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Felicidade tá no som de Salvador! Mancha Verde define samba-enredo em final completamente acirrada

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Por Fábio Martins e Gustavo Lima

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Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

A Mancha Verde escolheu na noite do último sábado o samba-enredo que irá embalar o desfile de 2025. Como nas edições anteriores, o evento foi acompanhado do encerramento dos ‘arraiás’ que a escola promovia todos os finais de semana. Entrando no mérito da competição, quatro obras disputaram a decisão e, no final, o samba 1 foi escolhido, sendo anunciado pela voz do intérprete oficial Fredy Vianna. A parceria vencedora é composta por Wladi Nascimento, Edinho Gomes, Myngal, Felipe Mussili e Gilson Bernini. Antes de iniciar a final, o presidente Paulo Serdan frisou que estava sendo uma das finais mais difíceis da história da Mancha, e até colocou algumas pessoas da comunidade para votar. O time campeão é fruto de uma junção de parcerias que competiam entre si dentro da própria Mancha. * OUÇA AQUI O SAMBA VENCEDOR

Disputa intensa e escolha difícil

O presidente Paulo Serdan falou sobre o difícil concurso e citou o critério alterado pela Liga-SP no quesito Samba-enredo. O gestor elogiou a melodia da obra e se diz feliz com a escolha. “Esse ano foi mais complicado, porque a gente tem um critério de julgamento novo. Para alguns compositores isso facilitou. Eu acho que eles pegaram bem a sacada do critério, a ideia da Liga e conseguiram colocar em prática uma melodia diferente, uma letra diferente, que não é tão presa e nem tão amarrada na sequência de uma sinopse. Então, eu acho que por isso a gente deu uma atrapalhada em relação aos outros anos. Mas foi gostoso, foi bom”, contou.

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O processo de escolha é bastante diferente na Mancha Verde. A escola recebe diversas obras, mas só divulga as finalistas perto da decisão. Devido a isso, sofre algumas críticas. Entretanto, Serdan explicou que esse formato é feito para evitar guerras desnecessárias dentro da agremiação. “A gente respeita todo mundo, mas o grande problema é que sabemos como é compositor de samba-enredo. Os caras têm uma rapaziada que trabalham, correm atrás e você começa abrir uma votação ou coloca desde o início tudo à disposição e começa aquela guerra na internet. Aí vota no samba 1, samba não sei o quê, samba 15, samba 25… Tudo isso culmina em um clima desnecessário, sendo que para você escolher o samba, você tem que ter um critério. Não é só gosto pessoal. É lógico que no primeiro momento, enquanto você tem uma audição mecânica, o gosto pessoal conta bastante, mas aí depois já não. Você tem um trabalho de entender o enredo e aquela sinopse como foi entregue. Existem vários pontos que não adianta a gente ficar deixando se criar um clima de guerra para que é desnecessário para a entidade”, declarou.

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Com exclusividade ao CARNAVALESCO, Paulo Serdan revelou que irá mudar o sistema de escolha para o ano que vem. De acordo com o mandatário, a escola irá opinar com mais autoridade na letra das composições. “Falando em primeira mão para vocês, para o ano que vem a gente vai convidar umas quatro ou cinco parcerias no máximo e conversar bastante com eles. A parceria vai fazer o samba, mas aqueles que aceitarem poder mexer no samba durante o processo, porque a gente procura fazer uma coisa muito correta aqui. Se não tiver legal nós vamos conversar de repente e falar para dar uma mexida em uma linha ou um pedaço. A partir do ano que vem a gente vai trabalhar desse jeito, vai ser mais fechado”, disse.

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Sentimento da vitória e o amor pela Mancha

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Wladi Nascimento, compositor da casa e cavaquinista da escola, falou sobre a sensação de ter uma obra assinada no seu pavilhão. O letrista enalteceu a junção feita com a parceria de Edinho Gomes e Gilson Bernini, além de exaltar o seu conhecimento de longo tempo com o compositor carioca Myngal. “Já tenho 13 anos de cavaco aqui e agora é o meu bicampeonato. O samba de 2017 foi meu. Durante esses oitos anos foram umas três finais. Aí você perde, fica chateado, mas o amor, o trabalho e a dedicação pela escola são o mesmo. A gente tem que pensar no pavilhão. Mas a emoção de ter uma obra sua é inexplicável. A nossa parceria é uma junção. A gente veio nesses últimos anos mexendo, mas eu e o Myngal já estamos há quase dez anos juntos. A história dele na Grande Rio, não precisa nem falar. E aí deu esse samba maravilhoso que tem tudo para ser um grande sucesso no Carnaval 2025”, declarou.

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O experiente compositor Myngal, oriundo do Rio de Janeiro, se declarou para a Mancha Verde. Segundo ele, era um sonho ganhar um samba na agremiação e ver todos cantando na avenida. É um dos dias mais realizados do escritor de samba-enredo. “É o primeiro ano, mas já tem seis anos que eu venho disputando. A Mancha Verde é uma escola excepcional. Uma escola que acolhe as pessoas. Eu sou do Rio de Janeiro, um compositor da Grande Rio. Desde quando eu vim aqui, pela primeira vez, sempre me receberam bem. Eu desfilo, eu gosto muito da Mancha e eu tinha esse sonho de vencer aqui. Cheguei a três finais, essa é a terceira e eu ficava sempre imaginando que eu queria ver o meu samba na Mancha lá na avenida com aquela galera toda cantando. Hoje eu realizei. Eu acho que é um dos dias mais felizes da minha vida. Pode acreditar”, afirmou.

ManchaVerde et Comunidade

Edinho Gomes venceu o samba-enredo do ‘xaxado’, no ano de 2023 e, com essa vitória da obra de 2025, tornou-se bicampeão na escola. O compositor exaltou a alegria que a Bahia leva para o samba, além de toda a dedicação para a Mancha Verde. “Não tem explicação, porque é uma escola que a gente aprendeu amar muito, não só pela recepção. Quando a gente pega para fazer um samba exclusivamente para a Mancha, nos dedicamos bastante. Estamos muito felizes que fizemos a junção com o Vladi que é da casa e deu esse samba. Espero que a escola faça um bom desfile. O samba tinha que ser desse jeito, pelo fato da Bahia ser alegre”, comentou.

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Escolha certeira

ManchaVerde et DiretorCarnavalPaoloBianchi

Entrando em detalhes técnicos, o diretor de carnaval Paolo Bianchi comentou a obra escolhida. O profissional argumentou bastante, disse que não há samba perfeito e foi uma escolha certa para a entidade. “As quatro obras que estavam na final e outras que não foram também, tinham condições de ir para a avenida. Não existe samba perfeito. Faz muitos anos em São Paulo, talvez até no Rio que não aparece um samba. Apareceram alguns no Rio até, mas São Paulo não tem tido aquele samba que fica na histórica, antológico. Se tiver um samba antológico, vai ser escolhido como foi Vila Isabel em 2013 quando tocou pela primeira vez todo mundo sabia que ia ganhar. Como foi Beija-Flor, a dois, três anos atrás. Não acontece isso faz tempo. Então, todos os sambas tinham muitas coisas boas e outras que sabíamos que tinham alguma situação, todos. Aí foi um detalhe, tinha que ser um samba para cima, falando de Bahia, um samba alegre, mas tinha que ser um samba que falasse nosso enredo também. Analisamos tudo, refrão de cima, do meio, a retomada, como ele vai fechar, se vai trazer a escola para cima na virada, então foi uma escolha feliz da comunidade da Mancha. Outros sambas ali tinham condições sim de ir para a avenida, mas todos os sambas têm que trabalhar. Daqui para frente é trabalhar em cima deste samba. Na minha opinião pessoal era o melhor e tinha que ter isso”, detalhou.

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Como citado anteriormente, alguns componentes tiveram direito ao voto do samba-enredo vencedor. Paolo disse que quem faz carnaval é o povo e por isso a comunidade deve ser ouvida. “A gente faz um processo muito interno, mas no final abrimos porque não é o dinheiro que vai comprar alegoria, pagar alegoria, pagar fantasia. Quem ganha carnaval é o povo no chão. Se não acontecer no samba-enredo, na bateria, não acontecer na evolução e na harmonia, não vamos ganhar o carnaval nunca. São as pessoas que fazem o carnaval para a gente. É uma troca que não é só no samba-enredo na escolha. Hoje muita gente votou e confirmamos essa votação para ter certeza do que a diretoria pensa no ponto de vista técnico é também validado pela nossa comunidade. Quando acontece o contrário temos um problemão, mas Graças a Deus não foi isso que ocorreu”, disse.

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O diretor de harmonia Bruno Ferrari se diz feliz com a escolha da agremiação. Agora, entra a parte do quesito dele, que é fazer a escola cantar forte o hino e evoluir com o ritmo correto. “Como o presidente falou, o samba não estava definido até a noite de hoje, até as apresentações. Foi um dos anos mais competitivos nosso. Graças a Deus a gente está muito feliz com a obra que nós escolhemos aí, com a música e tal. Agora vamos fazer o trabalho aqui na dentro da quadra, que vem a minha parte. Não é uma tarefa fácil, que é mais de duas mil pessoas que a gente tem que ensaiar. Vai ser um samba tranquilo para cantar, juntamente com o nosso time de canto que é super competente. A galera da bateria, para fazer um excelente trabalho”, concluiu.

Aprovação da dupla

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Os mestres de bateria Cabral e Vinny falaram sobre o samba-enredo. De acordo com Cabral, foi uma escolha inteligente e que pode buscar o tricampeonato da Mancha Verde. “A gente até quinta-feira estava com bastante dúvida de qual levar para a avenida. Realmente foram quatro sambas que agradaram a escola. Foi uma disputa bem acirrada. Foi escolhido um samba bem escrito, na nossa opinião, muito inteligente, com boas sacadas. Eu acho que tem tudo para a gente conseguir fazer um trabalho legal e tentar o título. O tri da Mancha”.

Mais imagens da final

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“Era uma escolha bem difícil, estava bem acirrado mesmo, tinham boas obras, graças a Deus. Demorou a escolher, mas porque tinha samba bom, não é pelo lado negativo. Então, isso é um ponto bastante positivo. A Mancha Verde está preparando mais uma vez um grande desfile, com um belo enredo, uma boa sinopse e uma boa estrutura de pilotos. Vocês vão até se surpreender. As alegorias mais uma vez vão vir legais. Um pontapé bacana para a gente fazer um baita desfile”, completou Vinny.

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Apresentação do samba campeão

A parceria levou um contingente mediano de torcida, que mesmo assim fez barulho com show pirotécnico e papéis ao vento. Apresentações teatrais em disputas de samba-enredo são realidade, principalmente se tratando de finais. Sendo assim, o time levou ao palco integrantes vestidos de diversos orixás que fazem parte do Dique de Itororó, que é um cartão postal da cidade de Salvador. O samba foi defendido pelo renomado intérprete Ito Melodia e por Tiago Nascimento, cantor de apoio do Império de Casa Verde.

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Estreante no Anhembi, Raízes do Samba terá a culpa como enredo para 2025

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A mais nova integrante da Liga-SP apresentou o enredo que defenderá no carnaval 2025. Vice-campeã do Grupo Especial de Bairros, organizado pela União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP), equivalente à quarta divisão da folia paulistana, o Raízes do Samba realizou um evento neste sábado (27 de julho) para mostrar qual temática será abordada na próxima temporada. Intitulado “De Quem É A Culpa?” e idealizado pelo carnavalesco Babu Energia, o desfile abordará o estado de consciência presente no nome da apresentação. Realizada na quadra da coirmã Mocidade Unida da Mooca, na Zona Leste de São Paulo, a Feijoada da Vitória foi o primeiro evento da agremiação como filiada à Liga-SP.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Estandartes e shows

Antes da apresentação, uma série de condecorações foram dadas para convidados e segmentos da agremiação – representantes públicos e diretores entre eles. Além do típico prato brasileiro (muito apreciado, em especial, no mundo do samba), a Feijoada da Vitória teve também dois shows: Fabinho Mello e Fabiano Sorriso. Novo intérprete da agremiação, Juninho Branco também fez a primeira participação dele para a comunidade – o profissional já se apresentou com as cores da agremiação no evento que definiu a ordem dos desfiles para o carnaval 2025, na Fábrica do Samba.

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Por volta das 18h, a agremiação começou a preparar o espaço para uma apresentação teatralizada, de acordo com Robson de Oliveira, que também foi o mestre de cerimônia no evento – falaremos mais dele em breve. Na caracterização, um homem travestido (o próprio Babu Energia, chamado de Bianca Lions) e um casal com roupas emulando folhas e comendo maçãs, em clara referência a Adão e Eva, contracenavam ao som de “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores”, clássico de Geraldo Vandré. No meio do ato, o display do enredo foi revelado.

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Originalidade

De acordo com Arisvaldo Oliveira Soares, popularmente conhecido como Babu Energia, o enredo já era desejado pelo carnavalesco há, pelo menos, um ano – e não foi apresentado por motivos que escapam da vontade dele: “Eu já tinha esse enredo, ele seria feito no ano passado, em outra escola de samba. Mas, pelo andar de outras situações, acabou não acontecendo. Como eu já tinha essa carta na manga, fiz a proposta para toda a diretoria do Raízes – que, de prontidão, aceitaram o desafio de levar algo tão ousado e suntuoso. Nossa proposta é mexer com o emocional das pessoas”, detalhou, aproveitando para elogiar a instituição onde está desde 2023.

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Elogios à ideia

A ideia de Babu Energia foi aprovada pela diretoria, pelo que foi apurado pelo CARNAVALESCO. Robson de Oliveira, Diretor de Carnaval do Raízes, foi um deles: “De bate-pronto, nós entendemos que era um enredo com uma proposta diferente, um enredo com muita força. É um enredo que pede uma abertura de carnaval. Nós tínhamos que apresentar algo diferente – e será algo muito impactante. É um enredo totalmente fora dos padrões convencionais que temos aqui na cidade de São Paulo – e quando comparamos com o Rio de Janeiro, também. É uma outra proposta, com uma tirada diferente para construir uma abertura impactante no carnaval de São Paulo”, comentou, aproveitando para mostrar sintonia com o horário de desfile da agremiação – que abrirá a folia paulistana no Grupo de Acesso II, na noite de 22 de fevereiro.

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Aproveitando para mostrar o quanto confia no carnavalesco, Jackeline Rodrigues Motta, presidente da agremiação, destacou o quanto a temática foi aprovada quase que de imediato: “Eu gostei do enredo! Nós temos uma confiança tremenda no Babu, e, quando ele trouxe para nós o tema, nós, rapidamente, falamos para irmos embora com ele para o carnaval 2025. Ele sempre tem excelentes ideias, de imediato já foi aceito. Claro que fazemos ajustes, entramos em algumas concordâncias aqui e ali, mas eu gostei de primeira do tema”, aprovou a mandatária.

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Da história ao desenvolvimento

Perguntado sobre como foram as pesquisas para o desenvolvimento do enredo, Babu já aproveitou para falar de alguns temas que estarão presentes no desfile: “Eu sou um cara que sempre tenho alguns enredos pré-escritos, mas não desenvolvidos. Era o caso desse. Sempre quis falar da culpa, porque é um assunto que envolve todo e qualquer tema, queria algo que eu pudesse falar de tudo – de religião, temas LGBTQIA+ e etc. A ideia do enredo sobre a culpa me dá a abertura para ser a única escola, no carnaval de São Paulo, que absorve todos os temas. Todas as temáticas atuais estão com a gente: se é afro, falamos de intolerância religiosa; se é xenofobia, gritamos por indígenas e natureza. Também falamos de homofobia e racismo, por exemplo. A escola também falará sobre o mundo ideal: fantasioso, onde nossa escola terá a delícia e o prazer de apresentar, dentro do enredo, a possibilidade do homem e da natureza viverem em harmonia”, comentou.

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O profissional aproveitou para dar mais detalhes de como será o desfile na prática: “Dividiremos o desfile em dois setores. No primeiro, falaremos sobre o início: com Adão e Eva, onde nos questionamos quem pecou até hoje. Eva? Adão? A cobra? os anjos, que guardavam a entrada do paraíso? O próprio Criador, que nos deu o arbítrio? Eu deixo a resposta na cabeça de cada um, eu quero que cada um reflita. Depois, iremos para os dias atuais, onde perguntaremos de quem é a culpa da fome, da guerra, da homofobia, da violência urbana… de tudo, das atrocidades e do caos que vivemos nas cidades. No segundo setor, apresentaremos o mundo ideal. Nele, a escola traz uma fênix abrindo esse setor. Transformaremos todos os nossos sonhos em realidade: comida para todos, trabalho, equilíbrio ambiental, não às guerras religiosas – e as religiões conversando entre si. Propomos, também, um grand finale, com a nossa bateria simbolizando o exército – mas essa é a guerra do amor, então será o exército da paz”, finalizou.

Vídeos: show da Unidos de Padre Miguel no ‘Convida’ da temporada 2024-2025

Ouça o samba-enredo da Mancha Verde para o Carnaval 2025

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Compositores: Wladi Nascimento, Edinho Gomes, Myngal, Felipe Mussili e Gilson Bernini

AXÉ… ABRE OS CAMINHOS
NO BALANÇO DESSE MAR
NOSSO CORTEJO TEM ENCANTO E MAGIA
“MAINHA” VEIO ME ABENÇOAR
NA PAZ DE OXALA, SAGRADA BAHIA
REZEI PRO SANTO, PEDI NO GONGÁ
DEIXEI AS VELAS PRO MEU ORIXÁ
EU TÔ COM A GUIA NO PESCOÇO
E O PATUÁ NO BOLSO
MINHA FÉ VAI ME GUIAR

EPARREY OYÁ ODOYÁ… EPARREY OYÁ ODOYÁ
ORAIEIÊ Ô MAMÃE OXUM
TEM BAIANA ENFEITADA, PERFUMADA PRA SAMBAR
LAROYÊ EXU EMOJUBÁ… LAROYÊ EXU EMOJUBÁ
ÁGUA DE CHEIRO NA LAVAGEM DO BONFIM
BOM JESUS DO NAVEGANTES
FIRMEI PONTO NO ALTAR

TEM ENERGIA NO BATUQUE DO TAMBOR
É UM LEGADO MINHA ANCESTRALIDADE
AS DIVINDADES CONDUZINDO A EMBARCAÇÃO
FESTEJAR É TRADIÇÃO “BAIANIDADE”
BOTA DENDÊ QUE MEU SAMBA VEM NO CHEIRO
É SABOROSO O TABULEIRO DE IAIÁ
VEM BRINDAR, PURIFICAR A ALMA E O CORAÇÃO
SENTIR NA PELE A PURA EMOÇÃO
“DESCER SAMBANDO” A SWINGUEIRA
JÁ ME BENZI, EMBARQUEI NESSA LEVADA
MEU AMULETO É A “FITINHA ABENÇOADA”

FELICIDADE TÁ NO SOM DE SALVADOR
O CORPO GINGA NAS LADEIRAS DO PELÔ
MEU VERDE MANTO É PAIXÃO PRA VIDA INTEIRA
MANCHA GUERREIRA!

Morre Rogério Belisário, ex-presidente do Cubango

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Faleceu neste sábado o ex-presidente do Cubango, Rogério Belisário, que comandou a escola de 2017 a 2020. Ele conquistou o vice-campeonato em 2019, com o enredo “Igbá Cubango – a alma das coisas e a arte dos milagres”. Veja abaixo a nota da escola.

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Foto: Divulgação/Cubango

“A família Cubanguense, por meio do presidente Pablo Coutinho, do vice-presidente Anderson Leko, e do presidente de honra, Anderson Pipico, presta solidariedade aos familiares de Belisário e deseja muita força, aos amigos e mais próximos, neste momento difícil.

‘Lamentamos profundamente a perda do ex-presidente Rogério Belisário. Quero, em nome da direção e de todos os segmentos, agradecer pelos serviços prestados por ele, nos últimos anos, e desejar os meus sentimentos para toda a família. Descanse em paz’, ressaltou Pablo Coutinho”.

Barracão da Imperatriz na Cidade do Samba levará o nome de Rosa Magalhães

A presidente da Imperatriz Leopoldinense, Catia Drumond, anuncia que, a partir da presente data, o barracão da Rainha de Ramos na Cidade do Samba terá o nome da carnavalesca Rosa Magalhães, artista consagrada, maior vencedora da Era Sambódromo e detentora de 5 dos 9 títulos conquistados pela verde, branco e dourado da Zona da Leopoldina.

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Foto: Divulgação/Imperatriz

O tributo faz parte de uma série de homenagens que a Imperatriz realiza desde as primeiras horas após o anúncio da morte de Rosa, na última quinta-feira.

“Não há local melhor para perpetuar o nome de Rosa Magalhães do que em nosso barracão, lugar em que ela se dedicou e entregou por tantos anos trabalhos que entraram para a história da maior manifestação cultural desse país, o Carnaval. No espaço onde os sonhos ganham vida, o nome de Rosa ficará para sempre, sendo motivo de orgulho e contemplação para todos nós”, afirmou Catia Drumond.

Emoção e agradecimento! Integrantes da Imperatriz enaltecem Rosa Magalhães: ‘É a régua com a medida do que é ser carnavalesco bom’

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Por Matheus Morais e Rhyan de Meira

A emoção tomou conta de diversos profissionais da Imperatriz Leopoldinense, na última sexta-feira, no velório da carnavalesca Rosa Magalhães. A artista foi campeã cinco vezes na escola de Ramos. Ao site CARNAVALESCO, Leandro Vieira não economizou elogios ao trabalho da artista.

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“A Rosa para todo mundo da minha geração é o gabarito da profissão que a gente exerce. A gente se despede do corpo, mas a obra é imortal. Ela vive e vai viver em cada artista que faz carnaval. É a régua com a medida do que é ser carnavalesco bom. Foram 50 anos de trabalhos ligados ao carnaval. O que me marca muito foram os desfiles que ela fez na Imperatriz Leopoldinense. Fez carnavais que são referência do que é fazer carnaval. Falar da capacidade artística é chover no molhado, mas ela deixa o documento do que é contar histórias no carnaval e da brasilidade. Você entende como é que se deve contar histórias, como o carnaval pode ser veículo de popularização de temas que são densos e títulos como acadêmicos e que contam contorno carnavalescos e todo mundo entende”, citou Leandro.

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A porta-bandeira, Rafaela Theodoro, contou a relação que teve com Rosa Magalhães na Imperatriz Leopoldinense. “Ela era referência para todos. Ela foi uma das grandes pioneiras, uma carnavalesca mulher. Lutou tanto e isso para mulher sambista é muito importante ter ela como referência. Vai fazer muita falta. Ninguém estava preparado para que isso acontecesse, do nada, dói muito. Tive a experiência de trabalhar com ela. Entrei na Imperatriz muito jovem e era um sonho ter uma fantasia idealizada por ela, com todo capricho e jeito único da Rosa. Pude viver isso e ter os ensinamentos dela”.

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O intérprete Pitty de Menezes afirmou que todo o mundo do carnaval agradece ao trabalho e dedicação de Rosa Magalhães. O cantor falou dos campeonatos conquistados na escola. “É um momento muito triste para todos nós que somos sambistas. A gente sabe a importância gigantesca da Rosa para Imperatriz e o carnaval. Ela ganhou muitos campeonatos pela Imperatriz. O céu está em festa recebendo a Rosa. Vamos continuar perpetuando o legado dela com todos enredos históricos. A Rosa deu a cara para Imperatriz. Todo ano que a gente passa na Avenida sempre tem um pouquinho da Rosa e isso vai se perpetuar por muitos e muitos anos”, disse o cantor.

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André Bonatte e Pedro Leite, da direção de carnaval da Imperatriz, exaltaram o legado de Rosa Magalhães para escola e sua qualidade profissional.

“A história da Imperatriz com a Rosa é muito próxima e viva. É indiscutível a importância dela para o carnaval. Participou da revolução salgueirense, deu título para o Império Serrano e foi na Imperatriz que teve a maturidade artística. A Imperatriz tem cara de Rosa e a Rosa tem cara de Imperatriz. A maneira de se vestir e se comportar do gresilense é muito Rosa Magalhães. Perdi uma amiga, tínhamos papos de horas, mas ela não vai, o corpo pode partir, mas o legado continua. Rosa é eterna”, afirmou Bonatte.

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“A Rosa é uma mistura de antropofagia com exemplo de profissionalismo e dedicação. Ela fazia questão de realizar o que era complexo e não desistir pela dificuldade. Deu cara para Imperatriz que a gente tem vontade de ser sempre, vitoria, luxuosa, importância, assertiva e brasileira. É um exemplo para todos os sambistas e para sempre”, completou Pedro Leite.

Dirigentes da Portela citam importância de Rosa Magalhães para escola e legado da artista

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Por Matheus Morais e Rhyan de Meira

O presidente da Portela, Fábio Pavão, esteve no velório da carnavalesca Rosa Magalhães e falou da relação que teve com a artista e a importante colaboração dela para agremiação.

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Foto: Site CARNAVALESCO

“Sempre fui desde jovem apaixonado pelo carnaval e foi um honra ter trabalhado com ela e aprender durante a produção. Ela teve duas passagens pela Portela. Primeira, na década de 1970, onde ela foi figurinista, o departamento cultural da Portela que fazia os enredos. Durante duas oportunidades, em 1977 (Festa da Aclamação), a Portela foi vice-campeã, muito em função do trabalho da Rosa. Ela também participou em 1978 (Mulher à Brasileira). Recentemente, ela foi carnavalesca da Portela, em 2018 e 2019, quando a escola foi duas vezes quarta colocada. Considero que tive uma experiência muito graticante em todos os aspetctos”, disse o presidente.

Junior Escafura, vice-presidente, frisou o legado do trabalho de Rosa Magalhães.

“A Rosa fez história no carnaval. O legado fica para sempre. Fez tantas coisas bonitas e inesquecíveis para nossa cultura. Torcendo para que ela lá em cima encontre os outros gênios e sigam nos abençoando”, comentou o vice.

Acompanhantes e festas de carnaval: a realidade por trás da diversão

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O carnaval é uma das celebrações mais coloridas e aguardadas em muitas culturas do mundo. Caracterizado por desfiles, fantasias extravagantes, música vibrante e uma atmosfera de alegria desenfreada, o Carnaval é um evento cultural que atrai milhões de pessoas. Entretanto, por trás dessa fachada de diversão e entretenimento, há uma realidade menos visível, mas igualmente significativa: a presença de acompanhantes erechim nessas festividades.

Este artigo explora o papel dos acompanhantes nas festividades de carnaval, examinando os fatores que contribuem para sua participação, as implicações sociais e econômicas e as percepções da sociedade sobre essa prática.

A atração do carnaval para as acompanhantes

O carnaval, com sua explosão de cores, música e celebração, é um evento que atrai milhões de pessoas de todo o mundo. Essa festividade não é apenas um espetáculo cultural, mas também um ímã para uma ampla gama de serviços de turismo e entretenimento, incluindo o setor de acompanhantes. A demanda por acompanhantes durante o carnaval aumenta drasticamente, impulsionada por vários fatores que tornam esses eventos uma atração única tanto para as acompanhantes quanto para seus clientes.

Antes de tudo, é essencial entender que o Carnaval é sinônimo de liberdade e permissividade. Durante essas festividades, as normas sociais e morais tendem a se relaxar, criando um ambiente em que as pessoas se sentem mais livres para explorar experiências novas e menos convencionais. Essa atmosfera de deboche e celebração promove uma mentalidade de “vale tudo”, levando muitos participantes a buscar aventuras que normalmente não considerariam. A contratação de acompanhantes do Simpleescorts BR torna-se uma extensão dessa busca por prazer e novidade.

Além disso, os carnavais atraem um grande fluxo de turistas com alto poder aquisitivo. Eventos como o Carnaval do Rio de Janeiro, o Mardi Gras em Nova Orleans ou o Carnaval de Veneza são os principais destinos que recebem visitantes dispostos a gastar grandes somas de dinheiro para maximizar sua experiência festiva. Esse alto poder aquisitivo cria um mercado lucrativo para as acompanhantes, que podem cobrar tarifas significativamente mais altas durante esses eventos devido à alta demanda e à disposição dos clientes em pagar por serviços exclusivos e de qualidade.

Um exemplo claro é o Carnaval no Rio de Janeiro, onde foi documentado um aumento notável na contratação de serviços de acompanhantes durante a semana de comemorações. Nesse cenário, as acompanhantes não vêm apenas da localidade, mas muitas viajam de outras partes do país e até do exterior, atraídas pela oportunidade de obter rendimentos excepcionais. Esses profissionais planejam sua presença nesses eventos com antecedência, assegurando acomodações e logística para atender à demanda de forma eficiente.

A dinâmica do carnaval também influencia a escolha dos serviços de acompanhantes. Durante esses eventos, os clientes procuram companhia que se encaixe no clima festivo: pessoas que não apenas ofereçam serviços íntimos, mas que também possam ser companhias agradáveis para participar de festas, desfiles e outros eventos sociais. As acompanhantes, cientes dessas expectativas, adaptam seus serviços para incluir o acompanhamento a eventos e a participação ativa em comemorações, o que lhes permite cobrar tarifas mais altas e proporcionar uma experiência completa a seus clientes.

Além disso, é importante enfatizar o aspecto de segurança e discrição. Durante o carnaval, o ambiente lotado e festivo pode levar a situações em que encontros íntimos espontâneos nem sempre são seguros ou consensuais. Nesse contexto, os acompanhantes profissionais oferecem uma alternativa mais segura e controlada, em que limites claros são estabelecidos e o consentimento e a segurança de ambas as partes são garantidos. Esse profissionalismo e a garantia de discrição fazem com que muitos participantes prefiram contratar serviços de acompanhantes em vez de correr o risco de encontros casuais.

Impactos econômicos e sociais

A presença de acompanhantes nos carnavais tem implicações múltiplas e variadas, tanto econômicas quanto sociais. Esses impactos se manifestam de forma direta e indireta, afetando tanto as comunidades locais quanto a percepção e a estrutura dessas festividades globais.

Do ponto de vista econômico, a atividade de acompanhantes durante o carnaval representa uma injeção considerável de capital nas economias locais. Esse fenômeno é especialmente notável em cidades e regiões onde o turismo desempenha um papel fundamental na economia. Durante os dias de carnaval, a demanda por serviços de acompanhantes aumenta exponencialmente, gerando uma renda significativa para aqueles que trabalham no setor. As tarifas cobradas por acompanhantes durante esses eventos costumam ser substancialmente mais altas do que em outras épocas do ano, refletindo tanto a alta demanda quanto a disposição dos clientes de pagar por experiências exclusivas.

Além disso, o impacto econômico não se limita apenas às taxas cobradas pelos acompanhantes. Há vários setores associados que também se beneficiam do aumento da atividade. Por exemplo, os setores de hotelaria e transporte estão passando por um boom devido à necessidade de acomodações e viagens para profissionais que viajam para esses eventos. Restaurantes, bares e lojas também se beneficiam indiretamente, pois os clientes de acompanhantes geralmente procuram criar uma experiência completa, incluindo jantar, sair à noite e fazer compras.

Um exemplo tangível desse impacto pode ser visto durante o Carnaval do Rio de Janeiro. Essa celebração atrai milhões de turistas, e a presença de acompanhantes não apenas satisfaz uma demanda específica, mas também contribui para a economia local de forma significativa. Os acompanhantes que viajam para o Rio de Janeiro para trabalhar durante o Carnaval geralmente reservam acomodações de luxo e usam serviços de transporte particular, o que representa uma renda adicional para esses setores. Além disso, as transações financeiras associadas aos seus serviços geram um fluxo de capital que beneficia vários atores da economia local.

Do ponto de vista social, a presença de acompanhantes nos carnavais levanta debates e reflexões sobre a natureza dessas festividades e as dinâmicas de poder e gênero que as sustentam. Por um lado, pode-se argumentar que a participação de acompanhantes em carnavais é uma expressão legítima de autonomia pessoal e profissional. Muitos desses profissionais veem o carnaval como uma oportunidade de trabalho que lhes permite obter uma renda considerável em um curto período de tempo, melhorando assim sua qualidade de vida e a de suas famílias.

No entanto, também há preocupações sobre a exploração e a vulnerabilidade das pessoas que trabalham no setor. Em contextos em que as regulamentações e as proteções legais são insuficientes, os acompanhantes podem enfrentar situações de risco, inclusive exploração do trabalho, abuso e violência. Essa dinâmica é particularmente preocupante em eventos de massa, como o carnaval, em que o fluxo de turistas e a natureza efêmera dos relacionamentos podem facilitar situações de exploração e abuso.

As percepções sociais sobre acompanhantes em carnavais são variadas e, muitas vezes, contraditórias. Por um lado, alguns segmentos da sociedade veem essa atividade como parte integrante e natural do carnaval, refletindo a liberdade e o espírito permissivo que caracterizam essas festividades. Por outro lado, há estigmas e preconceitos que associam a profissão de acompanhante à imoralidade e à depravação, o que pode levar à discriminação e à marginalização das pessoas que escolhem essa forma de trabalho.

Esses estigmas sociais não afetam apenas os acompanhantes, mas também influenciam a percepção geral do carnaval como uma celebração cultural. A presença visível do setor de acompanhantes durante essas festividades pode gerar polêmica e debates sobre os valores e as tradições que o carnaval deve promover. Em alguns casos, essas controvérsias podem levar a tentativas de regulamentar ou restringir a atividade dos acompanhantes durante o carnaval, o que, por sua vez, levanta questões sobre liberdade pessoal e direitos trabalhistas.

Em resumo, a presença de acompanhantes nos carnavais tem um impacto econômico significativo, beneficiando vários setores da economia local. Ao mesmo tempo, levanta questões sociais importantes sobre exploração, vulnerabilidade e percepções públicas da profissão. Essa dinâmica complexa reflete a realidade multifacetada do carnaval, uma celebração que combina alegria e liberdade com desafios econômicos e sociais que merecem atenção cuidadosa e uma abordagem abrangente.

Beija-Flor 2025: samba da parceria de Edson Jacaré

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Compositores: Edson Jacaré, Egildo de Nilópolis, Rogério Fabiano, Jr. Billy Mandy, Mestre Dudu 7 e Jorge Aila

SOPRAM OS VENTOS DE IANSÃ
RESSOA A JUSTIÇA DE XANGÔ
PRA COROAR LUIZ MENINO
QUE TRAÇOU O SEU DESTINO E SE IMORTALIZOU
JOELHOS DOBRADOS, A FÉ NO SAGRADO
RESPEITO AO LEGADO DOS SEUS ANCESTRAIS
PRECEITOS RITUAIS, UM BANHO DE AXÉ
GUIAS E PATUÁS PRA SE MANTER DE PÉ
FEZ DA ARTE SEU PROTESTO
PRETA GENTE EM MANIFESTO, RESISTÊNCIA E IGUALDADE
Ê QUILOMBOLA NILOPILITANO
SOBERANO E COMBATENTE NA SOCIEDADE

A INSPIRAÇÃO E O DOM QUE NA LATA ECOOU
SENTIMENTO E SOM RUFAM NO TAMBOR
BATUQUE E BATUTA, ARRANJO E LABUTA
ENCANTO QUE O MESTRE NOS ENSINOU
“E O CANTO QUE O MESTRE NOS ENSINOU”

COM A SUA VOZ…
NO SAMBA E NA VIDA É NOSSO “ESPELHO”
MESMO PROIBIDO SEMPRE OLHOU POR NÓS
NÃO ESTAMOS SÓS, POIS SOMOS SEUS HERDEIROS
LAÍLA… A SUA HISTÓRIA INSPIRA GERAÇÕES
MARCOU SEU NOME EM TANTOS PAVILHÕES
MAS EM NILÓPOLIS É SEU LUGAR
COMUNIDADE ESTAVA LOUCA DE SAUDADE
E CLAMA NO ORUM AO MAGO E AO GRIÔ
QUE DERRAMEM BENÇÃOS NA BEIJA-FLOR

EU VIM CANTAR PRA VOCÊ, MOSTRAR O QUE APRENDI
SEI QUE A SUA ALMA AINDA VIVE AQUI
SOU BEIJA-FLOR, SANGUE NOBRE AZUL E BRANCO
LAROYÊ LAÍLA DE TODOS OS SANTOS