O Boi Vermelho da Vila Vintém fez história e conquistou o prêmio “Estrela do Carnaval“, oferecido pelo site CARNAVALESCO, na categoria máxima, ou seja, o “Desfile do Ano no Carnaval 2024”. A data e local da festa de premiação vão ser anunciadas em breve. A Unidos de Padre Miguel ainda foi premiada em “Baianas” e “Conjunto de Alegorias e Fantasias“.
A Unidos de Padre Miguel foi a quinta escola a pisar na avenida no segundo dia de desfiles da Série Ouro. A escola entrou na avenida com gritos de ‘é campeã’ e saiu aclamada após realizar um desfile irretocável. O impacto visual esteve presente desde o início do desfile com a comissão de frente, o enorme tripé chamou atenção e mostrou que a escola estava disposta a conquistar o tão sonhado acesso ao Grupo Especial, na sequência, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira mantiveram o padrão. O que se viu em seguida foi uma escola extremamente bem vestida, com apuro estético de impressionar e acabamento de primeira.
O Arranco do Engenho de Dentro conquistou duas categorias: “Enredo” e o carnavalesco Nicolas Gonçalves foi eleito a “Revelação do Carnaval 2024“. A Estácio de Sá venceu em duas categorias: “Samba-Enredo” e “Ala de Passistas“. O Império Serrano conquistou três: “Bateria“, “Harmonia“, e Tem-Tem JR, eleito o “Intérprete“.
A União da Ilha foi premiada na categoria “Mestre-Sala e Porta-Bandeira“. Thaguinho e Amanda Poblete faturaram o Estrela do Carnaval 2024. A União de Maricá, estreante na Série Ouro, conquistou como melhor “Comissão de Frente” pelo trabalho do coreógrafo Patrick Carvalho.
SÉRIE OURO
DESFILE DO ANO: UNIDOS DE PADRE MIGUEL
SAMBA-ENREDO: ESTÁCIO DE SÁ
MESTRE-SALA e PORTA-BANDEIRA: THIAGUINHO E AMANDA (ILHA)
COMISSÃO DE FRENTE: UNIÃO DE MARICÁ
BATERIA: IMPÉRIO SERRANO
BAIANAS: UNIDOS DE PADRE MIGUEL
PASSISTAS: ESTÁCIO DE SÁ
ALEGORIAS e FANTASIAS: UNIDOS DE PADRE MIGUEL
HARMONIA: IMPÉRIO SERRANO
INTÉRPRETE: TEM-TEM JR. (IMPÉRIO SERRANO)
ENREDO: ARRANCO DO ENGENHO DE DENTRO
Uma rebaixada no último ano, outra que continua em uma sequência impressionante de acessos.
A grande campeã do Grupo de Acesso II de São Paulo foi a X-9 Paulistana, com o enredo “Nordestino Sim, Nordestinado Jamais!”, com 269,8 pontos.
Engatando o terceiro acesso consecutivo, a Unidos de São Lucas, defendendo a temática “O Canto Das Três Raças, O Grito de Alforria do Trabalhador”, ficou na segunda colocação, com 269,2 pontos, e também subiu.
Amizade Zona Leste, Unidos de São Miguel e Uirapuru da Mooca foram rebaixadas para o Grupo Especial de Bairros da UESP”
Das grandes favoritas do Grupo de Acesso I, a Estrela do Terceiro Milênio confirmou os prognósticos e garantiu o título da divisão. Com o enredo “Vovó Cici conta e o Grajaú canta: O Mito da Criação”, a agremiação do Grajaú teve apuração praticamente perfeita, somando 269,9 pontos.
Tida por muitos como uma das candidatas à surpresa, a Colorado do Brás, que defendeu o enredo “Os Encantos da Raiz do Mandacaru”, com 269,5 pontos, também subiu.
Desfilarão no Grupo de Acesso II em 2025 a Torcida Jovem, que somou 268,4 pontos com “Raiz Afro Mãe, Meu Brasil Bantu”, e a Pérola Negra, que obteve 267,8 pontos com o desfile “Pérola no encanto das Quebradeiras”
Foi uma apuração acirrada. Desde o início Dragões da Real e Mocidade Alegre mostraram deixaram claro para as demais concorrentes que estaria nas mãos de uma delas o título de campeã do Carnaval de São Paulo 2024. Quesito a quesito as duas despontavam cada vez mais na primeira e segunda colocação.
Ao final da leitura das notas, o título de campeã foi para Mocidade e o vice-campeonato para Dragões da Real. A respeito do resultado, o carnavalesco Jorge Freitas afirmou para nossa equipe que é inquestionável.
“Não temos que questionar resultado de carnaval. Agora é ver onde nós erramos e tentar melhorar para o próximo ano. Fizemos um carnaval digno de campeã, tanto que ficamos com a mesma pontuação. Parabenizo a Mocidade pelo resultado e o excelente desempenho. Nós da Dragões fizemos o melhor carnaval da nossa história e o público viu isso. Fizemos um grande espetáculo que também merecia campeonato, se tivesse dado Dragões estaria entregue em boas mãos pois nós também fizemos por onde”, afirmou o carnavalesco.
Com o enredo “África, uma Constelação de Reis e Rainhas” a Dragões da Real foi a segunda colocada no Carnaval de São Paulo 2024.
Com o enredo “Uma Joia da Bahia – Símbolo de Preservação! Entre Contos e Tambores, Viva a Mata de São João!” a Tatuapé terminou a apuração do Carnaval de São Paulo 2024 na terceira colocação. Ao site CARNAVALESCO o carnavalesco Wagner Santos demonstrou satisfação com a posição da escola, depois de mais um belíssimo desfile, elogiado pela crítica e arquibancada.
“Eu gostei muito. Esse ano as escolas estavam maravilhosas, com carnavalescos muito inspirados e fizeram um trabalho fantástico. Carnaval de São Paulo só tem que receber os nossos parabéns porque foi fantástico. Também parabenizo a imprensa, foram três noites maravilhosas. Parabéns a todas as escolas que participaram e parabéns a Mocidade, campeã. O bom do carnaval é que todo ano a gente tem a oportunidade de tentar novamente e fazer um trabalho melhor ainda”, declarou Wagner Santos.
Um dos presidentes da escola, Eduardo Santos, afirmou a nossa equipe que fica a sensação de dever cumprido após a apuração.
“O sentimento que fica é de dever cumprido. Quando acabamos nosso desfile tínhamos a certeza de que mais uma vez fizemos o desfile da nossa vida. Isso importa muito. Ficar em terceiro é uma honra muito grande. A gente só coloca mais felicidade onde já tínhamos de fazer um grande desfile, um excelente espetáculo. O povo gostou, os jurados gostaram e todo mundo que viu elogiou. Foi competente e bonito, exatamente isso que a gente procura fazer, essa é nossa missão a cada ano e fizemos mais uma vez”, finalizou Eduardo Santos.
Depois de mais um grande desfile que a credenciava ao título de campeã do Carnaval 2024, a Mancha Verde terminou a apuração com o quinto lugar. O intérprete Fredy Viana conversou com a equipe do site CARNAVALESCO e se declarou a verde e branco antes da equipe da escola receber o troféu.
“Independente de qualquer coisa eu amo minha escola. Fizemos um desfile digno de Grupo Especial e de campeã do carnaval. Mas, não foi. À Mocidade, deixo os parabéns. Fizeram um excelente carnaval. Nós ficamos com um gostinho de quero mais, mas não deu dessa vez e acontece”, desabafou Fredy.
Após o desfile, Fredy afirmou à nossa equipe que teria sido o desfile mais emocionante da vida dele, e reafirmou após a apuração.
“Continuo dizendo que foi o carnaval mais emocionante que já vivi. Nunca tinha me emocionado tanto. A energia estava tão forte e não era só comigo, tinham vários componentes dizendo que nunca haviam chorado e choraram ao ver a Mancha passar. No final do desfile eu soluçava. Carnaval é isso. A gente tem que aprender a ganhar e perder. É normal. Parabéns Mocidade Alegre, que é uma grande escola”, finalizou o cantor Fredy Viana.
Com o enredo “Do nosso solo para o mundo: o campo que preserva, o campo que produz, o campo que alimenta” a Mancha foi a quinta colocada no Carnaval de São Paulo 2024.
A Mocidade Alegre conquistou o bicampeonato consecutivo do Grupo Especial de São Paulo no Carnaval 2024. É a décima segunda conquista da escola. Agora, a escola é a segunda agremiação mais vitória do carnaval paulistano. A primeira é o Vai-Vai com 15 títulos. A Morada do Samba foi a terceira escola a se apresentar pelo Grupo Especial, fechando os portões após exatamente uma hora. O enredo da Mocidade Alegre em 2024 foi “Brasiléia Desvairada: a busca de Mário de Andrade por um país”, assinado pelo carnavalesco Jorge Silveira. A Morada retratou em seu desfile a viagem pioneira do escritor paulistano para conhecer e registrar as manifestações culturais brasileiras.
A Mocidade Alegre realizou na noite de sábado seu desfile no Sambódromo do Anhembi no carnaval de 2024. Uma vez mais o conjunto do desfile da Mocidade se destacou e atraiu os olhares atentos do público que compareceu à Passarela do Samba, com elementos visuais de fácil leitura e bem narrados pelo samba da agremiação. A Morada do Samba foi a terceira escola a se apresentar pelo Grupo Especial, fechando os portões após exatamente uma hora.
Comissão de Frente
A comissão de frente intitulada “Caleidoscópio Paulistano” se apresentou em dois atos marcados por passagens do samba e fez uso de um elemento alegórico simbolizando uma locomotiva que continha bicicletas anexas nas laterais. O grupo cênico foi composto por diversos atores vestidos de arlequins e um protagonista representando Mario de Andrade, interpretado pelo ator Pascoal da Conceição.
No primeiro ato, a parte frontal da alegoria se abre e revela Mario, que passa a interagir com os animados arlequins. No segundo ato, que simboliza o início da jornada do poeta, ele volta para dentro da locomotiva, os arlequins todos sobem no veículo e passam a manipular o maquinário, parte pedalando as bicicletas, parte movimentando um mecanismo que passa a soltar fumaça. A comissão de frente conseguiu chamar a atenção do público com sua irreverência, e contribuiu positivamente para o início do desfile da Morada do Samba.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O primeiro casal da Mocidade, formado por Diego Motta e Natália Lago, desfilou com fantasias nomeadas de “Desafiando o céu de concreto”, e foram acompanhados de um grupo de guardiões chamados “A Corte Arlequinal”. O casal apostou em uma dança muito fiel à tradição do quesito, cravando seus giros com segurança nos dois primeiros jurados e no último. Uma ressalva, porém, é preciso.
Em duas oportunidades a dupla ficou diante de módulos de jurado por um período muito superior ao necessário, sendo a primeira, na cabine dois, por conta de a escola ter parado para a coreografia da bateria durante a Monumental, e a segunda no terceiro julgador durante o recuo da bateria. Teoricamente, o casal só pode ser julgado dentro das indicações dadas pelo apresentador, mas não deixa de ser uma exposição excessiva ao júri que poderia ter sido evitada.
Enredo
O enredo da Mocidade Alegre em 2024 foi “Brasiléia Desvairada: a busca de Mário de Andrade por um país”, assinado pelo carnavalesco Jorge Silveira. A Morada retratou em seu desfile a viagem pioneira do escritor paulistano para conhecer e registrar as manifestações culturais brasileiras. Dessa expedição, iniciada com a companhia de modernistas geniais, como a pintora Tarsila do Amaral, surgiu a inspiração para várias obras de Mario, em especial o livro “O turista aprendiz”. Após relatar momentos da jornada, como o testemunho de manifestações como a arte barroca, carimbó, maracatu e o frevo, Mario de Andrade volta para São Paulo onde, batizado no samba rural de Pirapora do Bom Jesus, que é berço do samba no estado, escreve a história com os registros de suas pesquisas.
A facilidade com a qual o enredo foi lido surpreende. É uma temática densa e complexa, que exigiu do carnavalesco Jorge Silveira muita perícia para encaixar os elementos sem gerar dúvidas ou confusão da narrativa. O samba ajudou a leitura das alegorias e fantasias, formando um conjunto primoroso de apresentação.
Alegorias
A Morada do Samba se apresentou com quatro carros alegóricos e um quadripé. O Abre-alas foi intitulado “Paulicéia Desvairada”, enquanto o segundo carro recebeu o nome de “As riquezas do Barroco Nacional”, a terceira se chamou “Pelo Amazonas até dizer chega” e a última foi batizada de “O samba rural de Pirapora do Bom Jesus – o berço do samba paulista”. O quadripé, que veio entre os carros dois e três, representou o “Maracatu”. Os nomes dos carros são inspirados em trabalhos frutos das pesquisas realizadas por Mario de Andrade ao longo da viagem retratada pelo enredo.
O conjunto alegórico conseguiu não apenas retratar os elementos do enredo com clareza, como o impacto causado por cada uma das alegorias imergiu o público na viagem pelo Brasil proposta pela Mocidade. Destaque para a representação do famoso Viaduto Santa Ifigênia no carro Abre-Alas, que gera rápida identificação a qualquer cidadão paulistano que o viu. Alguns detalhes de acabamento, como uma faixa de LED do para-choques do caminhão presente no primeiro carro desalinhada e um detalhe na escultura de uma das santas do segundo cabem aos jurados interpretarem se comprometeram o conjunto.
Fantasias
As fantasias da Mocidade representaram os diferentes registros feitos por Mario de Andrade ao longo da viagem pelo Brasil. Ritos folclóricos como o Carimbó e a Chegança, a arte barroca que inspirou a Ala das Baianas, passagens da jornada pelo Rio Amazonas e a famosa ferrovia Madeira-Mamoré, e danças presentes no carnaval brasileiro como maracatu e frevo, marcaram presença nas alas do desfile da Morada do Samba.
A leveza para os componentes brincarem o carnaval associada com a fácil leitura marcou todo o conjunto de fantasias da Mocidade Alegre. A comunidade pode evoluir com alegria pela Avenida, resultando em um desfile culturalmente agregador e agradável de se assistir em todos os momentos. Destaque especial para a criativa Ala das Baianas, que representou esculturas barrocas esculpidas em pedra-sabão e veio toda em um único tom de cinza.
Harmonia
Quesito que costuma ser muito forte na Morada do Samba, a harmonia teve desempenho correto ao longo de toda a Avenida. Os desfilantes clamaram o samba em um nível compreensível, sem deixar clarões audíveis. Os apagões apostados pela bateria “Ritmo Puro” demonstraram que a comunidade sabe responder nos momentos necessários, e sempre que exigida conseguiram entregar mais vigor. Destaque para a ala “Caboclinhos”, que se manteve muito animada por toda a apresentação.
Samba-Enredo
O samba da Mocidade Alegre foi composto por Biro Biro, Turko, Gui Cruz, Rafa Do Cavaco, Minuetto, João Osasco, Imperial, Maradona, Portuga, Fábio Souza, Daniel Katar e Vitor Gabriel, e foi defendido na Avenida pela ala musical liderada pelo intérprete Igor Sorriso. O samba narra a jornada de Mario de Andrade para registrar a cultura brasileira começando por Minas Gerais, onde pesquisou sobre a arte barroca, passando pela região Amazônica, o Nordeste e retornando à São Paulo para transformar o material colhido em obras que marcaram a literatura brasileira.
Um samba funcional com elementos inconfundíveis de sambas da história da Morada do Samba, que gosta de letras com desfechos crescentes na segunda parte da obra. Se o nome “Mocidade” do refrão principal fosse retirado, ainda assim seria fácil saber que se trata de um samba da escola. A obra funcionou para atrair a atenção do público, ajudou na leitura dos elementos visuais e teve grande desempenho nas vozes do competente carro de som liderado por Igor Sorriso.
Evolução
Acompanhar a evolução da Mocidade Alegre em um desfile é como ler poesia em forma de técnica. A facilidade com a qual os representantes do segmento se comunicam mesmo à longa distância chama atenção e não é de hoje, e resulta há anos em desfiles fluídos e despreocupados para a Morada do Samba. A escola parou na Avenida em duas oportunidades, sendo uma para a apresentação da bateria diante da Monumental e outra para o recuo da mesma. Fora esses momentos, todo o cortejo da Mocidade transcorreu com leveza, sendo que a escola arrancou com o samba já com o relógio correndo e mesmo assim fechou os portões tranquilamente após uma hora exata de desfile.
Outros Destaques
A bateria “Ritmo Puro” novamente fez uma apresentação especial para o público da arquibancada Monumental, dessa vez utilizando-se de uma pequena alegoria em forma de locomotiva. Por sinal, “Fascinante Locomotiva: em busca de novos Brasis” era o nome da criativa fantasia da Rainha Aline Oliveira, que chamou atenção com um adereço de cabeça que continha um farol aceso. A campeã do BBB e musa da Morada Thelminha também atraiu olhares com a bela fantasia representando “São Paulo, a musa inspiradora do poeta”.