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Rosa Magalhães e Haroldo Costa são reverenciados durante oitava edição do Baile Glam

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A quadra da Unidos de Vila Isabel recebeu, no último domingo, a oitava edição do Baile Glam, evento que reúne os principais destaques de luxo do Carnaval que abrilhantam do alto dos carros alegóricos os desfiles na Marquês de Sapucaí. Além dos tradicionais personagens, a festa neste ano contou as presenças ilustres da carnavalesca Rosa Magalhães e do ator, diretor e escritor Haroldo Costa, que foram coroados como a rainha e o rei do baile, além de terem tido as suas trajetórias na folia homenageadas.

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Fotos de Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

“A escolha dos homenageados ocorreu porque eu achava que era importante tocar no tema do etarismo, promover esse debate. A ideia era dizer para as pessoas: ‘Olha que gente importante culturalmente, que gente bacana’. Então, nada melhor que fazer isso com Rosa Magalhães e Haroldo Costa. E foi incrível eles terem vindo, pois o que fizemos foi um tributo a quem deu a sua vida pelo Carnaval”, explicou Milton Cunha, idealizador e diretor artístico do Baile Glam, em entrevista ao site CARNAVALESCO.

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Durante o evento, Haroldo Costa recebeu a faixa de rei do Baile Glam das mãos do presidente do Acadêmicos do Salgueiro, André Vaz. Já Rosa Magalhães teve a honraria entregue pela cantora Teresa Cristina, que havia sido coroada rainha na edição do ano anterior. Após a solenidade, os dois conversaram com a reportagem do site CARNAVALESCO e falaram sobre a homenagem.

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“Antes de mais nada, é uma distinção do meu amigo Milton Cunha. Eu sou um carnavalesco em tempo integral, de maneira que receber essa homenagem é algo que muito me satisfaz. Estou no meu ambiente, gosto de Carnaval, amo essa cultura. Não é só uma coisa profissional, é uma vocação do bom-humor, da festividade carioca, da diversificação que o Carnaval representa. Então, uma festa como essa devia ter pelo menos uma vez por semana”, refletiu Haroldo Costa.

“Fiquei muito contente em ser coroada. Acho que é um exagero do Milton, mas mesmo assim agradeço muito a homenagem. Falar dele é até difícil, é meu vizinho, meu amigo e agora meu comparsa nessa armação toda para eu ser rainha do Baile Glam. Adorei”, comentou Rosa Magalhães, de forma sucinta.

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Quem também falou com a reportagem do site CARNAVALESCO foi Teresa Cristina. A artista se demonstrou contente de passar a faixa de rainha para Rosa Magalhães e fez questão de exaltar a importância do Baile Glam para além de uma simples celebração aos destaques de luxo.

“A importância do Baile Glam no Carnaval é imensurável. O samba ainda é um espaço machista, homofóbico, mas que precisa se render ao brilho. Sem esse universo aqui dos destaques não existe Carnaval. E além de dar visibilidade para esses artistas, as pessoas que foram homenageadas também são de suma importância. O Milton Cunha não está de bobeira. Ao mesmo tempo que ele traz um bafo, o brilho, o glamour, ele politiza, coloca agendas e pautas que merecem ser discutidas o ano inteiro. Homenagear Rosa Magalhães, com todos os campeonatos que essa mulher conquistou, não sei se teremos outra com esse currículo, trazer e reverenciar Haroldo Costa… É até difícil de falar. Quando o Milton me avisou que eu iria passar a coroa para Rosa fiquei extremamente emocionada”, disse a sambista.

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Trajetória do baile e homenagem para Iracema Pinto

Com o intuito de resgatar a atmosfera do luxo e do glamour dos antigos concursos de fantasia, o Baile Glam teve a sua primeira edição realizada em fevereiro de 2015. Na ocasião, a festa contava com uma competição, em que as categorias luxo, originalidade e boneca, com desfile de biquíni, eram julgadas e os vencedores levavam prêmios em dinheiro. Ao longo dos anos, o evento deixou de lado o aspecto competitivo e passou por uma série de mudanças, conforme relembrou o idealizador Milton Cunha.

“Há oito anos, nove na verdade, o primeiro Baile Glam foi um fracasso retumbante. Tinha mais gente desfilando do que na plateia, na Mangueira. Então, o fracasso não me imobiliza, ele me dá gás para que eu saiba que uma hora vai pegar. Este ano, quando vi que tinha mil pessoas assistindo, imediatamente pensei: ‘Nossa, que bom que eu insisti’. É uma festa importantíssima, que resgata esse glamour desvairado de gente na passarela e o resultado é lindo, porque vem todo mundo. É as emplumadas, o resgate histórico, as homenagens aos ancestrais, um baile completo. E sempre sonhei em ser um Miele, um Guilherme Araújo ou um Sargentelli. Esse projeto me permiti achar um pouco herdeiro disso tudo, portanto fico orgulhosíssimo”, ponderou.

Uma tradição que segue viva a cada edição do Baile Glam é a escolha de uma personalidade do segmento para dar nome à celebração. Neste ano, a homenageada foi Iracema Pinto, que fez história no Salgueiro. Ela começou na vermelha e branca da Tijuca em 1973, desfilando primeiramente em ala, para depois se tornar destaque e por fim coordenadora. Iracema ocupou o posto até 2019, quando faleceu enquanto estava a caminho da Marquês de Sapucaí.

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“É muita emoção. Graças a minha mãe, eu vivo nesse mundo do Carnaval, de destaque, de brilho, de glamour, desde pequeno. Aprendi muito com ela e não à toa fiquei administrando o grupo de destaques do Salgueiro, acumulando esse posto com as minhas funções na diretoria cultural. Minha mãe era uma pessoa que adorava esse tipo de evento, esse tipo de festa, era alguém muito alegre e eu tenho certeza que onde ela estiver está muito feliz com a homenagem”, assegurou Eduardo Pinto, filho de Iracema, que recebeu no palco do evento a honraria em tributo a mãe dele.

Outra personalidade que compareceu ao baile e participou da homenagem para Iracema Pinto foi a rainha de bateria salgueirense Viviane Araujo. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, a beldade enalteceu o simbolismo de prestar esse tributo justamente em um evento que tem como protagonistas os destaques de luxo.

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“É algo maravilhoso, porque a Iracema era uma pessoa que vivia o Carnaval. Para ela, era uma grande felicidade, um prazer enorme, cuidar de todos os destaques do Salgueiro. Com muito amor, com muito carinho, ela cuidava de todo mundo. E assim, em uma festa dessas, dos destaques, nada mais justo do que homenageá-la. Estamos falando de uma pessoa que se doava totalmente para eles, que fazia o possível e o impossível para que tudo fosse do jeito que eles quisessem, tudo conforme os destaques queriam. Dona Iracema realmente merece todas as homenagens e principalmente em um evento como esse. Afinal, uma das coisas principais que a gente tem no nosso desfile, no nosso Carnaval, são os destaques. Sem eles, como é que ficaria uma alegoria, por exemplo? Os destaques enaltecem, abrilhantam ainda mais o trabalho do carnavalesco dentro de uma. E faltando ainda seis meses para o Carnaval, ter uma festa que permite a gente estar celebrando esses artistas, além de estar vivendo, compartilhando, essa alegria, essa felicidade, não tem preço. Quem ama Carnaval, sabe o prazer que a gente tem, como é gostoso estar aqui vendo todo mundo fantasiado, todo mundo feliz. É muito bom. Me orgulho muito, estou extremamente feliz de poder estar aqui nessa festa”, afirmou Viviane.

Presenças ilustres e outros tributos

Além das homenagens já citadas, a aderecista do Paraíso do Tuiuti Rejane Barcelos, que ficou conhecida por declamar poesias e roubou a cena ao aparecer no documentário dedicado a Rosa Magalhães, também ganhou uma honraria nesta edição do baile. Ela foi eleita como a Boneca Barracão, título que visa valorizar os artistas dos barracões das escolas de samba.

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“Foi uma surpresa, primeiramente. Não esperava realmente receber esse título e na hora ali no palco passou um filme na minha cabeça. Me lembrei da menina sonhadora que chegou de carona no Rio, sem saber o que esperava, que passou tantas coisas e hoje está sendo homenageada por algo tão importante quanto o barracão. É muito bonito, muito potente. A emoção que tenho é de surpresa, de felicidade, de êxtase. E não estou aqui só por mim, mas pelos meus também. Estou representando toda uma legião de pessoas que dá a vida no barracão de Carnaval e muitas vezes não é reconhecido, é tratado de uma maneira muito equivocada. Não tem o que falar, só agradecer ao Milton e ao Carnaval em geral por tudo que ele me dá”, relatou Rejane Barcelos.

“Ela traz um novo dado para o ‘Boneca Barracão’. É a escritora, a mulher política negra. Já tinha homenageado ao longo das outras edições do baile sete trans, travestis, e aí quando eu vi a Rejane pensei: ‘Nossa, essa é uma nova faceta do barracão’. Por isso, decidi escolhe- lá”, pontuou Milton Cunha.

A oitava edição do Baile Glam reuniu ainda diversas musas, passistas e rainhas de bateria do Grupo Especial e da Série Ouro. Entre os nomes que marcaram presença estiveram Mayara Lima, da Paraíso do Tuiuti; Tati Minerato, da Porto da Pedra; Darlin Ferrattry, do Império Serrano; e Wenny Iza, da Unidos de Bangu. A ex-rainha de bateria da Beija-Flor de Nilópolis Sônia Capeta também esteve entre as figuras ilustres que compareceram ao evento e até mesmo desfilou no palco.

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“É muito bacana essa festa, essa celebração que o Milton Cunha faz para os destaque. Não é qualquer um que consegue desfilar com uma fantasia dessas, mesmo que fosse de graça. São verdadeiros artistas. Então, não só o Milton está de parabéns pela iniciativa, como todo mundo que participou desse evento maravilhoso. E desfilar no palco, ser homenageada também, foi a maior emoção, porque eu não esperava isso tudo. E sempre que me convidarem, vou participar”, declarou Sônia Capeta.

A festa teve também como atrações o tradicional desfile dos destaques de luxo e um show da Vila Isabel, que encerrou a noite. O evento teve apresentação de Milton Cunha, Meime dos Brilhos e Laiza Bastos, além de show musical do Grupo SER (Samba Enredo de Raiz). A oitava edição do Baile Glam teve patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, e apoio da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e da Rio Carnaval.

Fotos dos desfiles dos destaques

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Marco regulatório das bandas e blocos de rua é debatido em audiência pública na Alerj

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A Frente Parlamentar em Defesa do Samba e do Carnaval, lançada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizou na última segunda-feira a primeira audiência pública para discutir o marco regulatório dos blocos e bandas do Carnaval de Rua. A presidente do colegiado, deputada estadual Zeidan (PT), comandou a reunião, que contou ainda com as participações do diretor operacional da Riotur, Luís Gustavo Mostof; do delegado Gabriel Almeida, da Polícia Civil do Rio; e do presidente da Comissão de Estudos e Conflitos Jurídicos do Carnaval da OAB-RJ, André Vasserstein.

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Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

Logo na abertura da audiência, Zeidan argumentou que os blocos não podem ser vistos meramente como atrações turísticas, mas sim como partes de uma cadeia produtiva que proporciona milhares de empregos diretos e indiretos. A deputada também enfatizou que o trabalho da Frente Parlamentar em Defesa do Samba e do Carnaval da Alerj é voltado para as instituições que desfilam em todo o território fluminense.

“O Carnaval de Rua não é uma exclusividade da cidade do Rio de Janeiro, os blocos acontecem por todo o estado. Por isso é que nós vamos discutir com as Câmaras de Vereadores e com as Prefeituras dos mais variados municípios, incluindo da capital fluminense. Nós precisaremos debater esse assunto sim com o prefeito Eduardo Paes. Já estive em um almoço com ele, falei da frente parlamentar e nós ficamos de marcar uma audiência. Porém, pretendo que a gente, em conjunto com os outros deputados que compõem essa frente, consiga avançar no que diz respeito ao marco regulatório, para que possamos estar fazendo essa conversa de fato com a Prefeitura do Rio e com o Governo do Estado”, declarou Zeidan.

Já o diretor de operações da Riotur, Luís Gustavo Mostof, destacou os preparativos que o órgão vem realizando para o Carnaval de Rua de 2024. Ele ressaltou que as inscrições para blocos se apresentarem já foram encerradas e que a liberação das autorizações preliminares ocorrerá no início do próximo mês.

“Já no início de setembro, a partir do dia 05, a Riotur começa a emitir as autorizações preliminares, que são todos os órgãos da Prefeitura reunidos em uma única autorização. Essa medida foi um facilitador que a Riotur vem fazendo ao longo dos últimos anos. Neste momento, a gente tem o planejamento antecipado, nós já fizemos algumas baterias de reuniões com os blocos, fizemos inclusive na Câmara de Vereadores algumas audiências públicas também com a frente lá de Carnaval, e estamos nesse prazo finalizando o período preliminar que envolve todas as autorizações dos órgãos da Prefeitura do Rio. Isso inclui, por exemplo, a Secretaria Municipal de Ordem Pública, a Comlurb, a Riotur, enfim. Somente depois dessa autorização preliminar é que os blocos e as bandas passam a buscar as autorizações do Governo do Estado, que incluem Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros”, relatou Mostof.

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Ao falar na audiência, André Vasserstein defendeu a criação de uma regulamentação específica para os blocos de rua. O presidente da Comissão de Estudos e Conflitos Jurídicos do Carnaval da OAB-RJ lembrou da lei conhecida como marco regulatório das organizações da sociedade civil, que constituiu um novo regime jurídico para as parcerias entre administração pública e entidades, que trouxeram contribuições importantes para esses grupos.

“Hoje, a gente tem essa lei que dá uma segurança jurídica para as ligas e para as bandas. Ela define o que tem que ser colocado dentro do estatuto dos blocos, estabelece quais são os passos que precisam ser dados dentro das entidades, a prestação de contas, a obrigatoriedade de eleições transparentes e limpas… É um processo realmente democrático. Por exemplo, eu sou o vice-presidente jurídico da Mangueira também, estou dentro de uma escola de samba e trato dessa parte. A gente às vezes pensa que um contador é muito importante, mas o jurídico também é. Isso vai definir como as entidades vão caminhar. Então, fizemos agora na Mangueira, há um mês e meio, uma alteração estatutária em que nós colocamos diversas atividades dentro do estatuto para poder participar de editais do Brasil inteiro. Inclusive se houver internacionais, a Mangueira hoje está preparada para participar. E nessa lei de 2014 também tem a questão do fomento. Ela disciplina essa parte de captar dinheiro, portanto é fundamental os blocos e as bandas estarem atualizados e terem conhecimento do decreto lei. Por isso que a OAB está presente, justamente pra dar um auxílio”, garantiu.

Além dos membros da frente parlamentar e dos convidados, os representantes das entidades carnavalescas presentes na audiência puderam apresentar suas demandas e sugestões. Entre os principais tópicos estiveram o desenvolvimento de editais e de outras políticas públicas voltadas especificamente para os blocos e bandas; a desburocratização do processo para liberação dos desfiles; assim como a criação de um regramento diferenciado para essas instituições, condizentes com a realidade de cada manifestação.

Após ouvir os representantes, o delegado Gabriel Almeida pontuou ser importante a existência de normativas que incidam sobre o Carnaval de Rua para garantir a ordem pública e a segurança. No entanto, ele concordou que essa regulamentação não pode engessar as atividades de blocos e de bandas.

“A forma não tem que prevalecer sobre o conteúdo. A formalidade não deve ser tanta que inviabilize o evento. Porém, é indispensável ter regras mínimas. Afinal, para os blocos e para as bandas também é interesse que a coisa não vire bagunça. Todo mundo quer que tenha uma organização, uma urbanidade, para justamente evitar que daqui a pouco a coisa saia do controle e uma tragédia aconteça. Então, as regras elas existem para darem segurança, mas também elas não podem ser vistas de maneira impeditiva ao evento. Isso tudo tem que ser discutido”, ponderou.

A próxima audiência pública do Carnaval está marcada para o dia 25 de setembro na Cidade do Samba, localizada na Gamboa, na Zona Portuária do Rio. Também está agendado um encontro em 30 de outubro para debater as rodas de samba no Museu do Catete, no bairro de mesmo nome, na Zona Sul da capital.

Gravação dos sambas para o Carnaval do Grupo Especial será na Cidades das Artes e com arranjos feitos por cada escola

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Depois do sucesso dos álbuns lançados na temporada de 2023 no streaming, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) já prepara uma grande novidade para a versão com os sambas-enredo de 2024. Em iniciativa inédita, o disco será gravado na sala de orquestra da Cidade das Artes, em um formato que contará também com captação audiovisual.

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Foto: Vitor Melo/Divulgação Liesa

“Esse será um produto diferente, onde traremos ainda mais emoção para um álbum que tradicionalmente é feito no estúdio. Com a grande safra de sambas que está chegando, essa nova concepção tem tudo para ser um grande sucesso”, destacou o vice-presidente da Liesa e presidente da Edimusa, Helio Motta.

O álbum será gravado novamente pela Edimusa, a editora musical da Liesa. Dessa vez, as agremiações terão a liberdade de criar o próprio arranjo de sua faixa, que será aprovada pela produção, liderada pelo produtor Alceu Maia.

A previsão é que as gravações sejam realizadas no mês de outubro e o produto final seja lançado a partir de novembro.

Beija-Flor informa que Ludmilla não integrará o carro de som para o Carnaval 2024

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A Beija-Flor informou nesta segunda-feira que a cantor Ludmilla não vai integrar o carro de som da escola no Carnaval 2024. Segundo a escola, a “A decisão foi tomada por ambas as partes em função de outros compromissos profissionais que a artista terá no mesmo período que envolveria a preparação para o desfile”. A informação foi divulgada primeiro pelo site Splash, do portal UOL. Veja abaixo a nota da Beija-Flor.

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

A Beija-Flor de Nilópolis informa que a cantora Ludmilla não integrará o time de intérpretes da escola no Carnaval 2024. A decisão foi tomada por ambas as partes em função de outros compromissos profissionais que a artista terá no mesmo período que envolveria a preparação para o desfile. A agremiação agradece pela parceria executada com bastante competência e dedicação durante o último ano com Neguinho da Beija-Flor, que segue na liderança do carro de som nilopolitano.

A Beija-Flor deseja sucesso nos projetos de Ludmilla e deixa as portas abertas para sempre receber a artista durante os eventos, seja na quadra, na comunidade ou na Sapucaí. Em 2024, a agremiação será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, com o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”.

Marcelinho Calil celebra safra da Viradouro: ‘É a melhor da nossa gestão’

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Ex-presidente e agora diretor executivo da Viradouro, Marcelinho Calil celebra a safra de sambas-enredo da escola para o Carnaval 2024. A final acontece no dia 30 de setembro e até lá o clima é de muita alegria com o conjunto de obras da agremiação do Barreto, em Niterói. * OUÇA AQUI OS SAMBAS DA VIRADOURO

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Fotos: Rafael Arantes/Divulgação Viradouro

“É a melhor safra da nossa gestão. O conjunto é o fator principal para isso. O enredo afro, aguerrido, favorece melodias e sambas mais vibrantes. Para o Carnaval 2023, tivemos uma grande final. Esse ano gira em torno de uma energia. O enredo contribui muito para essa qualidade”, disse.

A Viradouro, que fechará os desfiles do Grupo Especial em 2024, levará para a Avenida o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre a energia do culto ao vodum serpente, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcisio Zanon. Calil citou a condução do processo de elaboração dos sambas, principalmente, com a criação de audições fechadas no barracão, como fundamental para a qualidade das obras.

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“Fizemos o primeiro ano com audição no barracão. Foi bem livre. Algumas parcerias trouxeram uma coisa mais técnica, como violão, cavaquinho e percussão e outras com uma corda. Foi mais produtivo. Uma ideia do Alex Fab (diretor de carnaval). Foi um tira-dúvida eficiente. Extremamente produtivo. Participaram Tarcisio, João Gustavo (enredista) e Alex. Os dois pensam na letra, enredo e enquadramento dos setores. Eu e Alex pensamos no todo, como também na forma que o samba vai guiar, se está passando o espírito que vamos depositar no projeto do ano. A gente troca muito. Você tem bons sambas que falamos para refazer. A audição vai seguir para os próximos anos. É uma prévia. O compositor chega preparado”.

Veja abaixo mais tópicos da entrevista com o diretor executivo da Viradouro

Quem escolhe o samba?

“A gente não transfere responsabilidade. Temos um time que vai trocando experiências ao longo da disputa. De forma mais forte, eu, meu pai (Marcelo Calil, presidente de honra) e Alex Fab. No palco fico em todas apresentações com o Alex. Durante o processo, obviamente, a gente escuta todos os profissionais. Não é decisão autoritária. Sobre maneira de reagir aos sambas às vezes há um grande equívoco. As pessoas me olham mais quieto e acham que não estou gostando. As pessoas me olham cantando e pensam que o samba é maravilhoso. Não é necessariamente assim. Isso é até engraçado”.

A quadra muda samba?

“Tem samba que é muito mal gravado e ele é bom. Só a quadra vai mostrar isso. Você ouve bons sambas mal gravados, mas que sabemos que possui potencial porque vi no tira-dúvidas e sei o que pode entregar. Quando começa a disputa na quadra a gente tem uma noção boa das obras. Respeito o processo, a disputa de samba. A apresentação não vale mais do que qualidade de samba. A gente tenta colocar tudo em uma peneira e ir filtrando. Gosto de festa, da confusão, dar regra e o compositor tentar burlar (risos). Entrar um barco na quadra e etc, mas não vai resolver. Temos que ser bem frios e justos. Vejo muito a entrega. A gente conversa muito com as parcerias para elas prezarem a parte musical. Não fico ali pensando que é o samba do fulano. Obviamente, os grandes músicos tendem a fazer grande apresentação. Tem vibração, mas deixa isso mais para baixo. O cantor que canta pulando, deve respirar mal e cantar errado. Vibração é importante, mas uma grande apresentação musicalmente falando importa mais nas decisões”.

Viradouro 2024: escola apresenta enredo denso, forte e de extrema comoção

Muitas parcerias inscritas no concurso de 2024…

“Não cobramos taxa de inscrição dos compositores. Acho isso muito doido. Não acho justo. Não vai mudar a vida da escola. Não é substancial. Vai afastar uma série de pessoas que podem fazer bons sambas. A disputa já custa muito. Na nossa gestão eu não quero e não vou fazer isso nunca. Ficamos com 30% que é para custear a disputa. Isso passou do nosso orçamento porque fazemos uma grande festa na final. A divisão ficou 60% para a parceria campeã e 5% para os outros dois finalistas. Adianto parte do dinheiro para a final e depois desconto”.

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Aviator: Uma Experiência Imersiva de Juego

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Conheça Carol Padilha, finalista do concurso de Rainha do Carnaval

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A esteticista Ana Carolina de Souza, de 33 anos, é uma das finalistas do concurso que irá eleger a Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Conhecida pelo nome artístico de Carol Padilha, a beldade é a representante da Unidos de Bangu na disputa, escola em que desfila há 11 anos. Neste período na vermelha e branca, ela já atuou em diferentes funções, indo desde integrante da comissão de frente até o posto de musa. Classificada para a última etapa da competição que formará a Corte da folia carioca do ano que vem, a candidata conversou com o site CARNAVALESCO e respondeu uma bateria de perguntas.

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Fotos: Alexandre Macieira e Luciola Villela/Riotur

A grande final do concurso para Rainha do Carnaval irá acontecer no dia 01º de setembro, na Cidade do Samba, e assim como nas outras etapas o evento terá entrada totalmente gratuita. A vencedora, além do título e da coroa, levará para casa um prêmio de R$ 45 mil. Já a segunda e terceira colocadas escolhidas pelo júri e por meio do voto popular serão nomeadas Princesas e irão faturar a quantia de R$ 32.500 cada. Confira abaixo a entrevista completa.

CARNAVALESCO: O que representa para você estar na final do concurso?

Carol Padilha: “É uma realização chegar nessa final. Não esperava, entre tantas candidatas maravilhosas, estar entre as dez finalistas. E vir representando uma escola que está na Série Ouro é um desafio um pouco maior, porque são muitas escolas incríveis, mas que não estão no Grupo Especial e que muitas vezes não têm a visibilidade que merecem. As pessoas precisam conhecer e valorizar mais os profissionais, os artistas, os sambistas que estão nessas escolas”.

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CARNAVALESCO: Já tem uma ideia de como será sua fantasia para final?

Carol Padilha: “A primeira coisa que eu pensei quando eu entrei no concurso foi na fantasia da final, mesmo vivendo uma etapa de cada vez. Mas é segredo, não posso contar. O que posso dizer é que tem muito a ver com a minha personalidade, com toda a verdade que eu venho trazendo na competição. Não faço ideia ainda de quanto eu vou gastar, espero não gastar tanto porque é complicado. A gente sabe que realmente existe um grande gasto em relação ao Carnaval e em todas as etapas, ainda mais para nós mulheres que nos produzimos de várias formas. A beleza para se apresentar no palco, o preparo do corpo, um preparo da oratória, um estudo profundo sobre o que é o Carnaval, sobre o que nós vivenciamos, sobre a origem dessa arte que tanto amamos. Então, é um investimento de todas as formas, a fantasia é mais um deles”.

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CARNAVALESCO: Qual foi o melhor momento da disputa até agora e o mais difícil?

Carol Padilha: “O que mais me marcou positivamente foi desafiar todos os meus medos, as minhas inseguranças. Confesso que não tem sido fácil, nunca imaginei participar de um concurso e ver aqui tantas meninas excepcionais, foi desafiador. E, o momento mais triste, mais difíceis, acredito que tenha sido os momentos que deixei o medo falar mais alto. Quando bate os sentimentos ruins, negativos, a gente precisa controlar. Os julgamentos que enfrentamos também são complicados, porque é muito fácil as pessoas apontarem o dedo, ainda mais sem saber o que a gente passa para estar naquele palco. Não digo só em relação a mim, mas as colegas do concurso. Então, isso não é legal e precisa acabar, é muito fácil a gente julgar os outros, principalmente através de um celular, de um computador, em uma rede social. A gente não precisa disso, mas sim de união, de acolhimento, de respeito”.

CARNAVALESCO: Como conseguiu conciliar a rotina do concurso com a vida normal?

Carol Padilha: “Foi bastante difícil. Está sendo ainda. Há três meses, mais ou menos, estou vivenciando este concurso. Desde o momento que eu soube que iria representar a minha escola, a Unidos de Bangu, eu comecei imediatamente a me preparar. Então, a gente abre mão de momentos de lazer, de questões financeiras para investir na nossa aparência e até, às vezes, da família. No meu caso, o meu filho, que é tudo para mim, é uma criança ainda e precisa da minha atenção. Confesso que fiquei deficiente em relação a ter essa dedicação maior com ele”.

CARNAVALESCO: O que pretende fazer de preparação até a final?

Carol Padilha: “Vou continuar com a preparação que já tenho tido, que são os estudos, a oratória, a comunicação, o condicionamento físico, o corpo e a alimentação. Nada vai mudar. É tudo em busca de conseguir essa vitória e levar para minha escola, Unidos de Bangu, e para o meu bairro. Fico muito feliz de estar com a oportunidade de representar a minha área. Temos mais duas candidatas representando ali a região de Bangu e Padre Miguel, então tenho que fazer bonito também”.

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CARNAVALESCO: Qual sua opinião sobre os comentários de internet que criticam algumas candidatas que fazem passos marcados e sambam no estilo “tiktok”?

Carol Padilha: “Como eu falei, essa mania de julgamento, de você ficar atrás da rede social criticando o outro, precisa acabar. Quem julga, pode ter certeza que as candidatas passam por muitas coisas para estar naquele palco, principalmente por seus próprios empecilhos. Muitas vezes, nós criamos obstáculos que não existem. É um desafio pessoal. Então, volto a dizer que é o momento de falar sobre respeito, de falar sobre acolhimento, empatia, amor ao próximo, isso é fundamental. Quanto aos passos de Tiktok, eu não acompanho, mas eu sei que tem muita galera jovem que adora e não vejo nada demais”.

CARNAVALESCO: Se ganhar, o que fará com o prêmio de R$ 45 mil?

Carol Padilha: “Olha, um dinheiro desses sempre tem um destino, o problema é escolher qual vai ser exatamente. Confesso que eu penso muito na minha vida profissional, eu tenho um filho de nove anos, somos nós dois, então isso pesa muito. Tudo que eu faço na minha vida é sempre pensando nele. Portanto, com certeza, o destino deste prêmio será em algo que seja um investimento para que eu possa dar o que há de melhor para o meu filho”.

Imperatriz Leopoldinense reinaugura quadra e apresenta sambas concorrentes para 2024 no domingo

A Imperatriz Leopoldinense reinaugura sua quadra de ensaios no próximo domingo, a partir das 13h, com feijoada e apresentação dos sambas concorrentes para o Carnaval de 2024. Todos os camarotes e as mesas já foram vendidos e restam apenas entradas de pista. Com expectativa de grande público, a escola dá mais um passo importante rumo ao próximo desfile.

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Fotos: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“Estamos bastante felizes com essa reestruturação que a Imperatriz vive. Ano passado, conseguimos mudar de barracão e praticamente construir um novo. Agora, nossa quadra, que na verdade é a segunda casa dos nossos componentes, também foi reformada. Será um grande domingo”, comemora a presidente da Imperatriz, Cátia Drumond.

Outro ponto alto do evento é o início das eliminatórias de samba-enredo. Das 10 obras inscritas, oito se classificarão para a próxima fase, que será realizada no dia 15 de setembro.

“A safra é muito boa e já sabemos que a Imperatriz terá um grande samba no próximo Carnaval. Agora é perceber como cada uma dessas composições se comporta com o ‘calor’ de uma apresentação ao vivo. Será uma linda e difícil disputa”, opina a presidente.

Em 2024, a Imperatriz Leopoldinense será a sexta e última escola a desfilar no domingo de Carnaval. A agremiação busca o bicampeonato com o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, do carnavalesco Leandro Vieira.

Serviço:
Data: 03.09 (próximo domingo)
Local: Rua Professor Lacé, 235, Ramos – Quadra de Ensaios LPD
Horário: a partir das 13h
Ingressos: https://acesse.one/t58sO

Conheça João Vitor, finalista do concurso de Rei Momo

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Concorrendo pela primeira vez e caçula na competição, o jovem João Vitor Tavares Frazão Araujo, 18 anos, professor de dança e estudante, é um dos cinco finalistas do concurso que vai coroar o Rei Momo do carnaval de 2024. Representando a Rosa de Ouro na disputa, começou no mundo do samba aos sete anos de idade, quando desfilou na ala das crianças. Atualmente, ele é muso da agremiação de Oswaldo Cruz. Após passar para a última etapa do concurso, o candidato à corte do carnaval carioca conversou com o site CARNAVALESCO e respondeu uma série de perguntas.

A grande final do concurso que vai definir o próximo Rei Momo acontece no dia 1º de setembro, a partir das 20 horas, na Cidade do Samba com entrada gratuita. A majestade do carnaval de 2024 vai receber um prêmio de R$ 45 mil. O segundo colocado será eleito vice-Rei Momo e receberá uma quantia de R$ 8 mil.

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Fotos: Alexandre Macieira e Luciola Villela/Riotur

CARNAVALESCO: Para você, o que representa chegar na final do concurso?

João Vitor: “Representa toda uma dignidade de um passista que luta em busca de seu sonho em busca de defender a sua bandeira, que é o samba, o riscado e a malandragem do passista. Foi o que eu vim representando nessa semifinal e foi isso que me levou à final desse concurso. Para mim, representa toda a luta e força de vontade de chegar até aqui. Chegar tão novo no concurso do Rei Momo do carnaval é mostrar para todos os meninos que sonham que nós podemos sim, conseguimos sim. Ser um espelho para eles, porque hoje sou eu, mas amanhã pode ser outro menino, daqui pra frente podem ser outros meninos. Isso é o legado que eu quero deixar: mostrar para eles que independente de idade, se a gente tem postura e dignidade de conseguir chegar aonde quer, a gente vai à luta. É essa mensagem que eu quero deixar pras pessoas. Não importa a idade. Importa a postura, a dignidade, a compreensão e a consciência. Tudo isso importa bastante”.

CARNAVALESCO: Coroado como Rei Momo, o que você planeja levar para o Carnaval?

João Vitor: “Eu tenho um projeto que atualmente está parado. É o projeto ‘Fazendo o bem sem olhar a quem’ onde eu ajudo moradores de rua. Eu comecei nesse projeto com treze anos de idade e uma das coisas que eu vou investir será neste projeto. Arcar com todos os custos do concurso também. Está sempre representando a corte da melhor maneira, sempre bem arrumado, compostura de um rei. Essas são as minhas metas se eu ganhar o concurso de Rei Momo do carnaval de 2024”.

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CARNAVALESCO: Como você vai se preparar para a final?

João Vitor: “Estou me preparando bastante, preparando a minha oratória também. Estou trabalhando com dois professores incríveis, e com bastante treino com a minha mestra Nilce Fran e meu mestre Emanuel Lima. A minha preparação vai ser durante toda semana e incansavelmente, porque eu quero trazer essa coroa pra Oswaldo Cruz – que é onde eu nasci e a gente precisa dessa coroa lá, dessa representatividade”.

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CARNAVALESCO: Caso ganhe, o que você vai fazer com o prêmio de R$ 45 mil?

João Vitor: “Uma das coisas que eu vou investir é no meu projeto, além de ajudar a minha escola, porque querendo ou não é uma escola que precisa de ajuda. A gente era da Série Prata da Intendente Magalhães mas, descemos para a Série Bronze. É uma escola com história, com dignidade, que vai à luta e tem uma presidente guerreira – que luta pra colocar um Carnaval na rua. Poder ajudar a minha escola a voltar ao lugar que ela nunca deveria ter saído vai ser muito importante”.