A rainha de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, Fabíola Andrade, revelou nesta quarta-feira que está com pneumonia. Ela explicou que os pulmóes estão inflamados e ocorreu devido ao uso de cigarro eletrônico.
Foto: Reprodução/redes sociais
“Estou com pneumonia, tratando ela com antibiótico. E, além disso, estou com o pulmão, a parte direito e esquerdo, toda inflamada. Isso é por conta do cigarro eletrônico vape. Fiquei por dois nos usando. Meu médico sempre avisou que isso ia me causar um mal muito grande. A gente acha que nunca vai vai causar nada com a gente”, disse a mulher do patrono Rogério de Andrade.
A Portela cruzou a Marquês de Sapucaí sendo a segunda escola na segunda, 12 de fevereiro, com o enredo que refez os caminhos imaginados da mãe preta, Luisa
Mahim, trazendo uma outra perspectiva da história, baseada no livro “Um Defeito de Cor”. A “Tabajara do Samba”, comandada pelo mestre Nilo Sérgio, foi julgada com uma “conjugação não perfeita de chocalhos na bossa apresentada”, entenda suas notas e justificativas. Os jurados Philipe Galdino e Ary Jayme Cohen deram a nota 10.
O jurado Rafael Barros Castro deu a nota 9,9 com a justificativa: “A afinação grave das marcações de primeira e segunda favoreceram o enredo afro, porém as terceiras careceram de referido destaque causando assim uma defasagem na timbragem da bateria do mestre Nilo Sérgio”.
A jurada Mila Schiavo deu a nota 9,9 com a justificativa: “Foi despontuado 0,1 porque: No comparativo com as outras escolas, não houve conjugação perfeita no naipe de chocalhos na bossa apresentada em frente ao móduo – não me refiro ao tipo de batida e sim o naipe como um todo, a precisão perfeita tocando em uníssono o mesmo grupo de instrumentos”.
A Em Cima da Hora anunciou que mestre Léo Capoeira continua na escola para o desfile do ano que vem. Veja abaixo o comunicado.
“Estamos animados em anunciar que Léo Capoeira estará à frente da nossa bateria ‘Sintonia de Cavalcante’ mais uma vez no Carnaval de 2025!
‘O trabalho continua’, declara Léo com entusiasmo, reafirmando seu compromisso com a tradição e a inovação que fazem do nosso carnaval uma experiência única a cada ano.
A Unidos de Bangu anunciou nesta quarta-feira a saída do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jorge Vinicius e Verônica Lima. Confira abaixo o comunicado da escola.
Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
“A Unidos de Bangu agradece a Jorge Vinicius e Verônica Lima, que formaram o 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira com elegância e maestria durante o último ciclo carnavalesco. O vínculo se encerra aqui e desejamos sucesso aos profissionais em suas carreiras. Obrigado”.
A Acadêmicos de Niterói anunciou a chegada do Intérprete Nêgo para a sua equipe no carnaval de 2025. O cantor possui uma grande carreira no carnaval carioca. No último carnaval esteve como intérprete oficial da União da Ilha do Governador. Foi campeão na Série Ouro com o Império Serrano e Unidos do Porto da Pedra.
“Só tenho a agradecer o Presidente Hugo Junior e sua diretoria pelo convite. Uma honra em ser a voz oficial da comunidade de Niterói no próximo carnaval. Vamos fazer um lindo trabalho e em busca deste título. Sou pé quente na Série Ouro e quero chegar junto com esse campeonato. Canta Acadêmicos de Niterói”, revela Nego.
Para o carnaval 2025 a escola já anunciou a renovação do carnavalesco Tiago Martins, do primeiro casal Vinicius e Jack, dos diretores de carnaval Ygor Silva e Rosemberg, do mestre de bateria Demétrius.
A Unidos da Tijuca anunciou a renovação com mestre Casagrande para o desfile do ano que vem. Ele segue no comando da bateria “Pura Cadência”. Veja abaixo o comunicado da escola.
Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
“Mestre Casagrande está confirmado a frente da bateria Pura Cadência para o Carnaval 2025. Luiz Calixto Monteiro iniciou a carreira no Carnaval como ritmista, em 1979. Na década de 1980, foi promovido a diretor de bateria da Unidos da Tijuca, tocando ao lado do lendário Mestre Marçal. Após anos atuando como diretor, Mestre Casagrande assumiu, em 2008, a regência da bateria “Pura Cadência” da Unidos da Tijuca. À frente da bateria tijucana ganhou diversos prêmios, como o Estandarte de Ouro de Melhor Bateria, em 2015. Casagrande é considerado um dos melhores mestres da atualidade, por seu desempenho primoroso na escola do Borel. No último Carnaval, a bateria conseguiu todas as notas máximas dos jurados”.
Além da renovação de Dione Leite e Yago Duarte, o Tucuruvi anunciou a chegada do carnavalesco Nícolas Gonçalves que estará na parceria com a dupla para o desfile de 2025. Veja abaixo o comunicado da escola.
“Além dos nossos artistas renovados, hoje é dia de dar as boas vindas a Nicolas Gonçalves, que chega para reforçar o time de carnavalescos da nossa escola para 2025.
Nicolas estreou como carnavalesco na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, neste carnaval com a escola Arranco do Engenho de Dentro,e arrematou diversos prêmios de melhor enredo, além de novamente conquistar o Estandarte de Ouro na categoria Fernando Pamplona. Considerado a grande revelação do ano, conquistou também prêmios por tal feito pelo Sambanet, Estrela do Carnaval, Fala Galera/Carna Insta entre outros.
Também foi carnavalesco da escola Embaixada do Morro, a grande campeã da cidade de Guaratinguetá, conquistando 06 estandartes de ouro, além de ter sido desde 2022 assistente do carnavalesco na Unidos do Viradouro, a grande campeã neste carnaval do grupo especial carioca. Porém o jovem possui passagem como assistente dos carnavalescos durante o período de 2020 a 2022 na Vila Isabel e Unidos de Padre Miguel e foi também cenógrafo da Grande Rio e da Paraíso do Tuiuti. Seja bem vindo a Família do Zaca”.
O Tucuruvi anunciou nesta segunda-feira a renovação da dupla de carnavalescos, Dione Leite e Yago Duarte, para o desfile do ano que vem. Confira abaixo o comunicado da escola.
“Dando sequência nas renovações do Time da Acadêmicos do Tucuruvi para 2025. Dione Leite e Yago Duarte – Carnavalescos. O gaúcho Dione Leite, já assina o carnaval da escola desde 2019, e o amazonense Yago Duarte, projetista desde 2019, se tornando carnavalesco da agremiação em 2023. A dupla continua firme e forte na escola da Cantareira em mais um grandioso carnaval que virá pela frente. Estamos juntos meninos”.
Considerado um dos melhores diretores de carnaval do Rio de Janeiro, Marquinho Marino chegou na Beija-Flor. Em entrevista especial para o site CARNAVALESCO, ele fala dos elogios e conselhos que recebeu no passado por Laíla, além de projetar o trabalho na escola de Nilópolis.
Foto: Guilherme Campagnuci/CARNAVALESCO
Como foi esse convite da Beija-Flor?
“Foi uma honra. Decidi não manter o trabalho na Tijuca, praticamente meia hora depois, recebi a ligação do presidente Almir Reis fazendo o convite. Minha alegria foi tão grande que aceitei imeditamente. Tenho consciência o que significa a Beija-Flor. Não tinha como recusar e nem parar para pensar. Minha ficha ainda não caiu. Estou muito feliz”.
O que você sentiu quando disse sim para Beija-Flor?
“São tantas sensações. O primeiro é o tamanho e magnitude da Beija-Flor. Por si só é uma alegria e de grandeza imensurável. Ser a escola do Laíla só completa o amor que tenho pelo carnaval. Conheci o Laíla doce, muito diferente do que as pessoas conhecem, cada palavra que ele dava e conselho, me engradeceram muito. Estar na escola do mestre Laíla é chegar e tentar fazer pelo menos 1% do que ele fez. Ele é insubstituível. Se conseguir fazer 10% estarei realizado”.
Uma vez o Laila disse para nossa equipe ficar de olho em você que seria um dos melhores. Como isso mexe em você?
“O mestre Laíla me surpreendeu muitas vezes. Na apuração de 2018, a Mocidade estava liderando, palmo a palmo com a Beija-Flor, a escola em ‘Fantasias’ caiu para sexta colocação. Antes de subir no palco para pegar o troféu ele falou tanta coisa bonita para mim. Ele profetizou. Parece que foi ele que me conduziu para cá sabendo que ele seria o enredo. É uma energia que mexe muito comigo. Me pego chorando, emocionado, pensativo, aconteceu de ser convidado pela Beija-Flor, depois de tudo que ele fez e falou de mim, acho que ele deve estar feliz. Me ensinou tanto. Vamos ver se consigo fazer juz de tudo que falava de mim e me elogiava. Só o orgulho de estar aqui já me torna um vitorioso”.
O que esperar do processo de disputa de samba na Beija-Flor?
“O processo de disputa de samba ainda será conversado. A escola tem o modelo dela. Eu não tenho a pretensão de chegar e dizer que vou mudar. Não é assim que funciona. O processo pode ser trabalhado e estudado por todos. A opinião final é da presidência. Sendo em prol da escola qualquer processo vai dar certo e valer a pena”.
Como é trabalhar na escola preta, com comunidade tão forte e que tem símbolos pretos como presidente, cantor, casal e carnavalesco?
“Todos pretos. É um orgulho. A Beija-Flor tem áurea toda especial. Envolve as pessoas. É escola raiz, povão. Tenho total dimensão que a Beija-Flor pensa muito grande. Vim com esse espírito. Conheço a Beija-For, desfilei aqui. A escola não pensa em nada diferente que não seja título. Agora, o trabalho tem que ser feito com pé no chão. Para ganhar tem que fazer por merecer”.
Como aperfeiçoar o rolo compressor nilopolitano?
“É muita pretensão falar que vou aperfeiçoar o rolo compressor. É um trabalho que tem que dar muito carinho para comunidade e também cobrar. O aperfeiçoamento vem com os ensaios, a comunhão dos diretores de harmonia com os componentes, escolha de samba correta, a tendência é que a escola com esse chão e a educação na evolução e canto, é mais do que natural. O time de harmonia é de excelência. Os componentes sabem o que é desfilar pela Beija-Flor. Minha presença é contribuir. O trabalho é para multiplicar. Sem vaidade, vai refletir no componente e no dia do desfile”.
Mexe com você fazer escola que só pensa no título?
“A Beija-Flor nunca vai desfilar sem pensar no título. Tenho total clareza. Vou trabalhar em conjunto para escola ter condições. Diretor de carnaval não ganha sozinho o carnaval, mas ele perde sozinho. Se tiver soberba e não reconhecer suas limitações, ele vai sucumbir. A escola campeã tem um conjunto de pessoas fazendo bom trabalho. O bom resultado vem com o processo sendo bem feito. Ninguém ganha só com o nome. É fazer um bom trabalho, os componentes no mesmo caminho da diretoria, muita troca de experiência e união. Ninguém ganha ou perde de véspera. Tenho certeza que vamos brigar por título no próximo carnaval. Temos que ter muita sabedoria e pé no chão”.
O que prometer para o torcedor nilopolitano?
“Não gosto de trabalhar com promesssa. O que prometo é trabalhar muito. Ser parceiro dos companheiros. Fazer o máximo possível para poder todo mundo se entender e a engrenagem funcionar. Prometo carinho e ouvir bastante todos. Atender no que for possível ter condição. A promessa maior é lutar pela Beija-Flor. A entrega é automática”.
Podemos esperar mais ensaios da escola na Mirandela e também o ‘Encontro de Quilombos’?
“Os ensaios na Mirandela e ‘Encontro de Quilombos’ vão ser como a presidência determinar e conduzir. Sei que o torcedor e componente nilopolitano gosta. A tendência é sempre atender o pedido da comunidade. Quando for decidido estarei lá para fazer o melhor possível”.
Qual recado você falaria agora para o Laíla?
“Mestre, o que posso falar é que tudo que ensinou, ajudou e falou bem de mim, pode ter certeza que vou me doar 200%. Quando faltar conhecimento ou sabedoria, vou buscar em tudo que me falou. Trabalho pé no chão, humildade e bem homogêneo”.
A Vila Isabel terminou o Carnaval de 2024 em sexto lugar. A escola apostou na rredição de “Gbalá – Viagem ao templo da criação”. A Azul e Branco do bairro de Noel chegou a disputar o primeiro lugar no início da leitura das notas, porém com o passar dos quesitos ficou oscilando na tabela até o fim. o site CARNAVALESCO ouviu torcedores da escola sobre o desfile e o resultado.
Breno Medeiros, de 20 anos, é harmonia da escola, e sentiu que o o resultado foi uma questão de superação para a escola em relação a 1993: “Porque na primeira apresentação de ‘Gbalá’, a escola foi muito prejudicada pela chuva, tivemos problemas com carros alegóricos e assim, eu acho que para toda a comunidade de Vila Isabel é um dever cumprido, porque foi o reencontro da escola consigo mesmo, sabe? Foi a união de gerações, na minha família, por exemplo, eu tive todas as pessoas desfilar no Gbalá original, desfilando conosco esse ano, e assim, é um sentimento maravilhoso, a gente espera conseguir transmitir isso novamente, com mais garra no sábado das campeãs”.
Ele continuou comentandon sobre as notas recebidas pela escola: “Para a gente agora é revisar, estudar as notas, estudar as justificativas e tentar melhorar. Mas eu tenho certeza que a Vila Isabel está se consolidando com a sua equipe, sabe? É uma equipe forte, uma equipe estruturada. Tanto que uma semana antes da apuração, a escola renovou com todos os seus quesitos. Isso mostra que a Vila Isabel está buscando se estruturar para quem sabe ano que vem ganhar o título de campeão”.
Nicolas Salema, de 30 anos, e integrante da bateria há sete, falou sobre a questão do casal de mestre-sala e porta-bandeira, um dos quesitos mais depontuados pelos jurados, além do retorno da Vila ao sábado das campeãs: “A gente sabe que a gente deu uma falta muito grande no mestre-sala e porta-bandeira. A gente tem que conquistar e preencher esse espaço. Não saímos derrotados, saímos em sexto, saímos entre as campeãs. Conseguimos o nosso espaço, com muita luta, com muito suor, independente de quem trabalha aqui, quem vem desfilando em qualquer área, sabe como que a gente lutou muito para conseguir. A gente trouxe um samba de Martinho da Vila, que é um samba de 1993, e que não seria fácil”.
Ele continuou falando sobre algumas das falhas que ocorreram com a fantasia do casal, mas mantendo a esperança para um campeonato no Carnaval de 2025: “Tivemos nossas falhas, tivemos, mas estamos aqui firme e forte. E ano que vem, vamos preencher esse espaço que deixamos, que no caso foi mestre-sala e porta-bandeira. Trouxemos um bom desfile, as crianças, que serão, sempre o futuro, sempre, aqui em qualquer lugar. E ano que vem, se trouxermos as crianças de novo, a gente vai ganhar. Mas a gente sabe que a Viradouro mereceu ganhar. Quem estava na Sapucaí viu o desfile lindo que fizeram, independente de qualquer coisa. Mas a gente, ano que vem, vai ser tudo nosso”.
Por fim, ele falou novamemte sobre a questão das notas em quesitos depontuados, como harmonia: “É muito difícil. A gente conseguir trazer uma harmonia firme. A gente cobra isso, qualquer escola de samba cobra isso, a gente traz uma harmonia firme, a comunidade tal, mas chega na hora não é a mesma coisa. A harmonia é muito difícil. E quem trabalha na harmonia sabe muito bem disso, independente da escola”, finalizou.
Paloma Salles fez sua estreia como passista da Vila Isabel, e sentiu a montaha-russa que foi a apuração deste ano com a escola: “Primeiro que a Vila Isabel fez um desfile incrível. Eu como passista, meu primeiro ano com a Vila, foi incrível estar lá e realmente foi muita emoção. No começo a gente estava ali brigando pelo segundo, terceiro lugar, até pelo primeiro ali nos primeiros quesitos, depois desceu ali, a gente ficou triste e realmente foi muito emoção. A gente conseguiu esse sexto lugar, e foi muito emocionante, nós sabemos o trabalho que fizemos, viremos melhorando. Esses quesitos que não fomos tão bem para o próximo ano, mas assim só de voltar no sábado, voltar a desfilar, voltar a mostrar a alegria de Vila Isabel para todo mundo já vai ser maravilhoso”.
Sobre as notas dos jurados, Paloma acredita que a escola foi bem em quesitos com pontos perdidos, lembrando a diferença entre a visão da comunidade e a visão do júri: “Eu acho que a Vila Isabel foi bem. A minha visão que a gente foi muito bem, e é isso né, às vezes a visão do jurado não é a visão da comunidade, não é a visão da escola, mas estamos aí para aprender, e cada ano é um ano diferente”.