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Negro Rei vive! Musical conta a vida de Martinho da Vila em São Paulo

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Na última quinta-feira, estreou em São Paulo, o espetáculo “Martinho, Coroação de Rei – o Musical”, com direção de Miguel Falabella, Jô Santana e dramaturgia de Helena Theodoro. A apresentação da obra, que ocorreu no Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, foi realizada para convidados. O público poderá acompanhar o musical a partir desta sexta-feira. Fato é que é um lindo espetáculo. As encenações retratam a vida de Martinho corretamente. Quem é fã do sambista, sairá do local ainda mais apaixonado. Quem é apenas um admirador, com certeza irá virar fã de carteirinha. O espetáculo retrata bastante a negritude de Martinho, a ancestralidade e a África com a cultura nacional. Danças afros, músicas com instrumentos do continente e orixás dão o tom do show.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

O espetáculo é feito em vários momentos. Começa com um griô exaltando a África e, após, os atores que interpretam Martinho da Vila entram em cena o tempo todo. Todos atuam de forma brilhante, mas vale destacar o ator Alan Rocha, que reproduz uma voz idêntica a do homenageado, além da aparência lembrar o músico nos anos 1970 e 1980.

Todos sabem da forte ligação que Martinho da Vila tem com a escola de samba Unidos de Vila Isabel. Por isso, um ator representando Noel Rosa, icônico personagem do bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, também aparece para contar em forma de ‘setores de desfile’. Ele se manifesta na figura de um anjo, mas com uma personalidade caricata. A atriz, que simboliza a mãe do homenageado, Teresa de Jesus, diversas vezes entra em cena.

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Há muitas outras coisas, vários sucessos do artista são cantados e outras encenações importantes da vida de Martinho são mostradas. Encerrando o musical teve uma roda de samba com presença das filhas Mart’nália, Analimar Ventapane e Maíra Freitas, além da neta Dandara Ventapane fazendo parte do elenco do musical. Vale destacar que a obra estará disponível para o público em geral a partir desta sexta-feira e terá o seu encerramento na próxima segunda-feira.

“É lindo. Fazer esse espetáculo é muito bonito, trazer Martinho para luz é muito importante. Essa africanidade que ele traz eu tentei recriar no palco. É um ícone do Brasil, está tudo no espetáculo e com certeza as pessoas devem assistir”, disse o diretor Miguel Falabella.

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Exaltando a negritude

O ator Jô Santana é especialista em produzir musicais em tributo a artistas, trabalhando pela empresa Fato Produções Artísticas. De acordo com um dos responsáveis pela obra, foi um trabalho grandioso e é uma honra falar sobre a história do Brasil junto com Martinho. “É uma honra contar a história do Martinho. Fazer isso é contar a história do Brasil. Fazer esse recorte. É contar a nossa ancestralidade, como está no espetáculo. Não dá para contar a história do Martinho, a história do Brasil, sem falar do negro. É um trabalho muito grandioso que foi feito no coletivo, com a direção do Miguel Falabella e da nossa querida assistente, Iléa Ferraz”, declarou.

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Outra profissional que atuou na linha de frente do projeto, Iléa Ferraz, falou sobre a importância de tudo que envolve Martinho da Vila, sobretudo a África com o Brasil. “Falando da dramaturgia, da construção deste musical, é beber das raízes da África para trazer a história do Martinho, trazendo também a história do Brasil, ressignificando a partir da ótica de um homem negro que trouxe a realeza. É contar a história negra de uma maneira muito positiva, trazer as raízes, todas as grandes influências da cultura popular, trazer a folia de reis, trazer os itans, as lendas africanas para contar a história desse grande brasileiro que fez a obra dele um caminho para se falar sobre África e sobre o Brasil. A dramaturgia se centra exatamente nisso, onde a África é o berço do mundo e da cultura brasileira”, explicou.

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A diretora explicou os ensaios e a exigência que um artista deve ter para trabalhar em uma peça deste tamanho. “Normalmente, o ensaio musical dura dois meses. Foram aproximadamente 70 dias de muita dança, muita atuação, muita música, muita pesquisa, muita conversa e muitos ensaios. Um artista de musical tem que cantar, dançar e atuar com excelência. A exigência é muito grande. Você tem que ser forte em todos os sentidos”, contou.

Iléa exaltou o talentoso elenco estrelado quase que inteiramente por pessoas negras e, de acordo com ela, é de honraria ver pessoas dessa importância crescendo cada vez mais no ramo. “É um elenco extraordinário. É lindo ver uma geração nova de atores negros galgando nesse caminho do musical. O Brasil é o quinto país que mais produz musicais no mundo. A presença do artista negro está realmente chegando agora, e a Fato Produções é muito responsável por isso, porque ela tem contado as nossas histórias. Tem inserido as histórias dos grandes personagens negros nos musicais. É uma grande honra e eu fico muito feliz. Eu como uma artista mais velha, ver essa geração de artistas negros e potentes, tem sido muito gratificante”, comentou.

Ótimo elenco e emoção de assinar primeira obra

O coreógrafo da peça, Rafael Machado, relatou emocionado que o musical do Martinho é a primeira obra que ele assina oficialmente, apesar de ter feito vários outros trabalhos. O dançarino contou suas experiências para se inspirar na feitura do tributo. “A emoção é imensa, porque é a primeira vez que eu assino a coreografia de um musical, depois de 18 musicais na minha carreira. É fantástico falar de Martinho, sobre essa cultura preta maravilhosa que é a minha. Outro dia me perguntaram como foi a inspiração. Digo que foi a minha vida toda. Eu fiz dança de salão, estudei ballet, dança afro, jazz e está tudo aí embasado na obra genial do Miguel Falabella e Jô Santana, alicerçado pela mestra Helena Teodoro… Mas é muita emoção. Eu fui pai agora também. Tem sido fantástico na minha vida”, destacou.

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Rafael diz que os ensaios foram fortes, visto que há muita dança na apresentação. Houve participações de outras pessoas, segundo o coreógrafo. “Foi pesado, porque é um espetáculo bem dançante. A gente teve duas semanas só de dança. Tivemos aula com a Tainara, tivemos aula com a Geisa Ruiz de ballet… E aí é muita dança. Ensaiamos dois meses e duas semanas, mais ou menos. Mas é um elenco muito maravilhoso. Foi delicioso”, contou.

O profissional agradeceu profundamente o seu elenco, exaltando a qualidade de todos os envolvidos. “O bom é a gente ter o privilégio de trabalhar com gigantes. Nós temos no elenco pessoas gigantes. Eles são generosos, talentosos, valentes, disponíveis. Aí fica fácil trabalhar. Agradeço muito a eles”, afirmou.

Revolução do samba e grandes elogios à obra

O evento contou com uma presença ilustre do mundo do carnaval. O ex-intérprete e ex-presidente do Vai-Vai, Thobias da Vai-Vai, compareceu para assistir ao espetáculo. Um dos maiores cantores de samba-enredo que já passou pela Tiradentes e Anhembi elogiou o teatro. “Eu quero fazer aqui o meu elogio pela iniciativa do Jô. Eu pude vir em todos os musicais que ele fez, desde o primeiro, que foi sobre o Cartola. Eu fiquei sabendo antes, quando ainda era um projeto na cabeça dele e torci muito para dar certo. Ele fez o primeiro, o segundo e aí chegamos aqui no Martinho da Vila. Para mim o samba é dividido em duas partes: Antes e depois do Martinho da Vila. É um sambista diferenciado, é um homem que colocou o nosso samba em outro patamar de A a Z. Todo mundo gosta e conhece o Martinho. É sucesso nacional e internacional. O arranjo dessa produção está muito bonito. O Miguel Falabella e o Jô fizeram uma dobradinha muito legal”, disse.

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Thobias é um grande admirador de Jamelão. O saudoso intérprete carioca foi retratado em determinado momento da peça junto com o ator de Martinho. O vai-vaiense aprovou a atuação e disse que voltou no tempo. “Eu estou fazendo um tributo ao Jamelão, que eu convivi com ele há alguns anos. Foi o meu incentivador, sempre me respeitou e eu sempre respeitei. A gente teve algumas histórias muito engraçadas juntas. Foi muito legal a interpretação do ator fazendo o Jamelão. Passou um filme na minha cabeça”, contou.

Apesar de todos os elogios, o cantor lamentou a falta de reconhecimento que o samba tem sofrido. Segundo Thobias são muitas promessas que não saem do papel, além da falta de apoio para fazer mais espetáculos como o tributo ao Martinho da Vila. “Infelizmente a gente não tem esse reconhecimento todo. Eu fico vendo esse elenco maravilhoso e falo como o nosso povo é talentoso. Eu vejo muito discurso, mas poucas ações. Tem essa história de ‘não basta não ser racista, tem que ser antirracista’, mas na hora de procurar apoio para poder desenvolver a sua arte, é complicado. A nossa cultura é muito rica, mas o que falta é investimento”, finalizou.

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SERVIÇO

Teatro Sergio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
Bilheteria física do teatro sem taxa de conveniência
Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 14h às 19h. Em dia de espetáculo, das 14h até o horário de início da sessão.
Contato: (11) 3288-0136
Bilheteria on-line: www.sympla.com.br
Reservas para grupos: [email protected]
Classificação: 16 anos

Sessões
Sexta-feira e segunda-feira, às 20h00
Sábado, às 15h e às 20h
Domingo, às 16h

VALOR DE INGRESSO

Setor Canta, Canta, Minha Gente
R$ 15,00 e R$ 60,00
Setor Casa de Bamba
R$ 100,00 e R$ 200,00
Setor Tom Maior
R$150,00 e R$75,00

‘Tem Criança no Samba’: Evento vai celebrar escolas de samba mirins do Rio de Janeiro

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Reconhecer o comprometimento com a promoção da cultura e dos direitos fundamentais das crianças é o objetivo da entrega de moções para as escolas de samba mirins do Rio de Janeiro na solenidade “Tem Criança no Samba”, que vai acontecer na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira, dia 23 de setembro, às 18h. Promovido pela vereadora Thais Ferreira (PSOL/RJ), o evento vai homenagear os diretores das seguintes agremiações: Mangueira do Amanhã, Herdeiros da Vila, Tijuquinha do Borel, Aprendizes do Salgueiro e Virando Esperança.

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Foto: Hanna Beyla/Divulgação Riotur

É importante destacar que a solenidade tem também como proposta ressaltar o papel fundamental na organização e no desenvolvimento de atividades das escolas de samba mirins. Tal iniciativa se deve ao fato das atividades realizadas ao longo dos anos que enriquecem a vida cultural das crianças, proporcionando momentos de aprendizado, expressão e alegria. Compondo a mesa de homenagens do evento como convidado de honra estará Manoel Dionísio, presidente e fundador da 1ª Escola de Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Porta-Estandarte do Rio de Janeiro.

Vale ressaltar que assim como no futebol, as escolas de samba mirins do Rio de Janeiro são reconhecidas como celeiro de talentos. Elas são um tipo de agremiação recreativa e cultural, semelhante a uma escola de samba tradicional, mas voltada para crianças. Além disso, geralmente são ligadas a uma escola mãe e costumam ter cunho social, a fim de ocupar as crianças com atividades sócios-culturais.

Serviço: Solenidade “Tem Criança no Samba”
Data e horário: 23/09 às 18h
Local: Câmara Municipal do Rio de Janeiro- Praça Floriano, S/N- Centro

Noite em alto nível técnico na eliminatória da Beija-Flor

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A equipe do CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, acompanhou mais uma etapa da disputa de samba-enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2025. Por um problema técnico no sistema de som, nenhuma parceria foi eliminada. Seis obras vão se apresentar novamente apenas no dia 3 de outubro na quadra. * OUÇA AQUI OS SAMBAS CONCORRENTES

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Parceria de Kirraizinho: O primeiro samba da noite foi dos compositores Kirraizinho, Dr. Rogério, Ronaldo Nunes, Clay Ridolfi, Miguel Dibo e Ramon via 13. A torcida marcou grande presença e mostrou o samba na ponta da língua. Charles Silva e Pitty de Menezes mostraram um entrosamento perfeito e cantaram demais. O palco do samba 23 chamou muita atenção pela força, pois também tinha Igor Vianna, Tem-Tem Jr e Igor Pitta. A noite começou em alto nível com esta obra que possui muita qualidade. O pré refrão foi um dos pontos que impulsionaram a apresentação “Quando a saudade apertar/Lembre que amor não tem fim/Nós somos um só, você vive em mim”. O fortíssimo refrão principal foi o grande destaque, passando como um “trator” na quadra “Obákossôkao, Kabecilê/Orum ordenou, tem festa no ayê/Laila eternamente soberano/No coração do Nilopolitano”. O refrão de meio também teve um rendimento positivo, assim como a cabeça do samba. A melodia empregue nos primeiros versos no início da segunda parte faz com que o samba não caia em nenhum momento. O som prejudicou um pouco a parceria, pois o microfone do Pitty estava baixo e só aumentou na terceira passada. Mas isso não tirou o brilho da apresentação que foi de muita qualidade, sendo um dos destaques da noite. O samba rendeu muito bem na quadra.

Parceria de Júnior PQD: o segundo samba da noite teve a assinatura dos poetas Júnior PQD, Nando Souza, Robinho Donozo, Nathan Walace, Daniel Colete e Andrezinho da Beija-Flor. A torcida fez a festa e cantaram principalmente o refrão de cabeça. O palco do samba 2 foi prejudicado pelo som, interferindo na apresentação. O diretor Marquinho Marino logo percebeu que tinha algo errado e optou por não cortar nenhuma obra nessa noite. Atitude sensata do diretor carnaval da Beija-Flor que é craque no que faz. O destaque foi o refrão de cabeça que animou a torcida “De todos os santos, de todos os sambas/De ogum padroeiro, irmão de Xangô/Eparrey Oyá!/Laíla é o canto do meu Beija-Flor”. Uma apresentação que com certeza iria ter mais êxito, se não fosse o problema no som.

Parceria de Romulo Massacesi: O terceiro samba da noite foi assinados pelos compositores Romulo Massacesi, Junior Trindade, Serginho Aguiar, Centeno, Ailson Picanço, Gladiador e Felipe Sena. A torcida simplesmente deu um show, cantando até mesmo antes de começar a apresentação. Chamou atenção o ator representando o Laíla, pois o jeito era idêntico. Nino do Milênio e Bruno Ribas tiveram ótimo desempenho na condução do samba. O samba 5 tem o objetivo de emocionar o Nilopolitano, e foi visível a emoção de vários na quadra. O refrão principal teve um ótimo desempenho “Da casa de ogum, Xangô me guia/Da casa de Ogum, Xangô me guia/Dobram atabaques no quilombo Beija-Flor/Terreiro de Laíla meu griô”. Outra parte que teve um rendimento de destaque foi a chamada para o refrão principal “Chama João pra matar a saudade/Vem comandar sua comunidade/Oh Jakutá, o Cristo preto me fez quem eu sou/Receba toda gratidão Obá, dessa nação nagô”. Um ponto que teve uma melhora significativa comparando com outras apresentações do samba 5 foi a primeira parte do samba, onde o rendimento foi muito bom e teve fluidez. A melodia tem nuances que conquistam a galera, como por exemplo “Eu vou seguir sem esquecer nossa jornada”. A parceria realizou a sua melhor apresentação nas eliminatórias desse ano e foi outro destaque da noite.

Parceria de Sidney de Pilares: O quarto samba da noite foi dos compositores Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Marcelo Lepiane, Valtinho Botafogo, João Conga e Dr. André Lima. A torcida fez a parte dela, cantando bastante a obra, com direito a uma vibrante coreografia. Zé Paulo com toda a sua garra e alegria foi fundamental para a apresentação. Vale destacar também o desempenho do intérprete Bico Doce no palco. O refrão principal foi um dos destaques “Guarda a encruzilhada, abre os caminhos/Exu da baixada, de volta pro ninho/Quem busca a vitória, não teme quebranto!/Laroyê! Laíla de todos os santos!”. A segunda parte do samba chama atenção pelas inúmeras variações melódicas e por trazer desfiles importantes da carreira de Laíla. O refrão do meio teve um rendimento muito bom “Preto velho me ensinou a caminhar/Quem não quer guerra sabe guerrear/O valor do meu lugar é lição do professor/Naê rainha do meu Beija-Flor”. O samba cresceu na disputa e vai disputar um lugar na final.

Parceria de Diogo Rosa: O penúltimo samba da noite foi assinado pelos poetas Diogo Rosa, Julio Assis, Diego Oliveira, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso. A torcida deu um show e teve um canto de arrepiar. Os intérpretes Tinga e Emerson Dias conduziram o palco que foi fantástico. É impressionante o conjunto de apresentações do samba 1, onde o rendimento vem sendo absurdo. O samba possui muita força e isso já fica evidente no refrão principal “A ê bàbá!/Àjàká máa bè Kaô/Àjàká máa bè kaô/Beija-Flor é seu gongá/ Se tenho a história que você respeita/Que a justiça seja feita “Foi Laíla o orixá”. Na primeira parte do samba a melodia é fluida e certinha, com um grande destaque para o preparo para o refrão de meio “Dos ibejis à magia cigana/Okê caboclo! Flecha soberana!”. O refrão de meio teve um rendimento muito bom “Gabgazumba ê! Luiz!/Reparação do gueto, a minha raiz/A voz das vozes silenciadas/Comandante preto da nação Baixada”. Tem uma variação melódica que chama muita atenção na segunda parte “Verdade, o samba fez a dor passar”. O final da segunda teve um rendimento ótimo “Meu velho, da encruza até a quadra/Há macumba arriada/Não há chama que lhe forge/Saiba já está tudo preparado/Pra você ser assentado/Bem ao lado do São Jorge”. Foi mais uma apresentação de muita qualidade e do samba 1 que foi outro destaque da noite nilopolitana.

Parceria de Serginho Sumaré: Para fechar a noite de eliminatória da Beija-Flor, o último samba foi assinado pelos compositores Sérginho Sumaré, Marcelo Guimarães, Rogério da Mata, Neilson Oliveira, Léo Freire e Ademir. A torcida marcou presença com as tradicionais bandeiras e bandeirões. O intérprete Gilsinho, com todo o seu talento, conduziu muito bem a obra. Mais uma vez, o refrão principal foi o principal destaque “Ogum patakori, já fiz o meu orô/E hoje estou aqui, a rua prateou/De todos os santos e todos os sambas/Eternamente um Beija-Flor”. Já o refrão do meio, possui uma melodia um pouco diferente do habitual nos versos “Pra Nossa Senhora, Oxum/E a Cigana peço proteção/Batizado no ardor da fé e banhado de axé”. O desfecho é bom com a chamada para o refrão de cabeça “Eu nunca vi igual/O rolo compressor do Carnaval”. Foi uma apresentação satisfatória da parceria para fechar a noite de eliminatória.

Decisão na Vintém! Unidos de Padre Miguel escolhe samba hoje e leitores apontam favoritismo para parceria de Chacal do Sax

Nesta sexta-feira, 20 de setembro, a Unidos de Padre Miguel escolherá o seu hino para o Carnaval de 2025. A escola, que retornará à elite do Carnaval Carioca após 52 anos, levará para a Marquês de Sapucaí o enredo Egbé Iyá Nassô, de autoria dos carnavalescos Alexandre Lousada e Lucas Milato. O enredo promete uma viagem pela história e tradição afro-brasileira, ao destacar o legado de Iyá Nassô e o papel fundamental do Ilê Axé Iyá Nassô Oká, considerado o mais antigo templo afro-brasileiro ainda em funcionamento. Em pesquisa feita com os leitores do CARNAVALESCO, a parceria de Chacal do Sax, Julio Alves, Igor Federal, Caio Alves, Camila Myngal, Marquinhos, Faustino Maykon e Claudio Russo foi apontada por 43% como favorita para vencer o concurso. A parceria de Thiago Vaz, W. Corrêa, Richard Valença, Diego Nicolau, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Miguel Dibo e Cabeça Do Ajax recebeu 30,3% e a parceria de Jefinho Rodrigues, Samir Trindade, Ribeirinho, Jonas Marques, Dr. Castilho, Fábio Bueno, Domingos PS e Igor Leal ficou com 26,7%.

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“Estamos muito empolgados para esta escolha. A final promete ser um grande espetáculo e uma celebração do nosso retorno à elite do Carnaval”, destacou Cícero Costa, diretor de carnaval da escola.

A festa começará às 22h, com um show do grupo PegaBlack e apresentações dos segmentos da UPM. Baianas, passistas e os casais de mestre-sala e porta-bandeira se apresentarão ao som do intérprete oficial Bruno Ribas, que interpretará sambas antológicos da escola, acompanhados pela bateria “Guerreiros da Unidos”, de mestre Dinho. Além disso, uma apresentação especial está sendo preparada pela direção artística da escola, em seguida, a direção dará início à última etapa do concurso. A entrada para a grande final será gratuita até à meia-noite. Após esse horário, o ingresso custará R$ 20,00 (vinte reais). A quadra da Unidos de Padre Miguel está localizada na Rua Mesquita, 08 – Padre Miguel, próximo ao Hospital Municipal Albert Schweitzer. A classificação é para maiores de 18 anos.

Parcerias finalistas na Unidos de Padre Miguel defendem suas obras

SERVIÇO
FINAL DE SAMBA UNIDOS DE PADRE MIGUEL
Data: 20 de setembro
Local: Quadra da UPM – Rua Mesquita, 08 – Padre Miguel
Horário: A partir das 22h
Preço: Grátis até 00h // depois R$ 20,00 (vinte reais)
Classificação: 18 anos

Herdeiras da raiz! Crislin Andrade e Camila Villar vencem concurso de musa da comunidade da Unidos de Padre Miguel

Mestre Dinho, da ‘Guerreiros’, recebeu medalha Pedro Ernesto

Leandro Vieira apresenta figurinos dos casais, destaques e rainha de bateria da União de Maricá

Numa tarde marcada pela alegria, a União de Maricá realizou no barracão de alegorias, localizado em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, a apresentação dos figurinos de seus casais de mestre-sala e porta-bandeira, destaques e da rainha de bateria para 2025. Desenhadas pelo carnavalesco Leandro Vieira, as fantasias fazem parte do planejamento da agremiação para o próximo carnaval. A escola se prepara para levar à Sapucaí o enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”, na Série Ouro.

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Fotos: Sergio Henrique/Divulgação Maricá

Leandro Vieira expressou sua satisfação ao revelar os desenhos aos componentes da escola. Para ele, a ocasião representa um momento de celebração, além de um passo importante na preparação para o desfile.

“Fico feliz com a possibilidade de entregar os figurinos aos destaques das alegorias e aos casais de mestre-sala e porta-bandeira e perceber o entusiasmo dos mesmos com aquilo que pensei em vesti-los. É bom, após um dia de encontros para apresentar propostas de fantasias, ficar com a sensação de que todos se sentem realizados com aquilo que proponho. É um dia de alegria para todos nós que acreditamos no carnaval que virá como uma possibilidade de nos apresentarmos à altura dos anseios da escola”, disse Leandro.

Os figurinos foram entregues ao primeiro casal Fabrício Pires e Giovanna Justo e ao segundo casal Gugu e Bia Strella. As fantasias serão confeccionadas pelo Ateliê Aquarela Carioca. Além dos casais, os destaques Fabri, Saluá, Kevin Martins, Márcia Frey e Amaro Sérgio também conheceram suas indumentárias, assim como a rainha de bateria Rayane Dumont.

Em 2025, a União de Maricá será a sexta escola a desfilar na sexta-feira, 28 de fevereiro, exaltando Seu 7 de Lira, famosa entidade da umbanda carioca e que tinha como médium a mãe de santo Cacilda de Assis.

Mocidade Independente de Padre Miguel é tema de aula inaugural para universitários no Rio

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O departamento de Comunicação da Mocidade Independente de Padre Miguel foi o tema da aula inaugural do curso de Comunicação Social da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. O bate-papo, conduzido pelo diretor de Marketing da escola, Bryan Clem, apresentou os cases de sucesso da agremiação na área e como tem utilizado as plataformas digitais para promover a cultura carnavalesca, atrair novos torcedores e gerar receitas adicionais.

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Foto: Amanda Girelli e Agatha Cristy/Divulgação Mocidade

“É sempre muito gratificante ver o carnaval na sala de aula e o grande interesse dos jovens. A Comunicação hoje é fundamental dentro do cenário, e precisamos cada vez mais de futuros profissionais engajados”, destacou Bryan.

Durante a aula, o diretor também compartilhou insights sobre a estratégia de marketing do enredo de 2024, “Pede Caju Que Dou… Pé de Caju Que Dá!”, explicando como o tema foi conectado a marcas relacionadas à fruta para criar ações publicitárias inovadoras.

“É sempre muito interessante que os nossos alunos tenham a possibilidade de ouvir profissionais trazendo sua prática e experiência de mercado para dentro da sala de aula. A Mocidade hoje virou um case dentro da área, e ficamos muito felizes em estreitar ainda mais essa parceria”, ressaltou o coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Estácio, Rodrigo Perestrelo.

Em 2025, a Mocidade levará para a Sapucaí o enredo “Voltando para o futuro, não há limites para sonhar”, dos carnavalescos Renato e Márcia Lage.

Inscrições abertas para o concurso que vai coroar a Corte Real do Carnaval 2025

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A Riotur abre inscrições para a escolha da Corte Real do Carnaval 2025, que vai ser composta por sete integrantes: Rei Momo, Rainha, Primeira e Segunda Princesas, Muso e Musa LGBTQIA+e Cidadão não binário. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 16 de outubro e podem ser feitas por e-mail ([email protected]) ou pessoalmente na sede da Riotur.

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Podem participar pessoas com no mínimo 18 anos completos na data da inscrição, residentes e domiciliados no Estado do Rio de Janeiro, ter ensino fundamental completo, identificar-se como pessoa integrante do grupo LGBTQIA+ para os cargos de Muso, Musa e Não Binário.

Os vencedores nas categorias Rei Momo e Rainha receberão, cada um, R$ 45,5 mil de premiação. Os demais serão premiados com R$ 32,5 mil, cada.

As datas das eliminatórias serão divulgadas em breve. O júri será composto por profissionais indicados pela Riotur, e as análises serão baseadas nos seguintes quesitos: domínio da arte de sambar, facilidade de expressão e desembaraço, simpatia e espírito carnavalesco.

O regulamento e a ficha de inscrição podem ser obtidos por e-mail [email protected] ou na sede da Riotur.

No ato da inscrição, os candidatos deverão apresentar cópias dos seguintes documentos:
a) identidade;
b) CPF;
c) Comprovante de Residência na Região Metropolitana do Rio de Janeiro ou, em caso de não possuir, declaração de próprio punho informando que reside na Região Metropolitana do Rio de Janeiro;
d) Diploma ou declaração de escolaridade;
e) Número de inscrição no INSS/PIS/PASEP ou NIT;
f) 01 fotografia nítida e recente de corpo inteiro;
g) Atestado de aptidão física com validade mínima de 06 meses a contar da data final de inscrição atestando condições de saúde que permitam o cumprimento do contrato, caso sejam eleitos (as) para o mandato da Corte do Carnaval de 2025;
h) Declaração constante do Anexo II, informando estar ciente de que se declarada qualquer irregularidade, falsificação ou omissão de informações, o(a) candidato(a) se tornará inelegível por até 2 concursos e desclassificado(a) deste. Fazem parte deste conjunto de informações os dados cadastrais:

– Nome completo,
– Endereço.
– Documento de identificação.

i) Declaração de que não é servidor (a) Público (a) Federal, Estadual ou Municipal, nos termos do Parágrafo Segundo, do art. 7ª do presente regulamento.

Os pedidos de esclarecimento sobre o regulamento, só poderão ser feitos até o dia 10 de outubro de 2024 e a Riotur terá até o dia 14 de outubro de 2024, para resposta dos pedidos aos interessados. Todos os esclarecimentos serão realizados por meio de e-mail [email protected] ou através do telefone 21 2088-0049.

Serviço:
Inscrições para o Concurso Corte Real Carnaval 2025
Data de início: 19/09
Data final: 16/10
Inscrições por e-mail: [email protected]
Presencial: Rua Dom Marcos Barbosa nº 02 – 2º andar, Cidade Nova, das 10h às 17h
Outras informações: (21) 2088-0049.

Aprovada! Sinergia da Grande Rio com a Liga e escolas de Belém reflete em obras fortes para disputa em Duque de Caxias

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A Grande Rio inovou ao fazer uma parceria entre as escolas de samba de Belém, no Pará, e a ligas que comanda os desfiles locais, a Escolas de Samba Associadas de Belém (ESA), para que todas agremiações do Grupo Especial pudessem disputar o concurso de samba e que duas obras fossem escolhidas (OUÇA AQUI) para entrarem na semifinal, dia 24 de setembro, na quadra da Tricolor de Duque de Caxias. No ano que vem, a Grande Rio levará para a Avenida o enredo “Pororocas Parawaras: As Águas dos Meus Encantos nas Contas dos Curimbós”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

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Fotos: Ewerton Pereira/Divulgação Grande Rio

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Ao CARNAVALESCO, o diretor de carnaval da Grande Rio falou da parceria da agremiação com todas escolas do Especial de Belém. “Diferente das outras vezes que as escolas abriam participações de fora do Rio, a gente quis fazer de forma diferente, já que o Pará é um país, proporciona vários enredos, e os carnavalescos foram pelo lado das três princesas e das encatarias. Pensei em fazermos um intercâmbio cultural e que passasse pelo carnaval de Belém. Mergulhando mais no universo deles. Conversamos com a liga ESA e cada escola do Grupo Especial de Belém forneceu um samba para disputa. Isso movimentou nove escolas de lá, estivemos algumas vezes em Belém, falei com os presidentes, expliquei a seriedade da nossa disputa e que o melhor samba ganhará. Eles acreditaram na lisura do projeto, na nossa palavra, apresentamos a sinopse lá com os carnavalescos e todo staff da Grande Rio. Foi uma disputa em pé de igualidade. A única diferença é que a primeira gravação foi com cantores paraenses. Houve a seletiva, duas parcerias classificadas, e o Evandro (Malandro, cantor) gravou os semifinalistas. Envolvemos nove escolas e ficamos muito felizes pelo pioneirismo da Grande Rio. Extrapolamos a fronteira do Rio, do Pará e de outros estados”, contou.

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Para a semifinal, no dia 24 de setembro, a Grande Rio receberá os dois sambas classificados em Belém. Das escolas Bole-Bole e Deixa Falar. Thiago Monteiro comentou a safra paraense.

“Agora, eles vão jogar fora de casa. Vão ser muito bem acolhidos. São duas grandes obras. Tem plenas condições de representar a Grande Rio. A disputa se resolve em quadra, ao vivo e com bateria. Vamos observar todos os sambs, do Rio e de Belém, e vai vencer o melhor. Estou sabendo que tem escola que vem de Belém com três ônibus. Sabemos o projeto de desfile que temos para 2025 e vamos escolher a obra vencedora como muita calma”.

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O diretor de carnaval citou a parceria entre a Grande Rio e as escolas paraenses e o sucesso que foi a seletiva no Pará.

A seletiva paraense reuniu cinco mil pessoas e encantou o diretor de carnaval da Grande Rio. “Foi maravilhoso. O intercâmbio foi muito rico. Essa riqueza cultura entre escolas e comunidades isso tem que ser exaltado. Estamos muito felizes com os sambas produzidos. As escolas conseguiram se mostrar para o mundo. A visilidade foi enorme. Uma troca muito especial e importante”.

Thiago Monteiro contou ainda sobre os workshops que foram feitos entre integrantes da Grande Rio e os componentes das escolas de samba do Grupo Especial do Pará.

“Dentro do intercâmbio fizemos diversos workshops em Belém. Falei sobre harmonia, o mestre Fafá de bateria, o nosso casal falou da arte do mestre-sala e porta-bandeira. Passamos como é o espetáculo no Rio de Janeiro. Foi muito produtivo. Todos ficaram satisfeitos. Fui convidado para estar nos desfiles deles, que será após o nosso, e tenho muito prazer de estar presente. Me sinto também muito acolhido pelo povo paraense”, afirmou Thiago Monteiro.

Dudu Falcão revela segredo da safra de sambas da Viradouro: ‘Escolha de um bom enredo e uma boa sinopse’

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Atual campeã do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro, por mais um ano, tem a safra com maior número de sambas inscritos da elite do carnaval carioca. O CARNAVALESCO conversou com o diretor de carnaval da escola, Dudu Falcão, para saber os segredos da Viradouro para ter, mais uma vez, uma grande safra em número de sambas e muito elogiada no mundo do carnaval. Segundo Dudu, um conjunto de ações da escola possibilitam uma boa safra.

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dudu falcao viradouro
Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

“É a certeza dos compositores em saber que aqui é uma disputa muito íntegra, muito correta e acreditar, de fato, que a escolha será do melhor. É uma sinopse muito bem trabalhada, mas voltada para o compositor, além de procurar externar da melhor maneira possível a história. O Tarcísio (Zanon) e o Gustavo (Melo) buscam que a sinopse seja clara para o compositor pegar e escrever o samba. Mas, principalmente, são as etapas do tira-dúvidas, junto com a audição, que nos ajudam a chegar em uma safra satisfatória. Juntando tudo isso, é sempre a escolha de um bom enredo e uma boa sinopse”, explicou Dudu Falcão.

Ouça os sambas que seguem na Viradouro para o Carnaval 2025

As audições, citadas por Dudu Falcão, são uma das etapas do processo realizado pela Viradouro antes do sambas serem apresentados para o público. “Depois de alguns tira-dúvidas, nos reunimos e cada parceria mostra seu samba, junto com uma parte musical e ali, nós vamos tentando achar, junto com a parceria, o melhor caminho. A maioria já chega lá com tudo muito feito e cabe só uma orientação nossa de ajuste. São três processos desses, que têm dado muito resultado. Isso tem sido, nos últimos dois anos, muito importante para o nosso resultado”, completa.

Disputa de samba

Com a grande safra, a disputa de samba da Viradouro para a escolha do samba-enredo para o carnaval de 2025 está muito acirrada. Dudu Falcão comentou sobre o que o samba campeão precisa ter para ser escolhido como hino da Unidos do Viradouro para o carnaval de 2025.

“Precisa juntar o que nós precisamos mostrar de projeto, respeitar muito bem o enredo, balançar a escola e principalmente, passar o recado correto e perfeito do nosso chão para as arquibancadas e para o mundo do samba. No final de tudo, é emocionar a Sapucaí”,
disse.

A Unidos do Viradouro será a terceira escola a desfilar no primeiro dia de desfiles (Domingo) do Grupo Especial no carnaval de 2025. A Vermelha e Branca de Niterói levará para a avenida o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.