O sambista Arlindo Cruz foi internado para realizar uma broncoscopia devido excesso de secreção no pulmão. Em publicação nas redes sociais, a esposa Babi Cruz explicou o caso.
Foto: Reprodução/Redes sociais
“Estou passando aqui para dar um esclarecimento porque as pessoas estão preocupadas com notícias distorcidas que estão saindo por aí. Venho comunicar que o Arlindo está internado sim, ele fez uma broncoscopia por excesso de secreção no pulmão, mas ele passa muito bem, reagiu perfeitamente, oxigenando bem, respirando sozinho, pressão e batimentos cardíacos ótimos, não tem Covid”, explicou.
Ela tranquilizou o fãs do cantor. “Aproveitando para fazer um ajuste de válvula, que é natural de tempo em tempo o neurologista fazer uma análise. A gente aproveitou que veio ao hospital para fazer uma coisa e estamos resolvendo todas as outras. Está tudo certo. Se tratando de pulmão é delicado, mas ele está bem demais”.
Na tarde desta terça-feira, o intérprete Neguinho da Beija-Flor foi homenageado no estádio do Maracanão. Sua composição, conhecida como “O Campeão”, o famoso “domingo, eu vou ao Maracanã”, foi imortalizado como hino do principal estádio de futebol do mundo. O artista esteve presente com a família e recebeu uma placa comemorativa.
Foto: Reprodução/Redes sociais
A música já é cantada há muito tempo por todas as torcidas do Rio. Como o Maracanã não tinha um hino oficial e essa canção é muito conhecida, nada mais justo do que torná-la o hino do estádio mais famoso do Brasil.
A Unidos da Tijuca fez em 2022 um desfile que surpreendeu muita gente. Rumores antes do desfile que apontavam dificuldades no barracão. Foi tudo diferente. A escola passou de forma alegre, criativa e com os segmentos cantando bastante o samba. Assim, a agremiação foi premiada em duas categorias do Estrela do Carnaval, oferecido pelo site CARNAVALESCO, com Wic Tavares, eleita a Revelação do Ano, e a Harmonia apontada como a melhor do Grupo Especial.
Saiba como comprar seu ingresso
O primeiro lote de ingressos já está sendo vendido, podendo ser adquirido de forma presencial, na quadra da Imperatriz (Rua Professor Lacê, 235, Ramos), de segunda a sexta, das 10h às 18h. A reserva online pode ser feita pelo número (11) 99126-4866. A escola aceita cartões de débito, crédito e pix. No dia da festa será necessário apresentar comprovante de vacinação. Valores: Mesa antecipada (para até 4 pessoas): R$ 120,00 e entrada pista: R$ 25,00. Os camarotes estão esgotados.
Responsável pela harmonia da escola, o diretor Fernando Costa lamentou as notas recebidas pela Tijuca no quesito, mas fez questão de ressaltar a importância de premiações como o Estrela do Carnaval, que lhes concedeu a honraria de melhor harmonia do carnaval 2022.
Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO
“Ganhar é sempre bom. A importância de ganhar a harmonia é maior ainda mais em um ano em que as notas não vieram junto com tantos prêmios que a gente ganhou esse ano em harmonia. E infelizmente, as notas dos julgadores não refletiram isso. Mas todo mundo viu que o trabalho foi feito, a escola passou cantando, evoluindo, fazendo o que tem que ser feito. E com vocês, um site que cobre o carnaval o ano todo, que depois que acaba o carnaval o assunto morre infelizmente em rádios, televisões só falam de carnaval quando está chegando os desfiles. E as pessoas que gostam de carnaval seguem vocês. A importância é enorme, pois a gente não cai no esquecimento. Quem só olhar as notas pensa que o trabalho não foi bom, e quem estava lá viu que não tem nada disso. Agradecemos, eu e minha equipe, pela premiação, quem trabalha são eles, eu sou um só no meio deles todos”, afirma o diretor de harmonia da Unidos da Tijuca.
Em entrevista ao CARNAVALESCO, Wic Tavares contou a importância desse prêmio tão esperado.
“A sensação é a melhor possível, eu chorei igual criança. Revelação a gente só ganha uma vez. Estrear já recebendo um prêmio tão importante como é o Estrela do Carnaval, é motivo de muito orgulho. Fiquei triste pela minha escola, mas acredito que a quantidade de elogios que recebemos, fale mais alto do que as notas recebidas. Esse prêmio não é meu, é do meu carro de som inteiro, eles me ajudaram demais nesse desempenho. Agradeço muito a Deus e a vocês da imprensa, que estão sempre me dando todo o suporte e me incentivando nessa caminhada”, desabafou.
Não bastando a felicidade em estrear na Avenida, estrear ao lado do pai já torna o trabalho como uma grande responsabilidade, quando o pai se trata de Wantuir, essa responsabilidade consegue aumentar.
Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“Eu nunca imaginei viver algo parecido. Foi incrível, emocionante. No momento estou sem palavras. Não sei se em algum momento do carnaval alguém escreveu essa história sobre pai e filha, e a gente conseguiu escrever. Meu filho quando crescer vai ver, vai se orgulha da gente. Meu pai é meu ídolo, foi e sempre será um prazer cantar ao lado dele”.
Fernando Costa também aproveitou a premiação para recordar as dificuldades do carnaval 2022 em que a escola acabou observando muitos rumores sobre dificuldades de barracão e análises de pré-carnaval que apontavam a agremiação brigando contra o rebaixamento. Fernando ressaltou que internamente a equipe sempre soube do potencial da Tijuca para o desfile e ainda acredita que a escola merecia um julgamento que lhe concedesse uma melhor colocação.
“Esse desfile de 2022 representou muito. A gente teve um ano que a gente foi massacrado dizendo que a gente ia descer, que nosso barracão não tinha nada, tudo contra. Mas acho que a resposta veio no dia do desfile, fizemos um desfile maravilhoso, cometemos erros como todas as outras cometeram. Mas para quem ia descer, acho que a gente fez um desfile muito bom. Foi um ‘cala boca’ nesse povo que ficou o ano todo massacrando a gente. Saímos gigantes da Sapucaí. Os comentários negativos só serviram para fortalecer a gente. Nós entramos rebaixados e saímos quase entre as seis, o que eu acho que deveria ter acontecido”, sentencia Fernando.
Sobre a festa de premiação do Estrela do Carnaval, dia 03 de julho, domingo, na quadra da Imperatriz, Fernando gostou da novidade do prêmio para esse ano em que haverá dias diferentes para o Grupo Especial e para a Série Ouro.
“A expectativa é a melhor possível. Gostei a divisão de fazer Especial e Série Ouro em dias diferentes porque não fica cansativo, valoriza mais as divisões. Minha rapaziada vai estar lá representando também. Parabéns ao site”.
Novidade no carro de som da Mangueira, as cantoras Nina Rosa e Cacá Nascimento farão parte do carro de som da verde e rosa para cantar o enredo “As Áfricas que a Bahia Canta”, de autoria dos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon. Com carreira já conhecida nas rodas de samba carioca, Nina conta que a sua paixão pela Estação Primeira vem de família.
“Minha história com a Mangueira começou com a minha avó, que veio de Angola em 1946 para o Brasil e se encantou com o carnaval e com a escola que hoje é minha paixão. Quando eu resolvi ser cantora, sempre tive esse desejo guardado de cantar na Mangueira, mesmo não tendo essa tradição de mulheres cantoras na avenida. De várias coisas que já fiz na minha carreira, esse é mais um sonho que se realiza. É uma paixão muito grande e uma responsabilidade enorme de fazer o trabalho bem feito com a equipe, em conjunto e deixar exalar essa paixão avassaladora pela Mangueira”, disse.
Já Cacá Nascimento tem uma história que coleciona sucessos em sua jovem carreira e boa parte delas ligada a verde e rosa.
“Sempre cantei desde pequena e um dia meu pai me colocou pra cantar numa roda de samba e não mais parei. Até que 2018 tive a felicidade de gravar o samba campeão da Mangueira de 2019 e desde então minha carreira deu um salto. No mesmo ano fui convidada para participar do The Voice Brasil e de vários shows e rodas de samba.
A Mangueira pra mim é família, união, amor, um lugar para acolher. Fui muito abraçada, e por minha história com o samba de 2019, onde vou sou identificada com a escola. Estar no carro de som é muito prazeroso, um lugar de representatividade gigante. Eu amo cantar e fazer isso pela escola do meu coração é emocionante”, finalizou Cacá Nascimento.
A Dragões da Real apresentou no último sábado o seu enredo para o carnaval de 2023. O tema, assinado pelo carnavalesco Jorge Freitas, é intitulado como “Paraíso Paraibano, João Pessoa, A Porta do Sol das Américas”, que vai contar as belezas da capital paraibana. O evento foi em conjunto com a festa junina. No anúncio do enredo, houve encenações com danças e músicas típicas da Paraíba. Os integrantes se separaram em grupos e, fantasiados, cada ala representava diferentes características que provavelmente serão colocadas dentro do desfile. A escola irá fechar os desfiles de São Paulo, sendo a última escola a passar pelo Anhembi no sábado de carnaval.
Jorge Freitas, que está desenvolvendo o enredo, deu detalhes do tema. “Todos que puderam acompanhar o nosso trabalho, puderam ver um trabalho muito simples. Independente de qual for o nosso samba, vocês vão ver plasticamente e, principalmente, a emoção do componente. A coisa é muito recíproca. Quando jogamos para a comunidade a ideia do enredo, eles assimilaram. Eu já havia falado que se não tirássemos a sétima bolinha do sorteio, iríamos trocar. O nosso objetivo é fazer da cidade onde o sol nasce em primeiro lugar nas américas, um carnaval de luminosidade. Vamos encerrar não só com chave de ouro, mas com a luz de ouro em 2023. João Pessoa é a cidade do sol. Vamos trazer a muriçoca, mostrar que João Pessoa é a maior cidade do mundo de quadrilha junina e que é a cidade mais verde do Brasil e a segunda do mundo”.
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
Em 2017, a agremiação levou para a avenida o tema “Asa Branca” e conquistou o vice-campeonato. A aposta por um enredo nordestino, é a nova tentativa de repetir o grande sucesso. O presidente da Dragões da Real, Renato Remondini (Tomate), comentou o que se espera do enredo. “Quando surgiu a oportunidade de trabalhar com o Jorge Freitas e esse enredo, a gente uniu o útil ao agradável. A Dragões falar do nordeste, sabemos o sucesso que foi o enredo “Asa Branca”. Nosso povo aqui é muito feliz e, trabalhar com o nordeste e a garra do paraibano, é muito bom. João Pessoa é um polo multicultural e um fio condutor. Tem a questão do sol, que é o local que nasce primeiro no extremo oriente. Então, vamos falar de muita coisa bacana, vamos fazer um grande samba para arrebentar e, como o sol nasce primeiro em João Pessoa, a Dragões vai desfilar com o sol raiando para contagiar”.
Como dito anteriormente, o evento contou com a presença de Cícero Lucena (PP), prefeito da cidade de João Pessoa. O presidente Tomate exaltou a parceria. “Sobre o prefeito Cicero, é gente finíssima. Conheci ele em uma primeira reunião que ele veio para São Paulo para a gente poder acertar os detalhes do enredo e, hoje, largou a festa de São João lá para vir prestigiar junto com seus secretários. Ele está muito feliz. É uma parceria que tem tudo para dar certo. Se Deus quiser, lá no final desse carnaval, o pessoal vai falar que a Dragões faz enredo nordestino pra valer”.
Márcio Santana, diretor de carnaval, falou do trabalho que a escola vem realizando com o carnavalesco Jorge Freitas. Segundo ele, os pilotos já estão sendo desenvolvidos. “A chegada do Jorge trouxe um novo fôlego. Eu costumo dizer que a cada enredo e carnavalesco, a escola tem o desafio de se despedir do trabalho anterior e vestir uma nova roupagem e, isso, tem sido muito saudável. Nós já estamos em um processo de desenvolvimento de pilotos e explanação de samba-enredo. O ânimo e o gás que a vinda do Jorge trouxe para a escola, talvez fosse aquele décimo que faltasse nos últimos carnavais. Eu sempre disse que ser diretor de carnaval da Dragões é muito fácil, porque é uma escola desprovida de vaidade. É uma agremiação que aprende e ensina e, acima de tudo, tem o desejo de fazer acontecer muito grande. O Jorge tem esse gás também. Não tenho a mínima dúvida de que é um encontro de duas potências, que é a Dragões da Real enquanto sua organização e o talento do Jorge que é inquestionável”.
O intérprete Renê Sobral, que está completando mais um ano na agremiação, comentou a alegria do enredo. “Estou muito feliz, porque é um enredo que vai tratar da Paraíba, João Pessoa, mas de uma forma diferente. Vai falar da beleza natural, cultura, musicalidade, do povo alegre paraibano e é isso que a Dragões vai transmitir na avenida. Esperamos vir com uma bela disputa dos compositores. Vamos caprichar, porque nós precisamos de um excelente samba para tirar onda na avenida e fechar o carnaval com chave de ouro”.
Rubens Cardoso e Janny Moreno formam o novo na escola. O mestre-sala já têm muitos anos na Dragões da Real e, agora, ganhou uma nova parceira. “É uma parceria madura. Nós estávamos conversando e mal sabíamos que iria acontecer o ocorrido, ou seja, só Deus sabe o destino. São duas pessoas para dançar por muitos anos. Quando surgiu o nome da Janny para dançar comigo, veio de encontro com o novo Rubens que eu quero mostrar em 2023. Um novo Rubens e uma nova Janny repaginados. Vamos agregar ao carnaval de São Paulo e buscar o tradicional”.
A porta-bandeira falou da receptividade e os preparativos que já vem ocorrendo. “A receptividade, no evento da feijoada foi muito grande. A comunidade me surpreendeu só de observar e, estando dentro, é melhor ainda. Nosso trabalho como casal já está começando, temos dois meses ensaiando e trabalhando. Quanto mais se treina, melhor fica”.
O diretor de bateria, mestre Klemen, que é mais um estreante na Dragões da Real, comentou a transação para a agremiação. “Já era um namora antigo. Passei antes pela escola e me sinto lisonjeado, feliz e agradecido por Deus por ter me dado uma oportunidade boa dessa. Estou aqui para trabalhar, somar e, se Deus quiser, trazer esse título inédito e sonhado pela escola”.
Klemen também falou de mudanças dentro da bateria ‘Ritmo que Incendeia’, em relação ao trabalho desempenhado na Independente Tricolor. “Eu mudei batida de caixa, um novo repique que eu não usava, deixei a afinação mais grave para deixar um pouquinho mais de corpo e evoluindo sempre e se enquadrando dentro do que a escola precisa. Meu estilo de bateria é mais ‘pegada’, até para ajudar no ritmo de harmonia e evolução da escola e, também vamos ver o samba que vai vir para encaixar um ritmo legal”.
O evento também contou com a presença do prefeito de João Pessoa, Cicero Lucena, que esbanjou felicidade ao saber que sua cidade irá fazer parte de um dos maiores espetáculos do mundo. “São Paulo é a maior cidade nordestina. Sem dúvida nenhuma ter a oportunidade de mostrar as belezas orientais que Deus nos deu e ser o ponto mais oriental da América, onde o sol nasce primeiro, é algo que me deixa muito feliz, porque é algo que nós vamos trazer para São Paulo, para o Brasil e para o mundo as belezas naturais de João Pessoa, toda cidade acolhedora, nossa história e cultura. Eu tenho certeza que essa sinergia com a Dragões da Real vai nos proporcionar muitas coisas boas. Eles são um lugar de gente feliz e nós também somos”.
O prefeito ainda convidou todos os habitantes de João Pessoa a participarem da folia paulistana. “O enredo como um todo é o ‘Paraíso Paraibano’, que é um dos paraísos. Lá nós temos muitos. Mas, por ser a capital, João Pessoa vai simbolizar isso. Todos aqueles da cultura, da arte e da história de João Pessoa que quiserem participar aqui, será um imenso prazer contar com eles para que a gente possa mostrar a nossa cidade, nossa região e a nossa garra”.
Depois do desfile da Vila Isabel em que teve o grande Martinho da Vila como homenageado, o mestre de bateria Macaco Branco está radiante. A Swingueira de Noel foi nota 50! Sendo assim, gabaritou o quesito “Bateria” pela escola azul e branco. Apesar de ter gabaritado em alguns quesitos, a agremiação acabou ficando em quarto lugar no carnaval de 2022, que consagrou a Grande Rio como campeã pela primeira vez.
Foto: Ingrid Marins/Site CARNAVALESCO
Comandando a Swingueira de Noel desde o carnaval de 2019, Macaco Branco já foi ritmista da escola, diretor de bateria e diretor musical. Criado dentro da agremiação, ele é Vila Isabel de corpo, alma e coração. O mestre recebeu a equipe do site CARNAVALESCO e falou sobre o sentimento de ter gabaritado o quesito e todas as questões que envolvem a bateria.
Qual o sentimento que ficou após o desfile em homenagem a Martinho?
Macaco Branco: “Foi o sentimento de dever cumprido. A gente poder exaltar nosso grande maestro, nosso grande mestre, nosso grande griô Martinho. Nós cantamos e tocamos pra caramba, a escola estava linda e o Edson Pereira fez um grande trabalho. Nosso pessoal do barracão, nosso diretor geral e nosso diretor de carnaval, Moisés, que foi incansável, nosso diretor de barracão, Luís. A presidência, diretoria da escola está de parabéns pelo trabalho que foi feito em homenagem ao Martinho que não podia ter sido tão bom. Sei que tem detalhes para ser ajustados, como nas disputas. Graças a Deus a bateria gabaritou, mas não é por isso que vamos relaxar, continuaremos fazendo nosso trabalho focado naquilo que fazemos todo ano e acreditamos para que a bateria da Vila Isabel continue em alto nível”.
Ser nota máxima é um alívio ou aumenta a responsabilidade para o próximo carnaval?
Macaco Branco: “É um alívio e também aumenta a responsabilidade, são as duas coisas. É alívio para você relaxar e falar: ‘graças a Deus deu tudo certo’. Você fica com o coração aliviado, mas no próximo ano o compromisso aumenta. Porque é preciso manter o nível lá em cima, acaba sendo um trabalho que não pode relaxar. É hora de falar: “agora zerou e vamos começar tudo de novo”.
Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO
Vocês entraram na avenida após o desfile avassalador da Grande Rio. O que pensou na hora e o que falou para os ritmistas?
Macaco Branco: “A verdade é que a gente sempre motiva a galera, pois trabalho muito nessa parte emocional da galera. De tirar o melhor deles, de fazer com que eles entendam que são peças fundamentais e muito importantes nesse propósito. A Grande Rio fez um ótimo desfile, acreditava que o carnaval estava entre ela e a Vila Isabel, mas a escola foi campeã merecidamente. Eu achava que a Vila podia ter pego o segundo lugar, ter ficado mais próximo ali, mas só de voltar nas campeãs é algo bem legal. A gente coroa e brinda um trabalho que estava sendo feito há muito tempo, no último carnaval ficamos em uma colocação em que não voltamos no sábado e agora ficamos em quarto lugar. Ajustando essas arestas que temos que ajustar, se Deus quiser no próximo carnaval temos grandes chances de levar o caneco”.
O seu trabalho e do Tinga são muito bem avaliados. Qual é o segredo da dupla e do sucesso no trabalho?
Macaco Branco: “O segredo é a amizade, o carinho, o coração. Nós dois somos Vila Isabel, independente do profissionalismo nós temos um carinho especial, pois amamos nossa escola. A gente senta, conversa, vê o que podemos melhorar e a gente nunca relaxa. Procuramos sempre tirar o melhor, espremer até sair o máximo de coisa boa dos nossos ritmistas e componentes do carro de som. O que faz a grande diferença é o nosso empenho de sempre buscar o melhor e nosso amor”.
Existe muita discussão sobre andamento mais acelerado ou não. Qual é o seu pensamento sobre essa questão?
Macaco Branco: “Cada samba tem seu andamento que vai fazer com que ele funcione bem na avenida. Tem ano que você vai escolher o samba e, ele tem o andamento mais tranquilo, mais para trás. Tem samba que você vai precisar colocar um pouquinho mais para frente, outros que são bem tranquilos. Esse ano demos a largada no andamento de 146 bpm e ao decorrer da avenida conseguimos deixar entre 145 e 144 bpm, pois era o que o samba pedia. Mas para o samba fluir bem, temos que tocar no andamento que o corresponde, pois não adianta a gente querer engessar e dizer do andamento da escola, ele é do próprio samba. É o samba que diz o andamento necessário, o que dá certo. Se você se prender a um número, vai acabar sacrificando o samba, o componente e não é isso. Se foi escolhido samba x, esse tem que entrar para o estúdio, como eu e Tinga sempre faz, entra lá, toca ele e vai experimentando. Inclusive a gente experimenta até no ensaio de rua, por exemplo: ‘achei que ficou legal. não, achei que dava para ser menos’. Com isso nós vamos chegando a um parâmetro sobre o andamento. A galera usa muito o metrônomo e vai se guiando por ali, mas não é assim. Ele é um instrumento de parâmetro, não um que dita a “verdade”, pois se pega ele e fala que o andamento tem que ser x, beleza. Porém isso é o que? Quem tem que dizer isso é o samba, e não nós ou o metrônomo. Claro que tem uma margem de um pouquinho para mais e outro para menos, se o andamento foge da característica da escola era porque o samba não pertencia ali”.
Você concorda que o nível geral das baterias está alto? E por qual motivo isso vem acontecendo?
Macaco Branco: “Concordo. Temos grandes mestres, grandes trabalhos no carnaval do Rio de Janeiro. Nós temos grandes referências, pois hoje na era da informatização todo mundo tem acesso a tudo. Pois todos conseguem acessar o YouTube para pesquisar o que é possível fazer para melhorar. E isso é parâmetro, quem não acompanhar acaba ficando para trás, simples assim. Hoje em dia não tem uma bateria que seja ruim, todas são excelentes. Cada uma com a sua característica, seu propósito. Costumo dizer que são incomparáveis, cada uma tem sua verdade. Não existe uma melhor que a outra, cada uma tem o seu diferencial e com isso todas são de alto nível. Fica até difícil para o jurado tirar um décimo, às vezes tem aquele deslize, algo que acontece na avenida, aí acaba sendo descontado. Fora isso só tem bateria excelente”.
E a parceria com a Sabrina, considera que ela é rainha que consegue unir divulgação da escola e relação com a comunidade?
Macaco Branco: “A Sabrina é muito povão, ela está na frente da bateria como rainha faz 11 anos. Ela é amiga nossa pessoal, minha e da minha esposa Dandara (musa da escola). A minha esposa dá aula para ela já tem uns 10 anos, nós temos uma amizade com ela de um frequentar a casa do outro. Ela faz questão de beijar, abraçar e falar com todo mundo. Mesmo não sendo carioca, ela é muito Vila Isabel, ela é sambista sim. O coração é tudo e também amar tudo aquilo que faz e a Sabrina é assim. A melhor rainha que a gente já teve”.
Na noite deste domingo, a Barroca Zona Sul anuciou que levará para Avenida em 2023 o enredo “Guaicurus”. Confira o texto publicado pela agremiação. A equipe da escola foi mantida com Rodrigo Meiners como carnavalesco.
“No carnaval de 2023, a Barroca Zona Sul vai contar a história dos Guaicurus – tribo índigena da região do Pantanal brasileiro. Os Guaicurus vieram dos índios Mbayás, sobreviventes da região do Chaco e de origem Inca. O povo Mbayá-Guaicuru se formou na região do Chaco pantaneiro durante as invasões do velho mundo para conquistar as terras Incas e, futuramente, as terras do pantanal. Os Guaicurus defenderam a região de invasores espanhois e portugueses e se tornaram exímios cavaleiros, derrotando todos aqueles que ousassem dominar suas terras”.
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) realizou uma reunião com os empresários que têm comprado os principais camarotes do Sambódromo. A direção da Liga explicou que haverá mais facilidade para o pagamento dos camarotes, com número maior de parcelas e valores mais suaves; e, em contrapartida, maiores responsabilidades para o funcionamento dos espaços nobres da Avenida, com aplicação de multas pecuniárias pela violação dos limites de som, uso de merchandising em locais indevidos, e por frequentadores que invadam a pista.
Foto: Janice Priest/Liesa
O presidente da Liga, Jorge Perlingeiro, ponderou que algumas coisas precisam mudar no funcionamento dos espaços nobres da Passarela. Ele adiantou que, após a data fixada para reservas, a Liesa encaminhará uma minuta de contrato para que os tradicionais compradores analisem como serão feitas a reserva e o pagamento dos camarotes, além das multas pecuniárias previstas para as violações das novas regras.
Os empresários que pretendem comprar os espaços receberão um documento com as novas diretrizes da Liesa. Ao assinarem o documento, selarão a reserva, comprometendo-se a pagar uma taxa de 10% do valor do camarote em agosto; e mais: duas parcelas de 15%, em setembro e outubro; e outras três, de 20%, em novembro, dezembro, de 2022, e janeiro, de 2023.
“Pelas novas diretrizes, os camarotes que não evitarem o vazamento de som para a Avenida; a invasão da pista por seus frequentadores e fizerem merchandising indevido, entre outros itens, serão penalizados com multas pecuniárias”, afirmou Perlingeiro.
Na noite deste sábado, em evento na quadra, a Dragões da Real anunciou seu enredo para o Carnaval 2023. A escola levará para o Anhembi “Paraíso Paraibano, João Pessoa a porta do sol das Américas”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Freitas. Foi divulgado também o logo do enredo. Veja abaixo e o texto explicativo publicado pela agremiação.
Enredo: *PARAÍSO PARAIBANO JOÃO PESSOA A PORTA DO SOL DAS AMÉRICAS*
Chega! Chega! Se aconchega e não se avexe, não! Vamos juntos arribar nas asas do dragão, num bigu transcendental! S’imbora conhecer o paraíso, João Pessoa, Jampa, a porta do sol, a namorada do Brasil, onde o sol nasce primeiro, o lado mais oriental dessa terra, onde o azul do céu é mais anil…
Na beira do Sanhauá é possível espiar o luar refletido em suas águas que correm a caminho do mar. Dá gosto de ver que beleza assim não há, pois são coisas típicas desse lugar! Isso se reflete também em sua gente arretada, feliz e festeira, que escancara simpatia com seu sorriso que encanta levantando com orgulho a bandeira paraibana! Na batida da zabumba, a cidade velha acorda com seu canto secular:
É um zum, zum, zum, zunido
É um Tre-le-le
Abram alas que elas vão passar… No voo das Muriçocas espalhando alegria e contagiando o palco da folia, vem brincar no meu carnaval com confete e serpentina. O clima esquenta nas ruas, o chão treme na quarta-feira mais quente que já tivera. E nela, a cultura popular se manifesta!
É fogo, é fogo, é fogo
É um Tre-le-le
É um zum, zum, zum, de novo
O povo nas ruas em festa vestidos de ursas ou brincam no bloco dos arlequins verdejantes ou no bloco das acácias da primavera.
Eta-pera, acabou a espera! É só rala bucho a noite inteira, dançando xaxado, na folia dessa gente festeira. Arrasta pé… forroziando na capital mundial da quadrilha junina para alegrar e divertir o povo do cariri! O paraibano se anima, mas também reza em oração: “Que Nossa Senhora das Neves derrame suas graças e nos conceda a proteção”.
Puxa o fole sanfoneiro e toque o ganzá para o Santo Antônio, São Pedro e São João iniciar! É festa, é dança, é manifestação cultural… tudo junto e misturado no maior dos arraiais!
Sentir a brisa do vento à beira mar, faz ressaltar muitas belezas desse lugar! Aqui a diversidade verdadeira também se apresenta na arte popular e no artesanato local, fazendo de João Pessoa um lugar mais que especial. Suas cores em algodão, sua história, seus temperos e seus sabores que são impossíveis de nossa memória apagar. A capital mais verde do país tem muito para ensinar: viver entre o antigo e o moderno com charme e elegância, ao som do canto de seus pássaros, preservando o nativo e a sua herança, o verde e a esperança. S’imbora escancarar para o Brasil que o nordeste é de lascar o cano! Beleza igual não há, isso ninguém contradiz! Por isso posso, vou afirmar: João Pessoa é igual a Dragões da Real, paraíso de gente feliz!
Em uma publicação nas redes sociais, na tarde deste sábado, o carnavalesco Leandro Vieira, da Imperatriz Leopoldinense, comentou a decisão da escola de abrir a disputa de samba-enredo para o Carnaval de 2023. Dessa forma, poetas de escolas coirmãs, filiados a entidades musicais em geral e novos talentos dos mais variados gêneros poderão inscrever suas obras no concurso.
“Há coisas que só se engana quem quer. Vamos deixar a hipocrisia de lado e valorizar quem de fato é COMPOSITOR! Venham todos e todas. Aqui na @oficialgresil a porta tá aberta pra gente aplaudir o talento (e o nome) de vocês”, afirmou Leandro Vieira.
A entrega da sinopse do enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”, do carnavalesco Leandro Vieira, será no próximo dia 29 de junho, às 20h, na quadra da Imperatriz, em Ramos, Zona Norte do Rio.
“Agora, quem já compõe ou participa de disputas em outras escolas também poderá participar do concurso na Imperatriz. É também uma oportunidade de conhecermos novos talentos do Rio de Janeiro e do país. Acreditamos muito nessa mescla. Esse convite também se estende a compositores de outros gêneros musicais”, diz a presidente da Imperatriz, Cátia Drumond.
Fundada em 9 de março de 1959 e reconhecida por ter uma das principais discografias do Carnaval brasileiro, a Verde, Branco e Ouro da da Leopoldina revelou grandes compositores, como Zé Katimba, Guga, Niltinho Tristeza, Preto Jóia e Tuninho Professor. Agora, a Rainha de Ramos quer promover uma disputa plural, unindo a experiência dos compositores da casa com talentos de fora.
“Permitir a participação de autores que não são, obrigatoriamente, membros efetivos da ala de compositores da Imperatriz irá proporcionar uma safra de sambas com maior diversificação rítmica, melódica e poética. Será uma das eliminatórias mais emocionantes e acirradas da história gresilense”, comemora André Bonatte, presidente da ala de compositores da Imperatriz.