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Conheça o enredo e a sinopse da X-9 Paulistana para o Carnaval 2025

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Enredo: “Clareou! Um novo dia sempre vai raiar”.

O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba X-9 Paulistana se inspira nos versos da música “Clareou” para fazer do seu cinquentenário carnaval de 2025 um abraço em todas as pessoas que buscam um recomeço. Diante da epidemia de transtornos de saúde mental no Brasil e no mundo, vamos potencializar toda a alegria de um desfile de escola de samba para oferecer uma mensagem positiva àqueles que, no girar incessante da roda da vida, encontram-se num momento de queda. Cair é saber levantar. Mas ninguém levanta sozinho. E nós estaremos na avenida, cantando e sambando no asfalto, para celebrar o nosso próprio recomeço e inspirar o de tantas outras pessoas. Afinal, “pode a dor uma noite durar mas um novo dia sempre vai raiar”. Raiou para nós, há de raiar para você.

Cada xisnoveano que pisar no Sambódromo viverá uma nobre missão: levar alegria onde hoje só há tristeza; oferecer esperança onde só existe o medo; inspirar resiliência onde só há resignação. Eu sei que por vezes parece difícil acreditar numa vida melhor mas, como a música nos diz, “Pra tudo tem um jeito e se não teve jeito ainda não chegou ao fim”.

Eureka! Esse jogo ainda não acabou. Amparados pela fé, pela arte e pela ciência levaremos nossa mensagem. Durante todo o desfile, esses três pilares vão caminhar juntos na busca pelo recomeço. É hora de levantar! Levantar e mergulhar na magia infinita que o carnaval proporciona para redescobrir a vida. Encontrar o melhor de si e do mundo. A fase das trevas está acabando. “Você já sofreu demais. Agora chega!”.

Se “a vida é para quem sabe viver”, é hora de absorver os ensinamentos daqueles que melhor compreenderam essa arte. A filosofia dos povos baniwa, que formam uma comunidade indígena de ocupação concentrada sobretudo no noroeste da Amazônia, nos ensina que o bem viver se constitui a partir da harmonia entre os seres humanos e a natureza. Os baniwa aprendem a trabalhar juntos pelo bem-estar coletivo, num esforço permanente para que haja uma vida estável e confortável. Isso tudo sem perder de vista o esforço pela preservação das nossas riquezas naturais.

A ordem aqui é ouvir a Amazônia. “Amazônia mãe”, como cantamos certa vez nesta avenida. Naquela noite, inclusive, expusemos em destaque a vitória-régia, a mais amazônica de todas as plantas. Hoje, é ela quem vai nos oferecer mais uma lição fundamental: sua beleza singela sugere ser esta uma planta indefesa, mas a vitória-régia guarda dentro de si uma camada de espinhos que lhe garante proteção. Guarde, pois, essa lição: por dentro, somos muito mais fortes do que parecemos por fora.

Comunidades nativas enxergam nesta planta também um símbolo de renascimento. Criaram este simbolismo observando que o seu ciclo de vida dura apenas dois dias: no primeiro, sua flor desabrocha ao anoitecer; no segundo, após a polinização, ela submerge para formar o fruto cuja semente, algum tempo depois, vai se renovar para criar novas unidades da vitória-régia. A vida sempre continua. Às vezes é tempo de submergir; às vezes é tempo de florescer. Tempo de começo, tempo de recomeço.

Seguindo nossa viagem de renascimento, nos encontramos agora com as nossas origens como nação. Enxergamos assim a capacidade de resistir e recomeçar como um dom que o brasileiro transporta de geração em geração. Quando olhamos para o horror do período da escravidão, frequentemente pensamos nas agressões físicas que sustentaram por quase quatro séculos esse capítulo triste de nossa história, mas é preciso lembrar também que essa época está marcada por agressões psicológicas que entraram inclusive para a literatura médica da época: o “banzo” era a enfermidade psíquica que acometia milhares de homens e mulheres escravizados.

A origem da palavra “banzo”, de acordo com uma corrente de historiadores e estudiosos das línguas africanas, está relacionada à saudade que essas pessoas sentiam de suas casas. Para resistir ao “banzo” e recomeçar tão longe do seu lugar, sobretudo em condições tão adversas, foi preciso fazer – dentro do possível – do Brasil um novo lar. Para resistir, negros e negras adornavam a poesia da vida dura com melodias que até hoje reverberam em sambas – não só os sambas de enredo – e outros gêneros de raiz igualmente preta.

A arte preta se manifestou também em dança, batuque, capoeira e numa produção intelectual que se desenvolveu mesmo sem que houvesse uma igualdade de condições e oportunidades. Para tanto, as redes de afeto e proteção mútua criadas pelos escravizados e seus descendentes também cumpriram um papel fundamental. Os quilombos nasceram para agrupar forças. Foi assim que muitos se levantaram e muitas conquistas surgiram. Aquilombar, por aqui, sempre foi somar.

Exaltar essa mobilização e essa força criativa do povo preto brasileiro não é, de maneira nenhuma, normalizar essa sequência de agressões que exigiu tamanha resiliência. É, na verdade, atestar que para lutar era preciso estar vivo. E para estar vivo era preciso superar o banzo. Nos quilombos, força era uma corrente que se passava e se recebia de cada um dos seus irmãos na tentativa de provar que “nem sempre o jogo é assim”, cruel. Que jamais seja, então.

Pouco a pouco o desfile vai passando e a dispersão se aproxima trazendo com ela um retorno à vida real do dia-a-dia. Mas nada será mais como antes! “Um novo dia sempre vai raiar” e esse dia há de ser diferente! Não só levantaremos: permaneceremos de pé mesmo quando o mundo quiser nos levar ao chão. Como?

Antes de mais nada, é fundamental saber que procurar ajuda não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é sinal de força e coragem para dar a volta por cima. A cada ano que passa a ciência evolui mais e mais para qualificar cada vez melhor os profissionais que, com seu conhecimento, também estendem os seus braços para nos tirar do chão.

E que ninguém pense em colocar a fé e a ciência em lados opostos. Pelo contrário. Reerguer quem está caído é unir forças: a ciência é indispensável e a fé, seja ela qual for, também pode ser uma ferramenta essencial neste processo, sobretudo porque o que as religiões nos ensinam de mais bonito é justamente a disposição em auxiliar quem mais precisa de conforto. Não importa qual seja o seu Deus, “quem está com Ele nunca está só”.

Encerramos nosso desfile completando nossa rede de proteção em outras dimensões. Faz bem ter a certeza de que em algum lugar olham por nós divindades superiores – tenham elas o nome que tiverem em sua crença – e também nossos antepassados, que fazem falta aqui no nosso plano mas seguem vivos em nossas lembranças.

Neste meio século de samba, ganhei e perdi. Vivi quedas e ascensões. Mas nunca estive desamparado por quem me ama. Viro cinquentona me sentindo forte e esperançosa em passar nesse desfile uma mensagem que te fortaleça também.

Sou a X-9 Paulistana e te garanto: você não está sozinho. Vamos encerrar nosso desfile olhando para o céu porque dele virá o amanhã iluminado que decretará o fim de um tempo de escuridão. Este novo tempo chegará assim, de surpresa: “Quando menos esperar… Clareou!”.

Concepção: Mestre Adamastor, Amauri Santos e Leonardo Dahi
Pesquisa, desenvolvimento e texto: Amauri Santos e Leonardo Dahi

Os versos em negrito são extraídos da música “Clareou”, de Rodrigo Leite e Serginho Meriti: a trilha sonora que nos inspirou a fazer deste carnaval um abraço em quem precisa de conforto para recomeçar

Terceira Edição do Circuito Salgueirense de Botequins homenageia matriarcas do Samba

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No próximo domingo, das 13h às 21h, os dez bares participantes do Circuito Salgueirense de Botequins retornam à quadra do Acadêmicos do Salgueiro com um novo cardápio e a adição de um convidado especial, o Bar Enchendo Linguiça, totalizando 11 estabelecimentos servindo o melhor da culinária de boteco. Parceria da Academia do Samba com Bar da Frente, Bar do Momo, Bar da Gema, Bar do Bode Cheiroso, Cine Botequim, Bar da Portuguesa, Botero, Pescados na Brasa, Baixela e Groen, este evento, que estreou com sucesso em março de 2024, oferece mensalmente uma nova experiência gastronômica, regada à muita música e diversão. Esta edição será uma homenagem ao mês das mães, celebrando as matriarcas do Samba.

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Assim como nas edições anteriores, o Mestre Carlinhos Salgueiro, diretor artístico da Vermelho e Branco tijucana, estará presente conduzindo mais uma aula de Samba no Pé. O Quintal da Furiosa continuará comandando o batuque durante o evento e receberá convidadas especiais como Yeda Maranhão, Flávia Saolli, Thati Carvalho e Lunna Beatriz.

Serão oferecidas duas modalidades de ingresso de pista:

– Ingresso Solidário: Disponíveis gratuitamente no site GuicheWeb, com a condição de doação de 1 kg de alimento não perecível no momento da entrada na quadra. Caso o kg de alimento não seja entregue na entrada, será cobrada uma taxa de R$ 10,00.

– Ingresso de Pista: R$ 10,00, disponíveis para compra no site da GuicheWeb.

Para aqueles que desejam desfrutar do evento com mais conforto, os camarotes (valores variando de R$ 250,00 a R$ 400,00) podem ser reservados também através do GuicheWeb e em nossa secretaria.

Reserve sua mesa com conforto:
– Grace: (21) 99871-5666
– Vera: (21) 97994-2060
Valor da reserva: R$ 30,00

SERVIÇO:
CSB – Circuito Salgueirense de Botequins – Matriarcas (edição de maio)
Dia 05 de maio de 2024
Das 13h às 21h
Roda de conversa sobre a força da mulher sambista
Roda de samba com Quintal da Furiosa e convidados
Aulão de Samba no Pé com Carlinhos Salgueiro
Ingressos pista – 1kg de alimento não-perecível ou R$ 10
Vendas pelo link Guichê Web – CSB e na secretaria do evento

Gabriel David explica responsabilidade de obras de manutenção no Sambódromo, inclusive, dos banheiros e revela possível parceria federal

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Durante a coletiva de apresentação da nova diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), na manhã da última sexta-feira, no Centro do Rio, o presidente Gabriel David foi questionado sobre a experiência do público no Sambódromo e os problemas dos criticados banheiros da Avenida. O dirigente explicou que manutenções na Marquês de Sapucaí cabem para Prefeitura do Rio, através da Riotur, mas frisou que a Liga trabalha em parceria para que o Governo Federal também ajuda na rapidez das obras tão necessárias em algumas intalações.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Liesa

“Vi uma série de críticas que aconteceram após o Carnaval 2024. Uma delas foi sobre os banheiros do Sambódromo. Falta um entedimento do que a Liesa faz e o que a Riotur faz. O carnaval é uma coprodução entre essas duas entidades. O equipamento Sambódromo é por direito da Riotur, quem é dono é a Prefeitura do Rio. As manutenções que devem  acontecer durante o ano precisam ser feitas pela prefeitura, através da Riotur. A gente enfatizou, levamos para o prefeito e presidência e vice-presidência da Riotur. Temos uma necessidade de melhorar a experiência no Sambódromo. Tivermos pequenas melhorias ao longo desse ano, mas ainda temos pontos sensíveis, como os banheiros. A Liga está cobrando mudanças, mas nem todas cabem única e exclusivamente para Liesa. Vamos trabalhar para ter uma produção, no que cabe para Liesa, a partir da segunda metade do ano, quando a gestão do Sambódromo vem para Liga, para que a gente possa evoluir nesses aspectos”, comentou Gabriel David.

O novo presidente da Liesa revelou a proposta da Riotur de iniciar conversa com o governo federal para que obras sejam feitas na Marquês de Sapucaí.

“Também já estamos trabalhando neste presente momento, junto com a prefeitura, para que a gente possa ter melhorias tão necessárias para o Sambódromo. Inclusive, o presidente da Riotur, esteve essse semana em Brasília, levando propostas de mudanças que precisam acontecer no Sambódromo, que já foram formuladas por nós desde os desfiles de 2024, que em teoria a prefeitura não conseguiria fazer tão rápido, como o carnaval precisa, e como tem impacto turístico e cultural, cabe também levar isso para Presidência da República e que seja uma tomada de decisão mais rápida e consertar os problemas de forma mais fácil. O presidente da Riotur começou a fazer o trabalho essa semana e a Liesa estará junto com as entidades públicas cobrando isso para que a gente tenha uma experiência ainda melhor no carnaval”, disse Gabriel David.

Renato Lage sobre enredo da Mocidade para 2025: ‘grande expectativa de poder voltar a ser feliz’

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A Mocidade Independente de Padre Miguel anunciou nesta segunda-feira o enredo que embalará o Carnaval de 2025. Assinado pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage, a verde e branca fará uma viagem intergaláctica, onde se reconectará com seu brilho mais intenso, o de uma Estrela jovem, para questionar os próximos passos em um manifesto pelo futuro da humanidade.

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“Vivo uma grande expectativa de poder voltar a ser feliz com a Mocidade. Estou com muita vontade de fazer ainda mais história aqui. O carinho que recebo dos Independentes é um combustível a mais para seguirmos”, declarou Renato Lage.

“É um prazer imenso estar retornando ao carnaval, ainda mais a uma escola com a qual temos muita relação. Queremos fazer uma Mocidade alegre e com sua identidade, para que possamos retornar ao lugar que a Estrela merece”, completou Márcia Lage.

Após 22 anos, Renato Lage retorna à escola, onde se consagrou três vezes campeão e embalou tradicionais sambas, como “Vira virou, a Mocidade chegou” em 1990, “Chuê, Chuá, as águas vão rolar” em 1991 e “Sonhar não custa nada” em 1992.

O enredo conta com todo o apoio da comunidade: “É a Mocidade relembrando o que ela tem de melhor, a sua identidade, mas olhando para o futuro com muita consciência e expectativa do que está por vir. Para o próximo carnaval, a comunidade pode esperar muito trabalho e muito carinho de nossa parte. Jogaremos juntos em todos os momentos, para fazer nossa Estrela brilhar no lugar que ela sempre precisa estar”, afirmou o diretor de Carnaval, Mauro Amorim.

A divulgação da sinopse acontecerá durante a reunião com todos os compositores no dia 07 de maio às 19h no barracão da escola, na Cidade do Samba.

Apresentação do elenco para o Carnaval 2025

A apresentação do time responsável pelo Carnaval 2025 será realizada no próximo domingo, 5 de maio, durante a tradicional feijoada da escola. Entre eles, estarão os carnavalescos Renato e Márcia Lage, que retornam à escola, o diretor de Carnaval Mauro Amorim, o coreógrafo da comissão de frente Marcelo Misailidis e os novos membros que irão compor o carro de som ao lado de Zé Paulo.

O público poderá ainda prestigiar o show dos segmentos da Mocidade Independente de Padre Miguel, além da presença da atual campeã da Série Ouro, a Unidos de Padre Miguel.

Os ingressos para o evento custa R$ 10,00, exceto para aqueles que estiverem vestindo a camisa da estrela-guia de Padre Miguel ou da escola convidada Unidos de Padre Miguel. Essas pessoas terão entrada gratuita até às 16h. A promoção não inclui o valor da feijoada que custará R$ 25.

Conheça o enredo da Vizinha Faladeira para o Carnaval 2025

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Em um anúncio através de suas redes sociais, a Vizinha Faladeira revelou o enredo que levará para a avenida no Carnaval 2025: “Carnaval para Gringo Ver”. Após dois carnavais dedicados ao rico legado da região da Pequena África, a agremiação conhecida como “Pioneira do Samba” optou por uma abordagem diferente para o próximo desfile.

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Segundo a escola, a sinopse do enredo promete uma viagem única e emocionante através dos olhos de quem experimenta o carnaval pela primeira vez. Inspirado na perspectiva de estrangeiros que visitam o Rio de Janeiro durante a festa mais emblemática da cidade, o enredo busca capturar a essência, a magia e a exuberância dessa celebração única.

Veja abaixo a publicação da escola.

“Em um cenário onde a cultura e as tradições cariocas se entrelaçam, a Vizinha Faladeira promete surpreender e encantar o público com um desfile repleto de cores, ritmo e emoção. Com uma mistura cativante de elementos folclóricos, música envolvente e performances vibrantes, a escola promete transportar os espectadores para dentro de um verdadeiro espetáculo carnavalesco.

A decisão de abordar um tema tão singular reflete a constante busca da Vizinha Faladeira pela inovação e pela valorização da cultura popular. Com sua história rica e sua dedicação ao samba, a agremiação promete mais uma vez brilhar na avenida e deixar uma marca indelével no coração de todos os que testemunharem seu desfile.

Com o enredo “Carnaval para Gringo Ver”, a Vizinha Faladeira se prepara para levar o público em uma jornada inesquecível, celebrando a diversidade, a alegria e a paixão que fazem do Carnaval uma das festas mais icônicas do mundo.

A Vizinha Faladeira celebra no Carnaval 2025 as tradições de brasilidade dos grandes shows de Carnaval promovidos no passado por sambistas ilustres nas Casas de Show Plataforma, Scala, Oba-Oba e Roda-Viva. Inspiração para os grandes espetáculos para o Rei de Marrocos.

Hassan II – Rei do Marrocos, se tornou símbolo poderoso de atribuir a alguém poderes especiais de deuses e heróis – em 1986, João Jorge Trinta cerimônia as Festas para o tal Rei:

Imagine uma caravana de sambistas saídos dos mais variados Reinos de plebeus cariocas às terras de Maomé? Viemos de um país cuja a geografia tem o formato de um grande coração. Coração que começa a bater quando aqui se encontraram três sangues: do índio dono da terra, do invasor europeu e, finalmente, o fortíssimo sangue dos nossos antepassados pretos vindos de África. A mistura desses três sangues criou a civilização brasileira, envolvida numa energia muito poderosa, a alegria que oferecemos ao sangue vivo de Maomé.

Nossa antiga sede, localizada na Praça Marechal Hermes, serviu de local para confecção de fantasias e adereços assinados por Viriato Ferreira e enviadas para realização da Festa do Rei, ou de um grande Carnaval”.

Fran Sérgio é o novo carnavalesco do Boi da Ilha do Governador

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Após conquistar a Série Bronze do Carnaval de 2024, o Boi da Ilha do Governador segue se reforçando para tentar voltar a Marquês de Sapucaí. E para isso, segue montando um time de peso, visando a Série Prata de 2025 e o mais novo nome do casting Boaideiro é o carnavalesco Fran Sérgio.

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Oito vezes campeão do Grupo Especial na comissão de carnaval da Beija-Flor de Nilópolis e com passagens por Caprichosos de Pilares, Acadêmicos de Santa Cruz, Inocentes de Belford Roxo, Unidos de Lucas e no carnaval paulistano com Rosa de Ouro e Vila Maria, chega ao Boi para assumir o desafio de colocar a escola da Freguesia para brigar pelo terceiro título nos últimos quatro carnavais que disputou.

Multicampeão do carnaval, Fran Sérgio destaca a felicidade com o convite de assumir a agremiação:

“O Boi é uma escola com muita tradição e comunidade muito participativa. É uma honra participar do carnaval 2025”.

O presidente Marcelo Santos ressaltou a importância da chegada do carnavalesco

“Fran Sérgio dispensa maiores comentários. Possui grande experiência e tem grandes trabalhos realizados. Para o carnaval 2025 será ótimo para escola contar com seu talento e experiência”.

Em breve a escola irá divulgar seu enredo visando o carnaval de 2025.

Conheça o enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2025

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A Mocidade Independente de Padre Miguel definiu e divulgou nesta segunda-feira o enredo para o Carnaval 2025. O título é “Voltando para o futuro – Não há limites pra sonhar”, que será desenvolvido pelos carnavalesco Márcia e Renato Lage. Veja abaixo a publicação da escola.

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“Aos Independentes, o meu enredo: Para o carnaval de 2025, a Mocidade fará uma viagem intergaláctica, onde ela se reconecta com seu brilho mais intenso, o de uma Estrela jovem, para questionar os próximos passos em um manifesto pelo futuro da humanidade”.

Baterias e intérpretes cariocas conquistam público da Festa das Campeãs na Mocidade Alegre; organização e receptividade são elogiadas

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Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins

Às 05h10 de um domingo, São Paulo costuma estar vendo uma série de jovens saindo de bares, baladas e festas por meio do metrô, dos trens (que já estão em funcionamento no horário) e dos ônibus – que são gratuitos no primeiro dia da semana. Neste dia 28 de abril, entretanto, ninguém que estava no Limão e na Freguesia do Ó, na Zona Norte da cidade, queria sair de onde estava. Na Arena Morada, quadra da Mocidade Alegre, acontecia a Festa das Campeãs, organizada pela escola anfitriã e com a presença de diversas agremiações – duas delas cariocas: a Unidos de Padre Miguel e a Unidos do Viradouro – juntamente com a instituição paulistana citada, a Estrela do Terceiro Milênio e a X-9 Paulistana, todas elas vencedoras dos grupos nos quais estavam.

* VEJA AQUI GALERIA DE FOTOS DO EVENTO

No exato minuto destacado no começo deste texto, ouviu-se a já histórica introdução de “Arroboboi, Dangbé”, samba da Unidos do Viradouro que sagrou-se campeão do carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Absolutamente todos os presentes na Arena Morada cantaram junto de Wander Pires, intérprete da escola niteroiense, do “Ê alafiou, ê alafiá” até o final do refrão da canção em uníssono. Tal momento é apenas um dos tantos nos quais as escolas do outro lado da Via Dutra encantaram quem lotou o espaço da atual bicampeã de direito do carnaval paulistano.

Musicalidade em evidência

Para boa parte dos foliões entrevistados pelo CARNAVALESCO, o grande destaque das agremiações cariocas estava na ala musical – ou seja: sambas-enredo, bateria e intérpretes. Residentes em Piracicaba (cerca de 170 quilômetros distante), o casal Henrique (43 anos, vendedor) e Milene Becaro (42 anos, comerciante), ambos torcedores da Mocidade Alegre, se surpreenderam com os ritmistas das agremiações do Rio de Janeiro: “Dá pra sentir que a bateria deles é diferente, tem uma energia especial. A primeira batida é diferente, tem pegada e sentimento”, descreveu Milene. Já Henrique fez um elogio para a Guerreiros, bateria da UPM: “Achei muito top, não conhecia e gostei muito do que ouvi”.

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Os ritmistas também foram a principal diferença sentida por Rodrigo Maciel (26 anos, engenheiro civil) e Leandro Leal (27 anos, dentista), ambos também torcedores da atual bicampeã de direito do carnaval paulistano: “Eu não sou ritmista, mas senti muita diferença no surdo de segunda das baterias cariocas”, destacou Rodrigo. Leandro completou: “Acho que as duas baterias são bem completas, me parece que dá pra ouvir melhor cada um dos instrumentos – e, aí, dá pra sentir melhor a bateria que as paulistanas”, destacou – citando, também, a Furacão Vermelho e Branco, da Viradouro.

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Torcedor do Vai-Vai, Rafael Lopes, que tem 20 anos e trabalha no Instituto Dante Pazzanese, se atentou para outro dos grandes destaques das escolas de samba cariocas ao falar sobre as diferenças entre as apresentações: “Sei que cada escola tem o seu show, gostei do que vi e ouvi da Unidos de Padre Miguel, mas a Viradouro tem o Wander Pires… não tem como, ele é o homem”, afirmou, fazendo referência ao intérprete da agremiação niteroiense – que também já cantou na própria Saracura, Acadêmicos do Tatuapé e Unidos de Vila Maria em São Paulo.

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Músicos em pauta

Citado por um folião, Wander Pires destacou o quanto o intercâmbio entre escolas de samba paulistanas e cariocas ajuda o carnaval como um todo: “A gente acaba se tornando mais conhecido, dá mais experiência para a gente – que se reformula a cada ano, já que temos que fazer um bom trabalho em diversos locais. São Paulo tem um grande carnaval, assim como o Rio de Janeiro e outras localidades”, destacou.

Intérprete principal da Unidos de Padre Miguel no evento (o oficial da agremiação, Bruno Ribas, se recupera de uma cirurgia), Juan Briggs “Hoje em dia é bastante normal esse intercâmbio entre intérpretes – o próprio Igor Sorriso cantará a Mocidade Alegre e os Acadêmicos do Salgueiro em 2025. É só a gente se cuidar direitinho, fazer o trabalho certinho, ver o sorteio, que dá tudo certo”, pontuou.

Evento de sucesso! Casa cheia e espetáculos das escolas marcam Festa das Campeãs na Mocidade Alegre

Principal comandante da Guerreiros, Mestre Dinho também acredita que o intercâmbio é benéfico para todos os envolvidos: “Acho que é um privilégio muito grande, já que o samba não tem fronteira e nem uma única raiz. Essa junção de Rio de Janeiro e São Paulo, além de outros estados, é importantíssimo para todos. Venho sempre para São Paulo, tenho amigos aqui, e a porte está sempre aberta. Temos que ter essa sincronia e essa harmonia entre todos os segmentos em todos os sentidos”, comemorou.

Dos mais experientes e admirados comandantes de ritmistas do carnaval brasileiro, Mestre Ciça, da Furacão Vermelho e Branco, concordou com Dinho: “O intercãmbio é maravilhoso, São Paulo está em um patamar muito elevado também em baterias, com ótimos mestres. Não deve nada a ninguém do Rio de Janeiro. Estamos sempre aprendendo, de um lado e de outro. Essa amizade não pode parar nunca, essa troca de mensagens entre baterias é muito importante”, destacou o profissional que foi muito apupado e aplaudido pelos presentes quando teve o nome anunciado.

Os sambas-enredo também tiveram destaque quanto à comunicação com o público presente na Arena Morada. Além dos sambas campeões em 2024, cabe destacar o canto forte da quadra na execução de “Viradouro de Alma Lavada” (que rendeu o segundo dos três títulos da agremiação, em 2022″, “E a Magia da Sorte Chegou” (Viradouro 1992) e “Ossain: O Poder da Cura” (UPM 2017).

Duplas afinadas

Os dois shows das escolas de samba cariocas também tiveram a presença do pavilhão oficial de cada uma delas. A Unidos de Padre Miguel trouxe o principal casal de mestre-sala e porta-bandeira do Boi Vermelho, Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira, que também destacaram o quanto o intercâmbio entre os duos também existe – e é muito bom para todos os envolvidos: “É muito bonito de se ver essa união, é importante até para a progressão da nossa arte e da cultura dentro do carnaval. Essa parceria e troca de experiências existe (eu, particularmente, tenho muitos amigos em São Paulo e Brasil afora) e todo conhecimento é muito válido”, destacou Vinícius. Jéssica pontuou o peso que ambos carregam para fins de apuração: “Também acho essa união muito importante, já que nós somos um quesito inteiro composto por duas pessoas apenas. Quanto mais a gente se unir e se falar, é importante”, afirmou.

A Viradouro chegou a São Paulo com Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete, segundo casal da agrmeiação – e que, por dois anos, foram os principais guardiões do pavilhão da União da Ilha do Governador. E, para eles, a troxa de experiências vai além do profissional – quando a reportagem chegou para entrevistá-los, ambos estavam conversando com Diego Motta, primeiro mestre-sala da Mocidade Alegre: “Eu e o Thiago temos bons amigos em SP, principalmente do nosso segmento. Vejo esse intercãmbio da melhor forma possível, é maravilhoso estar interagindo com eles. Gostamos de vir para cá também para curtir, mas também para dar aula – recentemente, estivemos aqui dando uma aula intitulada ‘Bailado em Conexão’, com mais de quarenta alunos. É algo muito interessante, já que é a mesma arte vista e executada de formas diferentes, então sempre buscamos entender como funciona aqui – buscando algo para levar para o Rio de Janeiro”, contou.

Thiaguinho também deu um importante testemunho sobre o tema: “É importante termos essa relação não apenas com os casais, mas com todos de São Paulo. Quando cheguei ao Grupo Especial do Rio de Janeiro, em 2017, [na Imperatriz Leopoldinense], depois de entender meu lugar na escola, eu vim para São Paulo fazer aula com muita gente daqui, quis aprender como acontece o bailado aqui. Nesse período, começou uma amizade muito forte – que dura até hoje. Trocamos vídeos e mensagens, tento entender tudo que acontece e vamos trocando ideias. Acho importante a ligação com o carnaval de São Paulo”, refletiu.

Shows completos

Outro ponto muito elogiado pelos paulistanos foi a magnitude de cada uma das apresentações cariocas. Mestre Dinho destacou que tal situação é normal para a Unidos de Padre Miguel: “Onde a UPM passa, ela faz um grande show. A gente tem uma bateria sólida, um canto muito bom, ala das baianas, ótima Harmonia. Podem ter certeza que fizemos o nosso melhor”, pontuou.

Jéssica concordou com o mestre de bateria da própria agremiação: “Encantamos do começo ao fim. Foi tudo muito pensado com muita cautela, atenção a cada detalhe, cada paradinha na bateria, cada coreografia de passistas, roupas… tudo para que a gente conseguisse interagir, convidar, brindar esse público”, rememorou.

Juan preferiu focar na força da comunidade da Vila Vintém: “Trouxemos uma quantidade bacana de gente, a gente veio pesado. Tem algo que encanta muito no nosso show que é o samba de Ossain. Todo mundo conhece, todo mundo canta, todo mundo pula. E o Boi Vermelho, que, em qualquer lugar que a gente vai, é um estouro”, disse.

Ao ser perguntado sobre a apresentação da Viradouro, Mestre Ciça exaltou a unidade niteroiense: “O samba desse está sendo bem cantado, também teremos o samba da carta [“Não há tristeza que possa suportar tanta alegria”, 2022], esse é um samba que mexe muito com as pessoas da escola e com quem gosta de carnaval. A Viradouro é o todo, trouxemos tudo”, pontuou.

Amanda concordou com o mestre de bateria: “O nosso show é super completo, ele por inteiro é fantástico. Tem vários momentos, cada samba tem um momento diferente para chamar atenção. A cereja do bolo, porém, é o nosso samba campeão, que eu acho que vai levantar todo mundo”, disse, antes de ser complementada por Thiaguinho: “Essa é a energia de Niterói, meu parceiro. A gente atravessou a Dutra não à toa, a gente trouxe uma energia para contagiar todo mundo que estiver assistindo”, energizou.

Organização, feijoada e receptividade elogiadas

Realizada em uma das quadras mais novas do carnaval de São Paulo (inaugurada em setembro de 2022), a Festa das Campeãs também chamou atenção dos cariocas pela dinâmica do evento: “Até a nossa chegada aqui, foi tudo perfeito. Eu só tenho elogios a fazer por onde passei”, enfatizou, também citando a recepção que teve.

Ao contrário do que pensava Nelson Rodrigues (que, certa vez, afirmou que “Não há pior solidão que a companhia de um paulista”), a hospitalidade da cidade também foi elogiada: “Fui muito bem recebida, antes daqui passamos na Fábrica do Samba e comemos uma feijoadinha deliciosa, todos estão muito carinhosos com a gente. Está tudo maravilhoso”, revelou Jéssica. Vinícius assentiu: “O pessoal foi muito receptino, externo aqui meu agradecimento em nome da Unidos de Padre Miguel e também da Unidos do Viradouro. Está sendo tudo muito legal, até tomei um susto com a casa tão cheia, o pessoal batendo foto com a gente”, surpreendeu-se.

Outro a citar a feijoada na Fábrica do Samba foi Mestre Ciça: “Está tudo ótimo, não está faltando nada para a gente. A estrutura é bacana para caramba, a rapazeada jantou a feijoada e elogiou bastante. O meu caso é diferente já que eu cheguei aqui na quinta-feira para passear um pouquinho, foi tudo muito bom”, comentou.

Juan foi na mesma linha: “A qualidade do evento é fantástica, desde a recepção e a estadia para as outras quatro campeãs do carnaval. É a primeira vez que a UPM está saindo do Rio de Janeiro e a experiência está sendo maravilhosa. Estão todos de parabéns”, finalizou.

Ao citar momentos nos quais sentiu a quadra com mais energia, Wander se alongou: “Eu fiz um teste na hora do meu grito de guerra e a galera veio junto – tanto que eu fiz duas vezes. Tiveram outros: a hora que a gente cantou a introdução do samba de 2024, o pessoal foi ao delírio, a Morada veio junto com a gente. Também fiquei feliz quando a presidente Solange [Cruz Bichara Rezende, da Mocidade Alegre] anunciou a escola e me anunciou, senti a emoção das pessoas. Tenho uma gratidão muito grande por momentos assim com os meus fãs e escolas que passei. É o meu povo”, tocou-se.

Unidos de Bangu renova com segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira

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Em meio aos preparativos para o Carnaval de 2025, a Unidos de Bangu anunciou a renovação do seu segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alessandro Silva e Cris Soares. Este será o segundo carnaval em que o casal defenderá junto, o segundo pavilhão da agremiação.

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Foto: Divulgação/Bangu

“Pra mim é uma alegria imensurável seguir o trabalho e parceria para 2025. Nossa escola pode estar certa de que seguirei dedicada e honrada por defender seu pavilhão e comunidade junto ao meu querido mestre-sala. Bangu é uma família e sou muito feliz por fazer parte dela!” contou Cris Soares.

Alessandro, que está entrando em seu terceiro ano na agremiação, expressa sua gratidão e entusiasmo em continuar na escola:

“Quero agradecer à Unidos de Bangu por mais um ano defendendo este pavilhão e com muita alegria poder estar com a minha comunidade. Estou grato por mais um ano de parceria com a minha porta-bandeira Ana Cristina que, como sempre, está me dando as mãos e sendo uma porta-bandeira incrível. Estou grato e muito feliz. Vamos com tudo neste carnaval de 2025.”

Além da renovação do casal, a escola também anunciou a permanência dos intérpretes, mestre e rainha de bateria, diretor de carnaval, direção de harmonia, coreógrafo da comissão de frente, diretora de passistas, e também a chegada do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira e dos carnavalescos.

Unidos de Padre Miguel tem novo diretor artístico para 2025

A Unidos de Padre Miguel anunciou Hugo Gonçalves como seu novo Diretor Artístico para o Carnaval de 2025. Com uma vasta experiência no mundo do samba, Gonçalves irá liderar toda a parte coreográfica da escola, incluindo carros alegóricos e alas coreografadas, que desfilarão na Sapucaí.

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Foto: Divulgação/UPM

Com uma trajetória de 15 anos envolvido no Carnaval carioca, Hugo Gonçalves é um nome reconhecido e respeitado no cenário artístico carnavalesco. Sua jornada começou como integrante da equipe de bailarinos da comissão de frente da Unidos da Tijuca, e desde então ele tem deixado sua marca em diversas agremiações.

Bailarino e assistente coreográfico da Acadêmicos do Salgueiro durante quatro anos, o novo contratado da UPM também fez parte das Comissões de Frente da Renascer de Jacarepaguá e Porto da Pedra, sob o comando da renomada Alice Arja, conquistando títulos expressivos. O jovem também acumula passagens pela Imperatriz Leopoldinense, Unidos de Vila Kennedy, Arame de Ricardo, entre outras, sempre contribuindo para a excelência artística das escolas por onde passa.

Seu trabalho desafiador como integrante da comissão de frente da Unidos de Padre Miguel em 2019 marcou o início de uma parceria com a agremiação, culminando em sua integração à equipe coreográfica em 2020 e em sucessivos trabalhos de destaque nos anos seguintes.

“É com grande entusiasmo que recebo o convite para assumir a Direção Artística da Unidos de Padre Miguel. Estou comprometido em contribuir com toda a minha energia e experiência para elevar ainda mais o nível artístico da escola e proporcionar ao público momentos inesquecíveis no Carnaval”, afirmou Hugo Gonçalves.