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Ministra Margareth Menezes participa de encontro que dialogou com movimentos e agentes culturais do Rio de Janeiro

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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, esteve nesta quarta-feira, na Arena Carioca Dicró, no Parque Ari Barroso, na Penha Circular, para um encontro que visou dialogar com movimentos e agentes culturais do Rio de Janeiro. Margareth Menezes foi recepcionada pelo secretário municipal de cultura do Rio de Janeiro, Marcelo Calero e logo em sua chegada ao equipamento cultural, a ministra assistiu a uma apresentação do Jongo da Serrinha, em que se deixou ser conduzida a dançar com os jongueiros e o público que acompanhava o evento. Anfitrião do evento, o secretário Marcelo Calero relembrou o retorno do investimento em políticas públicas voltadas para a cultura tanto nas esferas municipal e federal após as dificuldades encontradas pelo setor nos governos de Marcelo Crivella como prefeito da cidade, e de Jair Bolsonaro como presidente do país. O gestor municipal também ressaltou a importância do trabalho realizado na Arena que homenageia um importante sambista e ícone da música e da cultura popular brasileira.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

“Vivenciamos o que havia de pior na política nos últimos anos, e agora estamos construindo o que há de melhor. Nesta busca por consensos, nessa busca por convergências, sempre haverá, e é importante que isso haja na democracia, espaço para o debate e a discussão, mas que isso nunca prejudique esse caminho de construção. Estamos em um lugar muito especial, esse equipamento, a Arena Dicró, foi inaugurado no segundo mandato do prefeito Eduardo Paes, e faz parte de uma política de territorialização e democratização. Gostaria de fazer um salve para todos os funcionários, servidores da Secretaria Municipal de Cultura. Nós temos essa responsabilidade de cuidar da cultura carioca, pois a gente sabe que tudo que acontece no Rio, sintetiza o Brasil, e da mesma maneira que sintetiza, acaba amplificando. As políticas públicas que são desenvolvidas aqui, também têm essa responsabilidade de poderem alavancar a cultura”, concluiu Marcelo Calero.

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Após a apresentação do Jongo da Serrinha, representantes de diversos movimentos foram convidados a falar um pouco do trabalho desenvolvido com cultura na cidade e de apresentar os anseios e as necessidades para a ministra. Entre eles, os representantes do próprio Jongo; do Grupo Nós do Morro; Elizabeth Manja, diretora da Areninha de Bangu; William Reis, do Afroreggae; Rene Silva, fundador do Voz das Comunidades; Celso Athayde, da CUFA; além da funkeira Tati Quebra Barraco, da Cidade de Deus. Após as falas, a ministra fez um pequeno discurso e apresentou ao público um decreto sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, que instituiu para 04 de maio, o Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Cultura. Em seu discurso, inicialmente, a ministra relembrou o início da carreira na Bahia, traçando um paralelo com a luta por representatividade que os agentes culturais realizam diariamente pelo país.

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“Eu venho também da Ribeira, de Itapagipe, um lugar onde concentramos 20 bairros, mais de 200 mil pessoas. E eu na minha caminhada de artista, fazíamos como a gente ouviu aqui. As nossas histórias se parecem muito. Tudo que eu construí na minha carreira foi nesse mesmo ritmo, levando tantos ‘nãos’, transformando esses ‘nãos’ em ‘sim’ e em oportunidades, também pensando em comunidade. Eu venho deste lugar onde conheço as dores nossas, as dificuldades, conheço como é fazer um Centro Cultural como esse, um lugar de favela, porque também lutamos muito lá na minha região para institucionalizar um centro cultural”, contou Margareth Menezes.

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Seguindo o roteiro do secretário Marcelo Calero, a ministra explicou as dificuldades, que encontrou no Ministério da Cultura quando assumiu, deixadas após quatro anos do governo Bolsonaro.

“O desmonte que vinha sendo feito no ministério no último governo era uma coisa muito séria. Fizeram coisas dentro do ministério com uma visão realmente de não deixar as políticas públicas nem chegarem. Primeiro que era só uma secretaria. E é muito difícil com uma secretaria você atender um país do tamanho do Brasil, pela sua população, e que pela última contagem que foi feita, 7,5 milhões de pessoas trabalham com cultura no Brasil. E a cultura é viva, e dentro desse escopo não é apenas uma ação que precisa, é uma série de políticas públicas para áreas diferentes. Hoje vamos ter nesse ministério a oportunidade de termos sessões em todos os estados do país, para atender os menores grupos, para ter ali uma audiência aberta e interagir mais com as necessidades das pessoas, das cidades mais simples”, revela a representante do poder executivo federal.

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A ministra da Cultura também anunciou que o ministério pretende desburocratizar os processos para inscrição de projetos visando o fomento à cultura para pequenos grupos que tenham dificuldade com a parte formal.

“Existiam várias políticas de antes que nós vamos retomar com decretos novos, retomando essas ações que foram construídas com o apelo da sociedade. O ministério existe para atender os apelos da sociedade. Para ver todos os cidadãos brasileiros na mesma régua. É complexo, eu também estou aprendendo algumas coisas neste momento, mas a gente também nesse novo decreto de fomento procura facilitar que as comunidades tenham mais acesso. Colocamos na instrução normativa que os grupos que não tenham uma pessoa que possa escrever o decreto que possam também fazer essa inscrição verbalmente, através de vídeo, falando de seu projeto”, explicou Margareth Menezes.

Em um Rio de Janeiro em que urge a necessidade de valorização cultural do povo preto e de suas tradições, principalmente porque estas fazem verdadeiramente parte da cultura e das tradições cariocas, a ministra explicou a necessidade de políticas públicas para contemplar estes agentes.

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“Nossa cultura, nossa arte foi a primeira forma de transformação social nos lugares mais necessários. O conhecimento faz o desenvolvimento do nosso senso crítico. O conhecimento faz pensar. E cada ser humano tem um talento. E esses talentos, através das ferramentas que o estudo, que o conhecimento traz, faz com que a gente possa potencializar as nossas potências individuais. É por isso que se persegue a cultura, a arte, a ciência, é para podar essa possibilidade de a gente ir mais longe. E com a religião esse respeito é necessário. Porque é preciso ir além deste momento de escravidão que já vivemos, dos 388 anos de escravidão e dos outros tantos anos sem acesso. Isso é apenas um capítulo da história do povo negro na humanidade. Mas a história do povo negro não se resume a isso. Então, nós temos direito ao acesso a nossa maneira de se manifestar, a nossa relação com o sagrado. Respeito ao povo simples, aos povos indígenas, de ter a sua maneira de se relacionar com o seu sagrado. E toda essa fé, essa religiosidade e cultura foi preservada nos terreiros de santo. E hoje nós temos esse DNA do povo negro que veio para cá escravizado. Precisamos desse respeito, desse resgate e precisamos ter acesso às cotas, porque as cotas não são gratuidade, são uma reparação”.

Por fim, a ministra encerrou o discurso e o evento anunciando alguns editais e algumas ações mais direcionadas para a cidade do Rio de Janeiro e outras que também vão contemplar o povo carioca, mas que tem um caráter mais nacional.

“Nesse novo momento do Ministério da Cultura, do presidente Lula, esse governo que é sensível ao povo, queremos ter a possibilidade do diálogo, ter a sensibilidade para ouvir críticas. Vocês podem acompanhar nossas ações também na página do Ministério da Cultura (https://www.gov.br/cultura/pt-br). A gente tem lançado projetos com pelo menos a cota mínima de 20% obrigatório, e permitido para mais dependendo dos estados e municípios. Na Bahia, por exemplo, a cota que era de 20% para pessoas negras, passou para 50%. Respeitando que na Bahia, a grande maioria das pessoas são negras, garantindo realmente. Aqui no Rio nós temos o Projeto Participativo para o Cais do Valongo. Fazemos isso junto com a nossa querida ministra Anielle Franco, com o IPHAN, para a gente fazer essa reparação e contar essa história também do jeito que ela é. Também a criação do Comitê Raça e Diversidade. Para que as ações do ministério tenham essa sensibilidade para todos. Edital Ruth de Souza do Audiovisual, apoio a 10 obras inéditas de cineastas brasileiras, para a realização do primeiro longa-metragem. São R$ 2 milhões para cada mulher produtora de filmes que está produzindo pela primeira vez, com cotas. Outro destaque do Edital, prêmio Maria Carolina de Jesus, são 40 livros inéditos escritos por mulheres no valor total de R$ 2 milhões. Tem muita pouca oportunidade para mulheres escritoras. Isso é uma maneira de equalizar. Edital Pontos de Memória, que tem como finalidade reconhecer e premiar práticas de museologia social e processos museais comunitários, que tenham contribuído com a identificação, registro, pesquisa, promoção de patrimônio material e imaterial de grupos, povos e comunidades representativas e diversas da cultura brasileira. Estão previstos dois pontos de cultura para o Rio de Janeiro, com investimento de R$ 600 mil para cada. São entidades de natureza, ou finalidade cultural, ou educativa, que desenvolvem, acompanham e articulam atividades culturais e outras redes regionais, temáticas identitárias dos pontos de cultura e grupos. O edital do Hip Hop, que será lançado para celebrar 50 anos da cultura Hip Hop no valor de R$ 6 milhões. Edital também em parceria com a Central Única das Favelas também por causa dessa capilaridade que a CUFA tem, para chegar em várias localidades, e com outras entidades também, que tem essa mesma ação. Tem muito mais coisa que o ministério está fazendo, eu peguei só alguns. Isso é para mostrar que nós estamos com essa atenção, estamos em um momento novo”.

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O evento foi encerrado com a bateria da escola de samba Rosa de Ouro, da Série Bronze, e contou ainda com apresentações, além do jongo da Serrinha, já mencionado, do Passinho Carioca com Funk da Antiga, turma de Bate-Bola, e também com a presença do estandarte da Portela que foi beijado pela ministra.

Sonho no ar! Mais de 100 candidatas vão disputar o posto de Rainha do Carnaval 2024

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A Riotur realizou na manhã desta quarta-feira, no Sambódromo, o sorteio para definir a ordem de apresentação das candidatas que vão concorrer ao título de Rainha e Princesas do Carnaval 2024. As 106 inscritas foram divididas por sorteio em ordem de inscrição, em quatro grupos, A,B, C e D. Os grupos vão disputar a 1ª eliminatória entre os dias 01 e 04 de agosto. Os grupos A e B têm 27 candidatas e os grupos C e D contam com 26 candidatas.

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O concurso foi definido em cinco etapas e acontece em nove dias: A primeira eliminatória ocorre entre os dias 1 e 4 de agosto, a segunda fase entre os dias 10 e 11 e a terceira fase, 15 de agosto. A semifinal deve ocorrer no dia 18 de agosto e a grande final em 1 de setembro. Todas as fases acontecerão na Cidade do Samba, sempre a partir das 19h, com portões abertos ao público.

A primeira fase está dividida em quatro grupos: A,B,C e D. Os dois primeiros contam com 27 candidatas e os dois últimos com 26. Do total de 106 candidatas apenas 64 irão seguir para a segunda etapa, que foi separada em dois grupos com 32 duas participantes em cada. Nesta fase, apenas 40 mulheres seguirão para a terceira eliminatória, que ocorre em um único dia. Em sequência, 20 participantes disputam a semifinal e apenas dez chegarão na grande final.

A vencedora será a Rainha do Carnaval carioca; a segunda e terceira colocadas vão integrar a corte como Princesas. O critério de avaliação foi definido no regulamento publicado pela Riotur e as vencedoras são escolhidas pelo júri e por votação popular. Luís Gustavo Mostof, diretor de operações do órgão, comentou alguns critérios. “São quesitos onde cada candidata será avaliada. Como o domínio da arte de sambar, sociabilidade, facilidade de expressão. Esses são alguns dos critérios principais”.

Outra novidade é a chegada da rainha de bateria Mayara Lima e do coreógrafo Alex Coutinho, crias do Paraíso do Tuiuti, que comandam a parte artística para cada uma das candidatas. Em entrevista ao site CARNAVALESCO a dupla comentou a emoção de poder contribuir com o concurso.

“Ficamos muito lisonjeados quando recebemos o convite. Fazer parte dos bastidores do maior concurso do carnaval é muito importante. Eu sempre vivi isso desde que me entendo por gente. Sempre fui participante e acompanhei. Hoje, estar como coreógrafa ao lado do Alex, meu parceiro de vida, é extremamente importante para a minha carreira dentro do mundo do samba. Estou doida para chegar logo o dia”, disse Mayara Lima.

“Estar inserido neste novo modelo que a Riotur colocou – de cada candidato representar a sua bandeira – só faz o espetáculo ficar ainda maior. A gente tem certeza que esse vai ser o melhor concurso de todos os tempos”, completou Alex Coutinho.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Gustavo Mostof contou que as inscrições para o concurso de Rei Momo começam na próxima sexta-feira. Segundo ele, as agremiações não serão obrigadas a inscrever candidatos.

“Dependendo do número de candidatos a gente analisa em relação às etapas eliminatórias. Mas a expectativa e o que estimamos é que sejam apenas duas fases: uma eliminatória e a final. As escolas não terão obrigação de encaminhar nenhum tipo de candidato, isso é totalmente livre. A escola que quiser mandar será muito bem vinda, mas quem não quiser mandar, tudo bem”, explicou o diretor de operações da Riotur.

Fotos das candidatas que estiveram no sorteio no Sambódromo

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Fotos de Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

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Portela 2024: enredo é profundo, sincero, sentimental e humano

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Durante a live “Galera no CARNAVALESCO“, Guilherme Campagnuci, Freddy Ferreira, Leonardo Antan e Renata Campagnuci falaram sobre o enredo da Portela para o Carnaval 2024. Escola levará para Marquês de Sapucaí no ano que vem “Um defeito de cor”.

Cristiano Bara chega na Inocentes de Belford Roxo para fazer parceria com Marco Falleiros

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O presidente da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, anunciou, na noite desta terça-feira, dia em que é comemorado os 30 anos da Caçulinha da Baixada, a contratação do carnavalesco Cristiano Bara, uma das estrelas do Carnaval de São Paulo, para fazer dupla com o carnavalesco Marco Falleiros, na construção do desfile de 2024.

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Foto: Divulgação

“É um misto de emoção, alegria e gratidão estar de volta na agremiação que comecei minha trajetória como carnavalesco, há alguns anos atrás. Fui pego de surpresa pelo convite do meu amigo e presidente Reginaldo Gomes, não pude dizer não, pois sou apaixonado pela Inocentes, aqui construí uma família e nunca me desvinculei totalmente das atividades da escola, ajudando sempre que era solicitado. Fazer dupla com o Marco será muito legal, pois sei do seu bom caráter e disponibilidade para trabalhar. Quero dizer para a comunidade belforroxense, que o jovem artista que saiu para alçar outros voos está de volta com muita experiência, seguro e para trazer o campeonato para Inocentes”, falou emocionado Cristiano Bara.

Bara iniciou sua trajetória no carnaval, como aderecista e confeccionando fantasias, devido a seu espírito criativo, em 2010, assinou seu primeiro trabalho como carnavalesco da Caçulinha da Baixada em parceria com Roberto Szanieck. Em 2011, assumiu a carreira solo ao contar a história dos Mamonas Assassinas. Após ser observado por causa do seu bom gosto pelo mestre Laíla foi convidado para trabalhar na Beija-Flor de Nilópolis, sendo responsável pelas fantasias,conquistando prêmios. Em 2016, passou a fazer parte da comissão de carnaval. Em 2018, tornou-se carnavalesco da Escola de Samba Vila Maria, do Grupo Especial de São Paulo, juntamente com Fran Sérgio. Em 2019, a parceria foi com Alexandre Louzada. E a partir de 2020, comanda sozinho a criação do desfile da agremiação, permanecendo até 2023.

A apresentação para comunidade da nova dupla será na feijoada de aniversário da agremiação, no dia 16 de julho, às 14h, na quadra de ensaios.

Beija-Flor inicia a disputa de samba-enredo para o Carnaval 2024

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A Beija-Flor de Nilópolis realiza nesta quinta-feira a inscrição das parcerias interessadas em concorrer à disputa de samba-enredo para o Carnaval 2024. Na mesma data, será dada a largada para o concurso, com as obras sendo apresentadas na quadra.

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Os compositores deverão entregar 30 cópias impressas da letra aos representantes da ala às 18h. As parcerias sobem ao palco para a primeira apresentação logo em seguida, a partir das 20h.

Sambas de outras localidades

Nesta edição, a agremiação abriu inscrições antecipadas para que compositores de fora da Região Metropolitana do Rio de Janeiro pudessem enviar os sambas-enredo criados e, assim, participar da competição. Ao todo, foram recebidas quatro composições:

– Parceria de Guilherme Gonçalves – Cabo Frio/RJ
– Parceria de Ivandro Luiz – Cascavel/PR
– Parceria de Fernandinho Bilhalva, Oscar Favila e Thiago Andrade – Uruguaiana/RS
– Parceria de Serginho SP, Paulo das Neves, Ney Ortiz, MC Duda, Aloisio Dias e Pericles Daniel – São Paulo/SP

No próximo ano, a Beija-Flor será a segunda escola a desfilar pelo Grupo Especial, no domingo de Carnaval. Ela levará para a Sapucaí o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, que contará a história de Benedito dos Santos, fundador do bloco alagoano Cavaleiro dos Montes.

Edson Pereira festeja enredo do Salgueiro para o Carnaval 2024 aclamado por comunidade

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O Salgueiro lançou o enredo para o próximo carnaval ainda no início de março, e de lá pra cá além do consentimento do público em geral, o tema escolhido e desenvolvido para 2024 vem recebendo uma resposta positiva também da comunidade. “Hutukara” está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira e pretende fazer ecoar com força a voz dos povos originários na luta por respeito, valorização e preservação da Floresta Amazônica. O título do enredo foi divulgado nos 70 anos da Academia e a sinopse também já foi apresentada. Pelo segundo ano consecutivo na escola, Edson Pereira julga que o sucesso inicial da narrativa que vai levar para a Avenida tem origem também na importante mensagem que o tema vem trazer para os dias atuais.

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Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Acho que é a representação do lugar de fala de uma escola. É um enredo que justamente tem que ser dito, tem que ser mostrado, e a escola de samba ela tem esse poder e é um veículo mais próprio para poder falar sobre tudo isso. Eu fico muito feliz de poder estar a frente deste trabalho, porque é um trabalho que não é só mais uma enredo, é atingir o coração de cada um de nós. Falar dos povos que são os reais originários do Brasil. Ver que todo mundo abraçou a causa, é sinal que a gente está no caminho certo”, entende Edson.

Com um 9,6, dois 9,7 e um 9,8, enredo, sem dúvida, foi o quesito em que o Salgueiro mais perdeu pontos no carnaval 2023. A visão de um novo paraíso diferente daquele historicamente idealizado acabou não recebendo uma boa resposta dos jurados e antes do desfile o projeto já sofria com algumas críticas do público em geral. O carnavalesco Edson Pereira acredita que o enredo foi vítima de um pré-julgamento e que há no carnaval atual um certo engessamento dos temas.

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“Acho que carnaval é isso. A gente precisa virar a página. Não que eu esteja feliz com as notas que aconteceram, mas acho que o enredo foi muito prejulgado. A falta de liberdade de expressão hoje em dia do artista, que é julgado, é algo que precisa ser revisto no carnaval. Acho que acaba engessando demais o trabalho do artista. O Joãosinho Trinta se estivesse fazendo carnaval hoje em dia ia ficar muito triste, infeliz, porque não poderia ter essa liberdade que ele teve na época que ele fazia grandes carnavais, e fez grandes carnavais que ficaram para a história”, aposta o carnavalesco.

Se por um lado o enredo sofreu bastante e foi decisivo para que a Vermelha e Branco não voltasse no desfile das campeãs, um quesito normalmente bastante destacado nos carnavais de Edson Pereira teve mais uma vez um bom desempenho. Apesar de um 9,9 que foi descartado, Alegorias e Adereços garantiu os 30 pontos para a agremiação e foi bastante elogiado em relação à plástica. Edson se diz muito feliz por esse reconhecimento de seu trabalho.

“A gente sempre fica feliz. Graças a Deus eu venho fazendo uma construção do meu trabalho e muitos gostam, acreditam no meu trabalho, isso faz parte do meu trabalho também, e faz parte do carnaval. Eu considero tudo isso como o momento do mundo do samba, que a gente precisa só refletir e crescer com tudo isso, como profissional, como pessoa”, analisa o profissional.

Para 2024, o carnavalesco não quis dar nenhuma pista sobre o que pretende trazer dos quesitos plásticos, mas garantiu para o torcedor da Vermelha e Branca que está preparando mais um grande trabalho.

“O salgueirense pode esperar um grande carnaval com certeza”, prometeu Edson.

No próximo carnaval o Salgueiro será a terceira escola a pisar na Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Apostas online – o que você precisa saber?

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Para se ter uma noção panorâmica sobre as apostas online, é importante mencionar que as casas de apostas podem ser consideradas um local de entretenimento. Neste lugar, os apostadores realizam palpites em diversos tipos de jogos e apostas. Hoje em dia, esse tipo de serviço é oferecido por diversas casas de apostas online, que, pelo fato de ser muito mais acessível, vem tomando o espaço do cassino físico.

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Entrevistão com Lara Mara, diretora de carnaval da UPM: ‘O amor verdadeiro dos nossos componentes encanta’

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Aos 18 anos, Lara Mara assume função especial na Unidos de Padre Miguel. Ao lado do pai, Cícero Costa, ela comanda agora a direção de carnaval e chega com a missão de realizar o sonho do “povo guerreiro da Vila Vintém”, que é chegar pela primeira vez no Grupo Especial. Para isso, a vermelho e branco aposta no enredo “O Redentor do Sertão”, que será desenvolvido pelos carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato.

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Fotos: Diego Mendes/Divulgação

Como você começou no carnaval?

“Na verdade, eu já nasci no meio, porque meu pai sempre foi e minha mãe também. Sempre estive no carnaval. A primeira vez que eu fui levada para o ensaio de rua tinha um mês de vida. Comecei na ala das crianças com sete anos. Depois, desfilei como destaque”.

Qual é o segredo da quadra da UPM porque a gente chega na quadra e sente algo muito forte que mexe com o coração e a emoção?

“As pessoas vêem uma comunidade muito apaixonada. Um povo muito apaixonado. Tem esse encantamento. A nossa receptividade de receber as pessoas muito bem. Todo mundo fica encantado. As pessoas que estão ali amam realmente a escola. Estão dispostas a fazerem tudo pela escola, vestem a camisa. Encanta é o amor verdadeiro”.

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Como você recebeu o convite para ser diretora de carnaval junto com o seu pai? O que pensou na hora e o que sentiu quando assumiu a função?

“Quando recebi o convite para ser diretora de carnaval do meu pai achei até que era brincadeira. Como eu tinha ajudado no carnaval de 2023 acreditei, fiquei bem impressionada, mas também com muita vontade de fazer acontecer. Poder mostrar o meu amor pela escola”.

Fora do carnaval, como é a troca entre você e seu pai na vida normal? E dentro da escola de samba como ficou a divisão de trabalho entre vocês?

“Eu e meu pai somos muito amigos, dentro da escola mesmo às vezes com algumas opiniões diferentes entramos sempre num acordo. Eu estou aprendendo muito com ele, a gente fez a divisão de uma forma saudável, ele fica com algumas responsabilidades e eu com outras”.

Qual é o perfil da Lara? É de mandar e pronto, mandar e ouvir, dialogar?

“Eu sou muito mandona, mas sei ouvir também. Gosto de tudo certinho e na maioria das vezes na hora”.

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Qual é o seu desfile inesquecível da Unidos de Padre Miguel? Por qual motivo?

“Meu desfile inesquecível foi o de 2017. O ano do acidente com a Jéssica (Ferreira, porta-bandeira, que sofreu uma lesão durante o desfile). Ali, eu vi que o mundo do samba abraçou a Unidos de Padre Miguel. O que eu senti naquele dia nunca senti na minha vida”.

Quando realmente vai chegar o dia da Vila Vintém ser campeã do Acesso? O que falta?

“Acho que o dia da Vila Vintém vai chegar no momento certo. Tivemos alguns erros nos últimos anos, mas estamos dispostos a acertar. Olhar para o futuro e ir em frente. Brigar pelo título e honrar nossa comunidade”.

Como está o trabalho para 2024? Fizeram obra no barracão?

“Para o carnaval 2024 já estamos com os protótipos das fantasias prontos. A obra do barracão foi para melhorar nossa estrutura e poder trazer uma qualidade no trabalho e para os profissionais”.

Como surgiu a ideia do enredo para o Carnaval 2024?

“A ideia do enredo foi muito a nossa cara pela questão da fé, todos nós estamos esperando o milagre da Vintém, que é nosso tão esperado título e também cada um de nós almeja um milagre na nossa vida pessoal. Casou muito. O povo da Vintém é um povo de fé, que não desiste, tem total relação. E também acho que a Unidos combina com enredo do Nordeste, amo o desfile de 2015”.

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Como funciona a relação com o carnavalesco Edson Pereira e agora a chegada do Lucas Milato na parceria?

“Edson me conhece desde bem pequena, me viu crescer, somos uma família. Temos uma boa relação, tanto dentro, como fora da escola. Ele é a cara da Unidos de Padre Miguel e todo mundo da Vintém ama o trabalho dele. A ideia da contratação do Lucas foi que vimos um jovem bem competente e resolvemos dar oportunidade. Acredito no potencial dele e sei que vamos fazer um belo desfile. Ccom certeza vai emocionar tanto o povo do samba como as pessoas de grande fé”.

A escola conta com pessoas muito importantes em seus quesitos. Mestre Dinho na bateria, o casal Vinicius e Jéssica e o coreógrafo David Lima. Essa relação deles vai muito além do desfile? São pessoas que se o sonho acontecer um dia vão estar com vocês no Especial?

“Essas pessoas fazem parte da história da Unidos de Padre Miguel. Sem dúvida, elas merecem comemorar e viver com a gente quando esse sonho for realizado, somos uma família, se for da vontade deles com certeza irão continuar”.

A ala de crianças da UPM sempre é muito esperada e premiada. Qual é a sua fantasia marcante dessa ala e por qual motivo?

“Sempre é, com certeza, a fantasia mais marcante. A minha é da galinha d’angola de 2013”.

Hoje temos os herdeiros assumindo funções nas escolas de samba. Como você analisa as presenças do Gabriel David na Liga/Beija-Flor, João Drumond na Imperatriz, Bernardo na Grande Rio, Luizinho na Vila? São inspirações?

“Acho que é uma boa. É um bom futuro. O carnaval tem que evoluir. Novos ares, pessoas novas. Uma nova mentalidade é necessária. Existe o amor pelo carnaval”.

Temos hoje algumas mulheres no comando das escolas. Gosta desse empoderamento?

“Gosto do empoderamento das mulheres no carnaval. Olho muito a trajetória dessas mulheres. São guerreiras. Fazer gestão de escola de samba não é fácil. Sendo mulher acaba tendo o preconceito. As meninas que querem, podem ser destaques, passistas, mudas. Mas também pode comandar, como presidente ou diretora. Até carnavalescas temos poucas. As mulheres têm que parar com um pouco de medo e botar mais a cara. Sou uma mulher que estou assumindo um cargo que é regido por homens”.

Você é jovem, apenas 18 anos, como é a relação com as amigas/amigos fora do carnaval quando você diz que é de escola de samba e que ouve samba-enredo? 

“Meus amigos de fora acabam entrando no carnaval por causa de mim. Tenho um amigo meu que era louco por rock e aí conheceu a Unidos através de mim. Hoje é completamente apaixonado pela escola. Meus amigos gostam muito, tem muitos amigos desse meio do carnaval, porque eu cresci aqui. A gente acabou crescendo junto. Assim, desde a aula das crianças até hoje, continuamos amizade”.

Você gosta de ouvir samba-enredo no carro ou em casa? 

“Eu escuto samba-enredo o tempo todo, se deixar eu escuto samba-enredo o dia inteiro, no carro, na faculdade. Às vezes eu estou triste, acordo boto um samba-enredo da Unidos e das outras escolas”.

Fora do carnaval, o que você curte fazer no tempo livre?

“Sou muito festeira, amo estar com meus amigos e família. Gosto muito de viajar, amo futebol, sou flamenguista, amo está com a natureza, sempre vou na cachoeira”.

Você carrega um lado azul no coração que é o amor pela Vila Isabel. Como isso surgiu?

“O amor pela Vila surgiu quando meu pai me levou pra assistir o desfile em 2010. Ali, eu me apaixonei, costumo fala que amor não se explica só se sente e eu me encantei. Desde então tenho um pedacinho de Vila no meu coração”.

Vila Isabel recebe 180 participantes em workshop de Harmonia e Evolução

O final de semana foi de bastante aprendizado e troca de experiências na Unidos de Vila Isabel. A escola recebeu no último sábado cerca de 180 participantes para o 2º Workshop de Harmonia e Evolução. Com palestras de diretores da agremiação, como o mestre de bateria Macaco Branco, e convidados especiais, como o síndico da Passarela do Samba, Machine, e o produtor da TV Globo, Teteu José, os participantes puderam aprender como funciona a organização dos departamentos de Harmonia e Evolução dentro e fora da avenida, com dados e lições sobre o trabalho realizado pela escola no Carnaval.

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Foto: Glaucio Burle/Vila Isabel

“É uma satisfação imensa poder transmitir conhecimento a tantas pessoas interessadas em se aprofundar no tema. Recebemos diretores de Harmonia de outras escolas e até mesmo de outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Porto Alegre e Espírito Santo, além de Brasília. Também selecionamos 18 inscritos oriundos da comunidade para uma próxima etapa, que vai promover a entrada de novos integrantes para o departamento de Harmonia da Vila Isabel”, destacou o diretor de Harmonia, Marcelinho Emoção.

O evento contou, ainda, com a arrecadação de cerca de 150 kg de alimentos não perecíveis, que serão doados à Basílica Nossa Senhora de Lourdes, vizinha à quadra da agremiação.

No próximo ano, a Vila Isabel será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval com o enredo “Gbalá – Viagem ao Templo da Criação”.

Cubango exalta o matriarcado ancestral no enredo para o Carnaval 2024

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Foi anunciado, durante feijoada realizada na quadra, em Niterói, o enredo do Cubango para o Carnaval 2024. Intitulado “Os pássaros da noite e o segredo das criações” trata-se de um olhar místico e festivo para o matriarcado ancestral, sob as asas sagradas das Iyá Mi, divindades do panteão afro-brasileiro que guardam os segredos da criação do mundo.

cubango enredo2024
Foto: Divulgação

A partir dessa faísca inicial, a narrativa abordará outras “criações”: a criação dos candomblés, no contexto afro-diaspórico; a criação do complexo sociocultural do samba, com ênfase no protagonismo e na sabedoria das mulheres negras; e a criação da própria escola de samba, mistura de rua e terreiro, exaltando as mães fundadoras e guias espirituais da agremiação do Morro do Abacaxi.

O enredo foi proposto e será desenvolvido pela comissão de carnaval formada por Gabriel Haddad, Joana D’Arc Prosperi, Jovanna Souza, Leonardo Bora, Rafael Gonçalves, Sophia Chueke, Thayssa Menezes e Theo Neves.

A comissão, que também assina coletivamente a arte do cartaz do enredo (que foi confeccionado a partir da colagem e sobreposição de diferentes linguagens artísticas), coletou depoimentos de baluartes da escola, a fim de valorizar o poder das narrativas de matriz oral, passadas de geração em geração. Segundo os carnavalescos, o enredo é uma celebração afetuosa das raízes cubanguenses, a base de uma árvore de vidas unidas e atravessadas pelo samba.

A data de entrega da sinopse para os compositores será divulgada em breve.