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Quesitos da Independente mostram otimismo com desfile

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A Independente Tricolor foi a quarta escola a desfilar no Anhembi, logo na primeira noite, dia 9 de fevereiro. Com o enredo “Agojie, a Lâmina da Liberdade!”, passou pela primeira vez sem ser abrindo a sexta de carnaval no Grupo Especial, nas outras duas ocasiões foi assim.

Após o desfile, o carnavalesco Amauri Santos contou para o site CARNAVALESCO sua análise: “Foi bem legal, agora aguardamos para saber. A nossa parte foi bem feita e aguardamos para fazer do resultado, mas pelo que nós vimos, pelo que acompanhamos, passamos redonda e passou legal”.

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Destacando algo na parte visual do desfile da Independente Tricolor, o carnavalesco da agremiação ressaltou: “Gosto muito da abertura. Acho que tem abertura grandiosa, uma coisa do misticismo e o fechamento também, né? Que a gente começa numa coisa tão ancestral e termina com uma coisa futurista. Eu gosto desses dois modelos”.

Em relação a alguma dificuldade, o carnavalesco falou: “Acompanhei um pouco a escola, parei, voltei. Agora é aguardar tecnicamente aí e os jurados para saber o que acontece”.

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O casal, Jeff Antony e Graci Araújo foi formado devido a gravidez da Thais Paraguaçu durante as prévias do carnaval, e a porta-bandeira relatou: “Teve acho que dançar ali na frente do recuo da bateria que a gente pega a energia ainda da monumental já entrando para um jurado. Ali foi um momento que o coração bateu mais forte, a alegria demais”

O mestre-sala Jeff disse: “Momento mais emocionante, tirando esse, para mim também a concentração, né? Onde estamos com os nervos a flor da pele, já emanando boas energias e ao cruzar a faixa amarela é sempre uma grande emoção. Mas como a Graci disse, no decorrer da pista, quando chegamos no meio tem a emoção, pois é onde tem as câmeras, tem o público maior ali, esperando, pois o público de casa consegue acompanhar melhor. Então é onde a gente sente que a gente está sendo bem vistos e todo mundo tá assistindo a gente mandando boa energia, sensação única. Nossa, escola estava linda, nós estamos muito feliz com o resultado porque é uma parceria nova e que com certeza Deus nos abençoe porque a gente é luz. A gente trabalhou muito para esse momento.

Dificuldades durante o desfile, a Graci falou: “Peguei vento principalmente ali na frente do recuo. Mas deu tudo certo, graças a Deus, tudo bem”, e o Jeff Antony: “Só esse momento do vento, mas eu vi que ela foi muito guerreira, minha porta-bandeira foi guerreira quando vi ela dominando Pavilhão, o vento ali não foi uma dificuldade e sim uma força ainda mais para ela seguir firme e guerreira com o nosso Pavilhão”.

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O intérprete Chitão Martins estreou oficialmente na Independente e ressaltou sobre o ensaio“O samba é, ele é forte, né? Ele não tem um descanso. Ele é todo tempo atacando para cima, mas eu acho que a parte forte ali é quando chega no Preta.. ‘Preta tenha a cabeça sempre erguida’. Se prepara para o refrão que é uma explosão. Foi bom, a escola veio bonita, a escola veio compacto da escola, desfilou o carnaval, não vi em nenhum momento a escola parando, o tempo todo dia evoluindo, e é isso, cara. Fizemos um bom trabalho. O presidente apresentou uns belos carros aí, a bateria maravilhosa Cassiano veio muito bem no andamento e nas bossas. Agora espera terça-feira ver o resultado que eu tenho certeza que vai ser bom para nós”.

Em relação a dificuldades, o intérprete da Independente disse: “Então para mim foi só esse lance do critério de julgamento. Tenho uma característica de fazer caco, de tentar trazer a arquibancada para o desfile, tive que segurar isso. Mas não me atrapalhou, consegui me adaptar esse novo modelo e a escola veio bem, estudei onde eu tinha que fazer carco e eu acho que deu tudo certo”.

Em avaliação sobre o desfile, o mestre da Independente Tricolor, Cassiano Andrade, ressaltou: “Desfile foi técnico, né? Nós trabalhamos bastante para chegar no dia, já tem todo o preparo aonde vai fazer, onde não vai fazer. Apresentamos tudo que a gente ensaiou com muita certeza e com muita vontade. Com certeza teremos um bom resultado aí”.

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O grande momento do desfile para o mestre de bateria: “Foi o momento que a bateria abaixa para o tambor tocar, da mulher tocando o tambor Agojies, é o enredo falando das mulheres pretas. Esse foi o ponto alto do desfile da bateria”.

Sobre dificuldades, o mestre Cassiano falou: “Não, a gente treina, trabalha para isso, dificuldade não, tivesse tido dificuldade estaria tenso, to aliviado, satisfeito com resultado apresentado pela rapaziada aí pela bateria e está confiante para caramba”.

O coreógrafo Arthur Rozas avaliou o desfile da Independente Tricolor: “Emocionante já é, após longos meses de ensaio, conseguir chegar aqui com um projeto assim como a gente sonhou, né? Que ele acontecesse no dia do desfile, então isso já é uma emoção maravilhosa. Passarmos nesta pista de tantos sonhos, de tantos desejos, tantos investimentos e concretizar esse projeto e agora é aguardar para que o melhor nos encontre”.

Explicando sobre a apresentação da comissão de frente, revelou: “Nossa comissão veio representando um ritual Vodu. Nosso enredo fala sobre as guerreiras Agojies e o ritual de fé que elas, um dos rituais que elas emanam, então eu acredito que é quando revelamos a nossa rainha vodu ali da nossa pequena alegoria e o escudo que você vai se abrindo em forma de pétalas de flor para homenagear as mulheres e a nossa rainha vem e convida as outras mulheres para dançar e celebrar junto com ela. Conseguimos colocar no projeto realmente sublinhar a força da mulher preta e enaltecer o ponto principal do nosso enredo”.

Sobre dificuldades no desfile, o coreógrafo disse: “Olha eu confesso para você que no dia eu fico tão concentrado com os comandos, com o tempo e tudo mais, que eu me atrevo a dizer que eu não vi dificuldades. Mas assim é o olhar do coreógrafo, da poesia também, né emocionado, mas tem que se concentrar, conduzindo o grupo com os comandos, de segurar e de avançar, eu acho que fizemos uma bela passagem”.

Boicote? Integrantes do Vai-Vai repercutem incêndio em tripé da Comissão de Frente

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Um dos grandes fatos pré-desfiles do Grupo Especial de São Paulo se deu nas primeiras horas da noite de sábado – 10 de fevereiro. Cerca de três horas antes de entrar na avenida, o Vai-Vai, que inauguraria as apresentações, teve um princípio de incêndio no tripé da Comissão de Frente. Perguntado sobre esse e outros fatos acerca do desfile do enredo “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulistano”, integrantes da Escola do Povo tiveram visões bem distintas. Confira as frases abaixo:

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Robson Bernardino, coreógrafo

“Na verdade, colocaram fogo no nosso carrinho. Acho que foi um boicote, mas o nosso assistente do carnavalesco viu e apagou. Depois, o pessoal do barracão refez. Mas não teve nenhum problema na nossa comissão além disso, não. Era uma opção estar acesa a palavra Hip Hop e optamos em não acender – isso, depois, não vai na pasta. Deixamos apagado por uma opção, mesmo, para não ter problema de apagar.
Não teve nenhum problema com relação ao elenco, a dança, tudo. Deu tudo perfeito, graças a Deus”

“Fizeram tudo certinho, a gente conseguiu demonstrar pro público que assistiu toda a evolução, a cronologia, o tempo do hip-hop dos anos sessenta com a banda; os anos oitenta e as batalhas; os anos noventa e aquele pessoal que parece do basquete, que é o pessoal do hip hop e tirou aquela roupa de agasalho apertado… já mudou um pouco o visual deles. Por final, a parte dos anos dois mil, a atualidade – onde a gente já trouxe mais uma coreografia mais rápida, mais do momento, vamos dizer assim”

Luiz Robles, diretor de Harmonia e de carnaval

“Eu estou emocionado porque esse Carnaval foi “um pouco bem difícil” para escola. A gente foi um pouco criticado por estar fazendo um manifesto, mas a gente conseguiu mostrar porque que a gente e o povo tem que respeitar a escola. Isso aqui é escola de samba, escola de samba de verdade”

“A gente não sabe porque pegou fogo do nada. A gente estava movimentando a alegoria e, de repente, ela começou a pegar fogo. A gente não sabe o que aconteceu até agora. Mas Exú está sempre com a gente, abrindo os caminhos. Aa gente conseguiu recuperar o piso e, na pista, mostrar porque que a gente está aí e por que que a gente voltou para o Grupo Especial. Eu acho que a gente não tem que investigar não, somos a Escola do Povo. Vambora, carnaval está aí, vambora, vambora, vamos esquecer isso aí de boicote. A gente fez um carnavalzaço na pista”

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Luiz Felipe, intérprete

“Conseguimos fazer tudo, tivemos algumas pequenas dificuldades que tivemos que superar, mas conseguimos fazer tudo, graças a Deus. A gente está até aliviado porque foi um grande desfile, uma escola grande que fechou no tempo certo. Agora é esperar terça-feira. E, sobre o canto da escola e da arquibancada, a gente não precisa nem pedir: eles já estão com a gente. A gente faz por eles, o nosso combustível é eles, a gente faz por eles”

Mestre Beto, mestre de Bateria

“Cumprimos todos os critérios de balizamento, os compassos exigidos pela Liga-SP e os arranjos. Conseguimos ter uma bateria que terminou no mesmo andamento que a gente começou. Na minha avaliação, vou dormir tranquilo. Creio que meus ritmistas também vão dormir tranquilos. Achei que foi uma ótima apresentação da bateria e de toda a escola de samba. O Vai-Vai está de parabéns”

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Renatinho Trindade: “Nossa mensagem foi passada. É um tema muito muito forte, é muito forte pro povo, e nós somos a Escola do Povo. Nos dedicamos muito pra passar a mensagem que estava com a gente”

Fabíola Trindade: “É Exu contando a história do nosso figurino. Ele vem para um palco que é a rua e, nesse palco, ele encontra uma arte que a gente chama de hip hop. Foi a aliança entre o hip hop e o samba – com a nossa Escola do Povo. No final, a gente saúda e dá uma grande festa. Deu tudo certo, o fim foi dentro do que a gente estava esperando. Acho que passamos a mensagem e isso foi o mais importante”

Fabíola Trindade: “A gente viu um retorno muito grande do público! Somos uma escola de muita torcida. Isso também foi um componente a mais para esse momento. A gente precisa sonhar, a gente precisa ser feliz – e o Vai-Vai tem uma grande responsabilidade com o carnaval de São Paulo. Voltamos ao Grupo Especial e não que as outras não passem a mesma mensagem; mas, para a gente, é algo muito maior: é trazer o povo pra essa grande festa que é o carnaval”

Quesitos da Mancha Verde falam suas impressões sobre desfile

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Vice-campeã do carnaval de São Paulo em 2023, a Mancha Verde buscou o terceiro título do Grupo Especial da história da agremiação com o enredo “Do nosso solo para o mundo: o campo que preserva, o campo que produz, o campo que alimenta”, idealizado pelo carnavalesco André Machado. Estreando novos mestres de bateria e um novo porta-bandeira de última hora, já que Marcelo Silva contraiu dengue e quem dançou ao lado de Adriana Gomes foi Thiago Gomes, a agremiação falou sobre as impressões em relação ao desfile na Dispersão do Anhembi.

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Mestres de bateria

Cabral e Viny: “O ponto alto foi resgatar o clima da bateria. A gente veio com um clima bastante leve, estava tudo tranquilo entre a gente no Esquenta. a gente conseguiu cumprir com todos os requisitos para ajudar a Mancha Verde. A gente foi super tranquilo”

Marcos dos Santos, coreógrafo da comissão de frente

“Não teve erro nenhum na pista. Também é importante destacar a comissão feita com a Evolução da escola: entregamos trinta e oito minutos de exibição na pista, tanto que a gente terminou bem tranquilo em 2024 – uma grande diferença em relação ao ano passado, que terminamos muito em cima do nosso quesito. Foi incrível!”

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Fredy Viana, intérprete

“Eu nunca tinha me emocionado tanto como emocionei dessa vez! Sou um cara que já tem muitos anos de vida e, mesmo assim, eu acho que foi a energia, a alegria do povo que me deixou assim. Meu presidente me abraçou umas cinco vezes no recuo vendo que estava correndo tudo bem. Na hora do Apagão, o meu carro de som estava muito dinâmico: todo mundo sabendo o que fazer dentro de um sincronismo perfeito. Eu estou muito satisfeito! Acho que o canto da comunidade foi o ponto alto hoje. Sempre falo para não deixar para amanhã o que você pode cantar hoje – e eles respondem. É impressionante. Em qualquer lugar e apresentação que a gente faz, por menor que seja a comunidade, eles cantam muito. Sobre a fantasia, minha mulher me perguntou porque eu não poderia ir de espantalho, já que eles protegem a plantação e eu protejo a colheita da Mancha”

Paulo Serdan, presidente

“Tivemos que mexer na nossa estrutura todinha, colocar o Thiago para ensaiar com a Adriana das 10h às 00h, foi muito difícil organizar esse aspecto nessas últimas horas. Nós temos um povo maravilhoso, é impressionante a disposição da rapazeada que está aqui a essa hora da manhã, com a vontade de estar aqui, de fazer uma coisa legal, contagiar o público que está assistindo. É gostoso, é um ingrediente à parte porque eu acho que o carnaval de São Paulo pode entrar mais na vida cultural da cidade como é no Rio de Janeiro. Sentir mais as escolas, bater palmas para elas… isso faz um pouco de falta. Olha o nível que o carnaval de São Paulo chegou, olha que legal”

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“É o primeiro carnaval do Cabral e do Viny como mestres da Puro Balanço, é uma imensa honra. Para mim, o Mestre Louro desceu a avenida junto com eles. É sinal que a Mancha está conseguindo ultrapassar barreiras no samba, isso me deixa feliz porque desde que chegamos ao carnaval nós sempre respeitamos a festa. Nunca houve um problema envolvendo a Mancha no carnaval. Os sambistas, de uma forma geral, começam a enxergar a gente para falar de samba”

Integrantes do Barroca se emocionam na dispersão, após desfile do Jubileu de Ouro

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Presidente do Barroca Zona Sul há dez anos, Ewerton Cebolinha sempre destacou que todo o trabalho desenvolvido por ele visava o carnaval de 2024, quando a verde e rosa comemoraria cinquenta anos de existência. Pouco mais de um mês antes do grande dia, a comunidade perdeu Geraldo Sampaio Neto, o Borjão, pai do atual mandatário da agremiação e presidente da instituição em cinco oportunidades. O caldeirão de emoções estava formado, e o desfile do enredo “Nós nascemos e crescemos no meio de gente bamba. Por isso que nós somos a Faculdade do Samba. 50 anos de Barroca Zona Sul”, idealizado pelo carnavalesco Pedro Alexandre, o Magoo, foi muito elogiado por componentes da agremiação. Confira abaixo algumas palavras de integrantes da instituição na Dispersão do desfile:

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Pedro Alexandre (Magoo), carnavalesco

“O ponto alto de hoje foi a emoção e os componentes da escola, que sabem do ocorrido com o Borjão e, também, os cinquenta anos de Barroca, foi uma exibição cercada de emoção. A gente transformou isso em um desfile, eu e toda uma comunidade colocamos o desfile dessa forma. Desfilamos com uma emoção bastante aflorada e isos foi fantástico”

“Eu fiquei andando e circulando pelo desfile inteiro, então eu acabo não vendo tudo com tanta profundidade assim. Mas, em um conjunto, não tem um quesito específico para destacar. Acho que o Barroca completa. Tudo aquilo que a gente planejou nós conseguimos colocar na avenida. Foi muito legal o conjunto do Barroca, realmente está todo mundo de parabéns”

Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Marquinhos Costa: “Foi muito positiva a nossa passagem pelo primeiro jurado, a gente pegou um vento que não estava assoprando e antes e conseguimos performar bem; no segundo, a sandália da Lenita arrebentou e eu fiquei sabendo só agora. Como eu falei em entrevistas e ensaios, a gente tem que estar preparado para qualquer adversidade. A gente sabia o que era para fazer, se não saiu como a gente imaginava, ainda assim foi algo muito bom”

Lenita Magrini: “Por isso, no ensaio, é bom vir à milhão para que, caso aconteça algo, a gente saiba lidar com a situação – igual aconteceu com a sandália. Um entende o outro de todas as formas, então eu acredito que a nossa passagem foi muito gostosa, em todos os sentidos, mesmo com o vento e com a questão da sandália. Estávamos em sintonia e rolou. Transmitimos para o jurado a questão dos cinquenta anos do Barroca, então não tem como não sair emocionado”

Chris Brasil, coreógrafo da comissão de frente

“É maravilhoso falar dos cinquenta anos do nosso Barroca. Esse ano, quisemos desenvolver um conceito com várias subidas e trocas de cenário. Usamos muito figurinos e entregamos um resultado com muita força e garra para a nossa verde e rosa. Acho essa comissão de frente maravilhosa e quero que eles se recordem desse momento como algo para a posteridade”

“Foram várias trocas ao longo do desfile, era dezesseis componentes fazendo trinta e sete trocas, trocando de roupa o tempo inteiro. Estamos felizes com o arriscado resultado, um trabalho com muita coragem para sair de uma plástica mais enquadrada. Agradecemos muito à escola por ter encarado esse desafio com a gente”

Fernando Negão, mestre de bateria

“A minha avalição é muito boa, a escola veio bem e aguerrida. A bateria veio em um conjunto bem bacana, bem legal. Vamos esperar o resultado agora. Como ponto alto, destaco a garra e a vontade, sobretudo após o falecimento do nosso presidente de honra, todo esse carnaval foi para ele. Se Deus quiser, vai dar tudo certo e voltaremos no Desfile das Campeãs – quem sabe até como campeã”

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Pixulé, intérprete

“Foi maravilhoso! Não tenho mais o que comentar. O ponto alto, para mim, foi o Paradão da Tudo Nosso, com a escola inteira cantando e o público, em arquibancadas e camarotes, fazendo o mesmo”

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Ewerton Cebolinha, presidente

“Acho que hoje a comunidade se superou! Ela não resume em um contexto geral: a dedicação da nossa comunidade foi tocante, estão todos de parabéns. Não consegui acompanhar tudo, mas estou sempre de olho em diversos pontos enquanto ando para lá e para cá. Do que eu vi, foi tudo muito positivo, estou bem satisfeito”

João Carlos Nascimento, integrante da Comissão de Carnaval

“Hoje, a emoção deu o tom porque perdemos o nosso presidente de honra um mês antes do carnaval. Acredito que a comunidade respondeu muito bem, com muita emoção, para fazer um carnaval para a história, feito para todo mundo. Quem já tinha visto nossa escola, certamente identificou essa emoção. O Borjão sempre nos ensinava e cobrava para que o povo estivesse sempre dentro da escola, e nós mostramos e respondemos muito bem a isso na avenida”

Camisa Verde e Branco comemora desfile em retorno ao Grupo Especial

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O Camisa Verde e Branco voltou… É o que diz o samba, e a agremiação de fato disputou o Grupo Especial, a última vez tinha sido há doze anos, ou seja, tem tempo. Neste retorno o Trevo da Barra Funda trouxe o enredo: “Adenla – O Imperador nas terras do Rei”, abrindo os desfiles em São Paulo, a primeira a desfilar na sexta-feira de carnaval.

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O intérprete Igor Vianna foi quem conduziu a agremiação neste retorno e revelou: “O desfile foi uma coisa emocionante, teve vários pontos do desfile em que a voz quis embargar, mas os orixás se fizeram presentes e não deixaram acontecer, fizeram com que a gente conseguisse conduzir até o final esse desfile. E eu só tenho a agradecer a toda a comunidade do Camisa, minha presidente pela confiança, foi maravilhoso demais” e complementou: “Nossa vocês viram a arquibancada abraçar o Camisa do jeito que abraçou, o carnaval de São Paulo precisava desse respiro do Camisa Verde e Branco de volta à elite e fazendo um desfile desses que ao meu ver foi muito bom”.

A porta-bandeira Jessika Barbosa: “Ah é um sentimento indescritível, ser o casal que subiu para escola e agora estamos estreando, ser a primeira escola depois de 11 anos, então deu um nervosismo ali na concentração, mas quando entra na pista ficamos mais tranquilos. Infelizmente ventou um pouco em dois dos setores, mas dentro do possível a gente conseguiu cumprir com o nosso objetivo”.

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O mestre-sala Alex Malbec falou sobre o planejado: “Foi, foi, só ventou um pouquinho, mas a gente soube conduzir ele dá para situação, mas entregamos tudo, né? Viemos com vontade, somos casal de força, de explosão, de uma dança tradicional e foi tudo lindo, maravilhoso. Tô muito feliz e agradeço muito por fazer parte desse retorno Camisa Verde ao grupo de elite do carnaval de São Paulo”.

Falando sobre a apresentação da comissão de frente, o coreógrafo Luiz Romero falou: “Eu até comentei com eles. Porque para mim eu tô muito satisfeito, fiquei satisfeito com o processo e agora tô muito satisfeito com o resultado. Foram meses de ensaio e que a gente conseguiu trazer a energia de Exu, a energia de Oxossi e apresentar muito bem essa promessa que o Camisa fez de homenagear Oxossi no Especial. Então pedimos licença a Exu para poder homenagear o grande rei de Queto, Oxossi. Viemos muito bem, veio forte, então eu tô muito confiante que nota também venha. Espero que a gente faça um bom resultado e o Camisa também”.

O mestre da Furiosa da Barra, Jeyson ficou feliz com o retorno da sua agremiação a elite após longo período: “O Camisa sempre faz falta no carnaval de São Paulo, uma escola super tradicional e a minha emoção, cara, eu não consigo nem descrever para você, porque eu só cria da casa, nasci na escola, então estar na frente desta bateria, nessa escola, para mim é uma sensação, não tem não tem preço, é incomparável. Não tem preço, é gigante, eu agradeço muito a Deus por estar nesta escola e nesta bateria”.

Em conversa com o site CARNAVALESCO revelou um problema, mas antes da pista e comemorou ter feito todas as bossas planejadas: “Fizemos tudo graças a Deus, graças a Deus na pista deu tudo certo. Vou falar aqui para vocês, lá embaixo tivemos um probleminha, parei a bateria e conversamos, na linha amarela deu tudo certo. Deu problema onde tinha que dar o problema, que era lá embaixo, quando pisou na linha, deu tudo certo”. E complementando exaltando o samba-enredo: “O samba é muito bom, então o samba ajudou muito a escola cantar, evoluir e a bateria energizar a escola”.

Com quesitos satisfeitos, Águia de Ouro avalia desfile positivamente

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O presidente da Águia de Ouro, Sidnei Carriuolo fez sua avaliação sobre o desfile da agremiação: “Algumas coisas não tão bem, outras coisas melhor do que esperávamos. Desfile acontece aqui mesmo, entre as duas linhas amarelas”, e complementou: “A coisa mais difícil que tem, é uma escola de samba fazer um desfile perfeito, mesmo campeã, não faz perfeito, sempre enxergamos coisas que poderia ser melhor. E tenho muita coisa essa sensação comigo, de querer melhorar, sempre achar que posso mais, que pode ser mais legal. Mas também é uma coisa muito particular minha. Fiquei aqui na frente, não deu para sentir muito, mas pessoal que ficou na arquibancada talvez possa ter uma opinião mais formada que eu”.

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Em relação ao ponto alto do desfile, o presidente da Pompeia revelou: “Pessoal tirou uma onda, isso eu pedi, e fui atendido. O pessoal curtiu, tirou uma onda, é o que carnaval pede, diversão, e isso daí acho que fomos muito bem, em termos de diversão”.

A porta-bandeira Monalisa Bueno, que chegou na agremiação no início de janeiro às vésperas do primeiro ensaio técnico da Águia de Ouro, revelou: “Não tivemos meses de ensaio, nossa parceria tem 25 dias. Tudo que a gente se propôs a fazer nesses 25 dias conseguimos colocar aqui na pista, então eu tô muito feliz e acredito que o João também com o resultado. E agora é acreditar que a gente conseguiu agradar os jurados e não só a gente como toda a escola”.

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O mestre-sala João Camargo disse sobre o trabalho: “Só posso dizer que sim, conseguimos transformar nove meses de trabalho em 25 dias. Primeiro porque a gente conseguiu passar aqui, o que todo casal precisa principalmente de segurança, parceria, respeito, amizade, amor e dedicação, então tenho certeza que a gente fez um belíssimo trabalho, estou muito satisfeito. Espero que tenha agradado não só os jurados, mas o público, a todo o pessoal da Imprensa e todo o pessoal que cobre e valoriza o segmento, das nossas dificuldades de samba, principalmente na escola de samba Águia de Ouro que veio com um tema muito assertivo da rádio e assim só agradecer a Monalisa por ter vindo junto comigo neste processo, e a Mauria, toda nossa equipe que trabalhou arduamente todos esses dias e tenho certeza que Deus abençoou esse processo”.

Avaliando a apresentação, Douglinhas Aguiar ressaltou o desfile da agremiação: Douglinhas: “Foi acima da expectativa que esperávamos, sabemos que a Águia de Ouro é uma escola que não tem torcida na Avenida né? E vimos a arquibancada cantando, então para nós foi maravilhoso. Foi além do que eu estava esperando, gostei demais. Acredito que estamos na briga”.

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O seu parceiro, Serginho do Porto seguiu o argumento: “Estamos saindo daqui com alma lavada. O importante é que o Anhembi no desfile do Águia cantou o samba, isso é muito importante, trouxe toda alegria e a motivação para nós, o Águia fez o desfile brilhante”, e a parceria deles, Serginho disse: “Muito boa”, enquanto Douglinhas “Cada dia mais forte”.

Um dos nomes mais longevos em uma bateria, o Mestre Juca avaliou mais um desfile pela Batucada da Pompeia: “Acho que fizemos um bom desfile, né? Passamos no tempo que foi proposto pela escola, a bateria veio no andamento bacana também, sustentou bem o desfile da escola. Agora está nas mãos dos jurados. Vamos esperar terça-feira”, e sobre as bossas: “Tudo direitinho, tudo que planejamos, graças a Deus, conseguimos mostrar ali na pista, acredito que foi um desfile bem bacana que fizemos”.

Por fim, o Juca avaliou a disputa: “Cara, é assim, muita gente criticou o samba com relação ao que ouviram no CD. Mas no fim, na pista, foi um samba funcional, principalmente o setor monumental, todo mundo cantando o samba, e todas as bossas que fazíamos, a galera vinha junto. Fizemos um bom desfile, mas espera, o carnaval tá muito parelho, né? Ontem a gente viu? Pelo menos umas quatro escolas aí que… Hoje não dá para falar quem vai ganhar, quem vai perder, hoje tá tudo muito igual”.

Confiantes, componentes da Império de Casa Verde falam em título na dispersão

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Aclamada por muitos como uma das grandes favoritas ao título do Grupo Especial do carnaval de São Paulo em 2024, a Império de Casa Verde estava bastante confiante na Dispersão logo após o desfile do enredo “Fafá, a Cabocla Mística em Rituais de Floresta”. Em entrevista para o CARNAVALESCO, diversos componentes falaram em título. Confira abaixo as frases coletadas com desfilantes-chave da agremiação.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Jessica: “Olha, foi exatamente do jeito que a gente esperou. Na verdade, foi até melhor. A gente ensaiou com um tempo a mais na pista e a gente saiu um pouquinho a menos. Então, deu para sobrar o gás e isso é maravilhoso”

Rodrigo: “Eu estou emocionado demais com o nosso trabalho, entregamos tudo que a gente preparou durante cinco meses. Algumas semanas antes do samba ser revelado a gente já tinha uma ideia. A gente foi encaixando e fizemos várias modificações, mas o grosso do que a gente tinha pensado melhor foi para a passarela. Com a consciência que a gente tem hoje, a gente não faria nada diferente. Pode ser que no próximo ano a nossa consciência vai estar outra e a gente pense em fazer diferente. Mas, hoje, fizemos o nosso melhor”

Leandro Barboza, carnavalesco

“Apresentamos fantasias de muita qualidade hoje. A gente tá super confiante no título, e acho que terça-feira a gente está botando toda nossa energia e a garra dessa mulher para vencer. Acho que o público respondeu ao longo do desfile como um todo, acho que a escola inteira surpreendeu. Mas claro que ver a Fafá encerrar o desfile foi incrível, a energia dela fechando foi incrível, mesmo”

“Eu fiquei arrumando a escola lá no início, então me preocupei em colocar uma escola bem montada. Acho que a gente passou incrível na avenida, a Império a gente já teve elogios aqui na Globo ao final da exibição. Estamos muito confiantes”

Tiguês, diretor de carnaval

“Tivemos um conjunto de alegorias belíssimas, fantasias belíssimas, o samba muito bom, aclamado por todo mundo, cantado pela arquibancada. Acho que a gente fez construir um laço, respeitando, é claro, todas as coirmãs. Mas acho que estamos na briga. O desfile passou tranquilo para caramba, mesmo. A escola vindo muito grande, eu acredito que tenha sido a maior escola que passou em 2024 – e não só de alegoria, mas eu digo de contingente. A gente avalia muito positivamente o desfile desse ano”

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Tinga, intérprete

“Um grande samba, um grande enredo! A Império sempre vem com um grande samba, graças a Deus a Império está de parabéns pela comunidade. Mais uma vez a escola fez um grande desfile e mostrou a força do imperiano, da escola, da bandeira. Estava todo mundo contando com muita alegria. Isso é o carnaval! É cantar com muita alegria a nossa cultura”

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Mestre Zoinho, mestre de bateria

“Esse ano acho que a gente fez um grande desfile. É tudo que a gente preparou nesse período. A gente conseguiu evoluir e conseguiu representar hoje. Foi um grande estilo da bateria do Império, mais um nesses dezenove anos. Acho que a gente está na briga. A gente fez a nossa parte, a escola veio bem, o samba pegou na arquibancada, estava todo mundo cantando e a bateria conseguiu impulsionar e até levantar a galera – coisa que a gente não viu na sexta-feira”

“A gente só tinha que fazer um acompanhamento do samba – e tudo que a gente fez foi em função do Samba. Impulsionamos o samba para dar esse resultado que você viu. A qualidade foi bastante crescente por conta dos arranjos com uma pegada mais indígena. Era uma coisa diferente, tinha toda essa trama, e foi muito legal. A gente tá muito feliz pelo resultado”

Homenagem à Mata de São João é celebrada por componentes da Tatuapé após desfile no carnaval de 2024

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Uma homenagem à cidade baiana de Mata de São João passou pelo Sambódromo do Anhembi no desfile dos Acadêmicos do Tatuapé através do enredo “Mata de São João – Uma joia da Bahia símbolo de preservação! Entre cantos e tambores. Viva a Mata de São João!”. A proposta da escola foi mostrar ao público que o município não se restringe apenas ao popular distrito praiano da Costa do Sauipe, exaltando a história, festividades, belezas naturais e a luta pela proteção das tartarugas marinhas, que usam das praias locais como berçários naturais. O desfile foi marcado pela riqueza e criatividade das alegorias, a sempre fantástica atuação do “casal foguinho”, Diego e Jussara, e o canto implacável da comunidade da Zona Leste.

O Site CARNAVALESCO conversou com representantes de diferentes segmentos da Tatuapé para saber suas impressões a respeito do desempenho da Azul e Branco na Avenida.

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Patrícia Lafalce, da direção de carnaval, sobre o desempenho da escola no desfile

“Sensação de dever cumprido. Nós fizemos exatamente o que a gente planejou, de cabo a rabo da pista. Uma alegria muito grande, muito grande mesmo. A escola canta muito, é uma escola de comunidade, é uma escola que abraça a Tatuapé, então estava todo mundo muito feliz, você podia olhar na cara de cada componente e você via a alegria de estar aqui. A gente literalmente alcançou nossa proposta e agora é esperar a terça-feira. Tudo que a gente se propôs, a gente fez, e eu espero que o jurado tenha tido as mesmas sensações que a gente.”

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Celsinho Mody, intérprete, sobre o desempenho do samba no desfile

“Eu chego com voz para cantar outro desfile. ‘Remexe, mainha, tempere o vatapá’. Estou muito feliz, o trabalho foi executado e de onde eu consegui ouvir foi muito, muito bem executado. As meninas, as mulheres cantando foi um arranjo muito ousado. A gente trouxe uma proposta que não é nova. Era feito lá atrás, nos carnavais antigos, e a gente trouxe porque ninguém está fazendo mais. Esse ano o critério exige um pouco mais da parte musical, então a gente trabalhou isso. Estou muito feliz com o resultado, a escola estava linda e agora é esperar a apuração terça-feira com fé que vai dar certo.”

Jussara de Sousa, porta-bandeira, sobre o desempenho do casal

“A gente cumpriu a nossa missão hoje aqui, e graças a Deus descemos bem. A nossa escola veio linda em mais um desfile, e agora é esperar para ver se o jurado gostou. Terça-feira a gente vai saber qual é a avaliação do nosso trabalho de hoje. Era uma noite com um pouquinho mais de vento, mas não chegou a atrapalhar em nada. A gente tem que fazer um pouquinho mais de força no braço, tentar manter para o pavilhão não enrolar. Eu consegui e está bem.”

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Diego do Nascimento, mestre-sala, sobre a expectativa para a apuração

“A gente sempre fica apreensivos. A gente se doa ao máximo, eu e a Ju temos um pacto muito de perfeccionismo e a gente entra na pista para jogar. Eu tenho certeza de que a gente entrou muito bem, mas agora é esperar terça-feira e ver o que aconteceu.”

Leonardo Helmer, coreógrafo, sobre o desempenho da comissão de frente

“Foi tudo exatamente como a gente fez nos nossos ensaios. Exatamente, sem surpresa nenhuma, graças aos Orixás. O trabalho foi entregue, e é isso. A expectativa é pela terceira estrela no pavilhão, nada menos que isso. Com todo respeito às coirmãs que passaram hoje e que vão passar amanhã, mas a gente veio buscar isso aqui.”

Mestre Leó Cupim, da “Qualidade Especial”, sobre o desempenho da bateria

“A emoção é indescritível. Eu que vim da ala das crianças, passei por todos os setores da escola até chegar a diretor de bateria. É um momento especial, queria agradecer toda a diretoria da escola, diretoria de bateria e a todos os ritmistas. Queria que a gente viesse para a pista entregar o que a gente tinha planejado. O ponto alto foram as bossas, e a gente teve uma proposta de andamento que a gente conseguiu botar na pista. Os nossos apagões, a escola canta bastante, então isso ajuda no todo do processo.”

Integrantes da Tom Maior expressam sentimento de ‘Aysú’ após desfile no carnaval de 2024

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A fantástica história de amor de Anahí e Abaeté passou pelo Sambódromo do Anhembi em 2024 no desfile da Tom Maior através do enredo “Aysú: Uma história de amor”. A proposta da escola foi fazer uma releitura indígena do mito de Orfeu e Eurídice, usando como inspiração as passagens da clássica tragédia grega para fazer um paralelo com as consequências aos povos originários da chegada dos europeus às Américas. Um desfile tomado pelo sentimento afetivo ilustrado em alegorias imponentes, belas fantasias e um samba considerado pela opinião pública como um dos melhores do ano.

O Site CARNAVALESCO conversou com representantes de diferentes segmentos da Tom para saber suas impressões a respeito do desempenho da Vermelho e Amarelo do Sumaré na Avenida.

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José Soriano, diretor de comunicação, sobre o desfile da escola

“Eu acho que a Tom Maior veio com todo o amor que a gente está preparando durante todos esses meses, todo esse Aysú que a gente veio cantando. O jurado tem uma leitura diferente da nossa, a gente nunca sabe, mas eu acho que a gente brilhou e foi lindo. A arquibancada cantou com a gente e recebemos todo esse carinho de volta. Eu sou suspeito pra falar, mas eu acho que o destaque nosso é o conjunto alegórico, que estava bem bonito e bem explícitos os momentos do enredo. Era uma leitura do samba, por exemplo, então você conseguia enxergar tudo a todo momento, e agora vamos esperar. A gente não sabe o resultado, mas a gente sabe que a gente entregou o melhor do que a gente estava programando e trabalhando.”

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Gilsinho, intérprete, sobre o desempenho do samba

“O samba rendeu o que a gente queria que ele realmente rendesse. A escola toda cantou, por onde a gente passou a arquibancada cantou junto, fizeram festa, bateram palma. Foi maravilhoso, e a gente está feliz com o rendimento da escola em gera. Nossa bateria foi espetacular, nossa comunidade cantando muito, a escola estava feliz. Acho que o ponto alto hoje foi a própria escola em si. A escola estava muito focada no que estava fazendo, estava todo mundo muito feliz com o que estava acontecendo, cantando muito bem, e isso foi o mais importante. Foi tudo tranquilo, o som estava maravilhoso e única dificuldade é que eu não podia beber uma cervejinha no meio do desfile, só no final.”

Flávio Campello, carnavalesco, sobre o desfile da escola

“É um desfile que me deixou sem palavras. Eu acho que a comunidade abraçou a ideia do enredo. A gente passou aqui com aquela sensação de dever cumprido. Agora está nas mãos dos jurados definir o nosso destino na terça-feira, e a gente torce para que a gente consiga trazer essa taça para o pessoal da comunidade que há 50 anos luta por isso. Eu acho que o carro que mais impactou nesse desfile foi o carro três, que é o carro do abismo da saudade. Eu passei perto dele ali no momento do desfile e vi que a galera pirou com essa alegoria, acho que é um pouco do que a galera de Parintins é capaz de fazer. Essa alegoria traduz um pouco do que a cultura parintinense é capaz de fazer no carnaval de São Paulo e no carnaval do Brasil.”

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Mestre Carlão, presidente e mestre da bateria “Tom 30” sobre o desfile da escola

“Eu gostei. Vi aqui da dispersão, mas achei que a escola veio bem tanto de alegoria, de fantasias, estava cantando, o samba também é um dos melhores do ano, então acho que tem tudo para brigar lá em cima de novo. Não dá pra apontar um só destaque. Eu acho que o bom da Tom Maior é o conjunto, e todo mundo, graças a Deus, fez a sua parte. Fizemos um grande desfile e estou muito feliz, tranquilo.”

Componentes da Tucuruvi manifestam a influência de ‘Ifá’ em desfile no carnaval de 2024

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Um convite para conhecer “Ifá” ocorreu no Sambódromo do Anhembi em 2024 no desfile dos Acadêmicos do Tucuruvi. A proposta da escola foi mostrar a visão desse culto existente no candomblé da história da humanidade desde o momento da criação do mundo, usando do Orixá Exu para falar sobre como seu amigo Orunmilá e a crença a qual seus devotos se dedicam se espalhou pelo mundo saindo da primeira cidade da humanidade, Ile-Ifé, na atual Nigéria, até chegar no “Ilê-Brasil”, a morada de Ifá no país. O desfile foi marcado pelo sentimento de paz e confraternização ao qual a comunidade da Zona Norte se propôs desde o início do projeto, tendo como objetivo principal espalhar a mensagem de Ifá para o público e mostrar que Exu, Orunmilá e todos os orixás são figuras do bem.

O Site CARNAVALESCO conversou com representantes de diferentes segmentos do Zaca para saber suas impressões a respeito do desempenho da escola da Cantareira na Avenida.

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Dione Leite, carnavalesco, sobre o desfile da escola

“É a energia do Sol que nos aquece, a energia de Olodumarê que nos permite ter Ifá. É Ifá que nos dá destino, e desde o primeiro dia ele tinha destinado ao Tucuruvi, a cada um de nós, que nós iríamos viver momentos de harmonia, momentos de felicidade. O que a gente viveu hoje, dentro dessa pista, não tem preço. Eu me emociono porque a gente viveu esse processo junto ao Pai Maurício, junto ao Babá Godá da Nigéria, principalmente ao Rodrigo, nosso gestor. Nós vivemos um processo muito grande de crescimento, e chegar hoje nisso e viver isso é uma energia surreal. O que a gente viveu dentro da Avenida, independe de resultado, é energia, e isso é Olodumarê que estava ali, com essa energia do Sol nos aquecendo, e a Tucuruvi realmente encerrou o carnaval de São Paulo, isso podem ter certeza. Eu acho que a energia da nossa comunidade foi um destaque, a comunidade que está tomada pelo Ifá. É esse trabalho inculcado pelo Rodrigo, é essa energia do Sol que nos aqueceu que foi transformada em Ifá, uma energia é muito pura. Só quero dizer o que nós vimos, que a sensação de Avenida foi surreal. O IFA estava presente conosco nesse desfile.”

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Hudson Luiz, intérprete, sobre o desempenho do samba

“É muito louco falar isso, mas quando a gente está dentro acaba não sentindo esse clima. Foi a primeira vez que eu consegui de fato sentir esse clima de alegria. O componente não estava cansado por ser a última escola, ele estava feliz em estar na Avenida cantando o samba da Tucuruvi. A gente conseguiu assimilar isso e eu achei que foi um desfile maravilhoso. A energia que vinha da arquibancada era uma energia fabulosa e a gente, quando sente isso, sabe que o recado está sendo dado. Eu acho que o samba funcionou muito bem. Vi muita gente cantando samba não só na arquibancada como a escola toda cantou. Então eu acho que foi o samba certo, com o momento certo, no enredo certo. Essa eu acho que é a minha ótica, dali de dentro, que para mim eu acho maravilhoso e a gente sonha em voltar nas campeãs, principalmente sendo a campeã do carnaval.”

Luan Caliel, mestre-sala, sobre o desempenho do casal

“Eu acho que tudo que nós fizemos nos dois ensaios técnicos, hoje foi para fechar com chave de ouro. Eu e a Bia viemos muito bem, acho que cravamos em todos os jurados e que não tinha como ser melhor. É um Sol, uma roupa quente e mesmo assim nós conseguimos mostrar o trabalho que ensaiamos o ano inteiro. Eu gosto muito da nossa coreografia. Esse ano nós colocamos alguns passos afros, e nós temos uma abertura com uma diagonal bem grande que acho que cumpre o que o quesito pedia, e gosto muito dessa parte. Nós terminamos o giro horário, abrimos a lateral, voltamos com dois giros e depois emenda com o anti-horário. Eu acho que esse é o ponto forte da nossa coreografia.”

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Beatriz Teixeira, porta-bandeira, sobre o desempenho do casal

“Eu estou tão emocionada que não consegui nem falar. Foi um trabalho muito duro, muito duro, e a gente fez o melhor. Saiu do jeito que a gente queria, a gente saiu brincando, mas é responsabilidade, a gente vinha com isso na cabeça mesmo a gente descendo tranquilo, brincando. Mas eu quero muito, torço muito, trabalhei muito para vir nossos 40, se Deus quiser, e estar com o título que é o principal, que é realizar o sonho. Eu falei que essa é a minha meta desse ano, tirar a minha nota 40 e fazer essa escola ser campeã.”

Renan Banov, coreógrafo, sobre o desempenho da comissão de frente

“Muita emoção. Acho que o objetivo que é trazer essa mensagem de Ifá foi atendido. O jogo, os mandamentos, fazer o Odu e mostrar a importância da ancestralidade e o respeito à religião matriz africana. Destaco o jogo do Odu, a queda dos Odus que é o Fumegi, que representa o Odu da criação, que é a abertura dos caminhos através do Babalaô.”

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Mestre Serginho, da “Bateria do Zaca”, sobre o desempenho da bateria

“Ensaiamos pra caramba o ano inteiro. Era um projeto bem complexo, que envolvia escola e a bateria. Acredito que foi bem bacana. A gente foi evoluindo em questão aos ensaios técnicos de bateria. Depois do primeiro deu uma melhorada, no segundo já chegou num patamar bacana, e hoje aí a gente tem um povão. É diferente, já é o jogo valendo, então tem jogador, muda toda a temperatura. Muda também que a rapaziada quer fazer acontecer. Mas foi do cacete, mano. Da hora, eu curti. A gente tinha uma paradinha que era dividida em três partes. A primeira parte, que a gente dividia com a escola, com o serrado, que era a mensagem do ‘respeitem a minha ancestralidade’. Aí depois tinha a parte de pergunta, resposta e repique, e a gente finalizava com o toque dos atabaques e agogôs, e aí depois tinha mais um pedacinho ainda. A gente tinha duas bossas. Uma bossa que fazia um trecho, que era o andamento e a afinação, e a outra que a gente fez, que era essa daí que tinha todos esses elementos que não era só bateria, era uma bossa que pegava toda a escola. Acho que o pessoal curtiu, acho que rolou.”