Depois de 25 anos de sua fundação, a Estrela do Terceiro Milênio estreou no Grupo Especial de São Paulo abrindo a segunda noite de desfiles da elite do Carnaval de São Paulo em 2023. A campeã do Grupo de Acesso I do ano passado apresentou no sábado, dia 18 de fevereiro, o enredo “Me dê sua tristeza que eu transformo em alegria! Um tributo à arte de fazer rir” com um desfile marcado pela beleza do conjunto e muita diversão do início ao fim. A pedido do site CARNAVALESCO, duas importantes lideranças da escola do Grajaú comentaram sobre a estreia da Coruja.

Grazzi Brasil (intérprete)
“Eu estou muito feliz com toda a energia. Primeiro de estar na Terceiro Milênio, que é uma honra para mim, e toda energia foi linda. Claro que vamos ver o resultado ainda, mas foi lindo. A escola estava linda, alegre. Um trabalho maravilhoso do Murilo, e também da ala musical. Estou feliz demais e ansiosa. A comunidade cantando demais. Quero mandar um beijo para todo esse povo que acreditou tanto e acredita. Estou muito feliz desse nosso primeiro ano no Grupo Especial. Foi demais”.
“Quero agradecer o presidente, o nosso diretor musical, ao Milton Leite, a cada departamento da escola, a harmonia. Todos aqueles que participaram com tanta garra e amor para fazermos um espetáculo maravilhoso. Muito grata, feliz e ansiosa para saber o resultado”.
Murilo Lobo (carnavalesco)
“Falar sobre o que estou sentindo nesse momento é um tanto difícil, porque às vezes me faltam palavras para descrever as sensações. Acho que quando eu projeto um carnaval, eu sempre crio uma expectativa do que as pessoas vão sentir e de como elas vão reagir ao espetáculo. Eu vejo o carnaval como um show, um espetáculo, e tudo aconteceu como eu imaginava. Meu sentimento é de muita emoção, muita gratidão por essa comunidade que abraçou o projeto e que mergulhou fundo, foi conhecer cada um dos temas nos quais tocamos. Nos personagens, nas histórias, isso faz muita diferença”.
“O público reagiu muito bem. Eu tinha a expectativa de que fosse um desfile de memórias emocionais onde o riso aconteceria em algum momento, mas que possivelmente algumas lágrimas cairiam, e acho que é isso que aconteceu. Eu estou muito feliz com a consagração da Milênio como escola. Como uma escola madura, que vem buscando a sua assinatura, o seu diferencial e o seu espaço. Dizem que quem trabalha alcança, e trabalhamos muito para que isso acontecesse”.
“Todo mundo entregou o máximo que tinha. Todos os profissionais, todas as equipes. A comunidade, os chefes de ala, os harmonias. Todo mundo fez tudo que podia, e a magia aconteceu ali. Acho que independente de resultado, acho que quem ganha é a Milênio como escola. Com respeito, com merecimento, e isso é fundamental. É esse o sentimento que tenho agora, de que tudo valeu a pena. E feliz de ver a minha escola feliz”.
Sobre a reação de Renato Aragão ao ver a homenagem recebida no desfile: “Não teve como não chorar com ele. Fazer esse tributo em vida para grandes nomes e ver a reação da pessoa ficará guardado para sempre em meu coração. Parabéns, Renato Aragão. Você merece”.


















Ao final do desfile, a Viradouro trouxe um sexto carro com a representação de Rosa Maria Egipcíaca santificada abençoando um casal de mestre-sala e porta-bandeira com o pavilhão da escola. Segundo a pesquisa de Luiz Mott, a homenageada profetizou que viraria enredo de uma escola de samba. Esta alegoria é a aclamação dela como Rosa Mística do Brasil.
Realizando seu sonho de desfilar na Sapucaí, Carol Philipsen, de 44 anos, ficou empolgada ao ver a sua fantasia e o carro. Ela veio de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, para sair pela Viradouro.
A fantasia das integrantes da alegoria tinha uma cabeça de penas rosadas e o vestido branco era preenchido por rosas roxas, rosas, brancas e alaranjadas. O visual era complementado por fitas na cabeça e nas bainhas. As componentes disseram que a fantasia era leve e confortável.