Início Site Página 923

Integrantes da Tom Maior comemoram desfile e destacam a energia da comunidade

0

Penúltima escola a desfilar na sexta-feira, a Tom Maior mostrou a força da sua comunidade e cantou forte o seu samba. A vermelho e amarelo levou para a avenida o enredo “Um Culto Às Mães Pretas Ancestrais”. Integrantes importantes da agremiação conversaram com o CARNAVALESCO e mostraram muita satisfação com o desempenho no Anhembi.

desfile tom maior 1

Gilsinho (intérprete)
“Foi um desfile maravilhoso. O que eu vi da escola passando, foi todo mundo cantando, sorrindo, feliz. Foi lindo e um baita desfile. O samba pegou na arquibancada, onde a gente passou todo mundo estava cantando e foi sensacional. A participação do público mostra que a escola estava indo bem. Eu estou honrado e muito feliz em desfilar em mais um ano na Tom Maior. A escola me abraçou e me aceitou. Eu vesti a camisa da escola. Sou Tom Maior e sou Portela”, declarou.

Gerson e Bruno Freitas (diretores de harmonia)
“Foi um grande desfile. Isso é fruto de um trabalho sensacional. Nosso departamento de harmonia e nossa comissão composta pelo Bruno Melo, Carol, Nenê, Val, só podia dar esse show que foi na pista”, disse Gerson.

“Eu cheguei a ver (o público cantando). Eu venho mais no fundo da escola. Na hora de tirar a bateria do recuo eu desabei. A cabeça estava fria, mas o coração estava pulsando quente, porque que coisa linda. O carnaval de São Paulo voltou. A gente não vai atrás de resultado. É uma consequência. A gente tem que ter desempenho. Vamos comemorar demais porque o desempenho veio. Colocamos uma grande escola na avenida”, completou Bruno.

Ruhanan Pontes e Ana Paula (mestre-sala e porta-bandeira)
“Eu acho que quanto ao nosso quesito, foi um dos nossos melhores desses 15 anos de parceria. Foi para brindar todo esse tempo que estamos juntos. Falar do desfile da Tom Maior como um todo, acho que a energia é surreal. Falar de um enredo como esse e da importância que ele tem, falando de mãe, isso é ótimo. Todo mundo vem junto”, avaliou o mestre-sala.

“O Ruhanan disse tudo. Foi um trabalho bem executado nosso, realmente um dos melhores desfiles nesses 15 anos de parceria e a escola entregou tudo que prometeu. A energia veio junto com os ensaios técnicos que já estava radiantes. Veio linda, deu tudo certo e agora é esperar a apuração”, finalizou a porta-bandeira.

Carlão (presidente e mestre de bateria)
“Desfilar como presidente é uma emoção nova. Estou há 33 anos na escola e hoje meu primeiro desfile como presidente foi uma emoção muito grande e combinou com o desfile que todo mundo está elogiando. O desempenho da bateria foi o que eu esperava, gostei do que escutei e vamos aguardar a apuração”, analisou.

Componentes da Estrela do Terceiro Milênio se emocionam ao falar da estreia da escola no Grupo Especial

0

Depois de 25 anos de sua fundação, a Estrela do Terceiro Milênio estreou no Grupo Especial de São Paulo abrindo a segunda noite de desfiles da elite do Carnaval de São Paulo em 2023. A campeã do Grupo de Acesso I do ano passado apresentou no sábado, dia 18 de fevereiro, o enredo “Me dê sua tristeza que eu transformo em alegria! Um tributo à arte de fazer rir” com um desfile marcado pela beleza do conjunto e muita diversão do início ao fim. A pedido do site CARNAVALESCO, duas importantes lideranças da escola do Grajaú comentaram sobre a estreia da Coruja.

desfile terceiro milenio2023 3

Grazzi Brasil (intérprete)

“Eu estou muito feliz com toda a energia. Primeiro de estar na Terceiro Milênio, que é uma honra para mim, e toda energia foi linda. Claro que vamos ver o resultado ainda, mas foi lindo. A escola estava linda, alegre. Um trabalho maravilhoso do Murilo, e também da ala musical. Estou feliz demais e ansiosa. A comunidade cantando demais. Quero mandar um beijo para todo esse povo que acreditou tanto e acredita. Estou muito feliz desse nosso primeiro ano no Grupo Especial. Foi demais”.

“Quero agradecer o presidente, o nosso diretor musical, ao Milton Leite, a cada departamento da escola, a harmonia. Todos aqueles que participaram com tanta garra e amor para fazermos um espetáculo maravilhoso. Muito grata, feliz e ansiosa para saber o resultado”.

Murilo Lobo (carnavalesco)

“Falar sobre o que estou sentindo nesse momento é um tanto difícil, porque às vezes me faltam palavras para descrever as sensações. Acho que quando eu projeto um carnaval, eu sempre crio uma expectativa do que as pessoas vão sentir e de como elas vão reagir ao espetáculo. Eu vejo o carnaval como um show, um espetáculo, e tudo aconteceu como eu imaginava. Meu sentimento é de muita emoção, muita gratidão por essa comunidade que abraçou o projeto e que mergulhou fundo, foi conhecer cada um dos temas nos quais tocamos. Nos personagens, nas histórias, isso faz muita diferença”.

“O público reagiu muito bem. Eu tinha a expectativa de que fosse um desfile de memórias emocionais onde o riso aconteceria em algum momento, mas que possivelmente algumas lágrimas cairiam, e acho que é isso que aconteceu. Eu estou muito feliz com a consagração da Milênio como escola. Como uma escola madura, que vem buscando a sua assinatura, o seu diferencial e o seu espaço. Dizem que quem trabalha alcança, e trabalhamos muito para que isso acontecesse”.

“Todo mundo entregou o máximo que tinha. Todos os profissionais, todas as equipes. A comunidade, os chefes de ala, os harmonias. Todo mundo fez tudo que podia, e a magia aconteceu ali. Acho que independente de resultado, acho que quem ganha é a Milênio como escola. Com respeito, com merecimento, e isso é fundamental. É esse o sentimento que tenho agora, de que tudo valeu a pena. E feliz de ver a minha escola feliz”.

Sobre a reação de Renato Aragão ao ver a homenagem recebida no desfile: “Não teve como não chorar com ele. Fazer esse tributo em vida para grandes nomes e ver a reação da pessoa ficará guardado para sempre em meu coração. Parabéns, Renato Aragão. Você merece”.

Componentes da Dragões da Real lavam a alma e celebram desempenho da escola na Avenida

0

A Dragões da Real foi a encarregada de encerrar as apresentações do Grupo Especial no carnaval de São Paulo em 2023. A comunidade de Gente Feliz levou para a Avenida o enredo “Paraíso Paraibano – João Pessoa, a porta do sol das Américas” no sábado, dia 18 de fevereiro, com a estreia do consagrado carnavalesco Jorge Freitas e um samba aclamado por todos os componentes nas eliminatórias da escola. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, lideranças da Dragões comentaram a respeito do desfile.

desfile dragoes2023 27

Renato Remondini (Tomate) (presidente)

“Acho que a escola realmente fez o seu propósito, que era fazer um desfile livre, leve e solto, com as pessoas brincando na Avenida. A energia que a Dragões colocou naquela pista foi algo surreal, basta ver a resposta das arquibancadas e dos camarotes, achei que foi fantástico. A chuva não nos atrapalhou em nada plasticamente, até porque as plumas murcharam, mas isso é questão de fator de natureza mesmo. Acho que a chuva serviu de combustível gigantesco para o nosso povo, então a minha análise foi a melhor possível. Agora é esperar a apuração e ver o que Deus está guardando para a gente”.

Renê Sobral (intérprete)

“Foi um desfile maravilhoso, de entrega muito grande da nossa comunidade, da nossa bateria, de toda a nossa escola. Conseguimos entregar um belo espetáculo, e a chuva veio para lavar a nossa alma e a nossa Avenida. Estamos muito felizes com a energia do nosso povo, que contagiou as arquibancadas e todo o Anhembi. Foi um desfile histórico para a Dragões, um trabalho muito bonito e muito belo. Conseguimos fazer um carro de som muito bom, coeso e limpo. Estou muito feliz com todo o projeto da Dragões, e agora é só aguardar a apuração e, independente do resultado, a Dragões da Real permitiu a todos que assistiram apreciar um grande espetáculo. BELEZA, BELEZA, BELEZA!”.

Mocidade Alegre celebra desfile e componentes exaltam força da comunidade

0

A Mocidade Alegre foi a quinta escola a desfilar no Anhembi na segunda noite de desfiles. O enredo que a ‘Morada’ levou para a avenida foi o ‘Yasuke’. A agremiação do Limão entregou tudo, visualmente e musicalmente. Em conversa com o CARNAVALESCO, os integrantes se mostraram felizes com tal feito, pois mais uma vez a Mocidade promete ficar entre as primeiras ou até mesmo brigar pelo título.

Mestre Sombra

desfile mocidade alegre2023 25 1

“Muito satisfeito, conseguimos executar tudo que ensaiamos junto com a bateria, entrosamento muito bom, nos conhecemos de outros carnavais e fica mais fácil de trabalhar. Estamos muito felizes, satisfeitos, com nosso trabalho, setor. Não tem como ter uma dimensão do desfile em um todo, mas nossa parte foi bem legal, e agora vamos aguardar, falar com direção, detalhes, partes da escola, mas todo mundo com semblante legal, satisfeito e foi muito bom, estamos na briga, A comunidade cantou muito, fica fácil trabalhar assim, com uma comunidade que canta e vibra junto com a gente, facilita nosso trabalho”, disse.

Solange Cruz (presidente)

desfile mocidade alegre2023 74 1

“Somos suspeito para falar, estamos dentro do desfile, aparentemente foi tudo bem, expectativa é boa, estamos vendo o componente com sorriso no rosto no final da pista. É um sinal de um bom resultado, agora é aguardar terça-feira, aparentemente foi tudo muito bom. Dentro da média esperava, graças a Deus, tudo certinho. O que a gente ensaiou conseguimos executar. Acho que pelo retorno do público foi um sucesso. Galera batia palma onde tinha palma, galera cantava onde tinha que cantar. Sensacional”, declarou.

Magno Oliveira (diretor de harmonia)

“Primeiro lugar, agradecemos a Deus, chegar aqui com toda essa chuva, que judiou muito as escolas. Estava em muita fé de parar, não só para nós, mas para todas, o trabalho tem que ser grande, trabalhamos muito para fazer esse desfile, incessantemente, todos os dias que você possa imaginar, estávamos ensaiando, fazendo, dividimos a escola e canto. O resultado está aí, o desfile fizemos o que vai acontecer só na terça, mas temos a esperança e fé que Deus nos abençoe com o sonhado resultado, claro que grandes escolas já passaram, outras estão vindo. Temos muitos que respeitar, pois por um carnaval na rua não é fácil e a disputa é livre, colocamos nosso carnaval na rua, feliz, agradecer nossa comunidade, sensacional, vocês da imprensa, porque vocês que movem o carnaval de verdade. Passamos o ano inteiro vendo vocês que estão correndo junto com as escolas e só temos a agradecer”, avaliou.

Igor Sorriso (intérprete)

desfile mocidade alegre2023 76 1

“Muito satisfeito, conseguimos executar tudo que ensaiamos junto com a bateria, entrosamento muito bom, nos conhecemos de outros carnavais e fica mais fácil de trabalhar. Estamos muito felizes, satisfeitos, com nosso trabalho, setor. Não tem como ter uma dimensão do desfile em um todo, mas nossa parte foi bem legal, e agora vamos aguardar, falar com direção, detalhes, partes da escola, mas todo mundo com semblante legal, satisfeito e foi muito bom, estamos na briga”, analisou.

Trio de intérpretes e mestre de bateria saem satisfeitos com desempenho da Águia de Ouro em seu desfile

0

A Águia de Ouro, que foi a penúltima escola a desfilar, cantou “Um Pedaço do Céu”. De fato, foi uma apresentação satisfatória da Pompeia, que caprichou tanto na estética como nos outros módulos. O trio de intérpretes e mestre Juca revelaram ao site CARNAVALESCO suas respectivas opiniões.

desfile aguia de ouro2023 18 1

Intérpretes (Douglinhas Aguiar, Serginho do Porto e Chitão Martins)

“Eu acho que dentro daquilo que a gente ensaiou e proposta a escola fazer, a escola cumpriu a risca. De onde a gente eu estava, não percebi nenhuma falha de ala, bateria e acho que saí da alma com a alma lavada”, disse Douglinhas Aguiar

“Tudo que a gente queria fazer, fizemos. Sabemos que o nosso trabalho foi feito e agora fica nas mãos dos jurados”, completou Serginho do Porto.

“Foi uma emoção muito grande fazer um trabalho de um ano que passou muito rápido. A união é tão grande que passou rápido. Como eles falaram, acho que não houve nenhuma falha. Nossa parte a gente fez com alegria, emoção e acho que a gente queria passar isso para quem estava assistindo”, finalizou o cantor Chitão Martins.

desfile aguia de ouro2023 45 1

Mestre Juca

“Acho que foi muito bom. Tudo que ensaiamos, conseguimos passar na avenida. A escola estava muito bonita, cantando e evoluindo muito bonita. O tempo que a gente se propôs a sair a gente saiu. É difícil porque todas as escolas estão muito bem, mas agora vamos esperar. A gente não sabe a cabeça dos jurados. Às vezes ele pega uma coisa que a gente não escutou, mas a verdade é que eu saio daqui satisfeito e com dever cumprido. A gente moldou todo o trabalho esse ano. Eu estou confiante”, declarou.

TV Brasil mostra flashes do desfile das escolas de samba mirins do Rio

0

TV Brasil exibe flashes do desfile das escolas de samba mirins do Carnaval do Rio de Janeiro nesta terça (21), direto da Marquês de Sapucaí. O canal público também traz entradas do jornalismo com informações sobre a apuração do Grupo Especial da folia de São Paulo, do Sambódromo do Anhembi. Os conteúdos integram a programação ao vivo da emissora pública na faixa Carnavais do Brasil.

Carnavais do Brasil Escolas de samba mirins RJ 03 Fernando Frazao Agencia Brasil Copy
Integrantes da escola de samba mirim Herdeiros da Vila desfilam no Sambódromo da Marquês de Sapucaí (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A diversão na TV Brasil começa mais cedo nesta terça (21), às 13h, com os blocos e trios elétricos de Salvador. Os apresentadores Anna Karina de Carvalho e Morillo Carvalho assumem o comando da festa, às 15h. A atração temática recebe no estúdio a atriz Quitéria Chagas, Rainha de Bateria da Império Serrano, e o cantor e compositor Bruno Galvão.

O desfile das agremiações do Grupo Mirim do Rio de Janeiro começa às 15h45 na Passarela do Samba carioca. Ao todo, a folia da garotada na folia reúne 16 escolas formadas pelas novas gerações de sambistas. Cerca de 25 mil crianças devem percorrer a Avenida até o final da noite.

A festa reúne as escolas Miúda da Cabuçu, Tijuquinha do Borel, Ainda Existem Crianças de Vila Kennedy, Império do Futuro, Golfinhos do Rio de Janeiro, Filhos da Águia da Portela, Corações Unidos do Ciep, Herdeiros da Vila, Infantes do Lins, Mangueira do Amanhã, Estrelinha da Mocidade, Nova Geração do Estácio, Petizes da Penha, Inocentes da Caprichosos, Aprendizes do Salgueiro e Pimpolhos da Grande Rio.

Carnavais do Brasil Escolas de samba mirins RJ 07 Fernando Frazao Agencia Brasil Copy
Integrantes da escola de samba mirim Herdeiros da Vila desfilam no Sambódromo da Marquês de Sapucaí (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A emissora também apresenta notícias direto do Anhembi com as novidades sobre a apuração das notas das agremiações do Grupo Especial das escolas de samba de São Paulo. A reportagem da TV Brasil conta a expectativa e revela a emoção do resultado com a comemoração da grande campeã da folia paulista.

À noite, a partir das 20h, após a pausa de uma hora para o telejornal Repórter Brasil, a dupla de apresentadores Clarice Basso e Thiago Pimenta assume o comando da faixa Carnavais do Brasil. Eles mostram mais detalhes da animação para a folia no Nordeste e em outras capitais da festa momesca.

Atrações diárias na telinha do canal público

Nos próximos dias, a TV Brasil acompanha a alegria dos foliões nos blocos de rua em várias cidades do país, a festa momesca nos trios e palcos nordestinos. A programação especial ao vivo é ancorada por duplas de apresentadores da própria emissora no estúdio do canal no Rio de Janeiro.

As transmissões tem a participação de convidados e mostra conteúdos temáticos em diversos horários para todos os gostos, além de entradas ao vivo do jornalismo. A festa da cultura popular ganha as telas com flashes e informações da festa momesca nos quatro cantos do território nacional.

O canal ainda faz um especial com a repercussão do resultado da folia carioca após a apuração do desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro na quarta (22), às 18h. Os destaques do próximo fim de semana são o desfile das escolas de samba da Série Prata do Rio de Janeiro, na sexta (24) e no sábado (25), e o Desfile das Campeãs de São Paulo, também no sábado (25). As duas transmissões começam às 21h30.

A diversão dos cortejos em capitais da folia como Olinda, Recife e Salvador tem destaque na telinha, assim como os bloquinhos que arrastam multidões nas metrópoles carioca e paulista. No nordeste brasileiro, astros se apresentam nos tradicionais circuitos Barra-Ondina, Campo Grande e nos shows do Pelourinho, na Bahia, e mobilizam a população no Marco Zero e na Praça do Arsenal, em Pernambuco.

TV Brasil valoriza o conteúdo regional e a diversidade das manifestações da expressão popular. Os blocos afro baianos se intercalam às coreografias de frevo e maracatu pernambucano. Para participar da cobertura, basta utilizar a hashtag #CarnavaisdoBrasil nas redes sociais.

A faixa Carnavais do Brasil é conduzida em esquema de rodízio pelos apresentadores Anna Karina de Carvalho, Bia Aparecida, Bruno Barros, Clarice Basso, Eliane Benício, Luciana Valle, Marília Arrigoni, Morillo Carvalho, Munike Moret, Priscila Rangel, Tâmara Freire e Tiago Alves. Além dos apresentadores, a produção tem a participação de convidados no estúdio para ilustrar a transmissão e comentar as performances.

Durante cerca de dez dias, a programação destaca o que de mais importante acontece no carnaval pelo país. A iniciativa reúne profissionais da própria TV Brasil, canal gerido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e de afiliadas que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

A programação Carnavais do Brasil exibe, ao vivo e em rede nacional, a festa de cores, ritmos e diversidade com muito axé, samba, frevo e maracatu. A faixa mostra toda a riqueza cultural de Salvador nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande, além de shows do Pelourinho, em parceria com a TVE da Bahia, e as apresentações musicais do Marco Zero e da Praça do Arsenal, no Recife, junto com a TV Pernambuco.

A visibilidade da folia popular também ganha as ondas da Rádio Nacional que forma a EBC junto com a própria TV Brasil e outros veículos públicos como a Rádio MEC e a Agência Brasil. A tradicional emissora tem programação própria e também entra em rede com a TV Brasil. Já a agência de notícias prepara cobertura jornalística sobre a alegria momesca e registra as imagens dos festejos da cultura tradicional.

Brava gente! Abre-alas nilopolitano homenageou indígenas e negros como heróis nacionais pela independência

0

A Beija-Flor de Nilópolis desconstruiu a fantasia histórica em seu abre-alas nesta segunda-feira, no segundo dia de desfile do Grupo Especial, ao recontar a história do Brasil com uma visão dos povos oprimidos. A escola refez o quadro ‘Independência ou morte!’, de Pedro Américo, e contou a história do país sem a fantasia de que todos são iguais.

CD500C2C 8D2F 45E3 8DC4 55CCB615E508 Copy

Os carros da Azul e Branca eram dourados, com estátuas de indígenas e negros. Um dos carros carregam os dizeres “Brava Gente” com um dragão em sua frente. Os componentes estavam fantasiados de guerreiros indígenas e africanos, portando lanças em suas mãos.

“Houve um apagamento desses heróis na história do Brasil, ate porque, a independência foi totalmente militar e a beijar-flor vem mostrando isso na avenida”, disse Renato, chefe de cozinha, orgulhoso por desfilar pela primeira vez na escola.

D1497053 4AB6 4018 9EBA B63D33FF4432 Copy

A Beija-Flor trouxe em seu enredo uma crítica ao apagamento da história dos povos negros e indígenas no Brasil. A escola mostra esses povos como verdadeiros heróis no dia de 2 de julho e cantou pelo reconhecimento dessa história na avenida.

Maicon Martins desfila na escola há quinze anos e relatou que fazer parte do abre alas é mais do que desfilar, é representar a própria história. “Minha família é constituída de pretos e indígenas. São pessoas apagadas da história do país, sendo que são os heróis que não foram mostrados”.

7996B3AF E5BB 4DD3 8925 A03BD80F0475 Copy

“Os verdadeiros heróis são indígenas e negros”, relata Isabela Clementino, enfermeira e apaixonada pela Beija-Flor desde os quinze anos. A escola deu voz aos excluídos em seu desfile desta segunda.

Bateria da Beija-Flor denuncia o racismo na história do país

0

A bateria da Beija-Flor representou, nesta segunda-feira, a lei dos vadios e capoeira. A lei enquadrava pessoas sem trabalho que pudesse comprovar. “De um modo oculto, existe uma visão ainda desta lei na sociedade. Por exemplo, se um homem negro estiver andando na rua de madrugada vai ser confundido com um marginal”, disse Marlon Victor, diretor de chocalhos, que além de ritmista, é homem negro e advogado.

bateria bf 1

Os ritmistas usaram um paletó bege, com detalhes prata e dourado. Por baixo, uma blusa branca de gola azul e, na cabeça, um chapéu bege e dourado com uma flor e penas azuis.

“Eu sou servidor público federal, e ja senti isso na pele. Eu não fui preso, mas ja fui oprimido por não conseguir provar que sou servidor federal”, relatou William Marques, servidor federal, ritmista negro da azul e branca da baixada. “A bateria é a lei e os vagabundos e marginalizados ao mesmo tempo”, completou.

Para os ritmistas, a lei sempre pesa para o lado mais fraco. A escola fez uma crítica ao fato do país criminalizar alguém antecipadamente pela classe social.

bateria bf 2

“Na maioria dos casos, os crimes pesam mais para os pretos e pobres. O que acontece na zona sul não acontece na zona norte. A gente tem que lutar contra esse sistema. Eu sou negro, sou de familia pobre e sai desse sistema porque eu estudei e batalhei para conseguir ocupar esses lugares. Temos que lutar porque somos fortes”, disse Marlon.

A Beija-Flor foi a penúltima escola a apresentar nesse segundo dia de desfile. A azul e branca deu voz aos excluídos em seu desfile desta segunda.

Prestes a completar 10 anos na Viradouro, Zé Paulo é exaltado por componentes

0
Por Diogo Sampaio
Prepare o seu coração, que lá vem a escola da emoção! Há quase uma década, o desfilante da Unidos do Viradouro escuta esse grito de guerra antes do começo de qualquer ensaio ou desfile.
viradouro desfile 2023 46 1
Contratado no ano de 2013 para comandar o carro de som da vermelha e branca a partir do Carnaval de 2014, o intérprete Zé Paulo Sierra está cada vez mais perto de alcançar uma marca histórica de ninguém menos que Dominguinhos do Estácio. O saudoso cantor é, até hoje, quem mais tempo ficou no cargo na escola. Foram 11 carnavais sendo o responsável pelo microfone oficial da agremiação.
Neste ano, Zé Paulo realizou seu nono desfile como intérprete oficial. E, se depender dos componentes, tem tudo para atingir e superar a marca de Dominguinhos.
Há 27 anos desfilando na Unidos do Viradouro, a instrumentista cirúrgica Cristiane Paixão, de 42 anos, acompanhou de perto toda a trajetória dos dois cantores na escola. “Eu vejo o Zé Paulo hoje como a cara da Viradouro. Não imagino outro intérprete assumindo a voz da minha escola, sabe? Eu, particularmente, acompanho o Zé desde a época da Mangueira, nossa coirmã. Sei dos problemas que ele passou, da recuperação, da vitória. Ele viveu isso tudo aqui na Viradouro”, pontuou.
Desfilando desde o Carnaval de 2020 na vermelha e branca, o contador Jessé da Luz, de 52 anos, não só corroborou com o discurso como também exalto o comprometimento de Zé Paulo com a Viradouro. “É comum você ver intérpretes indo de uma escola para outra, contrata aqui e ali, muda toda hora, não tem uma sequência, uma dedicação… Eu vejo no Zé Paulo esse compromisso. É um cara que veste a camisa e isso contribui para que desenvolva um grande trabalho. É um baita intérprete, diferenciado”, declarou.
O professor de inglês João Vitor Barcellos, de 23 anos, também chegou a pouco tempo na Viradouro. O desfile deste ano é apenas o segundo dele na agremiação. Porém, ele também não consegue imaginar outra pessoa no microfone oficial.
“A animação do Zé Paulo consegue consegue levantar a escola. O grito de guerra dá muita energia para gente que está desfilando. E ele é gente da gente também. Abraça, entra dentro das alas, pula… Viradouro sem Zé Paulo, acho que não dá não”, disparou o desfilante.
E na visão da diarista Viviane Soares, de 45 anos, a união Zé Paulo e Viradouro está muito longe de acabar. “Ele é maravilhoso. Com certeza, é um dos corações da escola. E o Zé Paulo ainda tem muitos anos pela frente na Viradouro. Afinal, esse casamento tem tudo haver, combinação perfeita”, afirmou a componente.

Abre-alas da Viradouro narrou o Turbilhão de Memórias na vida de Rosa Maria Egipcíaca

0

A Unidos do Viradouro encerrou os desfiles do carnaval carioca trazendo para a avenida do samba o enredo “Rosa Maria Egipcíaca”, que foi a primeira mulher negra a escrever um livro no Brasil. A escola do carnavalesco Tarcísio Zanon iniciou seu desfile com um grande carro abre-alas, que era constituído por três chassis, separados pela segunda ala “Resistência Courana”.

WhatsApp Image 2023 02 21 at 06.24.37 1 Copy

O primeiro carro da Viradouro foi chamado de “Turbilhão de Memórias”, retratando os devaneios que Rosa Maria teve com um afogamento, e fazia parte do setor “A Profecia das Águas”. O destaque central era Maurício Pina, com a fantasia “Delírios em Águas Profundas”. A alegoria trazia ainda 62 componentes como composições, que estavam vestidos como os “Peixes no Rebojo Marinho, Peixes Abissais e Vertigem Courana”.

A decoração do carro estava muito bem acabada, repleta de animais do fundo do oceano, como: polvos, tartarugas, peixes… Toda a fauna marinha foi retratada de forma criativa e original, com bastante flores e alguns chifres de marfim. Ao final da alegoria, uma grande escultura feminina entornava um jarro com flores e água em uma escultura de Rosa Maria na sua fase de menina. O carro foi todo confeccionado nas cores laranja, marrom e azul piscina.
WhatsApp Image 2023 02 21 at 06.24.37 Copy
Desde criança desfilando pela Unidos do Viradouro, Kamilla Ramos, de 38 anos, também saiu como composição do abre-alas. Ela revelou que estava emocionada antes de entrar na avenida. “Eu já vim no caminho chorando. Tantos anos desfilando, mas na hora eu fico muito nervosa”. “Nossa escola está pronta, graças a Deus temos um suporte muito bom, então é entrar e desfilar. Vamos brigar…”.
Simone Moraes, de 30 anos, sai na Viradouro há seis anos e estava fascinada com a sua indumentária na concentração: “Está maravilhosa, belíssima. Representando o fundo do mar, falando da nossa Rosa Maria, na fase dela criança, quando ela atravessa o oceano. Achei bem representativo e interessante”. Na concentração, ela confessou que estava ansiosa para entrar na avenida: “Meu coração não está batendo, ele está sambando”.
WhatsApp Image 2023 02 21 at 06.24.38 1 Copy
Égili Oliveira, de 42 anos, é professora de dança e rainha de bateria da Vigário Geral, ela desfilou na última parte do carro abre-alas da Viradouro. Égili reforçou a relevância de um enredo como Rosa Maria: “É de suma importância a escola trazer um enredo inovador, falando dessa mulher preta, que merece ter sua história contada no maior espetáculo da terra. Não só aqui, mas também em tantos outros lugares… Nós precisamos conhecer a história do nosso povo”.
Luiz Augusto, de 39 anos, esteve em seu terceiro carnaval na Viradouro, desfilando na parte traseira do carro abre-alas. “A gente vem representando a nação Courá, que é o início do primeiro setor da escola”. Ele se mostrou confiante com o desfile: “A escola está linda, preparada para brigar pelo título mais uma vez. Com esse enredo inovador, porque senão a gente acaba falando sempre das mesmas coisas, e a escola tem isso como diferencial, em trazer temas novos para gente ter um pouco mais de cultura”.