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Fotos: alegorias da Estácio de Sá na área de concentração

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Fotos: alegorias da Acadêmicos de Niterói na área de concentração

Paes na entrega da chave para o Rei Momo: ‘Rio de Janeiro é a capital mundial do carnaval’

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Por Augusto Werneck e Walter Farias

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entregou a chave da cidade para o Rei Momo, na manhã desta sexta-feira, no Palácio da Cidade, na Zona Sul do Rio. Em seu discurso, Paes falou do momento.

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Fotos: Beth Santos/Divulgação Prefeitura do Rio

“Ano passado fizemos uma entrega simbólica da chave. Não foi plena, porque ainda tinhm os efeitos da pandemia. A festa tem o espírito de alegria, humor e uma bagunça organizada. O Rio de Janeiro é a capital mundial do carnaval. Esse é um momento dos mais sérios para quem exerce a honrosa função de prefeito da mais incrível de todas as cidades, que é o Rio de Janeiro. É com muita alegria, celebrando a vida e a democracia, que eu tenho a honra de passar a chave da cidade para o Rei Momo. Viva o Carnaval carioca! Graças a vacina e todos que se vacinaram podemos celebrar a vida e nos encontrarmos no carnaval carioca. Vamos celebrar a democracia”, afirmou o prefeito.

O presidente da Riotur, Ronnie Costa, citou a preparação da cidade para o Carnaval 2023. “O Carnaval já está acontecendo há mais de três semanas com os blocos de rua e os ensaios técnicos na Sapucaí. Mas o Carnaval oficial começa este final de semana e já está tudo pronto para o início dos desfiles na Sapucaí. A cidade está preparada para receber todo mundo que vem visitar e curtir essa grande folia, que é a maior festa popular do planeta”, disse o presidente da Riotur, Ronnie Costa.

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O Rei Momo, Djferson Mendes, não escondeu a alegria por receber a chave da cidade. “Depois de dois anos de pandemia, esse Carnaval é histórico. É com muita honra que eu, Djeferson Mendes da Silva, o primeiro e único, na qualidade de maior parlamentar dessa festa, declaro oficialmente aberto o Carnaval da democracia na cidade do Rio de Janeiro Temos muita união na corte. Esperamos muito por esse dia da entrega da chave e a abertura do carnaval”.

Rainha do Carnaval 2023, Mari Mola ressaltou também o amor do grupo e a união dos integrantes. “A preparação foi feita com amor. Essa corte tem o diferencial do amor entre a gente, com o público e o carnaval. Fazer desse carnaval um dos maiores carnavais”.

Monalisa Lucia, primeira princesa: “É um carnaval de muita alegria. Essa corte sempre desejei. É de amizade e sem vaiada. Um ajuda o outro. Temos harmonia e união. Esse carnaval será de realizações e de felicidade. Sem dúvida, um carnaval inequecível para todos nós”.

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Rhuanda Monteiro, segunda princesa: “A gente vem se preparando para os dias de carnaval. É um momento de grande realização de todos nós e será inesquecível”.

Participaram também da cerimônia a família do Mestre Candonga (guardiã oficial da chave da cidade); a dupla do Rio sobre perna-de-pau, Raul Faria Lima e Isa Xavier; a bateria da escola de samba Grande Rio e a Banda da Guarda Municipal, além de integrantes da Velha Guarda do Salgueiro, Império Serrano, Unidos da Tijuca e Mocidade Independente de Padre Miguel.

De olho nos quesitos: o julgamento de Samba-Enredo

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Terreirão do Samba tem programação variada nos dias de Carnaval

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O Terreirão antecipa o clima de festa do Carnaval com mais um fim de semana de rodas de samba e grandes atrações do gênero de segunda a sexta, no palco da Praça Onze. Quem abre a programação do espaço de shows mais democrático da cidade são os consagrados Mumuzinho e Tiee, atrações desta sexta-feira, que terá também shows de MT Santos e Chininha.

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Foto: Divulgação

Sábado é a vez de Caju Pra Baixo e Vou Zuar comandarem a festa, que terá também Beleleu e Renato da Rocinha. E no domingo, Rio Samba Show com Ito Melodia, Leo Nunes, Evandro Malandro e Wantuir assumem o palco do Terreirão, numa noite que terá também o suingue do Grupo KS2, rodas de samba, Grupo Balacobaco e Arlindinho.

O Terreirão terá atrações durante todo o Carnaval. A última sequência de apresentações será na sexta-feira antes do Desfile das Campeãs, dia 24, e no sábado, 25.2.

Um esquema de infraestrutura especial foi montado para os shows na Praça Onze. Foram instalados dois postos médicos, com uma ambulância em cada posto; 28 quiosques de venda de bebidas e comidas e 65 banheiros químicos. A segurança externa será feita pela Polícia Militar.

Em todos os dias de evento, o DJ da FM O Dia abre a programação. Os portões abrem às 19h30.

Os ingressos custam R$ 20 e estão disponíveis na bilheteria do espaço. O endereço do Terreirão é Rua Benedito Hipólito 66, Centro.

Opinião: Emoção é o trunfo para o desfile da Portela no Carnaval 2023

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Opinião: Paixão salgueirense pode levar o Salgueiro para glória

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Especial Barracões SP: X-9 Paulistana declara seu amor à Rainha do Samba Dona Ivone Lara

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A série “Barracões” do site CARNAVALESCO hoje saúda uma sambista que fez história no carnaval brasileiro. A X-9 Paulistana fará uma grande declaração de amor a Dona Ivone Lara através do seu enredo para o Carnaval 2023. “Dona Ivone Lara, mas quem disse que eu te esqueço?” é o título do desfile assinado pelo carnavalesco Leno Vidal, que recebeu a nossa equipe para uma visita pelo barracão da escola.

Fotos: Lucas Sampaio/Site CARNAVALESCO

Inspiração para o enredo

A ideia de homenagear Dona Ivone Lara partiu da ala de compositores da X-9 Paulistana, através de Marcelo Lipiani e do intérprete Darlan Alves, e foi decidida após uma reunião entre a equipe da escola. Havia outras duas escolhas à mesa, uma do departamento cultural da X-9 e outra do próprio Leno Vidal.

“Eu abracei porque não tem como não abraçar Ivone Lara no Carnaval. Todo sambista que se preze sabe que falar de Ivone Lara é falar da nossa vida, da nossa história no samba e do Carnaval como um todo. Fomos lá no Rio de Janeiro, a família nos recebeu, Dona Eliana Lara com os filhos e netos, e lançamos de lá o enredo, da casa onde viveu Ivone Lara. Já tínhamos começado a escrever a sinopse e li naquele momento. Eu busquei um fio condutor poético que foi o pássaro tiê, que nos iria acordar com Ivone Lara já no samba como a grande Rainha do Samba, já dentro do Carnaval, e depois começaríamos a fazer o sobrevoos de passagem na vida, na obra e no legado de Ivone Lara”, disse o carnavalesco.

Desenvolvimento da homenagem a Dona Ivone Lara

O desfile da X-9 Paulistana falará da vida de Ivone Lara através da sua obra, e se aproveitando de elementos visuais para ilustrar o universo feminino da artista, de acordo com Leno Vidal.

“Começo com Ivone Lara nos Cinco Bailes, já dentro do Carnaval com o primeiro grande samba-enredo dela, mas também já tenho a representatividade dela enquanto baiana, porque ela foi a maior baiana do Império Serrano. Já começo com Ivone Lara sambista, dos anos 65 aos anos 80 no Império Serrano. Eu trago o recorte dessa mãe baiana mãe, porque o meu Abre-alas traz essa alusão ao desfile da Império Serrano de 1973, que é “Mãe, Baiana Mãe”, que homenageou Ivone Lara na lavagem do Bonfim, e “Os Cinco Bailes da História do Rio”. A gente já traz a Ivone e vai passando a vida dela. Tenho o contexto depois da ancestralidade, do jongo. Cada música fui fazendo conexões da musicalidade como representatividade dentro do morro da Serrinha. Sabemos que o jongo é cultura fundamental daquele território. Já traz “Axé em Ianga Pai Maior”. Claro que eu não consegui colocar mais de 180 músicas de Ivone Lara, será preciso condensar. As dez grandes estarão presentes. Além delas, terão recortes de movimentos maravilhosos, como o momento que ela vai para o internato com Lucila Villa-Lobos, que ela vai ter contato com o erudito, a música clássica, que dá uma das coisas dela de sambista que é a melodia, o tom da voz melódica dela, nesse momento em que ela vai supernova. Teremos referência do pai e da mãe dela, que se conheceram no Rancho Flor do Abacate. Vamos ter uma coisa muito interessante que é um link que fizemos com a ala “Loucos pela Xis”, que tem um projeto gigantesco na escola há mais de 20 anos, que são pessoas com deficiência mental, pessoas que tem todo um processo de trabalho pela X-9 Paulistana, numa ala que é um projeto dentro da escola, e que eu fiz a assimilação com Nise da Silveira, que curava a chamada “loucura”, que não é loucura, através da arte com Ivone Lara, através da musicalidade e das pinturas”.

A ancestralidade da sambista também estará presente no desfile junto de referências às grandes inspirações da artista, como Clementina de Jesus. De acordo com o carnavalesco, o objetivo da escola é fazer com que o conjunto do desfile passe a sensação de unidade, ou seja, que todos somos Ivone Lara.

Faço um recorte do samba nessa ancestralidade, e chegamos no segundo carro que é “A Grande Ancestralidade de Angola”, e o samba vem de Angola que é o “semba”. Essa África viva no sentido da cor, da luz, tal qual Ivone Lara era, alegre e sempre para cima, que irá trazer a obra dentro desse grande coração que pulsa através de um bolo que eu chamo de “Bolo do Tiê”, que são crianças ali dentro, mais essa ancestralidade dela. Parte da obra tem referência a Clementina de Jesus, que foi grande inspiração para ela. E a partir daí vai para as músicas. “Sonho Meu”, “O Samba não pode parar”, “Alvorecer”, sempre dando essa articulação com os próprios cantores que cantaram Ivone Lara. E celebrando ela no final, nessa grande celebração do “Eu vou festejar”. Com as resistências que Ivone Lara foi. E nessa grande Apoteose que a X-9 faz, que é o sambista em si venerando e homenageando Ivone Lara. Acho que a grande representatividade de tudo isso somos nós mesmos, quando escutamos o samba e vermos a X-9 passar, o que é que vamos ter. Precisamos sentir o que é Ivone Lara através de todo esse conjunto, porque nós somos Ivone Lara, o nosso corpo está presente em todo lugar tal como ela.

Representatividade, os gostos e as curiosidades sobre Ivone Lara

Leno Vidal procurou usar o máximo das informações que conheceu a respeito de Dona Ivone Lara ao longo de toda concepção do desfile. Da forma como exercia sua representatividade aos gostos pessoais, nada passou despercebido pelos olhos do carnavalesco, que aplicou referências dos mais diferentes tipos.

“Essa questão da identidade e da representatividade dela foi muito curioso, porque ela não se levantava nenhuma bandeira, mas ela em si era. Outras também foi dessa Ivone Lara que gostava de uvas, de orquídeas, de pegar coisas pontuais do gosto da pessoa. Fui trazendo essas pequenas características dentro do enredo. Na ala do erudito, por exemplo, que se chama “Do erudito ao popular”, eu coloquei as uvas de Ivone Lara, porque é dionisíaco porque é Carnaval, traz essa questão clássica e ao mesmo tempo trazer um elemento que ela gostava. Nos Cinco Bailes eu coloquei orquídeas nas perucas. Rosas coloridas diversas, ela gostava de rosas brancas e amarelas, então tem o ouro de Oxum, então descobrimos os orixás de Ivone Lara, e fui conhecendo muita coisa que não conhecia. Um enredo desse nos permite conhecer uma artista como Ivone Lara, que vamos levar para a vida inteira. Aí temos esse carro maravilhoso, todo em pétalas de rosas de Ivone Lara, para deixar esse aroma, nem que seja identificado na imaginação, nós teremos, afinal o universo do Carnaval nos permite isso”.

Uma das canções mais famosas de Dona Ivone Lara, “Tiê”, faz referência a um pássaro da espécie que a sambista teve ainda na infância. A história por trás dos versos mostra como a artista contava, através da música, momentos curiosos da sua própria vida.

“Tem uma coisa muito interessante que é o tiê, que é esse passarinho que a gente descobre que é outro fio condutor. Lá no início, trazemos o tiê como fio condutor, mas descobrimos um dos maiores fios condutores do nosso Carnaval, que é o amor. Esse amor por Ivone Lara, esse amor que ela traz nas essências dela pelo samba. Então imagine as centenas de pessoas cantando “Eu te amo Dona Ivone Lara”, que provavelmente contamine mais uma arquibancada gigantesca do Anhembi com essa frase muito simples. Onde já se cantou tanto amor por algum homenageado? Quem falou isso foi a Fabiana Cozza, que virá representando Ivone Lara no desfile. E o tiê nos traz, por exemplo, que era quando ela ganha um tiê, o tiê não deixava ela sair de perto dele, ela sempre ficava lá, porque toda vez que ela aprontava, a avó dela falava “olha lá oxá”. Esse “olha lá oxá” na verdade era a avó super brava com ela, que virou a música do tiê que o pessoal canta”.

Conheça o desfile da X-9 Paulistana

Primeiro setor: “Iniciamos com a comissão de frente fazendo Os Cinco Bailes dentro da comissão, mas de uma forma contemporânea do estilo Jaime Arôxa. Usamos samba de gafieira, mas trazendo ao mesmo tempo bailar de minuetos e jongo. Depois temos no primeiro casal o amor representado e ladeado pelas Oxum Opará, que era sua grande orixá junto com Xangô e Airá. Depois adentramos com a Fabiana Cozza representando Ivone Lara como a grande baiana. Vamos ter as baianas, que se chamam “O Pano de Oxum na Lavagem do Bonfim da Coroa Imperial”, que condensam todas essas três referências na fantasia, mas de uma maneira bem sutil e muito bonita. Depois temos o Abre-alas “Mãe Baiana Mãe na Lavagem do Bonfim” com diversas representatividades negras que convidamos, como a deputada federal Érica Hilton, Nega Duda, Janaína Simões, baianas convidadas do Brasil todo, todas misturadas porque é a ocupação do espaço de Ivone Lara”.

Segundo setor: “Vamos para o segundo carro, “Os Cinco Bailes” com a Velha Guarda, dois andares com esse céu estrelado e com a coroa imperial nos coroando, desse amor que vem lá de Madureira de Ivone Lara. Aí viremos para a vida dela, o jongo, o rancho Flor do Abacate, as ciganas, porque ela tem uma música cigana e que nós traremos ciganos de fato para a Avenida, que virou um contexto maravilhoso para a gente. A bateria, que será a “Sinfônica Pulsação”, que o Adamastor investiu em um figurino maravilhoso com componentes vestidos com gola rufo. Depois vamos para o Flor do Abacate, Nise da Silveira, o contexto dela com o erudito e o popular. Chegamos no segundo carro de cores explosivas, que é uma África mais moderna, mais atual, mas com a essência da ancestralidade porque é o colorido da África. O carro condensa a vida dela, a ancestralidade e a obra, fazemos essa transição no meio da escola”.

Terceiro setor: “Vamos para a obra de Ivone Lara com as músicas dela. “Alvorecer”, “Sonho Meu”, “O Samba não pode parar”, vai ter “Sorriso Negro”. Temos uma ala, a ala dos compositores, que representarão os cavaquinhos, o instrumento que ela usava. No “Sorriso Negro” nós usamos fotos dos próprios componentes da escola. A Porta-Bandeira, os diretores, pessoas que estão representadas na ala “Sorriso Negro”. Chegamos então no último carro, que é o grande “Vou Festejar” da X-9 Paulistana, onde fazemos essa celebração toda ali, nesse contexto do Bloco da Resistência, onde vem os familiares e essa X-9 transbordando de alegria nesse processo todo. Nesse carro trazemos três tiês, que ficarão na parte de trás, para o lado oposto da Avenida, levando o legado de Ivone Lara adiante para mais sambistas”.

Ficha Técnica
Enredo: “Dona Ivone Lara, mas quem disse que eu te esqueço?”
Alegorias: 3
Alas: 16
Componentes: 1200
Ordem de desfile: Segunda escola a desfilar no dia 19 de fevereiro de 2023 pelo Grupo de Acesso

Egili Oliveira contagia e inspira como rainha da Vigário Geral

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O posto de rainha de bateria da Acadêmicos de Vigário Geral nunca esteve tão bem representado. Egili Oliveira segue na agremiação pelo quarto ano consecutivo, mas mostra que jamais se acomodou. Aos 43 anos, a atriz e renomada professora de afro-samba encanta a todos que têm o privilégio de vê-la dançar.

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Fotos: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“O meu diferencial é a minha garra, determinação e força de vontade. A minha vida não foi fácil, então eu sempre precisei ser o meu maior incentivo. É bom não buscar se espelhar em outras pessoas, porque você pode cair. Se você sempre se superar, consegue chegar aonde quiser”, afirmou.

Entretanto, Egili acredita que passos são a parte mais fácil do trabalho. “Sou muito enraizada, venho de uma forte herança africana. Já nasci com isso. As pessoas podem aprender a sambar porque hoje nós, professores, ensinamos, mas a essência é difícil”, comentou.

Nascida na Bahia e criada na cidade de Niterói, Egili teve a influência da família como pontapé inicial para o mundo do samba. Sua avó costurava fantasias para que a tia desfilasse, e seu avô foi mestre-sala. Desde pequena, ela começou a desenvolver a conexão que definiria sua vida.

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Sua carreira teve início no Salgueiro, escola em que foi passista por dez anos. Também passou pela União do Parque Curicica, Renascer de Jacarepaguá e Império da Tijuca. Em agosto de 2019, foi anunciada como a nova rainha de bateria da Vigário Geral e define a parceira da seguinte forma: “A comunidade é resistente, nossas histórias se complementam”.

Como professora, Egili se destaca não apenas nacionalmente. Ela já esteve em países como Inglaterra, França e Portugal, foi homenageada na Alemanha e costuma fazer turnês de workshops nos Estados Unidos. Lá, conheceu mais de 20 cidades e deu aulas até mesmo para crianças.

“Preciso citar um assunto que, para mim, é de suma importância. Gosto de ser uma representatividade como mulher preta”, abordou Egili, durante entrevista concedida ao site CARNAVALESCO. “Depois do concurso de rainha do carnaval que participei, encontrei muitas meninas que se inspiraram em mim. Faltavam mulheres para mostrar que é lindo ser você mesma, com o seu cabelo ‘duro’, como chamam”.

Egili tem uma filha e um neto, e faz questão de valorizar a sua ancestralidade o máximo possível. “Por esse motivo, sempre peço para o meu carnavalesco me vestir numa posição de enaltecimento. Esses detalhes são necessários. Incorporo a minha negritude no enredo da escola”, continuou.

Em 2023, a Vigário Geral apresentará o enredo “A Fantástica Fábrica da Alegria”, narrando a vida de um menino que sempre sonhou em encontrar o bilhete premiado para realizar todas as suas fantasias. Como prévia, Egili não quis revelar muito sobre o seu papel.

“O que posso dizer é que estarei pronta para trazer muitas alegrias para a Avenida. Muitas cores… É isso, a escola vai vir linda e cheia de crianças. Fiquem atentos!”

É para valer! Sete escolas abrem nesta sexta os desfiles da Série Ouro no Carnaval 2023

Chegou o dia! A partir das 21h30, desta sexta-feira, sete escolas de samba abrem os desfiles da Série Ouro no Carnaval 2023. Pelo regulamento, apenas a campeã subirá para o Grupo Especial. As duas últimas colocadas caeam para Série Prata e vão desfilar na Intendente em 2024. Passam pela Avenida Marquês de Sapucaí hoje as seguintes agremiações: Arranco, Lins Imperial, Vigário Geral, Estácio de Sá, Unidos de Padre Miguel, Acadêmicos de Niterói e São Clemente. Veja abaixo o resumo do que será cada desfile.

ARRANCO

Em 2023, o Arranco voltará a desfilar na Série Ouro do Carnaval carioca depois de 10 anos afastado da Marquês de Sapucaí. A agremiação vai abrir os desfiles do grupo na sexta-feira, 17 de fevereiro, trazendo uma homenagem a um sambista importantíssimo para sua história e para a história do Carnaval – Zé Espinguela. A narrativa vai passar pela ancestralidade e religiosidade que constituem o homenageado até chegar no legado que ele deixou para os dias atuais. * VEJA AQUI MAIS SOBRE O DESFILE

LINS IMPERIAL

Em 1990, a Lins Imperial levava para a Avenida um carnaval de Sérgio Farias sobre Madame Satã, nome artístico de João Francisco dos Santos, um menino humilde que desde a infância sofreu muito na vida. Drag performer, capoeirista, homossexual, negro e nordestino, Madame Satã tornou-se um simbolo de resistência aos menos favorecidos. Após 33 anos do imponente desfile da Lins Imperial no Grupo Especial, a escola de samba volta a homenagear Madame Satã e promete entregar um belo carnaval na Marquês de Sapucaí. O site CARNAVALESCO visitou o barracão da Lins Imperial para conversar com o carnavalesco Eduardo Gonçalves. Raí Menezes também está na parceria. * VEJA AQUI MAIS SOBRE O DESFILE

VIGÁRIO GERAL

Após desfiles emblemáticos nos últimos anos, a Acadêmicos de Vigário Geral prova não ter medo de ousar e chega ao carnaval de 2023 com uma proposta completamente diferente. Almejando uma vaga no Grupo Especial, a escola aposta na emoção para conquistar o público e os jurados. Desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Salles e Marcus do Val, o enredo “A Fantástica Fábrica da Alegria” vai contar a história de um menino que encontra um bilhete premiado e é transportado para um ambiente de inocência, leveza e diversão. * VEJA AQUI MAIS SOBRE O DESFILE

ESTÁCIO DE SÁ

Desde 2020 sem desfilar no Grupo Especial, a Estácio de Sá para esse carnaval vem com o enredo ‘São João, São Luís, Maranhão! Acende a fogueira do meu coração’, com o objetivo de retornar às glórias do passado. A intenção do carnavalesco Mauro Leite é explorar a religiosidade dentro do festejo junino de São Luís do Maranhão. Com bastante experiência na Marquês de Sapucaí, Mauro se inspira principalmente em Rosa Magalhães, de quem foi assistente durante muitos anos. * VEJA AQUI MAIS SOBRE O DESFILE

UNIDOS DE PADRE MIGUEL

A Unidos de Padre Miguel vai retratar o intercâmbio cultural entre as culturas árabe e nordestina. “Baião dos Mouros” é um enredo elaborado pela dupla de carnavalescos Edson Pereira, experiente na escola, e Wagner Gonçalves, recém-chegado. Previamente, o tema escolhido havia sido a Irmandade da Boa Morte, mas, como houve atritos de comunicação, a escola optou por respeitar os possíveis homenageados e mudar o enredo. A última vez que a UPM fez um desfile com a temática nordestina foi em 2015 com a homenagem ao Ariano Suassuna, executada por Edson. A agremiação conseguiu o vice-campeonato da Série Ouro naquele ano. Oito anos depois, os carnavalescos acharam que era o momento adequado de voltar a essa estética e se afastar desta vez da plástica africana dos últimos anos. * VEJA AQUI MAIS SOBRE O DESFILE

ACADÊMICOS DE NITERÓI

Estreando na Marquês de Sapucaí após a cessão de direitos feita pela Acadêmicos do Sossego, a Acadêmicos de Niterói chega na Avenida homenageando os 450 anos da sua cidade natal. Com o enredo “O carnaval da vitória”, a agremiação abordará o carnaval de Niterói, que já chegou a ser um dos maiores do País. A ideia, segundo a escola, é mostrar a força, história e importância do espetáculo da cidade que vai desde os blocos de rua até os desfiles organizados. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o enredista João Vitor Silveira contou um pouco da proposta do enredo da Acadêmicos de Niterói. Ele também falou sobre a importância de trazer o carnaval da cidade para a Sapucaí em meio aos 450 de Niterói. O enredista contou que a ideia surgiu após uma longa pesquisa e buscando um desfile mais leve e solto. Com o enredo, a escola conseguirá homenagear Niterói e o carnaval histórico da cidade. * VEJA AQUI MAIS SOBRE O DESFILE

SÃO CLEMENTE

A São Clemente vai desfilar, na Marquês de Sapucaí, uma subversão do descobrimento do Brasil. O que aconteceria se os nossos povos originários tivessem ido para as terras europeias e não o contrário? O enredo do carnavalesco Jorge Silveira intitulado “O Achamento do Velho Mundo” se propõe ser uma viagem lúdica e divertida que se passa em um período de um dia começando na manhã, assim que o Sol aparece, e terminando em uma grande festa à noite, nas novas terras chamadas de Euroca, em vez de Europa. * VEJA AQUI MAIS SOBRE O DESFILE