A Unidos do Viradouro vai receber no próximo sábado a Unidos de Vila Isabel durante a feijoada na quadra da escola, em Niterói. Do encontro, vão participar os principais nomes dos segmentos das duas agremiações. Wander Pires, por exemplo, receberá o intérprete Tinga, voz oficial da azul e branco. Os dois vão presentear o público com repertório de sambas-enredo clássicos de suas respectivas escolas.
Foto: Divulgação
O evento, que começa às 14h, contará ainda com shows da cantora Gau Silva e do Intimistas, grupo que vem lotando pagodes em vários pontos do Rio de Janeiro e de Niterói, com repertório de qualidade.
O ingresso custa R$ 30 e pode ser comprado antecipadamente na secretaria da quadra, que fica na Avenida do Contorno, 16, no Barreto, Niterói. O prato de feijoada, servido até 17h, sai por R$ 25. A classificação etária é de 6 anos, com menores acompanhados por responsáveis. Informações pelo 21-28280658.
Viradouro recebe Vila Isabel
Data: 08/06
Horário: 14h
Local: Quadra da Viradouro, Av, do Contorno, 16, Barreto, Niterói
Atrações: Shows da Viradouro e Vila Isabel, Gau Silva e Grupo Intimistas
Ingresso: R$ 30
Prato de feijoada (servido até 17h): R$ 25
Classificação etária: 6 anos, com menores acompanhados por responsáveis
Informações: 21-28280658
A Unidos da Tijuca já começou as atividades para o Carnaval de 2025. Duas oficinas começaram a agitar a quadra da agremiação. Além da Oficina de Percussão Pura Cadência realizada nas tardes de sábado, a agremiação contará agora com o projeto Sambando com o Pavão, oficina de samba no pé. Podem participar homens, mulheres e crianças acima de 8 anos.
Foto: Mauro Samagaio/Divulgação Tijuca
As aulas de samba no pé ocorrem todas às quartas-feiras a partir das 19 horas na quadra localizada na Avenida Francisco Bicalho. Para se inscrever basta ir até o local no dia e horário das aulas ou se inscrever através do WhatsApp 21 96942-9076. As aulas serão ministradas pela coordenadora da ala de passistas da Unidos da Tijuca, Leyla Barros. Além de aprender o verdadeiro samba no pé, os alunos poderão aprimorar um pouco mais seus conhecimentos na expressão e postura corporal.
Já quem optar em aprender a tocar um instrumento, pode ingressar na oficina de percussão Pura Cadência. O projeto, de desenvolvimento do mestre Casagrande, acontece nas tardes de sábado, oferecendo aulas de: caixa de guerra, repique, marcação, tamborim e chocalho. Os interessados precisam ter acima de 12 anos de idade. Para se inscrever o interessado deverá entrar em contato com o WhatsApp 21 99441-2080.
Serviço:
– A quadra da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho 47 – Santo Cristo
– As aulas de Samba no Pé custam R$ 20 (mensal) e ocorrerão às quartas-feiras, a partir das 19h.
– As aulas de Percussão custam R$ 100 (mensal) e ocorrem aos sábados, a partir das 14 horas.
– Inscrições: 21 96942-9076 (Samba no Pé) e 21 99441-2080 (Percussão)
A amarelo ouro e azul pavão do Morro do Borel desfilará dia 03 de março de 2025, segunda-feira de carnaval na Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial com o enredo “Logun-Edé – Santo Menino que Velho Respeita” do carnavalesco Edson Pereira.
O setor de comunicação da Mocidade Independente de Padre Miguel realizou no domingo um intercâmbio cultural com a London School of Samba, escola de samba da capital da Inglaterra apadrinhada pela verde e branca de Padre Miguel desde 1989.
Foto: Divulgação/Mocidade
O encontro teve como objetivo a troca de experiências e conhecimentos nas áreas de marketing e comunicação, setores em que a Mocidade já se consolidou como referência no Carnaval carioca.
“Feliz demais em poder realizar essa troca do outro lado do mundo e ver que a Mocidade é respeitada em Londres e tem muita gente seguindo nossos passos. Que possamos contribuir muito com o desenvolvimento local e compartilhar as coisas que estamos fazendo dentro do âmbito do marketing, comercial e comunicação”, afirmou o diretor de comunicação, Bryan Clem.
Durante o intercâmbio, houve um momento de descontração, no qual cantaram os principais sambas da escola. Entre eles, o “Caju”, que dominou as paradas de músicas virais no Rio de Janeiro no Spotify, ficando à frente de grandes sucessos da como Oruam, Filipe Ret e MC Cabelinho.
Em homenagem à estrela guia da Zona Oeste, a London School of Samba adota as cores verde e branca em seu pavilhão e levou para o desfile em Notting Hill, em 2022, um dos principais enredos da Mocidade: “Sonhar não custa nada”.
Além disso, a agremiação inglesa oferece oficinas de percussão, confecção de fantasia e samba durante o ano, afirmando seu compromisso com a comunidade e cultura do Carnaval.
Em busca de reforçar sua equipe para o carnaval de 2025, a Estação Primeira de Mangueira conta com o reforço de Dudu Azevedo. Com uma grande experiência que inclui passagens pelo Salgueiro, Grande Rio e Beija-Flor de Nilópolis, o diretor de carnaval traz consigo um conhecimento valioso para contribuir com a Verde e Rosa. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, ele expressou sua felicidade com essa nova fase e ressaltou como tem se sentido acolhido pelo povo mangueirense. Além disso, o diretor compartilhou um pouco sobre seu trabalho com o novo carnavalesco, Sidnei França, e revelou detalhes sobre como funcionará a disputa de samba na escola.
Foto: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO
Dudu Azevedo expressou sua felicidade com sua nova posição na direção de carnaval da Mangueira, destacou a receptividade calorosa que recebeu da comunidade mangueirense, descrevendo-a como fervorosa e ansiosa pelo próximo desfile. O diretor de carnaval acredita que o enredo será grandioso, a conexão da Mangueira com a ancestralidade é um ponto forte, e os mangueirenses se orgulham de suas raízes ancestrais. Ele enfatizou a importância de estarem felizes e agradeceu todo o apoio recebido da comunidade. Dudu também mencionou a expectativa pela escolha do samba, prevendo ainda mais apoio da quadra para fazer um carnaval cheio de sorrisos. Ele está confiante de que os mangueirenses estarão satisfeitos na quadra este ano.
“Eu estou muito feliz, fui muito bem abraçado pelo povo mangueirense, uma nação que está bem aguerrida para o próximo carnaval, bem participativa e esperando muito essa leitura da sinopse para se embrenhar mais no enredo, depois do sucesso que foi o lançamento. A Mangueira gosta de falar de ancestralidade, o mangueirense gosta de bater no peito e falar das suas raízes ancestrais, então a gente acredita que vai ser um grande enredo, vai ser um grande desfile com a equipe, com o Sidnei e toda a equipe que com todo carinho está cuidando disso, mas o mais importante é a gente estar feliz e eu estou muito feliz com todo o abraço que o mangueirense vem dando para gente. E olha que ainda nem tem samba, quando tiver com essa quadra fervendo, acho que vai ser mais abraços ainda para gente tocar um carnaval de sorriso. Tenho certeza de que o mangueirense na quadra esse ano vai sorrir”, expressou Dudu.
Dudu compartilhou que o trabalho com o novo carnavalesco Sidnei França está fluindo muito bem, eles estão trabalhando juntos passo a passo, estipulando datas em comum acordo e mantendo uma comunicação constante. A direção de barracão também está bastante envolvida, com um processo de trabalho adiantado e os carros já preparados, aguardando a arte de Sidnei. O processo de construção do carnaval está sendo conduzido com tranquilidade e com participação de todas as partes, incluindo a direção de barracão, direção de carnaval e o carnavalesco. A expectativa do diretor de carnaval é que a plástica do desfile seja exuberante, refletindo a assinatura criativa de Sidnei.
“O Sidnei é muito cordial, muito comunicativo, ele vem passo a passo conversando com a gente. Estamos estipulando datas, sempre em comum acordo. Eu e ele, a direção de barracão também já está com um processo de trabalho bem adiantado, os carros já limpos, esperando a arte do Sidnei. A gente vem construindo o processo do carnaval com muita tranquilidade, com muita participação da direção de barracão, direção de carnaval, do carnavalesco, para gente criar as datas e o cronograma. E a arte total na mão dele, ele está bem feliz, ele demonstra muita felicidade de estar conosco, e acredito que ele vai ter uma plástica exuberante, que já é uma assinatura dele e é isso que a gente espera”, compartilhou Dudu.
O diretor de carnaval explicou que haverá uma mudança significativa no processo de disputa de samba para o próximo ano. Não haverá mais o pagamento inicial das obras. Os sambas serão inscritos no concurso sem o pagamento e, após a divulgação da sinopse, os compositores terão quatro datas no barracão para tirar dúvidas sobre o enredo. Dessa vez, será realizada uma audição no barracão, com acesso restrito à diretoria e às pessoas envolvidas na escolha do samba, como membros da harmonia e da bateria. Nessa audição, será possível ouvir os sambas em primeira mão e entender qual deles alcançou a grandeza esperada pela Mangueira para o desfile. Após essa etapa, o samba classificado será liberado para gravação, e os compositores terão um mês. Posteriormente, a Mangueira divulgará os sambas em suas redes.
“A grande mudança é não ter o pagamento inicial das obras. As obras hoje se inscrevem no concurso sem o pagamento e após os sambas, após a sinopse, os sambas têm quatro datas no barracão para tirar dúvidas. São os tira dúvidas, e aí todo compositor ia lá no barracão e mostrava o samba, mas dessa vez vamos fazer um lance oficial, a gente vai fazer uma audição no barracão, barracão fechado só para a diretoria, só para as pessoas envolvidas com a escolha do samba, da diretoria, harmonia, bateria, para que a gente possa ouvir o samba em primeira mão e entender quem alcançou a grandeza da Mangueira de um grande samba por desfile e a gente libera para gravação e aí eles terão um mês para gravar e aí depois a Mangueira divulga na sua rede”, explicou Dudu.
O presidente da Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro, a AESM-Rio, Edson Marinho, esteve no sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial, na Cidade do Samba no último dia 23. O CARNAVALESCO conversou com ele sobre a situação das escolas mirins e a mudança de dias de desfiles. Marinho falou sobre a parceria com a Liesa para a realização dos mesmos, enaltecendo que ela dará uma qualidade maior para o desfile das escolas mirins. Ele citou também como a Liga pode ajudar na visibilidade e na receita dos desfiles mirins através de alguns projetos, junto da mudança de dia de desfiles.
Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO
“Rio Carnaval, a empresa, junto com o presidente Gabriel está nos apoiando, juntamente com a Liesa e a gente está muito esperançoso que realmente essa mudança, de terça para a sexta que antecede o sábado das campeãs, a gente acredita que, com toda segurança que foi combinado acordado, vai conseguir fazer um grande desfile, ainda mais com o suporte maior da Liesa, que sempre nos ajudou. Mas, que essa proposta, essa nova administração, nós estamos acreditando que vai ser bem maior a qualidade do desfile, até a questão de segurança para as crianças, as roupas, de dar uma qualidade realmente maior para o desfile e vai ter mais alguns dias para trabalhar com mais calma, já que a grande maioria que trabalha no carnaval mirim, trabalha no carnaval das escolas, seja da Sapucaí ou da Intendente. O pessoal já trabalha muito e na sexta-feira a gente acredita que vai ter um tempo maior para a gente poder trabalhar”.
Em relação a mudança para sexta, o presidente Marinho comentou que o desfile deve começar um pouco mais tarde, e que vai buscar junto a prefeitura um ponto facultativo na sexta antes do desfiles das campeãs para realizar o desfile mirim, e que isso não prejudicaria os pequenos sambistas que irão desfilar:
“A gente está almejando, junto ao prefeito, pedir o ponto facultativo sexta-feira para que tenha a possibilidade de fazer realmente o desfile com mais tranquilidade. Embora a gente tenha pretensão de começar um pouco mais tarde. Acredito que na hora que a gente começar o desfile as crianças já não vão estar mais na escola. Sobre o horário, a gente vai conversar ainda com a Liesa, juntamente com a Primeira Vara da Infância e Juventude. A gente tem uma pretensão de começar às 18h ou às 19h”.
Edson comentou também sobre a transmissão dos desfiles das escolas mirins pela Rio Carnaval, deixando inclusive uma possibilidade de ser transmitida por uma TV aberta.
“Tem essa possibilidade. A Rio Samba tem a possibilidade de transmitir no canal, Milton Cunha fazendo a cobertura, transmitindo ao vivo. E tem outros sites também que já fazem esse trabalho, a gente também não pode chegar e dispensar. Já vai ter um grupo que vai estar transmitindo sim, talvez, até tem uma grande possibilidade até de uma emissora, uma TV aberta, transmitir”.
Por fim, Edson Marinho comentou o que espera das escolas mirins e o que ele almeja para cada pequeno sambista que vive em comunidade no dia a dia das escolas:
“As escolas mães tentam dar realmente um grande apoio. Tem outras que nem tanto, não dão grande atenção. A gente sonha com o desfile mirim que tenha cada vez mais, que as pessoas realmente reconheçam o valor, que é o sambista do futuro. O carnaval mirim, eu costumo falar, a gente usa o samba como uma grande ferramenta de inclusão. Para desfilar tem que estar estudando. Então, aí a gente começa a estar se preparando, formando cidadãos. E também uma grande preocupação que nós temos realmente é com material humano para fomentar, para sustentar o carnaval. O carnaval mirim funciona como se fosse uma grande equipe. Eu costumo associar com um clube de futebol. Tem os profissionais, que no caso do samba são os adultos, e tem os juniores, que são os mirins, se preparando para poder ser um adulto, ser um grande sambista do amanhã”.
A porta-bandeira Selminha Sorriso, antes do sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, já tinha revelado ao site CARNAVALESCO que queria desfilar na segunda-feira. E deu certo! A escola de Nilópolis será a segunda a desfilar. No mesmo dia ainda vão se apresentar a Unidos da Tijuca, que será a primeira, o Salgueiro, a terceira, e o encerramento será da Vila Isabel.
“Todos sabem que a segunda-feira é a minha preferência. Para mim, era o dia que mais importava. Mas é claro que, independente do dia, a Beija-Flor fará um grande carnaval em homenagem ao nosso grande mestre Laíla – essa figura emblemática do samba e da Beija-Flor”.
Novo vice-presidente da Beija-Flor, Thiago David, celebrou o enredo para o ano que vem, que homenageia Laíla.
“Acho que a comunidade da Beija-flor é forte. Estamos vindo com um enredo mais forte ainda. Temos tudo para fazer um grande carnaval”.
A Sociedade Recreativa Escola de Samba Lins Imperial aclamou Flávio Mello e Geraldo Gonçalves como presidente e vice-presidente, respectivamente, pelos próximos três anos.
Foto: Geissa Evaristo/Divulgação Lins Imperial
A Assembleia Geral e Prestação de Contas teve início às 10hs da manhã, em primeira chamada, e às 11h, em segunda chamada. O Conselho Fiscal iniciou a Assembleia aprovando as contas do último triênio 2022/2024. Duas chapas se inscreveram no pleito, mas somente uma foi aprovada e assim foi aclamado como presidente da agremiação, Flavio Mello.
Vale lembrar que Flávio resgatou a credibilidade e promoveu a união de suas comunidades, o que é a base da agremiação. O presidente continuará o trabalho que vem sendo feito nos últimos anos, incluindo um campeonato na Série Prata e o retorno da verde e rosa à Sapucaí na Série Ouro. Com o descesso para a Série Bronze no último carnaval, devido a um incidente com uma alegoria, o objetivo principal no próximo triênio é voltar ao topo.
A agremiação divulgará em breve enredo e equipe para o próximo carnaval.
A Liga-SP realizou o sorteio da ordem dos desfiles para o Carnaval 2025 em São Paulo, na Fábrica do Samba, em evento aberto ao público, pela primeira vez. O balanço feito pelos dirigentes e o público foi de sucesso total e com grande chance de virar tendência para os próximos anos. O site CARNAVALESCO ouviu os representantes da Liga.
Foto: Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP
“Pelo que vimos e ouvimos das pessoas presentes o evento foi bem aceito pela comunidade do samba, muitos elogios. Acho que foi um reconhecimento pelo que a escola fez no carnaval passado, só um benefício conquistado dentro da pista, acredito que veio para ficar”, revelou Sidnei Carriuolo, presidente da Liga-SP.
“O evento superou todas expectativas. Foi um sucesso absoluto. Fizemos o que sempre foi pedido que era democratizar o evento. Todas comunidades puderam participar. Já é para pensarmos de no próximo ano fazermos na Fábrica do Samba inteira. O modelo do sorteio foi uma sugestão dos presidentes no carnaval passado para 2025. Agora é avaliar para saber se vai permancer e se atendeu a expectativa de todo mundo. Acho que ficou legal. É justo com quem teve boa colocação no ano anterior”, disse Renato Remondini, o Tomate, vice-presidente da Liga-SP.
“Com certeza a gente teve um sucesso visível. A quantidade de público presente, recorde de público na fábrica do samba em eventos neste galpão. Eu acho que o novo formato também da escolha e não de sorteio, que muita gente criticou e duvidou, ele funcionou. Surpreendeu. Mexeu com estratégias das escolas. Com certeza é um formato que vamos repetir, assim como a festa aberta ao público. E quem sabe a gente não faz uma festa maior, usando a Fábrica inteira. Foi um grande teste, com aceitação do público e muito melhor do que esperávamos”, garantiu Jairo Roizen, diretor de comunicação da Liga-SP.
A vice-campeã do Carnaval 2024, Imperatriz Leopoldinense, está preparando um desfile emocionante para o próximo ano, contando a história resguardada pelo Itã que relata a visita de Oxalá ao reino de Oyó com o propósito de encontrar Xangô. Este mito servirá como a base para o enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira. Em uma conversa com o site CARNAVALESCO, o artista compartilhou detalhes sobre a inspiração por trás do enredo, revelando como essa história chegou até ele e qual será o fio condutor dessa narrativa. Ele também contou o que a nação leopoldinense pode esperar desse momento especial e deixou sua opinião sobre o processo de fechamento dos envelopes com as notas no dia do desfile, um momento crucial que muitas vezes gera grande expectativa e tensão entre as escolas.
Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz
O carnavalesco de Ramos revelou que o enredo foi uma combinação de sua própria vontade e de um pedido da comunidade. Ele explicou que a Imperatriz Leopoldinense não explorava a temática afro-religiosa há quase 50 anos, e desde sua primeira passagem pela escola, ainda no Grupo de Acesso em 2020, esse desejo da comunidade já era evidente. Ao longo do tempo, membros da escola, como passistas e baianas, expressaram esse desejo de explorar essa temática no desfile. Assim, o enredo nasceu em resposta a essa demanda da comunidade, combinada com a vontade pessoal do carnavalesco de atender a esse pedido e celebrar as raízes africanas e religiosas da escola.
“Esse enredo chegou meio que uma vontade minha de atender a um pedido da comunidade. A Imperatriz tem quase 50 anos que não se debruça na temática afro-religiosa, e quando eu cheguei aqui, na minha primeira passagem, ainda no Grupo de Acesso, em 2020, já era um desejo que as pessoas da escola, quando eu digo as pessoas da escola, é a comunidade da escola, passistas, baianas, solicitavam esse enredo e nasce um pouco disso”, revelou Leandro.
Leandro contou detalhes sobre o fio condutor do enredo, destacando que a narrativa se baseia na saga contada pelo Itã, que relata o desejo de Oxalá de visitar Xangô. No entanto, ao longo do percurso, Oxalá enfrenta uma série de obstáculos que o levam a uma conclusão de viagem diferente daquela que ele havia imaginado ao sair de Ifón em direção a Oyó. A história é contada por meio de recursos carnavalescos, como fantasias, alegorias e adereços, que transportam o público para o universo mágico e mitológico dos orixás.
“O fio condutor é dessa contação de história que parte de uma saga, da saga que narra, do Itã, que narra o desejo de Oxalá visitar Xangô. No meio do caminho, existe uma série de percalços que levam Oxalá a ter um término de viagem diferente daquele que ele havia pensado que teria quando pensou em sair de Ifón rumo ao Oyó. A terra onde ele era soberano, para a terra onde Xangô é soberano. Então é um pouco a contação dessa história através de recursos que são carnavalescos mesmo. E fantasias, alegorias, adereços”, contou Leandro.
Foto: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO
Quando questionado sobre o que a nação leopoldinense pode esperar desse desfile. Em vez de fazer promessas, Leandro compartilhou um desejo pessoal de que a Imperatriz mantenha sua característica marcante de apresentações vibrantes e apaixonadas. Essa ideia de “contorno mais quente” sugere uma energia intensa e envolvente que a escola pretende trazer para o desfile. Leandro almeja que a Imperatriz Leopoldinense se destaque pela sua presença marcante e emocional, proporcionando uma experiência única.
“Eu não gosto muito dessa ideia de fazer promessas do que o torcedor pode esperar. Mas acho que tem uma coisa que pode esperar, é essa ideia, que é uma ideia, é um desejo meu, que a Imperatriz siga com esse seu contorno mais quente, com a sua apresentação mais quente, com essa escola mais quente na pista”.
Em relação ao fechamento dos envelopes dos jurados com as notas no fim de cada dia de desfile, Leandro desabafou sobre sua incerteza com o novo formato de julgamento do Carnaval. Ele expressou sua dificuldade em formar uma opinião definitiva sobre o assunto, já que as informações sobre o processo de julgamento não foram compartilhadas com as escolas de samba.
“A princípio é difícil ter uma opinião formada sobre isso, porque quem tomou a decisão não dividiu o resultado disso com a gente. Sei muito pouco ou quase nada sobre o que é esse julgamento. Não sei como é que vai ser, eu não sei qual é a orientação que o jurado vai ter a partir disso, na verdade a gente vai esperar, mas eu não sei qual é o novo jeito, até para desejar alguma coisa está difícil”, desabafou Leandro.
O currículo de Jorge Freitas no carnaval de São Paulo é recheado de superlativos. Hexacampeão do carnaval paulistano, o carnavalesco é o maior campeão da história moderna da folia paulistana (iniciada em 1968, com a oficialização dos desfiles na cidade de São Paulo) e conquistou ao menos uma taça em quatro das cinco escolas de samba do município pelas quais assinou desfiles.
Fotos de Fábio Martins/CARNAVALESCO
Figura importante da festa na maior cidade do América do Sul desde 2000, o profissional concedeu uma entrevista exclusiva para o CARNAVALESCO falando sobre uma série de temas pertinentes ao carnaval paulistano. A visão de Jorge Freitas sobre uma série de aspectos foi revelada no dia 25 de maio, dia em que a Dragões da Real fez a festa de lançamento para o enredo “A vida é um sonho pintado em aquarela”, idealizado por ele.
Campeão sem título
Ao fazer um balanço sobre tudo que envolveu a Dragões da Real em 2024, Jorge Freitas destacou que a agremiação teve os mesmos 270 pontos da Mocidade Alegre, que sagrou-se bicampeã da folia paulistana: “O balanço de 2024 é que nós fizemos um desfile para ser campeão. Nós, na avenida, fomos campeões também: com a mesma pontuação da nossa coirmã campeã – e eu parabenizo a escola campeã do carnaval. O balanço foi o melhor possível. Existe a competição, a disputa e, a cada ano, nós temos que melhorar mais para que, no carnaval, a gente saia da avenida campeão e também saia da apuração campeão”, pontuou, aproveitando para já falar da expectativa para 2025.
Pressão?
Maior papa-títulos no posto de carnavalesco na história do carnaval paulistano, Jorge Freitas foi contratado pela Dragões da Real para que a agremiação, que está desde 2012 no Grupo Especial, enfim, conquiste a tão sonhada taça. De lá para cá, foram três vice-campeonatos e oito idas para o Desfile das Campeãs.
Jorge, entretanto, não se sente pressionado: “Isso, para mim, é muito normal. Eu não vejo isso como desafio: vejo isso como um seguimento do meu trabalho. Em todas as agremiações que eu passei, eu sempre me empenhei da mesma forma. Semrpe procuro colaborar com a agremiação – e é claro que, no meu terceiro carnaval na Dragões da Real, eu posso dizer que tenho um sentimento bem diferenciado aqui. É uma escola que me acolheu de uma forma tão grandiosa!”, pontuou.
Regulamento e elogios
Muito participativo também para falar sobre os balizamentos de julgamento que foram utilizados no carnaval de 2024, Jorge Freitas também falou sobre as novas mudanças que devem acontecer para 2025 – já que todos os jurados foram dispensados pela instituição organizadora: “Tudo que é feito através da Liga-SP é para melhorar o carnaval. Os gestores, quando eles sentam para analisar o que deu de errado e o que pode melhorar, é para melhorar o carnaval de São Paulo como um todo – do Grupo Especial ao Acesso II. Hoje, temos um carnaval grandioso em todos os grupos e a competitivdade é muito grande, mas o planejamento que hoje o carnaval de São Paulo tem é pensando em todas as agremiações, com todo o carinho. Eu, como profissional e pessoa que ama o carnaval de São Paulo, tenho mais é que apoiar e dar a força para todos que estão lá fazendo o trabalho. No passado, ajudei e colaborei e acho que quanto mais pensadores de carnaval (estudiosos e jornalistas, por exemplo) colaborem e estejam alinhados, mais nos tornaremos o melhor carnaval do Brasil”, comentou.
Homenagem em forma de enredo
O dia 16 de abril foi triste para todo o mundo do samba paulistano. Jorginho Freitas, neto do carnavalesco da Dragões da Real, faleceu. Toda a consternação gerou uma homenagem das mais tocantes possíveis: o enredo da Dragões da Real em 2025, intitulado “A vida é um sonho pintado em aquarela”, falará sobre o ciclo da vida inspirado na clássica música da Toquinho. E é claro que o parente foi a grande inspiração para a temática.
Sem esconder a emoção, o avô de Jorginho destacou o quanto o neto segue sendo importante: “Fazer um enredo que mexe com a emoção só é possível com uma escola que transmite emoção. É só com a instituição que, na verdade, vai trabalhar o enredo não só no desfile, mas a partir do lançamento dele. São ações que vão são promovidas durante todo o ano para serem concluídas no desfile. Estou muito à vontade aqui e estou com uma responsabilidade com o plano espiritual de fazer o meu melhor para que o meu neto, com os amiguinhos dele, fale ‘esse é o meu avô, que orgulho!’. Eu vi ele aqui hoje, senti ele a todo momento. Olha o que nós fizemos!”, aproveitando para, mais uma vez, agradecer e elogiar à agremiação.
Em outro momento, Jorge explicou o enredo de maneira poética: “O trabalho em tal temática me deixa forte: tem o lado do meu neto Jorginho – que, nesse plano, era chamado de ‘grande astronauta’. Ele está me dando força para que eu faça o maior carnaval da minha vida. A vida nos prega algumas surpresas, e algumas coisas aparecem de repente, sem pedir licença, e a gente parte. O descolorir é como o carnaval: quando terminamos nosso desfile, cada um tira a sua fantasia e guarda para que, no próximo carnaval, a gente vista uma nova. Na vida também é assim: quando a gente parte desse plano para o espiritual, a gente veste uma nova fantasia para vir aqui novamente e pintar uma nova aquarela”, finalizou.