Acompanhe a apuração da série Prata do Carnaval 2023
Série Bronze: Fla Manguaça é a campeã da Série Bronze no Carnaval 2023. Subiram também para Série Prata em 2024: Tubarão de Mesquita, Unidos da Barra da Tijuca, Feitiço Carioca e Concentra Imperial. Caíram Vila Kennedy, Unidos de Manguinhos, Unidos do Cabral e Império de Petrópolis
Sobem do Grupo de Avaliação e desfilam na Série Bronze em 2024: Alegria do Vilar, Império de Braz de Pina, TMP, Império de Nova Iguaçu e Unidos de Cosmos.
Julgador despontua Mangueira em alegorias e diz: ‘materiais de revestimento, esculturas e volumetria final de pouco impacto visual’
A Estação Primeira de Mangueira terminou na quinta colocação no Carnaval 2023. O quesito Alegorias e Adereços da Verde e Rosa recebeu apenas uma nota 10, uma 9,7, uma 9,8 e uma 9,9. O julgador Madson Oliveira deu 9,8 e explicou: “O conjunto alegórico apresentado no desfile corresponde ao projeto defendido na justificativa do enredo. Porém, é preciso observar que: a alegoria 01 trouxe como destaque a cantora Leci Brandão representando a Rainha Lucumbi, mas seu posicionamento ficou prejudicado pelo conjunto alegórico, que encobriu a artista; a alegoria 02 trouxe como destaque central alto a representação do Rei Menelik da Etiópia, que parece ter sofrido alguma avaria por conta de seu resplendor, que tinha penas caídas, inclusive no chão do ‘queijo’ (-0,2)”.

O julgador Fernando Lima deu 9,7 e justificou: “Alegoria 04: Traseira da alegoria destoou negativamente por conta da mensagem em uma grande área pintada de branco. Profundidade e carnavalização ausentes nessa finalização. Trio elétrico: composição volumétrica, cromática e adereços alegóricos não produziram uma visualização favorável a alegoria. Alegoria 05: a confecção padrão e não carnavalesca artesanal na traseira impediu boa finalização. Concepção: 4,7. Realização: 5. Nota: 9,7”.
O julgador Walber Ângelo de Freitas deu 9,9 e disse: “Penalizada com um décimo em realização pela proporção reduzida do ‘Trio Elétrico’, bem como o seu acabamento estético desfavorável às possibilidades de enriquecimento visual que a proposta permitia. Realização: O trio elétrico causou pouco impacto visual pelas dimensões que definiram a proporção da volumetria. Observou-se materiais de revestimento, esculturas e volumetria final de pouco impacto visual na Avenida”.
Paraíso do Tuiuti anuncia saída dos coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias
A direção do Paraíso do Tuiuti informou que os coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias não seguem na escola para o Carnaval 2024. Veja a publicação da escola: “O Paraíso do Tuiuti agradece aos coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias pelo trabalho desempenhado no nosso desfile. Desejamos sucesso profissional para a dupla”.

Como foi o desfile
Coreografada por Lucas Maciel e Karina Dias, a comissão “Um conto pra lá do Marajó”, apostou em uma coreografia que com simplicidade trouxe soluções criativas e de muito bom gosto. É importante destacar a maquiagem e o figurino dos primeiros componentes com um azul claro muito bonito, representando os encarnados Búfalos que começam sua jornada ainda na Índia, sendo demonstrada pelo próprio figurino, sua relação com o país do oriente. O elemento cênico retrata um palácio indiano e um vaso típico da cultura marajoara que estava muito bem acabado e apuro visual.
A apresentação do carimbó com os bailarinos e o búfalo “mogangueiro” com a Oyá acima do jarro foram bastante pertinentes além do efeito com as saias dos primeiros componentes ainda na pista, ainda fora do elemento cênico, terem conquistado o público. No geral, uma comissão que prezou por boas ideias, simplicidade, explicação clara do enredo e apuro estético.
Ficou! Gilsinho renova com a Portela para o Carnaval 2024
Cobiçado por diversas escolas, o intérprete Gilsinho segue na Portela para o Carnaval 2024. A escola confirmou a manutenção do cantor em uma publicação nas redes sociais.

“Gilsinho Conceição renova com a Portela e seguirá na agremiação para o próximo carnaval. O cantor, que é portelense de coração, acumula duas passagens pela escola: a primeira de 2006 até 2013. Depois retornou em 2016 e segue até hoje. É tudo nosso”.
Como foi em 2023
A obra composta por Wanderley Monteiro e companhia dividiu opiniões de sambistas, principalmente os portelenses, quando foi escolhida para embalar o desfile do centenário da Majestade do Samba. No entanto, com o crescimento do samba nos ensaios, ele foi se consolidando e provou sua força na abertura da apresentação oficial.
Entretanto, assim como a harmonia, acabou impactado pelos problemas que ocorreram na Avenida. Apesar disso, o desempenho do carro de som, comandado por Gilsinho, não decepcionou e segurou o rendimento da obra até o final.
Mauro Quintaes segue na Porto da Pedra para o Carnaval 2024
A Porto da Pedra, atual campeã da Série Ouro, acertou nesta segunda-feira a renovação do contrato do carnavalesco Mauro Quintaes. O artista foi o responsável pelo desfile vencedor esse ano e saiu da Avenida ovacionado pelo público e pela imprensa especializada. Ao site CARNAVALESCO, o presidente o presidente de honra, Fábio Montibelo, revelou o acordo e já citou novidade sobre o enredo do ano que vem.

“Renovamos hoje com o Mauro Quintaes. Ele tem a cara da Porto da Pedra. Foi com ele que conseguimos nossa melhor colocação no Grupo Especial (5º lugar em 1997). Ele já apresentou o enredo, será autoral e tenho certeza que quando divulgarmos todo público vai aprovar a ideia da escola para o carnaval do ano que vem”, disse Fábio Montibelo.
Como foi o desfile de 2023
A Porto da Pedra fez um grande desfile, com muito destaque para o aspecto visual, mas também passando com muita excelência em outros quesitos. Comissão, enredo e samba foram outros destaques do desfile. A potência do enredo, que exaltou o povo da floresta Amazônia, fez com que a escola entrasse na avenida com muita garra. Apresentando o enredo “A invenção da Amazônia” assinado pelo carnavalesco Mauro Quintaes, a vermelha e branca de São Gonçalo fez uma viagem pelas histórias amazônicas através do imaginário de Júlio Verne.
A história é ambientada na Amazônia brasileira e a jornada feita pelos protagonistas apresenta com riqueza de detalhes a cultura amazônica. Mauro Quintaes elaborou um enredo que passou do ficcional ao político, do misticismo à conscientização e emocionou. Ele dividiu a escola em quatro setores, o primeiro, denominado “Delírio Aventureiro”, o início da escola misturou a mecânica do Julio Verne com a rústica do ribeirinho, a construção da jangada, que mistura o passado e o presente. O segundo setor, chamado de “Mistério das Águas”, esse setor representou a viagem de Verne pela Amazônia e seu encontro com os povos Incas. No terceiro setor, “Guardiões da Grande Floresta”, o folclore entrou em cena através de personagens do imaginário amazonense. Para finalizar, o último setor, “Amazônia Viva – Festas, Lutas e Resistência”, encerrou o desfile com uma celebração política, cultural e regional.


