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Unidos da Ponte personifica Oyá, a rainha do dendê, representada pelos sagrados ventos no carro abre-alas

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Ponte Esp01 001A Unidos da Ponte contou na Avenida a fascinante história do dendê, desde suas origens míticas em terras africanas até sua relevância na cultura dos orixás e na gastronomia brasileira. O carro abre-alas, intitulado “Afefé de Eruexim”, personificou Oyá, a rainha do dendê, representada pelos sagrados ventos que vão levar o dendê e percorrer com ele até São João de Meriti, começando na África apresentando Exu, Xangô, Ogum e Iansã, que formam o grande panteão do dendê. Essa homenagem é uma celebração da importância cultural e espiritual desse elemento tão significativo. O carro, todo em tons de vermelho, amarelo, roxo e laranja, adornado com diversos búfalos, simbolizou a força e audácia da guerreira Iansã.

Ponte Esp01 002Verônica de Souza Pereira, de 48 anos, compartilhou sua emoção ao participar da composição do carro abre alas, destacando sua conexão pessoal como filha de Oyá. Ela expressou sua gratidão por ser homenageada dessa maneira e revelou sua profunda felicidade e emoção, mesmo nervosa, ao desfilar no carro abre alas.

“A representação do abre alas vem falando de Iansã e do Dendê também e é uma coisa meio que ligada a outra, então eu estou muito emocionada de estar fazendo a composição do carro. Você me desculpa não conseguir falar muito a respeito, que eu estou bem nervosa mesmo e eu sou filha de Oya então você imagina a minha emoção. Eu estou aqui me contendo um pouquinho, mas eu estou muito emocionada, eu estou trêmula por dentro. Então assim, eu me sinto tão bem homenageada por ser filha dela. Está sendo muita felicidade”, expressou Verônica de Souza Pereira.

Ponte Esp01 004Para Mariucha dos Santos da Silva, de 38 anos, que também vem no carro abre alas, esta é uma ocasião emocionante e significativa. Mesmo não tendo uma ligação pessoal com Iansã, ela enfatizou a importância espiritual do momento, como adepta da religião, e expressou sua emoção por estar participando deste momento, especialmente por ser sua primeira vez à frente de um carro abre alas: “Esse carro é muito importante e para mim é muito emocionante estar podendo abrir a escola em cima desse carro belíssimo É a minha primeira vez a frente de um abre alas, então para mim é super emocionante. Eu não tenho ligação com Iansã, mas eu sou da religião e eu sou adepta à religião, então para mim é muito importante estar participando desse momento”.

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No embalos dos Catopês, componentes da Niterói falam sobre fé

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Niteroi Esp02 002A Acadêmicos de Niterói vem falando sobre a festa de Catopês, que ocorre anualmente em Montes Claros, Minas Gerais, como enredo “Catopês – um céu de fitas”. Com origem no Congado, os festejos se desdobram em formas diferentes ao longo do mês de agosto, sendo os principais os grupos de catopês. Um dos momentos mais belos da cultura da cidade, vem sendo exaltado pela escola niteroiense.

É um grande momento de devoção e fé alinhados com os festejos populares, procissões, e os mastros de fitas que colorem a cidade durante os dias de festas. O CARNAVALESCO foi a concentração da escola, e perguntou, no espírito do enredo, aos componentes da Niterói sobre fé e religiosidade popular da festa de Catopês e no dia a dia deles, ao passo que todos afirmaram que a fé pode sim mover as montanhas da nossa vida.

Niteroi Esp02 004Fernanda Bermudes, de quarenta e cinco anos, ficou conhecendo a festa de Catopês através da Niterói após o lançamento do enredo: “É uma festa muito bonita, muito alegre e tradicional lá em Minas, e eles mantêm isso e tem essa manutenção dessa cultura, isso é muito importante”. A desfilante, que está pela primeira vez na escola, acredita que essa união de fé e cultura pode independer de religião para aproveitamento destes momentos: “Independente de dizer que é católico, que é umbandista, que é evangélico. Isso, assim, são coisas que você cultiva dentro de si, independente de, sabe, de nomes. Dogmas”. Sobre as festas religiosas, populares, como os Catopês, Fernanda conta que se encanta, e que se sente muito feliz pelo carnaval, por exemplo, ser uma festa assim: “Eu acho maravilhoso, né? Porque assim, eu como não tenho uma crença, não me enquadro em nenhuma religião e amo o Carnaval, pra mim, sabe, é a junção perfeita. E eu acho muito ruim isso, às vezes você até gosta, mas você não pode praticar, você não pode estar ali, porque você se diz de uma religião ou de outra, entendeu? E é coisa que vai além do, sabe, do título”.

Daniela Piero, que desfila a três anos na Niterói, começou falando sobre a como acreditar, ter fé é necessário para o povo como um todo: “No nosso caso em específico, só com fé mesmo, porque acreditar o que é que a gente tem, né? Então é só a fé que a gente se apega e acredita que as coisas vão ter uma resolução boa, né, pra gente, porque infelizmente não tem muita coisa pra gente se apegar”. A componente de quarenta e três anos falou da Festa de Catopês como um momento de alegria, e expressão de forma alegre da fé: “Eu acho que o brasileiro, de um modo geral, é um povo festivo. Então, misturar a festa com a religião, eu acho importante, porque é uma forma que a gente se expressa com alegria. Somos um povo carente de alegria. Qualquer coisa que a gente possa se manifestar, que a gente possa viver, vibrar, eu acho importante. O brasileiro gosta muito disso. Então, é procissão, a gente tem festa, a gente faz uma festa grande. Faz a procissão e tudo, depois a gente festeja. E tem o carnaval também, que de uma forma ou de outra acaba misturando a religião, que é uma forma de expressar com o povo carente. Então, a alegria acaba se misturando e eu acho importante”.

Niteroi Esp02 003Ismária de Souza, de quarenta e três anos, comenta dessa junção de fé e cultura popular, como demonstrada na festa do Catopês: “A fé e a cultura estão envolvidas, não é? São um só. Porque se tem fé, e a gente também tem a nossa cultura. A gente tem que ter regras na nossa vida. Nós temos regras”, pedindo respeito às diferenças que as pessoas possuem, como as próprias diferenças culturais: “Temos que respeitar os outros, cada um, Deus não fez ninguém igual, então por aí a gente já tira, e com a cultura de cada um tem que ser da mesma forma”. Ela ainda falou sobre conhecer a festa com o enredo da escola niteroiense: “Estou descobrindo agora, com a escola, e amei, é tudo lindo, e foi a primeira vez que eu fiquei conhecendo, da história toda e amei”.

Daniel Gomes, vindo pelo quarto ano na escola, contou um pouco sobre o enredo da Niterói: “É sensacional, porque traz uma festa centenária e muito tradicional e a gente conseguiu levar isso aqui pra avenida do jeito que a gente está levando, misturando várias fés diferentes das pessoas. Isso é fantástico. O enredo é sensacional”. Continuando, o componente de quarenta e um anos falou sobre a manifestação da fé para ele: “O importante é você ter uma fé, né, uma coisa que você acredite, né? Eu acho que a pessoa ruim é a pessoa não ter fé. Então a gente ter essa mistura de crenças e fés, principalmente no Carnaval, é uma coisa que só vem a agregar na festa, uma coisa fantástica, a gente vê mistura de raças, de credos e todo mundo aqui feliz, confraternizando, eu acho que é isso que a gente precisa para a nossa humanidade”.

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Tatuapé: fotos do desfile no Carnaval 2024

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Baianas da Acadêmicos de Niterói representam dia do Divino Espírito Santo

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Niteroi Esp01 001Um dos momentos mais importantes e belos da festa de Catopés é o dia em que o Divino Espírito Santo tem sua procissão realizada, onde a sua corte vem trajando indumentárias de época, representando a coroação do imperador e da imperatriz do divino, com um grande auto. E é esse o dia, entre os tantos dos festejos, que foi escolhido pelo carnavalesco Thiago Martins para que fosse a fantasia das baianas de Niterói no desfile deste ano: “Catopês – um céu de fitas”.

Algumas das mães baianas de Niterói conversaram com o CARNAVALESCO sobre tal privilégio de representar esse momento tão belo dos festejos. A fé e a emoção em trazer os símbolos do Divino enquanto desfilam, incluindo uma das baianas que veio da cidade de Montes Claros.

Niteroi Esp01 002Feliz e emocionada em desfilar por mais um ano, desta vez representando o Império do Divino, Emanuela Rodrigues, descobriu sobre a festa de catopês graças a escola, e anseia um bom desfile: “É um momento de fé. Espero que a gente consiga desfilar e ganhar. Venha a ser um momento realmente emocionante pra gente”.

Guiomar Teixeira estreia pela Niterói, voltando a desfilar por uma escola depois de anos auxiliando a filha, a Porta-Bandeira Thainá Teixeira, e apesar do cansaço, ela vem trazendo a indumentária com muita força para a Sapucaí. Aos sessenta e cinco anos, gostou muito da fantasia representar um momento de fé importante para o enredo: “Adorei a sensação da fantasia, é maravilhosa! Eu queria vir falando de fé”.

Niteroi Esp01 003“É maravilhosa essa sensação de vestir essa fantasia hoje, não vejo a hora de desfilar, e arrebentar. É um reino para mim, sem dúvida, um reino poderoso”, Maria Valdelúcia, baiana de quarenta e oito anos começou falando da emoção de representar a coroação do imperador e imperatriz do divino: ” A fantasia é muito bem elaborada, não é pesada, tô me sentindo a própria rainha.

Uma das baianas, Marinete Silva dos Santos, de quarenta e seis anos, é de Montes Claros, terra da festa de Catopês, e vem desfilar pela primeira vez na Marquês de Sapucaí: “Para mim é uma grande satisfação estar aqui. Fui convidada, eu sou dos pertêncios Catopês de Montes Claros, e para mim estou muito emocionada de fazer parte, para mim é uma festa maravilhosa. Estou aqui, fui convidada e estou aqui participando”, falou emocionada, e continuou recordando a data dos festejos como um dos mais importantes para ela e para a região da cidade, e a possibilidade de representá-la na avenida também marca para ela um novo dia especial: “Para mim é marcante essa data , que é a primeira vez que eu estou participando, vim de Montes Claros. Pra mim é uma emoção incrível”. Ao trazer a indumentária do Divino a estreante sente o coração bater mais forte: “É, eu estou muito emotiva, eu me sinto honrada por estar aqui participando e estou emotiva muito muito mesmo”.

Coesa, Independente equilibra competência em quesitos com samba aclamado

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Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins

Samba bom, comunidade que canta, ótimo staff… com tais características, absolutamente qualquer escola pode, tranquilamente, pensar em título. E, é bem verdade, todo o desfile da Independente Tricolor, quarta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval (09 de fevereiro), teve tais características. Houve, entretanto, um quesito que pode causar certa preocupação para a instituição da Zona Norte paulistana. Defendendo o enredo “Agojie, a Lâmina da Liberdade!”, idealizado pelo carnavalesco Amauri Santos, a agremiação da Vila Guilherme teve destaque na Comissão de Frente, no Samba-Enredo e na Harmonia, mas teve alguns pontos de observação em Alegorias na apresentação encerrada em uma hora e quatro minutos.

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Comissão de Frente 

Coreografada por Arthur Rozas e intitulada “Soberania Sagrada”, haviam três grupos diferentes de bailarinos. O primeiro deles, representado por uma única mulher de cabeça raspada, a “Força Espiritual Feminina”, ora aparecia, ora ia para um pequeno tripé , que era envolto por escudos. Tais artefatos era pegos pelos “Guerreiros de Daomé”, mostrando o lado místico africano para captar a energia vodum nos objetos de defesa. Também existiam as mulheres, a “Soberania Feminina”, que representavam todas as afrodescendentes que lutam pelos próximos e pelo próprio povo. Sem erros de execução e com uma fantasia e pintura inteira dourada, o segmento teve ótima apresentação.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Jeff Antony e Graci Araujo vieram fantasiados como “Mama África e o Criador”, juntamente com os guardiões “Asase Ye Duru” (“A Terra Tem Peso”, em português). Com exibições tranquilas no primeiro e no último módulo, a porta-bandeira sustentou com muita galhardia o pavilhão na segunda e na terceira cabine, que tinham mais incidência de vento. Quanto a Jeff, vale destacar o trabalho das pernas, bastante céleres. No geral, ótima apresentação do casal.

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Enredo

Muito focada no matriarcado africano, o enredo da Independente buscava exaltar toda a força das mulheres afrodescendentes, símbolo de força e resistência – sobretudo na defesa dos próximos. Personificadas no nome do enredo, as agojies eram guerreiras que defendiam o antigo reino de Daomé (atual Benim) entre os séculos XVII e XIX. Altamente respeitado, o exército feminino foi exaltado mais uma vez – agora, no carnaval paulistano. A cabeça da escola buscava focar na ancestralidade – trazendo, por exemplo, o exército de Zazzau, Agotime e as candaces; depois, mais detalhes sobre o reino defendido pelas Agojies foram exemplificados – como o ritual vodum e os marfins sagrados; ainda adiante, um lado mais místico e o legado da cor das guerreiras africanas em questão era apresentado. Por fim, o último carro alegórico valorizava a imortalidade do exército retratado pela Independente. Além de todas as pontuações estarem propostas no enredo, tudo também estava no samba-enredo, facilitando ainda mais a compreensão do público.

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Alegorias

Os quatro carros, bastante altos, impressionavam pela beleza, imponência e brilho. Sem falhas na execução, haviam, entretanto, alguns leves descuidos quando observados mais de perto – e isso nada a tinha a ver com tecidos, adornos, esculturas ou algo do gênero. A questão versava, sobretudo, sobre detalhes nas extremidades de cima e de baixo dos carros. O abre-alas, “Ancestralidade”, tinha rodinhas aparentes no pede-passagem, algo que também se repetia na quarta alegoria – de nome “Imortalidade”. Por fim, o terceiro carro, intitulado “Agojiie e a Misticidade de Daomé”, possuía uma alça aparente acima da escultura de uma das guerreiras.

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Fantasias

A primeira ala da escola, “Culto Às Mães Ancestrais”, tinha uma fantasia bastante luxuosa, com tecidos bem mais caros que o de outras coirmãs e apostando em cores mais escuras – como o preto e o roxo. Nas demais vestimentas do primeiro setor, o altíssimo nível se manteve. É bem verdade que, após a “cabeça” (jargão carnavalesco para se referir ao começo de uma apresentação), os materiais utilizados não aparentavam mais ser os mesmos – o acabamento, entretanto, seguia de ótima qualidade, tal qual os costeiros, adereços de mão, adornos e etc. Vale destacar, também, a ala 15, “Agojie, Luta e Fundamento”, de ótima concepção.

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Harmonia

Desde 2023, quando retornou ao Grupo Especial, a Independente tem se destacado como uma escola que canta bastante e de maneira uniforme, sem deixar a peteca cair em ala alguma. Tal situação, mais uma vez, se repetiu em 2024. É bem verdade que, à priori, o canto não foi tão impactante quanto nas demais apresentações da Tricolor no Anhembi (talvez porque a reportagem acostumou-se a ouvir os componentes a pleníssimos pulmões), mas tal quesito não deve ser uma preocupação da instituição no dia da leitura das notas.

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Samba-enredo

Composto por Maradona, André Diniz, Evandro Bocão e Chitão. a canção da Independente em 2024 é muito elogiada por boa parte da comunidade carnavalesca paulistana. A obra também possui uma característica bastante marcante: mesmo falando de um tema afro, com mulheres que faziam parte de um exército, a música possui um tom bastante animado – algo que não é muito característico em temas com tal encaminhamento. O samba-enredo, por sinal, foi muito bem conduzido por Chitão Martins, compositor e intérprete do samba, tendo o DNA bastante “para cima” que já se tornou marca registrada do artista – ajudado por um carro de som que tinha outro já histórico nome da agremiação: Rafael Pinah, retornando à escola. A Ritmo Forte, pelo segundo ano comandada por Mestre Cassiano Andrade, não deixou de executar algumas bossas (embaladas pelo clima afro do desfile), mas focou em sustentar o samba para que o componente tivesse ainda mais facilidade em cantá-lo.

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Evolução

Sem ter problema algum com quesitos mais técnicos em 2023, a Independente teve um desafio mínimo em relação a tal segmento. Encerrando o desfile com uma hora e quatro minutos, é de se imaginar que, em algum momento, a Independente tenha apertado o passo para não ter problemas. E, de fato isso aconteceu. O segredo para que tal mudança fosse quase que imperceptível foi o momento no qual tal rápida celeridade instantânea aconteceu. Ao invés de ser no final (quando todos já começam a prestar atenção naturalmente em eventuais mudanças na Evolução), a Tricolor teve uma discreta e progressiva mudança ao longo do desfile, tornando tal eventualidade quase irrelevante. Outro bom momento do quesito foi o recuo da bateria: com um movimento simples quando a ala à frente ainda estava na metade do box, demorou cerca de oitenta segundos para que o agrupamento que estava atrás tomasse todo o espaço – em tempo bastante adequado.

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Outros Destaques

Ainda na concentração, a Ritmo Forte, comandada por Mestre Cassiano Mendes, teve uma ótima sacada para introduzir a canção: com exceção do surdo de terceira e da cuíca, todos os ritmistas batiam palmas sincronizadas no ritmo do samba-enredo fazendo um círculo imaginário à frente do corpo. Sobre o segmento, por sinal, vale destacar a rainha dos ritmistas, Mileide Mihaile, única na corte da bateria.

Acadêmicos de Niterói: fotos do desfile no Carnaval 2024

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União de Maricá faz desfile de visual estético rico e de ótima harmonia, embalada pelo samba e bateria

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Por Rafael Soares e fotos de Nelson Malfacini

A escola foi a sexta a se apresentar na Marquês de Sapucaí nesta sexta-feira de carnaval da Série Ouro. A tricolor levou o enredo “O Esperançar do Poeta” para a avenida. O desfile da União de Maricá mostrou uma defesa de quesitos muito competente através de seu time gabaritado. Já na comissão de frente houve um grande impacto pela apresentação inspirada dos componentes com muito samba no pé. O casal de mestre-sala e porta-bandeira vestia uma indumentária riquíssima e teve um bailado leve e seguro, apesar de uma pequena falha na segunda cabine. A harmonia teve grande destaque, com praticamente todas as alas cantando com bastante volume o bom samba-enredo, defendido com maestria pelos cantores e bateria da agremiação. A evolução também se mostrou muito competente, sem qualquer tipo de sobressalto, muito tranquila. Chamou muito a atenção o altíssimo nível de alegorias e fantasias da escola na avenida. Com excelente acabamento, cores vivas e muito luxo, a parte plástica foi de excelência. A União de Maricá encerrou seu desfile com 52 minutos.

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Comissão de Frente

Com o nome de “O Som do Morro”, a comissão de frente assinada pelo coreógrafo Patrick Carvalho trouxe um grupo de 15 componentes, entre homens e mulheres, além de um menino. Todos eles estavam vestidos como malandros, com roupas e maquiagem com aspecto de sujeira. Os integrantes mostraram muito samba no pé, primeiramente no chão e depois em cima do tripé, onde ficaram a maior parte do tempo da apresentação. O elemento tinha escadas e um grande pandeiro, que girava e inclinava durante o número. Os bailarinos seguiram sambando mesmo quando girava, e faziam poses, como se fossem estatuas, quando este inclinava. Uma apresentação muito forte, que cativou o público, gerando muitos aplausos.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício Pires e Giovana Justo, veio com uma fantasia que representava “A Lua e o Compositor”, uma das maiores parcerias do samba, já que o astro seria uma fonte de inspiração para os poetas. A indumentária dos dois era muito rica e luxuosa, em branco, rosa, roxo e azul. O bailado da dupla foi bem tradicional, com pouquíssimos momentos mais coreografados. Giovanna sorriu o tempo todo e mostrou uma dança bem suave e segura, talvez atrapalhada pelo peso da fantasia. Fabrício acompanhou o mesmo ritmo de sua parceira, cortejando com muita graça nas interações. A boa apresentação da primeira cabine, não se manteve na segunda, onde Fabrício errou uma pegada de bandeira, a deixando escapar. Isso pode gerar uma penalização do jurado.

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Samba-Enredo

O samba da União de Maricá tem uma letra bastante poética, que fala sobre a vida de um humilde compositor, passando muito bem a ideia do enredo. A melodia é dolente e possui belas variações. Composto por Rafael Gigante, Vinícius Ferreira, Júnior Fionda, Camarão Neto, Victor do Chapéu, Jefferson Oliveira, Marquinho Abaeté e André do Posto 7, a obra musical teve ótimo rendimento na avenida. Os intérpretes Nino do Milênio e Matheus Gaúcho mostraram um desempenho muito competente ao cantar o samba, embalados pela bateria de mestre Paulinho. Esse rendimento foi acompanhado na totalidade pelos componentes da escola, que entoavam a obra musical com vontade.

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Harmonia

A comunidade de Maricá teve um canto excelente em seu desfile. O principal trecho entoado pelos componentes foi o refrão principal, mas é importante destacar que toda a obra teve bom volume. Mostrando bastante regularidade entre suas alas, a harmonia não caiu em nenhum momento do cortejo. O entrosamento com o carro de som e a bateria foi excelente, produzindo um uníssono. Várias alas se destacaram no canto, entre elas a “Só Falta Alguém Espremer o Jornal” e a “Vida Dolorida pra lá de Sofrida”. Talvez as alas com estandartes maiores tiveram seu canto um pouco mais abafado pelos adereços, mas sem comprometer o conjunto.

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Evolução

A evolução da agremiação foi muito consistente durante a passagem pela Sapucaí. O ritmo de desfile se mostrou excelente para os componentes, fazendo com que eles tivessem bastante espaço para cantar e brincar o carnaval. Foram marcantes a espontaneidade e alegria dos integrantes. Algumas alas coreografadas abrilhantaram o desfile, sem causar problemas na evolução. Não houve qualquer tipo de correria ou lentidão, nem a abertura de espaçamentos anormais. A escola encerrou o desfile em 52 minutos, com tranquilidade.

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Enredo

Em sua estreia na Sapucaí, a União de Maricá apresentou o enredo “O Esperançar do Poeta”, uma homenagem ao papel social, cultural e humanitário presente no ofício do compositor. As alegorias tiveram uma leitura mais fácil por conta de seus elementos e acabamento de alto nível. As fantasias também eram belas, mas não tinham uma leitura tão facilitada assim, por guardar mensagens mais profundas e mais difíceis de traduzir nos figurinos. Além de alguns sambas específicos que também foram retratados nas fantasias, que não geravam identificação imediata.

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Fantasias

O conjunto de fantasias apresentado pela Maricá em seu desfile foi de ótimo nível estético. Primando por um bom acabamento, com materiais de excelência, a paleta de cores foi bastante explorada, gerando lindas combinações. Muitas alas também traziam adereços de mão, em especial estandartes, que geravam uma massa de volume e cor, deixando tudo ainda mais imponente. Muitas fantasias se destacaram no cortejo, entre elas a das passistas “Já Raiou a Liberdade”, a da ala 12 “Amor, Sonhei com os Anjos”, e a da ala 13 “Sonho Meu, Eu Sonhava que Sonhava”.

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Alegorias

O conjunto alegórico da escola foi marcado pela riqueza e pelo ótimo acabamento. Talvez a iluminação tenha sido tímida, mas a beleza e o brilho eram tantos, que não comprometeu. O carro abre-alas, intitulado “Tempo de Compor”, representava os lugares e espaços onde um compositor consegue o encontro perfeito com a inspiração, fazendo fluir a imaginação e criatividade, com a presença de diversos elementos que auxiliam nesse processo, como as pipas, as flores, os pássaros e a lua. A alegoria era muito bonita, com ótimas combinações de cores e acabamento excelente. Apenas uma escultura de violão na lateral do carro teve uma avaria.

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Na sequência do desfile, a segunda alegoria da União de Maricá, de nome “E Aquela Gente de Cor com a Imponência de Rei Vai Pisar a Passarela”, representava o samba-enredo e o carnaval como momento de poder coroar os sambistas, reconhecendo suas conquistas e perpetuando seu legado. As burrinhas eram elementos de retorno ao passado, a baiana coroada significava a glória do sambista e da figura feminina, e os três estandartes representavam os prêmios conquistados pelo compositor Guará. O carro mostrou ser muito imponente. A escultura central da baiana era bem alta e girava. As burrinhas na frente também se mexiam, como se estivessem cavalgando, gerando belo efeito. Muita riqueza de materiais e acabamento foi visto no carro, também com lindo uso das cores.

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Já a terceira e última alegoria da agremiação, intitulada “Pra Reunir a Garotada e Proteger Meu Amanhã”, representava a fé depositada pelos poetas na proteção das crianças, com a esperança de viver um futuro mais justo, igualitário e próspero. O chão de cacos, presente em casas do subúrbio, significava o orgulho de suas origens. As pipas representavam a inocência das crianças. A velha guarda veio no carro, significando a passagem das tradições e ensinamentos culturais para os mais novos. A escultura de uma criança montando o cavalo de São Jorge representava a fé e esperança no amanhã. A alegoria mais simples do conjunto, mas ainda assim, com ótimo nível de acabamento.

Outros destaques

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A bateria da Maricá comandada pelo mestre Paulinho teve uma exibição de ótimo nível na sustentação do ritmo, que se mostrou muito adequado para os desfilantes poderem evoluir e cantar o samba. Os ritmistas não abusaram na quantidade de bossas, usando na medida certa para impulsionar o cortejo da escola.

Independente Tricolor: fotos do desfile no Carnaval 2024

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Filha de Guará se emociona com homenagem da União de Maricá a seu pai

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Marica Esp02 006Guará Sant’anna, o compositor que é fio condutor do enredo “O esperançar do poeta” da União de Maricá, vem retratado no carro abre-alas, chamado “Tempo de compor”. Um carro coloridíssimo, que emana esperança com beija-flores reluzentes, um homem negro com um violão no topo do carro, cercado de dois meninos negros flamenguistas, com o cabelo descolorido, meninos que admiravam ou se tornaram esse homem. Homem esse que representava o compositor negro.

Ao analisar o abre-alas, Bianca Maia, falou sobre a representatividade do carro para o carnaval e para o enredo da escola:

“O carnaval, como um todo, já é um movimento de resistência, já é um movimento negro desde a sua origem. E quando a gente vê uma escola como a Maricá, que não é propriamente da região metropolitana, trazendo a temática que quer questionar isso, é muito importante. Porque o carnaval nasceu disso, do protagonismo negro, de pessoas como eu brilhando na avenida. O enredo da Maricá é sobre isso, sobre fazer a gente brilhar, sobre fazer a gente ser o protagonista da nossa história. E isso é lindo, isso é maravilhoso, e eu espero que o Maricá vá longe e consiga chegar no Grupo Especial”, pontuou a economistas de 37 que veio compondo o abre-alas.

Marica Esp02 002Iara Sant’anna, de 47 anos, filha de Guará, veio ao lado da sua filha em cima do abre-alas homenageando seu pai, falecido em 1988, com apenas 33 anos:

“Estar aqui é uma emoção que não cabe no peito. Eu acho que a escultura que está ali representa muito bem meu pai. Se ele estivesse aqui agora conosco, escreveria vários versos, a luz de velas, a luz natural, a luz de Deus, a luz de todos os santos. E estaria iluminando muito mais o samba de raiz, o pagode, a MPB e tudo mais. Eu sei que de onde ele estiver, com minha mãe e meus irmãos, ele está feliz”, contou Iara emocionada.

Apesar da breve vida, Guará deixou composições de sucesso, como “Sorriso Aberto”, “Problema Social” e “Singelo Menestrel”, além de sambas enredos premiados, como, “33 – Destino Dom Pedro II”, de 1984 e reeditado em 2022 pela Em Cima da Hora, e dois da Acadêmicos do Engenho da Rainha, em 1985 e 1986.

Marica Esp02 003“Por um tempo andei desacreditada, mas eu nunca esqueci que ele deixou um legado, os poemas que ele vivia, seja da boemia dele, pois ele era muito boêmio, mas muito inteligente, ele era um gênio, ele era temporal, ele era a frente do seu tempo, literalmente. Se ele estivesse aí hoje, seria um Cartola, um Candeia da vida, estaria com os grandes. Mas ele está vendo tudo isso. O que a Maricá está fazendo é lindo, eu sou muito feliz pela Maricá lembrar do meu pai, por isso que a Maricá é um país”, finaliza Iara.

Plasticidade e canto se destacam e Dragões da Real entra no caminho do título

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Por Gustavo Lima e fotos de Fábio Martins

Terceira escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, a Dragões da Real mostrou o porque se preparou no mais alto nível para o Carnaval 2024. Alegorias luxuosas deram o tom do desfile, além de uma harmonia muito bem entrosada com o carro de som. A comissão de frente de Ricardo Negreiros foi bem vista, tendo uma coreografia complexa. Vale destacar a abertura forte nas arquibancadas. A equipe de apoio da Dragões da Real distribuiu bandeirinhas do enredo por todas as arquibancadas e fez a alegria do público, que mostrou alegria na arrancada do samba. A agremiação fechou os portões com 1h de desfile, cravados. A Dragões da Real levou o enredo “África – Uma constelação de Reis e Rainhas”, assinado pelo carnavalesco Jorge Freitas. Erramos: antes citamos que um drone poderia prejudicar a escola por ter batido em uma alegoria, porém, recebemos a informação que o objeto não era da agremiação e que a Liga-SP atuou imediatamente retirando e recolhendo o drone, que era de um popular, ou seja, o ocorrido não tem relação nenhuma com o desfile.

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Comissão de frente

Comandada pelo coreógrafo Ricardo Negreiros, a comissão de frente fez uma apresentação grandiosa na avenida. Vários atores entraram em cena, tendo inúmeros papéis dentro da encenação, como a entidade Exú para abris os caminhos. Havia criança sendo coroada, personagem representando um senhor que parecia uma espécie de ancião. Havia uma espécie de misticismo com realidade dentro da comissão de frente, que abriu muito bem o desfile, fazendo várias encenações na passagem do samba e, sobretudo, explicando o que é a África.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rubens de Castro e Janny Moreno, representou a “alma africana”, com uma fantasia toda requintada nas cores escuras em preto e marrom.

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A dupla executou uma grande apresentação, deu belos giros e, apesar da bela e alta vestimenta com costeiros, se sentiram leves. Rubens e Janny ‘brincaram’ na pista, fazendo danças afros e mostrando o porquê a experiência está valendo a pena. Sem dúvidas um dos destaques da comunidade da Vila Anastácio.

Enredo

A Dragões quis mostrar uma África diferente. A religiosidade existiu, mas se viu no desfile o predomínio de um contexto histórico abordando um continente alegre e rico de histórias. Como diz o refrão do meio de seu samba-enredo, realmente uma África que “a história nunca quis contar”. Para isso, a Dragões levou a entidade ‘Exú’, que tem outro nome no continente, mas foi para mostrar que estava abrindo os caminhos da escola, como cita o samba, além de carros de savana e luxo.

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Alegorias

Dragões da Real optou por levar algo totalmente monocromático e luxuoso. Uma característica notável é que nas quatro alegorias predominava uma cor só. Realmente a ideia do carnavalesco Jorge Freitas era colocar algo monocromático, como citado. A ideia dos carros alegóricos foi bem observado e explicou o enredo de forma notória.

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O abre-alas, intitulado como “Tributo à Savana”, como diz o nome, representou na pista a savana africana, com animais como leões, girafas e rinoceronte. Um primor de acabamento e iluminação, todo em laranja. Havia um efeito de engrenagem que girava e causava um efeito de ilusão nas laterais do carro. Grande abertura para embalar o desfile.

A segunda alegoria foi chamada “Poder além da sedução”, tendo como nome uma frase inspirada no samba-enredo da escola, que se localiza na segunda parte. O carro teve como objetivo retratar o Egito e sua mitologia, tendo como escultura principal a rainha Cleópatra. Iluminação toda em roxa e acabamento altamente satisfatório.

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O terceiro carro simbolizou o “Reino Matamba” – Havia duas esculturas de mulheres negras. Tais rostos esculpidos eram bastante realistas. Era o carro com mais cara de África em forma de carnaval, pois também tinha bastante palha.

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Por fim, encerrando o quesito, a última alegoria assim como a segunda, tem como o título inspirado no samba-enredo – “O luxo visita a sabedoria”. Um carro iluminado todo em vermelho que deu um belo contraste na pista para encerrar com as cores da escola.

Fantasias

As fantasias em seus costeiros e adereços de cabeça tinha um requinte especial, com matérias padrão Jorge Feitas. Todas bastante organizadas. Apesar de todo essa grandeza, as vestimentas dos componentes não impossibilitaram de que a escola cantasse e dançasse com força, como aconteceu nos dois ensaios técnicos que a agremiação realizou.

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Harmonia

O canto da escola confirmou a força e novamente mostrou um desempenho para lá de satisfatório no desfile. A Dragões da Real tem esse quesito muito bem trabalhado ao longo dos anos e desta vez não foi diferente. Fez valer o desempenho do quesito realizado no ensaio técnico e o levou para o desfile oficial. O refrão de cabeça e os últimos versos explodiam a arquibancada. “Coragem, resistência, comunidade…africanidade!”.

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Samba-enredo

Interpretado por Renê Sobral, o samba-enredo da Dragões da Real teve um desempenho satisfatório. Dá para analisar que até bastante gente no Anhembi pegou a letra logo de cara. Foliões dos camarotes cantavam trechos a todo instante.

Sobre o carro de som, Renê colocou a comunidade para cima. Fez questão de esperar a sirene tocar para começar a cantar a trilha-sonora, com o intuito de levantar não só o povo, mas também a arquibancada.

Evolução

Foi outro ponto destaque da escola. Apenas há de se observar que houve uma parada no último módulo de alegoria quando a comissão de frente estava por lá. Não se sabe se foi estratégico, para apresentação ou erro, mas houve essa pequena lentidão quando o primeiro setor se aproximava do último módulo. Entretanto, a Dragões, assim como na harmonia, sempre foi um exemplo de evolução. Tudo bastante compacto, harmonias entrosados e nenhum risco de buracos e espaçamento entre fileiras. Realmente é uma escola totalmente ensaiada.

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Outros destaques

A bateria “Ritmo que Incendeia”, comandada por mestre Klemen, levantou a arquibancada quando soltava as suas bossas. Não jogou toda hora, foi um tanto estratégico no recuo, mas nas arquibancadas claramente quis provocar a adrenalina nos componentes.

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Ala das baianas foram logo atrás do casal vestidas de “Matriarcas Sarcedotisas”, desfilou com uma fantasia elegante, com a cor predominante marrom e tons de bege no saiote. As mães do samba acompanharam a escola e cantaram o samba com força.

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Karine Grum, rainha de bateria, desfilou representando as “Riquezas do rei Mansa Musa”. A princesa Yohana Obyara foi para a pista simbolizando “O luxo da peregrinação ao oriente” e Kelly de Paula, musa da bateria, “Genorasidade e o cerne da riqueza”.