curuminha. Acho que isso foi pensado para trazer cultura para o povo. Palavras que são pouco usuais aqui no Rio de Janeiro, mas não são difíceis de falar”, explicou Claudio Russo.

Os quesitos Bateria e Samba-enredo andam de mãos dadas. O mestre Marcão da Super Som do Tuiuti está preparando paradinhas em homenagem ao carimbó, ritmo típico do Pará. A qualidade do samba da Paraíso do Tuiuti faz a bateria se impulsionar junto com ele. ‘O samba em si já é alegre. Não é massante, é chiclete. Fica tudo mais fácil”, enfatizou Marcão.

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A alma do samba-enredo na avenida, o carro de som, está empolgado com o samba. O entrosamento dos cantores com os componentes é notável. A obra casou com a voz do recém-chegado intérprete Wander Pires. “Foi escolhido o melhor samba. O samba da Tuiuti é um dos melhores que nós temos no Grupo Especial. Eu sou suspeito para falar porque sou intérprete. Vai dar muita felicidade para a gente”, afirmou Wander.

Talentosa, salgueirense Eduarda Apolinário inspira mulheres a cair no samba

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Um dos sucessos do pré-Carnaval é Eduarda Apolinário, de 18 anos, passista plus-size do Salgueiro. A jovem dançarina começou no samba na ala de passistas mirins da Imperatriz, em 2015, mas o seu sonho já era desfilar pelo Salgueiro. Hoje, na sua escola de coração, emociona e inspira com seu talento outras mulheres a serem felizes com seus corpos.

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Fotos: Matheus Vinícius/site CARNAVALESCO

“Eu sempre quis ser do Salgueiro, mas, para mim, era muito difícil chegar lá por causa de falta de recursos. Em meados do ano passado, eu fui procurar se já estava aberta a inscrição para a ala e vi que tinha o projeto [Samba no pé]. Fui fazer a inscrição e já fiquei”, disse Duda.

Infelizmente, a passista já sofreu gordofobia, nome dado ao preconceito com as pessoas gordas. Como é comum associar as passistas a um padrão de beleza específico, a presença dela já causou reações negativas no seu passado. Muitas pessoas já declararam vergonha de dividir ala com Eduarda.

“Quando eu era da Imperatriz, mães de passistas mirins falavam para minha mãe que, se tivessem uma filha gorda, teriam vergonha de ter na ala de passista. Olhares também, às vezes não precisa ser dito. Muita coisa. Falavam que ser passista gorda é uma vergonha”, relatou ela.

Nesses casos, a forma de resistir é o conhecimento. Apesar da dor que essa discriminação já lhe causou, Eduarda comenta que se sustenta na luta das pessoas gordas que vieram antes dela. Hoje, é ela quem abre caminhos e acredita que seu exemplo vai encorajar futuras gerações. A partir da repercussão que vem tendo nas últimas semanas, mulheres gordas já a contataram para falar sobre seus próprios casos.

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“Depois que meu vídeo repercutiu bastante, muitas meninas vieram falar que eu sou inspiração. Uma menina falou que na cidade dela não aceitam passistas plus e falei para ela vir para Rio para sambar e ser passista comigo. Saber que sou uma inspiração para elas me dá mais força para continuar todos os dias. É mostrar que o samba não tem corpo e ele pode ser para todos e para quem quiser. As pessoas têm que entender que o samba é para todo mundo e não tem padrão”, contou a passista.

O reconhecimento veio pelas mãos de Carlinhos Salgueiro. Coreógrafo e responsável pela ala coreografada Maculelê da vermelho e branco, ele viu o potencial de Duda Apolinário no projeto Samba no pé. A passista fica grata por seu caminho ter cruzado com este professor.

“Ele é um mestre! Para mim ele é a maior influência, porque ele acreditou muito em mim e no potencial. Quando eu entrei no projeto, eu tinha muita coisa para melhorar. Ele me chama de ‘diamante bruto’ e ele está me lapidando. Graças ao trabalho que ele vem fazendo comigo e venho tendo essa repercussão”, agradece Eduarda.

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O Salgueiro, 5º a desfilar no domingo, vai para a Marquês da Sapucaí com um enredo sobre liberdade de expressão a partir das interpretações de Paraíso e Inferno. Com um tema desse, a escola pede o fim de qualquer tipo de violência, intolerância e opressão por meio de seu desfile. Alinhada a isso, Duda Apolinário acredita que o carnaval do futuro será para qualquer tipo de corpo.

“Eu espero que o carnaval venha aceitando todo mundo, com todo mundo curtindo e aceitando o outro, apesar da competição. Muitos enredos estão falando de aceitação, o Salgueiro é um exemplo disso. Que no próximo carnaval tenha mais aceitação, mais liberdade! Que não tenha muito padrão”, projetou Eduarda.

Casal, evolução e carro de som se destacam em último ensaio técnico da Mancha Verde

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A Mancha Verde realizou na noite de sábado o seu terceiro e último treino. Nesta oportunidade, o ensaio foi levado mais a “sério”, visto que em discursos anteriores, o presidente Paulo Serdan soltou a galera para brincar. Vale destacar o desempenho do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcelo Silva e Adriana Gomes, que mostraram outro nível de apresentação em relação aos dois treinos que a entidade alviverde realizou. É válido falar também do grande entrosamento entre bateria ‘Puro Balanço’, comandada por mestre Guma e o carro de som de Fredy Vianna. Os apagões realizados colocaram a comunidade para cima e deram um contraste a mais no ensaio da Mancha Verde. A evolução dentro das alas e a maneira como os componentes brincam é divertido. Não há preocupação com alinhamento. A Mancha Verde quer uma escola solta. O enredo da agremiação para 2023 é intitulado como “Oxente – Sou Xaxado, Sou Nordeste, Sou Brasil”.

“Esse foi bem. O outro eu realmente eu não tinha gostado de uma série de questões, inclusive em questão de alinhamento, porque não era assim que a gente estava ensaiando. A gente conversou na semana, fizemos ensaio de ala musical com a bateria na terça e quarta-feira para ajeitar o andamento. Hoje foi sensacional”, avaliou o presidente Paulo Serdan.

Comissão de frente

A ala representa puramente o enredo, que é a dança do xaxado. Dentro da encenação, nós vemos cangaceiros (incluindo Lampião e Maria Bonita) e outros personagens nordestinos inseridos dentro delas como Luiz Gonzaga, Maria Inês e Padim Ciço. É uma comissão de frente diferente, porque mistura o xaxado com uma parte humorística. O integrante que interpreta Luiz Gonzaga passa a avenida tocando sanfona e Maria Inês vai no triângulo, além de outros acontecimentos, como a reza de Padim Ciço. Vale ressaltar que a maioria dos componentes da ala estava dançando com uma espingarda, típica de cangaceiro.

ManchaVerde et Comissao1

Harmonia

É um samba diferente do que vimos no ano passado em relação à Mancha Verde, pois muito se compara. Nesta oportunidade, podemos notar algo mais cadenciado, até o próprio refrão não está dando aquela explosão de antes. Talvez isso dê a impressão de uma escola ‘fria’. Mesmo assim dá para notar que a agremiação alviverde está repetindo a dose e caprichando no canto. O que difere é a melodia. Os componentes cantaram alto e de forma sincronizada. A prova disso foram os apagões realizados pelo mestre Guma dentro do refrão principal.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Marcelo Silva e Adriana Gomes fez um ensaio muito mais leve nesta última noite. Anteriormente a dupla aparentemente optou por se pouparem, mas agora foi para valer. Realizaram de tudo. A coreografia dentro do samba, giros e o grande sorriso estampado de Adriana Gomes, que é uma das referências do carnaval paulistano. O ritmo do samba deu o tom, a dança fluiu e, em análise frente ao setor B até a torre 8, o casal teve uma grande performance.

ManchaVerde et PrimeiroCasal

Evolução

Foi um dos grandes pontos do ensaio, principalmente a evolução dentro das alas. A estratégia da escola é deixar os componentes livres para evoluir da melhor maneira possível, sem se preocupar tanto com alinhamento entre as fileiras. A ideia é de fato jogá-los soltos e leves no desfile. Isso tem dado muito certo, pois os desfilantes acataram a ideia e estão treinando dessa forma. Sorridentes e saltitantes. Os outros pontos foram feitos com bastante clareza, como o recuo de bateria preenchido com certa rapidez. Não houve demora para concluir a manobra.

ManchaVerde et Baiana

Sobre os componentes evoluírem a vontade, o presidente disse que quer realmente desfilar daquela forma. “A ideia é desfilar dessa forma. É assim que a gente tem ensaiado na nossa quadra e assim ensaiamos no domingo, onde mostramos o vídeo da sexta-feira e do ensaio anterior. Hoje foi perfeito e saiu do jeito que planejamos. Foi muito bom”, comentou.

ManchaVerde et GrupoCenico

O carro de som comandado pelo intérprete Fredy Vianna, teve grande destaque por mostrar uma alta sincronia com a bateria ‘Puro Balanaço’ de mestre Guma. Os apagões foram realizados de forma correta e, dentro disso, o intérprete jogou a comunidade para cima, como é de sua característica.

“A ala musical hoje foi praticamente perfeita. Era o que nós queríamos executar na Avenida hoje. Nós temos um último ensaio aqui, mas é para a TV, esse aqui é o que vale de verdade. Acho que foi praticamente perfeito. Eu coloquei tudo que eu queria colocar na Avenida, as aberturas, os contracantos. As cordas que vieram divididas de uma forma fantástica. Tenho pessoas maravilhosas ao meu lado, só tenho a agradecer a Deus por isso. Acho que foi 100%”, disse o intérprete Fredy Vianna.

ManchaVerde et InterpreteFredyViana

O cantor também avaliou o canto da Mancha Verde. “O canto veio muito forte. Tem um “Sync” muito legal entre a bateria, o carro de som e a comunidade. Isso é primordial para que você tire as notas que você precisa, principalmente em Harmonia e Evolução. Eu não tenho do que reclamar, pelo menos do que vi aqui. A bateria veio muito ‘sincadinha’ com o carro de som. A gente conversou a semana inteira, eu o presidente Paulo Serdan e o Mestre Guma, para a gente ‘sincar’, acertar os finais de frases do samba, e isso deu muito certo. Tanto que a bateria veio num ritmo só, veio entre 142 e 143 bpm e não caiu disso. Nós estamos satisfeitos com o ritmo, até porque isso ajuda toda a escola, e principalmente o nosso casal nota 10 que é a Adriana e o Marcelo”, completou.

Outros destaques

A bateria ‘Puro Balanço’, de mestre Guma, manteve um grande desempenho neste último ensaio. É uma batucada muito técnica, cadenciada e que sabe marcar muito bem o samba. Além disso, realizou apagões em alguns momentos dentro do refrão principal, como nos minutos 36 e 41 do treino. Um próximo do outro.

ManchaVerde et Passista

“Esse último ensaio, depois de tantas conversas, foi essa última semana, não vou dizer difícil, mas a cobrança foi muito grande. Queríamos acertar a questão do andamento que é era prioridade, e hoje conseguimos cumprir. Agora é esperar o grande dia, fazer um grande desfile e trazer o tricampeonato para nossa entidade, declarou mestre Guma.

ManchaVerde et MestreGuma

O diretor de bateria também especificou os ajustes que foram feitos. “O principal foi o andamento, assim, era uma situação que por conta do samba, ser mais cadenciado, estávamos buscando descobrir um meio termo e como foi falei, no último ensaio achamos que ficou muito cadenciado, não era o ideal para escola, evolução, e durante a semana foi muito puxado, conversamos muito com a rapaziada. Para colocar o andamento um pouquinho mais para frente, não é tão fácil, são muitos ritmistas, mas acredito que conseguimos deixar confortável para o componente evoluir e desfilar”, finalizou.

Colaboraram Fábio Martins e Lucas Sampaio