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Vila Isabel realiza campanha para contar histórias de quem desfilou em 1993

Prestes a reeditar o enredo “Gbalá – Viagem ao Templo da Criação” no Rio Carnaval 2024, a Unidos de Vila Isabel está em busca de registros fotográficos dos bastidores da apresentação original, de 1993. As pessoas que desfilaram naquele ano poderão enviar fotos da época por meio das redes sociais da agremiação, onde serão compartilhadas as principais experiências.

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“Como historiador e torcedor criado dentro da escola, sinto a responsabilidade não só de fazer o enredo junto com o carnavalesco, Paulo Barros, mas de pensá-lo de maneira que se conecte à história que a agremiação tem dentro do Carnaval carioca. A ideia de reeditar ‘Gbalá’ e resgatar o material fotográfico da época do desfile original está associada a esse projeto, que será apenas o início de diversas ações que vamos realizar para valorizar a comunidade”, destaca o pesquisador Vinícius Natal.

A iniciativa faz parte do trabalho de resgate da memória da agremiação e contará com uma série de atividades, que serão divulgadas em breve.

“Gbalá – Viagem ao Templo da Criação” foi criado em 1993 pelo carnavalesco Oswaldo Jardim, conquistando a nota máxima da época em quesitos como Enredo e Samba-enredo. No próximo ano, ele será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros.

Cidade do Samba sedia em julho festa julina com Lucy Alves, Falamansa, concurso de quadrilhas e desfile da Imperatriz

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) programou para os dias 21, 22 e 23 de julho, na Cidade do Samba, uma grande festa julina. O evento terá apresentações musiciais de Lucy Alves, Falamansa e Forroçacana.

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Foto: Henrique Matos/Divulgação

Campeã do Carnaval 2023 com o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com ‘má-querença’ e o santíssimo não deu guarida”, a Imperatriz Leopoldinense fará um grande desfile no local para celebrar o evento.

De acordo com o presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro haverá ainda um concurso de quadrilhas. “O Nordeste vai invadir a Cidade do Samba. A Imperatriz vai fechar o evento, com bateria e mais 250 pesoas com fantasias”, disse.

Inocentes prepara lançamento de enredo e segue sistema que deu certo de encomenda de samba

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Quarta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval em 2024 (9 de fevereiro), a Inocentes de Belford Roxo ainda celebra o terceiro lugar este ano e projeta mais para o próximo desfile. A escola deve anunciar seu enredo em breve. Ao site CARNAVALESCO, o presidente Reginaldo Gomes falou sobre o assunto e revelou que vai manter o que vem dando certo que é a encomenda de samba-enredo.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Já temos duas ideias. São duas grandes opções de enredo, e estamos decidindo qual que vai sair, mas preparando os dois. Em julho (dia 9) temos a comemoração dos nossos 30 anos. Sobre o samba a ideia é manter a encomenda, mesmo sistema. Eu sei que não é fácil a questão com os compositores, mas tem dado certo e eu não vou mexer naquilo que está dando certo. Esse custo é muito menor e tem dado certo, temos ganhado prêmios, notas boas em samba e vamos manter o mesmo sistema”.

Sobre o dia do desfile, Reginaldo Gomes citou que o horário mais tarde para a apresentação da Inocentes ajuda na chegada dos componentes, que saem da Baixada Fluminense.

“Todo mundo prefere o dia de sábado. Você tem mais um dia e se você ter mais um dia no carnaval é muita coisa. A sexta-feira às vezes você tem algum problema com relação ao trânsito, a chegada dos desfilantes e para a gente já que ficou na sexta, a gente não tem muita essa preocupação se é de um lado ou do outro, no lado ímpar não tem o viaduto, e a gente tem feito os nossos últimos desfiles do lado de lá e tem dado certo. Vamos manter a tradição, fazer um desfile um pouquinho mais tarde para que o nosso pessoal chegue com mais tranquilidade e a gente vai superar esse obstáculo que é o viaduto”.

Sinopse do enredo da Mocidade Alegre para o Carnaval 2024

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Brasiléia Desvairada:
A busca de Mário de Andrade por um país
Um enredo de Jorge Silveira e Leonardo Antan

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Justificativa do enredo

Qual o Brasil que vivemos e queremos hoje?

Nosso país está em construção e disputa desde de seu surgimento. Se hoje estamos mergulhados numa crise de identidade, que permeia nossos símbolos e o que nos forma enquanto povo, essas dúvidas motivaram a obra e o pensamento de grandes intelectuais e estão presentes em cada cidadão brasileiro.

Afinal, isto aqui o que é? O que nos faz Brasil?

Um dos principais nomes da cultura brasileira, Mário de Andrade foi um dos pensadores a se debruçar sobre essas perguntas. Um dos autores mais celebrados e pesquisados, foi também um dos responsáveis pelo nosso modernismo e profundo curioso da cultura brasileira.

Há exatos cem anos, em 1924, ele escreveu em certa carta: “É no Brasil que me acontece viver e agora só no Brasil eu penso e por ele tudo sacrifiquei”.

Em um dos seus livros mais famosos, “Paulicéia Desvairada”, o poeta já começava a pensar tais questões. Mas antes de cruzar o nosso território, olhou para sua própria cidade. Descreveu em seus poemas as transformações e contradições de São Paulo nos anos de 1920.

Em 2024, a cidade celebra 470 anos da sua fundação, o que parece um momento oportuno para repensar a sua formação e um dos seus grandes pensadores. A metrópole é, afinal, síntese nossa.

Nas palavras e pensamentos do escritor estão a urgência de pesquisar o Brasil, entender e construir essa nação, saber sobre suas nuances e o que lhe define, para assim ser possível articular o passado que fomos, o presente que somos e o futuro que ainda podemos ser.

Essa busca incessante de Mário atravessou a sua obra em poemas, contos, romances, músicas, estudos, palestras e fotografias.

Se permanecesse apenas em seu escritório estudando e pensando, jamais conseguiria responder tais dúvidas. Por isso, precisou sentir e desbravar pessoalmente todos os quatro cantos que constituíam esse país. Dar nome, rosto e sentimento a quem era esse tal de “povo brasileiro”.

Quando uma escola de samba pisa na Avenida, ela também reconstrói o seu país e está em busca de quem somos. Afinal, uma agremiação é feita dessas pessoas, de múltiplas origens e sotaques.

Cada desfile é feito com encontros, da força coletiva que nos faz um só e do resgate das nossas múltiplas ancestralidades.

Construir mais uma vez um novo Brasil, rever a identidade brasileira e, ainda assim, festejar quem somos é o desejo e a missão da Mocidade Alegre para 2024. Uma escola que tem o povo e o compromisso de celebrar em seu próprio nome.

Carta de Mário de Andrade ao povo brasileiro

I
Fui paulistano por demais.
A terra que eu nasci foi a que me formou de maneira mais forte.
Não à toa, nunca deixei São Paulo. Uma cidade que enamorei, vi se transformar completamente, numa relação de profundo zelo e asco simultaneamente.
Ainda que rusgas tenham surgido, sempre foi uma comoção na minha vida, uma cidade Arlequinal. Afinal, ela é feita de múltiplos recortes, sobreposições, camadas e sobretudo, gente.
Quanta gente há nessa Paulicéia! Burgueses, operários, imigrantes, vadios. É uma cidade das multidões, que tomava as fábricas e suas chaminés, que enchiam os bondes e automóveis.
Quanta gente tomando as ruas! O cinza do concreto duro, a garoa que caia insistente.
Essa cidade sempre teve esse ritmo acelerado, insano e desvairado.
Minha Paulicéia Desvairada, assim a batizei.
Ainda que fosse fascinante em diversos aspectos, São Paulo ainda era um pedaço muito pequeno de Brasil. Afinal, o quanto de país havia para além daqui. Tanto a conhecer, tantos sabores a degustar, lugares a visitar, ritmos a ouvir, pessoas a conhecer.
Dar uma alma ao povo brasileiro, que eu não conhecia do meu gabinete de intelectual.
Obviamente, não foi uma missão só minha. Outros intelectuais, artistas, escritores, músicos também estavam imbuídos desse sentimento durante o modernismo.

II
Foi assim que decidimos, em 1924, desbravar essa imensidão com os nossos próprios olhos. Eu, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros amigos éramos um grupo de paulistas, curiosos de conhecer outros brasis. Após brincarmos o Carnaval no Rio de Janeiro, seguimos de trem para Minas Gerais. Chegamos em plena Semana Santa. Procissões por todos os lados, aquela gente simples com seus terços e orações se espalhando pelo chão de pedras.
As casas eram brancas e simples, se ouvia uma anedota a cada esquina.
A cada velha e preciosa igrejinha um assombro.
Naves douradas, fantasmas nos altares, peças escultóricas de tamanhos deslumbrantes.
Palácios, oratórios, casebres e mansões. Mariana, Ouro preto, São João Del Rei e Tiradentes.
Por mais que existam coisas monumentais, tudo é singelo em Minas.
Tarsila soube traduzir como ninguém as curvas das montanhas e as retas da arquitetura.
São lugares dum sublime pequenino, dum equilíbrio, duma pureza tão bem arranjadinha e sossegada, que são feitas pra querer bem ou pra acarinhar.
Dentre as riquezas dessa terra, estão ainda as obras de Aleijadinho, o arquiteto escultor.
Um gênio maior do nosso país com seus traços sinuosos e formas gloriosas.
Nas Gerais, reside o nosso passado esplendoroso e primordial, na ingenuidade de sua gente e nos traços de seus mestres barrocos.

III
Oswald de Andrade definiu essa viagem de 1924 como a de “descoberta do Brasil”.
Tudo havia sido tão proveitoso que planejamos repetir a experiência anos depois, mas agora indo mais ao norte. Por um infortúnio, Tarsila e Oswald não nos acompanharam, mas resolvi descer por todo o rio Amazonas ao lado de outros companheiros.
Foi aí que me tornei definitivamente um turista aprendiz.
Durante mais de três meses, fui sendo levado pela correnteza do rio-mar até dizer chega.
Tomei navios, embarquei em canoas, percorri trilhos de trem, subi em carroças.
A foz do Amazonas é uma dessas grandezas tão grandiosas que ultrapassam as percepções fisiológicas do homem. Tudo é tão vasto e encantador que nos coloca frente a nossa mortalidade.
Uma natureza pulsante, selvagem e voluptuosa. As belas vitórias-régias, o verde fortíssimo das folhagens, peixes saltando e o banzeiro dos rios.
A cada nova parada, refazia minha alegria, tomava nota, fotografava, experimentava novos sabores e recolhia histórias. Quantas histórias! Lendas e sabedorias daquele povo.
Pescadores, vendedores, artesãos, caciques e pajés, gente de todos os tipos.
Experimentei o açaí do mercado Ver-O-Peso, me deliciei com castanhas e peixes.
Uma enorme comoção senti em Marajó, verdadeiro paraíso com seus búfalos.
Mas de toda a gente que conheci, foi dos indígenas brasileiros que recolhi as melhores narrativas. Tanto que inventei minhas próprias tribos, com linguagens próprias e seus códigos.
Foi uma bonitíssima duma viagem. Por esse mundo das águas, vi as coisas bonitas que já enxergue.

IV
Obviamente, meu desejo de devorar o Brasil não parou por aí. Depois de tantos bons sabores, precisava saborear mais.
A bordo do Vapor Manaus explorei do litoral cearense ao sertão pernambucano.
Em Recife, me hospedei na fazenda do grande pintor e amigo Cícero Dias.
Depois do nosso passado e da nossa gente, descobri a capacidade do nosso povo de festejar.
Recolhi cocos, cantigas, repentes e temas de cheganças. Fui a ensaios de Maracatus.
Anotei, registrei, mas também me esbaldei. Nunca me esqueço de um Carnaval que passei em Recife. Cai no frevo por demais. Tomei um porre daqueles.
Além da festa, também rezei terços. Fechei um corpo num catimbó.
Quantos tambores formam nosso país? Seja nas umbigadas, pungas, frevos, macumbas e sambas.
Depois de cruzar o país, eu não queria mais parar de colecionar histórias, foi então que me embrenhei no interior de São Paulo. Lá encontrei as raízes do samba paulistano, no toque do bumbo na festa de Bom Jesus de Pirapora, que definiu as matrizes rítmicas deste gênero.

Nos Carnavais e nas batidas desses tambores, reencontrei uma mocidade alegre. Aquela mesma do Norte e do Nordeste, que são as múltiplas caras do nosso Brasil.
Não sei se até hoje encontrei o país que tanto procurei. Mas sei que nos batuques e nas festas, muitos países são formados, verdadeiras nações.
Em horas sentado numa rede, descrevi e imaginei com saudade de tudo aquilo que me tinha transformado. Pois agora, carregava comigo na bagagem novas crenças, afetos, macumbas, feitiçarias, crendices e tantas outras ciências.
A minha “Paulicéia” parecia pequena e provinciana, em um desvario meu seria mesmo uma verdadeira “Brasiléia”. Um mosaico arlequinal de tanta gente, tantas vozes, tantos saberes, que se somam e misturam.
Que nós, brasileiros, possamos sempre lutar e construir um novo país. Temos que dar uma alma a ele, isso é um sacrifício grandioso e sublime.

Criação e desenvolvimento do enredo: Jorge Silveira e Leonardo Antan
Texto: Leonardo Antan
Alguns trechos são adaptações dos escritos de Mário de Andrade em Turista Aprendiz.

Referências bibliográficas
ANDRADE, Mário de. Danças dramáticas do Brasil I. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, 1982
ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz / edição por Telê Ancona Lopez, Tatiana Longo Figueiredo. Brasília, DF: Iphan, 2015.
ANDRADE, Mário de. O samba rural paulista. In: Aspectos da Música Brasileira. São Paulo: Martins, 1965.
ANDRADE, Mário de. Pauliceia desvairada. Barueri: Editora Novo Século, 2017.
ANDRADE, Mário de. Seleta erótica /org. Eliane Robert Moraes. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
ANDRADE, Maristela. Oliveira de. A viagem de Mário de Andrade ao Nordeste: missão cultural e pesquisa etnográfica. In: Cadernos De Estudos Sociais, v. 5, n. 2, 25(2), 2011.
BOTELHO, André. A viagem de Mário de Andrade à Amazônia entre raízes e rotas. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 57, p. 15-50, 2013.
DUARTE, Pedro. O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz?. In: Estudos Avançados, n. 36, 104 (fev. 2022), p. 35-52.
NATAL, Caion Meneguello. Mário de Andrade em Minas Gerais: Em busca das origens históricas e artísticas da nação. Artigo da História Social, (13), p. 193–207, 2011, Campinas.
SANTOS, Marcelo Burgos Pimentel dos.Viagens de Mário de Andrade: A construção cultural do Brasil. Tese de doutorado em Ciências Sociais apresentada PUC, São Paulo, 2012.
TÉRCIO, Jason. Em busca da alma brasileira: biografia de Mário de Andrade. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2019.

Decisão da Liesa em mudar modelo de negócios com os camarotes atrai nova receita para escolas e gera formação da base de dados sobre o público na Sapucaí

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O diretor de marketing da Liesa, Gabriel David, conversou com o site CARNAVALESCO, sobre o novo modelo de negócios da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) na relação com donos de camarotes para o Carnaval 2024. Ele ainda falou sobre a agenda das escolas para o programa “Seleção do Samba” e confirmou a realização, mais uma vez, dos mini-desfiles, na Cidade do Samba, para abertura do Rio Carnaval. Confira abaixo o papo.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Qual importância de ter o controle do público que estará nos camarotes no Carnaval 2024?

“Primeiro é a segurança. Saber quem são as pessoas que estão no Sambódromo. Como elas circulam, consomem e o que fazem. Segundo é a base de dados da Liesa e o conhecimento da Liga e das escolas de samba do seu público. Como eles se comportam, como estão prestigiando e manter um relacionamento mais próximo com o público, inclusive, para o espetáculo evoluir”.

Como será o definido valor de cada camarote para o público?

“O preço vai ser definido pelo produtor de cada camarote. A Liga não interfere em nada. Por parte da Liesa, não teve nenhum aumento do valor pago pelos camarotes para Liesa para o Carnaval 2024”.

Qual é a projeção do início de venda dos camarotes para 2024?

“A Liesa está mantendo datas muito semelhantes a do último ciclo de carnaval. As vendas devem ser feitas a partir de mês de julho para os produtores de camarotes e aí cada espaço apresenta sua data de abertura de venda. Quem está vendendo ingresso agora, está fazendo de forma ilegal, porque não tem garantia que vão ter aquele espaço. Após os contratos assinados e as confirmações dos espaços de cada camarotes, eles abrem vendas e desenvolvem suas estratégias”.

É possível projetar em aumentar a verba para as escolas de samba já em 2024?

“A gente projeta aumentar a verba das escolas de samba em 2024. É um dos maiores empenhos do grupo de trabalho da Liesa. Nos últimos dois anos, a direção liderada pelo Perlingeiro, já aumentou consideravelmente o repasse para escolas de samba. Com a mudança agora do modelo de negócio, projetamos o aumento considerável para esse ano e que ao longo prazo trazer ainda mais recursos para as escolas de samba terem cada vez mais recursos não só para fazerem grandes espetáculos, mas também para pagarem os sambistas da formam que merecem com o reconhecimento e importância da arte de fazer carnaval”.

Qual foi a intenção de vocês em decidir ter apenas uma marca de cerveja?

“É muito direta a intenção. Concentrar todo o consumo do carnaval. Mostrar para o mercado que as escolas de samba também reagem a falta de reconhecimento delas diante do carnaval. É muito dinheiro que as cervejarias vem gastando no carnaval e praticamente nada desse valor chegava para escolas e sambistas que fazem o carnaval acontecer. É mostrar importância e poder do espetáculo que fazemos e gera valor para empresas parceiros. É trazer esse dinheiro de patrocínio direto para escolas de samba”.

Vocês falaram em continuar a fiscalização do som e invasão de pista, mas o público reclamou também da água na pista vinda dos camarotes. Tem algum planejamento disso da Liesa, com a Riotur e o Estado?

“Vamos voltar a falar dos problemas estruturais do carnaval como um todo. O que posso garantir é que a Liesa, junto com Riotur, tem avançado consideravelmente também na parte de produção do carnaval. É uma parte que não está dentro dos meus afazeres dentro da Liga, mas que tenho conhecimento. São problemas novos que vem surgindo e temos que ir consertando e buscando melhor para o ano seguinte. Tem que ser resolvido para o próximo carnaval”.

Sorteio da ordem de desfile, o marketing da Liga projeta algo diferente?

“O marketing da Liga não interfere em nada do que é competitivo. A Liga tem o entendimento que o sorteio é uma questão de competitivo. Isso é tocado diretamente pelo presidente da Liga”.

As escolas estão definindo datas das eliminatórias, mas ainda como colocam como indeciso, ou seja, aguardando a Liesa, sobre o “Seleção do Samba”. Como está a programação?

“As escolas de samba tem total direito de marcarem suas agendas das finais. A gente sabe que a confirmação da programação da TV Globo demora a acontecer. As oportunidades e possibilidades serão expostas para escolas assim que a Liga tiver elas bem definidas, junto com a TV Globo, e as escolas vão tomar suas decisões, como sempre foi feito, de acordo com o que é melhor para cada uma delas. Espero que a gente possa sempre estar divulgando o carnaval e tudo que envolve, da forma mais ampla possível, as escolas tem colaborado muito para isso. As escolas são cada vez mais independentes, o que é interessante e importante para o futuro do carnaval, permite que muitas marquem eventos com antecedência e se preparem. É um ponto extremamente positivo para o carnaval atual, mostrar evolução muito grande das escolas e tomara que nossos parceiros possam acompanhar planejamento e evolução”.

E o mini-desfile para o Carnaval 2024 confirmado?

“Sim, provavelmente, vão marcar a abertura do Carnaval 2024. São uma parte fundamental e aguardada do calendário de todo o sambista. Esperamos anunciar datas em breve”.

Império Serrano anuncia que Quitéria Chagas segue como rainha da escola para o Carnaval 2024

Em uma publicação nas redes sociais, o Império Serrano anunciou que Quitéria Chagas segue como rainha da escola para o Carnaval 2024. Confira abaixo a publicação.

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Foto: Allan Duffes/site CARNAVALESCO

“Com mais de 20 anos de escola, através do seu talento, gingado e carisma, ela conquistou o coração do público e se tornou uma das maiores personalidades do Carnaval. Ao longo de muitos anos, Quitéria liderou a bateria Sinfônica do Samba com maestria, defendendo-a pela última vez em 2020. Ela é um exemplo de representatividade e perseverança, e seu legado é uma inspiração para todos nós.

Em 2024, a nossa Rainha da Escola abrirá mais uma vez o nosso desfile com toda a sua energia, levantando a arquibancada. Estamos orgulhosos de tê-la como parte da nossa escola por mais um ano e agradecemos por todo o trabalho árduo, dedicação e apoio. Vamos juntos com a nossa Rainha da Escola rumo ao Carnaval 2024”.

Está na história! Estrela do Terceiro Milênio recebe Estrela do Carnaval como melhor Comissão de Frente de São Paulo

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As escolas de samba paulistanas receberam no último domingo o Estrela do Carnaval 2023, em evento realizado no Pratifaria Bar, em parceria com o grupo Doentes da Sapucaí. No encontro também foi entregue o prêmio para os melhores do ano, segundo votação popular com os leitores do site. A estrela do Terceiro Milênio esteve presente para receber o Estrela do Carnaval na categoria “Melhor Comissão de Frente”. Veja abaixo a declaração do coreógrafo da escola.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“É uma honra receber esse prêmio. O CARNAVALESCO tem uma significância muito grande para o carnaval. O trabalho é grande tanto no Rio como em São Paulo. Para gente é uma honra e uma satisfação. A sensação é a melhor. É de dever cumprido e a sensação de um trabalho realizado de uma forma muito correta, entregue e de uma transparência que a escola queria demonstrar. A Milênio queria uma comissão de frente que mantivesse o que ela acredita, que é ser um espetáculo dentro de um grande espetáculo. É muito difícil fazer comissão de frente em São Paulo para trazer esse diferencial, porque a própria estrutura e a forma das comissões se apresentarem não se permite muito, mas mesmo assim arriscamos para chegar nesse lugar. A gente conseguiu e eu vou dizer que tive medo, mas deu tudo certo. Tivemos um elenco muito afinado, as crianças são muitos especiais, pessoas envolvidas de maneira digna e uma diretoria dedicada, não pensando duas vezes para aceitar e apostar. Acho que o fruto do trabalho é isso. O meu processo de criação com o carnavalesco Murilo Lobo é muito amistoso, respeitoso e criativo. Eu faço um trabalho tanto nas comissões de frente que eu já fiz quanto nos sambas cênicos teatral muito conhecido em São Paulo. A gente tem essa característica de lidar com transformações, surpresas e viés emocional. A comissão que a gente fez em 2018 na Milênio, Peruche e ano passado no ano enredo das mulheres, onde eu ajudei na dramatização tem esse lado emocional para desfraldar os olhos das pessoas. A ideia é continuar”, disse o coreógrafo Régis Santos.

De volta ao Grupo Especial, Camisa Verde e Branco é homenageada na festa do Estrela do Carnaval

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As escolas de samba paulistanas receberam no último domingo o Estrela do Carnaval 2023, em evento realizado no Pratifaria Bar, em parceria com o grupo Doentes da Sapucaí. No encontro também foi entregue o prêmio para os melhores do ano, segundo votação popular com os leitores do site. O Camisa Verde e Branco esteve presente e recebeu a homenagem de ‘Bem-vindo ao Estrela’, já que ano que vem estará de volta ao Grupo Especial de São Paulo. Veja abaixo o vídeo da apresentação da escola e as declarações dos representantes da escola.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“É extremamente essa retomada da escola, essa reestruturação. A escola está feliz para caramba. O Camisa está se organizando novamente e vamos apresentar um belo carnaval em 2024. A galera que não botou muita fé em 2023 nos aguarde no próximo projeto”, prometeu João Victor Ferro, vice-presidente do Camisa Verde e Branco.

“Eu acho que é um momento de felicidade para a escola e, também, para o carnaval de São Paulo por ter o Camisa de volta ao especial. Para a escola é uma retomada dos bons tempos e dobra a nossa responsabilidade. Tão difícil quanto subir é permanecer no Especial. Agora é se organizar e colocar na trilha”, afirmou Renan Ribeiro, carnavalesco do Camisa Verde e Branco.

Vai-Vai recebe prêmio de ‘Desfile do Ano’, segundo os leitores do CARNAVALESCO

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As escolas de samba paulistanas receberam no último domingo o Estrela do Carnaval 2023, em evento realizado no Pratifaria Bar, em parceria com o grupo Doentes da Sapucaí. No encontro também foi entregue o prêmio para os melhores do ano, segundo votação popular com os leitores do site. O Vai-Vai esteve presente e recebeu o prêmio de ‘Desfile do Ano’, segundo os leitores do site. A escola ainda levou a homenagem de ‘Bem-vindo ao Estrela’, já que ano que vem estará de volta ao Grupo Especial de São Paulo. Veja abaixo o vídeo da apresentação da escola e a declaração do presidente Claricio Gonçalves.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Para a nossa comunidade, representa dar de presente ao nosso pavilhão de 93 anos esse retorno ao Grupo Especial. Conseguimos mostrar a todas as pessoas que todas as críticas se devolve com trabalho. O trabalho foi feito por toda a comunidade e todos os setores. Já estamos preparando o trabalho para 2024 deixando bem claro que não tem mais aquela palavra de se manter: vamos tentar errar menos e chegar ao objetivo de todas as agremiações. Receber essa participação é muito gratificante, participar com escolas do Grupo Especial sendo que fizemos um belo trabalho no Acesso. Isso fortalece a ideia de que fazer carnaval para se manter não é nossa visão. Nós somos mais pé no chão: fazer um carnaval para errar menos e alcançar nosso objetivo”, disse o presidente Claricio Gonçalves.

Bonecas da Pompeia! Águia de Ouro recebe o Estrela do Carnaval como “Melhor Ala de Baianas’

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As escolas de samba paulistanas receberam no último domingo o Estrela do Carnaval 2023, em evento realizado no Pratifaria Bar, em parceria com o grupo Doentes da Sapucaí. No encontro também foi entregue o prêmio para os melhores do ano, segundo votação popular com os leitores do site. A Águia de Ouro venceu na categoria “Melhor Ala de Baianas”. Veja abaixo o vídeo da apresentação da escola e as declarações dos premiados.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“É um prêmio que consagra todo o trabalho feito. Não só das baianas, mas também da Jacqueline que se empenhou muito para finalizar essa fantasia. É muito trabalhosa, cheia de detalhes e muito linda. Foram 55 lindas bonecas para a avenida. Esse prêmio é uma forma de dizer gratidão por todo empenho da nossa comunidade. É um Carnaval muito competitivo. Ganhar um prêmio desse, que é de excelência, sem dúvida alguma é muito gratificante. Comigo têm outros coordenadores que ajudam. A gente procura estar sempre muito próximas delas. A ala das baianas representa a ancestralidade da nossa escola e toda história. Estamos sempre ali para saber das necessidades, se tem algo bom e se a fantasia está de agrado. A gente procura sempre ter essa interação com elas com o objetivo de irem belíssimas e ganhar mais prêmios como esse”, disse Franci Pacheco, coordenadora da ala das baianas.