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Mocidade inicia o desfile com alegorias compostas por materiais reciclados ou inusitados

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Mocidade02A Mocidade Independente de Padre Miguel trouxe para as suas primeiras alegorias o emprego de materiais reciclados ou alternativos. O abre-alas, por exemplo, usou o equivalente a cinco caminhões de galhos, enquanto o segundo carro recorreu a latas de tinta, cola e resina para construir o efeito no corpo do boi. Os componentes ficaram encantados com as soluções artísticas encontradas pelo carnavalesco Marcus Ferreira.

“Além da questão financeira, porque o custo dos materiais aumentaram muito, tem a lado de mostrar a criatividade do carnavalesco, de saber exemplificar o que ele quer o carro com materiais mais baratos e até que estariam no lixo. Eu fiquei surpreso com o que ele quis demonstrar na alegoria. Esse impacto do diferente também traz uma empatia do público”, opinou Hamilton Brietzke, de 41 anos, que veio na lateral do abre-alas.

Mocidade07Esta primeira alegoria é chamada “Um jardim no agreste floresceu e se fez um mundo de barro…”. Ela criou o cenário imaginado pelo homenageado Mestre Vitalino dentro do Agreste Pernambucano. O carro é um conjunto de três composições acopladas em tons de laranja e marrom, acentuando a conexão com o barro e o sertão. Ripas de madeira pintadas e cruzadas constituem deram o tom de originalidade ao visual. Além disso, cabeças de “barro” foram esculpidas na base. Uma gangorra de bonecos do Alto do Moura se destacava em cima do carro dando um efeito de movimento. Cactos em laranja e amarelo de espuma geram uma maior aproximação com o ambiente sertanejo.

Integrante da verde e branca há mais de 20 anos, Vânia Aparecida, de 59 anos, também desfilou no abre-alas e ficou emocionada quando viu onde ia desfilar.

Mocidade06“O carro está lindo! Todos os carros estão lindos. A escola está linda, estamos muito animados. Fiquei muito emocionada. Foi feito com muito carinho e dedicação”, exaltou a desfilante.

No segundo carro, foi trazida a vida rural que inspira os artistas de barro. Com o nome de “Segue o carro de boi a lida viver”, a composição trazia desfilantes fantasiados de trabalhadores rurais em um cenário com engrenagens, milhos no topo e estátua de profissionais da fazenda. Na frente do carro, um boi com chifres simulava uma escultura do artesanato. As latas recicladas criaram um efeito de profundidade interessante na alegoria.

Mocidade04Marta Janete, de 56 anos, participou ativamente como voluntária nesses últimos dias na confecção de fantasias no barracão. O amor pela Mocidade a fez amar ainda mais o carro em que ela desfilou.

“Meu carro está lindo, está maravilhoso. Ele representa o carro do boi. Eu amo essa escola, ela é a minha razão. Eu estou no barracão desde quinta-feira, sem vir em casa. Eu saí de lá direto para Marquês de Sapucaí com muito orgulho”, contou a desfilante.

Para Amália Fabiana, de 44 anos, em seu 5º desfile pela Mocidade, se sentiu imersa no enredo ao ver o seu carro, o segundo. Ela acredita que outras escolas deveriam investir mais em usar esses materiais alternativo na construção de seus carnavais, pela economia e pela beleza provocada.

Fotos: desfile da Grande Rio no Carnaval 2023

Grande Rio leva a essência do subúrbio para a avenida

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GR02 4Segunda agremiação do Grupo Especial a desfilar na Sapucaí neste domingo, 19 de fevereiro, a Acadêmicos do Grande Rio apresentou o enredo “Zeca, O Pagode Onde É Que É? Andei Descalço, Carroça E Trem, Procurando Por Xerém, Pra Te Ver, Pra Te Abraçar, Pra Beber E Batucar”.

Homenageando Zeca Pagodinho, a escola contou sua trajetória retratando diversos aspectos que definem a essência do artista. Zeca deu início à sua carreira cantando em rodas de samba de bairros suburbanos, e segue residindo em Duque de Caxias, cidade da escola de samba, até a atualidade.

Conhecido por sua humildade e espírito boêmio, Zeca construiu uma relação de proximidade com a comunidade, que evidencia o fato de se identificar com os ideais do cantor.

GR05Na quarta alegoria da escola, intitulada “Diz que fui por aí: retratos da vida da gente”, o sentimento citado anteriormente pôde ser sentido pelo público do Sambódromo. Enaltecendo o “Zeca way of life”, a obra expressava o dia a dia do subúrbio.

Barracas de salgados, botequins e bailes funk eram alguns dos cenários visualizados no carro. Além disso, todos os componentes representavam personagens comuns para quem visita a Baixada Fluminense, como vendedores ambulantes.

GR03 3“Estou aqui vendendo brigadeiros”, contou Clara Corrêa, de 67 anos, sobre sua função na alegoria. “Esse carro ficou um verdadeiro espetáculo. É simplesmente a cara do Zeca”, complementou.

Luís Azevedo, de 50 anos, definiu a alegoria de forma sucinta: “Nada menos que genial”. Animado para ser um dos destaques do carro, Luís também deu detalhes sobre o seu personagem. “A minha fantasia é de funk, uma das manifestações culturais mais presentes no Rio de Janeiro”, comentou.

X-9 Paulistana faz declaração de amor à Dona Ivone Lara em desfile marcado pela técnica afinada

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A X-9 Paulistana foi a segunda escola a se apresentar na noite deste domingo, dia 19 de fevereiro, em desfile válido pelo Grupo de Acesso I do Carnaval de São Paulo 2023. Com destaque para a harmonia envolvente em um canto de amor à homenageada, a comunidade da Zona Norte precisou superar a pista molhada com uma garoa contínua para concluir o desfile em tranquilos 56 minutos. A agremiação da Parada Inglesa desfilou este ano com o enredo “Dona Ivone Lara, mas quem disse que eu te esqueço?”.

Comissão de Frente

A comissão de frente da X-9 se apresentou com um contingente de 14 pessoas, todas em duplas, que se apresentaram com uma dança lembrando o estilo samba de gafieira. Os movimentos da coreografia foram intensos e animados, com sincronia bem afiada. As apresentações ao público e da escola ocorreram com clareza e o desempenho geral do grupo cênico foi de muito bom gosto, contribuindo para elevar os ânimos do público para os segmentos que vieram em seguida.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Gabriel Vullen e Joice Prado fizeram uma apresentação de alto nível, levando em consideração o fato de a pista continuar molhada por causa da garoa que caiu até o final do desfile. O casal demonstrou passos bem sincronizados, com olhares trocados transparecendo confiança. Giros belos e elegantes por parte de Joice e cortejo irreverente da parte de Gabriel formaram um conjunto admirável de uma dupla em total sintonia.

Alheio ao desempenho da dupla, a chuva pode ter afetado de forma negativa o vestuário de Joice, com penas se desprendendo de sua saia enquanto estavam para sair do primeiro módulo de desfile. A se observar a nota deste jurado.

Harmonia

O carnavalesco Leno Vidal comentou em nossa reportagem no barracão da X-9 que tinha muitas expectativas quanto ao desempenho do canto da comunidade, exaltando o refrão do meio como uma grande declaração de amor à Dona Ivone Lara. A aposta foi acertada, e de fato o samba pegou com facilidade por todos os componentes que entoaram um canto alto e muito animado, contagiando o público com todo aquele sentimento afetivo.

Enredo

“Dona Ivone Lara, mas quem disse que eu te esqueço?”. Quem por acaso teve a ousadia de esquecer a lendária sambista assistiu um desfile para nunca mais esquecer. Ivone Lara foi dignamente homenageada desde suas origens na Bahia e passando por todo seu legado de amor junto a escola Império Serrano, da qual é considerada uma verdadeira Rainha. As músicas de Ivone Lara serviram de fio condutor da narrativa junto com o pássaro tiê, uma espécie que a artista teve na infância e que inspirou o famoso verso “olha lá, oxá”. Dos “Cinco Bailes” à consagração da artista no último carro, a história de Ivone Lara foi facilmente identificada ao longo das alas e alegorias, e as expectativas pelas notas 10 podem ser consideradas altas pela.

Evolução

Tecnicamente irretocável, a evolução da X-9 Paulistana fluiu de maneira límpida e despreocupada. O ritmo de desfile empenhado pela escola permitiu aos componentes brincarem o Carnaval de maneira solta e animada por todo o desfile. O fechar dos portões com 56 minutos apenas reforça o quão a comunidade da Zona Norte fez bom proveito do desfile.

Samba-Enredo

Darlan Alves retornou à X-9 para 2023 em alto nível. Dotado de um talento que o permitiria cantar em qualquer escola do Brasil com maestria, o intérprete demonstrou na Avenida o porquê foi uma das mentes por trás da escolha do próprio enredo da agremiação, levando o samba de uma forma cadenciada cheia de irreverência. A letra da obra era facilmente identificada ao longo das fantasias e alegorias da X-9, tendo um elemento de conjunto que fez muita diferença.

Fantasias

As fantasias da X-9 ao longo das alas eram facilmente identificáveis e permitiram uma leitura de enredo sem exigir muito dos olhares menos atentos. Destaque para as alas da parte final do desfile, especialmente belas e que casaram muito bem com os versos do samba.

A preocupação pode acabar ficando na questão do acabamento. Ao longo do desfile, alguns componentes apresentaram danos em suas roupas, com destaque para a ala coreografada que fez referência aos “Cinco Bailes da História do Rio”, onde adereços de pescoço de alguns componentes se soltaram bem diante da cabine de jurados do primeiro módulo.

Alegorias

As alegorias da X-9 vieram belas e de fácil identificação. O Abre-alas simbolizou as origens baianas de Dona Ivone Lara, com uma bela escultura de Oxum ao centro, e a ligação da sambista com a escola carioca Império Serrano. O segundo carro foi uma referência ao desfile imperiano, ainda da época que se chamava Prazer da Serrinha, intitulado “Os Cinco Bailes da História do Rio”, cujo samba tem assinatura de Ivone Lara. Já o terceiro carro foi uma celebração à vida e obra da artista, com elementos alusivos às suas músicas, tambores estampados com o símbolo da X-9 e a presença da família da homenageada.

Alguns defeitos identificados ao longo do desfile, porém, podem comprometer a avaliação da escola. Falhas de acabamento perceptíveis, principalmente no segundo carro, podem ser malvistas pelos jurados, como foi o caso de uma estrutura de ferro aparecendo sob tecido danificado em uma das colunas de suporte de componentes.

Outros destaques

Presidente, diretor, rei, Mestre Adamastor. Piadas de pré-Carnaval à parte, ele provou o porquê é uma pessoa tão importante dentro da X-9 Paulistana, garantindo um belo desempenho geral da bateria “Pulsação Nota 1000”. Bossas bem encaixadas em um desfile muito agradável de se acompanhar, somados à beleza da corte da bateria liderada pela Rainha Ingrid Mantovani, vestidas em belas fantasias.

Os harmonias da X-9 eram clara demonstração de como a escola estava satisfeita com sua apresentação. Deixaram o canto com os componentes e trouxeram o público para dentro como autênticos animadores de torcida. É muito gostoso ver pessoas que se dedicam tanto a um desfile tão felizes com o trabalho feito. Agora é ver se na terça-feira o resultado virá dentro das expectativas da comunidade da Zona Norte.

Baianas da Grande Rio fizeram uma homenagem as benzedeiras

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f913c605 c0a8 4d1a 9b91 5c0047d0219eAs baianas da Grande Rio trouxeram, no primeiro dia de desfile do Grupo Especial, o universo do “Candeeiro da Vovó”, música de Dona Ivone Lara gravada por Zeca. As mães do samba da verde e vermelha, neste domingo, exibiram em sua fantasia a “preta velha” nos tempos coloniais. “Representamos as benzedeiras […], mulheres que cuidavam de crianças doentes. Estamos aqui para rezar e pedir a deus para abençoar as crianças”, explica Marilene, presidente da ala de baianas.

A fantasia é branca, com a imagem de Nossa Senhora em moldura dourada e repleta de flores. As baianas carregam em suas mãos luminárias douradas. Na parte de cima, cordões prateados grandes envolvem os seus pescoços. Na cabeça, um turbante branco com pimentas.

“A fantasia faz referência aos tempos coloniais com as lamparinas, você percebe também que cada baiana tem um santo. Era uma época em que a igreja era muito forte”, explicou Regina, vice-presidente das baianas.

c69bbccc c8c0 4fa7 9987 5c3ee9d7b850Lucia é baiana na Grande Rio e professora, ela estava ansiosa para entrar na avenida e representar a escola mais uma vez. Ela desfila na escola há 19 anos como baiana. “É muita paixão e amor, é muito tempo representando minha escola. A fantasia é linda e só de ter minha santa aqui na frente. É pesada, mas o amor faz ela se tornar leve.

c69bbccc c8c0 4fa7 9987 5c3ee9d7b850As baianas não ligam se a fantasia é pesada, elas seguem firme pois o amor pela escola é mais forte. “A fantasia é maravilhosa, é pesada, mas no momento que entra na avenida a gente esquece tudo e nada mais importa” disse a baiana Sonia Siqueira, baiana há 4 anos na verde e vermelha.

A Grande Rio foi a segunda escola a desfilar neste primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. A escola homenageou o cantor e compositor Zeca Pagodinho.

Cacique de Ramos e Bafo da Onça: rivalidade entre os blocos é representada na bateria da Grande Rio

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grande rio desfile 2023 65Segunda escola a desfilar no Domingo de carnaval, a atual campeã do Grupo Especial, Acadêmicos do Grande Rio, homenageou o cantor e ícone do samba Zeca Pagodinho, em enredo desenvolvido pelos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad. Berço de grandes sambistas e do homenageado da Tricolor, o Cacique de Ramos foi retratado na Bateria da escola, em uma fantasia que explorava sua rivalidade com outro tradicional bloco da cidade, o Bafo da Onça.

Intitulada “O Grande Duelo- Bafo da Onça e Cacique de Ramos”, a fantasia da bateria da Grande Rio dividia os ritmistas da escola em dois lados: Uns vestidos de Cacique de Ramos, em vermelho e branco, e outros vestido de Bafo da Onça, em amarelo e preto. Nas décadas de 1970 e 1980, a rivalidade entre os dois blocos dominava o cenário carnavalesco carioca, quando ambos desfilavam na Avenida Rio Branco, no centro da cidade.

GR01 3Responsável pelos ritmistas da Acadêmicos do Grande Rio há 4 carnavais, Mestre Fafá aprovou a ideia dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad de homenagear o Bafo da Onça e o Cacique de Ramos. Segundo Fafá, a fantasia elaborada pelos dois artistas facilitou o desempenho da bateria no desfile.

“Eu achei uma ideia incrível a gente homenagear dois dos blocos mais tradicionais do Rio de Janeiro e que tem uma ligação incrível com o Zeca, de respeito e carinho. A gente espera estar à altura, é uma fantasia leve, agradável e boa para a gente fazer uma grande exibição”, ressaltou o mestre.

Na expectativa pela conquista do bicampeonato, a Acadêmicos do Grande Rio tem na bateria um de seus principais triunfos na apuração. Para Mestre Fafá, a escola de Duque de Caxias tinha o desejo de realizar uma homenagem à altura do ícone Zeca Pagodinho.

“A expectativa pela disputa do bicampeão é grande, a escola tá bem, uma homenagem à altura do Zeca Pagodinho, como ele merece e tenho certeza que vai se emocionar muito, assim como aconteceu quando ele foi ao Barracão. A gente espera que dê tudo certo não só para a gente, mas para todas as co-irmãs, que seja um carnaval de tranquilidade, com grandes desfiles e que vença a melhor”, comentou Fafá.

A opinião do mestre sobre as fantasias é compartilhada por seus ritmistas, que aprovaram o figurino e a homenagem idealizada pela dupla de carnavalescos da Grande Rio. Carioca de Olaria, Diego Vilareal, fantasiado de Bafo da Onça, aprovou a fantasia da bateria, a qual considerou leve e elegante.

“As fantasias da Bateria estão maravilhosas, homenageando grandes ícones do carnaval carioca, de um lado o Cacique e de outro o Bafo da Onça. As fantasias estão super leves, bonitas e elegantes, vão trazer um momento de destaque para o desfile e para bateria O Zeca, além de ser um filho do Cacique de Ramos, é um ícone nacional do samba e do pagode. Ter ele presente e poder falar sobre é maravilhoso, sem dúvidas”, concluiu.

Nenê de Vila Matilde abre Grupo de Acesso com ala musical e bateria levantando arquibancada

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Uma das maiores campeãs do carnaval paulistano, a Nenê de Vila Matilde abriu os desfiles deste domingo do Grupo de Acesso I. Mesmo com a longeva chuva, a arquibancada seguiu animada e alguns foliões empurraram a escola. O destaque principal vai para o carro de som e a ‘Bateria de Bamba’. O intérprete Agnaldo Amaral e mestre Matheus Machado se mostraram entrosados e isso culminou para a harmonia entrosada dos componentes. O casal de mestre-sala e porta-bandeira e o abre-alas com sua imponente águia também foram destaques.

Comissão de frente

A ala, que é coreografada por Jeferson Ricardo, levou componentes com fantasias em formato de águias na cor dourada. Além desses personagens, havia um principal que era um homem mais velho e barbudo de azul. Não dá para identificar o que significa diretamente tais personagens, mas este último citado aparentemente é um ancião ou uma pessoa muito sábia. O nome se dá como “A Águia anuncia, Olodumaré e a conclamação dos deuses na Bahia.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Vestidos de tradições Bantus, o casal Cley Ferreira e Thayla, tiveram um grande desempenho. Analisando o casal em frente ao módulo do recuo de bateria, notou-se um alto sincronismo. A dupla fez questão de parar para fazer a coreografia dentro do samba, que casa perfeitamente com a canção.

Vale destacar o samba no pé de Cley. Mesmo com a pista molhada, o mestre-sala arriscou vários passes grandiosos e que somaram bastante com a apresentação.

Harmonia

Não houve a mesma empolgação do ensaio técnico, mas a escola mostrou um canto sincronizado. Todos os componentes sabiam a letra do samba e cantaram respeitando a bateria e o carro de som. A partir do segundo setor as coisas começaram a evoluir e a Nenê teve êxito no quesito.

As partes mais entoadas foram o refrão principal, refrão do meio e a segunda parte do samba. Por ser explosivo, o principal se destacou mais. Isso também devido ao “Chegou, chegou!”, que a comunidade gritava nessa parte.

Enredo

O carnavalesco Fábio Gouveia saiu da ‘casinha’ e quis mostrar um enredo de Bahia diferente. Não foi apenas Salvador e a Bahia que a Vila Matilde quis mostrar. A ideia foi pegar orixás, Egito, Bahia, música e juntar para montar esse desfile com sucesso.

Além disso, quis dar uma certa ênfase no bloco baiano Ilê Ayê.

Evolução

A escola evoluiu de forma correta. Teve uma ótima entrada de recuo. Quase não precisaram de espaço técnico, visto que assim que a bateria entrou no box, a ala de trás já chegou com tudo preenchendo o espaço. Um aspecto muito positivo nisso. Além disso, a Nenê se mostrou compacta, sem espaçamentos entre alas e alegorias.

A evolução dentro das suas próprias alas ocorreu normalmente. Mas, como citado no quesito harmonia, faltou aquela empolgação vista no ensaio técnico. Talvez a chuva tenha atrapalhado e tirado a confiança de alguns componentes da Águia da Zona Leste

Samba-Enredo

Dá para dizer que a obra é daquelas ‘agradáveis’ de se ouvir. Tem a cara da Nenê de Vila Matilde. Casou muito com a bateria, onde os surdos trabalharam bastante para fazer uma batida baiana com o objetivo de remeter ao Olodum, principalmente no refrão do meio.

O intérprete Agnaldo Amaral está dando um show. Ele parece até estar voltando aos anos 90 e 2000, quando era o auge do cantor. Uma voz fenomenal e que consegue contagiar a todos. Vale destacar a participação do intérprete nos hinos da escola. Ele cantou de uma forma em que deixou muitas pessoas emocionadas. Deu para ver alguns componentes chorando com o momento.

Fantasias

As vestimentas da Nenê de Vila Matilde foram mostradas de maneira satisfatória. Não teve tanto luxo, mas houve fácil entendimento e leveza para o componente desfilar, que é o que importa. Vale destacar as fantasias das alas 3, 6 e 8.

Há de se ressaltar que a Vila mostrou muito colorido e, também, muito marrom e palhas. Interessante essa mistura e ambiguidade. Combina com as misturas que o carnavalesco Paulo Gouveia construiu para construir o enredo “Faraó-Bahia”.

Alegorias

O abre-alas levou um dourado predominante com tambores de Olodum girando e homens batucando logo abaixo dele. A águia estava totalmente imponente com um misto de azul escuro e claro, além de movimentos e o grito.

A segunda alegoria levou a mãe preta Hilda e, nela, tinha vários orixás. Vale destacar a encenação com as pipocas de Obaluaê, que eram jogadas na pista. O carro era recheado de palhas.

O terceiro carro alegórico levou “Água de cheiro e Dendê”. Mostrou-se um carro muito colorido.

Outros destaques

A ‘Bateria de Bamba’, regida pelo mestre Matheus Machado, foi um dos destaques da escola neste desfile. Interpretou muito bem a baianidade no andamento. Notou-se surdos e demais instrumentos fazendo alusões ao Olodum baiano, principalmente no refrão do meio. Isso ficou mais nítido também em bossas.

Confiantes, componentes da Grande Rio acreditam no bicampeonato

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GR02 2Segunda escola a desfilar no Domingo de carnaval, a atual campeã do Grupo Especial, Acadêmicos do Grande Rio, homenageou o cantor e ícone do samba Zeca Pagodinho, em enredo desenvolvido pelos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad. Na disputa pelo segundo título consecutivo, o que não faltou à escola de Duque de Caxias foi confiança. Em entrevista ao Site CARNAVALESCO, componentes da escola manifestaram a esperança e o desejo pelo bicampeonato.

Empolgadas, as irmãs Bianca e Tatiana Melo, que desfilam há dez anos juntas na Tricolor de Duque de Caxias, manifestaram o desejo e o sonho de conquistar mais um título pela Grande Rio. Paras as duas, a escola demonstrou total preparo para o desfile durantes os ensaios realizados na quadra e na Sapucaí. “Estou muito ansiosa, é sempre muita emoção, toda vez que a gente entra na avenida, é uma emoção. É lindo, glamouroso e grandioso”, comentou Tatiana.

GR03 2“A gente veio bem preparado, o samba está na ponta da língua, o ensaio técnico foi excelente. Estamos buscando o bicampeonato e com certeza, vamos conseguir “, completou a irmã Tatiana Melo.

Diretamente de Realengo, mas sem deixar de ter o coração ligado a Duque de Caxias, onde estudou por anos, Júlio César ressalta a emoção e o prazer de desfilar pela Grande Rio, escola que ele considera um sonho de vida. Otimista, o carioca acredita no forte desempenho da comunidade caxiense no carnaval de 2023.

“A Grande Rio é um sonho para mim, é meu segundo ano na escola, no primeiro fomos campeões e tenho certeza que será novamente. Gosto muito dessa escola, ainda mais agora homenageando o Zeca. A escola tem totais condições de conquistar o campeonato, com certeza. No que depender do nosso trabalho e da nossa parte, ela vai levar esse campeonato novamente”, disse o carioca da Zona Oeste.

GR01 2A opinião de Júlio César é compartilhada por diversos outros componentes e torcedor da Acadêmicos do Grande Rio, como Edson Ferraz, que desfila há 10 anos na agremiação da Baixada Fluminense. Para o carioca, a qualidade dos quesitos da escola a conduzirão ao tão sonhado bicampeonato.

“A escola está alegre, está feliz, conquistamos o campeonato ano passado e estamos em busca desse bi, se Deus quiser. Estamos brigando pelo campeonato, a escola tá bonita, bem vestida e alegre”, ressaltou.

Há quatros anos na Tricolor, o caxiense Rodrigo Teixeira se orgulha de ter participado do desfile de 2022, no histórico primeiro campeonato da Grande Rio. A confiança de Rodrigo se mistura com um sentimento de ansiedade que Rodrigo contou ao Site CARNAVALESCO.

“Quero que a Grande Rio seja bicampeã, é o meu quarto ano na escola. A escola tem muita condição de ganhar novamente, tá todo mundo ansioso, ensaiamos muito e demos o melhor de si”, concluiu.

Comunidade da Grande Rio abraça Zeca Pagodinho e enaltece a importância de sua homenagem

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GR03 1A Acadêmicos do Grande Rio, segunda escola do Grupo Especial a desfilar neste domingo, 19 de fevereiro, levou um enredo leve e contagiante para a Sapucaí. A atual campeã homenageou o cantor Zeca Pagodinho, um dos maiores sambistas do Brasil, que iniciou sua carreira no subúrbio e reside em Duque de Caxias, cidade da agremiação, até os dias de hoje.

Com uma discografia repleta de sucessos e obras de forte apelo popular, as músicas de Zeca serviram de base para a proposta apresentada. A comunidade da escola se mostrou completamente encantada pela escolha.

“Quando falamos sobre o Zeca, falamos sobre todos nós que nascemos numa realidade periférica. Há essa identificação”, comentou Alessandro Souza, de 39 anos. Representando o céu do subúrbio, ele conta que sua relação com o cantor é antiga: “Na minha época de solteiro, uma das paredes do meu quarto era repleta de fotos do Zeca. Sou muito fã desde criança”.

GR02 1Guilherme Cunha, de 31 anos, desfilou na segunda alegoria da escola. “Estou simbolizando São Cosme e Damião, uma tradição da periferia. Desperta memórias afetivas incríveis, além de transmitir a essência do Zeca”, citou. O rapaz também foi o responsável por detalhes artísticos de outros carros alegóricos, possuindo um envolvimento completo com o enredo.

Já Mariah Lima, de 35 anos, ressaltou a importância da homenagem para um ícone da música popular do país. “O Zeca é o plano de fundo de todas as minhas comemorações em família, e sei que não sou a única”, afirmou.

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Serrinha chegou! Império Serrano faz seu maior desfile neste século na abertura do Carnaval 2023

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Coube ao Império Serrano a missão de dar o pontapé inicial aos desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí em 2023. Atual campeão da Série Ouro, o Reizinho de Madureira mostrou credenciais que fazem com que o torcedor sonhe com a permanência na elite do carnaval carioca. Com um conjunto visual imponente, o Menino de 47 pisou na avenida disposto a realizar seu maior carnaval neste século, ao final do desfile a sensação é de que a escola cumpriu o objetivo. Como esperado, o enredo em homenagem a Arlindo Cruz emocionou não só os imperianos, mas também a grande maioria do público presente na avenida. A presença do homenageado no último carro coroou a bela exibição da escola. * VEJA AQUI FOTOS DO DESFILE

Apesar de visualmente impecável, a agremiação cometeu falhas durante sua apresentação, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Flôres e Daniele Nascimento enfrentaram o vento no primeiro módulo e a bandeira acabou enrolando. O canto irregular, talvez por conta do grande volume das fantasias e a evolução também causam preocupação, um grande espaço foi deixado à frente da quarta alegoria no primeiro módulo de julgamento, vale lembrar que esse módulo possui a cabine dupla.

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Apresentando o enredo “Lugares de Arlindo” assinado pelo carnavalesco Alex de Souza, que fez sua estreia na escola, o Império passeou pela vida e obra de um dos seus maiores baluartes, o cantor e compositor Arlindo Cruz. A agremiação terminou sua apresentação com 67 minutos.

LEIA ABAIXO MATÉRIAS ESPECIAIS DO DESFILE
* Baianas do Império Serrano levam a força de São Jorge para a Avenida
* Imperianos celebram retorno do Império Serrano ao Grupo Especial
* Com banho de ervas e a proteção de Xangô, terceira alegoria do Império celebra a religiosidade de Arlindo
* Carro ‘O show tem que continuar’ do Império Serrano trouxe Arlindo Cruz com amigos de longa data homenageá-lo
* Imperianos celebram estreia de Ito Melodia no microfone oficial do Reizinho de Madureira

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Comissão de Frente

A comissão de frente, coreografada por Júnior Scapin, em seu retorno à escola, foi intitulada “A Fantasia – O Nosso Lugar: Reza, Amor e Fé – Um Ritual de Cura e Axé…”, foi utilizado um banjo como elemento cenográfico, os componentes apresentaram uma dança baseada no jongo, o ponto alto da apresentação era quando uma componente representava vovó Maria, fundadora e benzedeira.

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Em um determinado momento, uma fumaça aos pés da tamarineira fez com que os componentes trocassem de lugar, a roupagem que antes era toda branca, deu espaço para um prata com verde dos componentes masculino, e vermelho e dourado nos feminino, a surpresa maior estava no fim da apresentação, no alto da tamarineira, surgiu Arlindinho, filho de Arlindo Cruz, tocando um banjo, sob aplausos e fogos para delírio do público presente.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Em seu retorno ao Grupo Especial, o Império escolheu apostar na experiência de Marlon Flôres e Danielle Nascimento. A passagem do casal pela avenida foi problemática, no primeiro módulo de julgamento, onde fica localizada a cabine dupla de julgadores, o casal começou sua apresentação com a dança clássica do quesito, ambos desempenharam a arte com muita elegância, porém, foi observado um pouco de lentidão. O maior problema aconteceu no final da coreografia, o vento foi o maior adversário de Danielle, e a experiente porta-bandeira não conseguiu impedir que o pavilhão enrolasse. Nos módulos seguintes o casal conseguiu desempenhar um melhor papel, embora, a lentidão observada no primeiro módulo se repetiu.

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A linda fantasia do casal foi denominada “Poema aos Peregrinos de Fé”, inspirada no samba composto por Arlindo para o Império Serrano em 2015. Predominante verde, a indumentária impactou pela beleza e capricho. Acompanhados do casal estavam os guardiões, eles carregavam estandartes com imagens de São Jorge e Santa Bárbara.

Harmonia

Elogiar Ito Melodia pode cair na redundância, mas é sempre válido, após anos à frente da União da Ilha, ele chegou ao Império sob olhares de desconfiança, mas com todo seu talento, o intérprete já demonstra estar totalmente integrado ao Menino de 47, no desfile deste domingo ele deu mais um show, juntamente de seu carro de som, o entrosamento com a Sinfônica do Samba também foi visível. Mesmo com a ótima condução do samba, o canto da escola foi irregular e oscilou.

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As alas do início da escola estavam com fantasias pesadas, a exemplo da ala 1, “Santo Guerreiro”, ala 5, “Caciqueando no Bagaço da Laranja “, a ala 8, “Buraco, Sueca pro Tempo Passar, Tem Jogo de Lona, Caipira e Bilhar”, apesar de não ser volumosa, passou pelo segundo módulo de julgamento sem cantar. Após a saída da bateria do primeiro recuo, a escola cresceu em canto, as alas 14, “Quem Não Viu Tia Eulália Dançar? E Ainda Tem Jongo à Luz do Luar”, e 23, Festa no Arraiá. A Vila Canta o Brasil, Celeiro do Mundo. Água no Feijão que Chegou Mais Um”, foram exemplos de canto uniforme. O final da escola, que teve a presença de Arlindo Cruz no último carro, parece ter incendiado a comunidade.

Enredo

O carnavalesco Alex de Souza foi o responsável por desenvolver o enredo “Lugares de Arlindo”, ele optou por levar para avenida seis setores. O enredo se desenvolveu a partir de uma das canções mais simbólicas de Arlindo Cruz: “Meu lugar”. Além de ser um dos maiores baluartes da escola, Arlindo Cruz também é um dos maiores artistas populares do Brasil. A ideia de Alex foi passear pelas obras, mas sem esquecer a vida do artista. No que se propôs o enredo passou pela avenida de forma muito clara, as alegorias e fantasias conseguiram passar com clareza a história de vida que era contada.

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O primeiro setor contou a relação do artista com bloco carnavalesco Cacique de Ramos, o segundo mostrou o subúrbio, tão presente na discografia do homenageado, o terceiro setor mostrou a religiosidade, no quarto setor vimos as canções românticas cantadas e compostas por Arlindo, o quinto setor retratou o Arlindo como compositor de samba-enredo e também seu amor por Babi Cruz, sua esposa. O último setor foi a derradeira homenagem a Arlindo, onde o Império reforçou que o “Show tem que continuar”. O único senão foi o fato de ter sido observado que o terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira ter invertido de posição com a ala 20.

Evolução

No geral, a evolução do Império foi compacta e empolgada, as alas estavam extremamente organizadas, os componentes sabiam seu papel dentro das alas, foi uma evolução fluida e coesa, mas sem perder a empolgação e descontração que pede um desfile de carnaval. Porém, houve um problema no quarto carro, um buraco foi deixado em frente ao primeiro módulo de julgamento, vale destacar que esse módulo possui a cabine dupla, o que deve causar uma punição maior.

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Samba-Enredo

O samba de autoria de Sombrinha, Aluísio Machado, Carlos Senna, Carlitos Beto Br, Rubens Gordinho e Ambrosio Aurélio tem uma característica única em seu formato, feito em acróstico, as primeiras letras de cada verso formam o nome Arlindo Domingos da Cruz Filho no sentido vertical. A obra passa por vários momentos da vida de Arlindo, assim como faz menção a canções famosas do artista. No desfile, o samba demorou a empolgar, mas após a saída da bateria do primeiro recuo, a escola passou a cantar com mais empolgação e a relação com o público também cresceu, o destaque foi o refrão principal, em que a toda escola cantava com muita empolgação, vale destacar também os outros refrões presentes na obra, o “Dagô, Dagô” caiu nas graças dos componentes e da torcida.

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Alegorias e Adereços

O Império Serrano levou para a Sapucaí cinco carros e um tripé, o conjunto alegórico causou uma ótima impressão pelo tamanho, qualidade no acabamento e riqueza de detalhes. A escola apostou na grandiosidade da abertura para impressionar o público, uma característica do carnavalesco Alex de Souza, o carro abre-alas, com três chassis, foi denominado “Estava nascendo o Império Serrano, Reizinho do meu lugar, pro santo guerreiro abençoar”, o título da alegoria foi extraído de versos do samba enredo que o Império levou à avenida em 2016, “Silas canta Serrinha”, do qual Arlindo é um dos compositores. Uma enorme escultura de São Jorge Guerreiro, padroeiro da escola, chamou atenção pelo acabamento primoroso, assim como os dragões que permeavam o carro. A escola representou seus títulos no símbolo maior, a coroa imperial, no total foram 8 coroas menores e uma maior. Vale destacar que uma coroa na terceira parte do abre-alas passou apagada.

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Na sequência do desfile, o tripé “Caciqueando no Fundo do Quintal”, as expressões na escultura do Apache chamaram atenção. O segundo carro, “Em cada esquina, um pagode, um bar”, evocou a atmosfera noturna dos tradicionais bares cariocas, fazendo referência aos jogos, à bebida e às conversas entre amigos. O terceiro carro, “Vai lá na pedreira do meu pai Xangô, faça o favor tome um banho de Abô” levou uma grande escultura de Xangô, representando a religiosidade do homenageado, a altura e o movimento da escultura chamaram atenção.

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A quarta alegoria, “Vem brilhar no meu carnaval. Minha porta-bandeira, na avenida do meu coração”, fez referência às participações de Arlindo como compositor em diversos sambas de enredo, a figura que vem em destaque é a porta-bandeira, símbolo do carnaval, a personagem foi uma homenagem à Babi Cruz, esposa e parceira de vida do cantor. Para finalizar o desfile, o Império Serrano levou Arlindo Cruz, grande homenageado do enredo para a última alegoria, denominada “O Show tem que continuar”, a alegoria emocionou pela presença de Arlindo e também pela escultura muito bem feita do cantor.

Fantasias

Um show de bom gosto de Alex de Souza, o conjunto de fantasias do Reizinho de Madureira foi luxuoso, mesmo em um período complicado financeiramente para o carnaval, as fantasias do Império apresentaram um nível altíssimo de requinte e bom gosto, a volumetria esteve presente na maioria das alas, muito bonitas e bem acabadas, as fantasias chamaram atenção por preencherem toda a avenida.

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O uso de cores também foi muito bem utilizado, o verde, cor predominante da agremiação, permeou todo o desfile. Dentre os figurinos mais bonitos, pode-se destacar os seguintes: “Na Sombra da Tamarineira, o Cacique e o Pagode”, “No Bloco do camarão que dorme”, “Portela, Só Pra Contrariar” e “Vó Maria, o Terreiro Benzer”. Uma única ala ficou abaixo do conjunto apresentado pela escola, a fantasia de alguns componentes da ala 12, “E Cerveja Pra Comemorar”, estava se desmanchando.

Outros Destaques

Como esperado, o esquenta do Reizinho levantou o público logo no início, com uma lista de sambas memoráveis, a escola optou por apresentar o sambas “O Império do Divino”, “E verás que um filho teu não foge a luta” e “Aquarela do Brasil”.

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Pelo segundo ano, a rainha Darlin Ferrattry veio a frente da bateria comandada por mestre Vitinho, porém, dessa vez ela veio apresentando sua filha, Wenny Isa, que fez sua estreia como princesa de bateria da escola, ambas demonstraram muita simpatia com o público e interagiram com os ritmistas durante as bossas, Darling parecia bastante emocionada e feliz por dividir o espaço com sua filha. A rainha da escola, Quitéria Chagas, desfilou antes da comissão de frente e também recebeu muito carinho do público.

Na última alegoria, alguns amigos de Arlindo Cruz desfilaram, entre eles estavam Regina Casé, Péricles e Hélio de La Peña.