A feijoada do mês de agosto da escola de samba Renascer de Jacarepaguá terá um sabor para lá de especial, afinal, a agremiação está completando 31 anos de existência. Ela foi fundada em 2 de agosto de 1992, e é oriunda do bloco carnavalesco Bafo do Bode que foi fundado em 1958. A escola do coração de quem mora em Jacarepaguá.
Foto: Divulgação
A deliciosa feijoada comemorativa temperada com muito samba será no sábado, dia (12/08), (véspera do dia dos pais), a partir de 12h, na quadra da escola no Tanque, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. E a roda de samba terá o comando de mestre Felipe D’Lelis e shows de Leonardo Bessa e segmentos, Wallace Porto, Dedê Jpa e Odmar do banjo
Carnaval 2024
A escola de samba Renascer de Jacarepaguá, em 2024, será a quinta escola a desfilar na Intendente de Magalhães, na sexta-feira, dia 16 de fevereiro, pela série prata com o enredo: “UBÚNTU: Do Berço Ancestral, Um Ideal Para Mudar o Mundo”
Campanha ‘Aquecendo Corações’
Está rolando na quadra da escola até o dia 23 de setembro, a campanha “Aquecendo corações” que tem por objetivo arrecadar agasalhos e cobertores para doar a moradores em situação de rua da região de Jacarepaguá, bairro onde fica localizada a quadra da escola de samba no Rio de Janeiro.
Serviço:
Feijoada da Renascer
Data/Horário: Sábado, dia 12 de agosto, a partir das 12h
*Feijoada servida até às 17h
Local: Quadra da Renascer, na Avenida Nelson Cardoso, n° 82, Tanque, Jacarepaguá, RJ
Atrações: Roda de samba com o mestre Felipe D’Lelis, shows com Leonardo Bessa e segmentos, Wallace Porto, Dedê Jpa e Odmar do banjo
A entrada é franca
Valor da Feijoada: R$20 (vinte reais)
Venda antecipada de mesas: (21) 99177 06 89, Ana Paula
Na busca pela volta ao Grupo Especial após o – considerado por muitos – injusto rebaixamento de 2023, o Império Serrano levará em 2024 para a Marquês de Sapucaí o enredo “Ilú-ọba Ọ̀yọ́: a gira dos ancestrais” prometendo um imponente desfile. Na divulgação do enredo, que ocorreu no último sábado na quadra da escola de samba, o carnavalesco Alex de Souza explicou como chegou ao tema e falou sobre a busca pelo retorno ao Especial. Segundo ele, o Reizinho de Madureira levará um grande ritual para a Passarela do Samba.
Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Alex, que retorna ao Grupo de Acesso após 19 anos, falou sobre o tamanho que é fazer um desfile na Série Ouro e afirmou que o Império Serrano fará um carnaval com a obrigação de voltar ao Grupo Especial.
“Eu acho que é mais um desafio, independente da oposição. Sendo que neste nós temos a obrigação de ganhar de qualquer coisa. A gente precisa voltar para mostrar que o Império foi injustiçado e que merece estar entre as grandes”, comentou Alex.
Ao ser questionado sobre a queda, Alex disse: “Dói, mas é aquilo: faz parte. O Império perde uma batalha, mas não perde a guerra”.
O carnavalesco contou que a ideia do enredo surgiu em meados do ano passado, depois que viu um trabalho de inteligência artificial retratando deuses e mitos de várias culturas do mundo, mas que excluiu os orixás. Ele também deu detalhes da proposta do enredo.
“A partir daquele momento eu queria fazer um xirê. Daí eu fui buscar toda informação, argumentos e a história. Um dos grupos étnicos negros – a maior quantidade que veio para o Brasil – foi o povo iorubá, que foi, especialmente, para a Bahia. Lá na terra deles, naquele grande império iorubá que se chamava Ilú-ọba Ọ̀yọ́ – que hoje é Nigéria, Togo e Benin – eles cultuavam seus ancestrais individualmente, de acordo com cada reino. Aqui no Brasil, com a diáspora, foi criado o candomblé para poder saudar a todos – ou pelo menos aqueles orixás que vieram através de seus seguidores”, explicou Alex.
“Aí surgiu essa ideia de contar um pouco da história do candomblé no Brasil e como ele foi formado. Além de mostrar os orixás não só como entidades, mas como representantes – como se fossem embaixadores – dos reinos de Irê, Ifé, Igbo e por aí vai”, completou.
Um enredo imponente para uma importante missão: voltar para a elite do carnaval carioca. De acordo com Alex, esta será a primeira vez que o Império Serrano levará para a Marquês de Sapucaí um enredo 100% voltado aos orixás. Para ele, o Ilú-ọba Ọ̀yọ́ vai encerrar os desfiles do Acesso com chave de Ouro.
“É a primeira vez que ele faz um enredo, de fato, negro. Foram pouquíssimas vezes. Teve uma vez em 1998, no acesso, com o “Sou o ouro negro da Mãe África”, que era sobre o povo negro, mas não específicamente sobre os orixás. Em 1976, com “A Lenda das Sereias, Rainhas do Mar”, de Fernando Pinto, fala de qualidades de Iemanjá, mas não é um enredo sobre os orixás. Então curiosamente esse enredo – que pode ter sido abordado em outras escolas de diversas formas – no Império não. As pessoas clamavam por um tipo de enredo assim. É forte. Eu acredito que a gente vai encerrar o sábado maravilhosamente bem”, afirmou.
O carnavalesco contou um pedido especial aos compositores para a disputa de samba. “O recado especial é que eles ouçam os xirês, porque alí eu creio que vai ter muita inspiração – não naturalmente em relação a letra, mas em relação a batida e o ritmo. A gente vai promover um grande ritual na Avenida”, enfatizou Alex de Souza.
Com a missão de voltar ao Grupo Especial, o Reizinho de Madureira será a oitava escola a entrar na Passarela do Samba no sábado de carnaval, dia 10 de fevereiro.
A Inocentes de Belford Roxo informou o convite feito ao mestre Washington Paz para assumir ao lado de mestre Juninho o comando da bateria da agremiação.
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“A ideia foi adotar a fórmula que algumas agremiações estão usando de ter dois excelentes profissionais à frente dos ritmistas. Na verdade, mestre Washington sempre esteve presente na Inocentes, mesmo após mestre Juninho estar no comando. Sei que os dois seguirão a mesma linha de trabalho, que vem dando certo. Convite feito, convite aceito”, declarou o presidente, Reginaldo Gomes.
Washington Paz iniciou sua trajetória de ritmista na Inocentes da Caprichosos, mas tarde foi diretor de várias agremiações no Grupo de Acesso e Especial, também participou de bandas de sucesso. Na Inocentes por 11 anos comandou a Cadência da Baixada e foi o criador da escolinha de percussão “A procura da cadência perfeita”, que tem formado centenas de artistas.
O mestre estará na próxima quarta-feira, às 19h, na quadra de ensaio da Caçulinha da Baixada, na oficina de ritmistas.
O diretor executivo da Imperatriz Leopoldinense, atual campeã do Grupo Especial, João Drumond, participou do programa “Debate Arquibancada”, da Rádio Arquibancada, na noite da última segunda-feira, e em um dos questionamentos enalteceu o trabalho do carnavalesco Leandro Vieira.
“O Leandro não é só carnavalesco da Imperatriz. Ele pensa o futuro da Imperatriz, alinhado ao trabalho que ele desempenha. Quando ele pensa em trazer um enredo alegre, leve e bem-humorado como foi em 2023, essa conjuntura leva as pessoas a serem felizes vendo a Imperatriz desfilar. Esse ano é a mesma coisa. É um enredo totalmente leve e descontraído. Fala sobre o sentimento das pessoas. Contribui muito até para quem não é Imperatriz e olha com olhos diferentes de como enxergava no passado”, afirmou João.
O dirigente da Imperatriz respondeu também sobre o processo de trabalho da Verde e Branco que culminou com o título em 2023.
“A gente montou uma equipe para ser campeã, lógico que capiteneada pelo Leandro Vieira. Tínhamos também o Pitty, o Phelipe Lemos, o Marcelo Missailidis, com a mudança na direção de carnaval e harmonia, a peça-chave na engrenagem, como o Roni (Jorge, diretor de barracão), que sabe muito de carnaval. Com essa estrutura montada, a vontade dessas pessoas e a comunidade entalada na garganta com o décimo lugar de 2022, deu no que deu, disputamos ponto a ponto e nos saímos melhor. A gente sabia que tinha muita condição de ser campeã e aconteceu”.
Após ser coroado Rei do Carnaval da Suíça e passar uma temporada ministrando workshops de samba em países como França, Dinamarca, Suécia, Suíça e Estados Unidos, o coreógrafo Carlinhos Salgueiro volta ao Brasil para começar um curso exclusivo de samba no pé online.
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“Voltei das minhas viagens internacionais com o desejo de levar minha arte a mais pessoas que querem aprender a sambar. Acredito que com dedicação e esforço todos podem se desenvolver”, comentou o artista.
O coreógrafo, que foi responsável durante 5 anos pelas coreografias do concurso de Rei e Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro, além de produzir um espetáculo diferente semanalmente na quadra do Salgueiro com seus passistas, se orgulha de ter dado aula para várias famosas e principalmente para meninas de comunidade que hoje fazem sucesso no carnaval, como a cantora Rebecca, Mayara Lima, rainha de bateria do Paraíso do Tuiuti e Bellinha Delfim, musa da Viradouro.
“Sempre sonhei em fazer nossas crias do carnaval reconhecidas e hoje vejo muitas dessas meninas que começaram comigo, conquistando seus espaços, levando a arte do samba para o mundo, inclusive pra fora do meio do carnaval”, comemora o dançarino.
A vasta experiência no carnaval levou Carlinhos a desenvolver o método de ensino Samba Diva, que além de lapidar os movimentos da dança, corrige postura e treina o caminhar, além da presença de palco das alunas, de modo que se destacam tal como uma verdadeira diva.
Com equipamentos modernos que dão maior qualidade ao curso, as aulas acontecem virtualmente todas as terças e quintas, às 19h, e maiores informações e inscrição podem ser feitas pelo 21 96402-0054 (whatsapp) ou pelo Instagram: https://instagram.com/carlinhossalgueiro_oficial
De volta ao Tuiuti depois de passagens por Mocidade Independente e Unidos da Tijuca, o carnavalesco Jack Vasconcellos, vice-campeão com a escola em 2018, comentou o processo de trabalho a partir de um samba produzido sem disputa.
“Acho que facilita no sentido de que a gente tem acesso a letra mais cedo. Então, alguma coisa do projeto em termos de visual, a gente tem tempo de adaptar ou tem tempo de fazer alguma coisa que encaixe com a letra caso apareça algum gancho bacana. Então, ter um intimidade maior com a letra antes é bem bacana. Ela não vai e volta muito quanto as pessoas pensam porque eu também não gosto de ter uma interferência muito grande na liberdade do compositor. Meu papel é tentar deixá-lo no norte que a gente vai seguir em termos de narrativa de enredo mesmo. Eu procuro não interferir”.
Jack também comentou sobre como pretende realizar o desenvolvimento do carnaval 2024 e se há alguma semelhança com o processo de 2018.
Jack com o filho do homenageado João Cândido. Fotos: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
“É um desfile em homenagem a um grande herói brasileiro. E o desfile foi montado e está sempre sendo pensado pra gente saudar essa figura histórica brasileira. O que não pode faltar é uma ‘intimidade emocionada’, se você consegue me enteder. É uma homenagem feita de coração, não só uma observação de um fato histórico. Há uma intimidade, um nivelamento em relação ao João Cândido, porque ele representa o povo brasileiro. É uma coisa de espelho. O ano de 2018 é engraçado porque foi uma resposta que a gente teve de público que a gente não contava de início. Acho que o povo percebe quando a coisa é feita de coração. Não tem nenhum outro intuito por baixo. A gente fez realmente aquilo que a gente queria muito, e era de verdade. Se tem alguma semelhança com 2018, é isso. É um enredo feito com muita verdade e vontade, e a gente quer muito falar de João Cândido, sobretudo por esse momento que o Brasil está atravessando”.
Sobre o primeiro contato com a obra, Jack revelou que o samba mexeu com o artista desde o início. “Fiquei emocionado e isso é bom (risos). É legal, porque logo em uma primeira audição, o samba já falar com você , é muito legal, me tocou muito. Ele cumpre a função de explicar o enredo, é poético, é de fácil entendimento, vai ajudar muito para explicar a parte visual”.
Adalberto Cândido, filho caçula de João Cândido, esteve presente na quadra e falou com o site CARNAVALESCO. “É uma satisfação muito grande para mim, para a minha família, para todos os admiradores do meu pai, por ele ser reconhecido e já pelo povo. Meu pai é um herói popular. É bom ele ser reconhecido pelo povo brasileiro. E no desfile, a emoção vai vir na hora, na hora que entrar no sambódromo, não é para qualquer. Se Deus quiser estarei desfilando com minha família e amigos”.
O sambista paulistano acaba de se despedir de uma grande safra. Na noite deste domingo, o Acadêmicos do Tucuruvi escolheu o samba-enredo que irá embalar o desfile em 2024. A disputa contou com quatro obras concorrentes (03, 07,11 e 16). Houve muita festa, discursos do representante de Ifá, que é o tema da escola e apresentação do pavilhão do enredo que foi entregue pelo presidente Jammil. Entretanto, o marco da final foi a forte presença das torcidas nas quatro obras. Todas fizeram valer o nível que os compositores colocaram no papel, especialmente a vencedora, onde executaram uma apresentação impecável. Embalados pelo intérprete Igor Sorriso, a parceria 3 cantou forte e, nitidamente, a maioria da comunidade da Cantareira estava fechada com o grupo. Os compositores são: Macaco Branco, Carlos Bebeto, Djalma Santos, Chiquinho Gomes, Dr. Marcello Medeiros e Denis Moraes.
Palavra do compositor
Macaco Branco é conhecido como mestre de bateria na Unidos de Vila Isabel, mas ocupando a função de compositor, deu um show e venceu no Tucuruvi. De acordo com o próprio, quando viu a oportunidade de falar de Ifá, procurou se envolver rapidamente. “Eu estava há um tempo sem concorrer samba, porque estou na vida de mestre e produtor musical. Eu toco com alguns artistas e é meio difícil para ficar conciliando. Quando eu vi o enredo sobre o Ifá, que eu sou apaixonado e em uma escola no qual eu tenho um carinho imenso, eu não pensei duas vezes. Eu liguei para os meus parceiros e disse para gente fazer, independente do que seja. Graças a Deus a gente fez com muito carinho, foi uma disputa muito boa, tinha excelentes sambas e graças a Deus o nosso samba saiu campeão. Se Deus quiser vai ajudar bastante o Tucuruvi a ser campeão do carnaval”, disse.
O compositor falou sobre a ligação com Carlos Bebeto, parceiro paulistano que estão juntos há algum tempo em parcerias. “O Bebeto mora no Rio é professor e mora no Rio há oito anos, mas ele está todo final de semana em São Paulo. Está todo final de semana aqui. Ele é meu parceiro, já fomos tricampeões na Curicica. Daí nos juntamos para destrinchar o samba e definir o caminho de melodia que a gente iria seguir. Depois fizemos duas reuniões e nasceu o samba de todo amor, carinho, gratidão e respeito que eu tenho por ifá”, acrescentou.
O vencedor da obra também comentou de a comunidade ter cantado forte na apresentação. “Quando vem do coração é mais bonito. A gente não fez com a pretensão de ser o melhor do Carnaval, mas sim de ser a melhor e maior homenagem para Ifá”, finalizou.
Papel de um intérprete
Para Hudson Luiz, novo intérprete oficial da agremiação, o samba escolhido mexe bastante com o emocional e espiritual, além de ter sido muito democrático o processo de votação. A decisão da comunidade foi importante para tornar tal parceria vencedora. “Primeiramente eu queria agradecer todos os compositores. Foram sambas maravilhosos e a gente teve um trabalho árduo, porque é difícil escolher apenas um entre tantos bons. Esse samba mexeu muito com o sentimento dos nossos diretores e alas. Em seguida a gente só teve a confirmação espiritual e graças a Deus foi escolhido. Temos que deixar bem claro que não foi uma decisão de apenas uma pessoa. Foi a escola que escolheu. Na sexta-feira nós fizemos uma apresentação e eu pude cantar os sambas e pudemos ver o que a comunidade queria. Eu me sinto honrado por poder cantar esse samba. Vai empurrar o Tucuruvi para esse sonho de conquistar o título do Carnaval paulistano de 2024. Deixo aqui minha gratidão ao Rodrigo Delduque por dar essa oportunidade de eu ser a voz oficial dessa escola”, declarou.
Uma pergunta que deve ser corriqueira é sobre a questão da relação do samba vencedor com a elaboração do novo critério de julgamento, onde o carro de som será julgado. Porém, o cantor declarou que é uma coisa normal, visto que ele é oriundo do Carnaval do Rio de Janeiro e já acontece isso. “Não é uma coisa que me assusta. Eu venho do Carnaval do Rio de Janeiro e isso é feito há muitos anos. Não é uma novidade para mim. Mas eu acho maravilhoso esse julgamento para o time musical, afinal nós trabalhamos muito durante meses junto a todos os quesitos que levam nota. Acho que essa mudança vai fazer valer um pouco mais da representatividade da ala musical no Carnaval. Eu fico muito feliz de estar presente no primeiro Carnaval de São Paulo onde o carro de som será julgado”, completou.
Bateria com paciência
O diretor de bateria, mestre Serginho, comentou sobre a final e disse estar satisfeito com esse sistema de escolha. “Cinco anos que não fazia nada. Eram cinco para mais. A última vez foi em 2017, de verdade, para geral, da própria equipe que está na escola é a primeira eliminatória. Time de palco, bateria, próprio casal que não era o mesmo, direção de harmonia. A partir do momento que você abre a disputa são novos elementos que irão chegar. Não é mais a história do samba fechado. Vários sambas que tinham, podia levar, ser campeão. E é você olhar, e falar ‘esse samba aqui tivesse feito uma parada fechada, ele ganharia’. E se tivessem feito mesmo esquema, tinham vários sambas que era a cara de que fosse fechado, tranquilo, samba bom. Mas o samba que foi escolhido, foge um pouquinho de tudo isso. É um samba que vai dar mais trabalho para todo mundo, direção de harmonia vai ficar maluca, vai ter que ensaiar sem parar, vai ter dias específicos. Para nós da bateria o mesmo esquema, vamos virar a chavinha. Tem algumas coisas que já trabalhamos ultimamente, mas tem outras que vamos ter que trabalhar em cima do enredo. Para nós, a bateria reduzida, para pelo menos escutar o samba, recebe intérpretes novos na escola, tem cara que nunca veio. A parceria que ganhou é totalmente carioca, jamais pensaram que chegariam aqui e iriam ganhar em um samba de ‘Ifá’”, afirmou.
Para o músico, o samba vencedor era o preferido dele, mas perguntado sobre ritmo e bossas, ponderou que é preciso trabalhar com calma, apesar de já ter pensado em algumas situações. “Já tinha meu votinho lá em cima né? Sempre tem, eu sei que tem um peso, pode ser que tenha (um peso dois). Mas eu falei para eles na reunião que tivemos na quinta-feira, falei: ‘vamos escolher o samba, depois vamos fazer tudo com muita calma. Acho que precisa ter tudo pensado, um enredo diferente, intérprete diferente, então a bateria tem que fazer um tratamento diferente. Até conversei com direção de harmonia, não vamos colocar para frente não. Falaram ‘po, mas de manhã e tals’, falei para vermos. Mas em questão de bossa tem umas loucuras aí, mas precisa ir na calma, tudo tem que ser pensado, a partir de terça-feira, amanhã não quero saber disso, é dia de ficar de boa, entrega na mão do pessoal do tamborim, chocalho, e depois que fizerem tudo. Claro que vai ter uma bossa da nota, que o povo fala, uma de efeito e uma de enredo, isso é óbvio. Tem uma loucura aí, não sei se a direção vai aprovar, mas daqui até lá, vamos entrar na mente, mas tem um baratinho que certeza se aprovarem, a Tucuruvi vai falar bastante”, declarou.
Preparação do bailado
O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Luan Caliel e Waleska Gomes, ficou bastante feliz com a escolha do samba-enredo. Para a dançarina, a final mexe muito com o emocional dela, pois lembra todo o ciclo antigo e o que está por vir. “Eu gostei muito. É muito difícil a gente ser quesito porque tem que ficar em cima do muro. Nós temos muitos amigos compositores. Mas durante as reuniões da semana conversando com a nossa diretoria, deu para ver que a escola abraçou e a gente ficou muito feliz. Eu acredito que a final de samba-enredo é o começo de uma nova história minha e do Luan. É uma noite especial, fico bem emotiva, lembro tudo do que a gente passou e zerou. Estamos preparados para dar prosseguimento ao Carnaval 2024”, comentou a porta-bandeira.
“Quando eu ouvi esse samba já me identifiquei muito. Eu acho que é diferente do que a escola vem apresentando nos últimos anos. É uma pegada do Rio de Janeiro, foi o Macaco Branco que fez. Agora é uma nova história tanto para o Tucuruvi quanto para nós. Uma nova página que, se Deus quiser, vamos trazer esse título”, declarou o mestre-sala.
Sempre quando um samba é escolhido, imagina-se que um casal começa a se preparar ainda mais dentro da melodia que ele proporciona, mas o ritmo de Luan e Waleska é diferente. De acordo com a porta-bandeira, tudo está pronto, pois o julgamento de São Paulo não exige a participação da obra dentro do bailado. “Vou falar que está tudo pronto antes do samba. Nosso julgamento aqui não é igual no Rio que exige que seja em cima do samba. Se tiver mudo, a gente vai cumprir com o que o manual pede, mas o que é gostoso agora é que dá para gente brincar os meio-tempo de cabine, tipo monumental, arquibancada e podemos criar coisa para respiro”, explicou.
“Aqui é bem difícil fazer essa entrada porque envolve vários fatores, vários quesitos. A gente começa a fazer nossa coreografia um pouco antes e encaixa dentro do nosso circuito. Esse ano temos uma coreografia dentro do samba e vamos ver se o pessoal vai gostar”, finalizou o mestre-sala.
Samba de forte energia
Um dos carnavalescos da escola, Yago Duarte, elogiou os sambas que estavam na final e disse que todos cumpriam o que o enredo pedia e estava dentro da sinopse e, para o artista, a obra campeã traz a melhor energia possível para a agremiação. “Os finalistas passavam bem o que estava dentro da sinopse. Eram sambas fortes, muito bons e a gente fica honrado em ter parceria renomadas aqui no Tucuruvi. Realmente falar de ifá e ter essa sensibilidade de estudar a sinopse e conseguir passar uma mensagem de verdade é impagável para gente. Sobre o samba que venceu, ele traz uma energia diferente. Desde o início, quando chegou esse tema, a gente sempre falou muito de energia, ancestralidade, matriz africana, energias de Exu, do oráculo ofá e Orunmilá. Tenho certeza que a comunidade ficou muito feliz. Nós vimos a resposta na hora do anúncio. É um samba que fala muito bem de Exú e Orumilá, sobre a luta do racismo religioso. Estou muito feliz e acho que a escola acertou mais uma vez. Vamos seguir com muito foco e agora é dar início aos ensaios”, comentou.
Liderança seguindo outro caminho
O vice-presidente e diretor de carnaval, Rodrigo Delduque, falou sobre a dificuldade de chegar a um resultado final e a volta das eliminatórias na agremiação. Segundo Delduque, a diretoria teve papel fundamental para que a disputa fosse acirrada. “Foi uma missão difícil, porque tivemos 16 obras totalmente dentro do que os nossos carnavalescos haviam pedido. Então fomos eliminando ponto a ponto até chegar no samba escolhido desta noite. Eu gostaria de parabenizar todas as parcerias que se dedicaram. Eu cresci no Tucuruvi vivendo um ar de discórdia. Era sempre gosto pessoal e nós quando decidimos fazer essa disputa de samba-enredo, pontuamos que seria tudo em prol do pavilhão. Graças a Deus toda a direção e parte técnica contribuíram para que fosse uma disputa árdua, difícil, mas satisfatória”, explicou.
É um samba que trabalha com muitas palavras no dialeto africano. Devido a isso, muitas pessoas automaticamente associam a dificuldade e a dúvida se a comunidade vai cantar de forma satisfatória. Para Rodrigo, esse desafio é o que o Tucuruvi busca no momento. “O que eu mais escutei é que era um samba bem difícil, mas o que eu mais bati perante a comunidade e ao presidente, é que justamente o difícil é que nós buscamos. A gente busca sair dessa zona de conforto, daquela característica do que é o Tucuruvi e seguir uma linha diferente”, opinou.
“Ifá” é o enredo do Acadêmicos do Tucuruvi para 2024, fechando o Grupo Especial do Carnaval paulistano. Veja abaixo mais fotos da final.
O diretor da ala de passistas, Alex Coutinho, e a rainha de bateria, Mayara Lima, ambos do Paraíso do Tuiuti, assumiram neste ano os postos de coreógrafos do concurso para a Corte do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. A dupla é responsável por elaborar toda a parte artística da apresentação das candidatas nas cinco etapas do processo de escolha da Rainha e das duas Princesas da folia carioca. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Alex e Mayara falaram sobre o convite da Riotur, além da importância do trabalho realizado pelos dois junto às competidoras.
Fotos de Alexandre Macieira/Riotur
“Tanto eu quanto a Mayara ficamos surpresos quando recebemos a ligação, a mensagem da Riotur, nos convidando para fazer parte desse novo formato do concurso para eleger a Rainha do Carnaval de 2024. E para nós está sendo um prazer estar aqui, porque é uma valorização para o seguimento de ala de passistas, um seguimento que nós conhecemos muito de perto, principalmente porque é dentro das escolas, é perto do passista, que o samba traz a sua verdade”, afirmou Alex Coutinho.
“É incrível estar em um projeto assim. Ao longo da minha vida, eu fui passista, musa, princesa e hoje sou rainha de bateria, mas sempre levo o nome da classe passista junto. É de onde eu vim e o que eu mais sinto orgulho é poder carregar isso comigo. Então, onde eu estiver, onde eu puder, eu vou falar sobre a classe passista, uma classe linda, incrível, que eu fico muito feliz e satisfeita de fazer parte. Se eu não fosse passista, se eu não passasse por esse processo, não seria quem eu sou hoje. É muito do meu agrado ver o que a Riotur está realizando neste concurso, dando voz para tantas meninas de comunidade. A gente está aqui para ajudar, ter essa empatia, essa troca, esse acolhimento com elas e eu estou muito feliz de estar junto com o Alex nessa missão”, disse Mayara Lima.
Para eleger a Corte do Carnaval do Rio de 2024, a Riotur adotou um novo modelo de disputa, em que cada escola de samba e bloco carnavalesco pode indicar uma representante. Ao todo, mais de 100 mulheres se inscreveram e participaram da primeira eliminatória do concurso, realizada entre os dias 01º e 04 de agosto.
As 64 classificadas irão seguir, agora, para uma segunda etapa, em que elas foram separada em dois grupos com 32 duas participantes. Nesta fase, apenas 40 delas irão para a terceira fase, que ocorre em um único dia. Na sequência, as 20 melhores disputam a semifinal e apenas dez vão para a grande final. A vencedora fatura R$ 45.500, enquanto as princesas eleitas recebem R$ 32.500 cada. Ao comentar sobre este formato, Alex Coutinho e Mayara Lima elogiaram a maior representatividade dele.
“Essas passistas nunca teriam voz se a Riotur não tivesse dado esse pontapé inicial, feito essa democratização, até porque muitas não acreditam nelas. A coroa real sempre esteve muito distante, se tratava apenas de um sonho. Normalmente, para uma menina ser Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro, que é o maior espetáculo da Terra, ela se prepara por meses, anos. Quando tem a escola de samba envolvida, se escolhe uma pessoa que está pronta e que, às vezes, a própria menina não acredita no seu potencial. Então, isso é muito importante até mesmo pra estimular, para fazer com que ela acredite nela mesma. Esse novo modelo é um sucesso total e só tenho a parabenizar a Riotur e a Prefeitura do Rio de Janeiro”, enalteceu Alex.
“É uma responsabilidade e a gente está fazendo um trabalho de empatia. É um ajudando o outro. A gente ajudando elas a se apresentarem, dando toques, e elas ajudando a gente na hora da coreografia, de representar o nosso trabalho para o público. Estamos fazendo tudo da melhor forma possível, sempre nessa troca muito grande. Queremos auxiliar, sem diferenciar uma candidata da outra, porque aqui todos estão em prol de algo maior. Pela gente, se pudesse ganhar todas, a gente botava a coroa na cabeça de cada uma. Então, a gente vai fazer isso de uma forma igual para todo mundo. Nosso trabalho aqui é coreografar, é mostrar um trabalho conjunto, uma coisa limpa para o público em relação à coreografia, mas a gente não deixa de pegar essa parte individual. É aí que vemos o potencial delas, de como elas se prepararam, se estudaram, se sabem o que vão falar e apresentar no palco”, destacou Mayara.
Alex Coutinho ainda acrescentou que a dupla aprende muito com as candidatas e o retorno que elas dão se reflete no trabalho dos dois. “O feedback que elas dão é muito importante. Às vezes, elas por só verem a gente em uma rede social, elas julgam a gente ou acham que nós somos de uma certa forma, mas quando chega aqui e veem o tratamento que damos, percebem essa diferença. Acho isso muito importante, principalmente porque nós sabemos que nem todos tiveram a mesma preparação”, ressaltou.
“Não queremos que alguma menina, no próximo ano, desista de representar a escola de samba dela por conta de uma resultado ruim. Queremos que ela entenda que esse ano aqui é uma experiência, para que no futuro ela possa vir mais forte. Não podemos deixar que elas vejam esse palco como uma distância, mas sim que se sintam cada vez mais confortáveis para que a nossa bandeira do passista, do samba no pé, do sambista, da musa, da rainha, cada vez seja mais levantada, mais alto e mais alto, para que possamos tomar o nosso lugar que é de direito”, complementou o passista.
Biquíni padronizado
Também na conversa com o site CARNAVALESCO, Mayara Lima e Alex Coutinho comentaram a decisão da Riotur em determinar o uso de um biquíni padronizado nessa primeira fase eliminatória do concurso. Na visão da dupla, trata-se de mais uma medida para colocar de igual a igual cada candidata presente na disputa.
“Essa questão do biquíni é válida para não existir indiferenças. O padrão tem que ser seguido para a coreografia, para a apresentação individual e assim também para a roupa. Deixa mais para frente essa exibição de cada uma com suas roupas. As exclusivas só na final, só as dez garotas que chegarem lá. Então, essa padronização é super importante para tornar mais igualitária a competição”, elogiou Mayara.
“Como diretor da ala de passistas da Paraíso do Tuiuti, eu sempre cobrei muito isso, que as passistas usem uma mesma roupa em uma apresentação. É muito deselegante, muito desnecessário, até constrangedor, quando uma passista tem um dinheiro e a outra não e quando você coloca elas no mesmo palco com figurinos distintos. Acaba ressaltando mais a roupa do que propriamente o samba no pé. É essa diferença que a Riotur combate quando estabelece uma padronização”, pontuou Alex.
Escolha do Rei Momo
E a partir da fase semifinal do concurso para Rainha do Carnaval, terá início a disputa entre os postulantes a Rei Momo para definir qual deles assumirá o cargo. O vencedor, além da faixa e da coroa, levará um prêmio de R$45.500. Durante a entrevista ao site CARNAVALESCO, Alex Coutinho relatou o que diferencia o trabalho que ele e Mayara irão desenvolver para esses candidatos, em comparação ao que estão realizados com as mulheres.
“Eu acho que a principal diferença é manter a figura masculina, manter a essência dos antecessores no posto. A Corte do Carnaval do Rio de Janeiro, principalmente a questão do Rei Momo, sempre foi muito bem representada. Não só na fala, mas no samba no pé, na empatia. Os Reis Momos sempre foram muito acessíveis, eles estudam muito. O masculino ainda é um pouquinho mais diferente do feminino. O feminino ela ainda consegue trabalhar mais o corpo, trabalhar o samba no pé, trabalhar o visual de uma fantasia. Já o Rei Momo, ele está contido exatamente na fala, na essência e na vivência dele. É isso que faz virar um novo Rei Momo. A vivência dele, a fala dele, o entendimento do Carnaval, seja o de bloco, o da Intendente Magalhães ou o da Marquês de Sapucaí. Eu acho que é essa diferença que os candidatos devem ter. Não é biotipo físico e sim o entendimento do que é ser Rei Momo. Por que que ele quer ser o Rei Momo? Quer ser por que se vê na figura ou por querer aparecer? Qual é a diferença? Então, eu acho que é esse o entendimento que os meninos que estão vindo tem que ter. Para você ser Rei Momo não é para você aparecer, pegar uma coroa e sambar na Avenida. Você vai estar representando uma legião de pessoas. Você pega a chave da mão do prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Isso é muito importante. É ancestralidade, é respeito, é entendimento de um cargo”, analisou Alex.
Berço do samba no pé
A dupla de coreógrafos, mais do que estarem na Paraíso do Tuiuti, possuem uma longa história e uma forte identificação com a escola. A trajetória de Alex Coutinho na agremiação começou ainda adolescente, no Carnaval de 2003, onde desfilou pela primeira vez e já como passista. Ao longo dos anos, adquiriu experiência até se tornar diretor da ala e ter o trabalho realizado nela reconhecido com diversos prêmios. Para Alex, ele assumir a parte artística de um evento como concurso da Corte do Carnaval do Rio é mais um fruto dessa valorização.
“É o reflexo de uma consagração. Quando a gente trabalha com samba no pé, a gente não consegue muitas vezes fazer uma auto avaliação. E você vê que a Prefeitura do Rio de Janeiro, que toda a organização da Riotur, observou e viu que nós somos capazes disso é uma surpresa para nós, mas ao mesmo tempo é merecimento. Trabalhamos muito para estar aqui e agora é fazer valer a pena o momento”, avaliou.
Já a história Mayara Lima com a Paraíso do Tuiuti começou aos 14 anos, quando passou a frequentar a quadra da escola e ingressou na ala de passistas. Posteriormente, ela virou destaque de chão até chegar ao cargo de princesa de bateria para o Carnaval de 2022. Na ocasião, faltando aproximadamente um mês para o desfile, um vídeo dela dançando de maneira sincronizada com os ritmistas da Super Som viralizou nas redes sociais e alçou Mayara à fama. Diante de diversos apelos, ela foi coroa rainha e fez sua estreia no posto em 2023. É com base nessa trajetória que a beldade garante que o Tuiuti pode ser sim considerado um berço do samba no pé.
“O Tuiuti pode sim receber esse título. Eu sou um exemplo vivo disso. Eu me fiz, cresci dentro do Tuiuti. É a escola que abriu as maiores portas para mim, onde eu tive as maiores oportunidades dentro do Carnaval. Sou rainha de bateria hoje, mas eu cheguei ali como passista do Alex. Fico emocionada toda vez que falo da minha trajetória, porque é realmente incrível que eu vivi. Sempre procuro relembrar tudo que eu passei, até para poder me centralizar e sempre manter o meu pé firme no chão. Mas, realmente, o Tuiuti é uma escola que sempre dá oportunidade para as meninas. A minha cunhada Carol foi rainha, tivemos Pâmela também que foi uma rainha da comunidade, o Tuiuti sempre foi uma escola que, sem exceção, deu oportunidade para as meninas, muito antes mesmo de existir essa mídia social que acrescenta ainda mais nesse processo e impulsiona muitas vezes o crescimento das passistas. Então, digo com orgulho que fui passista, musa, princesa até chegar em rainha de bateria. Ali eu tive a oportunidade e o espaço para poder ser quem eu sou hoje. E também todas as nossas musas são da comunidade. Então, com certeza, o Tuiuti pode sim receber esse título de berço do samba no pé”, defendeu.
Rainhas de comunidade
Além de Mayara, atualmente outras quatro rainhas de bateria do Grupo Especial carioca são originárias das comunidades de suas respectivas escolas. Dessas, Evelyn Bastos, da Estação Primeira de Mangueira, é quem está por mais tempo no cargo, desde o Carnaval de 2014. Já Bianca Monteiro, da Portela, fez sua estreia no posto no desfile de 2017. Já Maria Mariá, da Imperatriz, e Lorena Raíssa, da Beija-Flor, debutaram neste último ano. Diante desse cenário atual, Mayara Lima não esconde o desejo de ver ainda mais crias das agremiações reinando à frente dos ritmistas.
“O meu maior sonho é esse. A gente está construindo isso aos pouquinhos. Já somos quase metade das rainhas do Grupo Especial. Temos a Bianca, que é apresentadora aqui do concurso, a Evelyn e a Raissa de Oliveira que construíram um legado incrível. Eu cheguei pra somar. Agora chegou também Maria Mariá, Lorena Raíssa, e a gente está mudando esse cenário aos poucos. Como tudo no Carnaval, nada acontece de uma hora pra outra, eu acho que essa questão das rainhas de bateria é uma coisa que um dia eu espero que aconteça de todas serem meninas da comunidade”, relatou Mayara.