Compositores: Aloísio Villar, Alexandre Araújo, Rodrigo Gauz, Cândido Bugarin, Dimas Mello, Robinho, Márcio Sá, Frank Madrugada, Silvana do Waguinho e Bruno Revelação
Intérprete: Zé Paulo Sierra
Preto céu
Onde vivem estrelas ancestrais
Mistérios de Orun, a seiva da vida
Protege Doum, na pureza habita
Obatalá
Sinto um beijo estalado no ar
Acalmando o tormento
Nos terreiros e altares te encontrar
Brinca menina Amora
Minha princesa no Ayé
Na caminhada o destino encontrou você
Boneca de pano, a flor de agapanto
Cabelo “invocado”, coroa e manto
Um novo arco-íris pintar, quando o dia chegar
Magia, conduz o futuro que renascerá
Saravá, é a cura Saravá
Semear conhecimento cavalgando ao luar
Saravá, pelas ruas e vielas
A luz do ensinamento vem do povo da favela
Meu Deus!
Vai florir a esperança
Na memória a lembrança
Do passado que ficou
Vi nos livros nossas glórias
Os heróis da nossa história
Que o homem não “clareou”
Zumbi, resistência e liberdade
Dandara, a guerreira me ensinou
A luta pela voz que vem dos guetos
Bailar sem medo, ser um vencedor
Canto a cor da cidade
Ilha do Governador
Erê, Erê, preta festa na avenida
No olhar de uma criança, a pureza semeou
Erê, Erê, gira o carrossel da vida
Faz nascer dessa ferida o amor que imaginou
O Acadêmicos do Engenho da Rainha anunciou seu enredo “Rudá- A criação do mundo em um conto de amor”, que será desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Gonçalves e Felipe Midass no Carnaval 2024.
A vermelha e branco do Engenho da Rainha exaltará a lenda do Rudá e a história de amor de Guaraci e Jaci, conhecida também como a lenda do Sol e da Lua. Falará sobre a lenda de Guaraci e Jaci, também conhecida como, a lenda do Sol e da Lua, que para ficarem juntos tiveram que criar o Rudá, o amor, pois o mesmo não conhecia luz ou escuridão, assim unindo o Sol e a Lua durante a alvorada.
“Vamos exaltar a história linda de amor. Estou muito feliz com a escolha do nosso enredo, um enredo lindo e diferente do que normalmente é visto, tenho certeza que faremos um belo desfile, disse o presidente PH.
“O nosso enredo pretende mostra de forma lúdica o conto da criação do mundo tupi e o amor entre Guaraci e Jaci. Guaraci se viu naquele nada e do nada começou a criar. Criou tudo entre noites e dias se apaixonou por Jaci e assim criou Rudá, o amor para levar mensagens à sua amada”, explicaram os carnavalescos, Alexandre Gonçalves e Felipe Midass.
“As bruxas estão soltas”. Esse é o enredo da Acadêmicos de Santa Cruz para o Carnaval 2024. O lançamento ocorreu durante a festa da posse da nova diretoria. Novamente, Cid Carvalho é o carnavalesco responsável pela produção do desfile. Leia abaixo a sinopse.
“Hoje as energias ancestrais se manifestam através da Deusa, a Grande Mãe Terra; e como centelhas carregadas de magia, se espalham através do poder dos quatro elementos da criação, e dançam com os mistérios da natureza para coroar o poder feminino, em rituais que glorificam a vida e revelam os caminhos do tempo para celebrar a manhã do mundo.
São raízes e fundamentos que fizeram da natureza a senhora do ventre que nos conecta e une, como frutos de uma mesma árvore ancestral.
São elos que ligam passado e presente, como testemunhas da grande criadora que preencheu de vida, o vazio inicial.
São manifestações do princípio feminino que estava em tudo e se manifestava através das curandeiras, parteiras, e daquelas que detinham os segredos medicinais das ervas, folhas, raízes. E como profundas conhecedoras dos mistérios da vida e da morte, eram também sacerdotisas, profetisas e médiuns que funcionavam como elemento de ligação entre os vivos e os mortos, entre os humanos e os deuses.
Mas, na Europa, o dragão patriarcal se revelou através da penumbra das trevas medievais, contra o poder feminino e, cuspindo o fogo do inconformismo, do medo e da covardia, alimentou a crença em um deus masculino, feito à imagem e semelhança dos homens e, desde então, tudo se inverteu.
Então, a nova religião do Deus Pai, do Filho e do Espírito Santo, fez dos princípios masculinos os seus dogmas e pariu o Diabo como o agente universal de todo o mal sobre o mundo e o principal aliado de todos os opositores, efetivos ou imaginários, da Igreja cristã.
Em nome da Santíssima Trindade, a mulher, herdeira de Eva e do pecado original, responsável pela procriação da vida, mas também pela morte, juíza da sexualidade masculina, dona de uma força misteriosa, passou a ser vista como uma manifestação das forças maléficas que impediam os homens, segundo a visão de mundo do cristianismo, de realizar sua espiritualidade.
Dessa maneira, os martelos da intolerância masculina, símbolos cruéis dos tribunais eclesiásticos, julgavam e condenavam uma mulher de bruxaria até mesmo pela cor diferente dos cabelos, e as fogueiras da covardia medieval, queimavam corpos femininos às centenas, numa tentativa de transformar em cinzas, o poder feminino.
No século XV, diante das descobertas de terras e povos desconhecidos pelos europeus, durante o período das Grandes Navegações, muitos cronistas e eclesiásticos, certos de que estavam reencontrando no Novo Mundo, o velho inimigo satânico, descreviam as práticas mágico-religiosas dessas populações como manifestações do mal.
Aqui, no Brasil colônia, muitas mulheres acuadas pelo Ofício, que de santo não tinha nada, engrossaram o “caldeirão’ com outras bruxas.
Além das mulheres indígenas, profundas conhecedoras das nossas matas e de seus poderes mágicos e medicinais e que usavam as plantas nativas para curar males do corpo e do espírito, por aqui ainda desembarcaram, forçada e cruelmente, as pretas escravizadas que lutaram e morreram para manter vivas suas tradições e a ancestralidade africana, repleta de ritos. Essas também eram consideradas bruxas, feiticeiras, praticantes de rituais heréticos e diabólicos.
Outras tantas, como as ciganas, acusadas em Portugal de bruxaria, foram enviadas para cá como degradadas e se juntaram às nossas Matinta Pereira e Bruxas Mariposas. Até mesmo as Pombas Giras, até hoje fazem o nosso caldeirão ferver.
Mesmo depois de fechados os tribunais inquisitórios na Europa e silenciados os martelos, a imagem da bruxa construída nesse período, permaneceu. Outras representações, igualmente inventadas, foram surgindo através da literatura, do cinema e da televisão, e uma variedade enorme de bruxas de feições grotescas e caricatas, evocando um senso de feiura distorcido, como a velhice, o chapéu pontudo e o nariz grande e enverrugado; que voavam sobre vassouras, preparavam porções em grandes caldeirões ou que possuíam o poder de se transformar no que quiser, como a bruxa da Branca de Neve; a Bruxa Má do Oeste, de O Mágico de Oz e a Malévola, se tornaram famosas.
É bem verdade que hoje, mexer com ervas pode até já não ser considerado heresia ou levar ninguém a morrer queimada em uma fogueira, mas as perseguições continuam e as lutas das mulheres empoderadas, das trans, das ativistas, das prostitutas e das grandes matriarcas pretas, permanecem vivas porque as fogueiras do machismo, do preconceito e da intolerância, seguem acesas!
Também é fato que muitas foram submetidas.
Mas muitas resistiram!
E venceram!
Venceram sim, porque não foram aniquiladas. Nós sabemos que não foram aniquiladas!
Porque hoje nós existimos, e as nossas vidas, o nosso existir, são provas da história delas, da vitória de cada uma e da resistência de todas perante as inúmeras dificuldades que vieram onda após onda, a bordo de embarcações de perseguições.
E continuam vindo!
E elas continuam lutando porque sabem das próprias origens e das raízes que nutrem o sagrado feminino e a capacidade de continuarem avançando apesar do julgo masculino que ainda hoje fere o espírito e tira vida de tantas mulheres.
As bruxas?
Elas, apesar de tudo e graças a Deusa, continuam soltas. E esse enredo é para elas; para cada mulher que sabe do seu poder de voar e ir aonde quiser; que entendeu que o céu nunca foi limite, mas uma possibilidade de alcançar o infinito e brilhar como estrela que é”.
A Beija-Flor de Nilópolis realiza neste domingo, a partir das 13h, a edição de julho da tradicional feijoada da agremiação. O evento contará com show do cantor Thiago Soares, ex-integrante dos grupos Bom Gosto e Clareou, que segue em uma carreira solo de sucesso no samba.
Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
Além do artista, o clima de Carnaval está garantido com a bateria Soberana, liderada pelos mestres Plínio e Rodney, e de passistas da agremiação. Também subirão ao palco os grupos 100% e Balacobaco.
Os ingressos estão sendo vendidos a preços promocionais e custam a partir de R$ 10, com o prato de feijoada saindo a R$ 25. Eles podem ser adquiridos na quadra da agremiação e em mais quatro pontos de venda espalhados pela cidade. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 99380-4709.
No próximo ano, a Beija-Flor levará para a Sapucaí o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”. A quadra da escola fica na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, em Nilópolis.
Feijoada da Beija-Flor
Data: domingo, 9 de julho
Atração: Thiago Soares e bateria da Beija-flor de Nilópolis.
Local: quadra da agremiação – Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 – Nilópolis
Horário: a partir das 13h
Ingressos: R$ 10 (pista promocional); R$ 30 (área premium). Prato de feijoada vendido separadamente por R$ 25
Venda de ingressos: Boutique da escola na quadra / Boutique Soberana – Galeria 667 / Restaurante Bar do Urso / PCJ Locação – Mirandela / Tabacaria King Hoohah
Informações: (21) 99380-4709 / 96505-5888 / 96421-1266 / 97046-8696
As agremiações do Carnaval de Vitória possuem um motivo a mais para estarem com os tamborins já aquecidos e o samba para 2024 na ponta da língua. Neste ano, pela primeira vez, a Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (LIEGES) vai realizar o Mini Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial de Vitória. O evento já tem data marcada, e vai acontecer nos dias 25 e 26 de agosto.
Em um local diferente de onde já acontecem os desfiles, o evento vai ser realizado em frente ao Tancredão, em Vitória, próximo ao Sambão do Povo. A entrada será gratuita e todas as escolas do Grupo Especial vão participar, mais a agremiação convidada Andaraí – que atualmente é do grupo de acesso, mas desfilou no especial no último carnaval.
“Nosso objetivo é aquecer o carnaval fora da época. Uma oportunidade de organizar as escolas com antecedência, treinar a comunidade com o samba para 2024, alem de todo aspecto positivo que nosso mini desfile vai gerar, com geração de renda para as agremiações e as pessoas que trabalham com o carnaval”, disse o presidente da Liga, Edson Neto.
Olha a novidade na área! Neste ano, pela primeira vez, a Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (LIEGES) vai realizar o Mini Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial de Vitória. O evento já tem data marcada, e vai acontecer nos dias 25 e 26 de agosto. #carnavalescopic.twitter.com/iczYZ8lACQ
O evento tem previsão de começar as 21h, na sexta-feira, dia 25, e as 20h, no sábado, dia 26. Cada escola terá 30 minutos para se apresentar, seguindo a ordem: Andaraí, Novo Império, Boa Vista e MUG, na sexta, e Pega no Samba, Chegou O Que Faltava, Piedade e Jucutuquara.
As escolas vão desfilar com no mínimo 200 e no máximo 300 componentes, contendo todos os segmentos das agremiações que são eles: comissão de frente; casal de mestre sala e porta bandeira; bateria; baianas; velha guarda; passistas; grupo musical; alas da comunidade ou dos amigos.
Serviço
Mini Desfile – das Escolas de Samba do Grupo Especial de Vitória
Dias: sexta-feira, dia 25 de agosto, e sábado, dia 26 de agosto
Local: Tancredão – Avenida Dário Lourenço de Souza, Vitória
Entrada: Gratuita, os ingressos serão disponibilizados pelas agremiações
Compositores: André de Souza, John Bahiense, Ricardo Castanheira, Leandro Pereira, Leandro Augusto, Júlio Assis, Flávio Stutzel e Vagner Alegria
RELUZ NO ORÚN
ABENÇOADO POR OBATALÁ
PREDESTINADO E FORTE É DOUM
BRINCANDO AFASTA O MEDO
NO VIRA, DESVIRA A EMOÇÃO
LIVRA OS IRMÃOS DA EXCLUSÃO E DOR
AMOR QUE BROTA NO AYÊ, AYÊ
O CACHEADO É A COROA DA PRINCESA
TODA BELEZA E DOÇURA DE AMORA
SORRISO, MORADA DOS ANCESTRAIS
EVOCA OS ORIXÁS, AXÉ
BATE O TAMBOR, BATE TAMBOR PRO ERÊ
SACODE O CANJERÊ, É FESTA NO TERREIRO
TEM BRINCADEIRA, BOLO E GUARANÁ
NO TOQUE DO ADJÁ
É SAMBA MANDINGUEIRO
O DOCE ENCONTRO, MAGIA E PUREZA, SUBLIME UNIÃO
UM RAIO DE SOL, “MIL TONS” DE ESPERANÇA, A TRANSFORMAÇÃO
NASCE NO PEITO A CORAGEM QUE JÁ FOI SEMENTE
LUTANDO NAS RUAS DE UM JEITO INOCENTE
SÃO PÉROLAS NEGRAS, RETINTA RAIZ
CRIA DE UM QUILOMBO TEM A FORÇA DO GUERREIRO
PUNHO CERRADO CONTRA TODO PRECONCEITO
BAOBÁ, TEU LEGADO É IMORTAL
E DA SABEDORIA DAS CIRANDAS
UM BRADO ECOOU
ÔÔÔ
IGUALDADE
A ILHA É VOZ DO POVO PRETO
NUM CANTO POR JUSTIÇA E RESPEITO
Compositores: Régis, Kadinho da Ilha, Deco, Victor Rangel, Jb Oliveira, Camila Lúcio, Wagner Zanco, Almeida Sambista, Sérgio Alberto Romano e Samir Trindade
Do Orum
Vai chegar a salvação
A inocência, a transformação
Doum pureza que me guia
Leva nossa Ilha
Na regência de Obatalá
Meus Deus que é mãe preta por seus filhos
Me conduza em seu destino
De cantiga, festa e guaraná
Amora , menina linda cor de África
Gira , pula corda , entra na roda
Magia que sorri para tristeza
O mundo inteiro cabe em sua brincadeira
E lá vai nosso menino
No Cavalo de Ogum (Ogunhê, Ogunhê)
Salve nossas realezas
Cosme, Damião, Doum
(Erê rê rê rê rê)
Se abraçam no Ayê
Onde morrem sonhos e a poesia
Quem dera eles pudessem escolher
Na beleza preta a gente se encontraria
Cabelo black , é a coroa de Luanda
Reluz sobre o altar da esperança
Deixa o menino bailar
Em verdes campos brilhar
A branquitude aprender a lição
Dos livros sairão Dandaras e Zumbis
Fortalencendo o baobá raiz
Estrelas pretas renascerão
Bejiró, ibejada , é Ilha
Tô voltando pra casa, demanda
Sinta o amor que nunca existiu
Doce criança Brasil
Desde o começo do evento que revelou o enredo da Barroca Zona Sul se iniciou, uma pessoa se destacava na quadra da agremiação. Com um vestido branco e inteiramente aprumada, ela esbanjava simpatia, com diversos sorrisos e danças e muito bom humor. A comunidade inteira já a conhecia – afinal, ela surgiu para o carnaval no terreiro verde e rosa.
Casal da Barroca para 2024. Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO
Próximo dela, embora mais discreto e igualmente reconhecido pelo público na Arena Neguinha, outra pessoa também brilhava. Também de roupa inteiramente branca e tão sorridente quanto, ele também cumprimentava a todos com sorrisos e acenos no 25 de junho dominical, data da ocasião.
Quando a escola começava a arrumar a quadra para convidados, shows e, sobretudo, para toda a comunidade conhecer o enredo (que, instantes depois, foi revelado: “Nós nascemos e crescemos no meio de gente bamba, por isso que nós somos a Faculdade do Samba. 50 anos de Barroca Zona Sul”, comemorando o Jubileu de Ouro da verde e rosa), uma publicação nas redes sociais viralizou: os dois juntos para quem quisesse ver.
Minutos antes do anúncio oficial pela escola de samba, a internet já sabia: Lenita Magrini voltaria à Barroca para fazer par com Marquinhos Costa – que emenda o segundo ano consecutivo na instituição.
Com todas as apresentações realizadas, o casal de mestre-sala e porta-bandeira barroquense concedeu entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO para falar sobre o momento de cada um deles, a nova dupla e a expectativa para desfile tão aguardado da agremiação.
Torcedora na avenida
Assumidamente torcedora da Barroca, a história de Lenita Magrini se confunde com a última década da agremiação amada. Enquanto a escola se recuperava de um momento instável, ela assumiu a responsabilidade de conduzir o pavilhão verde e rosa em 2015, fazendo par com Cleydson Ferreira no desfile campeão do Grupo I da UESP (à época, terceiro grupo do carnaval paulistano – hoje, tal nível na pirâmide da folia de São Paulo correspondeu ao Grupo II da Liga-SP).
Após um rebaixamento no ano seguinte e mais um título do Grupo I da UESP em 2017, ela atravessou a cidade e para atuar na Independente Tricolor, na Vila Guilherme. Após quinze anos longe do Grupo Especial, quando a verde e rosa voltou a desfilar na elite do carnaval paulistano (em 2020), Lenita retornou – dessa vez, dançando com Igor Sena.
A segunda passagem dela, entretanto, foi dirimida por conta da pandemia. Sem desfiles em 2021, ela, literalmente, atravessou o planeta por conta de um desafio profissional – e, se a Coreia do Sul trouxe inúmeras oportunidades, a afastou do carnaval 2022. “A partida já foi muito difícil, mas surgiram problemas relacionados à vida pessoal, ao meu trabalho, e eu tive que me retirar. Já foi um aperto muito grande no coração porque eu sou criada nesse chão, eu comecei aqui. Quando a gente volta, é algo novo, é uma parceria nova, mas é um carinho tão grande que eu tenho pela escola e pelo pavilhão que ultrapassa qualquer dificuldade que eu tive. Olhar, pegar na mão do novo mestre-sala, sentir que eu estou aqui de novo… é inexplicável. É a terceira passagem, mas parece que toda vez é a primeira. O Barroca é a minha casa, peguei um mestre-sala que é incrível. Agora, é trabalhar, buscar a nota e chegar chegando”, declarou-se.
Pela segunda vez consecutiva
Se Lenita, por inúmeros motivos, teve muito destaque no evento realizado, o companheiro de dança não ficou para trás. Desde 2017, quando o já citado Cleydson Ferreira emplacou três anos consecutivos na agremiação, Marcos Costa, o Marquinhos, passa a ser o primeiro mestre-sala a emendar dois desfiles consecutivos na Barroca Zona Sul.
Torcedora declarada da escola, Lenita Magrini retornará à Barroca Zona Sul para o desfile de 2024
Com passagens por outras grandes agremiações da folia paulistana (como Rosas de Ouro, X-9 Paulistana, Unidos de São Lucas e Império de Casa Verde), ele destaca a honra de cortejar o pavilhão verde e rosa e retornar para 2024. “É um prazer permanecer na Barroca. Em um ano no qual eu achei que não ia nem desfilar mais, no qual eu cheguei aos 45 do segundo tempo no carnaval passado, me acolheu muito bem. A escola me deu todo o suporto, liberdade e credibilidade para trabalhar. Isso conta muito mais que qualquer outro tipo de conversa que eu possa ter. Quando você vê que você se sente à vontade, como ver meu filho, minha esposa e meus pais na quadra hoje e tem a liberdade de trazer a família, se sentindo em casa… isso, para mim, é muito importante. É um prazer estar de volta, e eu sempre falei para o Cebolinha que a confiança e a credibilidade que ele me passou, tudo que conversamos… ele sempre foi super correto comigo, ele sempre me disse que confiava em mim, em plena avenida. Isso já foi um ótimo gatilho”, pontuou.
Criados na dança
A dupla é inteiramente voltada para o bailado. Lenita é bailarina, dançarina e coreógrafa, enquanto Marquinhos é professor de dança popular de salão, formado em balé clássico e jazz e campeão brasileiro de dança esportiva. Na visão do mestre-sala, tal característica ajuda muito na sincronia e na dança. “Eu já vi a Lenita dançando, a gente já se conhecia de vista, em rodas de pavilhões, mas nunca tínhamos dançado juntos. Nunca! Nem em roda de pavilhão, de trocar par e dançar dez segundos juntos. Sei do histórico dela como porta-bandeira, a própria Roseli disse que com a Lenita não tem tempo ruim, ela é determinada e focada: quando ela quer, ela vai e faz. Isso é um ponto inicial para qualquer tipo de trabalho, é bom saber que nós temos o mesmo pensamento, isso traz segurança. Nós dois trabalhamos com dança, então nós temos um pensamento muito parecido na estrutura: no jeito de se portar, chegar, sair, na relação com a comunidade. Tem tudo para dar certo”, elogiou.
Ano mais do que especial
Fundada no dia 07 de agosto de 1974, a Barroca Zona Sul completará 50 anos no próximo ano. E é claro que a responsabilidade de conduzir o pavilhão em tal desfile também mexe com o pensamento do casal de mestre-sala e porta-bandeira barroquense.
Os anseios da comunidade não saem da cabeça de Marquinhos. “É uma responsabilidade muito grande, mas, ao mesmo tempo, uma alegria muito grande por estar na escola no ano do Jubileu de Ouro. Saber que estaremos representando toda a escola da comunidade e ouvi-los contar a história da escola é mágico. Entender o motivo de tudo, história como o porquê do verde e rosa… saber de tudo isso te torna ainda mais parte do processo. Adorei o enredo, adorei as propostas, já ouvimos algumas coisas sobre o nosso setor… adorei”, suspirou.
Relembrando as palavras de Geraldo Sampaio Neto, o Borjão, dos grandes baluartes da história da escola (e, consequentemente, do carnaval paulistano), Lenita buscou falar em nome do casal. “Aprendi com o Borjão no meu primeiro ano e eu costumo falar que o pavilhão é algo além de uma bandeira. Ele carrega as dores, as alegrias, a tristeza, a felicidade, o choro e as conquistas. Carregar tudo isso nos 50 anos de Barroca sendo que eu fui criada nesse chão, foi o chão que me deu oportunidade, além de tudo que o Marquinhos me falou, é um momento incrível para o Barroca, para mim, para o Marquinhos e para a nossa parceria que vai durar muito tempo”, arrematou.
Além da passarela
Empolgados, Lenita e Marquinhos deixaram escapar com pensamentos o quanto a formação da dupla os animou. O mestre-sala destacou que pensa em algo para comemorar o Jubileu de Ouro da Barroca além do carnaval. “Quando eu fiquei sabendo que o enredo seria esse, ele me deu liberdade para conversar com o carnavalesco para nós montarmos um espetáculo com o mesmo tema do nosso enredo. Como eu trabalho com dança, temos a intenção de trazer isso para o palco. É um ano muito importante, não pode ficar só na avenida, tem que ser vivenciado em cada ensaio desses 50 anos, em cada reunião, cada entrada no barracão… tudo tem que ser curtido”, revelou.
Já Lenita, em duas oportunidades, afirmou que a parceria com Marquinhos será duradoura. Em uma delas, falando sobre o quanto se sente à vontade na agremiação. “O chão do Barroca nos permite fazer isso. O presidente nos dá uma liberdade muito grande, não só para o casal quanto para a comunidade. Isso nos aproxima muito – tanto a gente da comunidade quanto a comunidade da gente. Em alguns lugares, parece que o casal é intocável, e aqui não: ele nos permite ter essa vivência. Se não estamos dançando e cumprindo a nossa obrigação, podemos brincar na ala, na bateria. Isso é muito gostoso! Isso nos deixa com a sensação de que chegamos no quintal de casa, literalmente”, comentou.
Para encerrar a entrevista, novamente a promessa de que o casal terá vida longa conduzindo o pavilhão verde e rosa. “Agora, tem uma parceria que vai dar certo e que é única, já que somos da dança”, finalizou, relembrando que ela, juntamente com Cleydson, foi uma das partes do último casal que voltou para desfiles consecutivos – ambos estiveram como primeiro casal da instituição entre 2015 e 2017.
A Liesa definiu o dia 18 de julho, de 9h às 17 h, através do telefone (21) 3190-2100, a informação de quem foi contemplado com a reserva de camarotes para os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2024. O atendimento levará em conta a ordem de chegada dos pedidos de acordo com o limite de capacidade de cada setor da Avenida dos Desfiles, bem como o histórico financeiro apresentado em anos anteriores e/ou mostrar-se compatível com o espaço reservado para 2024.
Foto: Divulgação/MAR
Pessoas físicas e jurídicas que tiverem as reservas de camarotes para o Rio Carnaval 2024 confirmadas, a partir de 18/07/2023, receberão, por e-mail, duas vias do contrato que deverá ser assinado e devolvido à Central Liesa de Atendimento até o dia 24/07/2023 (quarta-feira) – se pessoa Jurídica acompanhado do contrato social atualizado vigente; e, se Pessoa Física, cópia de identidade, sob pena de, não o fazendo, a reserva ficar em aberto para uma nova atribuição.
Com o contrato devidamente assinado e entregues as duas vias originais na Central Liesa de Atendimento, será enviado um boleto bancário referente ao pagamento da primeira parcela (sinal), com vencimento para 28/07/2023.
O não atendimento a qualquer uma das duas condições acima implicará na não confirmação da reserva, ficando a Liesa com o direito de contemplar os interessados cadastrados na fila de espera.
Os valores de todos os camarotes poderão ser quitados em até 06 (seis) parcelas mensais conforme cronograma a seguir, obrigatoriamente última parcela em dezembro/2023.
10% (dez por cento) 28 de julho de 2023
10% (dez por cento) 28 de agosto de 2023
10% (dez por cento) 28 de setembro de 2023
20% (vinte por cento) 28 de outubro de 2023
25% (vinte e cinco por cento) 28 de novembro de 2023
25% (vinte e cinco por cento) 28 de dezembro de 2023
A Biblioteca Parque Estadual, no Centro – RJ, vai reunir as principais lideranças do carnaval fluminense na sexta-feira, a partir das 14h. O seminário “Samba e Carnaval: A Economia que move um Estado”, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), contará com música, apresentações culturais, mesas de debates e palestras.
Foto: Divulgação
“Carnaval é prioridade do Estado. Gera emprego, renda, oportunidade e movimenta a nossa economia criativa. Mais do que isso: é a nossa identidade, a nossa ancestralidade e a nossa cultura. Nos últimos anos, temos trabalhado arduamente para garantir o fomento ao Carnaval. Este processo é fruto do trabalho que temos realizado de escuta e identificação das demandas da população, e celebra a cultura rica e plural do Rio de Janeiro”, declara a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Além de muito samba, o encontro será marcado por rodas de conversa e troca de experiências entre os participantes. O Governo vai abordar as formas de fomento direto e indireto ao Carnaval, que já recebeu aporte de cerca de R$ 56 milhões do Estado, entre 2020 e 2023, mostrando o avanço das políticas públicas nos últimos anos, com a realização de editais inéditos para expressões culturais nunca antes premiadas, como os grupos de bate-bola.
O presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, além de representantes das ligas, escolas e blocos carnavalescos, estará presente ao evento e participará da mesa de abertura.
“Queria parabenizar a Secretaria por esta iniciativa de suma importância. O samba fluminense é uma expressão artística que é Patrimônio Imaterial do Brasil, e ele move a economia do estado. Ações deste tipo, que nos ajudam a entender melhor as maneiras de como captar recursos, fortalecem ainda mais a cadeia produtiva do carnaval”
Programação – A Economia que move um Estado
14h – Apresentação Cultural
14h20 – Mesa de abertura: Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros; presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro; presidente da AESMRIO, Edson Marinho; presidente da Liga RJ, Wallace Palhares; presidente da Superliga, Pedro Silva; presidente da FICCERJ e assessor especial da Sececrj, Sergio Firmino; presidente da Comissão de Estudos e Conflitos Jurídicos do Carnaval da OAB-RJ, Dr. André Vasserstein.
14h50 – Segunda mesa: Investimento – Fomento Direto (editais), com Diana de Rose, presidente da Comissão Técnica de Editais da Sececrj
15h30 – Terceira mesa: Investimento – Fomento Indireto (Lei do ICMS), com Conceição Diniz, assessora da Lei de Incentivo
16h10 – Coffee Break
16h30 – Quarta mesa: A experiência das escolas e blocos carnavalescos com o fomento estadual, com o presidente do GRES Acadêmicos do Salgueiro; presidente do GRESM Filhos da Águia; presidente do GRES Mocidade Vicente de Carvalho, André Batista de Andrade; presidente da Sebastiana, Rita Fernandes; e presidente do Grupo de Bate-Bola Fascinação, Anderson de Souza Mangorra
17h20 – Quinta mesa: Abre Alas do Carnaval – Liesa, com o diretor cultural da Liesa, Luiz Carlos Magalhães, e com o assessor cultural da Liesa, Fernando Araújo