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Diretor de carnaval da Mangueira: “O resultado não foi o esperado”

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Com o término da leitura das notas, ficou sacramentado que a Estação Primeira de Mangueira e sua Alcione não voltará no sábado das campeãs. Decepcionado, o diretor de carnaval da escola, Junior Cabeça, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO.

junior cabeca

“O resultado não foi o esperado, fizemos um trabalho árduo que foi aclamado pelo público e pela imprensa especializada, dando toda credibilidade à Escola. Algumas notas nós precisamos esperar justificativas e analisar o motivo de algumas notas. Agora é bola pra frente, carnaval passou, precisamos dar parabens às escolas campeãs e torcer para que a Mangueira possa se reestruturar e brigar pelo título no próximo carnaval”, desabafou o diretor.

Sobre sua permanência na escola para o ciclo de 2025, Junior ponderou e diz que espera a posição da verde e rosa.

“Nós temos noção de onde perdemos nota, afinal estamos nisso faz muito tempo. Vou esperar uma posição da escola. Querer ficar em Mangueira todos querem, mas vou esperar. Desde já, digo que é um prazer e uma honra muito grande fazer parte dessa escola”, finalizou Junior.

Após a apuração do Carnaval 2024, a Estação Primeira de Mangueira anunciou a saída dos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon. A Verde e Rosa terminou na sétima colocação. A cantora Alcione foi a homenageada no enredo.

MANGUEIRA ANUNCIA SAÍDA DE CARNAVALESCOS

Mangueira anuncia a saída dos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon

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Após a apuração do Carnaval 2024, a Estação Primeira de Mangueira anunciou a saída dos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon. A Verde e Rosa terminou na sétima colocação. A cantora Alcione foi a homenageada no enredo.

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“A Estação Primeira de Mangueira agradece aos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon pelo período em que estiveram em nossa escola. Hoje encerramos esse ciclo. Sucesso na caminhada!”, informa o comunicado da escola.

Estevão falou sobre saída: “Difícil começar a falar do fim, mas hoje eu me despeço dessa que foi minha casa por dois ciclos de extrema luta, entrega e dedicação ao pavilhão verde e rosa. Não teve um único dia em que acordei buscando fazer o Mangueirense feliz”.

Lore Improta sobre título da Viradouro: “Mais uma vez, fica provado que quando cita a Bahia a gente ganha”

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Terminada a apuração a emoção tomou conta dos torcedores da Viradouro. Entre eles, a musa da escola Lore Improta. Emocionada, Lore demonstrou extrema felicidade com mais um título indo para Niterói.

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“Mais um campeonato com a Viradouro e estou muito feliz. Novamente se comprova que quando cita a Bahia a gente ganha. Um enredo muito potente, falando sobre o poder feminino, a força feminina. Me sinto feliz por representar essa comunidade que sempre me abraçou”, afirmou a musa.

Vídeos: festa na quadra da Viradouro, campeã do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2024

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Saiba como foi o desfile da Viradouro no Carnaval 2024

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Viradouro realiza desfile avassalador, mostra excelência em todos os quesitos e fica próxima do título

A Unidos do Viradouro foi a última escola a passar pela avenida na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A vermelha e branca de Niterói correspondeu às expectativas do público e encerrou o carnaval de maneira avassaladora, se credenciando ao título na quarta-feira de cinzas. De ponta a ponta foi uma desfile com todas as características de campeão, os nove quesito foram defendidos com brilhantismo por toda a escola, desde a comissão de frente, que mais uma vez se destacou, até a comunidade que entrou na avenida disposta a guerrear e teve um canto impressionante, acima de tudo, a garra de cada desfilante merece todos os elogios. O apuro estético foi outro ponto de destaque, o conjunto de fantasias e alegorias mostrou todo o talento de Tarcísio Zanon. Assim a estética, a Viradouro também passou pela avenida com um belíssimo trabalho harmônico, a bateria de mestre Ciça levantou o público e o intérprete Wander Pires retornou para agremiação em grande estilo. O alvorecer do dia contribuiu para que a energia em torno do desfile deixasse o ambiente ainda mais favorável à escola.

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A Viradouro levou para a avenida o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre a energia do culto ao vodun serpente, o tema foi criado e desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A agremiação de Niterói terminou sua apresentação com 67 minutos.

Comissão de Frente

A comissão de frente coreografada pelos consagrados Priscilla Mota e Rodrigo Negri foi intitulada “Alafiá”. No total, foram 24 componentes que produziram um espetáculo visual, artístico, dançante e com muitos efeitos. A comissão trouxe uma grande sacerdotisa como pivô inicial, em volta dela, guerreiras Agojies com lâminas nas mãos dançaram e mostraram extremo vigor e sincronia.

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Na sequência, uma grande serpente saiu do tripé que representava justamente um ninho, ela deslizou pelo chão da avenida e o efeito deixou o público espantado. Os integrantes subiram na alegoria e deu continuidade a apresentação, houve uma troca de componentes, dessa vez a fantasia representou o ritual de preparação das guerreiras, uma mulher serpente foi a pivô nesse momento, a coreografia, aliada a fantasia, causou outro efeito esplêndido. Ao final, surgiu uma serpente mordendo o próprio rabo, símbolo do infinito. A luz cênica da Sapucaí foi utilizada durante toda a apresentação, ao final, um grande arco íris surgiu.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

Representando o espírito infinito da serpente, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, passou pela avenida de forma encantadora, a experiente dupla protagonizou na avenida incontáveis momentos marcantes, a porta-bandeira iniciou sua apresentação com uma sequência de giros de tirar o fôlego, já Julinho, durante sua dança formou um círculo fechado, os movimentos podem parecer comuns, mas uma passagem da sinopse da Viradouro diz: “É Dangbé, o vodum da proteção, do equilíbrio e do movimento. Nele, nada principia nem finda, tudo avança, tudo retorna. É o constante rodopio do universo, o círculo fechado, sentido materializado pela imagem da cobra engolindo a própria cauda”.

Enredo

Desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e com sinopse de João Gustavo Melo, a Unidos do Viradouro levou para a avenida o enredo “Arroboboi, Dangbé”, nele, a escola saudou as energias do culto Vodum serpente. Unindo a força dos cultos Voduns aos saberes ancestrais, a escola percorreu o caminho que amplia nosso horizonte rumo a um Brasil mais africano, verdadeiramente livre, religiosamente diverso e socialmente igualitário. A narrativa do enredo foi seguida segundo o culto ofídico ligado ao de matriz Jeje. Ao longo do desfile, a figura da serpente apareceu representada de diversas maneiras: encantada, guerreira, cultuada, camuflada e manifestada por meio das cores do arco-íris.

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Terceira alegoria da Viradouro representou as guerreiras Mino
Ala de baianas da Viradouro representou as ‘Sacerdotisas da serpente divina’
Viradouro trouxe para a avenida uma alegoria em forma de oferenda à fundadora do candomblé Jeje no Brasil

O enredo foi dividido em cinco setores, sendo eles: “Dangbé – O Culto À Serpente”, nele, Dangbé, o vodum da proteção, do equilíbrio e do movimento foi retratado. Nada principia nem finda, tudo avança, tudo retorna. É o constante rodopio do universo, o círculo fechado, sentido materializado pela imagem da cobra engolindo a própria cauda. O segundo setor, “O Pacto Místico Das Guerreiras Mino”, trouxe as guerreiras Mino, as mulheres mais temidas do mundo. Na sequência, o setor “Ludovina Pessoa E A Herança Vodum Na Bahia”, mostrou a perpetuação através de Ludovina Pessoa, pilar de terreiros consagrados aos voduns. O quarto setor, “Entre A Cruz E A Serpente: Templos Sincréticos”, trouxe as senhoras da cura, da fortuna, da fertilidade, das adivinhações, dos conselhos e do destino. O último setor, “Terra, terreiro cósmico”, fechou o desfile mostrando que a energia que renasce no culto aos Voduns, se espalhou pelo Brasil em diversas casas consagradas às entidades.

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Alegorias e Adereços

A Viradouro levou para a avenida seis alegoria e dois tripés, o apuro estético produzido por Tarcísio Zanon foi de extremo bom gosto, cada alegoria teve uma concepção diferente, o artista fugiu da repetição e também do óbvio, quem esperou uma Viradouro soturna pode ter se surpreendido com uma escola colorida e solar. O cuidado em cada alegoria foi peça fundamental para que todo o conjunto se destacasse.

A serpente esteve presente por toda a abertura da escola, primeiro no tripé “Dangbé: Energia Da Vitória”, tendo continuidade no abre-alas “A Força Do Vodum Do Infinito” e também no segundo carro, “Predição Oracular: Caminhos Abertos”. Ambos fizeram parte de um grande conjunto de abertura, a predominância de cores mais chamativas foi o ponto alto desse conjunto.

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O segundo carro, “As Guerreiras Mino: Proteção Mística E Lealdade”, representou as guerreiras Minos em treinamento entre os espinhos reproduzidos na base do chassi. Na sequência, o carro “Ludovina De Gu Rainha E A Formação Dos Terreiros Jeje Na Bahia” apresentou uma estética diferente e arrojada, ele foi tramado em ferro, ornado com elementos de culto Vodum. A representação do metal permeou toda a base e a decoração da alegoria trouxe uma imponente sacerdotisa no topo. O tripé “A Santa Ceia Negra” mesclou as tradições católicas às celebrações ritualísticas do candomblé Jeje. O penúltimo carro, “Templos Sincréticos”, trouxe uma grande escadaria inspirada na arte do Daomé e remeteu aos espaços sagrados onde ocorrem cerimônias e rituais. Na parte de trás, os degraus com ornamentação barroca representaram a inserção das celebrações católicas em templos. O carro que fechou o desfile da Viradouro foi denominado “Sagrado Terreiro Cósmico”, a natureza foi representada e um grande arco íris se formou na escultura traseira, foi um encerramento em alto nível.

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Fantasias

Assim como feito nas alegoria, o trabalho de Tarcísio Zanon merece todo o reconhecimento, o carnavalesco usou e abusou do bom gosto ao pensar e produzir as fantasias da Viradouro, o artista se esmerou nos mínimos detalhes e entregou um dos conjuntos mais interessantes da história da escola. O uso de cores se mostrou um dos pontos altos, solar, a escola passou pela avenida com boa parte da luz natural e mesmo assim as alas brilharam. Destacar uma só ala seria falho, visto que todo o conjunto se destacou.

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Harmonia

O conjunto harmônico foi trabalhado de maneira exemplar pela escola, a comunidade da Viradouro entrou na avenida disposta a levar o título para Niterói e nada seria capaz de tirar essa conquista deles, o canto foi avassalador do início ao fim, destacar uma só ala seria injusto, a escola gritou o seu samba de forma contínua por toda a avenida. Durante o desfile, a bateria Furacão Vermelho e Branco comandada por mestre Ciça abusou das bossas, foi uma mais esplêndida que a outra, a de maior destaque foi feita no refrão principal que dizia: “Derrama nesse chão, a sua proteção, pra vitória da Viradouro”, o paradão evidenciou o canto acima da média realizado pela comunidade e também pelo público presente do Sambódromo. Vale destacar também a ótima estreia de Wander Pires à frente do carro de som da vermelha e branca.

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Samba-Enredo

Um dos grandes destaques da noite foi o samba composto por Claudio Mattos, Claudio Russo, Julio Alves, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, Vinicius Xavier, Celino Dias, Bertolo e Marco Moreno. O hino da escola passou de forma avassaladora e permaneceu assim durante todo o desfile, em nenhum momento o samba diminuiu seu ritmo ou cansou quem acompanhava, vários são os momentos que causaram catarse junto ao público, o principal deles durante o refrão principal. A letra, apesar de algumas palavras mais complexas, conseguiu passar todo sentimento que o enredo pede, por exemplo, no verso “Num Brasil mais africano, outra areia, mesmo mar” boa parte da sinopse é sintetizada.

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Evolução

Uma verdadeira aula de evolução, assim pode ser definido o desfile da Viradouro na manhã desta terça-feira, de forma fluída, organizada e vibrante, os componentes entraram na avenida sabendo exatamente o que fazer, fruto de muito ensaio, eles engrandeceram o espetáculo de forma orgânica, espontânea e natural. Durante todo o cortejo a escola apresentou segurança em cada movimento.

Outros Destaques

O público esperou até o fim para acompanhar o desfile da Viradouro, mesmo sendo a última escola a desfilar, as arquibancadas permaneceram lotadas, quem esperou foi presenteado com um desfile de encher os olhos com inúmeras imagens foram marcantes. A rainha Erika Januza veio representando um instrumento ritualístico pontiagudo utilizado pelos iniciados da família das cobras no processo de transe, com muito carisma e samba no pé, a rainha foi aplaudida do início ao fim.

Veja a classificação final do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2024

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VIRADOURO É CAMPEÃ DO GRUPO ESPECIAL NO CARNAVAL 2024

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A Viradouro é a grande campeã do Grupo Especial no Carnaval 2024. A Vermelho e Branco levou para a avenida o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre a energia do culto ao vodun serpente, o tema foi criado e desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. Esse é o terceiro título da história da agremiação. A Imperatriz Leopoldinense ficou com o vice-campeonato. A Grande Rio foi a terceira colocada. Completam o sábado das campeãs: Salgueiro, Portela e Vila Isabel. A Porto da Pedra foi rebaixada para Série Ouro.

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A escola foi a última escola a passar pela avenida na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A vermelha e branca de Niterói correspondeu às expectativas do público e encerrou o carnaval de maneira avassaladora.

Como foi o desfile

De ponta a ponta foi uma desfile com todas as características de campeão, os nove quesito foram defendidos com brilhantismo por toda a escola, desde a comissão de frente, que mais uma vez se destacou, até a comunidade que entrou na avenida disposta a guerrear e teve um canto impressionante, acima de tudo, a garra de cada desfilante merece todos os elogios. O apuro estético foi outro ponto de destaque, o conjunto de fantasias e alegorias mostrou todo o talento de Tarcísio Zanon. Assim a estética, a Viradouro também passou pela avenida com um belíssimo trabalho harmônico, a bateria de mestre Ciça levantou o público e o intérprete Wander Pires retornou para agremiação em grande estilo. O alvorecer do dia contribuiu para que a energia em torno do desfile deixasse o ambiente ainda mais favorável à escola.

Brasilidade em Festa: A Mocidade Independente Celebra o Caju e encanta a Sapucaí no Carnaval de 2024

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Repleta de brasilidade, a Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a Sapucaí a história do país e as diversas simbologias da fruta nativa com bastante informação e historicismo. O enredo “Pede Caju que Dou… Pé de Caju que Dá!”, do carnavalesco Marcus Ferreira, entrou na avenida embalado pelo samba que conquistou o coração do público desde os primeiros momentos. O samba mostrou-se como o grande protagonista do desfile e foi conduzido de forma espetacular por Zé Paulo, que incendiou a avenida com sua performance.

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“Eu estou feliz demais! A gente não tem a noção do todo, mas nos nossos setores foi muito legal, muito legal mesmo. Então agora é quarta-feira, não tem jeito, mas eu estou muito satisfeito, eu estou muito feliz, foi muito bom ver a Sapucaí cantar com a gente, foi bem legal”, compartilhou Zé Paulo ao finalizar o desfile da Mocidade.

As apresentações vibrantes da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira foram fundamentais para o excelente desfile da escola. O primeiro casal, Diogo de Jesus e Bruna Santos, vestiu a fantasia “Yes, nós temos caju”, que simulava um caleidoscópio. Enquanto Bruna girava, a fantasia criava um efeito visual impressionante, e a dupla se apresentava com grande entusiasmo. O público se envolveu e acompanhou atentamente, enquanto a dupla, demonstrando cada vez mais entrosamento, esbanjava garra e vibração.

Bruna desabafou ao site CARNAVALESCO o que estava sentindo: “Desfile foda! Eu e o Diogo viemos com bastante garra até o final do desfile. E se o papai do céu abençoar, vamos trazer a nota 40 para a nossa escola.”

Diogo também comentou sobre como avaliou a apresentação.

“Desfile encantador, na garra, no amor, no carinho a esse pavilhão. A Mocidade é gigante. Muitas pessoas duvidaram antes, até mesmo de anunciar o caju. Especularam bastante que caju não dá samba. Eu falei que daria samba. Vamos brigar para vir nas campeãs e consequentemente ser campeão.”

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Desde as primeiras alas até as últimas, o canto foi exuberante, mesmo em alas com fantasias mais pesadas e volumosas. O samba-enredo foi o grande protagonista do desfile da verde e branca, com uma melodia moleca, sensual e brejeira, contagiando a escola desde as primeiras passadas. Sua letra de fácil entendimento fez com que não só os componentes, mas também o público, se entregasse ao delírio febril, criando uma espécie de catarse na Sapucaí. O refrão principal teve grande destaque, sendo cantado com extremo vigor por todos.

Quesitos da Porto da Pedra acreditam em permanência da escola na elite

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Porto da Pedra estreia no Grupo Especial com a comissão de frente sendo um dos momentos mais aclamados do desfile, coreografada por Junior Scapin. Com o tema “Em Algum Lugar do Passado”, os bailarinos – vestidos de alquimistas e sábios – encantaram o público utilizando hologramas e efeitos cenográficos para transportar os espectadores a um majestoso castelo medieval. Junior Scapin comentou a respeito.

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“Tudo que eu fiz em 4 meses, graças a Deus, a gente conseguiu fazer que era a Karine subindo no esforço capilar, a mesa saindo do chão, a mesa girando e deixando as pessoas de cabeça pra baixo. A gente teve um probleminha no carro, mas graças a Deus a gente conseguiu evoluir, conseguiu passar. E é isso, estou feliz assim, são 4 meses de trabalho, a gente conseguiu passar nos 3 jurados. A gente tinha um efeito que era esse efeito da mesa subindo e virando de cabeça pra baixo. Que era uma banda britânica. A gente queria uma levitação que existia até nesse vídeo da banda, mas aí a gente não queria uma levitação pela cintura. O Mauro Quintaes girou e falou assim, por que a gente não põe pelo cabelo? Procuramos artistas aqui no Rio que fizessem isso, encontramos a Karina, que trabalha na Escola Nacional de Circo. Foi isso, um encontro lindo, eu nunca tinha trabalhado com a galera do circo, uma galera super comprometida, eu tô muito feliz com o trabalho que a Karina apresentou.”, finalizou o coreógrafo.

O casal Rodrigo França e Denadir Garcia, foi outro ponto importante do desfile. Eles estrearam oficialmente a parceria na Sapucaí no desfile de 2024. Suas fantasias vieram com as cores branco e lilás, representando o “Mistério Supralunar”, a alquimia e os estudos da lua, os mistérios que envolviam o grande satélite natural. Ambos vieram muito gradiodos e representativos. Rodrigo comentou sobre a experiência do desfile.

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“Foi sensacional me estrear como primeiro mestre-sala na Porto da Pedra, que já estou há 20 anos, mas no especial estou estreando. Com uma porta-bandeira magnífica, tem uma vasta experiência na dança, já foi primeira e defendeu várias notas máximas, então estou muito honrado em defender o meu pavilhão, em estar com uma porta-bandeira muito boa. Quero voltar para dançar de novo, é muito rápido.”

Denadir é uma porta bandeira muito experiente, que já passou pela avenida defendendo alguns pavilhões do Grupo Especial como Tijuca e Vila Isabel. Inclusive foi no Tigre que a porta bandeira teve sua primeira oportunidade de dançar no Grupo Especial em 2011.

“Ainda estou com a emoção bem aflorada. Nota 10. A Porto da Pedra veio para voltar nas campeãs e eu acho que a escola está fazendo um belíssimo trabalho. Se Deus quiser, já deu tudo certo”, ela completa.

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A Porto da Pedra fez sua reentrada triunfante no Grupo Especial, deixando uma marca na avenida com um desfile que combinou tradição, criatividade e superação. O mestre de Bateria, Mestre Pablo, expressou em palavras a euforia e confiança que permeavam os corações dos sambistas de São Gonçalo.

“A escola veio cantando, a bateria e o pau quebrou, a escola estava lindíssima. Então, se não tem nota maior que 10, é bom criar uma nota maior que 10 pra Porta da Pedra. O tigre veio, cantou, representou e mostrou as garras do povo de São Gonçalo. Vamos esperar quarta-feira então. Vamos ansiosos para a abertura dos envelopes e para o sábado das campeãs já veio.”

A escola teve um problema em seu último carro. Houve um atraso e ao entrar no setor 1 a alegoria prendeu pessoa da imprensa – entre parte do carro e a grade do lado direito da Sapucaí. A repórter saiu sem ferimentos. Mesmo com os problemas do desfile, os componentes têm esperança. Afinal a escola tinha muito o que entregar.

O diretor de carnaval da Porto da Pedra estava muito emocionado ao final do desfile. Retornando ao grupo principal e relembrando a dedicação e determinação que foram fundamentais para essa conquista. A emoção da noite é memorável e única.

“Fizemos um carnaval para voltar entre as campeãs. Começamos do zero, superamos desafios, e agora esperamos que o jurado reconheça nosso esforço e paixão pelo samba”, afirmou, comovido. Eu estou muito emocionado. Sem condição, não tenho condição de falar. Mas a volta da escola foi daquele jeito que você queria, aquela garra. A gente vem com um saco difícil, né? Porque é difícil quando a escola vem do acesso. No especial tem muita dificuldade pra gente. Nós começamos do zero. Nós tivemos que zerar todos os nossos carros. Fizemos um carnaval pra voltar entre os campeões. Espero que o jurado entenda dessa forma, como nós entendemos.”

Wander Pires sobre desfile da Viradouro: “Foi maravilhoso e não erramos!”

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Viradouro levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Arroboboi, Dangbé”, que explorou a força do culto ao vodun serpente. Sob a direção do carnavalesco Tarcísio Zanon, a agremiação de Niterói apresentou um desfile marcante com emoção, bons quesitos e lindas representações. Os integrantes da Família Viradouro sentem a gratidão de ter passado bem pelo Sambódromo após muitos elogios do desfile.

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O diretor de carnaval da escola, Dudu Falcão, emocionado e com a voz rouca, compartilhou seus sentimentos após a apresentação, destacando o esforço e a dedicação de toda a comunidade. Para ele, o desfile foi além das expectativas, entregando muito mais do que haviam prometido.

“As minhas lágrimas, acho que traduzem um pouco os sentimentos de todo mundo. A gente trabalha e trabalha com prazer, mas a gente trabalha muito. As vezes as coisas não acontecem aqui na avenida como a gente deseja, mas hoje a sensação que eu saí daqui, acho que toda comunidade, diretoria, sei que nós fizemos exatamente aquilo que pretendemos fazer. Prometemos entregar alguma coisa, entregamos muito mais do que prometemos. Agora está com o julgador, está com o povo, não importa. O que importa é que está todo mundo aqui chorando só que de alegria.”

A agremiação apresentou um show tanto com os carros, quanto com o uso da iluminação e explosão da comunidade. O primeiro setor da escola veio em tons neon, o carnavalesco inovou em outros sentidos também. De acordo com o artista, todo o desenvolvimento das fantasias e apresentação estavam acontecendo antes do dia do sorteio do horário. E as fantasias que encaixam no tema do amanhecer acabaram entrando na história como uma surpresa e um jogo de cintura.

“Isso aconteceu de uma forma muito mística, porque eu já tinha desenhado as fantasias. No mesmo dia eu tinha apresentado essas fantasias para o presidente, ele falou para mim, nossa, parece que a gente vai desfilar pela manhã. Foi sorteado e o presidente trocou, e acabou que a gente amanheceu neste Rio de Janeiro maravilhoso.” comenta Tarcisio.

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Wander Pires, desde o início da preparação está muito motivado e determinado a estudar, evoluir e focado no desfile da viradouro. Na terça de manhã, ao fim do desfile da Vermelho e Branco de Niterói, para o intérprete a sensação é ainda de motivação para alcançar sempre o melhor.

“Todo mundo erra, mas nós fizemos de tudo para não errar, e não erramos. Eu perguntei ao meu patrão se vamos buscar o título. Ele falou ‘Wander, deixa os outros. Vamos fazer o nosso agora e vamos buscar, vamos tentar com tudo, confio em você. Por isso que eu te conteatei. Se a gente errar, é diferente, mas a gente vai fazer de tudo para não errar, é o que estou te respondendo. Foi lindo, foi maravilhoso.”, ele completa.

A Viradouro, desde que subiu para o Grupo Especial, tem estado no pódio dos três primeiros lugares, nos últimos anos com poucas diferenças de pontuação. O diretor executivo Marcelinho aborda sobre se manter nessas primeiros lugares após um desfile muito elogiado:

“Eu desfilo, então em um determinado segmento eu não consigo ter noção do todo. Mas, pelo que eu pude ver, enfim, da reação das pessoas, as pessoas do carnaval e amigos. Acredito que tenha sido um grande desfile. E agora sim, a gente tem que pensar em um título, né? Ao meu ver de onde eu estava, acredito que a gente esteja com boas chances aí de buscar as primeiras colocações.”

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Para o grande Mestre Ciça, o mais legal de se ver é o sorriso das pessoas e de seus ritmistas após o desfile. O mestre, ritmista e sambista que é uma lenda à frente das baterias, conhecido também como Caveira, é um dos membros da Família Viradouro mais aclamado pelo público e pela comunidade. Em relação ao desfile de 2024, os ritmistas vieram representando a Revolta dos Malês, incluira e realizaram um show.

“Para mim foi a melhor, foi o meu melhor com a dele aqui hoje. A gente trabalhou muito pra isso. Tô feliz da vida. Acho que nós passamos muito bem, isso que importa”, conta Mestre Ciça.

Rute e Julinho, com o bailado impecável e em cores arco-íris, passaram pela Avenida maravilhosamente bem. No encerramento do espetáculo, Rute agradece aos voduns, a serpente, ao seu pai e mãe. Já Julinho expressa suas emoções e mostra sua ansiedade para o resultado.

“A gente está se recuperando de um desfile emocionante, conseguimos chegar inteiro e saudar o público do setor 12, setor 13. Para gente é uma marca, saudar o povão. O desfile foi maravilhoso, os Bessen nos abençoaram, Deus nos abençoou, meu São Jorge, Ogum e Exu da Rute e a nossa equipe foi merecedora de um grande trabalho. Porque a gente trabalhou 11 meses em função disso, agora, a gente vai aguardar, está entregue na irmã dos julgadores, espero que venha aquilo que foi planejado, esperado e com êxito.”