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Qual parceria é favorita para vencer na Botafogo Samba Clube?

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A Botafogo Samba Clube definirá o seu samba-enredo para o carnaval de 2025 no sábado, em General Severiano. Quatro obras chegaram a grande final e estão na disputa para se tornar o hino oficial do enredo “Uma gloriosa história em preto e branco”, sendo o primeiro samba-enredo da agremiação na Marquês de Sapucaí. Você pode ouvir os sambas finalistas e apontar qual parceria é favorita. O resultado será divulgado na noite de sexta-feira. * OUÇA AQUI OS FINALISTAS

Wilsinho Alves conta como será disputa de samba-enredo do Salgueiro

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Wilsinho Alves é diretor de carnaval do Salgueiro, e o CARNAVALESCO conversou com ele para saber como está sendo a preparação para 2025, e como vai ser a disputa de samba para o próximo carnaval. Ele contou como trabalhou na escola em relação ao último carnaval, em relação a logística do desfile e o que representa estar no comando da direção de carnaval.

wilsinho salgueiro
Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Salgueiro

“Continuar à frente da direção de carnaval do Salgueiro é uma grande honra, primeiramente, e significa dar continuidade a um trabalho que foi muito bem feito. Salgueiro fez um desfile de excelente técnica. A gente evoluiu bastante aspectos ano passado, na questão de logística pré-carnaval, de pensar melhor a questão financeira da escola, de organizar melhor a questão do carnaval mesmo até a chegada do desfile. Foi o primeiro ano de trabalho e já teve uma crescente, a sequência é uma sequência que a gente espera que culmine no título, se possível, no ano que vem”.

O diretor também citou a parte dos carros, já que a escola é conhecida por tazer grandes alegorias, e do receio que os salgueirenses tinham relação a carros alegóricos que quebravam ou dificultavam a evolução da escola, e como foi sendo resolvido.

Em entrevista especial, Igor Sorriso fala da estreia no Salgueiro: ‘Realização de um sonho, meta de vida’

“A questão dos carros ela é pensada agora. Eu acho que todas as escolas têm muito cuidado com a mecânica das alegorias, com a distribuição de peso. Já é uma parte importante do trabalho que eu faço pensar, junto com o carnavalesco, a alegoria, a distribuição de peso, onde vai ficar a questão do hidráulico, não forçar muito a direção, reforçar onde tem que reforçar, tirar eventualmente alguma coisa que o carnavalesco… ou modificar se a gente achar que tem que modificar. Nesse momento do ano o que se faz é a reforma da parte mecânica de borracharia, da malharia das alegorias para que a gente consiga chegar bem no carnaval, como foi nesse último ano que a gente não teve problema na parte mecânica”.

Ele explicou sobre o claendário da disputa de sambas-enredo para 2024, explicando também midanças que realizou no formato da disputa:

“A disputa de samba no Salgueiro vai ter início dia 17 de agosto e se estende até o dia 11 de outubro, que já é a data tradicional da final do Samba do Salgueiro. Do ano retrasado para o meu primeiro ano na direção do carnaval, que foi ano passado, eu já tinha feito algumas pequenas mudanças no formato de disputa, algumas coisas no regulamento do certame e como ano passado a disputa do Salgueiro foi uma disputa espetacular, não só pela safra, mas por tudo que envolveu a disputa, o profissionalismo, por exemplo os músicos do Salgueiro, o time de harmonia de cordas do Salgueiro, são eles que tocam todos os sambas concorrentes, isso ajuda na troca de palco. Todos muito profissionais. Como a gente já tinha feito essas pequenas mudanças, ano passado foi uma disputa de muito sucesso, a gente vai manter esse modelo para esse ano, mas nada que de uma semana para outra a gente vá analisando o que deu certo, o que não deu certo na semana, que a gente não possa mudar. Isso também já é uma coisa que a gente faz de semana a semana”.

Sinopse do enredo do Salgueiro para o Carnaval 2025

O diretor complementou, contando sobre a expectativa para a safra dos sambas, já que o samba de 2024 da escola foi considerado um dos melhores do último carnaval:

“Não é uma exigência do samba ser melhor ou não, é uma expectativa. Ano passado a gente teve uma safra tão maravilhosa e o nosso samba foi o grande destaque do carnaval, dos sambas, então o que a gente espera é que o nosso enredo, que é um grande enredo, agora depois da sinopse na rua a gente tem certeza do grande enredo que a gente tem. A expectativa é que os poetas da Academia nos brindem novamente com uma grande disputa, com um samba que traduza essa beleza do enredo, essa emoção do enredo em grandes obras, em um grande samba, que possa embalar o Salgueiro no próximo carnaval”.

Por fim, no clima do enredo, Wilsinho contou que também tem rituais pra fechar o corpo, como cantará a escola para o próximo carnaval:

“Claro que eu tenho meus rituais de fechamento de corpo. Como um bom sambista e carioca, claro que eu também estou de corpo fechado. E esse ano mais ainda com o Salgueiro”.

Sidclei e Marcella já trabalham para 2025: ‘Começando a entender nosso papel dentro do enredo’, diz a porta-bandeira

Entrada na festa dos enredos do Grupo Especial será com 1kg de alimento não perecível

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Está chegando a hora de conhecer os detalhes dos enredos do Rio Carnaval 2025. Pela primeira vez na Cidade do Samba, o público poderá acompanhar apresentações especiais das 12 agremiações do Grupo Especial, que vão contar, de uma forma bem carnavalizada, como pretendem abordar os temas escolhidos na Marquês de Sapucaí no próximo ano. O evento, chamado de “Noite dos Enredos”, acontecerá no dia 30 de agosto, a partir das 20h, e terá como entrada 1 kg de alimento não perecível.

festa enredos
Foto: Divulgação/Rio Carnaval

“O enredo é parte fundamental de um desfile de escola de samba. É importante que, cada vez mais cedo, o público se aproxime dessas histórias que serão representadas na avenida. Será uma noite de muita cultura e confraternização entre os sambistas e foliões”, destacou o presidente da Liesa, Gabriel David.

Com todas as escolas de samba já com os temas definidos, o Rio Carnaval 2025 contará com uma variedade de enredos, desde homenagens a personalidades a histórias afro-brasileiras e criações lúdicas. As agremiações terão um tempo definido para passar ao público a mensagem de cada Carnaval, seja por meio da dança, do teatro ou do próprio samba.

Além das apresentações das escolas, o ritmo está garantido com a tradicional roda de samba do Cacique de Ramos.

A Cidade do Samba fica na Rua Rivadávia Correa, 60, na Gamboa.

Noite dos Enredos
Data: 30/08
Abertura dos portões: 20h
Local: Cidade do Samba – Rua Rivadávia Correa, 60 – Gamboa
Entrada: 1 kg de alimento não perecível

Qual parceria é favorita para vencer a disputa de samba da Estácio?

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A Estácio escolhe na próxima sexta-feira o seu samba-enredo para o Carnaval 2025. Quatro parcerias estão na final. O CARNAVALESCO quer saber de você? qual parceria é favorita para vencer a disputa? Ouça abaixo os sambas e vote.

 

Alex Oliveira toma posse como presidente da Associação dos Reis Momos

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Incansável defensor e propagador do Carnaval brasileiro, Alex de Oliveira está ganhou mais uma responsabilidade em sua trajetória dentro da maior festa a céu aberta do país. Aos 52 anos, o arquiteto especializado em design e cenografia, professor de engenharia ambiental na Universidade Veiga de Almeida, cenógrafo e ex-carnavalesco, tomou posse nesta segunda como presidente da Associação dos Reis Momo do Brasil, para um mandato de dois anos.

associacao momo
Foto: Divulgação

“Todos sabem da minha alegria e dedicação ao carnaval e, agora assumo esta responsabilidade com o intuito de fortalecer ainda mais a figura do Rei Momo, mostrando a sua importância cultural para a festa. Estamos reunindo sambistas de todo o país que estão conosco nesta caminhada”, diz alex, que terá Igor Almeida como vice-presidente durante a gestão.

Maior vencedor vivo da história dos concursos, Alex chegou a pesar 220 kg, sua trajetória no carnaval começa em 1984 quando desfilou pela primeira vez como mestre-sala mirim. Sempre à frente do seu tempo, perdeu 140 kg e foi o precursor de uma nova era nos concursos, ao vencer a disputa defendendo um corpo sadio

“Pertencer à corte do carnaval sempre foi uma honra e uma alegria muito grande. Quando comecei, os candidatos tinham de ter peso mínimo para concorrer. Cheguei a pesar 220 quilos. Mas aí, por questões de saúde, tive de implantar um balão gástrico, perdi 140 quilos. Alertei a prefeitura sobre a questão da saúde dos candidatos e, graças a essa atitude, consegui adaptações no regulamento, onde a questão do peso deixou de ser preponderante” , diz ele.

A partir daí, o Rei Momo, que até os dias de hoje não precisa mais ser gordo e sim alegre, comunicativo e ter samba no pé, Alex, que hoje pesa 79kg, passou a pesquisar ainda mais a figura momesca, e já prepara o lançamento de um livro contando a história do personagem. Aproveitou para colocar seus conhecimentos de engenharia, arquitetura e cenografia à serviço da folia, atuando como carnavalesco e fazendo dos barracões um grande laboratório de oportunidades para seus alunos.

“Descobri que existem mais de 500 Reis Momo no mundo. É uma figura tão tradicional e icônica no nosso carnaval e não há livros sobre ela. Então, resolvi me dedicar e fazer esse livro. É também uma oportunidade para homenagear a corte do carnaval que me proporcionou tantas alegrias. Somando-se a isso, vamos alinhar projetos para contar essa história e propagar a importância cultural que eles têm, por meio de ações que envolvam as majestades de todo o país . “, disse Alex.

Sobre o novo desafio, Alex é objetivo. “Há metas árduas a cumprir, que demandam muito estudo, preparo e determinação, mas também engajamento coletivo. Cada um de nós possui papel preponderante na tarefa de promover visibilidade, respeito e elevar a credibilidade das nossas Cortes, enquanto entidade representativa junto aos associados e perante a sociedade em geral. Agora, é o momento de trazer o associado para perto, fazer com que seja, de fato, parte ativa no mundo carnavalesco e que tenhamos voz. Assim, unidos, nos fortaleceremos, gerando um ambiente de interação e diálogo permanentes”, diz o novo presidente.

Entre as primeiras metas de trabalho da associação, ampliar as tratativas de melhores condições de participação efetiva nos cortejos, eventos, ensaios, bem como na valorização e formação de novos integrantes.

Três parcerias se destacam em noite de eliminatória de samba na Portela

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O CARNAVALESCO analisou a eliminatória da chave A dos sambas da Portela para o Carnaval 2025. Abaixo, você confere os textos das parcerias classificadas. * OUÇA OS SAMBAS CONCORRENTES DA PORTELA

parceria celsolopes portela

Parceria de Celso Lopes: o primeiro samba da noite foi assinado pelos compositores Celso Lopes, Charlles André, Marcos Laureano, Roberto Fármaco, Gadinele, Serginho Pavuna e Serginho Jurado. A torcida marcou presença e mostrou que o samba está na ponta da língua. Nino do Milênio conduziu muito bem, sendo um dos destaques da apresentação. Foi uma boa apresentação, impulsionada pelo refrão de cabeça “Vai na ginga tabajara//Toca Milton Nascimento//Pra família Portelense festejar na quarta feira//Consagrando esse momento”. Outro ponto de destaque da apresentação foi na variação melódica na primeira parte em “Encontrar o sol, sentir o dom”. O refrão de meio também passou de forma competente.

parceria poeta portela

Parceria O Poeta do Rio: o segundo samba da noite foi assinado por um único compositor, o Poeta do Rio. Os poucos torcedores que compareceram estavam animados. Tem-Tem foi bem na condução da obra. A apresentação foi animada, principalmente, pelo refrão de cabeça, que teve uma boa comunicação com o público. A construção poética da obra fica aquém ao comparar com outras obras na disputa. A letra também é simples. O que não faltou para a apresentação foi a animação de quem estava assistindo, impulsionado pelo refrão principal, que é uma alusão a uma das músicas de Milton Nascimento.

parceria samir portela

Parceria de Samir Trindade: o terceiro samba da noite foi assinado pelos compositores Samir Trindade, Fabrício Sena, Brian Ramos, Paulo Lopita 77, Deiny Leite, Felipe Sena e JP Figueira. A torcida deu um show do início ao fim e foi um dos vários destaques da apresentação. O intérprete da Vila Isabel, Tinga, foi um “monstro” na condução do samba mais uma vez. Foi o primeiro grande momento da noite e a obra mais uma vez teve um rendimento ótimo na quadra. O refrão de cabeça foi berrado pela torcida “Iyá chamou Oxalá Preto Rei pra sambar//Iyá chamou Oxalá preto rei pra sambar//Anjo negro é o sol que faz a Portela cantar//Anjo negro é o Sol na minha Portela”. Assim como no refrão principal, o refrão de meio passou muito bem na quadra “Nessa estrada, é sonho, é poeira//Passa o trem azul, sigo em paz//Feito Rio.. Só me leva//Pra Deus filho de Maria//Tantos mares em um cais”. Além dos dois refrãos, outros destaques apareceram na apresentação: a cabeça do samba, onde a obra começa muito bem, no verso “Quem acredita na vida não deixa de amar”, e na chamada para o refrão de cabeça “Onde Candeia é chama//Brilha Milton Nascimento”. Foi possível observar a emoção dos compositores no palco durante a apresentação.

parceria marcelloluz portela

Parceria de Marcello Luz: a obra assinada pelos compositores Marcello Luz, Edynel, Fred Lima, Felipe Quirino, Márcio Oliveira, Marcelo Teixeira e Luiz Silveira, foi o quarto samba a se apresentar na noite de eliminaria da chave branca. A torcida compareceu de forma tímida, mas os poucos que estavam presentes deram conta do recado. O intérprete Guto conduziu de forma segura o samba. Foi uma apresentação regular da parceria. O refrão de meio passou bem na quadra “Clamor que bate na cabeça alumia//É luz da consciência inspiração do pensador// O povo unido… um só coração//O sonho infindo ao som da canção”. Outro destaque é a variação melódica na segunda parte do samba “Crescente lua a clarear … Opaxorô lufã Oxalá”. O refrão de cabeça que fica um pouco aquém, pois ele não emplaca.

parceria phbiio portela

Parceria de Phabbio Salvatt: o quinto samba da noite foi assinado pelos compositores Phabbio Salvatt, Gerson PM, Alexandre Valle, Sérgio Oliveira, Rico Teixeira, Luiz Rangel e Darcy Maravilha. A torcida veio bem reduzida mas isso não desanimou os intérpretes e o os compositores que estavam no palco. Victor Cunha e Rogerinho tiveram uma boa sintonia no palco e conduziram bem a obra. O grande destaque da apresentação foi o refrão de meio “Na boca da noite, um gosto de sol resiste//A esperança de um novo arrebol existe//Na calmaria, me embale Maria Maria”. Por mais que tenha uma rima que não seja rica “Resiste e Existe” foi o momento do samba que mais rendeu na quadra. Assim como na parceria anterior, o refrão principal poderia ser um pouco melhor, porém não comprometeu.

Parceria de Luiz Carlos Máximo: o sexto samba da noite foi assinado pelos compositores Luiz Carlos Máximo, Manu da Cuíca, Buchecha, Belle Lopes, Ximeninho, Régis e Heitor César. A torcida fiel e apaixonada cantou muito do início ao fim. Marquinho Art Samba foi muito bem na condução do samba. A obra teve um bom rendimento na quadra, mas tem potencial para crescer ainda mais. Os poetas capricharam muito na letra, sendo uma das melhores da disputa. A melodia foi ousada, mais uma vez, e os compositores colocaram alguns versos de efeito que ajudam a jogar o samba para cima: “Diz Maria diz Maria “, “Voai por nós minha águia”. O refrão principal foi um dos grandes destaques da apresentação “Tá que tá caindo flor//Senhora do Rosário//Vem benzer nosso griô”. Outro destaque foi no início da segunda parte do samba “Ô, ô, ô, ô, ô, quando o céu enlameou”. Uma boa apresentação da parceria.

parceria tiao portela

Parceria de Tião Sapê: a obra assinada pelos compositores Tião Sapê, Hebinho, Bita da Portela, Luizinho da Light, Zé Maria, Marcelo Vai-Vai e Ricardo Simpatia, foi o sétimo samba da noite de eliminatória Portelense. A torcida marcou presença e foi um dos grandes trunfos da parceria. Wantuir foi o responsável por conduzir o samba e foi muito bem. A apresentação foi boa e contou com alguns destaques. Repetição do “Ava canoeiro, ava canuê//Vão seguindo a romaria//Para ver o sol nascer”. Refrão de cabeça teve um bom rendimento “Solto a voz, sou Portela//Amigo eu vim te encontrar//O canto da cigarra traz no vento//O sol a brilhar é Milton Nascimento”. Outro ponto do samba que teve um bom rendimento foi a primeira do samba. Já na segunda do samba, tem uma quebra melódica que fica evidente “Vem a lua teceu o cálice da noite//Estrelas no breu”.

parceria toninho portela

Parceria de Toninho Gerais: nono samba da noite foi assinado pelos compositores Toninho Gerais, Eli Penteado, Alexandre Fernandes, Víctor do Chapéu, Paulo César Feital, Juca e Juninho Luang. A torcida compareceu em um bom número e se manteve animada do início ao fim. A obra contou com o trio de intérpretes Bruno Ribas, Emerson Dias e Chitão Martins, e foi sem dúvida um ponto de desequilíbrio da apresentação. O rendimento da obra foi ótimo e levantou a torcida. Os compositores estavam bem inspirados quando fizeram esse samba, pois capricharam tanto na letra, quanto na melodia. A chamada para o refrão de cabeça foi um dos grandes destaques “Já dizia Elis, se Deus tivesse voz//Seria a voz de Milton Nascimento”. Outro grande destaque foi o refrão de cabeça que foi muito cantado pela torcida “O meu samba é oratório//Que Sebastião clareia//Mil tons geniais, e os tambores das Gerais//Na Escola de Candeia”. É possível notar que a obra possui uma riqueza melódica e isso fica evidente no verso “Enquanto um coração de estudante bater”. Ótima apresentação da parceria.

parceria polly portela

Parceria de Poly da Portela: penúltima parceria da noite a obra foi composta pelos compositores Poly da Portela, Paulo César, Guaracy Lenda Viva, Robinho Portela, Krysshow Portella, Norma Portela e Licio Pádua. A torcida marcou presença de forma reduzida, mas cantaram do início ao fim. O intérprete Climagia com a sua bela voz contribuíram para a boa apresentação da parceria. O samba tem uma levada de samba antigo e isso fica evidente logo na primeira parte do samba. Um dos grandes destaques da apresentação foi a variação melódica na segunda parte do samba “Agora, a águia nos conduz do azul do céu”. O refrão principal também foi destaque, passando bem ma quadra “Sopra a voz de Oxalufã// Tem canto de alegria no ar// Na doce estrada a cada manhã// Portela vai, onde o artista está”. O refrão de meio também passou bem.

Encontro traz diversas atrações sobre carnaval e sustentabilidade

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O projeto Sustenta Carnaval realiza no dia 10 de agosto, a partir das 13h, no Moby Self Storage, Zona Portuária do Rio, a ‘Sustenta Carnaval Expo II voltado para representantes de empresas, organizações, instituições, gestores, lideranças, intelectuais, artistas plásticos, performistas e atores do mundo do espetáculo, assim como para importantes atores públicos nos setores cultural, educacional e sustentável. Haverá no evento a apresentação das novas parcerias, mini palestras, roda de conversa, aula prática com profissionais e referências do setor cultural e de sustentabilidade e exposição exclusiva das fantasias e adereços recolhidos na área da dispersão do Sambódromo do Rio de Janeiro, após os desfiles das 27 escolas de samba nas noites do Carnaval 2024, um trabalho executado em conjunto com a equipe da Comlurb.

sustentabilidade
Foto: Divulgação

O acervo do Sustenta Carnaval conta com mais de 40 toneladas recolhidas no Carnaval de 2022 a 2024. Esses insumos são disponibilizados para projetos de iniciativas solidárias em forma de doação e projetos culturais e educacionais em forma de revenda por kilo. A receita de revenda é revertida em projetos de neutralização de carbono, programas de capacitação e inclusão. Idealizado em 2020 por Mariana Pinho, o Sustenta Carnaval é um projeto socioambiental e de economia circular cuja o conceito tem como objetivo gerar debates e reflexão sobre a adoção de princípios sustentáveis de circularidade no desenvolvimento de novos mercados e cadeias produtivas para a indústria criativa. O projeto integra sua ação na engrenagem cíclica do Carnaval Carioca (evento anual). Reinventando, reciclando e fazendo durar o Carnaval do Brasil, estabelecendo assim a relação com a economia circular.

O impacto direto nas ações do projeto Sustenta Carnaval vem do resultado da receita de revenda dos insumos que, uma vez concretizada, é revertida em projetos de neutralização de carbono e programas de inclusão e capacitação profissional. O objetivo do projeto Sustenta Carnaval não é apenas impedir que esses novíssimos trajes sejam descartados, mas demonstrar o potencial de reúso em diferentes eventos e propostas.

O acervo do projeto faz parte do objeto do Convênio com a Secretaria Municipal do Ambiente e Clima, dando impulso a uma série de ações sustentáveis sem fins lucrativos, em relação direta com desenvolvimento e implementação de soluções inovadoras para problemas sociais e ambientais, associadas às áreas temáticas que envolvem tecnologias, competências e novas oportunidades. Realizado pela Associação Brasil Cultural, o projeto não possui fins lucrativos. Os ocasionais lucros são destinados a programas de investimentos e capacitação profissional para mulheres (negras, monoparentais, trans e refugiadas).

As ações do Sustenta Carnaval estão alicerçadas nos 17 ODS da ONU, tendo como base um desenvolvimento responsável e atuante para os resultados esperados do projeto. Nossa meta é permanecer diretamente ligado à Agenda 2030 e à “Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas” que visa prevenir, interromper e reverter a degradação dos ecossistemas em todos os continentes e oceanos.

PROGRAMAÇÃO
Sábado – 10 de agosto de 2024
Entrada: gratuita
Local: Moby Self Storage- filial Porto Maravilha
Rua Rivadávia Correia 127 – Gamboa – Rio de Janeiro

13h – Abertura da casa

14h – Cerimônia de Lançamento introduzindo as falas dos representantes do setor público/parcerias

15h30 – Roda de conversa com apresentações:
● Mariana Pinho – Projeto Sustenta Carnaval
● Emanuele Farias – “Mulheres do Sul Global”
● Pedro Silva – Vice-presidente da LIGA-RJ e Diego Carbonell – Diretor de Sustentabilidade LIGA-RJ
● César Leonel – Diretor plataforma de turismo educacional “Conhecer”
● G.R.E.S. Embaixadores da Alegria

16h30 – Workshop de customização e salão aberto para revenda

16h30 – 18h – Roda de negócios

Filme sobre Rosa Magalhães conquista prêmio no Festival Internacional de Cinema de Paraty

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O primeiro Festival Internacional de Cinema de Paraty aconteceu de 01 a 04 de agosto no centro histórico da cidade do sul-fluminense. Entre os filmes que se destacaram na mostra, o documentário ROSA – A NARRADORA DE OUTROS BRASIS levou o público às lágrimas na sessão de encerramento. Dos diretores Valmir Moratelli e Libário Nogueira, a produção revela o último trabalho da carnavalesca Rosa Magalhães, desenvolvido em 2023 na escola de samba carioca Paraíso do Tuiuti, e que veio a falecer há uma semana, vítima de um infarto. Rosa foi a maior detentora de títulos na era Sapucaí, com sete no total. A obra passeia pelos seus principais desfiles e faz um aporte na discussão do papel da mulher na economia criativa.

filme rosa
Foto: Graça Paes/Divulgação

A exibição na tarde de domingo contou com homenagem a partir de uma conhecida frase de Rosa sobre a cidade de Paraty – “Carnaval é uma cachaça. Mas daquela bem boa, lá de Paraty.” Foi servida uma dose da típica aguardente Gabriela a todos os presentes ao final da sessão, e em seguida um brinde em memória da artista a pedido dos organizadores Jane Saglia e Bruno Saglia.

O filme ganhou o troféu hors concours pelas mãos da crítica de cinema Neusa Barbosa. “Este prêmio reforça a valorização desta grande mulher, que fez história na maior festa popular do país. Sua última entrevista fica agora para a posteridade”, disse Valmir. “Que este filme ajude a perpetuar o legado da professora, cenógrafa e figurinista que contou tantas histórias sobre o Brasil, que vão muito além dos livros oficiais de História”, completou Libário.

Este é o terceiro prêmio que o documentário conquista, desde que foi lançado em 2023. O encerramento do festival contou também com a presença da atriz Miá Mello e uma homenagem à diretora Laís Bodansky.

‘Realiza nosso sonho’! Com difícil escolha, parceria é bicampeã na disputa de samba do Tucuruvi

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

A Acadêmicos do Tucuruvi definiu no último domingo o samba-enredo que irá representar a agremiação em 2025. A final lotou a quadra na Avenida Mazzei, que contou com quatro sambas na disputa após eliminatórias e audições internas. Após discurso do vice-presidente e diretor de carnaval Rodrigo Delduque, o intérprete Hudson Luiz cantou a obra vencedora. O samba é composto por: Macaco Branco, Prof. Carlos Bebeto, Djalma Santos, Chiquinho Gomes, Dr. Marcelo, Denis Moraes e Marcelo Faria. A parceria vencedora estreou ano passado e é bicampeã consecutiva. O tema da Tucuruvi para o Carnaval 2025 é intitulado como “Assojaba – a busca pelo manto”, assinado por Dione Leite e Nicolas Gonçalves, com pesquisa do enredista Vinicius Natal. * OUÇA AQUI O SAMBA CAMPEÃO

Todos os concorrentes levaram torcidas e apostaram em intérpretes renomados para defesa de suas obras. Nomes como Pitty de Menezes, Luiz Felipe, Renê Sobral, Pixulé, Igor Sorriso, entre outros. Antes do anúncio, o grupo cênico da escola fez uma encenação indígena com músicas de Parintins, dando um spoiler do que será o tema dentro da avenida. Os integrantes se dividiram em grupos e coreografaram em volta de componentes esculpindo artesanato.

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Fotos: Gustavo Lima e Will Ferreira/CARNAVALESCO

Contente com a escolha

O vice-presidente e diretor de carnaval da agremiação, Rodrigo Delduque exaltou os sambas finalistas e agradeceu todos os compositores que participaram do concurso. De acordo com o gestor maior da escola, a Tucuruvi vai trabalhar fortemente para dissecar o samba, almejando coisas maiores.

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“A disputa de samba-enredo acaba sendo um peso no bom sentido, porque esse ano tinha quatro obras muito boas, que se encaixavam, mas a gente só conseguia trazer uma para a avenida. Eu gostaria já de aproveitar também o CARNAVALESCO para agradecer todos os compositores que se dedicaram e trouxeram as suas obras para a Tucuruvi. Agora é trabalhar em cima do samba que mais se encaixa dentro do nosso projeto e maturar ele. Trazer para a galera, para o nosso componente, que aceitou. Agora é trabalhar bastante e, se Deus quiser, trazer o Tucuruvi para o lugar que tanto almeja”, declarou.

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O samba-enredo vencedor se destaca dos demais por ‘colocar o dedo na ferida’. Os versos “Não foi feito pra você, não foi feito pra vender/A vontade do manto vai prevalecer se destacam e simbolizam diretamente a característica da obra. Essa parte remete às terras sagradas indígenas e o manto, que é de propriedade total dos povos originários. Perguntado sobre essa questão, Delduque revelou que a parceria acertou em cheio, bem como no carnaval passado, pois é o que os carnavalescos idealizam para o desfile.

“É uma obra que no ano passado essa parceria já tinha entendido a proposta da Tucuruvi. Esse ano acertaram de novo em cheio quando nós recebemos. Os carnavalescos com a equipe técnica de carnaval achou uma coisa muito surreal. Se encaixava muito dentro do contexto geral do carnaval, e, graças a Deus, eles conseguiram nos ajudar em relação ao samba. Então a gente fica muito feliz com isso”, completou.

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‘Realiza o nosso sonho!’

O carnavalesco estreante na escola, Nicolas Gonçalves, demonstrou confiança no trabalho que está sendo realizado dentro do tema. O artista aprovou a obra e chamou a canção de imponente, que segundo ele, é o que a Tucuruvi precisa para colocar esse enredo na pista.

“Quando eu ganhei o Estrela do Carnaval no Grupo de Acesso, em 2024, eu também tinha uma proposta de um enredo diferenciado e emocionante. Quando eu chego na Tucuruvi, trouxe um enredo também potente e emocionante, a gente queria seguir essa mesma linha. Não à toa, cheguei aqui para agregar. O enredo depende muito do samba: por mais que a gente faça um grande enredo, a gente precisa de um samba para se comunicar. Quando escolhemos esse samba, tenho certeza que a escola acerta na escolha para trazer um samba potente e ir além em 2024. Neste ano, a escola ficou com um gosto de quero mais, ficou querendo mais. Tenho certeza que esse samba e o trabalho que estamos fazendo vai realizar o nosso sonho, como diz a canção”, disse.

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O artista demonstrou bastante felicidade. Realmente o carnavalesco está radiante na Cantareira e está se doando ao máximo. O jovem comentou que o samba-enredo é a metade do carnaval e, agora, é passar a sua mensagem com as alegorias e fantasias.

“A questão do enredo de um grupo minoritário vai além da escola: É o momento que o carnaval está vivendo. Ele é muito importante. Fico feliz ao perceber quando uma escola percebe a importância que ela tem para comunicar, da potência que a gente tem e da possibilidade que temos de ter discursos importantes. O samba é a forma que a gente acessa esses públicos para falar de algo. Quando a gente chega nesses enredos e sambas, já é 50% do meu carnaval. Agora, trabalhamos para fazer fantasias e alegorias que complementam essa comunicação. Com esse samba e com esse enredo, estou muito feliz, de novo, de conseguir trazer uma mensagem importante para o carnaval. Era o meu sonho e faço carnaval por isso. Acreditar que a nossa voz pode ser mais potente ainda. Estou pingando de suor nessa final, mas realizado e muito feliz com esse convite da Tucuruvi, de ter feito um carnaval legal no Rio de Janeiro e chegar em São Paulo para agregar com uma ‘escolona’, que tem tudo para chegar ao topo do carnaval. Estou muito feliz, muito realizado. Realiza o nosso sonho!”, afirmou.

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Estudo aprofundado no enredo, parceria forte e carinho pela escola

Um dos compositores vencedores, Macaco Branco, de fato incorporou o enredo. Ele revelou que leu livros e realmente se aprofundou no tema. Foi além da sinopse.

“Quando saiu o tema, eu já comecei a pesquisar e me aprofundar o máximo que eu pude – como eu também tinha feito com o samba de Ifá. Ler livros, ter bastante embasamento e incorporar bastante o enredo. Fazer com que a temática seja cantada na avenida de uma forma bem clara – e para que tudo que passe na avenida esteja ali no samba através de poesia. Em mais um ano fomos felizes em ter conseguido fazer um excelente samba para, se Deus quiser, a gente ajudar a escola que tá dentro do nosso coração a conquistar esse tão sonhado título do carnaval”, contou.

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O também mestre de bateria exaltou a sua parceria, pois além de parceiros de samba, são amigos.

“Hoje em dia, na era da informação, a internet ajuda em tudo – inclusive compositores de samba-enredo. A gente faz a reunião através de vídeos, marca algumas reuniões presenciais no Rio, também. Uma parte dos compositores são professores – então, às vezes, a gente está pelo Rio trabalhando, dando aula. Nossa parceria é composta de amigos, isso é primordial. Mais do que parceiros, nós somos amigos: fazemos sambas porque amamos fazer isso e amamos o carnaval. E Deus, assim como Ifá, nos presenteou mais uma vez com essa honra de poder representar o Tucuruvi através de poesia”, enfatizou.

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O músico declarou seu amor pela Tucuruvi. Contou que fez o samba de “Ifá” por ser apaixonado pela cultura e não quer mais sair da escola, se sentindo parte da família do Zaca.

“Tenho um carinho especial pela Tucuruvi. Já acompanho a escola há muito tempo, já tenho um carinho especial. O que me chamou para fazer o samba Ifá foi o enredo, sendo que eu já tinha um carinho pela escola. Eu já estava parado de disputar muito tempo, até por ser mestre de bateria. Ifá é um oráculo africano que eu sou muito apaixonado – então, quando eu vi a temática, eu tinha que fazer para poder, pelo menos, homenagear e agradecer a Deus e Ifá. E Ifá nos agradeceu com a vitória do samba-enredo. E, mais uma vez, como já tínhamos feito no Ifá, pegamos um carinho muito especial pela escola. Eu já me sinto da casa, com todo o respeito a quem já está há muito tempo aqui. Eu estou chegando aqui, apenas. Independentemente se ganhasse ou não, eu estaria aqui para desfilar com a escola – porque o Tucuruvi tem um lugar especial no meu coração”, celebrou.

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Sonho da Tucuruvi e maneira de fazer o samba

Denis Moraes, outro parceiro que faz parte da obra que venceu, exaltou o enredo e citou uma parte específica do samba, que são versos da segunda parte, onde cita o sonho da Tucuruvi, que é vencer o carnaval.

“A gente já trabalha de uma maneira específica, nós trabalhamos já com várias escolas fazendo samba. A gente acompanhou o processo em várias escolas. Foi um enredo que foi muito marcante. Ele é atual e futuro. Na época que saiu a sinopse, que saiu o enredo, que a gente começou a fazer no estudo, tentar aprofundar na história de fato, o manto ainda estava fora daqui. E aí, no meio dessa confusão, desse turbilhão todo, o manto chegou ao nosso país, chegou ao verdadeiro dono. Foi o que a gente colocou no samba: ‘clamo a ti, força maior/ seu poder não me oponho/ abençoe a nossa escola/ realiza o nosso sonho’. O sonho da tribo tupinambá era ter o manto de volta. Nosso sonho enquanto brasileiro é ter um manto de volta. Já o sonho da Tucuruvi todo mundo já sabe, né?”, felicitou.

O compositor contou como o samba foi feito. A parceria inteira mora no Rio de Janeiro foi mais fácil de realizar os encontros, além do uso da tecnologia, citado também por Macaco Branco.

“Nós moramos em Vila Isabel – eu, Macaco Branco, uma turma da parceria. Então era mais fácil a gente marcar os pontos durante a semana, bater papo, trocar ideia. Muito áudio de Whatsapp, de ideias, de melodias, e assim foi surgindo aquela discussão saudável: esse é bom, esse é ruim, esse é bom, esse é ruim, esse é bom, esse é ruim. É algo natural. Conseguimos finalizar sem ter mais o que falar. Era esse o samba final que a gente acreditou, estávamos acreditando e a Tucuruvi acreditou na gente”, comemorou.

Final disputada

Intérprete da Tucuruvi, Hudson Luiz, relembrou o samba de alto nível do último carnaval e disse que esta final foi ainda mais difícil, pois todas as obras apresentadas tinham condições de representar a escola na avenida.

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“Ano passado nós tivemos Ifá, uma grande final, um grande samba, e esse ano foi mais difícil fazer a escolha. Os quatro sambas que a gente tinha, qualquer um poderia ir para a avenida. A escola se manteve dividida o tempo todo. A gente teve que fazer uma forma de avaliação, não só a quadra, mas como um projeto como um todo, e o que se remete a barracão e tudo mais. Eu fico muito feliz em saber que a escola recebeu grandes obras e que qualquer uma delas poderia representar a escola na avenida, mas só podia vencer. Então, parabéns aos compositores. É um belíssimo samba e a gente tem total certeza que vai trabalhar forte esse ano para que a gente possa conquistar nosso sonho que é ser campeão do carnaval”, afirmou.

O cantor revelou que ficou dividido, e que no dia da explanação da sinopse foi fundamental para explicar o regulamento de São Paulo.

“A gente fez a explanação da sinopse e eu pude falar um pouco do que a escola gostaria de samba, falar um pouco do regulamento também de São Paulo e ter esse bate-papo com os compositores sobre o que a gente gostaria. Cada um foi por um caminho, tendo em vista que a gente tinha na final sambas distintos, porém de formas diferentes de serem feitas. De certa forma foi muito boa, porque nós temos uma ótima relação com os compositores. Vários deles são meus amigos, fora daqui a gente canta sambas. Eu até comentei que poderia ser igual ao Festival de Parintins, que ao invés de levar só um samba para a avenida, poderia ser os quatro, mas apenas uma brincadeira. Parabéns aos compositores vencedores”, declarou.

Apresentar um ritmo diferenciado no Anhembi

Comandante da “Bateria do Zaca”, mestre Serginho comentou que na última quinta-feira houve uma audição interna para cantarem o samba e, assim, a bateria deu o seu voto após o intérprete Hudson cantar. O músico falou que novamente é um samba difícil que foi escolhido, mas que está satisfeito com o trabalho.

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“Na quinta-feira a gente fez um fechado aqui, chamamos a bateria e ela deu seu voto. O Hudson cantou os quatro sambas. Na quinta-feira, que tem ensaio de bateria, todo mundo deu seu voto, todo mundo foi tudo certinho. De novo, um samba difícil e de novo a gente vai ter que trabalhar bastante. Agora, no começo tem os ajustes, vai voltar para o pessoal e aí daqui uns dias a gente vai começar a gravar. Mais um samba difícil, novamente, mas satisfatório. Estou muito satisfeito com o trabalho”, contou.

Serginho revelou que vai ousar novamente na avenida. De acordo com o mestre, apostar na parte musical é a chave de tudo. O regente contou todo o processo que será feito depois que o hino foi escolhido.

“Vamos acertar a questão de letra, melodia, vai parar lá no arranjador e o cara faz tudo que tem para fazer. Volta para nós e a gente vai montar de novo mais uma loucura aí, pode ter certeza disso. Vamos colocar no andamento de novo, vamos fazer uns arranjos bem bonitos. O que a gente tem de forte? A parte musical. Temos que apostar muito alto nisso porque a parte plástica eles estão resolvendo lá. Entregar o samba na mão dos tamborins, dos chocalhos para os caras montarem a passagem. Depois eles devolvem e aí a gente começa a montar um esquema. Agora a gente tem que ir com muita calma porque agora já resolveu. Respeitamos todos os sambas e eu quero enfatizar isso. Nós, como bateria, respeitamos muito todos os sambas, fizemos um trabalho igual para todos e agora a gente já tem o campeão. Acredito que nosso foco agora, nesses 20, 25 dias antes da gravação, é acertar o arranjo”, completou.

Ensaios, nota 40 e o título

A porta-bandeira Beatriz Teixeira aprovou a escolha do samba e disse que já previa que seria o vencedor.

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“Gostei do samba! A gente já estava imaginando que ia ser esse mesmo. A comunidade estava meio dividida entre dois sambas, e esse estava muito forte. Foi um samba que pega muito bem, que o refrão fica na cabeça e contagia bastante. A gente já esperava, desde o começo a gente estava vendo que ele estava muito forte para a comunidade”, comentou.

O mestre-sala também se mostrou feliz com a obra ganhadora e, segundo ele, a Tucuruvi está criando uma identidade de agremiação forte.

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“A gente já estava até com uns passos na cabeça, já. Também estávamos com o samba na ponta da língua. Foi muito gostoso descobrir que esse foi o samba escolhido. Eu acho que a Tucuruvi está criando uma identidade de samba. Desde o ano passado, um dos melhores do carnaval, se não for o melhor – até ganhou o Estrela do Carnaval. E eu acho que agora nós começamos a criar uma identidade da Tucuruvi: de uma escola forte, que sempre foi. Agora, com o samba à altura da escola, eu acho que a Tucuruvi vem para mostrar que não é uma escola de samba de brincadeira”, completou.

Almejando o desfile de 2025, o dançarino contou que já começou a imaginar passos indígenas e, em breve, se encontrará diretamente com Beatriz e sua treinadora para ensaiarem constantemente, na busca pela nota 40 outra vez.

“Já começamos a pensar em tudo, sim. Eu vou sair de viagem, vou ficar uns cinco dias off, mas, quando eu voltar (provavelmente daqui a duas semanas) já vou me encontrar com a Bia, com a Dani Renzo e já vamos começar a pensar na nossa coreografia. Já temos algumas ideias até de entrada de jurado, de meio de jurado. A gente já vem pensando e estudando um pouco os passos indígenas, acho que é legal trazer, num enredo tão importante para o Brasil e para a Tucuruvi também. Assim que eu voltar nós já começamos a ensaiar sem parar, todo sábado e toda quarta-feira lá em Mauá – onde eu encontro ela. Acho que vamos fazer um carnaval muito melhor do que foi ano passado. Ano passado foi muito bom, eu e a Bia estávamos nos conhecendo e acho que nós entregamos muito. Nesse ano, é só aprimorar nosso trabalho e abençoar com a nota quarenta, se Deus quiser”, disse.

Bia, como é conhecida, completou dizendo que quer completar gabaritando o quesito com o título da Tucuruvi.

“Mais um! Mais um quarenta, se Deus quiser! E realizar nosso sonho. Ano passado a gente realizou um sonho de tirar quarenta, mas não foi completo. A gente quer sair daqui campeão, levar a Tucuruvi ao primeiro título grandioso, tirar quarenta e vai ser lindo, se Deus quiser”, finalizou.

Mais fotos da final

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