Um ensaio técnico muito bom da bateria da Unidos de Bangu, sob o comando de mestre Laion. Atual ganhador do Estrela do Carnaval com a bateria “Caldeirão da Zona Oeste”, Laion e os ritmistas da CZO tiveram uma exibição que confirmou a boa fase. Um ritmo pesado e plenamente integrado à obra da agremiação de Bangu.
Na cozinha da bateria da Unidos de Bangu, uma boa afinação foi percebida, que deixava a bateria relativamente pesada, puxada num timbre mais grave. Os marcadores, tanto de primeira, quanto de segunda foram corretos e firmes durante o ensaio. Já os surdos de terceira foram os responsáveis pelo swing da parte de trás do ritmo. Que ainda contou com caixas de guerra com bom volume e repiques coesos.
Na parte da frente do ritmo, uma ala de tamborins de nítida técnica musical executou uma convenção rítmica de elevado grau de dificuldade, contribuindo com a sonoridade em um toque entrelaçado com um valioso e talentoso naipe de chocalhos. O ressoar de ambos se mostrou bastante integrado. Um naipe de agogôs correto também auxiliou no preenchimento musical da cabeça bateria, junto de cuícas seguras, que auxiliaram com valor sonoro, além de exibirem uma capa vermelha nas cores da agremiação, para proteger o couro do instrumento da chuva persistente.
Bossas atreladas ao samba-enredo foram notadas. Arranjos que se aproveitavam a todo o tempo da afinação mais pesada da bateria, gerando impacto sonoro. Numa concepção arrojada, uma paradinha na cabeça do samba simulava uma marcha, com a bateria virando para o julgador na execução, atrelando culturalmente o ritmo da Bangu ao enredo da escola. Promete ser um momento musicalmente e até energeticamente impactante no desfile oficial.
Uma apresentação contundente e consistente da bateria “Caldeirão da Zona Oeste”, de mestre Laion. Um ritmo enxuto foi exibido, contando com impacto sonoro da boa afinação de surdos e criações musicais com certo refino. Um treino que mostrou uma bateria da Unidos de Bangu praticamente pronta para o Carnaval 2024.
A bateria da Acadêmicos de Niterói esteve bem no ensaio técnico, comandada pelo consistente mestre Demétrius. Uma apresentação que mostrou o bom ritmo da “Cadência Niterói”, principalmente nas afinações e nos trabalhos sólidos envolvendo os médios.
Na parte traseira do ritmo, foi possível notar uma bateria “Cadência de Niterói” muito bem afinada. Os marcadores de primeira e segunda se mostraram precisos e educados. O balanço dos surdos de terceira embalou o ritmo da azul e branca de Niterói de forma sólida. O preenchimento da sonoridade por parte dos médios exibiu qualidade musical, com repiques de boa técnica e caixas de guerra com volume acima da média.
Já na cabeça da bateria, uma ala de chocalhos de alto nível técnico tocou de forma interligada a um naipe de tamborins de inegável qualidade musical, que executou uma convenção rítmica simples, mas pautada pela melodia do samba. Para auxiliar no complemento das peças leves, uma ala de cuícas bastante ressonante também adicionou valor sonoro à bateria da Niterói.
Com bossas musicais que se aproveitavam das nuances melódicas do samba-enredo, a bateria da Acadêmicos de Niterói apresentou um conjunto bem satisfatório de paradinhas. Algumas ajudaram a evidenciar a diferença entre os timbres das afinações de surdos, se aproveitando inclusive do balanço irrepreensível das terceiras nos arranjos. É possível dizer que a precisão e boa educação dos marcadores esteve em alta na realização das bossas e também nas retomadas.
Um ensaio técnico produtivo e que mostra uma bateria “Cadência de Niterói” de mestre Demétrius cada vez mais pronta para o desfile oficial. Um conjunto de bossas simples, mas bastante funcional e musical foi apresentado. Certamente a musicalidade das bossas ajudou a impulsionar os desfilantes da Acadêmicos de Niterói, num ensaio que foi realizado integralmente sob chuva forte. Entretanto, nem o tempo ruim desanimou a galera do ritmo, que se manteve discipinada e focada durante todo o cortejo, além de produzir invariavelmente um bom ritmo.
A bateria “Maricadência” fez um ótimo ensaio técnico, sob o comando do mestre Paulinho Steves. Um ritmo que se destacou pela profunda integração musical, dando ao samba o que ele pede, tanto em andamento, quanto em paradinhas.
Foi possível perceber uma bateria “Maricadência” bem pesada, com um afinação com boa distinção entre os timbres. O agudo dos surdos de segunda tinha um ressoar que impressionou. Os marcadores de primeira e segunda pulsaram com firmeza. Os surdos de terceira foram responsáveis pelo balanço, que se manteve correto. O complemento dos médios foi consistente e de qualidade. Repiques se mostraram coesos e exibiram boa sonoridade. Assim como as caixas de guerra executaram um trabalho bastante sólido contribuindo com volume.
Na parte da frente do ritmo, uma ala de tamborins se destacou com um desenho rítmico simples, mas pautado pela melodia do samba. Junto dele, quem também brilhou foi um naipe de chocalhos bem integrado, apresentando bom volume e técnica. Uma ala de cuícas correta e um naipe de agogôs eficiente também contribuiu com a musicalidade da cabeça da bateria da Maricá.
Com bossas que se aproveitavam das variações melódicas, quase intuitivas, o impacto sonoro era provocado pela pressão dos surdos. Inclusive, em dois arranjos foi possível notar o balanço criado nas paradinhas pela diferença de timbres entre as afinações de primeira, segunda e terceira. Um trabalho que resultou em uma musicalidade enxuta e uma sonoridade destacada, revelando bom gosto.
O ótimo trabalho da bateria da União de Maricá no seu primeiro ensaio técnico na Sapucaí impressionou o público presente, que caiu dentro do ritmo por onde ele passava, mesmo com uma chuva insistente. Importante ressaltar que nem isso murchou ritmistas ou mesmo fez cair a afinação das marcações, numa noite em que a galera do ritmo e seus diretores se doaram de forma integral para o bom treino da “Maricadência”, de mestre Paulinho Steves.
A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro apresenta neste domingo (14), durante os ensaios técnicos de Portela e Unidos da Tijuca, o projeto piloto daquele que será o novo carro de som da Liesa. O plano, que está sendo desenvolvido em parceria com o Estúdio Century, estará totalmente finalizado até o próximo Carnaval.
O novo carro de som representará um investimento de aproximadamente R$ 800 mil, entre elementos técnicos modernos e estrutura, com microfones de alta qualidade que visam proporcionar uma vivência única.
Vale ressaltar que, para otimizar a experiência sonora dos ensaios, ainda neste ano, estão sendo utilizados componentes de última geração, garantindo não apenas um volume potente, mas também uma reprodução cristalina.
Além dos equipamentos, uma equipe profissional, com vasta experiência na área, está sendo montada para assegurar o sucesso da iniciativa, oferecendo suporte dedicado para operar o sistema.
“Os novos investimentos em tecnologia e na equipe de profissionais proporcionarão uma maior qualidade sonora, o que ressalta o nosso compromisso com as escolas de samba do Rio Carnaval e com o público”, destaca o vice-presidente da Liesa, Helio Motta.
O carnavalesco Renato Esteves, da Unidos da Ponte, publicou um vídeo nas redes sociais, na tarde deste sábado, em que mostra a chuva no barracão, e, infelizmente, afetando o trabalho de produção das alegorias para o Carnaval 2024.
Até o momento, ainda não existe uma previsão de lançamento da Cidade do Samba 2, que foi prometida pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para ser inagurada até o fim do seu mandato, que termina em dezembro de 2024.
A Unidos da Ponte vai levar para a Marquês de Sapucaí, na Série Ouro, o enredo “Tendendém – O axé do epô pupá”, que contará a saga do dendê desde a sua origem mítica em terras africanas, chegando no Brasil através da diáspora. O tema está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteves.
De volta ao Anhembi após longo período na UESP, a Unidos de São Miguel fez seu primeiro ensaio técnico neste retorno. Com o enredo “Um príncipe negro na corte dos esfarrapados”, será a primeira escola a desfilar no sábado do Grupo de Acesso II. Nesta sexta-feira ensaiou sobre muita chuva no Sambódromo do Anhembi, sendo a terceira agremiação no dia e também terceira no ciclo do carnaval de 2024. O que não amenizou nada a forte e intensa chuva durante toda a montagem da agremiação até o fim do desfile. A bateria brincou com bossas e paradinhas, foi o grande destaque, enquanto a comissão de frente que é sempre um mistério, mas tem pontos a melhorar.
Comissão de Frente
É bem verdade que nos ensaios técnicos, o primeiro quesito, a comissão de frente sempre esconde o jogo. Mas, na São Miguel vieram intensos, e com o coreógrafo ajustando marcações. Em alguns momentos teve ajustes a serem feitos na sincronia quando as linhas precisavam alinhar, teve um certo delay, mas ao longo da pista deu para sentir que foi melhorando. Pois neste começo teve essa questão de membros do lado direito, faltou sincronia com o lado esquerdo em dois momentos da coreografia, em um que faziam duas fileiras, e outra uma fileira única, todos lado a lado. No mais, teve momentos bem especiais com dois personagens que variavam com uma coroa e eram reverenciados, em um momento na saia de um deles, era aberta e frase: ‘Favela no Anhembi’. Os dançarinos vieram de dourado e com um chapéu de Águia.
Mestre-sala e Porta-bandeira
Um dos quesitos que mais atuou na tranquilidade nesta estreia de ensaios técnicos foi o de casal, e não foi diferente para Pedro Trindade e Laís Andrade, que estavam vestidos de vermelho, digamos que um grená, combinando no estilo. Seguraram o passo devido a pista muito molhada, escorregadia, portanto, pouco mostraram o jogo. Em alguns momentos na hora de apresentar para as novas cabines de jurados do Anhembi, soltavam um pouco mais, apresentavam o pavilhão e faziam uma coreografia básica. Mas de modo geral, foi bem cadenciado e sem sustos com a pista.
Harmonia
A agremiação teve momentos que estourou no canto justamente quando teve apagões da bateria, em dois momentos específicos, um com cerca de 16 minutos da apresentação, e outro na metade do ensaio. Em ambos o canto foi correspondido, principalmente em um dos trechos do refrão: “É luta, fé e amor, o povo te coroou O príncipe da preta cor” e outro momento de explosão é no refrão de cabeça: “Cheguei! Meu legado vou deixar, Negra voz que jamais se calará”. Durante o ensaio, o canto foi regular considerando a intensidade da chuva que a escola teve em sua montagem e em todo seu ensaio, foi dentro, a escola mostrou vontade e superou percalços climáticos.
Evolução
A escola veio bem compacta, as alas não eram tão cheias, e com bexigas repetindo como vieram na apresentação do Lançamento dos Sambas de 2024. O que dá um visual legal, e no geral a evolução foi bem tranquila. Veio com um contingente dentro do exigido Acesso II, e gostei da leveza dos componentes mesmo diante a chuva. Muitas pessoas alegres, cantando, dançando, mas sem deixar de seguir o ritmo, o andamento, e olha que a chuva estava bem chata realmente. O que podia atrapalhar, não atrapalhou, com isso passaram dentro do tempo com tranquilidade e leveza para encerrar seu ensaio.
Samba-enredo
Conduzido pelo intérprete Jorginho Soares, que uma voz marcante no carnaval de São Paulo, participa da ala musical da Dragões, mas na São Miguel é a voz principal. Correspondeu em um ritmo que o samba pede, junto com sua ala musical. O samba fluiu e foi ajudado pela bateria para explodir principalmente no refrão de cabeça e do meio que tem frases de impacto. No restante do samba, seguiram na regularidade, claro, pequenos ajustes nesta parte serão importantes para trazer a comunidade mais ainda no canto, ainda que tenha sido regular.
Outros destaques
A bateria “Swing da Nitro” merece uma menção honrosa, ou melhor, o grande destaque do ensaio técnico da São Miguel. Mestre Wallace comandando, e mesmo em meio a chuva, vimos bossas sendo feitas, tem trechos do samba que o chocalho junto com tamborim faz uma bossa muito legal. Passaram pela pista soltando bossas, leves, e também duas paradonas que ajudaram demais a alavancar o ritmo da comunidade.
Vale destacar o presidente Renato Buchudo que deu um discurso bem forte para a comunidade antes de entrar na pista, deu para sentir a fala do coração e impulsionando comunidade na volta ao Anhembi. Veio a frente da segunda ala no início, cantando e empurrando a escola, depois foi para outros setores, no fim do ensaio, muito tempo depois, apareceu para retirar as faixas deixadas na pista e olha que tava uma baita chuva. Ou seja, participativo.
A rainha Samanta Castro veio de roxo com pedras brancas, um chapéu seguindo esse ritmo. A madrinha Indy Garcez veio com um look mais ousado. E mesmo com a chuva intensa arriscaram no samba, passando com tranquilidade e leveza pela pista do Anhembi. Destaque para a ala de passistas, não era tão grande, mas com samba no pé e com uma destaque a frente delas, a chuva não atrapalhou nada e muita delas optaram por vir descalças.