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Sinopse da Beija-Flor de Nilópolis para o Carnaval 2025

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Enredo: “LAÍLA DE TODOS OS SANTOS, LAÍLA DE TODOS OS SAMBAS

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INTRODUÇÃO / JUSTIFICATIVA

“Veje bem”,

A importância do Laíla para o Samba e o Carnaval é indiscutível. Foram sete décadas de dedicação à Cultura Popular Brasileira, e certamente os desfiles das Escolas de Samba não seriam o que se tornaram sem a visão e a sagacidade dele.

Registrado Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, Laíla é o nome artístico adotado pelo sambista, cantor, compositor, carnavalesco, diretor e produtor musical autodidata que ascendeu ao status de baluarte.

O apelido de infância tem origem na dificuldade em pronunciar a fruta cítrica como o seu temperamento: do apreço por laranja, puro suco de Laíla. Ácido, polêmico, intenso, autêntico, competitivo, debochado, sacana, desbocado, teimoso, impulsivo, explosivo, pacificador, ambíguo, dual, generoso, ranzinza, multifacetado, divino, humano, visceral, genioso e genial.

Os valores pessoais do indivíduo se fizeram presentes, influenciaram e se desdobraram nos trabalhos do Mestre do Carnaval, que bradou por tolerância religiosa ao professar a Fé em Deus e ao reverenciar a força do Axé dos Orixás e das crenças de matrizes africanas; foi pioneiro ao reivindicar o lugar de fala e o protagonismo do povo preto na construção da identidade histórico-cultural miscigenada do nosso país; fez da Arte, protesto e manifesto para denunciar as mazelas oriundas da desigualdade social covarde e atroz.

A sensibilidade enraizada, o raro dom da audição apurada, a musicalidade extraordinária revelada através da aptidão genuína para conduzir musicistas, ritmistas e componentes; mentoria que é referência até mesmo para adversários e oponentes.

INTERNA

Se por definição artífice é “aquele que se preocupa com o trabalho bem feito por prazer”, ao defender pavilhões de diversas Agremiações, imprimiu a sua digital em todas as bandeiras que empreendeu, ávido por superação, novidade, revolução, sempre com “a cabeça a mil, a milhão”.

Quem diria que o moleque atrevido, cria do morro, guri que a família queria que fosse gari, chegaria tão longe… Predestinado, venceu demandas e campeonatos, deixou vasto legado e consagrou-se o maior detentor de títulos da história do Carnaval.

Gente que se faz muito presente, quando se vai, deixa um vazio enorme… É chegada a hora de matar a saudade e homenagear o Maestro regente de nossa gente, cientes de que de seus ensinamentos, somos todos sementes!

SINOPSE

Peço licença para buscar o melhor caminho ao revisitar a história e reviver a trajetória vitoriosa de um bamba.

Kaô Kabecilê, Xangô Menino da Pedreira de Salgueiro! É o brado da aldeia nilopolitana, evocando o Deus do Trovão, do alto de seu trono, a fazer justiça com o seu machado, pelo reconhecimento do seu real valor. Sopram os ventos de Oyá, trazendo alento à memória do filho nascido do ventre de Dona Corina, e renascido em Orixá.

Da conexão com a regência do Ori e da reverência à ancestralidade de matrizes africanas, a Fé sincrética como guia, que ia muito além dos muitos colares de fios de contas carregados em volta do pescoço; a convicção inabalável de que primeiro a gente coloca o pé, depois o Sagrado coloca o chão.

De joelhos dobrados e mãos impostas, o Amor devocional à Deus sobre todas as coisas em harmonia com o respeito aos rituais e preceitos, oferendas, mandinga e feitiçaria. O clamor por diretrizes, bênçãos e proteção refletido nos amuletos, patuás, balangandãs e santinhos de devoção; misticismo em sintonia com os Caboclos e a energia de cura da mata; o sortilégio da magia cigana; a pureza e a doçura dos brincantes Ibejis; a sábia experiência resiliente no aconselhamento dos Pretos Velhos aos seus “fios”.

Comandante do exército quilombola da Pequena África situada na Baixada Fluminense, sempre enalteceu a africanidade latente do berço de nossas raízes e a potência do Povo Preto; e com a bravura de um leão movido pela coragem de agir com o coração, deu voz aos descendentes da nobre dinastia do continente de onde vieram os nossos antepassados. Sabedoria que valida o protagonismo da negritude e a resistência dos excluídos invisíveis aos olhos insensíveis relegados a margem da sociedade.

Prodígio com o dom de um ouvido absoluto – habilidade fenomenal que é a percepção singular da musicalidade, tinha a música clássica como fonte de inspiração e estudo para o aperfeiçoamento de seu talento exacerbado. Da expertise em conseguir extrair sons diferenciados utilizando apenas latas como instrumentos e pedaços de gravetos como baquetas, construiu a sua vivência na música de maneira absolutamente autodidata.

INTERNA

Dirigente com o pleno domínio “da rítmica e da métrica”, promovia encantamento ao orquestrar com maestria o refinamento harmônico e melódico de quem carregava percepção fulminante no olhar. Encontro afinado entre tambores e tribos, vozes, cordas e percussão; da labuta com a batuta, a costura de memoráveis arranjos e junções, e a perfeita simbiose entre o erudito e o Batuque popular.

Ao defender pavilhões de diferentes cores, emblemas e regiões, inseriu o lúdico através de suas projeções: emprestou a voz para contar lenda e assombração no reino encantado da imaginação do rei mimado; atuou na batalha do bem contra o mal, odisseia do herói valente versus bicho ruim, monstro maldito; driblou a tristeza com a folia e se esbaldou de brincar na festa da alegria; aspirou ser astronauta no mundo da lua; se reencontrou com as memórias da infância de gente humilde, e viu a favela descer o asfalto num canto de liberdade por um novo amanhã, na ânsia pela felicidade de ver um Brasil melhor para os filhos dessa Mãe gentil.

Se Escola é o lugar onde se adquire aprendizado, através da oralidade, deixou incontestável legado; expressivo conhecimento para que gerações futuras escrevam um novo começo. Uma revoada de beija-flores num voo de volta para nós mesmos, a rodopiar pelos ares, um cortejo de altivos foliões na Avenida onde os sonhos ganham vida.

Em meio a toda a magnitude da sua obra, a ousadia e a nobreza de colocar o elemento humano em primeiro lugar imprimiu a identidade do líder nato na nossa aguerrida Comunidade. De tudo o que foi edificado ao longo da carreira, o chão da Escola é o seu maior troféu; o nosso trunfo para o triunfo.

Para ele e por ele, a gana de reacender o rolo compressor; o coro da nação cantando alto e batendo no peito, reivindicando respeito com a mesma paixão insana daquele que nos ensinou o tanto que há de sagrado nessa festa dita profana.

E num gesto de gentileza embebido de significado, a sutileza do sentimento de conciliação promovido através do desabrochar das pétalas de rosas brancas exalando paz no festival de prata em plena pista.

A ascensão celestial de Joãosinho Trinta e Laíla em comunhão, o Mago e o Griô, reencontro de bambas no plano espiritual a olhar por nós; o Orum em festa sincopada com o Ayê, o gurifim da coroação reconstruindo um momento antológico do Carnaval. Laíla de todos os santos, Laíla de todos os Sambas; um tributo com sede de vitória, de encontro a redenção.

Revelando o Dilema da Desinformação Digital

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As informações se espalham como incêndio pelas mídias sociais e outras plataformas on-line no mundo digital de hoje, mas também a desinformação, afetando a esfera pública e a confiança na mídia tradicional. Nesse caos, organizações que verificam informações se tornaram faróis de verdade; elas se dedicam a verificar alegações e desmascarar falsidades.

Dentro desse planeta, a JetX Bet se destaca por ser única em como combate a desinformação digital. Portanto, com as notícias falsas se tornando mais complexas, há uma crescente necessidade de um órgão especializado que enfatize a guerra contra narrativas falsas e a importância dos checadores de fatos para salvaguardar a integridade da informação na era digital.

Dissecando a Matriz da Desinformação

A desinformação encontra seu lar na internet por meio das redes sociais, que são vastas, notícias falsas sensacionalistas, bem como multimídia manipulada que se espalham a uma velocidade incrível. Tais sites são criados para garantir a retenção do usuário, portanto, muitas vezes sem a intenção de priorizar materiais emocionais que podem ser apresentados de forma imprecisa.

Essa situação fornece um terreno fértil para a disseminação de equívocos e desinformação que têm influência significativa na opinião pública e no comportamento. As consequências são de longo alcance, impactando o discurso político ao polarizar comunidades, minando a coesão social ao espalhar boatos e desconfiança, e colocando em risco a saúde pública pela disseminação de conselhos médicos falsos.

A jornada da desinformação pela esfera digital é complexa, facilitada por algoritmos e psicologia humana, destacando a necessidade urgente de estratégias eficazes para combater sua influência onipresente na sociedade.

A Evolução das Forças de Checagem de Fatos

As organizações de verificação de fatos evoluíram de origens humildes, emergindo inicialmente como empreendimentos jornalísticos para verificar alegações políticas, até entidades sofisticadas empregando metodologias avançadas para combater a desinformação na era digital.

Utilizando uma mistura de análise de especialistas, verificação de dados e ferramentas digitais como IA para examinar vastas quantidades de informações, essas organizações se tornaram cruciais no processo de busca da verdade. Apesar de enfrentar desafios como o volume absurdo de desinformação e ataques direcionados que minam sua credibilidade, elas obtiveram vitórias significativas.

Por exemplo, agências de checagem desmascararam mitos prejudiciais à saúde, influenciaram a integridade eleitoral corrigindo narrativas falsas e expuseram deepfakes. Seu crescimento reflete uma adaptação contínua às ameaças do panorama digital, mostrando seu compromisso em preservar a precisão factual.

Esses sucessos não apenas enfatizam o papel crítico das organizações de checagem de fatos na salvaguarda do discurso público, mas também destacam sua resiliência diante dos desafios em evolução.

As Táticas de Rastreamento da Verdade da JetX Bet

Dada a natureza da JetX Bet, que parece ter sido erroneamente referida como uma entidade de checagem de fatos, e reconhecendo a confusão em interações anteriores, ajustarei a resposta para abordar com mais precisão a premissa de combater a desinformação pela lente de uma organização hipotética dedicada a esta causa:

  1. Abordagem estratégica: a organização adota uma estratégia multifacetada para combater a desinformação, incluindo a implantação de ferramentas de IA e aprendizado de máquina para detecção rápida de alegações falsas, e envolvimento de uma rede de especialistas para análise aprofundada e verificação.
  2. Casos notáveis: desmascarou com sucesso desinformação generalizada sobre saúde durante a pandemia e corrigiu narrativas políticas falsas durante períodos eleitorais, restaurando a confiança pública e informando o discurso da comunidade.
  3. Métodos de resolução: envolve a publicação de checagens de fatos detalhadas, fornecimento de fontes e trabalho com plataformas de mídia social para rotular ou remover informações falsas.
  4. Comparação com outros: ao contrário das entidades tradicionais de checagem de fatos que se concentram principalmente em medidas reativas, esta organização também enfatiza programas proativos de educação e alfabetização digital para evitar a disseminação da desinformação na fonte.
  5. Posição única: sua integração única de tecnologia para detecção precoce e ênfase na educação preventiva a diferencia, destacando sua abordagem inovadora para garantir a integridade da informação.

Avaliando a Repercussão: Impacto e Obstáculos

As organizações de checagem de fatos fizeram avanços significativos na mitigação da desinformação e no aprimoramento do discurso público, promovendo precisão e responsabilidade. Seus esforços em desmascarar alegações falsas reforçaram a confiança na mídia e informaram a opinião pública, destacando seu papel indispensável no ecossistema de informações digitais. No entanto, essas entidades não estão sem limitações e críticas.

A mídia e as organizações de checagem de fatos são frequentemente acusadas de serem tendenciosas e ineficazes, com sua imparcialidade questionada por críticos. Além disso, a missão é complicada pelo fenômeno psicológico da perseverança da crença, pois as pessoas geralmente se apegam a concepções errôneas, mesmo quando há evidências contrárias ao que acreditam, especialmente se essas ideias são profundamente enraizadas ou ideológicas.

Além disso, a dinâmica social em câmaras de eco, bem como bolhas de filtro, pioram ao limitar o alcance das tentativas de checagem de fatos apenas àqueles que têm predisposições para questionar seus pontos de vista. Não obstante, há ajustes e melhorias contínuos no combate à desinformação que as organizações de checagem de fatos continuam fazendo. A trajetória também mostra um panorama complexo onde sucessos na narrativa da verdade convivem com esforços persistentes para abordar a psicologia humana e as divisões sociais.

Traçando o Rumo: Empreendimentos Futuros na Checagem de Fatos

O futuro da checagem de fatos pode ver desenvolvimentos significativos em tecnologia e metodologias, pois a IA e o ML podem revolucionar a velocidade e a extensão com que a desinformação pode ser detectada. Com maior atenção à aprendizagem com a alfabetização midiática, essas inovações poderiam contribuir muito para tornar os indivíduos mais capazes de avaliar as informações de forma crítica.

Além disso, a criação de um ecossistema mais resiliente contra informações falsas pode ser feita por meio do fomento de colaborações entre plataformas de tecnologia, instituições educacionais e organizações de checagem de fatos. Ao abraçar essas estratégias, há um caminho de esperança rumo ao aprimoramento da verificação da verdade e ao desenvolvimento de cidadãos globais esclarecidos na era digital.

Reflexões Finais: Fortalecendo o Vínculo da Sociedade com a Verdade

A JetX Bet e plataformas como ela representam uma das mais importantes fontes de proteção contra a desinformação, pilares fundamentais da verdade em nosso mundo cada vez mais digitalizado. Seu incansável compromisso com a precisão e rastreabilidade é indicativo da jornada contínua rumo a uma sociedade mais informada e forte.

Essa tarefa destaca por que a checagem de fatos deve ser constantemente aprimorada e seu valor como bloco de construção de sociedades democráticas e bem funcionais enfatizado. A luta conjunta contra a desinformação não visa corrigir falsidades, mas busca criar um ambiente onde a veracidade possa triunfar sobre o erro, promovendo assim um debate público esclarecido ancorado na confiança.

 

Cícero e Lara comentam enredo da UPM para o Carnaval 2025: ‘Foi amor à primeira vista’

Cícero Costa e Lara Mara, pai e filha, são diretores de carnaval da Unidos de Padre Miguel. A escola, em preparação para o Carnaval de 2025, reuniu eles, os carnavalescos Alexandre Louzada e Lucas Milato, e os compositores para a leitura da sinopse, no último sábado, na quadra da escola. O CARNAVALESCO conversou com Cícero e Lara para saber um pouco de como está a escola em relação ao enredo “Egbé Iyá Nassô”.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Antes de falar sobre o enredo, Lara comentou sobre a emoção de entrar pela primeira vez no barracão da Cidade do Samba, após os anos de luta da escola para ser campeã na Série Ouro: “Para mim foi um sentimento de gratidão e sonho realizado, porque, como você disse, foi uma coisa que a gente esperou por muito tempo. O meu sentimento foi que eu queria que toda a minha comunidade estivesse ali comigo, vivendo aquele momento, porque não é a gente sozinha, é toda uma comunidade esperando por isso. E eu tenho certeza que nós vamos fazer em 2025 por merecer isso tudo e continuar mantendo esse sonho realizado”.

Em seguida, Cícero comentou sobre o enredo que a escola trará em 2025, onde será contada a história de Iyá Nassô, fundadora do primeiro terreiro de candomblé do Brasil, e sua influência: “Esse enredo, como foi dito aqui na nossa reunião na leitura da sinopse, é um enredo muito aceito pela escola. Um enredo forte e a gente acredita também na força da escola, na força da nossa comunidade. E como a gente tem dito, agora a gente vai trabalhar, esperar as obras e tenho certeza que vai dar tudo certo. Esperamos aí, um ótimo samba para a escola”.

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Lara também comentou sobre a escolha do tema, enfatizando a importância de se ter várias vertentes da temática afro na avenida em 2025: “A gente atendeu o pedido da comunidade, que era uma temática afro e, eu particularmente, era uma temática que, mesmo as pessoas falando que está saturada nesta safra de enredos do ano de 2025, eu acho que não é, porque o carnaval é uma festa preta, a gente tem que dar voz. E eu fico feliz de ver, como amante da temática afro, de ver tantas vertentes bonitas de enredo, e a nossa vertente é uma vertente que me agrada, em ser um enredo feminino, um enredo que vai falar de Egbé, que quer dizer comunidade. Então todos nós somos filhos de Iyá Nassô e vamos com certeza na fé de Xangô fazer um bom trabalho. Foi o que meu pai disse: a gente só quer trabalhar, fazer o que a gente sabe”.

Por fim, Cícero e Lara falaram sobre a figura de Iyá Nassô, e sobre o que sentiram quando a proposta foi mostrada pelos carnavalescos. Cícero destaca que foi um caso de amor à primeira vista com a história: “Quando nos veio essa proposta, quando bateu, foi, sabe aquela coisa de amor à primeira vista? Quando a gente viu a proposta dos carnavalescos foi: ‘É isso! Vamos lá, vamos pedir a benção, vamos fazer o que tem que ser feito’. E estamos aí com Iyá Nassô”.

Sinope do enredo da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2025

Lara concordou e acrescentou detalhes da experiência de visitar e receber as bênçãos na Casa Branca: “Foi amor à primeira vista. Toda a nossa equipe ficou feliz com a nossa escolha e foi o que meu pai disse: a gente foi lá pedir a bênção, e fomos abençoados. Eu queria muito agradecer também a essa oportunidade, a mãe Neuza, a Ekedy Lisa e a todas aquelas mulheres que nos receberam lá com tanto axé, com tanto carinho, e isso nos fez com certeza vir com o coração quentinho para cá e fazer um belo trabalho, porque Iyá Nassô e elas também merecem e todos do axé da Casa Branca”.

Fazendo jus ao nome escola de samba, Tarcísio Zanon encontra receita para os enredos da Viradouro

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Tarcísio Zanon, carnavalesco da Viradouro desde 2020, conversou com o site CARNAVALESCO e revelou o que esperar da Vermelho e Branco de Niterói para o carnaval do ano que vem. Ele como surgiu a ideia do enredo para a atual campeã do carnaval carioca, salientando o que achou de interessante na figura de Malunguinho.

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“O enredo ‘Malunguinho, mensageiro dos três mundos’ ele nasceu de uma pesquisa do período pandêmico, aquele período que a gente ficou dois anos parados, a gente fez muita pesquisa de enredo e eu tinha uma pesquisa sobre Catimbó-jurema e de todos os seus encantados. De uns últimos tempos para cá eu descobri a informação de que Malunguinho entra para a historiografia quando se descobre registros policiais da figura desse personagem histórico. Eu achei muito interessante como essa figura, esse personagem, esse herói do nosso país, do nosso país profundo, ainda não tinha tido esse reconhecimento. Mesmo ele sendo adorado no Catimbó-jurema, ele também entra para a história do país. É um grande líder quilombola, que hoje ainda dá consulta na Jurema sagrada”.

O artista também comentou o fato de três enredos inéditos com figuras, personagens e eventos pouco lembrados da história do país.

“Eu acho que a receita dessa pesquisa e de você ouvir o sentimento da comunidade para cada ano. Acho que desde que estou na Viradouro com Ganhadeiras, depois com o carnaval de 1919, Rosa Maria, Dangbé, eu acho que a gente conseguiu encontrar uma receita, uma fórmula que a escola gosta, que a escola gosta de se vestir assim, ela gosta de contar essas histórias. E eu acho mais, o carnaval é um espaço de educação. Poder transformar a Sapucaí nesta grande escola, nessa grande aula. Nós somos escola de samba, eu acho que é minha principal função é uma das minhas maiores motivações e valores dentro do carnaval”.

Sinopse do enredo da Viradouro para o Carnaval 2025

O vídeo de apresentação do enredo da escola chamou muita atenção nas redes, gerando muitos comentários pelo trabalho produzido. O carnavalesco contou que a ideia foi feita no sentido de lembrar um trailer de filme.

“A gente já vem lançando enredos com formatos diferentes, foi com as ganhadeiras, depois a gente fez o vídeo do Pierrot Apaixonado e esse ano a gente teve essa vontade. Na verdade, a vontade partiu do presidente, de ter um trabalho com um formato mais parecido com trailer de filme. Pelo fato do Malunguinho ser um personagem que eu acho que habita nesse imaginário e pode até se tornar de repente um grande filme, um grande documentário, assim como foi com Rosa Maria. Acho que funcionou muito, foi mais uma inovação que a escola trouxe. A gente trabalhou muito, se empenhou muito, entramos na mata, fizemos toda essa produção em três dias, mas graças a Deus foi um grande sucesso”.

Por fim, ao falar sobre a sinopse, Tarcísio revela mais detalhes: “É um enredo cantado a gente precisa ouvir dos mais velhos, dos Juremeiros mais velhos, a partir de 80 anos, todos os cânticos para cada falange dele. Malunguinho vem na falange de Exu, na falange de Caboclo e na falange de Mestre. Então, existem cânticos, toadas, pontos que se chama Malunguinho em cada falange dessa e a nossa estruturação de enredo depende dessa oralidade”.

Com gesto de inclusão da comunidade e solidariedade ao povo do Sul, sambistas aprovam sorteio com público

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Pela primeira vez, as escolas de samba do Grupo Especial do carnaval carioca puderam contar com o apoio dos torcedores durante o sorteio da ordem dos desfiles. A definição foi na noite da última quinta-feira quando representantes das 12 agremiações subiram ao palco da Cidade do Samba.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Como uma grande apresentação na Marquês de Sapucaí, os torcedores vibravam a cada vez que um resultado favorável saía. Ao descobrirem que vão encerrar o carnaval, os portelenses, por exemplo, foram ao delírio. Parecia, até, apuração.

Entre os espectadores, o pensamento parecia ser o mesmo. Para o torcedor da Verde e Rosa Eliel Lima, de 29 anos, sortear a ordem dos desfiles com portões abertos ao público fortalece ainda mais a relação entre escola e comunidade.

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“Acho que é importante devido à energia. O público coloca a escola ‘lá para cima’. Por mais que a agremiação não consiga a posição que queria, o público consegue levantar. Acredito que foi muito importante trazer esse calor humano para perto, porque é um pouco do carnaval antecipado. É importante que as pessoas participem desses eventos e conheçam a Cidade do Samba”, acredita Eliel.

Um carnaval fora de época, mas também, um exemplo de solidariedade. Até às 21h, a entrada teve um custo simbólico de 1kg de alimento não perecível. Todo o material arrecadado será enviado ao Rio Grande do Sul, que vive uma das maiores tragédias climáticas da história do país.

Saldo positivo! Em ação inédita, sorteio do Especial para o Carnaval 2025 atrai público para a Cidade do Samba

Após as 21h, os ingressos custaram R$ 40. Por volta da meia-noite, o apresentador do espetáculo, Milton Cunha, anunciou que foram arrecadados cerca de uma toneladas de mantimentos.

Um dos torcedores solidários foi o leopoldinense Francisco de Assis, de 62 anos. Ele ressaltou a importância da iniciativa para ajudar quem mais precisa e comentou sobre a importância da presença da comunidade no sorteio.

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“Além da transparência para o público, gera inclusão. Quando o público é inserido e tem a possibilidade de ver isso tudo ao vivo, é muito bom. É bom para a Liesa, para as escolas e para o público, além de ajudar quem mais precisa neste momento, que é o povo do Sul. A galera gosta”, pontuou.

Com 62 anos e desfilante assídua desde os 8, a mangueirense Luciene Maria defendeu que a Cidade do Samba seja mais frequentada pelo povo.

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“Acredito que foi algo diferente e positivo para a comunidade da Mangueira. Aproxima a comunidade desde o início do carnaval. É bom que a Cidade do Samba seja mais frequentada, tem que haver mais”, afirmou Luciene.

Desfiles de 2025

Em 2025, as escolas de samba do Grupo Especial carioca entram na Marquês de Sapucaí nos dias 2, 3 e 4 de março. Já o desfile das Campeãs será em 8 de março.

Oficial! Conheça a ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio para o Carnaval 2025

 

Opinião: Carnaval 2025 é diferente e imprevisível

Confira a sinopse do enredo da Botafogo Samba Clube para o Carnaval 2025

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“Uma Gloriosa História em Preto e Branco”

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Sinopse

Falar do teu passado é como ouvir um disparo que há séculos ecoa:

FOGO!

Artilharia a postos. No ataque, o maior navio de guerra de seu tempo. Com canhões “boca de fogo”, o São João Baptista, apelidado… “Botafogo”! Sim…

Botafogo, Botafogo, galeão desde 1534.

Na tripulação, o heroico oficial, que, pela Conquista de Túnis, ascende ao posto de Capitão: João Pereira de Sousa, o Artilheiro. Herdeiro do apelido da embarcação, passou a ser Botafogo também, registrado, inclusive, como nome de família. Já em terras cariocas, com bravura enfrentou outros adversários, os invasores franceses. Por fim, se estabeleceu em uma sesmaria, que ficou conhecida por sua alcunha e deu origem ao nome do teu bairro.

Teu lugar… Banhado pelas águas calmas da enseada, era perfeito para a prática de esportes aquáticos, como o remo. Ali, em 1894, é fundado o Club de Regatas Botafogo, abrindo caminho para tua gloriosa história. Fostes o primeiro a vencer o campeonato nacional do esporte, sucesso também creditado à “Diva”, nome dado à embarcação que te presenteou com tantas vitórias. Sobre as águas e o firmamento como testemunha, os remadores treinavam antes do raiar do dia, e aEstrela D’Alva por companhia. Brilhante e solitária, na verdade, um planeta: Vênus. Não por acaso, deusa do amor. Amor que marcará gerações.

À Beira-Mar, o Pavilhão de Regatas reunia centenas, atraídos pelos torneios. Outros, a certa distância, também observavam. Eram banhistas que, à moda da época, assistiam e desfrutavam de um dia de sol na saudosa – sem trocadilhos – Praia da Saudade.

Bela época, em que a maravilhosa cidade era capital do país… Em que teu nobre bairro era cenário elegante de palacetes e de outro importante pavilhão, O Mourisco, a imponente construção que funcionou como restaurante, um dos endereços mais chiques da região. Décadas depois, demolido, abrigaria, em seu lugar, outros “mouriscos”, que no futuro seriam tuas sedes.

Da água pro campo gramado, outro esporte começava a encantar a população. Em 1904, um grupo de estudantes fundou um clube de futebol, batizado Electro Club. Mas logo entra em cena a figura de D. Chiquitota, avó de um dos rapazes. Foi ela que sugeriu um novo batismo. E assim nasceu, no mesmo bairro, a outra parte de ti: o Botafogo Football Club. Três anos depois, já dividias a conquista de um campeonato, mas é pelo Carioca de 1910 que serás sempre saudado:

“Tu és o Glorioso!”

Quis o destino que, de forma trágica, tuas duas metades se unissem. Foi em 1942, durante uma partida de basquete, modalidade comum aos quadros dos dois clubes, que o coração de Albano, atleta do Football Club, sucumbisse. O que partiu o coração de todos os presentes foi, por ironia, o que te uniu no que hoje és: Botafogo Futebol e Regatas, “O Mais Tradicional”.

Teus hinos registram a história e as glórias, mas o mais popular deles, composto pelo Rei das marchinhas carnavalescas, Lamartine Babo, é o mais polêmico. Mas, certamente o que te imortalizou.

Na tua lista de curiosidades, um pato de desenho animado estrangeiro, num breve tempo, te representou. Em tua trajetória recheada de superstições e símbolos, vale citar também o teu amuleto de quatro patas:Biriba, o cãozinho que, segundo Carlito Rocha, o presidente, garantiu grandes resultados, tornando-se, posteriormente, mascote. E o famoso Manequinho, que já afrontou os bons costumes e foi devidamente vestido com o manto alvinegro, certamente com a emblemática camisa sete, convertendo-se em patrimônio cultural da cidade. Hoje, é um dos teus símbolos, guardado em General Severiano, tua célebre e antiga casa.

Teu fogo também é chama olímpica a iluminar os atletas das demais modalidades que participam dos Jogos. Dentre tantas figuras de destaque, uma personagem épica, como sua homônima heroína de ópera, Aída. Pioneira, orgulho botafoguense.

Olímpico também é teu estádio, chamado pelas massas de “Niltão”. Construído para o PanAmericano de 2007 e utilizado para a Rio 2016, é o atual equipamento onde teus adversários caem no tapetinho do Engenhão.

O brilho metálico da tua galeria só confirma como és grandioso. Por muitas vezes, base da seleção principal, poderia te orgulhar a cantar:

“A taça do mundo é nossa, com o Botafogo, não há quem possa!”

Falar de ti é prestar tributo a ídolos de todos os tempos, eternizados em tinta e cal, que formaste como um escrete. Tens o Anjo das Pernas Tortas, a Enciclopédia do Futebol, o Príncipe Etíope, O Possesso e o belo Gilda. Tens o Velho Lobo, Quarentinha, o Capitão, o Furacão e o Canhotinha. João Sem Medo no comando. Uma fábrica de craques que é uma Maravilha em campo. É Loco, pensar que outros virão? Muitos! Sempre caberá um ídolo a mais…

Dentre tantas, tua maior glória é a tua torcida. Torcida, substantivo feminino, inspirado nas primeiras frequentadoras que assistiam às partidas com ardor, gritando, xingando, torcendo – literalmente – lenços e luvas, criando a expressão que existe até hoje. A tua, em especial, formada por famosos e anônimos de todas as classes, gêneros, cores e credos. No jubilo ou nas adversidades. Segundo um botafoguense fervoroso, Armando Nogueira:

“Ser Botafogo, é escolher um destino…”.

Sentimento que não tem explicação, é mais que paixão. É amor. E cabe citar o poeta, que um dia escreveu:

“O amor é fogo que arde sem se ver”.

Na hora do gol, a voz do estádio grita o bordão: “incendeia a torcida do fogão”, o povo delira o sangue ferve e a galera vai fes-te-jar.

Preto no branco tua história até aqui está contada. E como recado aos rivais:
Perder?
Pra ninguém!

Texto Alex de Souza
Edição Paulo Cesar Barros

Amanda Palhares reforça direção de carnaval da Acadêmicos de Niterói

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A Acadêmicos de Niterói anunciou um reforço em sua direção de carnaval, que contará com Amanda Palhares no time da caçulinha azul e branca da cidade sorriso. A diretora chega para somar a equipe do carnaval 2025, onde a escola irá em busca do título da série ouro, na Marquês de Sapucaí.

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Foto: Alex Gardel/Divulgação Niterói

Amanda Palhares é apaixonada pelo carnaval e tem uma carreira de 18 anos como porta-bandeira. Vivida no mundo do samba, no último ano já ocupou cargo administrativo na Liga RJ e chega com toda a sua experiência para reforçar o time da Acadêmicos de Niterói.

“Mais um desafio aceito em minha trajetória no carnaval. Só posso agradecer a confiança em mim depositada e vamos fazer de tudo para a Acadêmicos de Niterói levar mais um carnaval grandioso para a Sapucaí. Nosso trabalho só está começando e faremos de tudo em busca do título”, revela Amanda.

A azul e branca de Niterói está com o time quase completo para o carnaval de 2025. Em breve anunciará o seu enredo, que será desenvolvido por mais um ano pelo carnavalesco Tiago Martins.

Ao lançar enredo no próprio barracão, Dragões confirma DNA inovador

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Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins

A Fábrica do Samba é um marco histórico no carnaval de São Paulo. Desde 2016 com dois dos três blocos inaugurados e com obras concluídas em 2022, o espaço que abriga os catorze barracões das escolas de samba que ocupam o Grupo Especial da folia paulistana também é utilizado em outros momentos – desde 2017, por exemplo, o local sedia o minidesfile para o lançamento do CD dos sambas-enredo das agremiações da Liga-SP, evento que começou na maior cidade da América do Sul e foi “exportado” Brasil afora.

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Se os amplos, largos e grandes barracões, por motivos óbvios, ajudam e tornaram-se fundamentais para absolutamente todas as escolas de samba de São Paulo, uma dessas agremiações aproveita a Fábrica do Samba das mais diversas maneiras. Trata-se da Dragões da Real, que tornou-se pioneira na utilização do local das mais diferentes maneiras, indo muito além da confecção de alegorias e fantasias. Em entrevistas exclusivas para o CARNAVALESCO realizadas no evento para o lançamento do enredo da instituição da Vila Anastácio em 2025 (intitulado “A vida é um sonho pintado em aquarela”), Renato Remondini (popularmente conhecido como Tomate), presidente, e Jorge Freitas, carnavalesco da agremiação, falaram um pouco sobre a vanguarda da instituição da Zona Oeste.

Não é de hoje

O evento em questão foi histórico por si só: foi a primeira vez que uma escola de samba fez um evento dentro do próprio barracão. E, aqui, é importante ressaltar algumas características da Fábrica do Samba que, embora sejam conhecidas pelo universo carnavalesco paulistano, exigem explicação de quem não tem tanta intimidade assim com tal “bolha”.

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Dos 14 barracões, treze deles são utilizados por escolas do Grupo Especial. A exceção é a Império de Casa Verde, por um motivo bastante especial: sediada na rua Brazelisa Alves de Carvalho, a agremiação fica, literalmente, na primeira rua à direita saindo da Dispersão do Anhembi. Por conta de tal situação, o Tigre prefere alugar um terreno nas proximidades do Sambódromo (e, obviamente, também da quadra) e, lá, realizar o trabalho de barracão.

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Dessa maneira, um espaço na Fábrica do Samba fica vago. E, em tal conjunto, costumam acontecer shows e eventos diversos organizados por uma (ou mais) agremiações ou pela própria Liga-SP. Fazer algo no próprio barracão, porém, era algo que, até então, nunca tinha sido feito. A Dragões, entretanto, foi pioneira também na utilização do barracão que fica vago, mostrando para o mundo do carnaval que é possível otimizar ainda mais a Fábrica do Samba. O pioneirismo em tal aspecto, portanto, vem de longe.

Ideia

Os dois entrevistados pela reportagem comentaram um pouco sobre como foi realizar tal evento. Primeiro, é importante destacar que o conceito veio de Jorge Freitas. Na visão do carnavalesco, tudo foi pensado para que o componente da Dragões e os integrantes da comunidade se sentissem ainda mais próximos da escola de samba, com mais contato com a produção de tudo que é visto no Anhembi: “Promover o lançamento de um enredo no barracão de uma escola de samba… por que a ideia? Nada é por acaso. Você já imaginou que os componentes de uma agremiação só veem as alegorias na Concentração? Quando você está lá, você passa pelas alegorias (ao menos para quem não consegue visitar durante o ano), desfila na frente de uma e atrás de outra… e acabou. Isso tudo pertence a eles, a cada componente: para eles verem que as nossas alegorias e fantasias são feitas aqui durante todo o ano e empregam, diretamente, diversas famílias. Fazer o evento aqui é para que eles se sintam orgulhosos e pensem que aquilo lá é deles, pertence a minha escola e é muito bem feita. Esse orgulho tem que ser trazido para a nossa comunidade, que é muito próxima da gente e que está aqui”, pontuou.

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Como o lançamento do enredo é, no ciclo carnavalesco, o pontapé inicial para uma agremiação, não eram todos os materiais que estavam disponíveis para apreciação. O grande destaque quanto à estrutura foi o palco do evento, que era o tripé utilizado pela comissão de frente da agremiação reestilizado. Durante a festividade, nele foram realizadas uma série de apresentações, com falas de diversos integrantes importantes da agremiação. Também foi coroada Beatriz Roberta, a nova Musa da Ritmo Que Incendeia, bateria da instituição.

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O carnavalesco recebeu elogios de Tomate: “O Jorge Freitas é um menino, é um multicampeão do carnaval, mas ele trocaria todos os títulos da vida dele pelo de 2025”, afirmou, aproveitando para falar do enredo da agremiação, criado, entre outros motivos, em homenagem a Jorginho Freitas, neto do profissional que faleceu no dia 16 de abril.

Logística

Nos últimos anos, o regulamento do carnaval de São Paulo prevê quatro carros alegóricos para cada agremiação. Como já dito, eles são montados nos barracões de cada escola de samba. Como, então, fazer uma festa em um espaço que tem quatro grandes chassis de ferro, metal, aço e uma série de itens decorativos?

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Perguntado, Tomate destacou que nada disso seria possível sem a ajuda de outras pessoas próximas e ligadas a coirmãs: “Primeiramente, tenho que agradecer os meus amigos presidentes. Tem carro nosso no Barroca, na Milênio, na Colorado… peguei autorização com o presidente da Liga-SP e do Águia de Ouro, Sidnei Carrioulo, locamos o estacionamento… fizemos tudo certinho. Mas, mesmo assim, foi um grande desafio”, destacou, aproveitando para demonstrar a gratidão em relação aos presidentes Ewerton Cebolinha, Silvão Leite e Antônio Carlos Borges (popularmente conhecido como Ká), respectivamente. Vale destacar, também, que o mandatário da Dragões também é vice-presidente da Liga-SP – e, mesmo assim, precisou correr atrás de uma série de itens para realizar o evento.

Dificuldades estruturais

Um barracão de escola de samba, como é imaginado, não é um espaço projetado para a realização de eventos. Para viabilizar a festividade em grande estilo, a presidência da Dragões da Real pensou em como minimizar algumas situações que poderiam prejudicar a experiência de quem estava no local: “A acústica não é a mesma, por exemplo. Quando a gente faz as nossas Super Feijoadas, com grandes shows, para milhares de pessoas, nós colocamos o palco já muito próximo da saída. E, aqui, não dava: o palco era o carro – e isso faria com que as pessoas tampassem a visão de quem estava atrás. Foi um desafio imenso”, pontuou, citando outro evento bastante tradicional organizado pela agremiação da Vila Anastácio.

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Inovação no DNA

Como dito nos primeiros parágrafos do texto, a Dragões está acostumada a ser a pioneira em diversos aspectos. E tal característica também foi destacada por Tomate: “A Dragões gosta tanto de fazer algo diferente e superar desafios, tem tanta coisa nova que a gente está preparando e vamos promover daqui a pouco… a Dragões é movida pela novidade, pela ousadia e pela inovação”, comentou, prometendo ainda mais novidades em breve.

Gratidão como mantra

Hexacampeão do carnaval paulistano, Jorge Freitas gostou do que viu no dia 25 de maio – em especial, pelo senso de pertencimento que a festividade conseguiu trazer: “Olha quantas pessoas da nossa comunidade estavam aqui hoje! A Dragões está de parabéns. Que sirva de exemplo para que todos possam ver esse espetáculo que hoje foi apresentado. Todas as escolas tem condições de fazer isso. Eu sou um apaixonado pelo carnaval de São Paulo, e o que eu puder fazer para melhorar cada ano a folia daqui e a escola eu vou fazer. Pretendo ficar por muito tempo aqui na Dragões. Que papai do céu nos abençoe para que a gente continue fazendo esse trabalho maravilhoso”, arrebatou o natural de Nova Friburgo, declarando-se como um folião paulistano de primeira categoria.

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Já Tomate, para concluir a entrevista, surpreendeu ao perguntar sobre o principal desafio que teve para a realização do evento: “Se você perguntar para mim qual foi a maior dificuldade, vou te responder que não foi nem uma. Nós temos muita gente que ajuda e todo mundo compra a ideia. Estávamos com medo que não coubesse todo mundo aqui dentro do nosso barracão. Nós não convidamos as coirmãs porque não tínhamos espaço para colocar as pessoas. E estava lotado: tudo que a gente faz, lota. Eu só posso agradecer a Deus todos os dias da minha vida”, finalizou.

‘Dia não muda nada!’ Marcelinho Calil seguro do trabalho e retrospecto da sua gestão na Viradouro para o desfile no Carnaval 2025

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A Viradouro, atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, vai desfilar no domingo de carnaval. A escola de Niterói caiu no mesmo dia da vice-campeã, a Imperatriz, além da Unidos de Padre Miguel, campeã da Série Ouro, e da Estação Primeira de Mangueira, a segunda escola mais vencedora da história do carnaval. A Vermelho e Branco de Niterói, na gestão Calil, desde 2019, desfilou duas vezes no domingo (2019 foi vice e 2020 campeã) e três vezes na segunda (2022 foi terceira, 2023 vice e 2024 campeã). Ao site CARNAVALESCO, o diretor-executivo, Marcelinho Calil, falou sobre a ordem do desfile da escola no ano que vem.

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“Vou falar o que eu falei ano passado para não achar que é porque caiu o domingo. Antes do sorteio ano passado eu falei a mesma coisa e depois também. Eu realmente não tenho muito esse lance do dia, a gente fica numa ansiedade, porque é a única coisa no ano que você não controla, mas o resultado ele é feito nos outros 364 dias do ano, não é no sorteio. O dia não muda nada. Mas vai ser um dia forte com macumba o dia todo e isso é bom demais. E acho que com fechamento das notas, fica claro hoje que o domingo pode ter 10 com muita tranquilidade, porque tem grandes escolas, com certeza vão ter grandes carnavais. Confio bastante que teremos um grande carnaval. Três grandes dias. E a Viradouro está feliz, sabendo que tem uma missão importante, que é levar a vida de Malunguinho e nosso histórico domingo tem um vice e um campeonato. Não tem nada a reclamar do domingo não”.

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Inspirado em clássico de Toquinho e em neto de Jorge Freitas, Dragões lança enredo e emociona comunidade

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Por Will Ferreira e Fábio Martins

A noite de sábado teve um evento inovador na Fábrica do Samba. Pela primeira vez, uma escola utilizou o próprio barracão para lançar o próprio enredo. E não foi apenas isso: a Dragões da Real caprichou na produção e emocionou todos os presentes ao revelar a própria temática para o carnaval 2025. Contando o ciclo da vida por meio da música “Aquarela”, escrita em italiano por Guido Moura e imortalizada com versão e voz de Toquinho, o desfile será intitulado como “A vida é um sonho pintado em aquarela”, idealizado pelo carnavalesco Jorge Freitas.

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Fotos de Fábio Martins/CARNAVALESCO

Com uma apresentação extensa e emocionante, a agremiação fez representações de outros clássicos de diversos gêneros – como “Epitáfio”, do Titãs; “Coração de Estudante”, de Milton Nascimento; e “Astronauta de Mármore”, do Nenhum de Nós.

Dor transformada

A inspiração para o enredo é tocante. No dia 16 de abril, Jorginho Freitas, neto do carnavalesco, faleceu. A consternação por conta da perda do rebento, entretanto, tornou-se a força propulsora para que o trabalho do profissional mudasse completamente. Em entrevista, Jorge Freitas, é claro, não negou o baque, mas refletiu sobre o quanto Jorginho o acompanhará – a começar pelo enredo desenvolvido:

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“O trabalho em tal temática me deixa forte: tem o lado do meu neto Jorginho – que, nesse plano, era chamado de ‘grande astronauta’. Ele está me dando força para que eu faça o maior carnaval da minha vida. A vida nos prega algumas surpresas, e algumas coisas aparecem de repente, sem pedir licença, e a gente parte. O descolorir é como o carnaval: quando terminamos nosso desfile, cada um tira a sua fantasia e guarda para que, no próximo carnaval, a gente vista uma nova. Na vida também é assim: quando a gente parte desse plano para o espiritual, a gente veste uma nova fantasia para vir aqui novamente e pintar uma nova aquarela”, explicou, traçando um paralelo com os desfiles das escolas de samba.

A reação de Renato Remondini, popularmente conhecido como Tomate, presidente da agremiação, foi a mais sincera e emotiva possível: “Nós já tínhamos um enredo definido, com tudo certo. Mas… eu costumo dizer que enredo é igual samba: você tem que ouvir a ideia logo na primeira vez, e a ideia bate ou não bate. Quando trouxeram a ideia para o Jorge desenvolver e ele nos contou, a minha reação foi chorar. Fizemos um paralelo com tudo que aconteceu na vida dele e ficou emocionante”, desabafou o mandatário.

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Localizada na beira do palco montado pela agremiação para a apresentação (o tripé da comissão de frente reestilizado), cabe destacar que Tomate não foi o único a chorar: muitos dos presentes no evento debulharam lágrimas em muitas das apresentações – não apenas do enredo, já que a ocasião teve uma série de momentos coreográficos.

Quem também relembrou a primeira impressão que teve do enredo foi Márcio Santana, diretor de carnaval da agremiação: “A Dragões é uma escola muito aberta às inovações. Dito e feito, por exemplo, trazer o lançamento do enredo para dentro do próprio barracão na Fábrica do Samba. Quando chegou a proposta do enredo carregada de tanta emoção e simbolismo, não tinha como dizer não. Tudo caminhava para esse enredo”, contando, também o local escolhido para apresentar a temática à comunidade.

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Sol amarelo desenhado

Para começar a falar sobre a temática escolhida, Jorge, novamente, fez um paralelo dos versos do clássico de Toquinho com a existência e, também, com a partida do neto: “Acho que esse foi o momento mais difícil pelo qual eu passei na minha vida, e o nosso enredo deixa isso claro: quando a gente nasce, todo mundo sorri e a gente chora; quando nós partimos do plano material para o espiritual, a gente sorri e todos choram. A música ‘Aquarela’ tem tudo a ver com o ciclo da vida: tem o lado infantil, da imaginação; tem a juventude, desbravar para encontrar muros e desobstruí-los. E, aí, entramos em uma astronave rumo ao futuro. Através desses versos nós vamos fazer o nosso carnaval – mas o nosso carnaval, acima de tudo, será de sentimento”, afirmou.

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A analogia de Jorge Freitas retornou à baila quando Tomate citou-a durante a entrevista dele próprio: “Acho que o Jorge Freitas nunca foi tão feliz no sentido de realizar algo diante de tanta tristeza. Eu acho muito louco a percepção do Jorge de captar que, quando você nasce, você está chorando e está todo mundo sorrindo; mas, quando você morre, você está sorrindo e os demais estão chorando. Sentar e se debruçar sobre os desenhos que o Jorge fez… acho que o carnaval é a questão da identidade visual: você tem que olhar e tem que trazer algo da nossa memória afetiva. Estamos muito felizes, trabalhando muito e tenho certeza que virá um sambão”, comentou o presidente.

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A canção também foi tema de palavras de Márcio, que comentou sobre a experiência da escola em abordar músicas como um fio condutor: “Essa receita é muito rica musicalmente falando. E traz muita filosofia, também. Traz a história de um povo, traz cultura… são condições que abrem um imenso leque de possibilidade quando se pensa em enredo. E que, de verdade, é algo pouco explorado: temos muito para aproveitar em relação às músicas”, abordou.

Experiência no tema

Tanto a escola quanto o carnavalesco já produziram desfiles inteiros tendo como ponto de partida uma música. Em 2017, com “Dragões canta Asa Branca”, relembrando o clássico de Luiz Gonzaga, a agremiação foi a vice-campeã – com a mesma pontuação da Acadêmicos do Tatuapé, que abocanhou o título daquele ano. Já Jorge Freitas, em 2022, se inspirou na canção de Guilherme Arantes para conquistar o título na Mancha Verde com a temática “Planeta Água”.

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Ao ser perguntado sobre escola e carnavalesco revisitarem uma canção, Tomate destacou que a música foi apenas mais uma ponta para o enredo conquistá-lo: “Essa música marcou a infância de todo mundo. Não tem ninguém que não conheça essa música. Quando se pensa na memória da Dragões, em 2017, de uma forma exuberante e magistral, colocamos Asa Branca na avenida. Logo, quando me falaram da ideia do enredo, veio tudo na cabeça: Asa Branca, força da música ‘Aquarela’, emoção do Jorge… quando temos um carnavalesco motivado a fazer um enredo que é o sonho da vida dele, nada é maior que isso. Estamos felizes e emocionados demais. Para mim, é um enredaço aço aço. Independentemente do resultado do carnaval, vai ser um desfile maravilhoso”, comemorou.

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Além dos elogios à temática escolhida, Márcio trouxe outra visão, pouco mais cartesiana, sobre o que foi apresentado pela escola e, também, acerca da preparação para o desfile: “O enredo é muito amplo. Ele tem um fio condutor que é baseado em uma longa história – a nossa própria vida: do nascer até o descolorir, ao partir. Mas o partir em sinônimo de revivência. Acredito que é um enredo amplo demais, com muita coisa para ser explorada, muito rico. Com certeza vai trazer um samba maravilhoso, não tenho dúvida disso. Acho que a Dragões caminha para ter um dos três melhores sambas da história da escola com o que virá para esse enredo”, prometeu.

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Competitividade em alta

Ao falar sobre resultados e trabalho, entretanto, Jorge Freitas não nega a verve e a vontade de, mais uma ver, erguer o título do carnaval paulistano. Hexacampeão na folia da cidade, o carnavalesco, agora, deseja levar a Dragões da Real ao primeiro título do Grupo Especial da instituição – que, além do vice-campeonato em 2024, tem mais duas segundas colocações na história. Aproveitando para adiantar um pouco sobre os próximos passos da agremiação, o profissional pontuou que a emoção será o grande norte ao longo do desfile:

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“Nossa explanação do enredo, na terça-feira, é válida; mas só quem viesse hoje saberia o espírito. Quando fazemos qualquer coisa com o sentimento, a tendência é que façamos o melhor – as energias chegam e você consegue programar um conteúdo maravilhoso. Esperem da Dragões um grande carnaval e um grande espetáculo. Com certeza estaremos proporcionando, como a terceira agremiação da sexta-feira de carnaval, um grande espetáculo”, arrebatou.

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Falando sobre algo mais prático e palpável, a disputa do samba-enredo, Márcio também destacou que, embora, tenha um norte, não fecha portas para nada: “Inicialmente, prevemos a disputa como é tradição da casa. Mas, é claro, dependemos do mercado de compositores. Precisamos de um samba que carregue emoção e tenha a identidade do enredo. Nesse momento, defendemos a disputa; mas estamos aberto ao novo”, comentou. É importante relembrar que em 2024, por exemplo, o enredo “África – Uma constelação de reis e rainhas” teve a junção de duas composições.

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O contato com os compositores, por sinal, já foi feito na própria apresentação do enredo, de acordo com o diretor de carnaval: “Teremos, na próxima terça-feira, a explanação do nosso enredo. Temos, então, um segundo contato com o enredo, já que abrimos o contato a todos os compositores para que eles pudessem sentir o lançamento do nosso enredo. Não queremos apenas uma composição, queremos a participação e a presença dos nossos compositores – e eu vi muitos deles aqui. Queríamos o sentimento deles, de antemão, sentir o enredo; para, depois, ir para caneta e partitura”, finalizou.

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